terça-feira, 4 de agosto de 2020

ESTUDO GENERALIZADO SOBRE A MEDIUNIDADE


ESTUDO GENERALIZADO SOBRE A MEDIUNIDADE

TRANSCRITO POR PAULO MALHEIROS E FRANCISCO PERALTA.

  

 

1ª. Versão


Agosto de 2008

  

 






TRANSCRITO POR PAULO MALHEIROS E FRANCISCO PERALTA.

 C O N T E Ú D O

                                                                                                                 Pág.

 

Índice ..................................................................................................................   2

Apresentação ......................................................................................................   3

 

PRIMEIRO MÓDULO

 

I.        O Flagelo do Século  [Cânticos do Coração,  Páginas 63-70 – Vol. II –       

         Yvonne A. Pereira, 1ª. Edição – Ano 1994] ..............................................   4

II.      A Obsessão e o Evangelho  [Cânticos do Coração,  Págs. 73-90 – Vol. II –         

         Yvonne A. Pereira, 1ª. Edição – Ano 1994] ..............................................   7

III.    Não existe desobsessão sem base de renovação moral ...........................  14

IV.     Técnicas de desobsessão .........................................................................  16

V.       Obsessão/Desobsessão – 21 questões e respectivas respostas ..............  34

VI.     Estudo sobre os médiuns [Revista Espírita – Março/1869] .....................  37           

VII.   Considerações sobre a Mediunidade [Cânticos do Coração, Págs.       

        105-112 – Vol. II– Yvonne A. Pereira, 1ª. Edição – Ano1994]..................  40

VIII. Lembretes oportunos sobre a mediunidade [Colhidos da obra denominada

         “Técnica  da  Mediunidade” – 3ª. Edição – Ano 1975 – Carlos J. Torres  

          Pastorino] + Informações e ilustrações obtidas em sites espíritas ........   43  

IX.     Considerações gerais sobre a cura .........................................................  127

IX.1. Curas espirituais [Substancial e primoroso artigo de Wilson Garcia] ...... 128 

X.      O médium e o sexo ................................................................................. 139

XI.     Atributos consignados ao médium ......................................................... 145    

XI.1.  Qualidades de um bom médium ............................................................. 145

XI.2.  Qualidades essenciais ao médium .......................................................... 145

XII.   Qualidades de um doutrinador ............................................................... 148 

XIII. O bom trabalhador ................................................................................. 150 

XIV.  Cem (100) perguntas e correspondentes respostas sobre a mediunida-

     de .........................................................................................................  152 

 

SEGUNDO MÓDULO

 

Glossário – Conteúdo em 54 páginas [Elaborado pela Associação de Divulga- 

dores de Espiritismo de Portugal  + Inclusões e adaptações efetuadas a car-  

go  dos  compiladores/organizadores do presente trabalho].  Embora  o  seu

grande contributo ao presente estudo, o mesmo não dispensa o uso de dicio-       

nário. ............................................................................................................  166          

 

TERCEIRO MÓDULO

 

Listagem  contendo  7  sugestões,  sendo  6  de leitura  e/ou  estudo de algu- 

mas obras (329) concernentes à mediunidade  +  outras afins  +  biografias

de personalidades com caracteres de homem de bem + 1 DVD contendo o se-

minário sobre “Obsessão e Distúrbios Psicofísicos” ...................................... 220  

 

PÓS-ESCRITO

 

 I.     A Educação na Visão de “Sai Baba” ...................................................... 237       

 II.   Jesus, o mais perfeito dos profissionais (o nosso modelo) .................... 239

III.  E finalmente a conclusão do presente estudo ....................................... 240

 

 

APRESENTAÇÃO

 

      Na realização desse trabalho, como Volume nº. 2 contendo 241 páginas, embora seja uma compilação do que por ora pudemos colher na Internet – sites espíritas e outros – e também em livros e revistas espíritas/espiritualistas, além do empenho quanto a buscar noutras fontes conteúdo da matéria em causa, focamos o escopo a quem dele se inteirar, seja contemplado com o propósito de mais uma dentre tantas contribuições com o fito de um dia nos tornarmos homem de bem, conforme o preconizado em “O Livro dos Espíritos, questão 918”.

      Importa aqui lembrar, a ocorrência de repetição de alguns dos tópicos já inseridos no corpo do presente trabalho, pode até ser considerado como proposital tendo em vista que nós humanos muitas das vezes precisamos repisar o já visto, ou do já tomado conhecimento com o propósito dos mesmos ficarem gravados e indelevelmente evidenciados em nossa memória. 

 

ATO CONTÍNUO, o ESTUDO em tela ACHA-SE CONSTIUÍDO DE 3 MÓDULOS E PÓS-ESCRITO, A SABER:

 

1º. MÓDULO: SEGUNDA FASE DE CONHECIMENTOS BÁSICOS E AVANÇADOS DO ESPIRITISMO, ADAPTADO PARA RECICLAGEM PERMANENTE > CONSTITUÍDO DE 9 CAPÍTULOS SOBRE O ESTUDO DA MEDIUNIDADE.

 

2º. MÓDULO: GLOSSÁRIO CONTENDO 54 PÁGINAS – ELABORADO VISANDO DIRIMIR POSSÍVEIS DÚVIDAS DE ALGUMAS DAS PALAVRAS INERENTES AO TEMA AQUI TRATADO E/OU AO ESPIRITISMO PROPRIAMENTE DITO.

3º. MÓDULO: LISTAGEM CONTENDO 7 SUGESTÕES, SENDO 6 DE LEITURA E/OU ESTUDO DE ALGUMAS OBRAS QUE VERSAM SOBRE MEDIUNIDADE, OBSESSÃO, VAMPI-RISMO, DESOBSESSÃO, PASSES, TRATAMENTO E CURAS ESPIRITUAIS/IMPOSIÇÃO DAS MÃOS/MAGNETISMO HUMANO/MAGNETISMO ESPIRITUAL, PSICOLOGIA ESPÍRI-TA, PSIQUIATRIA À LUZ DO ESPIRITISMO, PARAPSICOLOGIA, REGRESSÃO DE MEMÓ-RIA (RM), TERAPIA DE VIDAS PAS-SADAS (TVP), MEDICINA E ESPIRITISMO, MEDICINA PSICOSSOMÁTICA, SAÚDE ESPIRITUAL, PERISPÍRITO [TAMBÉM CHAMADO DE: COR-PO ASTRAL > CORPO PSÍQUICO > CORPO ETÉRICO]/PROJEÇÃO DO CORPO ASTRAL, CHACRAS E/OU CENTROS DE FORÇA, PLEXOS E GLÂNDULAS ENDÓCRINAS (QUE TÊM TUDO A VER COM A MEDIUNIDADE), BIOGRAFIAS DE PERSONALIDADES COM CARACTERES DE HOMEM DE BEM E POR ÚLTIMO DVD CONTENDO O SEMINÁRIO SOBRE “OBSESSÃO E DISTÚRBIOS PSICOFÍSICOS”.  AS OBRAS SUGERIDAS MONTAM O TOTAL DE 329 + 1 DVD.

PÓS-ESCRITO:  A TÍTULO DE CONCLUSÃO.

 

      Enfatizamos e temos como certo que, esse modesto trabalho não dispensa o estudo metódico “e/ou” sistemático das obras que compõe o pentateuco espírita, mais os 12 volumes da denominada “Revista Espírita (1858-1869)”, as chamadas clássicas cujas autorias são atribuídas a Léon Denis, Gabriel Delanne, Camille Flammarion, Alexander Aksakof, Ernesto Bozzano, e a outros, bem como das não menos importantes obras espíritas lançadas a posteriori até a época atual, que o mercado editorial e contemporâneo exibe .

 

      Insistimos, aceita-se sugestão visando aperfeiçoamento do aqui exibido em tela, até porque ele interessa a todos nós profitentes da Consoladora, Confortadora e Esclarecedora Doutrina Espírita; lembrando-se sempre do dístico do Espírito de Verdade: “Espíritas, amai-vos e instruí-vos”.

 

OS ORGANIZADORES

 

I. O FLAGELO DO SÉCULO

“PERG.: PODE O HOMEM EXIMIR-SE DA INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS QUE  PROCURAM ARRASTÁ-LO AO MAL? – RESP.:  PODE, VISTO QUE TAIS ESPÍRITOS SÓ SE APEGAM AOS QUE, PELOS SEUS PENSAMENTOS, OS ATRAEM.”  (O LIVRO DOS ESPÍRITOS, CAP. 8, ITEM 467)

      Não resta a menor dúvida de que a obsessão é o flagelo do Século XX. Isso mesmo foi dito pelo eminente espírita Leon Denis, em suas obras. O estado atual da sociedade, quando vemos o “Espírito das trevas” agindo em todos os setores, coletivamente, também foi profetizado por esse grande inspirado, colaborador de Allan Kardec. Nunca é demais, portanto, rebatermos nessa desagradável tecla, lembrando aos espíritas a urgente necessidade de se habilitarem moral, mental e doutrinariamente, quanto possível, para difundirem os ensinamentos apócrifos que, em nome do Espiritismo, vemos espalhados pelos quatro ventos como verdades ditas por respeitáveis entidades protetoras.

      A obsessão merece dos verdadeiros espíritas as mais acuradas atenções. Ela já se infiltra até mesmo “no seio dos santuários”, isto é, nos templos religiosos pouco vigilantes, promo-vendo ciúmes entre seus componentes, vaidades, dissenções, mal-entendidos, “reformas doutrinárias” e demais operosidades que contrariam os postulados da Doutrina, haja vista o que, no momento, se passa, quando detectamos agrupamentos espíritas, dantes vistos e reconhecidos como templos, a exercerem o perfeito intercâmbio espiritual, hoje rediuzidos a neros clubes onde verificamos de tudo: abusivas e inaceitáveis compras e vendas de “lanches” e merendas, festas e cânticos, burocracia intransigente, diversões, recreios, mas não a “casa do Senhor” , de onde os Protetores Espirituais se retiraram, e onde não mais contemplamos aquelas autênticas atividades próprias do Consolador, que eram o testemunho da presença do Cristo entre nós.

      E não se falando na “mania”, ora em exercício, de “modificar”, “renovar” e “atualizar” a Doutrina dos Espíritos, que, pelo visto, deixou de agradar àqueles que acima dela desejam colocar a própria personalidade.

      Afirmam os adeptos de tais movimentações que o Espiritismo “evoluiu”, e que tudo isso não é senão “o progresso” da Doutrina. Mas tal assersão é insana, pois que lógica e o bom senso indicam que a evolução do Espiritismo seria, em parte, a vinda de outras revelaões do Alto, a comunhão perfeita do Consolador com os homens, a pesquisa legítima e séria, e não a deturpação que vemos nos ambientes que devem ser consagrados ao intercâmbio com o Alto, onde consolamos os mais infelizes do que nós, e onde somos consolados e instruídos por aqueles seres angelicais que nos amam e que, há milênios, talvez, se esforçam por nos verem redimidos de tantos erros.

      Certamente que muitos núcleos espíritas se conservam afinados com as forças superiores do Alto, movimentando-se normalmente, sem as intromissões indevidas, que só podem desfigurar os ensinamentos que temos todos tido a honra de receber dos códigos doutrinários.

      Acreditamos mesmo que a maioria ainda não tenha sido atingida pelas vaidades, pela burocracia, pelos prejuízos do mundo, enfim. Mas o número avantajado dos que aderiram ao nefasto movimento aqui lembrado é, com efeito, desolador. Tudo isso outra coisa não é senão a intromissão das trevas, fruto infeliz da invigilância, da não assimilação da Doutrina por parte daqueles que, “abraçando-a”, esqueceram a auto-reforma, deixando de assumir a grande responsabilidade que essa Doutrina representa para aquele que a aceita.

      Porque o fato de ser espírita não é apenas dirigir um centro de estudos ou experimen-tações mediúnicas, subir a uma tribuna e dizer coisas belas, mesmo porque o Espiritismo é sempre belo de dizer; nem mesmo fornecer semanalmente tantas ou quantas sacolas de gêneros alimentícios ou vestuários aos necessitados. Esse benefício, realmente louvável, também o fazem adeptos de outras convicções ou de nenhuma convicção, livres-pensadores, materialistas e até ateus. Muitos destes, que conhecemos, dão até com a mão direita sem que  

 

a esquerda veja, observando um preceito cristão altamente humanitário.

      O fato de se dizer espírita é também zelar pelo patrimônio que nos foi concedido pela Revelação, respeitar e praticar, com autenticidade e exemplos bons, os ensinamentos superiores, os quais há um século recebemos do Alto, é assimilarmos esses mesmos ensinamentos livres de sofismas e idéias pessoais que a verdade inspira; é sermos humildes de coração e dignos da assistência espiritual que não cessamos de rogar, aprendendo com o Mestre as qualidades que de cada um de nós poderão fazer um discípulo verdadeiro, e não falssos profetas que deturpam tudo aquilo que nos códigos doutrinários encontram.

      No atual momento, cremos que o que de mais urgente precisamos fazer é nos habilitarmos a fim de reaprendermos, porque isso foi esquecido, a evitar e combater a obsessão, quando ela já se infiltrou no indivíduo ou no centro espírita. Nossas atenções precisam voltar-se para esse setor, um dos mais importantes e humanitários da Doutrina Espírita.

      Hoje em dia vemos, com tristeza, que muitos médiuns têm medo de obsessores, sendo que alguns nem mesmo oram por essas entidades, tal o terror às vezes infundado que sentem. No entanto, esses Espíritos são grandes sofredores, sedentos de amor e proteção, irmãos nossos, filhos de Deus, extremamente necessitados do nosso auxílio, pois possuímos tudo para fornecer-lhes. Os ensinamentos que a jorros temos recebido não serão, certamente, para nosso deleite, embelezando-nos a mente apenas, mas para socorrermos com eles os necessitados o pão espiritual também do invisível.

      Espíritos obsessores são famintos de pão espiritual e nem sempre culpados e maus como o nosso exagero e o nosso terror nos fazem vê-los. São, comumente, grandes injustiçados, grandes ofendidos, feridos no que tiveram de mais caro ao coração, carentes da nossa afeição. Se os amarmos, se por eles orarmos com sinceridade com que oramos por um ser querido, se possuímos confiança no Cristo de Deus, eles se tornarão nossos amigos e nenhum mal nos farão, porque o grande remédio para combatê-los é o Amor!

      A “obsessão” – na palavra do eminente Guia Espiritual Bezerra de Menezes – “nada mais é do que uma troca de vibrações afins”. Se somos obsediados é porque queremos ser obsediados. O próprio Jesus advertiu que aquele que procura acha, a quem bate abrir-se-á. E essas admiráveis sentenças, que vemos em Mt 7:7-11, tanto nos instruem sobre aquilo de bom que procuramos como também sobre o mal que procuramos com os nossos próprios passos; tanto se nos abrirão as portas do bem, se nela batermos, assim como as do mal, se as preferirmos. Impiedade será, portanto, deixarmos de orar por esses irmãos tão necessitados do auxílio dos nossos corações, tornando-os indiferentes à sua desgraça. Lembremo-nos de que eles somente nos perturbam, deturpando os nossos centros espíritas ou infelicitando a nossa vida, porque nós mesmos os atraímos com as nossas paixões inferiores, a nossa inviglância, própria dos que não se esforçam para bem assimilar o Consolador.

      Em nome da Caridade Cristã, portanto, roguemos uns aos outros a esmola da prece do coração para esses desespera dos irmãos do plano invisível que, impulsionados pelas nossas ruins paixões, invigilância e indiferença, hoje infelicitam os indivíduos, as nações, os povos, as famílias, os jovens, as próprias religiões, os nossos centros espíritas, que negligenciam as atenções devidas à Doutrina que recebemos.

      Para o combate a tão grande mal será necessária a reação de um grande amor a Deus e ao próximo.

      É preciso educar médiuns, aproveitando-lhes as possibilidades porventura existentes, a fim de socorrê-los, socorrendo a nós próprios, pois que, para tão alta operosidade, são indispensáveis médiuns especiais, de alto gabarito moral, mental e seletivo. É preciso aprender com  o  Cristo de Deus a fornecer o pão espiritual também a esses pobres execrados, quando a

 

verdade é que eles foram homens e mulheres como quaisquer outros filhos de Deus, apenas um pouco mais feridos pela sociedade e pelos próprios indivíduos.

      “Em verdade vos digo: Todas as vezes que faltastes com a assistência a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, deixaste de tê-la para comigo mesmo”.

      Meditemos sobre isso, e fortaleçamos nossa fé. Ninguém fará esse trabalho por nós.

Fonte:

Livro “Cânticos do Coração”, Cap. VI –  Págs. 63-70 – Volume II – Yvonne A. Pereira – Departamento Editorial do CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS [CELD] – RIO DE JANEIRO – RJ  

 

II.  A OBSESSÃO E O EVANGELHO

“PERG.:   POR QUE MEIO PODEREMOS NEUTRALIZAR A INFLUÊNCIA DOS MAUS ESPÍRITOS? – RESP.:   PRATICANDO O BEM E PONDO EM DEUS TODA A VOSSA CONFIANÇA, REPELINDO A INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS INFERIORES... (O LIVRO DOS ESPÍRITOS, CAP. 9, ITEM 469)

      Em verdade, foi o Evangelho que, popularmente, primeiro instruiu o homem sobre a obsessão e sua cura, não obstante existirem exemplos de curas desse mal fora do Evangelho e bem antreriores a ele. Nós outros, porém, vamos aprender ali a retirar o obsessor com a imposição das mãos e a palavra firme da fé, sem, no entanto, dialogar com ele, através da aplicação dos chamados passes. E, dessa forma, vários espíritas e muitos médiuns têm agido a bem do próximo mais vezes do que eles próprios presumem. Mas, para que tal sucesso consigamos, certamente uma iniciação necessitaremos fazer antes das tentativas, habilitando-nos para o espinhoso certame, mormente o espírita que aprendeu a prática do intercâmbio direto com as personagens do mundo invisível.

      O trato com obsidiados e obsessores nem é fácil nem o poderemos tentar sem garantias. Tais garantias serão, inegavelmente, a ressurreição dos nossos próprios valores morais, a reeducação dos nossos princípios e costumes, se os mesmos não se pautarem pelo padrão exposto nos Evangelhos, pois tais responsabilidades comuns ou medíocres, e, sim, a caracteres fortes; moral elevada ou, pelo menos, o esforço contínuo de nos moralizarmos, ressurgindo para Deus, a cada dia; a observação do sagrado sentimento do amor a Deus e ao próximo; os princípios sólidos da fraternidade; a prática do bem exemplificada nos Evangelhos, enfim, a aquisição da vontade, ao menos de nos batizarmos naquela moral superior cujo modelo nos veio de Jesus Cristo, a par da certeza de uma assistência espiritual antêntica e de um meio ambiente não profanado pelo tumulto, isto é, um centro espírita, cujas vibrações equilibradas e favoráveis permitam o êxito dos trabalhos, sem falarmos ainda no “dom de expulsar demônios” ou seja, obsessores, de que os Evangelhos tanto falam. E é justamente a ausência dessa moral e dessas condições ambientes que nos impedem de curar as obsessões nos dias presentes, conforme devíamos e poderíamos curar.

      Não obstante, e apesar dos percalços que nos afligem, muitos e muitos doentes obsidiados têm sido curados pelo Espiritismo, mas com o concurso das sessões chamadas mediúnicas, quando a presença dos Espíritos Guardiães é manifestada ao nosso lado e a assistência do Alto prodigaliza meios para o bom êxito da empreitada. São então eles, os Espíritos Guardiães, que realizam a melindrosa operação servindo-se de nós outros como instrumentos, porquanto necessitamos dessa instrução e o nosso progresso moral, a nossa dignidade espiritual exigem de nós que sejamos colaboradores do Cristo, ou da lei Divina, para auxílio ao próximo e progresso moral do planeta, além de que a vida espiritual tem de ser revelada ao mundo.

      Muitas narrativas do Evangelho se referem à obsessão e será útil meditar sobre elas, porquanto muito lucraremos com esse aprendizado, visto que fatos por assim dizer idênticos se passam em nossas sessões práticas de Espiritismo, enquanto vemos em livros ditados mediunicamente os mesmos fatos narrados pelos mestres espirituais. No Evangelho de Marcos – que é chamado de “o evangelista das curas feitas por Jesus”, pois quase todo o seu pequeno livro, que consta de apenas dezesseis capítulos, parece se particularizar na descrição daqueles feitos do Mestre – existem referências que facilmente cotejar com o que hoje se passa em nossas sessões espíritas e também no dia-a-dia da sociedade.

      Vejamos o seguinte drama evangélico: “...Depois, aproximando-se dos discípulos, viu ao redor deles grande multidão, e os escribas a discutirem com eles. Todo aquele povo, vendo de surpresa a Jesus, acorreu a ele para saudá-lo. Ele então lhes perguntou: – Que estais discutindo com eles? Respondeu um homem dentre a multidão: - Mestre, eu trouxe meu filho, que está possesso de um Espírito imundo, surdo e mudo. Este, onde quer que o apanhe, lança-o por terra, e ele espuma, range os dentes, e fica endurecido. Roguei a teus discípulos que  expulsassem, mas eles não o puderam fazer.

 

 

      – Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de aturar? Trazei-mo cá. Então lho trouxeram. Assim que o menino avistou Jesus, o Espírito o agitou fortemente, caiu por terra e revolvia-se espumando. Jesus perguntou ao pai:

      – Há quanto tempo lhe acontece isto? ... Desde a infância, respondeu-lhe o pai, e tem-no lançado muitas vezes ao fogo e à água, para o matar. Se tu, porém, podes alguma coisa, ajuda-me, compadece-te de nós!

      – Replicou Jesus: Se puderes crer, tudo é possível àquele que crê.? ... Imediatamente exclamou o pai do menino: Creio, Senhor! Vem em socorro à minha falta de fé!

      – Vendo Jesus que o povo afluía, intimou o Espírito imundo dizendo-lhe: “Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste menino e não tornes a entrar nele. E o Espírito, gritando e maltratando-o violentamente, saiu. O menino ficou como morto, de modo que muitos diziam: Morreu! Jesus, porém, tomando-o pela mão, ergueu-o e ele levantou-se. Depois de entrarem em casa, os seus discípulos peguntaram-lhe em particular: – Por que não o pudemos expulsar? – Ele disse-lhes: Essa espécie de demônios são se pode expulsar, senão pela prece e pelo jejum.  (Mc 9:14-29; Mt 17:14-21; Lc 9:37-43)

      O trecho que acabamos de transcrever é, incontestavelmente, uma das mais belas narrativas dos evangelhos, belas e significativas. Nele vemos a familiaridade da crença nos Espíritos, a simplicidade da conversação comum sobre o assunto transcendente, a exposição de uma narração terrível, cujo obsessor quer levar o obsidiado à desgraça pela desencarnação violentta, para mais facilmente apossar-se dele. Vemos a dificuldade da cura, conseguida somente pela autoridade irresistível do próprio Jesus, a violência com que o obsessor tratava o infeliz menino, a pressão magnética poderosa sobre os órgãos vocais da vítima, tornando-a muda para que não falasse e pudesse identificar o algoz. Trata-se, pois, de uma narrativa que mostra, por assim dizer, a técnica da obsessão também conhecida nos dias atuais.

      Vezes sem conta os espíritas vêem repetir-se tais casos nos seus núcleos de trabalho, solicitados para a tentavia de cura, ou alhures. E quantas vezes somos testemunhas de que o obsessor leva ao suicídio o seu adversário de passadas existências, não apenas atirando-o ao fogo ou à água, como especifica Marcos, mas sob as rodas de um trem de ferro, do alto de edifícios imensos, ou de montanhas elevadas, etc.?

      Quantas mães e quantos pais procuram centros espíritas e médiuns, também banhados em lágrimas, buscando alívio para os filhos atormentados pelos maus Espíritos, como o pobre homem socorrido por Jesus!

      Os numerosos desastres de automóveis, que vêm ceifando a mocidade atual, desorientada pela descrença em Deus e o desconhecimento das coisas espirituais, não têm outra causa senão a influência obsessora sobre aqueles que, invigilantes e despreocupados, dão entrada ao mal pelos abusos de todos os tipos de inconveniências que se permitem, em prejuízo próprio.

      Muitos casos de obsessão são dados como epilepsia. Mas na verdade é que a maioria deles é resolvida depois de algum tempo de tratamento psíquico-espírita, quando um obsessor é desmascarado e afastado pela misericórdia de Deus! Outros são incuráveis porque casos há em que é a moral espiritual do obsidiado que se acha em reajustamento com o plano divino através daquele duro processo: a expiação.

      O espírita dedicado ao estudo e ao setor de operosidades espirituais conhece bem de perto a semelhança dos casos assistidos no humilde segredo das suas sessões experimentais e os narrados pelos Evangelhos. Se, em determinados casos, o Espírito imundo, ou obsessor, se afasta violentamente, também nós outros o vemos contorcer-se em convulsões, o vemos vociferar e espumar para logo depois deixar o médium, ou o obsidiado, como morto. E o operante, que conhece os Evangelhos e as instruções dos mestres da Doutrina Espírita, e sabe do modo pelo qual Jesus operava em casos idênticos; o espírita, possuidor da verdadeira fé em

 

seu Mestre, que ora e vigia em torno da própria moral, que sente o coração arder de respeito a Deus e amor ao próximo, e que, por isso mesmo, pelos Protetores Espirituais, não vacila na sua confiança: apela para Jesus e desperta o paciente.

      Jesus é o mestre perfeito que devemos procurar seguir, pois é ele próprio quem nos ensina a prática do bem e da caridade, e socorrer um obidiado e o seu obsessor é das mais sublimes ações caritativas que poderemos praticar, além de ser eficiente divulgação das virtudes do Consolador, a Doutrina que tanto amamos.

      No entanto, tal trabalho, a princípio freqüente nos centros espíritas, vem decrescendo lamentavelmente dia-a-dia (importante frisar, a edição deste livro é de 1994 – quatorze anos passados – que responsabilidade a nossa quanto a não movermos uma palha para tocarmos os trabalhos devidos da casa espírita sob nossa direção), quando a humanidade tanto necessita dele, visto que as obsessões nos dias atuais são como que epidêmicas.

      Necessariamente, haverá razões para esse lamentável decréscimo de possibilidades para a sua cura, vejamos: (1) Falta de verdadeira dedicação daqueles que tudo teriam para realizar tais serviços. (2) Fraqueza dos médiuns, que temem contatos com os “Espíritos imundos”, quando o dever é amá-los e servi-los pelo amor de Deus, pois esses “Espíritos imundos” também sofrem e necessitam de consolo e proteção, também eles são filhos de Deus, nossos irmãos a quem devemos auxílio, como colaboradores do Cristo que pretendemos ser, além de que, como eles, assim mesmo procedemos contra o próximo, em anteriores existências, e fomos assistidos pelas almas boas. (3) Falta de ambientação adequada de grande número de centros espíritas, que se entretêm mais nos serviços pertinentes à vida material do que nos transcendentes trabalhos espirituais e, acima de tudo, falta de conhecimentos mais dilatados da Doutrina Espírita por parte de diretores de centros, sem falarmos dos sentimentos de amor, fé, humildade, abnegação, esquecidos de que o posto de um médium, ou daqueles Espíritas afetos  ao intercâmbio com o Além Túmulo, é um posto de sacrifícios, posto espinhoso, sim, mas sublime, porque daí poderá advir a felicidade espiritual com que tanto sonhamos.

      Servir a obsidiados e obsessores é seguir as passadas do Cristo de Deus, é ser colaborador seu, e por isso o espírita deve cumprir esse dever de amor junto ao seu mestre.

      Quanto ao jejum a que se refere Jesus é evidente que não será jejum físico, material, que  abole determinadas substâncias alimentícias em ocasiões especiais. Sabemos todos que a força principal com que é dominado um obsessor é fornecida pelas virtudes morais-espirituais daquele que cura a obsessão sob os auspícios dos mensageiros  do Senhor. Jejum alimentar sem jejum mental e moral não tem eficiência e nada absolutamente será capaz de conseguir de meritório em tal setor aquele que apenas observar o jejum alimentar.

      E, aquele que admoestou os fariseus do seu tempo sobre o formalismo do jejum alimentar, que eles sistematicamente observavam, despreocupados da aquisição de virtudes – Jesus – que era criticado pelos observadores maliciosos por não jejuar e não consentir que seus discípulos jejuassem, não pderia, certamente, referir-se ao jejum alimentício, naquela cativante narrativa acima citada.

      Seria, portanto, o jejum espiritual e moral que o Mestre se referia: vigilância mental, serenidade do coração, fé inabalável, estado constante de vibrações sadias, harmonizadas com o plano espiritual, permanência afetiva do coração para as coisas de Deus e do próximo, um modo de  vida, finalmentte, o mais equilibrado e sensato possível, senão virtuoso, e se jejum material deve haver este será, certamente, a abstinência do álcool, do fumo, dos abusivos deleites sexuais, da gula, que dificulta a digestão e, certamente, rebaixa as vibrações; do convívio ocioso e pernicioso de certos meios sociais dissolutos e outras tantas particularidades que podem igualmente dificultar e até impedir os melindrosos intercâmbios com as almas habitantes do mundo invisível.

 

      Não devemos, portanto, esquecer: o espírita, médium ou não, que deseja praticar, realmente os serviços que a Doutrina dos Espíritos lhes confere, tem de se renovar moralmente para se tornar digno de ser chamado discípulo do Cristo de Deus.

      Quem nos inteira do importante caso que se segue, “O possuído de legião”, é ainda o evangelista Marcos. Não resta dúvida de que é longa a citação. Não obstante, devemos elevar e circunstanciar qualquer estudo que façamos e, em se tratanto do Evangelho e da Revelação Espírita, mais valioso ainda será o aproveitamento. Diz Marcos: –  “Entrementes, chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos. Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso do Espírito imundo, o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele e os grilhões despedaçados. E ninguém podia subjulgá-lo. Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras. Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou, exclamando com alta voz: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes”. Porque Jesus lhe dissera: “Qual é o teu nome?” Respondeu ele: “Legião é o meu nome, porque somos muitos”. E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país.

      Ora, pastava ali pelo monte uma grande vara de porcos. E os Espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: “Manda-nos para os porcos, para que entremos neles”. Jesus o permitiu. Então, saindo os Espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro a baixo, para dentro do mar, onde se afogou. Os porqueiros fugiram, e o anunciaram na cidade e pelos campos.

      Então saiu o povo para ver o que sucedera. Indo ter com Jesus, viram o edemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido, em primeiro juízo: e temeram. Os que haviam presenciado os fatos contaram-lhe o que aconteceram ao endemoninhado, e acerca dos porcos. E entraram a rogar-lhe que se retirasse da terra deles. Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe, o que fora endemoninhado, que o deixasse segui-lo. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez, e como teve compaixão de ti. Então ele foi, e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera; e todos se admiraram. (Mc 5:1-10; Mt 8:28-34; Lc 8:26-39)

      Na citação acima vemos um um legítimo diálogo entre Jesus e o obsessor, o “Espírito imundo”, denominado pelo evangelista.

      Idênticos diálogos são ouvidos pelos espíritas praticantes, durante as sessões mediúnicas para tratamento de obsessão, se o dirigente é minucioso e deseja investigar em torno do caso, pois temos tal direito e até dever, se o nosso propósito é a beneficência, a intrução doutrinária e a análise sobre os acontecimentos da vida espiritual.

      “Qe nome é o teu?” Pergunta Jesus ao obsessor de posse do médium obsidiado. Mas, como todo obsessor que se vê surpreendido e desmascarado, aquele responde com uma evasiva, tal como vemos nas nossas reuniões, quando tais entidades também se negam a identificar-se. “Legião é o meu nome!” – Responde o Espírito a Jesus.

      Ele, porém, não ignora quem Jesus é, não obstante a sua triste condição moral. Sabe que Jesus é o Filho do Deus Altíssimo, que possui poder sobre ele, e até mesmo se humilha, apavorado, suplicando que o Mestre o “não lance fora do país.”

      Muitos e muitos obsessores que se comunicam em nossas sessões sentem horror à idéia de serem banidos dos limites terrenos para os estágios no invisível, onde serão reeducados sob disciplinas austeras. Não concordam, de modo algum, em abandonar os âmbitos terrenos, onde, ao que parece, podem permanecer à vontade, atraídos pelos vícios e paixões dos homens.

      Também  os  obsessores atuais sabem que Jesus é o Filho do Deus Altíssimo e o Mestre da

 

Humanidade, mas demoram a se submeter à necessidade da emenda, temendo, justamente, a conseqüência dos seus desatinos contra o próximo nos ambientes do invisível, onde enfrentarão a própria consciência e, logicamente, sofrerão o peso da maldade praticada. Com efeito, para que uma criatura humana, possuidora de uma vontade própria, um raciocínio e um livre arbítrio, se visse assim submetida, a ponto de habitar sepulcros, sem poder reagir contra tal domínio, seria necessário que Espíritos maléficos a envolvessem.

      Entrementes, nós chamamos “falanges obsessoras” à legião referida pelo evangelista. Conhecemos bastante os similares da atualidade e sabemos como operam. Não é que todos os obsessores que formam a falange se apossem do obsidiado. Este ficou como que prisioneiro deles, envolvido em suas faixas vibratórias tenebrosas, com as quais se afinou, e, assim dominado, sugestionado por várias vontades negativas, faria, necessariamente, o que as sugestões dos componentes da falange ordenassem, tal qual um homem terreno submetido a um grupo de marginais que o levasse ao crime sem que ele próprio desejasse paticá-lo. Daí as forças físicas do endemoninhado quebrarem as cadeias com que era atado e sua vontade anulada a ponto de preferir habitar sepulcros, contrariando a própria natureza, que instintivamente, afasta o homem de tais locais.

      Ora, nenhum de nós ignora que muitos obsidiados graves da atualidade o são devido ao fato de se terem aliado a certas práticas de magia negra em agrupamentos macabros, quando até mesmo visitas aos cemitérios, alta noite, são programadas e efetuadas.

      O obsidiado, nessas ocasiões, porta-se de forma porventura mais lamentável que a citada por Marcos, chegando a ponto de deglutir a carne decomposta dos cadáveres, julgando-se cão por uma sugestão dos obsessores, latindo e comendo de quatro pés pelo cemitério e dentro como um caso lamentável que nos veio às mãos há dez anos passados, a fim de tentarmos a cura. Também esses têm predileções pelos cemitérios, ali perambulam estranhamente à noite, até que, incurável a sua deprimente situação, são metidos em manicômios onde sucumbem materialmente, e só Deus sabe quanto tempo assim ficarão, talvez séculos, até que a misiricórdia de Deus lhes permita o restabelecimento no plano normal da vida.

      O aspecto físico desses infelizes é repugnante e doloroso. Chegam mesmo a exalar fétido hálito e somente o amor ao Cristo de Deus poderá encorajar um médium a aproximar-se desses irmãos para falar-lhes do Pai e aplicar-lhes o santo bálsamo de vibrações caritativas através de passes, a terapêutica dvina que devemos respeitar, amar e praticar com a maior veneração de que formos capazes.

      Seria desagradável continuar citando casos tais, mas os homens necessitam conhecer essas coisas a fim de procurar evitá-las, permitindo-se um modo de vida mais sensato e mais consentâneo com as coisas de Deus. E os espíritas devotados ao tratamento da obsessão não ignoram esses mesmos fatos, sabendo também que obsessões desse gênero são de cura dificílima, se não impossível na mesma existência, requerendo talvez séculos, com reencarnações dolorosas, para um completo reajustamento com as fontes do bem.

      Quanto à força super-humana demonstrada pelo “possuído da legião”, igualmente não nos deve admirar. Sabemos que provas irrecusáveis a prática do Espiritismo fornece da força poderosa de que dispõe os Espíritos, força por assim dizer física. Em sessões orientadas por ilustres pesquisadores dessas forças ocultas da Natureza, viu-se que planos de cauda eram deitados no chão suavemente, por Espíritos que se prestavam às experiências; armários pesados caminhavam “como um paquiderme”, tal como relata o “Rei da Física” do seu tempo, William Crookes, em seu famoso livro “Fatos Espíritas”. Médiuns eram elevados no vácuo até o teto, tal o sucedido ao médium Dounglas Home, e, depois, saindo por uma janela, assim suspenso, dava a volta no espaço e entrava por outra janela, colocando-se, depois, e ao seu fardo de carne e ossos, no primitivo lugar, e tantos fatos semelhantes que atestam possuírem os desencarnados forças imensamente superiores às de um ser humano. Não é, pois, de admirar, nem há como duvidar, de que o “possuído da legião”, envolvido por faixas obsessoras, quebrasse as cadeias com que o atavam e arrebentasse as prisões onde era encarcerado.

 

 

      Que espécie de força, porém, era essa? Não será, certamente, a força física material terrena que conhecemos. Serão, entes, energias outras, ponderáveis, ainda desconhecidas dos homens, utilizáveis por qualquer classe de Espíritos, talvez o fluido elétrico, talvez o fluido magnético, elementos estes tão conhecidos e utilizados no mundo dos Espíritos. Certamente são, todos eles, formas da energia.

      O diálogo, porém, prossegue, com o “Espírito imundo” ainda atuando no seu veículo, concordando em abandoná-lo, mas requerendo permissão para se apoderar de uma vara de porcos que pastava perto. No entanto, é muito provável que os Espíritos se tivessem apossado dos porcos, ou de quaisquer outros animais, levando-os a se afogarem. O mais provável é que os Espíritos obsessores, dada a sua inferior categoria espiritual, terem espantado os animais e estes se haverem precipitado no abismo, levados pelo pânico.

      Mas Jesus teria, realmente, permitido que tais Espíritos cometessem o ato em apreço? A narrativa evangélica o afirma. O fato é transcendente, sem dúvida, e, se assim foi, temos de convir que uma razão especial levara o Mestre a conceder tal licença.

      De outro modo, a reconstituição moral, mental, e espiritual de um homem não valeria mais do que a perda de alguns pobres animais, de qualquer forma votados ao sacrifício para deleite dos seus proprietários? Embora sacrificados pelo afogamento, não teriam morte menos atroz, humanamente falando do que se deglutidos por comensais?

      Ora, a permissão de Jesus para que o fato se desse seria, provavelmente, uma advertência aos assistentes da cena, que se horrorizaram com o que viram, constatando, efetivamente, a presença de “Espíritos imundos” e a necessidade de se conduzirem de modo a evitar, em si mesmos, a intromissão de mal idêntico.

      A crença nos maus Espíritos e a possibilidade de eles infelicitarem os homens era comum em toda a região e mesmo em todo o Oriente, e a advertência acima referida seria, então, a razão de Jesus permitir o fato.

      Muitos pensadores, Allan Kardec inclusive, preferem acreditar que se trataria, antes, de outros animais e não de porcos (Vide “A Gênese”, Cap. XI Item 34).

      Os judeus e quase em geral os orientais nutriam horror aos porcos, por questões religiosas. Acresce que a região citada era pobre, e dois mil porcos seriam algarismos elevadíssimos. É possível, pois, que as várias traduções sofridas por essas escrituras e conseqüentemente cópias alterassem a verdadeira indicação.

      Outrossim, sabemos que o obsessor não habita o corpo do obsidiado, não substitui o Espírito deste pelo seu próprio Espírito. O obsessor apenas domina a sua mente, as suas vontades, as suas ações, descarregando sobre o obsidiado ondas vibratórias violentas, que o constrangem a atos que não desejaria praticar (o suicídio inclusive) sugestões e fluidos inferiores capazes até mesmo de produzirem enfermidades graves.

      Se um obsessor não se apossa do corpo do seu adversário humano, porque tal as leis naturais o não permitem, com maior razão o não poderá fazer a animais, cujas vibrações o permitiriam ainda menos, por muito inferior que fosse o próprio obsessor. Apenas poderiam espantá-los, criando para eles uma aparição adequada, pois os obsessores são férteis na criação de fantasmagorias alucinantes, e a observação tem constatado a possibilidade de os animais perceberem a presença de Espíritos desencarnados através de uma faculdade de vidência que, não sendo propriamente a mediunidade, os permite ver Espíritos e outras coisas do Invisível, especialmente entidades menos felizes, o que sempre lhes causa pânico.

      Resta-nos ainda observar o seguinte, a ser realidade a precipitação dos animais no abismo. Os gerasenos, impressionados com o acontecimento, e temendo a perda de outros animais na região, pediram a Jesus que se retirasse de suas terras, segundo narra Marcos, com tanta viveza e realismo.  Teriam,  assim, rejeitado os ensinamentos do reino de Deus pelo

 

zelo às suas varas de porcos. E quantos de nós ainda hoje também rejeitamos a Doutrina de Jesus pela ambição das posses materiais, ou dos gozos deste mundo?

      Marcos finaliza o noticiário declarando que o homem que fora possuído dos maus Espíritos, pediu permissão a Jesus, uma vez curado, para acompanhá-lo. Mas Jesus não permitiu, e disse-lhe: “Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e a misericórdia que usou contigo”. E o homem assim fez, certamente propagando pela sua cidade o poder do Mestre.

      Esse detalhe, que poderá passar despercebido ao leitor, encerra, no entanto, um grande ensinamento, que convém registrar. Esse homem, naturalmente, não estaria preparado para a melindrosa tarefa de seguir a Jesus e poderia dar ainda um testemunho mau, comprometendo-se novamente.

      Necessitaria, provavelmente, refazer-se, amadurecer e educar melhor o próprio caráter, reconciliando-se consigo mesmo através da conduta correta, uma vez liberado pelo obsessor, meditar sobre as coisas de Deus, que o aproximassem melhor do próprio Mestre, pois é sabido que a obsessão deixa um rastro de inconveniências no obsidiado e que convém a este se esforçar muito para as dirimir completamente, depois do afastamento do obsessor.

      Detalhes semelhantes a esses vêem-se nas lides espíritas. Muitos obsidiados, depois de curados, não obtêm permissão imediata dos Guias Espirituais para se responsabilizarem por encargos doutrinários, a prática da mediunidade, inclusive.

      Será necessário, para que a cura se complete, um preparo moral indispensável, o conhecimento das coisas espirituais que o fortaleçam para responsabilidades definidas.

      A prática da caridade, o cultivo da prece educando a mente, a reforma dos próprios sentimentos tanto quanto possível, serão o escudo que ele precisará conquistar, a fim de se firmar no propósito bendito, de caminhar para Jesus.

      Semelhante compromisso – servir a Jesus – requer do seu candidato um Espírito forte e sereno, capaz de sofrer com bom ânimo todas as peripécias advindas das lutas a serem travadas, o que não é rapidamente que um caráter vulgar consegue.

Fonte:

Livro “Cânticos do Coração”, Cap. VII – Págs. 71-90 – Volume II – Yvonne A. Pereira – Departamento Editorial do CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS [CELD] – RIO DE JANEIRO – RJ  

 

III.  NÃO EXISTE DESOBSESSÃO SEM
BASE DE RENOVAÇÃO MORAL

JORGE LUIZ HESSEN

O Espiritismo explica que na loucura a causa do mal é interior e é preciso procurar restabelecer o organismo ao estado normal. Na obsessão, a causa do mal é exterior e é preciso desembaraçar o doente de um inimigo invisível opondo-lhe, não remédios, mas uma força moral superior à sua. “A experiência prova que, em semelhante caso, os exorcismos não produziram jamais nenhum resultado satisfatório, e que antes agravaram do que melhoraram a situação. Só o Espiritismo, indicando a verdadeira causa do mal, pode dar os meios de combatê-lo”.(1) É preciso, de certa maneira, educar moralmente o Espírito obsessor; por conselhos inteligentes, pode-se fazê-lo melhor e determinar-lhe declinar espontaneamente ao tormento da vítima, e então esta se liberta.

Todavia, não se pode esquecer que os obsessores são hábeis e inteligentes, perfeitos estrategistas que planejam cada passo e acompanham as presas por algum tempo, observando suas tendências, seus relacionamentos, seus ideais. Identificam seus pontos vulneráveis (quase sempre ligados ao descaminhamento sexual) e os exploram pertinazes.

Para a escola psiquiátrica obsessão é um pensamento, ou impulso, persistente ou recorrente, indesejado e aflitivo, e que vem à mente involuntariamente, a despeito de tentativa de ignorá-lo ou de suprimi-lo. Psiquiatras que não admitem nada fora da matéria não podem entender uma causa oculta; mas quando a academia científica tiver saído da rotina materialista, ela reconhecerá na ação do mundo invisível que nos cerca e no meio do qual vivemos, uma força que reage sobre as coisas físicas, tanto quanto sobre as coisas morais. Esse será um novo caminho aberto ao progresso e a chave de uma multidão de fenômenos mal compreendidos do psiquismo humano.

Sob o enfoque espírita, obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, que vai de uma simples influência moral sem sinais exteriores sensíveis até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Quanto à subjugação obsessiva (2) representa um constrangi-mento físico sempre exercido por Espíritos bastante vingativos e que pode ir até à mortificação do livre arbítrio. Ela se limita, muitas vezes, a simples impressões incomodativas, mas resulta, muitas vezes, movimento psicomotores desordenado, atitudes incoerentes, crises, palavras inadequadas ou injuriosas, as quais aquele que dela é alvo tem consciência por vezes de todo o ridículo, mas da qual não pode se defender.

“Esse estado difere essencialmente da loucura patológica, com a qual se confunde erradamente, porque não há nenhuma lesão orgânica; as causas sendo diferentes, os meios curativos devem ser outros. Aplicando-lhe o procedimento ordinário das duchas e dos tratamentos  corporais, chega-se, muitas vezes, a determinar uma verdadeira loucura, aí onde não havia senão uma causa moral”. (3) Esse desarranjo psicoespiritual deverá ser eliminado do Orbe, no instante em que o lídimo exemplo do amor for experimentado e disseminado em todas as direções, consoante Jesus consubstanciou e vivenciou até a agrura da morte, e prosseguindo desde dos tempos apostólicos até os dias atuais.

O Espiritismo, desvendando a intervenção dos Espíritos endurecidos no mal em nossas vidas, lança luzes sobre questões ainda desconsideradas pelas ciências materialistas como de causa psicopatológica. E, óbvio, não descartando a possibilidade da anomalia psicosso-mática a Doutrina Espírita faz conhecer outras fontes das misérias humanas, mantidas pela fragilidade moral dos seres.

Reconhecemos que o uso dos fármacos antidepressivos normaliza a harmonia química cerebral, melhorando o humor do paciente, no entanto, agem simplesmente no efeito, uma vez que os medicamentos não curam a obsessão em suas intrínsecas causas; apenas resta-

 

belecem o trânsito das mensagens neuroniais, corrigindo o funcionamento neuroquímico do SNC (sistema nervoso central). Sócrates já afirmava "se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passe bem". (4)

Se diante dos nossos fracassos momentâneos costumamos olvidar, sistematicamente a paciência e equilíbrio, a oração e a vigília,  então é urgente estabelecer o momento para introspecção, nos arcabouços da mente, a fim de que venhamos fazer em nós mesmos as correções prementes. Nessas situações cotidianas, costumamos entronizar a idéia de obsessão, possessão, subjugação supondo-nos “vítimas” (5) de entidades perseguidoras. A questão, no entanto, não se restringe só a influenciação espiritual dos inimigos que se nos embute na freqüência psíquica, mas, sobretudo, diz respeito a nós próprios.

A obsessão de vários graus se constitui de tratamento de longo curso, por muito delicado e complexo e o resultado ditoso depende da renovação espiritual do paciente, na razão em que desperte para a seriedade da conjuntura aflitiva em que se encontra. Simultaneamente, a solidariedade fraternal, envolvendo ambos enfermos em orações e compaixão, esclarecimentos e estímulos para o futuro saudável, conseguem romper o círculo vigoroso de energias destrutivas, abrindo espaço para a ação benéfica, o intercâmbio de esperança e de libertação.

Muitas vezes procurado pelos obsedados o Cristo penetrava psiquicamente nas causas da sua inquietude, e, usando de autoridade moral, libertava tanto os obsessores quanto os obsidiados, permitindo-lhes o despertar para a vida animada rumo a recuperação e à pacificação da própria consciência. Porém, é muito importante lembrar que Jesus não libertou os obsidiados sem lhes impor a intransferível necessidade de renovação íntima, nem expulsou os perseguidores inconscientes sem fornecer-lhes o endereço de Deus.

Em qualquer processo de ordem obsessiva a parte mais importante do tratamento está reservada ao paciente. Sua fixação em permanecer no desequilíbrio constitui entraves de difícil remoção na terapia do refazimento. A terapia espírita é a do convite ao enfermo para a responsabilidade, convocando-o a uma auto-análise honesta, de modo a que ele possa eliminar em definitivo suas incursões nas voragens dos desvios morais.

Esforcemo-nos, pois, pela vigília constante e orando para que nos libertemos da vergasta das obsessões, no firme propósito de modificação de hábitos e atitudes negativos, ingressando no seio dos valores enobrecedores da vida pela efetiva mudança de comportamento.

Fontes:

(1) Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns, Rio de Janeiro: Editora FEB, 2001 e Revista Espírita, fevereiro, março e junho de 1864. A jovem obsedada de Marmande.      (2) A subjugação obsessiva, o mais ordinariamente, é individual; mas, quando uma falange de Espíritos maus se abate sobre uma população, ela pode ter um caráter epidêmico. Foi um fenômeno desse gênero que ocorreu ao tempo do Cristo; só uma poderosa superioridade moral podia domar esses seres malfaze-jos, designados então sob o nome de demônios, e devolver a calma às suas vítimas. [Uma epidemia semelhante castigou por vários anos uma aldeia da Haute-Savoie, conforme relata a Revista Espírita, abril e dezembro de 1862; janeiro, fevereiro, abril e maio de 1863: Os possessos de Morzines]. (3) Kardec, Allan. O Que é o Espiritismo, Cap. II, Escolho dos Médiuns, Rio de Janeiro: Editora FEB, 2003.  (4) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Resumo da doutrina de Sócrates e de Platão, item XIX, Rio de Janeiro: Editora FEB, 2001. (5) Os chamados obsessores, na maioria das vezes,  são de fato nossas vítimas reais do passado.

 

 

IV. TÉCNICAS DE DESOBSESSÃO

 

José Queid Tufaile Huaixan

I - introdução

1.0 - O que é a obsessão
1.1 - Definição clássica
1.2 - Causas da obsessão
1.3 - Graus da obsessão
1.4 - Situações obsessivas

2.0 - Diagnóstico da obsessão
2.1 - Entrevista
2.2 - Exame espiritual por evocação
2.3 - Exame espiritual por psicografia
2.4 - Exame espiritual por vidência

3.0 - Princípios do tratamento
3.1 - Aspectos morais do paciente

4.0 - Técnicas de desobsessão
4.1 - Doutrinação do obsediado (direta e indiretamente)
4.2 - Doutrinação do Espírito obsessor
4.3 - Doutrinação da família do obsediado

5.0 - Meios coadjuvantes
5.1 - Fluidoterapia
5.2 - Leitura de livros espíritas
5.3 - Mensagens doutrinárias
5.4 - Prece
5.5 - Trabalho no Bem
5.6 - Cuidados médicos

II - Conclusão

 

I - Introdução

As informações existentes neste estudo, têm como finalidade levar o trabalhador ou dirigente espírita que lida com a obsessão, a um melhor entendimento acerca dos métodos pelos quais se é possível identificá-la e tratá-la com relativa segurança.

Sabe-se que a obsessão é uma disfunção mental de fundo espiritual, que sempre esteve presente na vida do homem terreno. Seu tratamento foi mistério em todos os tempos. Com o advento do Espiritismo, conseguiu-se uma explicação racional para o fenômeno, demonstrando suas causas, classificando seus efeitos e apontando caminhos para sua cura.

 

Nos tempos atuais, devido ao crescimento desmedido da população, sua decadência moral e os inúmeros problemas sociais que enfrenta o mundo, a obsessão tornou-se um verdadeiro flagelo, provocando desentendimentos, vícios, anomalias psicológicas, suicídios e outros males do gênero. A ciência humana continua não aceitando os conceitos espíritas a respeito do assunto, deixando de oferecer oportunidade de cura a inúmeros pacientes que a procuram. A Doutrina Espírita ainda é a única saída para o alívio e cura da obsessão, principalmente os casos mais graves.

Frente a essa situação de emergência por que passa a humanidade, nós espíritas, que somos os trabalhadores da última hora, temos que nos esforçar para termos um bom entendimento das causas da obsessão e dos métodos que podemos utilizar para cuidarmos dos que são vitimados por ela.

A obsessão é ainda um dos maiores entraves para a prática da mediunidade. Allan Kardec afirmou que nunca seriam demais as providências destinadas a combater sua influência daninha.

A prática do Espiritismo, por uma série de fatores, passa por um período onde sua produtividade terapêutica é baixa. Essa situação de pouca produção precisa ser questionada para se promover o progresso. A Doutrina Espírita nos ensina que tudo deve progredir. E para sabermos se a ajuda espiritual ministrada em nossa casa está sendo suficientemente útil, basta controlarmos os tratamentos que vêm sendo feitos pela equipe de desobsessão. Os dados pessoais do obsedado, bem como os principais sintomas da perturbação, devem ser anotados em fichas de informações. Depois de algum tempo, 30 ou 60 dias por exemplo, faz-se uma comparação com o período anterior ao tratamento. Se houve melhora de sintomas em mais de 50% dos casos, o atendimento está em bom nível. Abaixo deste índice, é preciso melhorar a metodologia utilizada.

O que se tem observado num considerável número de sociedades é a necessidade urgente de se aperfeiçoar o método de tratamento utilizado. Isso, quando ele existe. Inclui-se nesse aperfeiçoamento, a melhoria das atividades mediúnicas, com o desenvolvimento de médiuns seguros e flexíveis para tratarem das evocações, doutrinações e pesquisas.

Na literatura espírita temos vários trabalhos falando do tema "desobsessão". Porém, em maioria foram escritos por autores desabituados com as lides diárias da obsessão. São teóricos que pouco entendem do lado prático do tratamento. Esses estudos deixam a desejar quanto à realidade prática das instituições espíritas. Repetem antigos e mal interpretados conceitos, teses redundantes que pouco acrescentam ao conhecimento de quem precisa mudar.

Fizemos esse trabalho com a finalidade de colaborar para minimizar essa deficiência. Queremos, com ele, contribuir para que o tratamento da obsessão nas casas espíritas seja mais organizado e apresente resultados mais satisfatórios.

1.0 - O que é a obsessão

No Movimento Espírita existe muita confusão a respeito do que seja a obsessão e de como se caracteriza. Um dos obstáculos para a sua cura está na dificuldade que se tem para identificá-la.

Freqüentemente, ela é confundida com a simples influência de Espíritos sofredores ou com as influenciações negativas que todo ser humano recebe. Pode-se comparar este erro mais ou menos como o do médico que, ao examinar o paciente, confundiu resfriado com tuberculose. Há aqueles que confundem obsessão com mediunidade a ser desenvolvida. A obsessão, afirmam, deve ser curada com o desenvolvimento da mediunidade ou com o trabalho do paciente no campo da assistência social.

 

 Eis um grave erro que pode levar a conseqüências danosas. É o mesmo que um médico prescrever para a cura de uma doença, que seu paciente estude medicina ou trabalhe no hospital.

A obsessão é uma doença de fundo moral que deve ser tratada por métodos lógicos e racionais ensinados pela Doutrina Espírita. Se vai haver atividade mediúnica ou não na vida do paciente, isto será definido depois do tratamento, pois dependerá de uma série de fatores que deverão ser avaliados pelo dirigente de sessões ou responsável pela orientação da casa.

É necessário ao observador deter-se em alguns detalhes para identificar corretamente o processo obsessivo. Só assim, poderá tratá-lo com sucesso.

"A obsessão apresenta características diversas que precisamos distinguir com precisão, resultantes do grau de constrangimento e da natureza dos efeitos que este produz" – (Allan Kardec, em “O Livro dos Médiuns, Cap. 18 Item 237”)

"A palavra obsessão é portanto um termo genérico pelo qual se designa o conjunto desses fenômenos, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação" – (Idem, acima).

1.1 - Definição clássica:

Allan Kardec, o codificador, assim define a obsessão:

"A obsessão é a ação persistente de um Espírito mau sobre uma pessoa. Apresenta características muito diversas, desde a simples influência de ordem moral, sem sinais exteriores perceptíveis, até a completa perturbação do organismo e das faculdades mentais" – (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 28 Item 81).

"Trata-se do domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento. ...Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegam a dominar alguém, identificam-se com o Espírito da vítima e a conduzem como se faz com uma criança" – (O Livro dos Médiuns, Cap. 28 Item 237).

A obsessão é o domínio que os Espíritos inferiores adquirem sobre algumas pessoas, provocando-lhes desequilíbrios psíquicos, emocionais e orgânicos. Esta é a definição básica que Allan Kardec deu a ela. Como causa fundamental da obsessão, o Codificador apontou certas fraquezas do organismo moral dos pacientes.

A Doutrina Espírita ensina que todos nós recebemos a influência dos bons e dos maus Espíritos, explicando que trata-se de um processo natural, por meio da qual a criatura é estimulada à experiência evolutiva quando está encarnada. No entanto, quando um Espírito atrasado se apega a uma pessoa e sua influência perniciosa torna-se constante, então pode-se classificá-la como obsessão.

Os sintomas que caracterizam a obsessão variam de caso para caso, desde simples efeitos morais, passando por manias, fobias, alterações emocionais acentuadas, mudanças na estrutura psíquica, subjugação do corpo físico, até a completa desagregação da normalidade psicológica, produzindo a loucura.

No tratamento da obsessão é preciso saber distinguir seus efeitos, daqueles outros causados pelas influências naturais (mais ou menos passageiras) e das alterações emocionais oriundas do próprio psiquismo do paciente.

Existem pessoas que procuram o Centro Espírita portando desequilíbrios psicológicos que, embora possam se beneficiar dos ensinamentos da Espiritualidade, também necessitam do apoio de terapeutas.

 

A relação com a vida atual, a própria educação que recebeu ou seu passado reencarnatório trouxeram-lhes traumas e condicionamentos que os fazem sofrer.

O estudo da Doutrina e as palestras públicas poderão ajudar esses indivíduos na recuperação da normalidade almejada, mas o entrevistador ou orientador não deve dispensar a competente orientação profissional, quando achar isso necessário.

É evidente que o entrevistador ou dirigente do Centro Espírita têm de saber diferenciar a obsessão das outras anomalias psíquicas. Existem algumas regras gerais que podem ser observadas, mas o que vai ajudá-los em profundidade, será a experiência em torno dos casos examinados.

O fenômeno obsessivo apresenta sinais morais, psicológicos ou físicos característicos, que o trabalhador deve aprender a identificar. Na obsessão, observa-se um constrangimento da vontade do paciente, um incômodo que parece não ceder a nenhuma providência. Na simples influência de sofredores, isso não ocorre. Nela, só se observa a tristeza apática, a melancolia, às vezes crises de choro, sem maior gravidade. Alguém pode estar alterado emocionalmente, influenciado por um Espírito sofredor, sem com isso estar obsediado.

Os sintomas relacionados abaixo podem ser indicadores de processos obsessivos já desenvolvidos ou em fase de desenvolvimento. Se permanecerem constantes em uma pessoa, pode-se suspeitar com grande margem de acerto que esteja sob o império da obsessão. São eles:

  • Depressão, angústia e tristeza.
  • Pesadelos constantes.
  • Tendência ao vício.
  • Práticas mundanas.
  • Agressividade além do normal.
  • Abandono da vida social ou familiar.
  • Ruídos estranhos à própria volta.
  • Visão freqüente ou esporádica de vultos.
  • Impressão de ouvir vozes.
  • Manias e tiques nervosos

Uma pessoa, vez por outra, pode ter um pesadelo, entrar num estado de tristeza ou sentir qualquer dos sintomas citados acima, sem que esteja sendo vítima da obsessão. O que caracterizará a fenomenologia obsessiva é a insistência desses estados mórbidos em incomodar a pessoa desajustada.

Ainda no campo dos sintomas, pode-se afirmar que nas simples influenciações espirituais, as entidades envolvidas normalmente são Espíritos sofredores ou ignorantes, que podem ser afastados facilmente do campo psíquico do paciente através de passes e evangelização. Nas obsessões provocadas por Espíritos maus é diferente. Os sintomas apresentam-se com tendências agravantes e doentias.

Observa-se uma insistência da entidade em agredir o obsediado ou interferir na sua mente, afetando a normalidade.

Com o tempo, o responsável pelo atendimento na casa espírita adquirirá a experiência suficiente para detectar a obsessão e providenciar seu tratamento com relativa segurança.

1.2 – Causas da obsessão:

É de importância vital aos que lidam com o tratamento da obsessão, descobrir as causas que levaram o paciente a cair sob o domínio do Espírito obsessor que o atormenta. Sabemos, através dos ensinamentos de Allan Kardec, que no fundo de todas as perturbações espirituais

 

residem as fraquezas morais do perturbado, as imperfeições da alma que são as portas de entrada para a influência estranha.

Algo parecido acontece com as doenças do corpo físico: quando elas se instalam no organismo, a causa está geralmente nas fraquezas da estrutura orgânica.

Em estudos realizados no Grupo Espírita Bezerra de Menezes, na cidade de São José do Rio Preto, SP, onde foram examinados mais de 7 mil casos de anormalidades comportamentais, causadas por Espíritos ou não, se classificou as causas da obsessão como sendo provenientes de quatro fontes distintas:

  • Causa moral.
  • Causa cármica.
  • Contaminações.
  • Auto-obsessão.

Causa moral – Há duas situações que podem levar um paciente a ser vítima da obsessão de fundo moral: o Espírito imaturo e o Espírito mal orientado. No primeiro caso, o da imaturidade espiritual, encontram-se pacientes poucos adiantados moralmente, com o psiquismo ainda dominado por pensamentos inferiores. A conduta dessas pessoas em torno de ações e pensamentos inferiores atrai Espíritos imperfeitos que se afinizam com elas. No começo da relação, verifica-se tão somente uma interferência em algumas atitudes do indivíduo. Mais tarde, aparece um delicado mecanismo de interinfluenciação, onde as vontades e os desejos são trocados entre perturbado e perturbador.

A seguir, a vontade do obsediado vai aos poucos sendo substituída pela do obsessor, instalando-se o fenômeno obsessivo. Este tipo de obsessão é comum e há situações em que seus portadores nem percebem que dividem sua vida mental com um Espírito inferior. Nesse tipo de obsessão não há grande chance de sucesso no tratamento. O que se pode conseguir é uma melhoria relativa, pois não há como mudar bruscamente o estado evolutivo de uma pessoa, fazendo-a entender conceitos que ainda não tem condições de conceber.

Na segunda situação, a do Espírito mal orientado, encontram-se os pacientes que tiveram educação deficitária no lar, na religião ou na escola. A inferioridade do mundo terreno, seus costumes e sistemas educativos estimulam no ser humano o desenvolvimento das paixões e o afastam de Deus. Estruturas psicológicas mal orientadas provocam nas pessoas condutas desregradas, levando-as a sintonizar com Espíritos inferiores. Pelo mesmo mecanismo citado acima, forma-se o processo obsessivo de fundo moral. Nesses casos, o tratamento será mais fácil, pois trata-se de um problema que uma simples orientação bem conduzida pode resolver.

Causa cármica – Classificam-se como obsessões cármicas os casos obsessivos relacionados com as vidas passadas de um paciente em desequilíbrio. Carma é um termo que se refere à bagagem histórica do Espírito. É o produto de todas as encarnações vividas pela entidade. A palavra "carma" é de origem sânscrita (uma das mais antigas línguas da Índia), e significa "ação". Pode-se dizer, a grosso modo, que o carma é a ação do Espírito em toda sua trajetória evolutiva, desde sua primeira encarnação.

Denominam-se obsessões de "causa cármica", aquelas em que as perseguições observadas são oriundas do relacionamento entre obsediado e obsessor, ocorridas em vidas passadas, neste ou noutros mundos. É um tipo de obsessão provocada pela desarmonia de conduta entre duas ou mais criaturas, gerando ódios, ressentimentos e vinganças que podem se estender às suas vidas futuras. A lei de ação e reação, ou causa e efeito, regula estes processos de ajuste entre as partes envolvidas, permitindo que as conseqüências deste plantio mal feito dêem seus frutos com vistas ao aprendizado de todos.

O comprometimento no passado, através das ligações vibratórias, atrai o desafeto desencarnado que, vendo consumida a fase de infância de seu inimigo, inicia sua influência maléfica sobre ele. No passar dos anos instala-se a obsessão, apresentando maior ou menor gravidade, segundo as circunstâncias que cercam cada caso.

 

Contaminações – Em A Gênese, Capítulo XIV, Allan Kardec fez um importante estudo sobre os fluidos espirituais. Examinando suas colocações, pode-se concluir que os ambientes materiais possuem uma espécie de atmosfera espiritual criada pelas pessoas que vivem em relação com eles.

Entende-se daí, que os centros espíritas, os terreiros de Umbanda, as Igrejas, os lares, os locais de trabalho e de diversões, constituem-se em verdadeiros núcleos de magnetismo espiritual, criados pelos pensamentos dos que os freqüentam. Aprendemos que nesses ambientes constituídos por pessoas mais ou menos imperfeitas, associam-se Espíritos desencarnados com tendências afins.

Nas investigações em torno da obsessão, realizadas no Grupo Espírita Bezerra de Menezes, verificou-se que freqüentadores de ambientes espirituais onde predominam a presença de Espíritos inferiores (terreiros primitivos, centros espíritas desajustados ou templos de seitas estranhas), podem ficar contaminados com sua influência. Tal domínio se forma em virtude da sintonia mental dos freqüentadores, com os Espíritos que habitualmente vão ali. Denominou-se essas obsessões de "contaminações".

Nos casos dos terreiros ditos de Umbanda, os consulentes - como são chamados ali os necessitados - quase sempre vão solicitar ajuda para a solução de seus problemas materiais e amorosos. Nesses ambientes, geralmente predominam interesses imediatistas, ligados à vida material e ninguém costuma tratar das questões morais relativas ao futuro do indivíduo como Espírito imortal.

Os Espíritos inferiores que militam nesses ambientes ajudam as pessoas interferindo em suas vidas, causando-lhes contrariedades ou efeitos materiais que iludem os que não possuem conhecimento da verdade ensinada pelo Consolador. Quando o freqüentador se afasta desses lugares, a influência dos maus Espíritos nem sempre cessa. Ao notarem que estão perdendo suas vítimas, podem instalar a desarmonia emocional e mesmo material na vida dos envolvidos.

As obsessões causadas por contaminações são mais freqüentes do que se imagina. Na região de São José do Rio Preto, SP, por exemplo, perfazem 40% do total dos casos examinados. As contaminações também podem ocorrer através das atividades de centros espíritas mal orientados. Quando pessoas novatas, sem estudo ou preparo, são colocadas em reuniões mediúnicas para exercitar suas faculdades, é muito comum caírem sob o domínio de Espíritos inferiores, terminando como vítimas da obsessão. Grupos espíritas dominados por entidades ignorantes e malévolas são verdadeiros focos de contaminação espiritual, que prejudicam os que ali vão buscar ajuda e orientação para suas vidas.

Auto-obsessão – Na auto-obsessão, a mente da pessoa enferma encontra-se numa condição doentia semelhante às neuroses. É uma situação onde ela atormenta a si mesmo com pensamentos dos quais não consegue se livrar. Há casos mais graves em que o paciente não aceita que seu mal resida nele mesmo.

As causas deste tipo de obsessão residem nos problemas anímicos do paciente, ou seja, nos seus dramas pessoais, dessa ou de outras encarnações. São traumas, remorsos, culpas e situações provindas da intimidade do seu ser, que prejudicam-lhe a normalidade psicológica.

Quando se examina esses casos mediunicamente, pode-se encontrar Espíritos atrasados ou sofredores associados à vida mental dos doentes. Mas, as comunicações indicam que eles estão ali por causa da sintonia mental com o obsediado. Agravam seu mal, mas não são os causadores dele.

A causa central desse tipo de obsessão reside no paciente, que se auto-atormenta, numa espécie de punição a si mesmo. A mente de um auto-obsediado é fechada em si mesma e é preciso abri-la para a vida exterior, se quisermos ajudá-lo.

 

 

A psicoterapia convencional pode e deve ser utilizada no tratamento da auto-obsessão. Juntando-se a ela a terapia espírita, fundamentada na evangelização e no ascendente moral, pode-se obter resultados satisfatórios. O tratamento abrirá a prisão psíquica em que o indivíduo vive, libertando-o da escravidão mental.

1.3 – Graus da obsessão:

A obsessão possui causas, conseqüências e sinais diversificados. Allan Kardec ordenou o fenômeno obsessivo segundo certas características e graus de intensidade que lhe é próprio e que facilitam entender a gravidade de cada caso. O Codificador classificou a obsessão em três categorias distintas, segundo seu grau de manifestação: Obsessão simples, Fascinação e Subjugação.

Obsessão simples – Na obsessão simples, ocorre um grau de constrangimento que se limita a perturbar a vontade, emoção e psiquismo do paciente obsediado. O Espírito inferior incomoda o indivíduo, mas não domina em profundidade seu psiquismo. Alguém que tenha o sono perturbado por pesadelos, pode estar sendo vítima de uma obsessão simples. Se, no entanto, os efeitos provocados por esses sonhos ruins permanecem significativa parte do dia incomodando o enfermo, o caso pode ser classificado como uma subjugação moral.

Pacientes portadores de depressões de caráter leve a mediana, podem ser vítimas de obsessões simples. Porém, se a situação psicológica degenerar na predominância de maus pensamentos no trânsito mental, a situação também pode ser colocada na classe de subjugação moral.

Pequenos tiques nervosos e manias esporádicas, também podem ser classificados como obsessão simples. Caso esses cacoetes se tornem constantes, o fenômeno obsessivo poderá ser classificado como subjugação física. Em resumo, a obsessão simples é, como o próprio nome o diz, uma interferência espiritual não grave. Mas, é importante citar que algumas obsessões simples, se não forem cuidadas adequadamente, poderão se degenerar em formas mais graves, tais como a subjugação e a fascinação. Portanto, todos os casos de obsessão merecem a maior atenção.

Fascinação – A fascinação é o processo de obsessão mais grave. É Allan Kardec ainda quem assim se refere, falando dessa situação obsessiva:

"A tarefa (de desobsessão) se torna mais fácil, quando o obsedado, compreendendo a sua situação, oferece o concurso da sua vontade e das suas preces. Dá-se o contrário quando, seduzido pelo Espírito embusteiro, ele se mantém iludido quanto às qualidades da entidade que o domina, e se compraz nas suas mistificações, porque então, em vez de ajudar, ele mesmo repele qualquer assistência. É o caso da fascinação, sempre infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação. Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar da ação contra o Espírito obsessor" – (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 28 Item 81).

Na fascinação, existe um mecanismo de profunda ilusão instalada na mente enferma do paciente. Ele afeta as faculdades intelectuais, distorcendo o raciocínio, a capacidade de julgamento e a razão. O Espírito obsessor engana o doente explorando suas fraquezas morais, iludindo-o com falsas promessas.

Um fascinado não admite que está obsediado. O defeito moral que provoca a fascinação é o orgulho. Infelizmente todos nós seres humanos ainda temos essa erva daninha na intimidade da alma. Bons valores mediúnicos já se perderam por causa da supervalorização que algumas pessoas deram ao seu amor próprio.

Os Espíritos fascinadores são hipócritas. Não possuem qualquer receio de se enfeitar com nomes honrados e, mesmo assim, levarem suas vítimas a tomarem atitudes ridículas perante a coletividade.

 

A fascinação é mais comum do que se pensa. Atualmente, atinge o Movimento Espírita como uma doença moral muito séria. É ela a responsável pela edição de livros anti-doutrinários e comprometedores existentes no mercado da literatura espírita em bom número. Essas obras são escritas por médiuns e escritores vaidosos, que sob o império da fascinação, não se dão conta do ridículo a que se submetem.

Também é a fascinação a responsável por inúmeras condutas esdrúxulas observadas em centros espíritas, tais como a entoação de cânticos, utilização de roupas e paramentos nas sessões, uso de cromoterapia, transformação da tribuna em anedotário etc.

Os intelectuais, embora instruídos, não estão livres da fascinação. Alguns desses indivíduos, por confiarem excessivamente no seu pretenso saber, tornaram-se instrumentos de Espíritos fascinadores e passaram a divulgar no Movimento Espírita conceitos anti-doutrinários nocivos à fé espírita.

Allan Kardec alerta para outro grave perigo: o da fascinação de grupos espíritas. Iniciantes afoitos e inexperientes podem cair vítimas de Espíritos embusteiros que se comprazem em exercer domínio sob todos aqueles que lhes dão ouvidos, manifestando-se algumas vezes como guias e outras como Espíritos de outra natureza.

A fascinação também pode cair sobre grupos experientes que se julguem maduros o suficiente para ficarem livres de sua danosa influência. O orgulho e o sentimento de superioridade é a porta larga para a entrada dos Espíritos fascinadores. Portanto, deve-se tomar todo o cuidado quando na direção de centros espíritas e das sessões de atividades mediúnicas. Os dirigentes são alvos preferidos dos Espíritos hipócritas que, dominando-os, podem mais facilmente dominar o grupo.

Subjugação – A subjugação é um tipo de obsessão que apresenta um elevado grau de domínio do aspecto corporal e às vezes moral do paciente. Quando a subjugação é moral, diferencia-se da fascinação, porque o paciente sabe que está obsediado. Na fascinação ele nega que o esteja.

Na subjugação ocorre um intenso domínio do Espírito obsessor no plano fluídico que, em alguns momentos, chega a se imantar ao corpo espiritual do doente, provocando-lhe crises de movimentação involuntária, com conseqüentes reflexos no corpo físico.

As crises provocadas por esta categoria de obsessão são conhecidas na linguagem popular como "possessão". Esse termo é inadequado, pois não ocorre a posse do corpo físico pelo Espírito desencarnado. O correto é afirmar que alguém está subjugado por um Espírito, isto é, sob seu domínio, seu jugo.

O desenvolvimento dos processos de subjugação se inicia primeiro no plano moral. Depois de encontrada a sintonia adequada, ele evolui para homogeneização fluídica, que mais tarde levará ao domínio do perispírito. A seguir, começam a aparecer as crises que afetam o corpo físico, com tiques nervosos constantes, trejeitos, agressões e quedas semelhantes a convulsões.

1.4 – Situações obsessivas

As obsessões, de modo geral, não apresentam gravidade e podem ser tratadas de maneira relativamente fácil pela metodologia espírita. Só em um número pequeno de casos há fatores que predispõem à degeneração do processo, culminando em subjugação ou fascinação. Nas obsessões mais graves, quase sempre encontram-se situações em que o enfermo tem um alto índice de endividamento frente às leis de Deus. Nesses casos, verifica-se ainda a presença marcante, ostensiva, de um Espírito obsessor e de circunstâncias morais no paciente que facilitam a evolução do estado mórbido.

 

 

Em todos os casos de obsessão há sempre dois lados envolvidos. Em um lado está o obsediado, aquele que sofre a agressão do obsessor. No outro, está o obsessor, que provoca a agressão, dando origem à obsessão.

Na patologia obsessiva há várias situações de domínio espiritual, que precisam ser bem compreendidas a fim de contribuírem com o sucesso da terapia espírita. Citaremos os casos possíveis de acontecer, tendo em vista facilitar o trabalho dos doutrinadores, pois, como veremos, será preciso agir nas duas vertentes do processo, para solucioná-lo de forma conveniente.

Pode-se ter as seguintes situações obsessivas:

  • De desencarnado para encarnado
  • De encarnado para desencarnado
  • De desencarnado para desencarnado
  • De encarnado para encarnado
  • Auto-obsessão
  • Obsessão recíproca

De desencarnado para encarnado – Trata-se da obsessão convencional, conforme Allan Kardec nos apresenta nas obras básicas. É um processo obsessivo mais comum e de maior incidência. Todas as pessoas possuem a faixa psíquica com a qual sintonizam. Quando a predominância dessa influência situa-se no campo da influência dos Espíritos atrasados, aparece aí o fenômeno obsessivo. As razões da obsessão são diversas, conforme já tivemos oportunidade de verificar.

De encarnado para desencarnado – Embora essa situação obsessiva não seja muito comum, ela é observada em casos nos quais pessoas encarnadas podem exercer sobre Espíritos desencarnados uma influência magnética muito grande. Tais ocorrências podem acontecer em ocasiões em que alguém perde um ente querido e nutre por ele um amor possessivo.

O desejo de quem está do lado material em permanecer ligado àquele que partiu e o lamento desmedido, podem estabelecer laços fluídicos bastante poderosos entre ambos. Casos entre pais e filhos; entre amantes; entre inimigos; situações que envolvem disputas por herança etc, já foram observados e classificados como sendo entre "encarnados e desencarnados".

De desencarnado para desencarnado: Espíritos que atormentam Espíritos são um drama que se desenrola tanto na Terra quando no plano espiritual. Nas sessões práticas de Espiritismo é muito comum os médiuns terem contato com entidades que se queixam de estar sendo perseguidas por algozes invisíveis. Na Revista Espírita, número de Junho de 1860, no artigo ''Palestras familiares do Além Túmulo'', Allan Kardec evoca o espírito da Sra. Duret e propõe a seguinte questão:

Pergunta: O Espírito que obsedou um médium em vida, pode obsedá-lo após a morte?

Resposta: A morte não liberta o homem da obsessão dos maus Espíritos: é a figura dos demônios, atormentando as almas sofredoras. Sim, esses Espíritos os perseguem após a morte e lhes causam sofrimentos horríveis, porque o Espírito atormentado se sente num abraço de que não se pode libertar.

De encarnado para encarnado – Pessoas obsediando pessoas existem em grande número. A obsessão entre vivos pode se manifestar através de sentimentos de ciúme, inveja, paixão, desejo de poder, orgulho e ódio. Temos como exemplo situações do relacionamento interpessoal, como o marido que limita a liberdade da esposa; a esposa que submete o marido aos seus caprichos; pais que se julgam no direito de cercear a liberdade dos filhos; paixões que terminam em dramas dolorosos, pactos de suicídio, assassínio etc.

 

Auto-obsessão – Na auto-obsessão, como já vimos, a mente do enfermo encontra-se numa condição doentia, onde ele atormenta a si mesmo. As causas deste tipo de obsessão residem nos problemas anímicos do paciente, ou seja, nos seus próprios dramas pessoais, vividos nessa ou noutras encarnações.

''O homem, não raramente é obsessor de si mesmo'' - (Allan Kardec, em Obras Póstumas, item 58).

Obsessão recíproca - São situações de perseguição em que dois Espíritos nutrem ódio um pelo outro ou são escravos das mesmas paixões. Alguns casos podem ser classificados como verdadeira simbiose, onde um se alimenta dos desequilíbrios do outro. Pode acontecer entre encarnados e desencarnados.

2.0 - Diagnóstico da obsessão

A obsessão é um fenômeno da patologia mental que pode ser identificado através de metodologia definida. Os centros espíritas que se dedicam a essa importante tarefa, devem constituir equipes para cuidar especificamente dessa área da assistência espiritual que nos proporciona o Espiritismo. A seguir, vamos falar das principais maneiras pelas quais as obsessões podem ser identificadas.

2.1 – Entrevista:

Na terapia desobsessiva, faz-se necessário seguir um procedimento lógico e racional para se conseguir um resultado satisfatório na cura ou redução dos sintomas observados.

Como primeiro procedimento, a equipe responsável pela desobsessão fará uma entrevista com o paciente, a fim de detectar os sinais psíquicos que a possam identificar, e observar fatos do dia-a-dia que possam comprovar sua existência. Por exemplo: uma pessoa que esteja com sua mente constantemente perturbada por pensamentos de morte ou suicídio, pode estar obsedada. Alguém que tenha a impressão de ouvir vozes ou barulhos à sua volta, também pode estar vitimada pela obsessão.

Por isso, é necessário que se tenha um diálogo com o perturbado a fim de sondar-lhe a vida pessoal, identificando condutas e procedimentos que possam estar facilitando o desenvolvimento do processo obsessivo. A entrevista está detalhada em outra parte deste trabalho.

Além das informações colhidas pelo entrevistador durante seu diálogo com a pessoa necessitada, a casa espírita poderá contar com um precioso auxiliar para diagnosticar e tratar dos processos obsessivos graves. Trata-se dos exames espirituais. Existem diversas maneiras de realizá-los e cada um poderá adaptar no Centro Espírita que freqüenta o método que achar mais conveniente, ou conforme os elementos mediúnicos que tiver à sua disposição. As informações espirituais sobre o paciente ou sobre sua intimidade é de caráter sigiloso e deverá permanecer em arquivos devidamente fechados, sob a responsabilidade do secretário de sessão ou da recepcionista.

2.2 - Exame Espiritual por evocação:

Esse tipo de exame pode ser efetuado utilizando médiuns já desenvolvidos e de boas condições morais. Nesses casos, as fichas de entrevistas serão encaminhadas pelo secretário para uma reunião mediúnica de desobsessão ou para uma sessão programada especificamente para esse fim.

O dirigente da mesa de trabalhos mediúnicos deverá separar um espaço do tempo disponível para fazer as evocações referentes a cada caso. De sua mesa de apontamentos, o secretário

 

da sessão citará o nome de cada paciente, aguardando a prece evocatória a ser proferida pelo responsável pelos trabalhos.

Não se deve fazer preces muito longas. Pode-se, por exemplo, agir da seguinte maneira: "Em nome de Deus Todo Poderoso, rogamos que se houver um Espírito obsessor envolvido com Fulano..., que possa se manifestar entre nós, pois gostaríamos de falar com ele".

Se o desajuste observado for mesmo um caso de obsessão espirítica, tal procedimento é suficiente para o chamamento do Espírito perturbador. Caso não haja manifestações, o dirigente poderá solicitar a um dos amigos da Espiritualidade que dê algum conselho sobre o caso, através de um dos médiuns da casa. Normalmente, os bons Espíritos o fazem com boa vontade.

É importante ressaltar que os médiuns não deverão ser informados sobre o tipo de problema que o paciente é portador. Isso contribuirá para se evitar influências anímicas nas comunicações, dentro do possível.

Allan Kardec disse que nos casos de investigação mediúnica em torno de questões específicas, o médium poderá ser informado sobre o que se vai perguntar. Mas nos casos de investigação dos processos obsessivos, convém que tudo se passe no campo das experimentações. Além de limitar a influência do animismo, isso dará oportunidade ao dirigente da sessão para avaliar o funcionamento da mediunidade dos trabalhadores sob sua responsabilidade.

Em todas as modalidades de exame, somente será citado o nome do paciente, a idade e a cidade de sua moradia.

As informações vindas do plano espiritual serão anotadas na ficha do paciente. Não será necessário especificar o diálogo na sua íntegra, mas sim, os detalhes mais importantes da comunicação. Exemplo:

"Observamos Espírito obsessor, ligado ao passado do paciente", "Manifestou um Espírito ignorante, que parece ligado ao paciente por razões morais", "Verificamos perturbações espirituais oriundas de terreiros primitivos", "Houve manifestação do Espírito do paciente, que foi devidamente instruído", "Não houve manifestação de Espíritos" etc.

As fichas serão devidamente encaminhadas para o arquivo da Sociedade, para mais tarde serem examinadas pelos entrevistadores que, fundamentados na entrevista, poderão prescrever o procedimento terapêutico adequado.

2.3 - Exame Espiritual por psicografia:

O exame espiritual feito através da psicografia será bastante parecido com aquele das evocações. Um ou mais médiuns psicógrafos já experientes farão o trabalho de captar as informações do mundo espiritual sobre os casos em exames. A sessão de psicografia destinada ao exame espiritual deverá ser aberta com o estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo. Essa parte instrutiva, será a fase de preparo do ambiente e instrução moral dos participantes, nos dois planos da vida. Um secretário cuidará de organizar as fichas de atendimento que vão ser submetidas à apreciação dos médiuns. Também aqui, não se informará detalhes sobre o caso.

As informações psicografadas pelos médiuns serão registradas numa folha de papel sulfite. As instruções sobre cada caso serão anexadas junto à ficha do paciente, para mais tarde o secretário nela transcrever os detalhes. Do mesmo modo, após os apontamentos, as fichas serão encaminhadas para o arquivo da Sociedade e ficará à disposição dos entrevistadores. Após efetuar as anotações, as folhas escritas pelos Espíritos poderão ser destruídas.

 

2.4 - Exame Espiritual por vidência:

Esse é o tipo de exame mais delicado, pois é preciso contar com um médium seguro e já desenvolvido. A vidência, como nos informou Allan Kardec, é uma faculdade incerta que pode se prestar ao erro e ao engano, com muita facilidade. Daí a necessidade do dirigente das atividades mediúnicas armar-se de cuidados para evitar informações inverídicas. Os melhores videntes são aqueles que desenvolvem suas faculdades na intimidade do trabalho do Centro Espírita.

Os videntes chamados naturais normalmente são cheios de vícios e interpretam as coisas do invisível de maneira muito pessoal. Videntes são comuns e a casa espírita deve contar com uma organização interna capaz de proporcionar uma boa formação moral e doutrinária para que entre os trabalhadores desponte a vidência, conforme o 'dom' de se interpretar a natureza dos Espíritos, como disse Paulo de Tarso.

O exame espiritual, feito por vidência, tem a vantagem de facilitar aos entrevistadores a possibilidade de terem o resultado das avaliações no mesmo dia da entrevista.

A reunião destinada às observações pela vidência acontecerá concomitante às entrevistas na casa espírita. Ela será aberta com um estudo evangélico (feito de preferência com o Evangelho Segundo o Espiritismo).

A duração desses estudos será de 30 minutos e sua finalidade, como afirmamos acima, é a de edificar o ambiente e os aspectos morais de todos os participantes.

Terminado o trabalho da evangelização, será dado início às observações, com a introdução no recinto de um paciente por vez. Na sala de exame haverá um auxiliar que se encarregará de dar passe no paciente, enquanto ele é observado. As observações serão anotadas numa guia de exames que será emitida na sala de entrevistas. Esses apontamentos voltarão para os entrevistadores que farão a avaliação de cada caso e prescreverão o procedimento terapêutico.

Em nenhuma circunstância o paciente terá acesso aos apontamentos feitos pelo vidente na guia de exame ou na sua ficha pessoal. Essas informações são de propriedade da sociedade espírita e não poderão ser reveladas a pessoas estranhas.

Na guia de apontamentos, o vidente vai escrever sobre o que viu ao lado do paciente, sendo desnecessário fazê-lo na íntegra.

Ele fará um resumo do que viu, fazendo anotações tais como: "Observamos um Espírito sofredor ao lado do paciente. Tive a impressão de ser um parente dele"; "Vimos um Espírito escuro próximo do paciente"; "Observamos imagens com velas acesas"; "Existe um Espírito de terreiro perto do paciente"; "Notamos um Espírito junto do paciente, querendo vingar-se dele"; "Tive a intuição de que o paciente tem uma vida moral desregrada" etc.

Quando o vidente possuir boa intuição ele poderá anotar algum detalhe que lhe parecer pertinente na guia de observações.

3.0 - Princípios do tratamento

Allan Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", assim se manifesta sobre os mecanismos da obsessão e seus princípios de tratamento:

"Assim como as doenças são resultados das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas do exterior, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um mau Espírito. A uma causa física opõe-se uma força física; a uma causa moral, é necessário opôr-se uma força moral. Para preservar das doenças, fortifica-se o corpo;  para  garantir  contra a  obsessão,  é  necessário  fortificar  a alma. Disso resulta que o

 

obsedado precisa trabalhar para sua própria melhoria, o que na maioria das vezes é suficiente para o livrar do obsessor, sem socorrer-se de outras pessoas. Esse socorro se torna necessário, quando a obsessão degenera em fascinação e subjugação, porque o paciente perde, por vezes, a sua vontade e o seu livre arbítrio" – (O ESE, Cap. 28 Item 81).

Para se curar uma doença física, o médico deve examinar o caso de modo a descobrir quais os motivos que levaram ao aparecimento da enfermidade. Depois do diagnóstico, ele prescreve o tratamento clínico ou cirúrgico, segundo um julgamento lógico e científico. Mais tarde, avaliará os resultados pondo fim ao tratamento, ou dando continuidade a ele, se necessário for.

Na terapêutica destinada ao tratamento da obsessão, pode-se proceder com metodologia parecida, já que as causas dos distúrbios obsessivos são diversificadas e instalam-se na mente do obsediado por causa de uma fraqueza ou falha existente no seu organismo moral.

O primeiro passo será fazer uma pesquisa em torno da vida do paciente, procurando detectar os principais vetores comportamentais por onde está atuando a obsessão. Como se viu no capítulo "Diagnóstico da Obsessão", isso poderá ser feito através da entrevista e de exames mediúnicos. A partir daí se tomarão os procedimentos terapêuticos que se julgar mais conveniente ao sucesso do tratamento. No Espiritismo o principal remédio é a instrução moral dada do enfermo e ao Espírito que o atormenta.

3.1 – Aspectos morais do paciente:

A Doutrina Espírita ensina que a evangelização (orientação moral) é fundamental na recuperação dos obsedados. No entanto, deve-se ter o cuidado para que essa idéia não seja radicalizada a ponto de não se querer ajudar os que não querem estudar o Espiritismo. Alguns dirigentes pensam que evangelizar é fazer com que o indivíduo matricule-se em cursos espíritas, ou que freqüente o centro durante alguns anos para melhorar-se. É evidente que isso seria o desejável, mas a maioria dos seres humanos não carrega consigo tanta vontade de evangelizar-se, nem de se dedicar ao trabalho com Jesus.

A questão é a seguinte: uma pessoa que não tenha muito interesse pelas coisas divinas pode ser ajudada pela equipe de desobsessão? O bom-senso diz que sim, que o socorro não pode ser negado a ninguém que procure a casa de caridade para ser amparado. Quando o Cristo esteve na Terra, realizava suas curas sem nada exigir ou perguntar de que crença os doentes eram. Simplesmente indagava se o enfermo tinha fé e se acreditava que poderia ser curado. Encontrando tais convicções, o Mestre fazia sua desobsessão e cura dos perturbados, pois sabia que essa ajuda espiritual mais tarde contribuiria para o despertar das consciências. Aos pecadores, aconselhava-os a não errar mais. Nos centros espíritas pode-se perfeitamente fazer o mesmo. Curar, sem exigir nada em troca. Se o paciente, depois de curado, quiser seguir outro caminho religioso, não se deve impedi-lo. O Espiritismo não é uma doutrina exclusivista. Mais tarde, o paciente acabará sendo reconduzido ao encontro com a verdade do Consolador.

A desobsessão não exige do enfermo que atinja o grau de "santidade" para que seja liberto do seu obsessor. Às vezes, basta que ele mude algumas atitudes perante a vida ou sua maneira de ver certas coisas para que a libertação aconteça. A experiência o tem demonstrado.

Existem casos em que a cura é demorada e outros onde não se conseguem resultados satisfatórios.

Mas a maioria das enfermidades obsessivas pode ser aliviada e mesmo curada em tempo que varia de 30 a 90 dias de tratamento.

4.0 – Técnicas de desobsessão

Alguns estudiosos do Espiritismo afirmaram que não existem técnicas para se tratar da obsessão e chegaram a depositar nas mãos dos Espíritos ou do tempo, a solução de casos, que

 

se classificavam desde os mais comuns, até os mais graves na patologia obsessiva. Como veremos, as coisas não são tão simples assim. Existem fatores e providências que precisam ser observados nesse procedimento terapêutico, para que se consiga libertar definitivamente uma pessoa obsedada do seu obsessor. A isso denominamos técnicas de desobsessão.

A desobsessão envolve uma série de condutas tendo em vista livrar o obsediado de sua prisão mental.

A técnica básica do tratamento da obsessão fundamenta-se na doutrinação dos Espíritos envolvidos, encarnados e desencarnados. Doutrinar, significa instruir em uma doutrina. É isso que se vai fazer com o paciente, com sua família, se necessário, e com o Espírito que lhe atormenta. Atualmente o termo "doutrinar" vem sendo mudado por "esclarecer", que na verdade é a mesma coisa. Tudo uma questão de forma.

4-1 - Doutrinação do obsediado (indireta e direta):

Allan Kardec afirma que a pessoa obsedada precisa trabalhar para seu melhoramento moral e, diz textualmente, que a cura de quase todos os casos de obsessão têm solução através desse esforço. Portanto, a equipe de desobsessão deverá ajudá-la nesse procedimento de auto-melhoramento. Para isso se valerá da instrução direta e indireta do paciente. Veremos em outra parte do trabalho, que existem vários procedimentos (denominados coadjuvantes), que poderão ajudar o paciente nesse processo de libertação. Nessa parte do trabalho, porém, vamos falar somente da instrução considerada fundamental: a orientação na sala de entrevistas e o esclarecimento através das palestras.

Para o tratamento da maioria dos casos de obsessão, a instrução dada na sala de entrevista não será necessária. Basta que o paciente seja submetido às orientações vindas por meio das palestras doutrinárias (doutrinação indireta), realizadas nas reuniões públicas da casa. Associa-se a esse trabalho orientador, um ou dois métodos coadjuvantes e o resultado não demorará a aparecer.

É importante salientar que as reuniões de palestras públicas são as que se revestem de maior gravidade, justamente porque encarrega-se de despertar um novo homem cristão, sábio, bom e justo. Para maiores detalhes sobre a realização desse trabalho, consultar o documento "Reuniões Públicas", disponível no Grupo Espírita Bezerra de Menezes ou na Internet.

Nos casos de obsessão grave, que envolvam processos em degeneração, subjugação ou fascinação, será fundamental que o paciente tenha instrução semanal na sala de entrevistas (doutrinação direta).

São situações em que a pessoa enferma está sem condições de agir pela sua vontade ou tomar decisões a respeito de sua conduta. É nesse ponto que deverá entrar a orientação moral da Doutrina Espírita, ministrada por pessoa convenientemente preparada.

4-2 - Doutrinação do Espírito obsessor:

O codificador do Espiritismo, Allan Kardec, se expressa nos seguintes termos, a respeito da necessidade de se doutrinar Espíritos obsessores:

"Nos casos de obsessão grave... Faz-se também necessário, e acima de tudo, agir sobre o ser inteligente, com o qual se deve falar com autoridade, sendo que essa autoridade só é dada pela superioridade moral. Quanto maior for essa, tanto maior será a autoridade. E ainda não é tudo, pois para assegurar a libertação, é preciso convencer o Espírito perverso a renunciar aos seus maus intentos; despertar-lhe o arrependimento e o desejo do bem, através de instruções habilmente dirigidas com a ajuda de evocações particulares, feitas no interesse de sua educação moral" – (O ESE, Cap. 28 Item 81).

 

 

Está claro que não se pode extinguir as obsessões graves se não houver um trabalho feito junto do Espírito obsessor, para convencê-lo a deixar de perturbar o obsediado. Isso só poderá ser feito por meio de sessões mediúnicas realizadas exclusivamente para esse fim (o paciente nunca deve estar presente). Através de evocações particulares, pode-se conseguir contato com o Espírito perturbador, obter dele informações dos motivos da perseguição e instruí-lo para que abandone seus intentos.

Todos os fatos narrados nessas comunicações mediúnicas são de caráter íntimo e não deverão ser revelados nem para o paciente, nem para outros membros do Centro Espírita que não façam parte da equipe que cuida dessa tarefa.

Pode-se dizer a uma pessoa que ela tem um problema espiritual e que será ajudada pela casa espírita, sem que se tenha de tratar de detalhes com ela. Dizer a alguém que está perturbado, que ele foi um carrasco ou um suicida numa outra encarnação, só vai complicar sua situação mental e deixá-lo mais desequilibrado ainda.

Ressaltamos que as condições morais elevadas do doutrinador e dos médiuns que vão tratar das evocações e instrução de obsessores são essenciais para o sucesso da tarefa libertadora nos procedimentos desobsessivos.

4-3 - Doutrinação da família do obsediado:

Na patologia obsessiva é muito comum se encontrar casos de obsessão que envolva a responsabilidade familiar nas causas da enfermidade.

Algumas famílias são formadas por Espíritos que viveram juntos em encarnações passadas e cometeram delitos graves contra alguém que, mais tarde, por guardar ódio no coração, tornou-se um obsessor. Quando nas investigações em torno da obsessão se suspeitar desse envolvimento, convém que a família do perturbado seja convidada a freqüentar a casa espírita pelo menos durante o período de tratamento. Isso poderá facilitar e apressar a obtenção de resultados satisfatórios.

Durante esse período de estadia da família nas sessões públicas, a Espiritualidade terá condições de inspirar bons pensamentos e resoluções junto aos seus membros, ajudando-lhes a encontrar novos caminhos para suas vidas.

Mesmo sem ter esse tipo de envolvimento, é muito importante que a família do assistido seja conscientizada de suas responsabilidades a fim de dar o apoio necessário ao doente, ajudando sobremaneira na recuperação deste, se souber agir com equilíbrio.

5.0 – Meios coadjuvantes

No tratamento da obsessão, chamamos de meios coadjuvantes as técnicas que complementam a instrução moral básica (direta e indireta) dos Espíritos envolvidos. São, por assim dizer, os meios mecânicos, com os quais se deve complementar o aspecto instrutivo. Sempre que possível, esses poderosos auxiliares deverão ser aplicados na terapêutica desobsessiva, pois se constituem em elementos que ajudarão a recuperação do paciente.

5-1 – Fluidoterapia:

Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", fala da necessidade da fluidoterapia no tratamento das obsessões da seguinte maneira:

"Nos casos de obsessão grave, o obsedado está como que envolvido e impregnado por um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É necessário livrá-lo desse  fluido.  Mas um mau fluido não pode ser repelido por outro da mesma espécie. Por uma

 

ação semelhante ao que o médium curador exerce nos casos de doença, é preciso expulsar o fluido mau com a ajuda de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reagente. Essa é a que podemos chamar de ação mecânica..." – (Capítulo 28:81).

Os grupos que se dedicam à terapia desobsessiva deverão utilizar da fluidoterapia como um dos auxiliares no tratamento dos pacientes. Ela deverá ser ministrada semanalmente ao enfermo, através do passe (magnetização) e da água fluidificada, importante veículo que conduz o magnetismo humano e espiritual aos enfermos.

Nos casos de obsessões mais graves (degeneradas), os enfermos deverão receber magnetização, se possível, por mais de um passista. Isso será feito uma vez por semana, nas dependências do Centro Espírita, no período que antecede a palestra pública. Nos casos de extrema gravidade, a magnetização poderá ser feita diariamente, com visitas à casa do paciente.

Os passistas são os instrumentos utilizados pelos Espíritos para fortalecer o organismo perispiritual do doente, debilitado pela obsessão. A equipe deverá ter vida moral sadia, liberta de vícios grosseiros. Vivendo de forma equilibrada, esses companheiros estarão em condições espirituais para ajudar os sofredores, doando-lhes seus fluidos curativos.

O passe coletivo pouco ou nada significa para a desobsessão e deve ser usado só em casos onde, por falta de trabalhadores ou espaço, não puder ser aplicado individualmente.

Como vimos, na obsessão a atmosfera fluídica que circunda o paciente se torna sombria. O enfermo tem dificuldades para elevar seus pensamentos que jazem sob a opressão do baixo magnetismo, vindo das ligações psíquicas com o obsessor.

É preciso ajudá-lo a sair dessa situação e a fluidoterapia é um poderoso auxiliar dessa libertação.

Um grupo de passistas poderá projetar sobre a pessoa obsediada uma significativa carga de fluidos magneticamente elevados, expulsando do seu campo vibratório, as energias negativas.

5.2 – Leitura de livros espíritas:

Quando a situação psicológica do paciente for favorável será importante aconselhá-lo a ler alguns textos espíritas. No entanto, é preciso ter o cuidado de não sobrecarregar de leituras a mente enferma. Alguns enfermos obsidiados ficam com seu psiquismo confuso. No desespero, tendem a ler livros doutrinários dia e noite, favorecendo a obsessão e o desequilíbrio.

Na desobsessão, podemos aconselhar uma leitura diária leve, durante 20 ou 30 minutos. Os livros recomendados são os que trazem mensagens leves. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Jesus no Lar (psicografia de Francisco Cândido Xavier) e outros do gênero poderão ser utilizados. Não se deve aconselhar que o enfermo estude O Livro dos Espíritos, A Gênese, O Livro dos Médiuns ou qualquer outro que exija um raciocínio mais profundo.

5.3 - Mensagens doutrinárias:

Pequenas mensagens espíritas, mediúnicas ou não, devem ser distribuídas ao povo e aos enfermos portadores de obsessão, nas reuniões públicas. Além de esclarecer pequenas dúvidas, elas também constituem-se em forte elemento de sustentação emocional para a recuperação da normalidade psíquica dos perturbados.

As mensagens mais comuns são as psicografadas por Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.

 

5.4 – Prece:

A equipe responsável pelas entrevistas, deverá instruir o obsediado a orar todos os dias para facilitar sua libertação. A prece eleva o Espírito, liberta-o momentaneamente e o coloca em contato com as fontes energéticas do Bem. Alguns enfermos, por causa de sua doença obsessiva, não conseguem orar. Nesses casos, um outro membro da sua família poderá ajudá-lo, orando ao seu lado e, se necessário, em voz alta. Caso o paciente esteja em condições psíquicas para fazer a prece, ele será instruído a realizá-la, não só de coração, mas também proferindo o tradicional "Pai Nosso", que se reveste de importância especial para o tratamento das perturbações espirituais (ver documento doutrinário "A importância do Pai Nosso", disponível na Internet).

"Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar da ação contra o Espírito obsessor" – (Allan Kardec, “O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 28 Item 81”).

5-5 - Trabalho no Bem:

Quando as condições psicológicas forem satisfatórias, deve-se orientar o paciente para que ocupe seu tempo com alguma atividade material. Os pacientes com obsessão costumam apresentar uma espécie de inércia psíquica. O enfermo carrega consigo uma tendência a afastar-se do trabalho e das relações com o mundo exterior. Seu mundo mental tende a fechar-se em si mesmo. A desobsessão precisa abrir este caminho e exteriorizar o mundo mental do paciente, trazendo-o novamente para a vida. O Espírito tem como um dos seus atributos ser útil. O trabalho é para ele uma normalidade. Só deixa de sê-lo quando ele está enfermo. A ocupação é, pois, um remédio capaz de contribuir para a melhoria ou cura de muitas enfermidades mentais, inclusive a obsessão.

5.6 - Cuidados médicos:

As obsessões graves podem levar alguns pacientes a um estado grave de desequilíbrio psíquico. Há casos crônicos em que a influência obsessiva atinge o organismo físico provocando enfermidades. Isso ocorre por causa do enfraquecimento fluídico do perispírito, fato comum nas obsessões. Quando um paciente obsediado é trazido ao Centro Espírita para tratamento, uma das primeiras perguntas que se deve fazer a ele ou à sua família é se já fez consulta médica. Caso ele já estiver medicado pela medicina terrena, o dirigente ou entrevistador não deverá suspender nenhuma medicação.

Importante – Só o médico poderá suspender o uso dos remédios. Com resultados satisfatórios no tratamento de desobsessão, o paciente começará a depender menos da medicação sedativa que utiliza. O entrevistador, quando perceber isso, poderá encaminhar o enfermo para uma avaliação junto do profissional competente. Se o médico achar conveniente, verificando suas condições psíquicas e emocionais, poderá suspender ou diminuir a dose da medicação utilizada. A responsabilidade pela suspensão ou alteração medicamentosa será inteiramente do profissional que é devidamente habilitado para isso.

Nota - Durante a entrevista, se o paciente informar que teve crises de ausência, desmaios ou dores de cabeça repentinas, deve-se ter o cuidado de averiguar se ele está em tratamento médico convencional. Caso isso não tenha sido feito, a equipe de atendentes cuidará do paciente, mas solicitará que consulte um profissional especializado. Tem-se que levar em consideração que existem anormalidades do cérebro físico, que são capazes de produzir sintomas emocionais e psíquicos, semelhantes à obsessão.

II. Conclusão

No trabalho que apresentamos, relembramos alguns conceitos doutrinários conhecidos e fala-mos  da  necessidade  de  se lidar com a obsessão de maneira racional, valendo-se de técnicas

 

para se conseguir resultados satisfatórios no seu tratamento. Esperamos que esses escritos tenham contribuído para edificar o conhecimento dos que lidam com a problemática obsessiva nas casas espíritas. Todo esse processo de atendimento, de investigação e tratamento das obsessões pode e deve ser organizado de maneira prática e objetiva. O Grupo Espírita Bezerra de Menezes já fez essa organização e tem um estudo à disposição dos interessados, mostrando detalhes de todas essas fases do tratamento das perturbações espirituais. Esse trabalho doutrinário está à disposição das sociedades espíritas, assim como, os dirigentes que quiserem, poderão verificar "in loco" seu funcionamento.

 

V. OBSESSÃO/DESOBSESSÃO – 21 QUESTÕES E RESPECTIVAS RESPOSTAS

 

1 – Existe relação entre obsessão e correntes mentais?
     Quem se refere à obsessão há de reportar-se, necessariamente, a correntes mentais. O pensamento é a base de tudo.

2 – Todos temos desafetos do passado?
     Inegável que todos carreamos ainda, do pretérito ao presente, enorme carga de desafetos.

3 – Qual a nossa posição, depois de desencarnados, quando não somos integralmente bons, nem integralmente maus?
     Quando desencarnados, em condições de relativamente felizes, guardadas as justas exceções, somos equiparados a devedores em refazimento, habilitando-nos, pelo trabalho e pelo estudo, ao prosseguimento do resgate dos compromissos de retaguarda.

4 – Onde somos defrontados com mais freqüência pelos desafetos do passado, na Terra ou no Plano Espiritual?
     É compreensível que seja na esfera física que mais direta e freqüentemente nos abordem aqueles mesmos Espíritos a quem ferimos ou com quem nos acumpliciamos na delinqüência.

5 – Como poderemos classificar aqueles que em outras existências nos foram inimigos ou de quem fomos adversários e que, no presente, desempenham, na base da profissão ou da família, o papel de nossos companheiros ou parentes?
     São eles as testemunhas de nosso aperfeiçoamento, experimentando-nos as energias morais, quando não lhes suportamos o permanente convívio, por força das provas regenerativas que trazemos ao renascer. Acompanham-nos por instrumentos do progresso a que aspiramos, vigiam-nos as realizações e policiam-nos os impulsos.

6 – Quando estaremos realmente em paz com todos aqueles que ainda são para nós aversões naturais ou pessoas difíceis?
     Um dia, chegaremos a agradecer-lhes a colaboração, imitando o aluno que, incomodado na escola, se rejubila, mais tarde, por haver passado sob atenção de professor exigente.

7 – Como se transformam os nossos adversários do passado?
     Nos processos de obsessão, urge reconhecer que os nossos opositores ou adversários se transformam para o bem, à medida que, de nossa parte, nos transformaremos para melhor.

8 – As sessões de desobsessão tem valor? Em que condições?
     Toda recomendação verbal e todo entendimento pela palavra, através das sessões de desobsessão, se revestem de profundo valor, mas somente quando autenticados pelo nosso esforço de reabilitação íntima, sem a qual todas as frases enternecedoras passarão, infrutíferas, qual música emocionante sobre a vasa do charco.

9 – Em que tempo e situação nos podem atingir os fenômenos deprimentes da obsessão?
     Salientando-se que o pensamento é alavanca de ligação, para o bem ou para o mal, é muito fácil perceber que os fenômenos deprimentes da obsessão podem atingir-nos, em qualquer condição e em qualquer tempo.

10 – É preciso que o obsidiado observe a própria vida mental para contribuir para as próprias melhoras?
     Sim. As correntes mentais são tão evidentes quanto as correntes elétricas, expressando potenciais de energias para realizações que nos exprimem direção, propósito ou vontade, seja para o mal ou para o bem.

 

11 – Qual o papel do desejo, da palavra, da atividade e da ação no fenômeno obsessivo?
     Cada um de nós é um acumulador por si, retendo as forças construtivas ou destrutivas que geramos. Desejo, palavra, atitude a ação representam eletroimãs, através dos quais atraímos forças iguais àquelas que exteriorizamos, no rumo dos semelhantes.

12 – Quais as conseqüências para alguém que se detém em qualquer aspecto do mal?
     Deter-se, em qualquer aspecto do mal, é aumentar-lhe a influência, sobre nós e sobre os outros.

13 – Qual a relação entre as manifestações do sentimento aviltado e os desequilíbrios da personalidade?
     Todas as manifestações de sentimento aviltado, quais sejam a calúnia e a maledicência, a cólera e o ciúme, a censura e o sarcasmo, a intemperança e a licensiociosidade,  estabelecem a comunicação espontânea com os poderes que representam,  nos círculos inferiores da natureza,  criando distonias e enfermidades, em que se levantam fobias e fixações, desequilíbrios e psicoses, a evoluírem para alienação mental declarada.

14 – O que nos acontece moralmente quando emitimos um pensamento?
     Emitindo um pensamento, colocamos um agente energético em circulação no organismo da vida – agente esse que retornará fatalmente a nós, acrescido do bem ou do mal de que o revestimos.

15 – Qual a relação entre nossos pontos vulneráveis e o retorno do mal que praticamos?
     Compreendendo-se que cada um de nós possui pontos vulneráveis, no estado evolutivo deficitário que ainda nos encontramos, toda vez que o mal se nos associe a essa ou aquela idéia, teremos o mal de volta a nós mesmos, agravando-se doenças e fraquezas, obsessões e paixões.

16 – O que recebemos dos outros?
     Assimilamos dos outros o que damos de nós.

17 – Que imagens reflete o espelho da mente?
     A mente pode ser comparada a espelho vivo, que reflete às imagens que procura.

18 – Qual o nexo existente entre a obsessão e os interesses da criatura?
     A obsessão, em qualquer tipo pelo qual se expresse, está fundamente vinculada aos processos mentais em que se baseiam os interesses da criatura.

19 – As companhias tem influência na obsessão?
     Assevera o  Cristo – “Busca e acharás”. Encontraremos, sim , os companheiros que buscamos, seja para o bem ou para o mal.

20 – Qual a solução mais simples ao problema da obsessão?
     Consagremo-nos à construção do bem de todos, cada dia e cada hora, porquanto caminhar entre Espíritos nobres ou desequilibrados, sejam eles encarnados e desencarnados, será sempre questão de escolha e sintonia.

21 – Quanto tempo de estudo e freqüência ao Centro Espírita seria o mais indicado para que uma pessoa esteja mais ou menos preparada para dirigir sessões de desobsessões?
    
Resposta dada pelo médium Francisco C. Xavier: “A meu ver, a pessoa que estiver dentro dessa vocação de servir precisará de uns cinco a dez anos para poder compreender a linguagem dos Espíritos que se comunicam. Só aí estará preparada para dirigir o serviço de desobsessão.”

 

 

REFERÊNCIAS:

1.    EMMANUEL (ESPÍRITO) –  "Leis de Amor", ítem V – Francisco C. Xavier e Waldo Vieira – pelo espírito de Emmanuel - 3º ed. FEESP

2.    WEIMAR MUNIZ DE OLIVEIRA – O APÓSTOLO DO SÉCULO XX:  CHICO XAVIER – 1ª. ED. FEEGO

 

 

VI. ESTUDO SOBRE OS MÉDIUNS 

                                           REVISTA ESPÍRITA [JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS] – MARÇO DE 1869

      Como intérpretes das comunicações espíritas, o papel dos médiuns é extremamente importante e nunca daríamos demasiada atenção ao estudo de todas as causas que os podem influenciar, não apenas em seu próprio interesse, mas, também no daqueles que, não sendo médiuns, deles se servem como intermediários, a fim de poderem julgar o grau de confiança que merecem as comunicações que recebem.

      Já dissemos que todas as pessoas, em maior ou menor grau, são médiuns. Entretanto, convencionou-se dar esse nome àqueles cujas manifestações são patentes e, por assim dizer, facultativas. Ora, entre estes últimos as aptidões são muito diversas: pode-se dizer que cada um tem a sua especialidade. Num primeiro exame, duas categorias se desenham muito nitidamente: os médiuns de efeitos físicos e os médiuns de efeitos intelectuais. Os derradeiros apresentam numerosas variedades, das quais as principais são: os escreventes ou psicógrafos, os desenhistas, os falantes, os audientes e os videntes. Os médiuns poetas, músicos e poliglotas são variedades dos escreventes e falantes. Não voltaremos às definições que já fornecemos sobre esses diversos gêneros; apenas queremos lembrar o conjunto, de maneira sucinta, para maior clareza.

      De todos os gêneros de médiuns o mais comum  é o psicógrafo (obs. do tradutor: hoje parece ser a mais comum a mediunidade de psicofonia); é a modalidade mais fácil de ser adquirida pelo exercício. Eis por que, e com razão, para ela geralmente são dirigidos os desejos e os esforços dos aspirantes. Apresenta duas variantes, igualmente encontradas em diversas categorias: os escreventes mecânicos e os escreventes intuitivos. Nos primeiros o impulso da mão independe da vontade: move-se por si mesma, sem que o médium tenha consciência daquilo que escreve, podendo inclusive, estar pensando em outra coisa. No médium intuitivo o Espírito age sobre o cérebro; seu pensamento, por assim dizer, atravessa o pensamento do médium, sem que haja confusão. Conseguintemente, ele tem consciência do que escreve, por vezes até mesmo uma consciência antecipada, por isso que a intuição algumas vezes precede o movimento da mão; entretanto, o pensamento expresso não é o do médium. Uma comparação muito simples far-nos-á compreender esse fenômeno. Quando queremos falar com alguém cuja língua não sabemos, servimo-nos de um intérprete; este tem consciência do pensamento dos interlocutores; deve entendê-lo para o poder expressar e, no entanto,  esse pensamento não é dele. Pois bem! O papel do médium intuitivo é o de um intérprete entre nós e o Espírito. Ensinou-nos a experiência que os médiuns mecânicos e os intuitivos são igualmente bons, igualmente aptos a receber e a transmitir boas comunicações. Como meio de convicção, sem dúvida, os primeiros valem mais; quando, porém a convicção é adquirida não há preferência útil. A atenção deve voltar-se inteiramente para a natureza das comunicações, isto é, para a aptidão do médium em receber as comunicações dos bons e dos maus Espíritos; sob este aspecto, podemos dizer se ele é bem ou mal assistido. Toda a questão se resume nisso, e essa questão é capital, porquanto somente ela pode determinar o grau de confiança que ele merece; é o resultado do estudo e observações, pelo que recomendamos nosso artigo anterior sobre os escolhos dos médiuns.

      Com o médium intuitivo a dificuldade consiste em distinguir os pensamentos de que lhe são próprios daqueles que lhe são sugeridos. Essa dificuldade também existe para ele; o pensamento sugerido parece-lhe tão natural que muitas vezes o toma como seu, duvidadndo de sua faculdade. O meio de o convencer e de convencer os outros é exercitar essa faculdade com freqüência. Então, no número das evocações às quais prestará seu concurso, inúmeras circunstâncias se apresentarão, uma porção de comunicações íntimas, de particularidades das quais não poderia ter nenhum conhecimento prévio e que demonstrado, de maneira irrecusável, a completa independência do seu Espírito.

      As diferentes variedades de médiuns repousam sobre aptidões especiais, cujo princípio até agora não conhecemos perfeitamente.  À primeira vista e para as pessoas que não fizeram um

 

estudo sistematizado dessa ciência, parece não ser mais difícil a um médium escrever versos do que escrever prosa; dir-se-á, sobretudo se for médium mecânico, que tanto pode o Espírito fazê-lo escrever numa língua estranha quanto desenhar ou ditar música. Entretanto, não é assim que acontece. Embora a todo instante estejamos vendo desenhos, versos e músicas feitos por médiuns que, em seu estado normal não são desenhistas, nem poetas, nem músicos, nem todos são aptos à produção dessas coisas. Apesar de sua ignorância, possuem uma faculdade intuitiva e uma flexibilidade que os transformam nos mais dóceis instrumentos. Foi o que muito bem exprimiu Bernard Palissy quando lhe perguntaram por que havia escolhido o Sr. Victorien Sardou, que não sabe desenhar, para fazer seus admiráveis desenhos; é porque – respondeu ele – eu o acho mais flexível. O mesmo acontece com outras aptidões e, coisa bizarra, vimos Espíritos que se recusavam a ditar versos a médiuns que conheciam poesia, ao passo que ditavam encantadores poemas a outros que lhes desconheciam as regras. Isso vem provar uma vez mais que os Espíritos têm livre-arbítrio e que é inútil tentar submetê-los aos nossos caprichos.

      Resulta das observações precedentes que o médium deve seguir o impulso  que lhe é dado, conforme sua aptidão pelo exercício, sabendo que é inútil tentar adquirir a que lhe falta, por prejudicial à que possui. De maneira alguma devemos forçar nosso talento, pois nada faríamos com perfeição, disse La Fontaine; e podemos acrescentar: nada faríamos de bom. Quando um médium possui uma faculdade preciosa com a qual pode tornar-se verdadeiramen-te útil, que se contente com ela e não procure uma vã satisfação ao amor-próprio numa variante que enfraqueceria a faculdade primordial. Se esta deve ser transformada, o que muitas vezes acontece, ou se deve adquirir uma nova, isso virá espontaneamente e não por efeito de sua vontade.

      A faculdade de produzir efeitos físicos constitui uma categoria bem nítida que raramente se alia às comunicações inteligentes, sobretudo àquelas de elevado alcance. Sabe-se que os efeitos físicos são peculiares aos efeitos Espíritos de classe inferior, como entre nós as demonstrações de força são características dos saltimbancos. Ora, os Espíritos batedores pertencem a essa classe inferior; agem o mais das vezes por conta própria, para se divertirem ou vexar os outros, mas algumas vezes, também, por ordem dos Espíritos elevados, que deles se servem, como nós dos trabalhadores braçais. Seria absurdo acreditar que os Espíritos Superiores viessem divertir-se em bater nas mesas ou fazê-las girar. Eles se servem desses meios, dizemos nós, através de intermediários, seja para convencer-nos, para comunicar-se conosco quando não dispomos de outros meios; mas os abandonam tão logo possam agir de modo mais rápido, mais cômodo e mais direto, como nós abandonamos o telégrafo aéreo desque passamos a ter o telégrafo elétrico. De modo algum os efeitos físicos devem ser desprezados, porque, para muitas pessoas, é um meio de convicção; aliás, eles oferecem preciso material de estudo sobre as forças ocultas; mas é notável que os Espíritos geralmente os recusam aos que deles não necessitam ou, pelo menos, os aconselham a com eles não se ocuparem de modo particular. Eis o que a propósito ditou o Espírito de São Luís, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

      “Zombaram das mesas girantes, mas não zombaram jamais da filosofia, da sabedoria e da caridade que brilham nas comunicações sérias. Aquelas foram o vestíbulo da ciência, onde, ao entrar, devemos deixar os preconceitos, assim como se deixa a capa. Não vos poderei senão estimular a fazer de vossas reuniões uma assembléia séria: que se façam demonstrações físicas, que se veja, que se escute, mas que entre vós haja compreensão e amor. O que imaginais parecer aos olhos dos Espíritos superiores quando fazeis girar uma mesa? Ao contrário, em vos vendo rebuscar as comunicações inteligentes e instrutivas, sereis considerados como homens sérios, em busca da verdade.”

      É impossível resumir de maneira mais lógica e mais precisa o caráter dos dois gêneros de manifestações. Aquele que recebe comunicações elevadas deve-as à assistência dos bons Espíritos: é uma prova da simpatia destes por ele; renunciar a elas para procurar os efeitos materiais é deixar uma sociedade escolhida por outra mais ínfima. Querer aliar as duas coisas é atrair todos os seres antipáticos e, nesse conflito, é provável que os bons se vão e que os maus permaneçam. Longe de nós desprezar os médiuns de efeitos físicos; eles têm sua razão de  ser,  seu  objetivo  providencial;  prestam  incontestáveis  serviços  à  ciência espírita; mas  

 

quando um médium possui uma faculdade que o põe em contato com seres superiores, não compreendemos que dela se abdique, ou que deseje outras, a não ser por ignorância. Muitas vezes a ambição de querer ser tudo faz com que se acabe não sendo nada.        

 

Fonte:

“Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos”, Págs. 89-93 – Ano II (1859) – Alln Kardec – Departamento Editorial e Gráfico da Federação Espírita Brasileira [FEB]  – RIO DE JANEIRO – RJ  

 

 

VII. CONSIDERAÇÕES SOBRE A MEDIUNIDADE

O SR. G. S. V., ESTUDIOSO DOS ASSUNTOS ESPÍRITAS, MANDOU-NOS AS SEGUINTES PERGUNTAS: (1) COMO AJUDAR O DESENVOLVIMENTO PRÁTICO DA MEDIUNIDADE? (2) QUAL O MÉTODO DE DESENVOLVIMENTO A MÉDIUNS COMUNS, SEM FORÇÁ-LOS OU CONDICIONÁ-LOS ÀS MNIFESTAÇÕES? (3) COMO DEVEMOS DIRIGIR ESTA PARTE? (4) QUAL A FORMA SEGURA, SEM FORÇAR, QUE OS PREDISPONHA A UM DESENVOLVIMENTO NATURAL, SÉRIO, TRANQÜILO?

      1 – O melhor meio de desenvolver a mediunidade é não se preocupar com o seu desenvolvimento, mas preparar-se moral e mentalmente para poder assumir o compromisso de se tornar médium desenvolvido. Tal preparo, no entanto, não poderá ser rápido e, muitas vezes, a faculdade se apresenta e se define durante o seu decurso. É o método mais seguro, natural, portanto. Se a mediunidade não apresentar assim, espontaneamente, naturalmente,  é sinal de que ainda não está bastante amadurecida para explodir. Pode-se entretanto, experimentar, sentando-se o médium à mesa dos trabalhos, e deixando-o à vontade. O diretor da mesa, por sua vez, não deve insistir, pressionando ou constrangendo o pretendente a que dê passividade, porquanto esse método excita a mente do médium, que acaba dando passividade a si próprio, com o que teremos a sugestão, e não a comunicação  mediúnica autêntica. Kardec aconselha essa experiência até seis meses, e a observação tem provado que, se há, realmente, alguma faculdade para desenvolver, em muito menos tempo o caso será resolvido, principalmente se o médium estiver preparado através do estudo e da prática do bem. Se o pretendente nada sentir nesse período deve, a rigor, retirar-se da mesa. O contrário será forçar o dom, com a superveniência do animismo, de auto-sugestão do próprio dirigente dos trabalhos sobre a mente do paciente. Verifica-se daí uma espécie de hipnose que poderá até mesmo prejudicar para sempre a mediunidade, quando ela realmente se apresentar. E é o que mais existe hoje em dia nos centros espíritas, muitos infiltrados na escola kardequiana. A mediunidade é faculdade transcendente, sublime, que não pode suportar métodos inadequados à sua natureza por assim dizer celeste.

      2 – As sessões práticas de desenvolvimento não são aconselháveis. A observação tem demonstrado que elas são, em grande maioria, fábricas de animismo e obsessão, de sugestão e descontrole nervoso, justamente porque obrigam os participantes a um esforço penoso ao desenvolvimento. Daí a escassez de médiuns seguros da sua faculdade. Médiuns há que ficam um, dois, cindo, dez anos desenvolvendo as próprias faculdades sem nada conseguirem de autêntico e útil, perdendo, assim, um tempo precioso, que poderia ser empregado em outro setor. Mas o certo é que, se em alguns poucos meses eles não tiverem faculdades desenvolvi-das, não convém que insistam, ou porque não possuam a faculdade, ou porque não esteja ela na época de eclosão, ou porque foi prejudicada por fatores que convém sejam observados e estudados... Ao demais, o desenvolvimento completo de uma faculdade mediúnica leva tempo a se completar, e requer paciência e dedicação, muito amor e muito estudo, renovação moral e mental progressivas e, às vezes, muitas lágrimas e sofrimentos. É bom não esquecer que a finalidade da mediunidade é o intercâmbio entre o ser humano e as entidades espirituais, dependendo, portanto, de nós mesmos a sua glória ou o seu fracasso. O desenvolvimento espontâneo, pois, é um dos segredos da boa mediunidade. Há pessoas que parecem demonstrar sintomas da faculdade a desenvolver, mas são excessivamente nervosas, impres-sionáveis. Se experimentam, nada conseguem de plausível. A essas será prudente, antes de qualquer experiência, um adequado tratamento médico, assim como passes feitos duas vezes por semana, pelo menos, com uma assistência de dois a três médiuns passistas, leituras evangélicas, freqüência às reuniões de estudo e meditação, mas não a presença em sessões práticas. Na maioria dos casos, essas pessoas são mais doentes psíquicas, necessitados de um tratamento físico-psíquico, do que verdadeiros médiuns a desenvolver, pois uma das condições para a mediunidade é a boa saúde do médium. São pessoas traumatizadas, cuja mente invi-gilante ou doente forja o que apresenta, tira de si mesma as comunicações que dá, e podem ser até histéricas.  Quando  se  restabelecerem, poderão experimentar, mas é provável que ja-  mais sejam aparelhos mediúnicos fiéis. Durante o tratamento, a fim de não perderem tempo, poderão ser aproveitadas em trabalhos de caridde ao próximo aliados ao Evangelho, quaisquer

 

que sejam, e até no auxílio aos passes (concentração junto ao passista), conforme o grau da responsabilidade já adquirida, pois tudo isso é responsabilidade, é compromisso com a lei de Deus. A seara é grande, e há serviços para todos. A mediunidade é amor, é sacrifício, é renúncia, é humildade, é cruz pesada, e não é apenas no seu setor que podemos servir a Deus e ao próximo.

      3 – O meio mais prudente para dirigir esta parte é o seguinte, prática esta estabelecida nos núcleos espíritas mais esclarecidos e criteriosos: (a) Sessões teóricas para os candidatos ao desenvolvimento. Estudo indispensável de “O Livro dos Médiuns” de Allan Kardec, e de outras obras que auxiliem o esforço para a sintonização das próprias vibrações com as forças do alto. (b) Se os candidatos forem portadores de boa moral, boa saúde e desejo de servir a Deus e ao próximo, se já freqüentam sessões de estudo, aproveitando das instruções recebidas, do critério da Doutrina e da respnsabilidade assumida, poderão aplicar passes, no próprio centro ou fora dele, acompanhados de irmãos mais experimentados, ao iniciarem o mister. Esse é o trabalho da fé e da coragem, desburocratizado, e nada devemos temer, pois estaremos assistidos ocultamente pelos mensageiros do Cristo. Será erro, porém, supor, que para aplicar passes, necessitamos receber Espíritos e sermos médiuns desenvolvidos. Esse método é falso, infiltrações infelizes de outras correntes de idéias na lúcida Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec. Aplicando passes criteriosamente, no sublime trabalho da Caridade, com fervor, responsabilidade e amor, o pretendente será, por certo, assistido pelos mensageiros do bem e, se possuir outras faculdades, desenvolvê-las-á suavemente, naturalmente, seguramente, em faixas espirituais protetoras e iluminadas, sem necessidade de passar por aqueles terríveis períodos obsessivos provocados pelas sessões de desenvolvi-mento, forçando a explosão da faculdade que pode não existir. Esses sãos os casos normais. (c) Além dos trabalhos de passes, o candidato poderá assistir a reuniões práticas ditas “de caridade” (não para desobsessões), fora da mesa, numa “segunda corrente”. Que o presidente não se incomode com ele. O dia em que ele, médium, sentir qualquer anormalidade, sente-se à mesa e, com certeza, o caso estará resolvido. Deverá tabém estudar a Doutrina Espírita e o Evangelho, diariamente, evitando, porém, o fanatismo pelas obras mediúnicas e meditando criteriosamente sobre as clássicas, observando a pesquisa moderna; orar, suplicar, oferecer seu trabalho a Jesus, aprendendo com ele a ser bom e humilde de coração e a renunciar, embora o preparo para as renúnicas necessárias à boa marcha dos trabalhos seja lento, progressivo; e fazer caridade, também sem fanatismo, antes equilibrada e útil. É uma renovação moral que se impõe para se conseguir a boa mediunidade.  O médium, outrossim, não deve nem pode pensar nos próprios deveres apenas ao se sentar à mesa, mas a cada hora que viver, pois é uma antena sempre desperta, que receberá tudo, e que poderá prejudicar-se e ao seu trabalho mediúnico por muitas formas diferentes, se se descurar das próprias responsabilidades. Para os casos de obsessão ou atuações fortes em médiuns não desenvolvidos não convirá desenvolvê-los nessa ocasião. Nesse estado anormal, o médium torna-se um enfermo que necessita tratamento antes de mais nada. O mais prudente será passar a entidade para outro médium, conversar com ela a fim de esclarecê-la, e tratar cautelosamente do médium, inclusive esclarecendo-o também. Doutrinar a entidade servindo-se do médium assim atormentado é prejudicá-lo ainda mais, pois ele poderá não possuir o critério necessário a tal empreendimento, nem agüentar a responsabilidade do compromisso: desenvolver sua faculdade nessa ocaisão é abrir-lhe a possibilidade para novas obsessões. O trabalho da caridade , qualquer que seja, será recurso salvador.

      4 – A psicografia é muito subdividida. Há médiuns psicógrafos de vários tipos [Vide O LM, Cap. XVI, Item 193]. Não se pode, portanto pedir ao psicógrafo aquilo que ele não poderá dar, pois, às vezes, nosso pedido poderá não corresponder à sua especialidade, e novamente servir à intromissão do chamado animismo. Freqüentemente, entre médiuns escreventes, poderá haver o impulso vibratório do braço, mas ele, o médium, não tem o que escrever porque não possui faculdade literária. Nesse caso, Kardec aconselha a fazer perguntas ao seu Guia Espiritual, sempre respeitosas e dourinárias, de forma, porém, a provocar respostas amplas, e em nome de Deus Todo Poderoso. Se o médium não possui dons literários será em vão tentar, pois somente obterá produções medíocres. A literatura autêntica na psicografia é dom especial, que não se poderá provocar. Em idênticas condições a poesia: nem todos os médiuns literários produzirão poesia, pois este dom é outra especialidade na psicografia [Vide O LM, Cap. XVI Item 193]. O modo mais seguro, portanto, natural, sem forçar a explosão da faculda-

 

de, é o que aí fica exposto, resultado de longas observações em torno do caso, dos conselhos dos Bons Espíritos e das recomendações dos grandes mestres da Doutrina Espírita. Convém não esquecer que a mediunidade é um dom de Deus, com o qual não devemos abusar. Devemos, sim, tratá-lo com amor e respeito, cultivá-lo com método, humildade e habilidade, à base do Evangelho, dele fazer instrumento da Caridade e da Fé. Útil lembrar que a um médium não será apenas recomendado que produza belas páginas de literatura, mas, também, e acima de tudo, que console corações sofredores, enxugue lágrimas de aflição, socorra os infelizes, fornecendo-lhe Amor e Esperança, pois para isso possui ele as credendiais de intermediário entre a Terra e o Céu.      

Fonte:

Livro “Cânticos do Coração”, Cap. IX –  Págs. 103-112 – Volume II – Yvonne A. Pereira – Departamento Editorial do CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS [CELD] – RIO DE JANEIRO – RJ  

 


VIII.  LEMBRETES OPORTUNOS SOBRE A

MEDIUNIDADE

Neste preâmbulo, queremos destacar 2 notas importantes: 

1) NO CONTEÚDO DESTE CAPÍTULO, HÁ INFORMAÇÕES DE SITE ESPÍRITA; e

2) A GRANDE MAIORIA DO CONTEÚDO DO PRESENTE CAPÍTULO CONSISTE NO SUPRASSUMO RESUMO DA OBRA “TÉCNICA DA MEDIUNIDADE”, 3ª EDIÇÃO – ANO 1975, DE AUTORIA DO SAUDOSO CARLOS J. TORRES PASTORINO.

Introdução

        Importa ressaltar dois aspectos relevantes: a seqüência e disposição dos textos foi rigorosamente mantida do que se acha contido na obra citada e, também, foi compilado em sua totalidade o texto sobre a mediunidade propriamente dito, bem como alguns brevíssimos e indispensáveis conceitos e definições. Caso o estudante deseje maior detalhamento, sugerimos 2 alternativas: (1ª.) quando da leitura ou estudo do presente teor, que esse procedimento seja acompanhado de dicionário; e (2ª.) aquisição da obra mencionada porém, essa é mais difícil em virtude da mesma encontrar-se esgotada. Por oportuno, lembramos que o conteúdo da obra em tela possui 3 partes a saber: “A – Plano físico” compreendendo a eletricidade, magnetismo e biologia;  “B – Plano astral”; “C – Plano mental”.

A – Plano físico

E l e t r i c i d a d e

Vibração ,  Período ,  Freqüência

A “freqüência” dos pensamentos

Onda

Corrente – Aqui começamos a entrever que a mediunidade pode ser medida e considerada com todos esses termos. A diferença reside nisto: a corrente elétrica é produzida pela nossa mente e transmitida por nosso cérebro. No cérebro temos uma válvula que transmite e que recebe, tal como um aparelho de rádio. (...) Consideremos, por enquanto, que cada cérebro pode emitir em vibrações ou freqüência alta ou baixa, de acordo com o teor dos pensamentos mais constantes. O amor vibra em alta freqüência; o ódio, em baixa freqüência. São pólos opostos. Quanto mais elevados os pensamentos, em amor, mais alta a freqüência e mais elevada a ciclagem.  

Medidas – Tudo o que vimos dizendo é indispensável conhecer, para que bem se compreenda o fenômeno científico da mediunidade, que se manifesta por meio de vibrações e ondas. A fim de dominar-se o mecanismo do fenômeno, é mister que a cada palavra seja dado o valor exato que possui no estudo da ciência da física e da eletrônica. As vibrações, as ondas, as correntes utilizadas na mediunidade são as ondas e correntes de “pensamento”. Quanto mais fortes e elevados os pensamentos, maior a freqüência vibratória e menor o comprimento de onda. E vice-versa. O que eleva a freqüência vibratória do pensamento (vimo-lo) é o amor desinteressado; abaixa as vibrações tudo o que seja contrário ao amor: raiva, ressentimento, mágoa, tristeza, indiferença, egoísmo, vaidade, enfim qualquer coisa que exprima separação e isolamento.

Correntes de Pensamentos

Ondas “amortecidas” – No cérebro, ondas amortecidas são as produzidas por cérebros não acostumados à elevação, mas que, em momentos de aflição, proferem preces fervorosas.  A onda se eleva rapidamente, mas também decresce logo a seguir, pois não tem condição para manter-se  constantemente  em  nível elevado, por não estarem a ele habituados. São pessoas

 

 

que, geralmente, se queixam de que  “suas preces não são atendidas”.  De fato, produzem

“ruídos”, mas não conseguem sustentar-se em alto nível, não atingindo pois, o objetivo buscado.

Preces não atendidas

Indutância – Na mediunidade observamos também o fenômeno da indutância, que provoca muitas vezes “momentos” de silêncio. O médium treinado permanece calado, nesses momentos. O não desenvolvido intromete aí pensamentos seus, “colaborando” na manifesta-ção externa. Se a indutância é muito grande, a comunicação torna-se imperfeita e falha. Isso pode ser causado por defeito do aparelho receptor (médium) ou do aparelho transmissor (Espírito). Qualquer dos dois, sendo “humanos”, pode ser fraco e apresentar indutâncias muito fortes, hiatos longos.

Momentos de “silêncio”

Onda Eletromagnética

Ondas longas , Ondas médias , Ondas curtas 

Ondas ultracurtas – Tudo isso faz-nos compreender a necessidade absoluta de mantermos a mente em “ondas” curtas, isto é, com pensamentos elevados, para que nossas preces e emissões possam atingir os Espíritos que se encontram nas altas camadas. As ondas longas, de pensamentos terrenos e baixos circulam apenas pela superfície da Terra, atingindo somente os sofredores e involuídos, ou as próprias criaturas terrenas. Qualquer pensamento de tristeza ou ressentimento ou crítica abaixa as vibrações, não deixando que nossas preces cheguem ao alvo desejado. Por isso disse Jesus: “quando estiveres orando, se tens alguma coisa contra alguém, perdoa-lha” (Mc. 11:25) e mais: “se estiveres apresentando tua oferta no altar deixa ali tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, e depois vem apresentar tua oferta” (Mt. 5:22-24). Impossibilidade digamos, científica. Não pode haver sintonia. A prece não pode, científica e matematicamente, atingir os planos que desejamos, porque estamos “dissintonizados”. Não se trata de “maldade” ou “exigência” dos Espíritos Superiores. Mas não chega a eles nossa prece. Da mesma forma que um rádio só de “ondas curtas” não pode captar os sinais das “ondas longas” e vice-versa. Cada um (a ciência o comprova experimentalmente), só pode comunicar-se com seus afins em vibração. Por isso repetimos sempre: O Evangelho, mais do que um repositório teológico, é um Tratado de Ciência, apenas expresso em termos de sua época.

Corrente elétrica – Esta seria o deslocamento da massa elétrica, através de um fio condutor. Na manifestação de nossos pensamentos também temos duas direções: o pensamento positivo, em que a corrente caminha de baixo para cima, do mais longo para o mais curto; e o pensamento negativo, quando se desloca em sentido contrário, do alto para baixo, do mais curto para o mais longo. A corrente é de suma importância. Se os pensamentos bons (elevados) e de amor são apenas “momentâneos”, não conseguem formar “uma corrente”, mas somente “ondas amortecidas”, isto é, ruídos interrompidos. Ao passo que a “corrente” dirige continuamente a onda-pensamento em determinada direção. Assim como a corrente positiva precisa ser constante, para atingir o alvo, e a “onda amortecida” não chega à meta, assim também aquele que está permanentemente com sua corrente positiva não é prejudicado pelas “ondas amortecidas” de pensamentos “maus” que lhe chegam e são logo expulsas. O permanecer nos pensamentos negativos formando “corrente” é que prejudica.

Pensamento positivo e negativo

Corrente contínua e alternada – (1) Contínua ou direta > quando a intensidade e o sentido da propagação são invariáveis. (2) Alternada > quando a intensidade e o sentido variam periodicamente, isto é, obedecem ao movimento de vai-vem. A corrente alternada está sujeita à lei Senoidal, embora nem sempre apresenta curvas em senóide. Assim nossos pensa-mentos. Podem permanecer em “corrente alternada”, quando emitimos, apenas. Mas podem passar a “corrente alternada”, quando emitimos e recebemos alternadamente; isto é, lança-mos o pensamento e obtemos a resposta. Também a mediunidade ´pode consistir numa cor-rente direta, quando caminha numa só direção (do Espírito para o médium) numa passi-vidade absoluta. Ou pode ser executada em corrente alternada, quando o médium age, com seu pensamento, sobre o Espírito. Isso é necessário, é imprescindível que ocorra, quando o Espírito manifestante é sofredor: o médium deve receber as idéias do Espírito, manifestando-as  em  conexão  com  o  doutrinador. Mais ainda, quando, fora de sessão, se vê acossado por

 

 

Espíritos que atrapalham mentalmente, pode estabelecer com eles um diálogo, procurando doutriná-los. Na prece, a corrente pode ser direta (geralmente o é); quando apenas nós falamos (quase sempre pretendemos “ensinar” a Deus o que Ele deve fazer para nós ...), e pode ser alternada quando na prece verdadeira pouco falamos, e depois silenciamos para “ouvir” a resposta silenciosa em nosso coração. Verificamos, pois, que, sendo as leis as mesmas em todos os planos, aplica-se ao Espírito idêntico princípio que encontramos na física.     

Pensamento firme ou inseguro

Linha de Força – Uma reunião mediúnica (a sala de reuniões) forma, inegavelmente, um “campo elétrico” ou magnético. Quanto mais estiver o ambiente carregado de eletricidade ou magnetismo positivo mais eficiente será a reunião. Quanto mais esse ambiente estiver permeado de forças negativas, mais perturbada a reunião. Essa a razão porque se pede que não haja movimento de gente na sala mediúnica, especialmente algumas horas antes das reuniões: é para evitar que o campo  elétrico  seja  desfavoravelmente carregado de energias negativas, interferindo nas “linhas de  força”  estabelecidas  pelos  Espíritos,  como “pólos norte”  ideais no campo. A conversação fútil, as discussões  políticas  ou de outra espécie, as críticas ou palavras deprimentes, “invertem” a corrente elétrica do campo. Ora, as “linhas de força” dependem da intensidade de pensamentos bons e amoráveis. Quanto mais numerosas e fortes essas linhas de força, tanto mais propício o “campo elétrico” para as comunicações eletromagnéticas entre desencarnados e encarnados. Não se trata de religião nem de pieguismo: é um fenômeno puramente físico, de natureza elétrica. Quem pretende fazer reuniões espíritas (eletromagnéticas) sem preparar antes o campo “elétrico-magnético”, sujeita-se a decepções de toda ordem, a interferências, a fracassos. Note-se porém, que o campo elétrico pode também ser perturbado por entidades desencarnadas, que vivam no ambiente (por não ser calmo e amoroso) ou que sejam trazidos pelos freqüentadores (que tenham tido discussões ou raivas durante o dia). As entidades desencarnadas têm a mesma capacidade que as encarnadas de emitir ondas eletromagnéticas de pensamento. O que evita esses aborrecimentos é uma corrente MAIS FORTE que a tudo se superponha. E o melhor gerador de foras eletricamente superiores é a PRECE.

 A Sala da Reunião

Condensador – No ambiente mediúnico, os assistentes e médiuns são verdadeiros condensadores, que formam o “campo eletromagnético”. Entre cada criatura existe o material isolante (o ar atmosférico). E por isso o campo se tornará mais forte quando houver mais de uma pessoa. Aqueles que não são médiuns, funcionam como os condensadores fixos, que recebem e emitem energias num só comprimento de onda, não sendo capazes de distinguir as diversas “estações” transmissoras (os diversos Espíritos) e não podem por isso receber e transmitir as mensagens deles. As idéias ficam confusas e indistintas. Já os médiuns são verdadeiros condensadores variáveis, com capacidade para selecionar os Espíritos que chegam. Então recebem e transmitem cada comprimento de onda por sua vez, dando as comunicações de cada um per si. Quanto maior a capacidade do médium de aumentar e diminuir a superfície do campo estabelecido pelas placas, tanto maior a capacidade de receber Espíritos de sintonia diversa: elevados e sofredores. Há médiuns, porém, que parecem fixos em determinada onda: só recebem e transmitem determinadas espécie de Espíritos, provando com isso a falta de mediunidade de sua sintonia. Para modificar a sintonia, o condensador variável movimenta as placas aumentando e diminuindo a superfície do campo. Os médiuns podem obter esse resultado por meio da PRECE, modificando com ela o campo elétrico, e conseguindo assim captar e retransmitir as estações mais elevadas, os Espíritos Superiores.  

Acumulador

Bateria – Cada criatura constitui um acumulador, capaz de armazenar a energia espiritual (eletromagnética). Entretanto, essa energia pode esgotar-se. E se esgotará com facilidade, se houver “perdas” ou “saídas” dessa energia com explosões de raiva, ou com ressentimentos e mágoas prolongadas, embora não violentas. Cada vez que uma pessoa se aborrece ou irrita, dá saída à energia que mantinha acumulada, “descarrega” o acumulador de força (ou fluidos), diminui a carga e, portanto se enfraquece. O segredo é manter-se inalterado e calmo em qualquer circunstância, mesmo nas tempestades morais e materiais mais atrozes.  

A Mesa da Reunião

Eletricidade Estática – Assim é chamada aquela eletricidade que existe permanente-mente na atmosfera  e nos corpos. Logo, considerando que o átomo seja constituído de núcleo

 

 

(prótons, nêutrons) e elétrons. Embora a ciência oficial denomina os elétrons como negativos, neste estudo (para nós) serão positivos. (...) Quando conseguimos colocar mais elétrons no corpo, dizemos que o corpo está carregado positivamente. Quando, ao contrário, há carência ou falta de elétrons, dizemos que está carregado negativamente. (...) Então, também o corpo humano, para ter saúde, necessita estar equilibrado quanto ao número de elétrons. Quando estes se escoam (por exemplo, pelos pés molhados) o corpo se torna deficiente de elétrons, e surgem as doenças como reumatismo, nefrite, flebite, catarros, etc., etc., pelas exaltações de germens. Assim, as enfermidades exprimem falta de elétrons; a saúde, é o equilíbrio; o excesso de vitalidade é um superávit  de elétrons. O que ocorre com o corpo físico (ou melhor, com o corpo astral ou perispírito), ocorre também com os desencarnados, que continuam revestidos de corpo astral. Se o “Espírito” está bem, seus elétrons estão em equilíbrio; se estes são deficientes, o “Espírito” está enfermo, física ou moralmente. (...) Por isso, se o aparelho (médium) se liga a um Espírito bom, carregado positivamente de elétrons, se sente bem e continua com esse bem-estar mesmo depois da “incorporação”, porque permanece com os elétrons em equilíbrio ou em “superávit”. (...) Mas ao invés, quando é ligado a um “Espírito” sofredor ou obsessor, com deficiência de elétrons, o aparelho se sente mal, e o mal-estar continua após a “incorporação”, porque os elétrons que tinha, passam para o “Espírito”  que  sai  aliviado. (...)  Neste  segundo  caso,  para  reequilibrar  o  aparelho,  é mister: a) ou de um passe de “reequilíbrio”, para fornecer-lhe os elétrons que perdeu em benefício do “Espírito”; e b) ou de “receber” o mentor ou amigo espiritual que, com sua ligação, restabeleça o equilíbrio, fornecendo-lhe os elétrons necessários.

O corpo humano

Indução – Sabemos que, sem necessidade de tocar um corpo em outro, podemos eletrizá-lo (carregá-lo de elétrons) por aproximação ou mergulho num “campo elétrico” ou num campo magnético. A isso chamamos “indução”. (...) Muitas vezes, mesmo sem incorporação, pode um Espírito aproximar-se (encostar-se) a um aparelho (médium), sugando-lhe os elétrons e deixando-o com mal-estar, por vezes com dores, embora o desencarnado dali se afaste aliviado. Isso ocorre com todos. Mas os médiuns, por serem mais sensíveis, percebem essas diferenças de elétrons. Para o médium, bastará um passe de recuperação, que é inclusive uma das caridades mais meritórias, porque feita sem interesse e até sem conhecimento do que se está passando. (...) Há também ervas que possuem e produzem grande número de elétrons. E, sendo a água um bom condutor de energia, essas ervas são empregadas com muito êxito em banhos chamados de descarga, porque retemperam e reequilibram o organismo do aparelho. Já os antigos conheciam essas ervas. Daí se colocarem certas plantas (arrudas, espada de S. Jorge, etc.), no ambiente: a produção de elétrons protege os habitantes. E quando a sucção dos elétrons é grande no ambiente, a planta chega a murchar: é quando se diz que o ambiente não está bom. (...) Eis porque os velhos desvitalizados (pobres de elétrons) gostam da companhia de jovens, que lhos fornecem por indução. Por isso não devem dormir no mesmo leito crianças e velhos. (...) A sensibilidade dos médiuns faz que eles percebam a aproximação de um Espírito como uma descarga elétrica, manifestado por vezes por um arrepio violento que lhes percorre a espinha, ou por um eriçar-se dos pelos dos braços, imitando a pele de galinha: representa isso a entrada ou a saída de elétrons. Daí haver duas espécies desses arrepios: um desagradável, quando o Espírito suga elétrons que saem de nosso corpo, exprimindo a presença de um Espírito enfermo ou perturbado; outro agradável, de bem-estar, significando um banho de elétrons que nos penetram, quando o Espírito é benéfico, e portanto nos fornece energia (essas sensações estão a cargo do sistema simpático-parassimpático). Leia mais adiante a dissertação sobre o tato.    

”O encosto”

As “pontas” – A eletricidade positiva ou negativa se agrega mais nas pontas ou extremida-des pontudas. Daí terem nascido os pára-raios. Essa a razão pelas qual as mãos, os pés e sobretudo os dedos, são as parte mais carregadas em nosso corpo. (...) Por esse motivo os passes são dados com as mãos abertas (o que em O Novo Testamento se diz “impor as mãos”), para que os elétrons fluam através dos dedos. (...) Daí qualquer dor que sintamos  ser imediatamente socorrida pela nossa mão que vai ao local, para restabelecer o equilíbrio dos elétrons: é o passe instintivo e natural. Por isso as pessoas fracas gostam de ficar segu-rando as mãos das pessoas fortes: os enfermos assim fazem com  os  sadios. (...) Os passes,

 

portanto, são um “derramamento” de elétrons, através das pontas dos dedos, para restabele-cer o equilíbrio daquele que recebe o passe, e que deles está carecente. (...) Todavia, da mesma forma que o pente de ebonite depois de certo tempo perde os elétrons em excesso que recebeu do ser atritado com lã, assim também ocorre com o corpo humano. Daí a necessidade de os passes serem periódicos. Bem assim os obsedados (permanentemente “sugados” por amigos invisíveis), os fracos de saúde, os que lidam com multidões, precisam periodicamente de passes reequilibrantes, recebendo um acréscimo de elétrons. (...) Por essa razão, as pes-soas doentes (a quem faltam elétrons) não deverem dar passes: ao invés de dá-los, tirariam os poucos do paciente, depauperando-o ainda mais. (...) Além disso, existem os que, sem elétrons positivos, possuem um excesso  de carga negativa. Com esses, é mister primeiro dar passes “de descarga”, tirando as cargas negativas, para depois dar-lhes elétrons. Essa a razão porque alguns, ao dar passes sem técnica, absorvem a carga negativa dos enfermos, ficando eles mesmos doentes: então, em primeiro lugar, passes “dispersivos” para limpar de cargas negativas; depois então, passes de fornecimento de energia.    

Os passes

Corrente direta – Também chamada de corrente “contínua”, é a que “corre” de um lado para outro do fio, sempre na mesma direção, ou seja, os elétrons entram por um lado do fio e saem pelo outro. Segundo a convenção entre os cientistas, eles caminham do polo negativo para o polo positivo (embora o CERTO seja o contrário: mas os nomes dados aos polos foram errados desde o início, e os cientistas ainda não quiseram consertar as coisas, não se sabe por que).    

Corrente alternada – Nesta os elétrons não caminham, mas simplesmente se agitam, sem sair  do  mesmo lugar. E como a vibração é um vai-vem constante, para a direita e para a esquerda, dizemos que a direção da corrente é alternada.

Abastecimento – Para que haja uma corrente, de qualquer tipo, é indispensável que os fios estejam ligados a um abastecedor, seja ele um acumulador, uma bateria ou um gerador de eletricidade. (...) Todas as criaturas humanas têm uma capacidade elétrica, como vimos, porque o próprio corpo é um eletrólito. Essa eletricidade estática pode ser transformada em “corrente”, seja ela direta ou alternada, se o indivíduo se ligar a um abastecedor de força. (...) Temos assim que a corrente elétrica poderá ter curso se a pessoa se ligar a acumulador (unir-se a outra pessoa com vibração suficientemente forte), a uma bateria (reunir-se a uma corrente de pessoas) ou a um gerador (à Força Cósmica, por meio da prece). (...) Uma vez excitada a corrente na criatura (quando esta “entra em estado de transe”) com seus elétrons em forte vibração, sua sensibilidade fica aumentada de muito, e suas válvulas (certas glândulas) conseguem fazer passar as comunicações telepáticas de outros “Espíritos”, encarnados ou desencarnados. (...) A ligação, que comparamos a um acumula-dor, é feita de dois modos: ou direita por contacto, ligando-se os ”fios” a uma pessoa (encarnada ou desencarnada), ou “por indução”, quando a criatura (encarnada ou desencarnada), sendo possuidora de forte campo elétrico e magnético, envolve o médium nesse campo, excitando-se os elétrons e produzindo a corrente. (...) Evidentemente, a ligação será muito fraca quando se tratar de um simples acumulador; mais forte quando for uma bateria, e fortíssima quando se tratar de um gerador. Daí haver necessidade, nas reuniões desse gênero, de que a “corrente mediúnica da mesa” seja firme, segura, que haja como se diz vulgarmente “concentração”, ou seja, que todos ajudem, com um pensamento uníssono, a formação do campo elétrico que permita, àquele aparelho registrar os sinais telepáticos enviados de fora, uma sensibilidade apurada e uma “seleção de sinais” (evitando assim interferências).

Ligação com o “Alto”

Intensidade – A corrente poderá ter maior ou menor intensidade, dependendo esta, por-  tanto, da fonte alimentadora. Medimos a intensidade em “ampères”. Assim, a quantidade da corrente que percorre um fio será tanto maior, quanto mais “ampères” tiver. E o “ampère” é medido pelo aquecimento do fio. Certos fios não resistem a amperagem alta; outros resistem melhor e permitem um acréscimo de quantidade de corrente. (...) Assim medimos a capaci-dade  mediúnica de uma pessoa; algumas possuem capacidade para receber “Espíritos” afins em força.  Raros  são  os  aparelhos  que  suportam quantidades grandes de “fluidos” elétricos,  

sem lhes opor resistência.

Ligação com os espíritos

 

Resistência – Qualquer condutor de eletricidade, por melhor que seja, opõe uma resistência (faz uma oposição) à passagem da corrente.

Impedância – Na corrente alternada, a resistência da bobina tem um nome especial: é a impedância. O fio se opõe muito mais à corrente alternada que à corrente direta. Isto porque, na corrente direta os elétrons simplesmente atravessam o fio de um lado para outro, então a resistência é uma constante. Já na corrente alternada, os próprios elétrons do fio são agitados, num campo magnético que “varia” continuamente; e essa variação do campo magnético “sufoca” e diminui a corrente, em sua intensidade. No fato mediúnico observamos com freqüência tanto a “resistência” quanto a “impedância” dos aparelhos (médiuns).

Resistência dos médiuns

“Corrente parasita” – Ou “de Foucault”, ocorre quando o núcleo de metal do rotor (gerador) é construído de uma só peça sólida e inteiriça. Sendo os condutores enrolados em torno desse núcleo de metal, este pode desenvolver uma “corrente parasita”, que interfere nas linhas do campo magnético. Essas correntes, além de não terem utilidade, produzem calor no núcleo, baixando o rendimento da máquina. Para diminuir a intensidade da corrente parasita, ao invés de um bloco inteiriço, são usadas finas chapas separadas por matéria isolante. Assim, em lugar de corrente parasita única de intensidade forte, teremos uma série de pequenas e inofensivas correntes, que só circulam individualmente em cada lâmina. O conhecimento desse efeito é de grande utilidade para constituição da mesa mediúnica; e explica por que, desde os primórdios, os bons dirigentes de sessões fazem sentar os médiuns intercalando-os com não-médiuns. A razão dada é que os não-médiuns servem para “sustentar a corrente”. Perfeita-mente lógico e verdadeiro. Mas agora, pela comparação com a “corrente de Foucault” podemos perceber o motivo científico: se os médiuns se sentam todos de seguida na mesa, forma-se a “corrente parasita”, que pode provocar  interferências  no  campo  magnético  da  mesa,  fazendo  que a vibração recebida por um médium repercuta nos que lhe estão ao lado, perturbando-os. Além disso, ao envolver outro médium essa vibração, pode levá-lo a enganar-se: supondo tratar-se dos fluidos de um desencarnado, talvez force a manifestação, resultando daí mistificação involuntária e inconsciente. Mais ainda: formando o bloco monolítico de médiuns um grupo inteiriço, a intensidade da manifestação é maior, enfraquecendo as resistências dos médiuns (pela corrente parasita) e a ação dos Espíritos se fará com muito mais violência. Se os médiuns (sensitivos) forem intercalados com não-médiuns (não-sensitivos = isolantes) cada um deles dará sua manifestação com a intensidade normal, sem perigo de influenciar os vizinhos e com maior possibilidade de conter a violência dos manifestantes. Formar-se-á, dessa forma, uma corrente normal, sem perigo de parasitismos, de influências mútuas, de violências acrescidas. Dentro do possível, pois, formem os dirigentes a mesa com essa alternância de médiuns e não-médiuns. Além da intensidade da corrente, e da resistência que a ela opõe o condutor, encontramos outras especialidades a estudar.      

Formação da mesa mediúnica

Potencial – Ligação em série e em paralelo – A diferença de “pressão elétrica” entre uma ponta do fio e a outra extremidade determina o “potencial” elétrico da corrente. (...) Isso é importante para a constituição da “corrente” mediúnica. Por isso ela é sempre construída em circuito, em redor de uma mesa ou sem mesa. Isto porque, geralmente, os médiuns têm fraca potência, e por isso a ligação é feita em série, em circuito fechado. Só médiuns de grande potência podem ser ligados em paralelo (trabalhando a sós).

Circuito fechado

Potência elétrica – Depende da comunicação entre:

a)    intensidade da corrente (amperagem); e

b)    a pressão elétrica (voltagem).

Assim, nas reuniões mediúnicas, podemos calcular a energia despendida pelos aparelhos cal-culando o potencial de força do conjunto, a intensidade da corrente, a potência do aparelho e o tempo gasto. Em vista disso é que se aconselha que as reuniões não devem durar mais do que uma hora e meia, a fim de não desgastar muita energia dos presentes. Entretanto, a presença de pessoas com muita vitalidade (muito potencial) e com manifestação de espíritos muito elevados (grande intensidade de corrente) e de médiuns de forte potência, pode demorar- se mais, porque a energia fica muito acrescida em capacidade.  Além  disso, se a corrente esti-

 

 

ver bem ligada ao gerador Universal da Força Cósmica (Deus) por pensamentos elevados e preces desinteressadas, isso fortificará de muito a capacidade do grupo e compensará a energia consumida no intercâmbio.

Energia despendida pelos médiuns

Transformador – Em certas reuniões mediúnicas, há elementos humanos que funcionam como verdadeiros transformadores que aumentam a corrente. Quase sempre são pessoas que não são médiuns, e até que muitas vezes se julgam inúteis na reunião. Ficam ali parados, concentrados, firmes, mas nada sentem. No entanto, estão servindo incalculavelmente para o bom êxito das comunicações; são os chamados “estacas de sustentação” de uma reunião. Sem a presença deles, a reunião se tornaria tão fraca que quase nada produziria. Como há esses transformadores que aumentam a corrente, existem os que agem de modo inverso: diminuem a corrente. São aqueles que se isolam do conjunto, ou porque permaneçam preocupados com seus pensamentos próprios, ou porque cedam ao cansaço e durmam: a interrupção da corrente trabalha como um transformador que diminui a corrente, embora não na corte.

Os não-médiuns

Retificador – Trata-se do aparelho que transforma a corrente alternada em corrente contínua. (...) Também na reunião mediúnica há pessoas que atuam como válvulas retificadoras quase agentes catalíticos, que permitem ao aparelho sensitivo (médium) a recepção de mensagens. No entanto, essa tarefa é quase sempre afeta a seres desencarnados, que facilitam a recepção das correntes provenientes do mundo astral mais elevado ou mesmo do mundo mental. É a chamada “telemediunidade”, em que um “Espírito” retifica as correntes mais elevadas, tornando-as acessíveis aos aparelhos encarnados. Em muitas ocasiões, esses intermediários acrescentam, a essa tarefa, a de transformadores para diminuir a intensidade da corrente, a fim de poder ser recebida pelo aparelho mediúnico.  

Telemediunidade

Ionte (ou íon) – (...) Átomos (ou radicais) eletricamente carregados. Os iontes podem ser carregados de eletricidade positiva (formando os cationtes) ou negativa (formando os aniontes). Quanto mais a atmosfera se carrega de iontes, mais ionizada fica, isto é, mais eletrificada. A iontização poderá positiva ou negativa. Durante o dia, a atmosfera fica demais iontizada, e por isso os aparelhos receptores funcionam com menos perfeição, já que, além de receberem a onda hertziana, recebem também as cargas dos iontes, o que produz estática. Havendo à noite menor iontização da atmosfera, por causa da ausência das radiações solares funcionam melhor os receptores. Daí a preferência para o exercício da mediunidade das horas noturnas, quando há poucos iontes elétricos na atmosfera, já que a mediunidade funciona à semelhança do rádio, e o comportamento das ondas de pensamento ser semelhante ao das ondas hertzianas. Vibrando intensamente os iontes elétricos produzidos pelas radiações solares, eles interferem – embora funcionando em faixas de onda mais baixa – nas ondas mais delicadas do pensamento; assim como, de modo geral, as ondas solares luminosas interferem na manifestação dos fluidos magnéticos e no ectoplasma. Por isso, as “sessões de efeitos físicos necessitam de ausência de raios luminosos. Então, para o bom funcionamento de uma reunião mediúnica, é indispensável um ambiente bem iontizado positivamente, por pensamentos elevados. A atmosfera assim carregada facilita as comunicações, já que ativa o “campo elétrico-magnético”. O melhor meio de iontizar o ambiente é manter os acumuladores ligados ao gerador (manter mentes e corações unidos ao Pai) de modo a emitir cationtes que saturem a atmosfera. Essa emissão é realizada pelos pensamentos de amor desinteres-sado e de prece desinteressada, jamais por preces particulares só para si ou para os “seus”, nem com amor só por aqueles que estão em contacto conosco. Em contrapartida, os ambientes carregados negativamente, com pensamentos de egoísmo, de discussões, de futilidades, de raivas e personalismos, só permitem reuniões fracas, improdutivas e até perturbadas, delas saindo os participantes em estado pior do que entraram: mais enfraquecidos, com órgãos psíquicos e físicos afetados. Se não houver ambiente bem iontizado, é melhor não realizar reuniões.  Por   isso   não  deve  fazer-se  uma sessão de intercâmbio em qualquer lugar, nem sob

pretexto de “CARIDADE”. Sim, é caridade dar um copo de leite a um faminto; mas será caridade dá-lo quando estiver estragado ou envenenado?    

Ambiente da sessão

 

 

Válvula – Como referência, tomamos o comportamento da válvula termoiônica, essa utilizada nos (antigos) rádios-receptores, especificamente as construídas de: (A) Um filamento de metal próprio, ligado à corrente elétrica que o esquenta até o rubro (em brasa), estado em que o fio expele de si milhões de elétrons, que têm seu caminho facilitado por causa do vácuo dentro da válvula. (B) De uma placa de metal, que recebe o jato de elétrons e os encaminha para diante pelo fio, mas não permite que eles voltem ao filamento; assim procedendo, transforma a corrente alternada em direta ou contínua. (C) Nas válvulas mais complexas, entre o filamento e a placa existe uma grade, que tem a finalidade de “selecionar” o fluxo de elétrons. Com esses elementos básicos e alguns secundários, é obtida a retificação da corrente e sua ampliação. (...) Na caixa craniana temos a principal válvula do corpo humano, que será estudada mais minuciosamente no capítulo da Biologia: o corpo pineal ou epífise. Ainda aí se localiza a grande auxiliar da pineal, que é a hipófise. No resto do corpo encontramos outras “válvulas”, mas isso é objeto de outra parte do estudo. No entanto, que fique claro que, para a comunicação, necessitamos de uma válvula detetora ou retificadora, que é o corpo pineal. Comparativamente à termoiônica, a pineal funciona recebendo corrente alternada e deixando sair corrente direta: é pois uma “transformadora de corrente”. Mas, ao mesmo tempo age talqualmente um transformador de freqüência, pois recebe “ondas-pensamento” que de lá saem modificadas em “ondas-palavra”. Essa modificação da ideação em palavras é constante, no trabalho interno do eu, que fornece as idéias à mente abstrata; essas ondas curtíssimas são enviadas ao transmissor (coração) e captadas pela pineal (cérebro), sendo aí transformadas em palavras discursivas, em raciocínios, em deduções e induções. Com a prática desse trabalho constante, embora inconsciente, a pineal exercita-se para mais tarde, mais amadurecida, poder fazer o mesmo com idéias provenientes de fora, de outras mentes por meio da telepatia. A pineal, formidável válvula eletrônica, capta as ondas-pensamento (corrente alternada) e as deteta em ondas discursivas (corrente direta pessoal) trabalhadas pelos lobos frontais do cérebro, e depois traduzidas em som (pelo aparelho fonador), ou em desenhos ideográficos (pelos músculos das mãos). Assim, teórica e praticamente observamos a transmutação das idéias de um ser para outro, no ponto exato da transformação das ondas. Mas resta-nos ainda ver o processo da “comunicação” propriamente dita.   

O “Corpo Pineal”

Transmissão e Recepção – O mescanismo da comunicação (transmissão e recepção) do rádio obedece, em linhas gerais simplificadas ao seguinte procedimento: 1º. Estágio > A pessoa fala, produzindo ondas acústicas; estas ferem o microfone, fazendo-lhe vibrar a lâmina, que transmite essas ondas em corrente variável a uma válvula amplificadora. Esta aumenta muito os sinais e os envia ao aparelho transmissor,  que as transforma em ondas hertzianas, fixando-lhes pela torre de transmissão.  2º. Estágio > As ondas hertzianas correm pelo ar atmosférico e batem em todas as antenas, penetrando todos os ambientes, tenham ou não aparelhos receptores: a atmosfera terrestre está permanentemente saturada de ondas hertzianas provenientes de todas as estações transmissoras do globo.  3º. Estágio > Um aparelho especializado (receptor) recebe todas essas ondas. Mas o ouvinte escolhe, por meio de seu condensador variável, qual das ondas ele quer ouvir. Sintonizado o aparelho na mesma freqüência que a da estação transmissora que ele deseja, a corrente das ondas hertzianas é novamente ampliada por uma válvula, depois retificada para corrente direta por outra, sendo então levada ao alto-falante,  que  transforma  os impulsos elétricos em ondas acústicas, as quais são percebidas pelos ouvidos dos interessados. (...) Examinando o 1º. Estágio (efetuado pelo Espírito comunicante) vemos que suas palavras são inicialmente moduladas para poderem ser recebidas. Essa modulação requer um estado especial de vibração dele próprio. Não é qualquer Espírito que, falando em qualquer situação, consegue ser percebido. Se assim fora, os médiuns suportariam um pandemônio de vozes misturadas, que se tornariam incompreensíveis. Mas, tal como o transmissor, o Espírito tem que saber fixar a freqüência de sua onda, que só poderá ser percebida pelo aparelho que com ele sintonize.  Essas  vibrações  discursivas pode, ser transmitidas de duas maneiras: a) mediante ligação direta aos centros nervosos (plexos, chakras) do aparelho, que as registra e reproduz automaticamente (embora possa ser conscientemente, já que uma coisa não exclui a outra); e b) ou mediante recepção das ondas, sem ligação (sem fio). Essa duplici-dade de processos explica certos pormenores:  Perg.1  Por que alguns Espíritos, ao incorporar,  guardam a pronúncia típica (pretos velhos, por exemplo) ou só falam no

 

 

próprio idioma?  –  Resp.1  >>  Porque a ligação é direta (por fio fluídico)  e a reprodução é automática.  Perg.2   Por que um Espírito de, por exemplo, um alemão que nunca esteve no Brasil nem   jamais aprendeu o português, se comunica neste idioma, sem qualquer sotaque? –  Resp.2  >> Porque a transmissão é feita em ondas-pensamento, e são captadas as idéias traduzidas em sons pelo cérebro do médium, em palavras suas (isto é, em palavras do médium).  Perg.3  Por que certos médiuns ignorantes falam línguas estrangeiras ou dão comunicação de assuntos que não conhecem? –  Resp.3  >> Porque a ligação a ligação é direta e a comunicação é automática. [Esse enfoque será visto com mais pormenores no capítulo da biologia].  Perg.4  Por que certos Espíritos dizem que não podem falar sobre isto ou aquilo por meio deste médium, alegando que o aparelho, por desconhecer o assunto, não lhe fornece material para a comunicação?  – Resp.4  >> Porque esse médium trabalha sem ligação direta, captando as ondas-pensamento, e teria que traduzí-las em palavras suas, tiradas do seu cérebro. Ora, se não conhece o vocabulário especializado técnico, ou se não tiver noções, por exemplo de anatomia, não poderá entender nem mesmo as idéias, quanto mais reproduzir os pensamentos com palavras suas.  Perg.5  Por que durante certas comunicações “automáticas” o médium fica inconsciente e em outras permanece consciente? –  Resp.5  >> ”Durante” as  comunicações o médium sempre tem consciência do que diz. Mas quando termina é que vem o esquecimento. Isso se dá sobretudo, quando a comunicação é feita por meio de sono hipnótico, sendo “agente” o Espírito e “paciente” o médium. (...) Verificamos, pois, que o Espírito não precisa estar presente para dar a comunicação. Pode irradiar seu pensamento de distâncias grandes e ser recebido pelo médium. Daí o erro de mandar que o “vidente” comprove a psicofonia (pas-sividade/incorporação), para evitar mistificações. Disso falaremos ao estudar a vidência. A essa transmikssão à distância chamam alguns “telemediunidade”. (...) Examinando o 2º. Estágio , compreendemos que as ondas são enviadas indistintamente ao ambiente (se não houver ligação direta), e portanto recebidos por quem esteja sintonizado com elas. De modo geral há um médium que as recebe. Mas pode acontecer que sejam recebidas por dois ou mais médiuns concomitantemente (ou que nenhum dos presentes as receba). Nesse caso, se são da mesma sensibilidade, a comunicação de ambos é igual ou quase. Se são de sensiblidade diferente, cada um deles apanhará aquilo de que for capaz. Isso explica o leit-motiv que muitas vezes ocorre nas sessões em que vários médiuns ferem o mesmo assunto, embora com palavras diferentes. Todos receberam a mesma mensagem, mas cada um as traduziu segundo sua própria capacidade. Por que falar em “plágio”? (...) No 3º. Estágio , compreendemos a importân-cia da sintonia. No rádio procuramos a sintonia por meio do condensador variável. Na mediunidade, com a elevação ou o baixamento das vibrações, até que sejam harmônicas. Aberta a sessão, alguns aparelhos nada sentem. Se permanecem em oração (ligados ao gerador) esquentando o aparelho e elevando a freqüência, podem atingir determinado grau e receber uma estação transmissora. Se permanecerem distraídos, sintonizados com seus pro-blemas, nada recebem, ou então só recebem comunicações de Espíritos que estejam na mes-ma faixa vibratória. Isso ocasiona que as comunicações de certos médiuns sejam sempre semelhantes: eles alimentam a mono-idéia, e só percebem “estações” que estejam naquela faixa. Captadas as ondas-pensamento, o aparelho mediúnico as retifica, através do cérebro, modulando o pensamento-palavra, transformando-as em ondas-acústicas (palavras discur-sivas), sonorizando-as através do aparelho fonador (alto-falante) ou as escreve (transfor-       mando-as em imagens convencionais), mas sempre com suas próprias palavras e estilo (a não ser que a ligação tenha sido feita por fio, ligado aos chakras, agindo sobre os centros nervosos do corpo e prescindindo da “válvula retificadora” do médium). [Examinemos algumas perturbações que podem ocorrer na recepção das ondas ra-diofônicas:   a  “imagem”,  o  “fading”  e a interferência].     

Funcionamento físico da mediunidade

“Imagem” – Chama-se assim a sintonia de determinada freqüência em outra freqüência, ou seja, à recepção de uma onda em cima da outra, ou de uma estação em outra. A “imagem” é dada pela soma da rádio-onda (RO) mais a freqüência intermediária (FI) do aparelho receptor. Ora, ocorre que cada receptor tem sua FI fixa determinada no momento da montagem. Então, se a FI é baixa, acontece que pode produzir-se uma “imagem” de uma estação em outra. Para facilitar a compreensão, tomemos como exemplo a faixa de ondas médias, que vai de 550 a 1600 khs. Suponhamos que a FI do aparelho seja 400. Se sintonizarmos  nosso  rádio  em 1200 khs, acontece que captamos a estação de 1200 khs, + a

 

 

“imagem” da estação de 800 khs (porque 800 + 400 = 1200). Então, para evitar as “imagens”,  os  aparelhos radiofônicos são montados com FI  elevadas (por exemplo, de 1100 para cima). Dessa forma, mesmo a estação de mais baixa freqüência (550 khs) cairá fora da faixa (550 + 1100 = 1650), evitando a formação de “imagens”. (...) Muito importante o co- nhecimento desse fato. Com efeito, cada criatura humana possui sua freqüência intermedi-ária (FI) de determinado valor. Ocorre então que, se a FI for baixa, a recepção das ondas Espírito comunicante poderá somar-se ao pensamento do aparelho receptor de tal forma que prejudique a pureza das idéias transmitidas. Porque, de fato, “mistura” da RO do Espírito desencarnado com a FI do médium SEMPRE HAVERÁ. Só excetua o caso de ligação direta por fio fluídico (equivalente à ligação telefônica). Mas, quando a RO do Espírito é mais forte (60% pelo menos) a comunicação ainda pode considerar-se boa. Percentagem mais baixa não é aceitável, já que faz que a mensagem perca a autencidade. O remédio para obviar a esse mal será elevar a FI da criatura de tal modo, que não produza “imagens” em qualquer das ondas da faixa em que está trabalhando na recepção. Essa elevação da FI  equivale ao combate sistemático a tudo o que reduza as vibrações, como vaidade, orgulho, pretensão, mágoa, ressentimento, ciúmes, críticas, etc. Havendo qualidades positivas (humildade, amor, espírito de serviço desinteressado) a FI da criatura permanece alta, afastando-se o perigo de “imagens”.

Elevação de sentimentos”

“Fading” – É o nome dado à variação de intensidade, na entrada da onda no aparelho radiofônico. A onda começa forte, depois vai enfraquecendo e desaparcendo até um mínimo, para crescer logo em seguida, numa oscilação periódica. Interessante crescer logo em seguida, numa oscilação periódica. Interessante observar que o fading se verifica quase que somente nas ondas curtas. A correção do fading pode obter-se com o fortalecimento do circuito do amplificador, de como que fixe o máximo e o mínimo de uma faixa audível. (...) Na mediunidade é comum ocorrer o mesmo fenômeno, sobretudo quando o transmissor é de “onda curta” (Espíritos mais elevados). Ao perceber o médium que o Espírito comunicante (estação trnsmissora) é de elevada categoria astral, começa a sentir-se satisfeito (vaidoso) de servir de intermediário, o que enfraquece imediatamente a recepção. Doutras vezes pode distrair-se com problemas seus, e então titubeia Ou ainda ocorre que o comunicante pode dar um impulso, e depois deixar que o médium  prossiga por si na explanação do assunto, a fim de exercitá-lo: pode então o aparelho “perder o fio” e produzir um “fading”. E outras causas: distrações, falta de concentração do aparelho da corrente, etc. Remédios, portanto, são: firmeza de concentração (o intelecto vazio de pensamentos); sentimento de humildade e amor desinteressado; e sobretudo atenção à seqüência de idéias que forem sendo recebidas.

Vigilância dos médiuns

Interferência – É a intromissão de uma onda estranha, no aparelho, perturbando a rece-pção. A interferência pode ter diversas causas: (A) transmissão de onda de freqüência muito próxima. O transmissor irradia em freqüência determinada, que se chama onda portadora; assim mesmo, existe uma oscilação de cerca de 10.000 ciclos por segundo em cada lado. Por isso, se outro transmissor emitir dentro desse limite, há uma interferência. Essa é a razão por que as estações de broadcasting  estão distantes uma da outra, no mínimo, em 40.000 ciclos (...860 – 900 – 940 – 980 – 1020 – 1060 kcs); (B) uma ruptura ou fechamento de circuito estranho, ou seja, quando se liga ou desliga qualquer aparelho elétrico, o receptor registra estalidos característicos, que todos conhecemos; (C) funcionamento de motores de centelha ou explosão, que produzem oscilações eletromagnéticas, repercutindo no receptor com zumbidos e roncos continuados, chegando, por vezes, a impedir a recepção. (...) Da mesma forma, nas transmissões de ondas de pensamento (com muito mais efeito, porque muito mais sutis e delicadas) ocorrem tais interferências >>  (A) ciclagem próxima: pode acon tecer que dois Espíritos de vibração vizinha emitam pensamentos de forma a interferir um, na mensagem do outro. O mais comum é ocorrer isso entre a mensagem do Espírito e a mente do médium, sobretudo quando se trata do “guia” ou “mentor”. Isto porque, de modo geral, o “guia” tem uma freqüência muito próxima da de seu aparelho. E Explica-se: se assim não fora, não se lhe poderia “agregar” como “guia”, já que isso requer sintonia vibratória entre os dois. Daí o cui-dado que devemos ter, examinando cuidadosamente as mensagens dos “guias”, para descobrir se existem interferências do pensamento do aparelho mediúnico; (B) Quando há ruptura de corrente na mesa mediúnica, ocorrem interrupções na transmissão de mensagens, que se tornam  fracas,  por  vezes  perdendo mesmo a seqüência de sentido. Também pode acontecer  

 

 

acontecer que, de fora, venham interrupções, quer provenientes de mentes desencarnadas, quer de encarnadas. E  essas  centelhas podem ser tão violentas, que rompam a ligação entre transmissor (Espírito) e receptor (médium);  (C) A terceira interferência (que difere da segun-da por ser continuada) provém, quase sempre, da assistência, especialmente pela presença de pessoas totalmente descrentes, que duvidam e se opõem aos fenômenos, com seu pensamen-to. A “assuada” de ondas-pensamento pode ser tão forte, que impeça o recebimento de mensagens. Isso explica por que os médiuns, quando levados a ambientes hostis para “dar provas”, com freqüência nada produzam: não conseguem receber a onda irradiada, em vista das interferências existentes que a cobrem. [...] Essa também a razão por que nos dias de grande movimentação popular (por exemplo, durante o carnaval) não se devem realizar sessões mediúnicas: as interferências são muito grandes e podem perturbar  totalmente os aparelhos receptores humanos, tal como centelhas muito violentas podem causar prejuízos sérios nos rádios e televisões, queimando resistências e até válvulas. [IMPORTA AQUI SALIENTAR: NA ÉPOCA EM QUE ESTA OBRA FOI EDITADA, NÃO HAVIA NO BRASIL OS APARELHOS DE TV TRANSISTORIZADOS].    

Espíritos perturbadores

M a g n e t i s m o

O magneto [...] Na Ásia, muito antes de Cristo, foi encontrato na região da Magnésia um mineral que atraía o ferro. E por isso ele foi denominado “magneto”, donde deriva a palavra magnetismo.

Magnetismo humano [...] Essa capacidade de atração é também observada no corpo humano, e por associação, a ela se chamou “magnetismo animal”. (...) Ora, o mesmo ocorre com o corpo humano, sobretudo com certos órgãos. Por exemplo, as glândulas pineal e pituitária (epífise e hipófise), que têm a capacidade de receber as ondas-pensamento da própria mente e de outras mentes, encarnadas e/ou desencarnadas. Logo, aceitamos como válida a teoria sobre a glândula pineal de servir “sempre” como intermediária entre o Espírito da criatura e o cérebro. Toda e qualquer idéia ou pensamento do Espírito é transmitido vibracionalmente e recebido pela pineal, e através dela é comunicado aos neurônios cerebrais que então a transmitem ao resto do corpo, agindo sobre os centros da fala., dos braços, pernas, etc. Inversamente, tudo o que fere os nervos ópticos, auditivos, olfativos, gustativos, tácteis, etc., é levado aos neurônios, que o fazem chegar à pineal e daí então é transmitido por meio de ondas-pensamento ao Espírito. (...) Assim como recebe os pensamentos do próprio Espírito, pode também receber os de outros Espíritos quer na matéria (telepatia), quer desencarnados (mediunismo). Entretanto, além desse tipo de mediunismo, que chamaríamos “magnético”, temos outro tipo de mediunismo, realizado por fio fluídico, ligado diretamente aos chakras, e destes passando aos plexos nervosos que são feixes e entrosamentos de nervos. Ou seja os chakras representam em relação aos plexos, o mesmo papel que a pineal em relação ao cérebro. Lembremo-nos de que o plexo mais importante do tronco, plexo “solar”, é também denominado “cérebro abdominal”.  Do  mesmo  modo que os nervos constituem os condutores fluídicos das vibrações sensoriais no corpo físico, assim há cordões fluídicos de matéria astral, de que nossa ciência terrena “oficial”, ainda nem sequer apurou a existência, embora citados em literaturas antiqüíssimas e bem conhecidas no ocidente (conf. Ecle. 12:6). Nada existe, porém, a esse respeito nos tratados científicos.

Processos de Imantação – Uma barra de ferro pode ser imantada por três processos principais:

a) por indução magnética, que é realizado mantendo-se  a barra de ferro perto de um imã;

b) por atrito, quando uma barra de ferro neutra é atritada com um imã, sendo indispensável  que assim sejam atritados sempre no mesmo sentido, porque o atrito num sentido desfaz a imantação obtida no outro; e

c) por corrente elétrica, quando se enrola em torno da barra de ferro um fio  percorrido por corrente elétrica. Esse processo faz o que chamamos “eletro imã”.

      Vimos que a mediunidade pode ser inata, tal qual o magnetismo do imã natural. Agora passemos a estudar ligeiramente o despertamento, chamêmo-lo “artificial” da mediunidade. Também aqui podemos encontrar as mesmas três modalidades principais que para o imã mineral (as Leis Cósmicas são as mesmas para todos e em todos os planos).   (A)  Assim como uma barra de ferro se imanta quando na proximidade de um imã, assim também pode uma criatura  conseguir  comunicações  mediúnicas quando ao lado de um médium, embora seja in-

 

sensível quando a sós. Esse fenômeno é obtido, porque a radiação do médium sensibiliza a cura do sujet, tornando-o apto a captar mensagens. Por isso observamos que certas pessoas só recebem  quando ao lado de um médium. Mas comum é a necessidade da presença de um médium para INICIAR o trabalho mediúnico de uma pessoa; feito o desenvolvimento, poderá passar a receber sozinha. Não é falha pessoal: é que as radiações do médium lhe servem de agente catalítico para “abrir” a mediunidade.  B) Da mesma forma que a barra de ferro neutra se imanta ao ser atritada, assim pode ser predisposta a receber comunicações, ou a “abrir” a mediunidade, se lhe forem aplicados passes magnéticos por um médium. Pensam alguns que o passe no aparelho novo serve  para fazer receber Espíritos, e movimentam as mãos como se empurrassem alguém. Mas os passes não têm essa finalidade. Devem ser dados de cima para baixo (sempre no mesmo sentido) para que o efeito não seja anulado. Algumas entidades preferem que não sejam aplicados passes, antes da incorporação, alegando que isso pode influir no animismo. Assim fazendo, porém, o desenvolvimento é muito mais demorado e talvez não se realize. Ao aplicar os passes, o passista magnetiza ou imanta o aparelho, fazendo sensibilizar-se a glândula pineal (passes na cabeça) para comunicações telepáticas, ou os chakras (passes ao longo da espinha   dorsal) para as ligações fluídicas.                                                                          

(C)  A terceira maneira de favorecer a imantação é enrolar-se a barra de ferro com um fio  percorrido por corrente elétrica. São os “eletro imãs”. Há pessoas, também, que só se tornam médiuns, ou seja, só ficam capacitadas para receber, quando envolvidos pela corrente da mesa mediúnica, nada conseguindo quando estão a sós. A corrente da mesa mediúnica aumenta a sensibilidade da pineal e dos chakras (já vimos que a bateria tem mais força que os acumuladores isolados). Nesses casos, o aparelho aumenta  sua sensibilidade e se imanta, tornando-se apto a receber as comunicações.

Tipos de mediunidade

Ímãs Permanente e Temporários – De acordo com a construção do imã artificial, pode ele manter a propriedade magnética por muito tempo, até por anos, ou perdê-la logo depois que cesse a causa da imantação. No primeiro caso, o imã é chamado “permanente”!, no segundo, temporário ou transitório. Os eletro imãs são sempre transitórios, mas os imãs naturais são sempre permanentes. (...) Assim também os médiuns. Podemos dividi-los em três categorias: (1) naturais, que já nascem com essa característica de sensibilidade, e, em vista disso – qualquer que seja sua religião – não podem evitar os fenômenos psíquicos; é até freqüente que, não se educando a faculdade, nesses casos, o aparelho se desequilibre mentalmente;  (2) aqueles que são permanentes, ou seja, os que, mesmo não no sendo de nascença, desenvolverem as faculdades psíquicas, quer por proximidade, quer por atrito (freqüência às reuniões ou passes); e, uma vez desenvolvidos, não nas perdem mais, ficando obrigados a continuar “trabalhando” daí por diante, dando va- são  natural  ao mecasnismo psicológico;  (3)  aqueles que são tempo- rários, isto é, os que, “cessada a causa, cessa o efeito”. De modo geral, os que só recebem na corrente mediúnica, nada sentindo fora dela. Ou mesmo os que só recebem quando  na  proximidade de outro médium, ou quando sob a ação de passes magnéticos (in- dução magnética ou “atrito”).  

Duração da mediunidade

Pólos – As propriedades magnéticas não se manifestam em toda a extensão do imã, mas apenas nas extremidades, chamadas “pólos”. Quando se trata de uma barra, por exemplo, aparece  o  magnetismo nas pontas; entre os dois pólos há uma região que não apresenta pro- priedades magnéticas, sendo por isso denominada neutra. (...) Assim também no corpo humano, as partes que revelam maior magnetismo são as extremidades, sobretudo as dos membros superiores, tendo-se estabelecido experimentalmente que o lado direito tem magnetismo positivo (doação) e o lado esquerdo  magnetismo negativo (absorção), porque atrai coisas negativas, e por isso os romanos o chamavam “sinistro”. Daí o aperto de mão ser feito sempre com a mão direita, pois a esquerda absorveria os fluidos pesados da outra pessoa. Também o “sinal da cruz” na própria criatura e a “bênção” dada pelos sacerdotes (passes em forma de cruz) são realizados com a mão direita. Os “passes magnéticos” de doação realizam-se com a mesma mão. Assim também, quando queremos homenagear uma pessoa, “dando-lhe” amor ou carinho, nós a colocamos ao nosso lado direito, para que o lado esquerdo  dela  “absorva”  nossas  boas  vibrações.  No entanto, quando desejamos “captar” o

 

 

amor  de  alguém,  nós a colocamos à nossa esquerda (nas conversas amorosas, no leito, etc., para que possamos absorver melhor suas vibrações de carinho. Nos canhotos, porém, o magnetismo é inverso: positivo à esquerda, negativo à direita. Quando desejamos lançar fluidos, é através das mãos que o fazemos, saindo eles pelas pontas dos dedos.

As mãos do médium

Atração e Repulsão – Se suspendermos dois imãs por seus centros de gravidade, e aproximarmos um do outro, verificaremos que os pólos do mesmo nome se repelem, e os de nomes contrários se atraem. Daí concluímos que o pólo norte geográfico da Terra é um sul-magnético (já que atrai o pólo norte do imã), e vice-versa. (...) Compreendemos, então, por que, nas correntes mediúnicas, os componentes se dão as mãos segurando com a direita e a esquerda do que lhe está ao lado. Também por isso observamos que, por magnetismo natural, as pessoas se atraem quando possuem temperamentos opostos: violentos atraem dóceis, orgulhosos atraem humildes, etc. (donde o ditado popular: duro com duro não faz bom muro). Na mediunidade pode aparecer uma objeção: o médium dócil “recebe”  Espíritos dóceis, havendo de modo geral consonância de temperamento entre os médiuns e seus “guias”. Entretanto, aí não se trata de magnetismo, mas de “sintonia vibratória”. Observamos, todavia, um fenômeno interessante: em certos casos, existe uma impossibilidade absoluta de certos Espíritos incorporarem em certos médiuns. E isso ocorre sem que haja nenhuma dissintonia, pois muitas vezes o “Espírito” gosta imensamente da criatura e vice-versa, mas não pode incorporar-se. Supomos que o impedimento consista numa repulsão magnética entre ambos. Aguardamos, porém, melhores esclarecimentos de quem seja mais capaz. Podemos, então, esclarecer um princípio: as comunicações telepáticas, através de pineal-pituitária, se fazem por “sintonia vibratória”, e as fluídicas (ligações por fio) se realizam através dos chakras-plexos, por magnetisimo positivo-negativo. Em nossa hipótese, pois, o magnetismo poderá influir na “psicofonia/incorporação”, na ligação fluídica, mas não na inspiração ou intuição, que esta se realiza por simples recepção de ondas vibratórias.   

Corrente mediúnica

Massa Magnética – Para facilitar o estudo, criaram os físicos uma convenção a que denominamos “massa magnética”, que corresponde a “um ponto ideal, onde se reuniria toda a região magnética puntiforme”. Convencionou-se ainda que duas massas magnéticas: ou a) são iguais, ou b) uma é o múltiplo da outra. Há duas leis (análogas às que regem as cargas elétricas puntiformes) a que obedecem a atração e a repulsão >> Entre duas massas magnéticas puntiformes, isto é, entre as forças positiva e negativa (separadas pela região neutra):

      1ª. lei: A intensidade da força de atração ou repulsão é proporcional ao período de cada uma das massas magnéticas.

      2ª. lei: A intensidade da força de atração ou repulsão é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas.

Essas  duas  leis  valem também para os planos etérico e astral (como para todos os outros, porque as grandes leis da natureza vigem em qualquer plano). Encontramos de imediato três aplicações práticas: nos passes, nas obsessões e nas psicofonias/incorporações. (...) (A)  Nos passes magnéticos a maior intensidade de uma corrente fluídica vai depender da diferença das massas magnéticas do doador e do paciente. Assim um indivíduo fraco (FM = 2) ao receber passes de outro forte (FM = 10), terá carga de intensidade 8. Observe-se que um é sempre múltiplo  do  outro.  Daí  um  mais fraco não dever dar passes magnéticos em outro mais forte que ele: esgotar-se-ia com pouco proveito. Além disso, acresça-se o maior das emoções entre doador e paciente (principalmente neste último), no sentido da boa recepção magnética. Outra observação: os passes magnéticos devem ser dados na proximidade (por vezes até tocando-se o ponto enfermo), em vista da 2ª. lei. Note-se, porém, que tudo isso vale para passes magnéticos, pois os passes espirituais caem sob outras leis. (...) (B)  O obsessor, ciente ou inscientemente, se liga ao obsidiado através do “ponto magnético” que lhe ofereça campo de atração. Esse ponto é do pólo negativo (passivo) na vítima, para que ele utilize seu próprio pólo positivo (ativo). Ora, os pontos magnéticos negativos no encarnado são exatamente os órgãos enfermos, deficientes ou, pelo menos, fracos. Nesse ponto dá-se a atração, ligando magneticamente os dois. Assim, por exemplo, uma criatura que sofra a deficiência ovariana é facilmente influenciável nesse ponto, sendo levada à esquizofrenia. Se a debilidade é hepática,

 

 

por esse órgão se estabelece a ligação, sendo o indivíduo arrastado à irritabilidade. E tanto maior  a  intensidade  na  obsessão  haverá, quanto mais diferença houver entre as forças dos dois e quanto maior for a proximidade entre ambos. Deduzimos, então, que a obsessão não é obra, em geral, de sintonia vibratória, podendo até não haver sintonia nenhuma entre os dois, o que serve de consolo a muitos... Muito ajudam, ainda, as emoções do obsessor e do obsidiado. (...)  (C) Nas comunicações, vimos que as telepáticas obedecem às leis da sintonia vibratória; mas as realizadas por ligações fluídicas podem efetuar-se por simples atração magnética. Aí temos dois casos: 1 – o desencarnado é mais forte e positivo e se liga ao encarnado por um ponto negativo deste (é o caso anterior da obsessão); 2 – o desencarnado é mais fraco (enfermo, sofredor, etc.) e a ligação é feita do encarnado (positivo) para o desencarnado, ligando-se exatamente no ponto magnético mais fraco do desencarnado: o órgão enfermo. Essa a razão por que os médiuns, quando “psicofonizam /incorporam”, sentem nos próprios órgãos as mesmas sensações desagradáveis ou dores lancinantes que o desencarnado está sentindo: a ligação foi feita entre o órgão sadio do aparelho (pólo positivo) e o órgão enfermo do comunicante (pólo negativo).

      A 2ª. lei também é perceptível: se o desencarnado está próximo do aparelho as sensações são integrais (caso do “encosto”) porque a intensidade magnética é máxima. Se a ligaçõao é feita à distância, as sensações são mais enfraquecidas. Em muitos casos é tão violento o acesso de dor do desencarnado e tal seu desespero, que uma aproximação desequilibraria o aparelho. Neste caso, os trabalhadores do astral providenciam a ligação a distância, deixando o Espírito onde está (zona trevosa, subterrânea, subaquática, etc.).  Por não saírem do “inferno” onde se encontram, os Espíritos não vêem o ambiente, e continuam queixando-se de que estão em trevas. O choque vibratório continua existindo, mas muito mais fraco e suportável. O médium, pela ligação, envia fluidos magnéticos positivos ao sofredor, aliviando-o aos poucos, até que ele tenha capacidade para aproximarse, “psicofonizando/ incorporan-do”, a fim de alcançar melhor medicação.

Passes e ligações espirituais

Campo Magnético – Assim denominamos a região que envolve a massa magnética, e dentro da qual esta consegue exercer ações magnéticas. Consideremos, todavia, que é lei fundamental que todo e qualquer imã possui sempre dois pólos  ( + e – ) e somente dois pólos, e um sempre exerce influência sobre o outro. Mas, teoricamente considerados em separado, poderíamos traçar um campo magnético próprio a cada polo, para observar as propriedades de cada campo separadamente. (...) Também cada criatura humana possui dois pólos, cada um dos quais cria um “campo magnético” que atrai ou repele formas-pensamento, elementais e “Espíritos”, encarnados ou desencarnados, desde que penetrem no campo.  

Afinidades dos médiuns

Propriedades do Campo – (A)  Imantação sucessiva – Desde que Tales de Mileto (640-546 a.C.) falou das propriedades do magneto natural, é sabido (e Platão, no ”ION” ,  faz Sócrates descrever essa propriedade) que, se a um imã encostarmos uma argola (ou prego) esta fica pendurada, mas por sua vez passa a segurar uma segunda, a segunda uma terceira e assim por diante, imantando-se sucessivamente enquanto permanecem no campo magnético do imã. (...) Isso ocorre com freqüência em todos os setores humanos, sejam comerciais, industriais, artísticos, e também nos círculos espiritualistas. Assim um “líder” espiritual atrai a seu campo magnético um grupo de discípulos e, enquanto estes lhe estão ao lado, vão esten-dendo a influência do líder a outras criaturas; mas só o conseguirão enquanto estiverem nesse campo, pois perdem o magnetismo ao se afastarem. Note-se que esse magnetismo pode ser usado para o bem como para o mal. Vemos também que “Espíritos” ditos “guias” do líder, passam a interessar-se pelos componentes do grupo, acompanhando-os, porque estão no mesmo campo magnético. Mas também aí vemos o perigo de alguém aproximar-se de uma pessoa com tendência para o mal: entrando-lhe no campo magnético, seus acompanhantes passam a influenciá-lo. Perigo outrossim dos contactos “íntimos” com pessoas desconheci-das: recebemos-lhes todas as influências maléficas que as envolvem. (B)  A “força magné-tica” – Quanto maior a intensidade da “massa magnética”, tanto maiores a força e a exten-são do “campo magnético”. (...) Assim verificamos que, quanto maior a capacidade mediu-nica, tanto maiores serão a força (de atração ou repulsão) e a extensão (ou raio de ação) dessa força. Por isso muitos médiuns (que o vulgo apelida de “mata-borrão”) atraem tudo que existe no ambiente em que se encontram ou por que passam, e de lá saem “carregados”.

 

 

Por onde andam, vão atraindo a “limalha de ferro” que há no caminho . Daí, quanto  maior a força  magnética,  maior  facilidade  em  atrair  “Espíritos” (encarnados ou desencarnados) que caiam sob seu campo magnético. Nas sessões é comum assistirmos à entrada brusca de um obsessor, protestando que não queria vir, mas que “foi trazido à força e com violência e rapidez”. Simples fenômeno de atração magnética exercida pelo aparelho mediúnico, por meio da força-pensamento (ou dos “mentores” em seu lugar). Daí, ainda, quando o “Espirito” está “psicofonizando/incorporado” e quer sair: se a força magnética do médium é maior que a dele, ele não no consegue, por mais que se esforce para isso.  (C)   O quociente da força pela massa é uma grandeza vetorial constante em módulo, direção e sentido, para determinado ponto. (...) Isso explica por que aqueles que fixam esse “determinado ponto” em situações elevadas espiritualmente tendem contínuamente, numa “grandeza vetorial constante em módulo, direção e sentido”, para o bem, para a ligação com as forças positivas (prece), para o amor. Ao passo que os que o fixam em zonas baixas, apresentam constantes tendências para a irritação, para a raiva, para o ódio, para o mal.

Influências recíprocas

Linhas de força – São as que partem de um pólo, atingindo o seu contrário. Um grupo de linhas de força, forma um tubo de força. A reunião total das linhas de força, forma o:

Espectro Magnético – Conhecemos, na prática, o espectro das linhas de força do campo magnético de um imã, cloocando-o debaixo de uma folha de papel, sobre a qual espalhamos limalha de ferro. Os pequenos pedaços se imantam, e cada um deles se torna um imã. O pólo norte de cada um desses pequenos imãs é atraído pelo pólo sul vizinho, de modo que se formam verdadeiras cadeias de imãs. Essas cadeias se dispõem no papel exatamente ao longo das linhas de força. A essa figura chamamos “espectro magnético”. (...) Este é o motivo por que um sofredor, atraído a uma sessão, traz automaticamente consigo muitos outros do mesmo timbre magnético (que sofrem dos mesmos males). E por isso basta atender a um que esteja psicofonizado/incorporado, para que todos os outros, que se acham dispostos na mesma linha de força, sejam beneficiados, porque recebem os mesmos influxos magnéticos  que o psicofonizado/incorporado. Pelo espectro magnético compreendemos por que Jesus afirmou que ninguém é bom, a não ser o “UM, que é Deus” (Luc. 18:19). Com efeito, enquanto mergulhamos na personalidade, no plano da forma, do espaço e do tempo, todos temos os dois pólos em nós, o positivo (espiritual-Deus) e o negativo (material-satânico). É por isso, até o próprio Mestre protestou: “por que me chamais bom?” (id. Ib.). Só quando tivermos abandonado totalmente esta dimensão da matéria, é que poderemos viver integralmente no pólo positivo, onde não haja mistura nem influência do pólo negativo. Por que também percebemos por que muitas pessoas, embora se julguem boas (e isso é prova evidentíssima de que o não são, por causa da imensa vaidade, pois nem Jesus se julgou tal) sofrem conseqüências tristes e até desastrosas. Explicam alguns que o mal só atinge a quem com ele sintoniza, e que nenhum trabalho de magia alcança os bons; e se por acaso algum “pegou”, é que a vítima “deu uma brecha”. Esquecem que todos temos o polo negativo, pelo qual facilmente podem penetrar vibrações baixas. Daí o aviso explícito e reiterado de Jesus (Mat. 26:41): “vigiai e orai, para não serdes experimentados , porque o Espírito (o positivo) está pronto, mas a carne é fraca (o pólo negativo, ou seja, satanás)”. Ainda pelo espectro magnético compreendemos o que significa a luta interna que ruge dentro de cada homem, entre o bem (positivo) e o mal (negativo), um sempre influenciando o outro: o bem influindo para que o mal melhore, e o mal influindo para que o bem não seja total.  Essa  luta foi perso- nificada simbólicamente no anjo e no diabo que todos temos em nós mesmos. Esse espectro demarca o campo magnético total do imã, e forma uma indução ou fluxo magnético que impregna o ambiente. Isso explica a razão por que, numa casa em que todos se dedicam ao bem e vivem no pólo positivo, o ambiente é tranqüilo, agradável, leve, limpo. Mas se os elementos são queixosos, irascivos, doentios, o ambiente se torna pesado, irrespirável, irritando a todos os que nele penetram. Daí a necessidade de não se alimentarem pensamentos negativos, para que o ambiente se não carregue de fluidos magnéticos pesados. Também aí encontramos a razão de certas pessoas, ao se chegarem a nós irradiarem paz e outras nos trazerem desassossego, à simples presença: é o magnetismo de que estão carregados, positivo ou negativo. E mais ainda: aí reside a razão de as pessoas gostarem de sentar-se sempre nos mesmos lugares. Cada um deixa impregnado com o próprio magnetismo o “seu canto”, pela constância e insistência de sua presença, e portanto aí se sente melhor que em  qualquer  outro lugar. Se acaso é obrigado a mudar de lugar à mesa, fica irrequieto, como

 

 

“peixe fora d´água”. Muitas coisas podem ser explicadas na vida prática, quando se conhecem as leis do magnetismo, sabendo-as aplicar às criaturas.

Bondade efetiva

Fenômenos Eletromagnéticos – No setor eletromagnético há três fenômenos a estudar: 1º. Fenômeno >>> Uma corrente elétrica, passando por um condutor, produz um campo magnético em redor desse condutor, como se ele fora um imã. No caso de o condutor ser em formato de círculo, observamos a corrente que forma um campo magnético que acompanha todo o círculo. (...) Esse fenômeno explica por que em torno de todo o círculo de pessoas sentadas à mesa mediúnica se forma um campo magnético capaz de: a) atrair desencarnados de qualquer tipo (sofredores, obsssores, etc.); e quanto mais forte a corrente, tanto maior a força de atração; e b) repelir aqueles que não devam ou não convém que penetrem no campo magnético, em vista do magnetismo da corrente. 2º. Fenômeno >>> Um condutor, percorrido por corrente elétrica, fica sujetio a uma força se é colocado num campo magnético. Em outras palavras: a corrente elétrica produz um campo magnético; daí provêm dois resultados: a) um imã, colocado próximo da corrente, fica sujeito às forças magnéticas da mesma (1º. fenômeno); mas, b) o imã também produz um campo magnético próprio, e este vai influir sobre a corrente elétrica que lhe está próxima. Então, duas correntes próximas se influencia, mutuamente. (...)  O 2º. Fenômeno explica-nos porque a constituição da mesa mediúnica em círculo fechado (ou quadrado, ou retângulo, mas sempre circuito fechado) influi sobre os médiuns, da mesma forma que os médiuns influem sobre a corrente. Assim como a corrente exerce poder sobre o médium, fortalecendo-lhe a mediunidade, assim uma criatura de forte magnetismo exercerá forças que ampliam a capacidade da corrente da mesa mediúnica. Por aí verificamos  que uma criatura de magnetismo fraco (que se distraia facilmente), “quebra” a corrente. Outra dedução é que não deve sentar-se próxima à corrente uma pessoa de forte magnetismo, pois desviaria o curso da corrente. Mas, de outro lado, ficamos sabendo que, quando não há outra solução, a criatura que fica de fora, mas próxima da corrente, permanece protegida e envolvida pela corrente. O ideal, quando há muita gente, é que se formem duas correntes concêntricas, uma incluída na outra, porque assim, se fortalecem reciprocamente. 3º. Fenômeno >>> Chamado “auto-indução” ou “self-indução”: o condutor, que é percorrido por uma corren te, cria um campo magnético que exerce influência no próprio condutor, e produz nele um fluxo. Se o campo for variável, o fluxo também o será. (...) Assim na mediunidade. Na concentração, o médium cria um campo magnético em torno de si; esse campo exercerá influência sobre o próprio médium, produzindo nele um fluxo (de comunicação). Ora, ocorre que a concentração sofre variações pela condição humana de emcarnados. Nessas condições, cada vez que a concentração diminui, também decresce o fluxo da corrente, podendo chegar até quebra total. E quando volta a aumentar a concentração, torna a crescer o fluxo, reatando a comunicação. Isso explica os altos e baixos que verificamos em muitas comunicações. E também  porque a concentração, mormente em trabalhos de maior responsabilidade, não deva e não possa ser fraca, nem entrecortada de distrações.

Corrente mediúnica e concentração

 

B i o l o g i a

 

A - Sistema Nervoso

 

Neurônios – Para compreensão perfeita desta parte, é interessante recordar certos fatos básicos da textura nervosa.

    Sabemos que os corpos orgânicos são compostos de células que nascem, crescem, alimentam-se, reproduzem-se (mitose) e desencarnam (isto é, sua contraparte astral perde a contraparte material) e novamente reencarnam (ou seja, conquistam, por atração sintônica, outra matéria similar à anterior). Por isso dizem os biólogos que o corpo inteiro se renova totalmente de sete em sete anos, embora alguns tecidos se refaçam com muito maior rapidez.                                                                                                              

    No entanto, as células nervosas, denominadas neurônios, não sofrem essas mutações: as células  com  que  nascemos,  permanecem  as mesmas (tanto na parte astral quanto na física

 

 

densa) até desencarnarmos. No máximo, crescem (encompridam-se) acompanhando o cresci-mento do corpo físico;  mas  jamais se reproduzem, nem desencarnam, nem reencarnam. Mais

ainda:  se  feridas,  dificilmente  saram;  se  lesadas, (degeneração Walleriana), não se recom-

põem; se desencarnam, não reencarnam (isto é, se por acidente perdem a contraparte material, não adquirem outra); não obstante a cirurgia recente vem obtendo êxitos notáveis na recomposição, recuperação e sutura de células nervosas lesadas, obtendo-se, por vezes, funções vicariantes.

    Por que esse comportamento diferente do comum das outras células (epiteliais, musculares, ósseas, etc.)?  Porque as células nervosas não pertencem, propriamente, ao corpo físico, mas sim ao corpo astral (voltaremos ao assunto).

As células nervosas (todo o sistema nervoso) constituem a parte mais grosseira do corpo astral ou perispírito. E enquanto todas as demais células são pequeníssimas (microscópicas), os neurônios podem constituir-se de longos fios, que atingem, por vezes, até um metro de comprimento, embora sejam mais finos que um fio de cabelo.

    Os neurônios são células altamente especializadas. Unidos, formam as fibras nervosas e estas, os nervos.

    A membrana no neurônio enfeixa, no citoplasma, as neuro-fibrilas, os corpúsculos de Nissl, e o núcleo com seu nucléolo. Externamente, estende-se em várias pontas, que são os dendri-tos  (do  grego  déndron,  "árvore");  num  de seus lados, estende-se o axônio (palavra grega,  

"pequeno eixo"). Em sua ponta, está a sinapse (grego synapsis, "ligação") que leva o impulso a outras células. O axônio é protegido pela bainha de mielina (em grego myelós, "medula"), pelo endoneuro, ou bainha de Schwan, pelo perineuro e, por fora, pela fibra nervosa que engloba tudo.

    Os corpúsculos de Nissl (corpo tigróide) desgastam-se com a atividade, refazendo-se durante o repouso, sobretudo no sono.

    A sinapse funciona como um interruptor, que liga e desliga uma célula nervosa de outra (nervosa ou não). O excesso de trabalho desgasta as sinapses: é o chamado cansaço físico, que faz que os impulsos não sejam bem retransmitidos; mas também se recuperam com o repouso (defasagem). Se o cansaço é demasiado, vem a estafa, que pode chegar a um ponto irrecuperável, não tratada a tempo.

    Por tudo isso, compreendemos que os médiuns não podem trabalhar durante muito tempo seguido. Sendo o trabalho mediúnico todo feito através do sistema nervoso, há grande desgaste tanto dos corpúsculos de Nissl quanto das sinapses.

    Essa a razão também de os médiuns, em muitos casos, saírem das sessões com forte sensação de cansaço e até de esgotamento, necessitando de alimentação e repouso.

    Por isso também os obsidiados, e sobretudo os que sofrem de possessão permanente, emagrecem  e caem em prostração e estafa nervosa, sendo necessário tratamento médico e, quando gravemente atingidos, até de sonoterapia.

    Em vista disso, os médiuns não devem trabalhar senão uma ou, no máximo, duas vezes por semana, em sessões de desobsessão: a recuperação tem que ser total, antes de ser-lhes solicitado outro esforço básico e esgotante.

    Dizem que os "guias" suprem. Realmente, ajudam na medida do possível. Mas não podem fazer milagres: se houver abuso e descontrole, vem mesmo o desequilíbrio. Para isso, os médiuns e dirigentes possuem cérebro e bom-senso.

    Outras deduções serão feitas a seguir.

Cansaço mediúnico – Número de sessões

Divisão do Sistema Nervoso – Constituído por todos os neurônios, com suas funções altamente especializadas, o sistema nervoso divide-se, anatômica e fisiologicamente em:

a) Sistema nervoso CENTRAL, que compreende o encéfalo e a medula espinhal, governando as atividades mentais conscientes, os nervos motores e os músculos do esqueleto.

b) Sistema nervoso SIMPÁTICO ou AUTÔNOMO, que governa os atos involuntários; distribui-se pelas vísceras abdominais, pélvis, coração, e vasos sanguíneos periféricos. Dilata as pupilas, as arteríolas, os brônquios, ativa o estômago, os intestinos e o coração. Produz as sensações físicas provenientes das emoções.

    Neste,  faz-se  uma divisão, chamada PARASSIMPÁTICO, que compreende os nervos pro- venientes do encéfalo e da medula oblongata ou bulbo, e da porção sacra da corda espinhal. Sua ação é a contrária do "simpático": constringe as pupilas, arteríolas e brônquios, e diminui a atividade do estômago, intestinos e coração. Estimula a maioria das glândulas internas.

    Sendo o sistema nervoso a contraparte grosseira do corpo astral (perispírito), qualquer Espírito que atue no corpo astral do médium,  produz influências benéficas ou maléficas em to-

 

 

do o sistema nervoso do receptor.

    Em assim sendo,  vemos  a necessidade absoluta de manter-nos despertos (vigilantes) para não baixar nossas vibrações, a fim de não permitir interferências barônticas em nosso sistema

nervoso, instrumento delicadíssimo, verdadeira harpa eólica que vibra e responde a qualquer tom, por mais tênue que seja, e que jamais deve ser tangida por mãos grosseiras.

    Observamos, ainda, a delicadeza com que precisam ser tratadas as crianças, para que não registrem marcas indeléveis em seu sistema nervoso, com desagradáveis repercussões e traumas futuros.

    Sobretudo o sistema nervoso simpático é sumamente atingido nas manifestações mediúnicas, de vez que ele é que registra, no corpo físico, as emoções, que são vibrações típicas do corpo astral. Com efeito, o corpo astral é a sede de toda e qualquer emoção. Por isso, as emoções repercutem todas no físico, por meio do sistema nervoso simpático e também no mecanismo químico, (repercussão glândulo-endócrina) como, por exemplo, na aceleração da produção de adrenalina.

    Quando este se torna carregado demais, por emoções fortes (alegres ou tristes, não im-porta), passa  a  sentir intensa necessidade de descarregar esses fluidos pesados, e o faz por meio  das  lágrimas. Daí o choro aliviar, e chorar-se por acontecimentos muito tristes ou muito alegres. As lágrimas constituem, portanto, a "evacuação" no corpo físico, dos fluidos emocio-nais provindos do corpo astral,  e que sobrecarregaram e saturaram o simpático, com todas as conseqüências normais (dilatação pupilar, taquicardia, ativação do estômago e sobretudo dos intestinos e rins); essas sensações, mesmo se não procedem do corpo astral do médium, podem ser sentidas, na "incorporação", por sintonia com o corpo astral do Espírito comunicante.

Influências espirituais no médium

Funcionamento dos Nervos – Um contato numa ponta do nervo ("terminação nervosa") é transmitido, através dos axônios, dendritos e neurônios até a "central" (cérebro), que registra esse contato, levando a sensação ao corpo astral, que a sente e a retransmite ao Espírito, para decidir o que deve fazer em cada caso.

    Porque, lembremo-nos; OS NERVOS NADA SENTEM, como também o físico NADA SENTE: toda e qualquer sensação é registrada no corpo astral ou perispírito, que a leva ao Espírito.

Há duas funções básicas no sistema nervoso:

1.ª - Um ato de vontade do Espírito provoca uma vibração elétrica no corpo astral e este, através do cérebro (central nervosa) transmite a ordem aos nervos que, obedecendo, fazem os músculos se moverem. Chama-se a isso função motora. Quando, então, os nervos transmitem as ordens do cérebro, são denominados fibras AFERENTES (levam a).

2.ª - Um contato de qualquer espécie que atinja uma terminação nervosa, fá-la registrar o fato e, por meio de "impulsos" através dos fios (nervos), o comunica ao cérebro (central nervosa) que o transmite ao corpo astral. Só então "sentimos" (ou "vemos" ou "ouvimos" ou "saboreamos" ou definimos "odores", etc.). Quando nessa função, chamamos aos nervos fibras EFERENTES (trazem de).

    Além dessas duas funções básicas, o sistema nervoso atua grandemente, em decorrência de ordens ou necessidades provenientes do corpo astral ou do espírito diretamente, nas glândulas endócrinas (ou de secreção interna).

    Com esses dados, podemos verificar desde logo a inegável e incomensurável importância que o sistema nervoso assume nos casos de mediunidade de qualquer espécie.

    Cada célula SABE sua função e a executa rigorosamente, porque possui mente e consciência (embora, evidentemente, não tão desenvolvidos como nos seres superiores, é lógico!). Mas a própria ciência dita "oficial" reconhece esse fato: ao analisar o núcleo, os fisiologistas descobri-ram que, dentro dele, estão escritos, em linguagem cifrada, quais os direitos e deveres da célula: o que ela tem que executar durante toda a sua vida; o padrão a que deve obedecer; a saúde que deve manter ou a doença que deverá provocar, e em que época o deverá fazer; numa palavra, todo o seu comportamento ao longo de sua vida.

   Essas "ordens", diz a Fisiologia, são "representadas" por uma substância denominada "ácido desoxirribonucleico". Essa substância "representa" a mente da célula, tal como o cérebro "representa" a mente espiritual, e rege todas as ações, operações e transformações físicas, químicas, elétricas e magnéticas da vida da célula.

    Essa "mente da célula" é a guardiã das enfermidades "cármicas", fazendo-as eclodir na época prevista, embora já estivessem impressas no núcleo da célula desde o nascimento (veja-se, mais adiante, o Capítulo “A Bioquímica comprova a Lei do Carma").

 

 

    Não podendo o Espírito agir diretamente na matéria, nem ser por ela atingido, fá-lo por meio do perispírito (ou corpo astral), o qual é constituído de corpúsculos fluídicos de consis-tência variável, numa escala que vai desde a matéria densa, até a matéria quintessenciada; suas expressões extremas são:

a) de um lado a parte menos material, que se liga e é manipulada pelo Espírito;

b) do outro lado a parte mais materializada, que é o sistema nervoso, que manipula o corpo físico.

    Entre essas duas expressões extremas, vibra todo o corpo astral: é uma substância única, manifestando-se em diferentes e gradativos graus de vibração, desde a quintessenciada (imperceptível a nossos sentidos), até a grosseira (perceptível, os nervos).

    Sendo, pois, a parte materializada do corpo astral, que serve de ligação entre o Espírito e o corpo físico, o sistema nervoso é, ao mesmo tempo:

a) o EXECUTANTE das ordens do Espírito em relação ao corpo (fibras aferentes); e

b) o COMUNICANTE das ocorrências do ambiente físico, para conhecimento do Espírito (fibras eferentes).

    Compreendemos, então, por que, quando um Espírito se liga a um médium (sobretudo por ligações fluídicas através dos chakras) este se agita, contorce ou tem repelões: as sensações do Espírito desencarnado transmitem-se ao sistema nervoso do médium, o qual executa invo-

luntariamente os movimentos provenientes do Espírito "externo" e não de seu próprio Espírito.

    Assim também as dores e sensações do comunicante se transmitem ao corpo astral do médium, que as sente como se suas fossem. Dá-se o mesmo com os "tiques" nervosos, a voz, os gestos, etc., pois o sistema nervoso do médium está "ligado" ao do Espírito comunicante por meio dos chakras e plexos nervosos, como veremos mais adiante.

O perispírito em ação

Córtex cerebral – O cérebro começou a existir realmente com os vertebrados (alguns invertebrados possuem apenas o "cerebróide", precursor do cérebro) e foi aos poucos se desenvolvendo até atingir o máximo (conhecido por nós!) nos seres humanos (e nos golfinhos!).

    Dentro da caixa craniana situa-se o encéfalo (en ="dentro"; kephalê = "cabeça"), que é a continuação da medula espinhal que se expande e avoluma no cérebro, no cerebelo e no diencéfalo (parte posterior da base do cérebro, com o tálamo, epitálamo, metatálamo e hipotálamo).

    Prescindindo de outros elementos anatômicos, vejamos o que nos interessa ao tema.

    O cérebro propriamente dito é constituído de uma capa que o envolve todo, com a espessura variável de 1,5 a 4 mm de matéria cinzenta, denominada córtex, composta de neurônios. Estes é que recebem os impulsos nervosos que chegam de todas as partes do corpo e a eles respondem. É o cérebro que funciona, quando a criatura se acha em estado de vigília.

    Nesses neurônios corticais situam-se os circuitos de células em que são gravadas as experiências, o aprendizado e as ocorrências da vida, tal como ocorre num "video-tape". Aí se armazenam os conhecimentos do homem durante a existência terrena, transferindo-se daí para o Espírito.

    Na criança, sendo novos os neurônios, não há normalmente recordação de vidas anteriores; os neurônios são "fitas" magnéticas virgens, onde tudo se grava com facilidade e em profundidade. Nos adultos só se grava o que mais interessadas "fitas" são poupadas automaticamente.

    Células piramidais especializadas ocupam regiões específicas do córtex e, de acordo com a área em que se situam, verificamos as diversas especificações; temos regiões para governo de movimento de pés, de mãos, de pernas, de braços, de boca, etc.; e regiões para sensações de cada sentido em particular , e regiões para pensamentos abstratos, filosóficos, religiosos, matemáticos, artísticos, etc.

    Recoberta pelo córtex está a substância branca, com fibras nervosas mielínicas, dividindo-se em:

a) fibras de projeção, que levam os impulsos a seus destinos;

b) fibras comissurais, que interligam as áreas simétricas dos dois hemisférios;

c) fibras de associação, que interligam as diferentes áreas do córtex dentro de cada hemisfério.

    Através da intrincada rede de fibras de projeção, comissurais e de associação é que o homem tem alta capacidade de aprendizado e raciocínio.

 

 

    No cérebro temos a parte mais especializada da mediunidade no terreno da biologia.

    Aí repercutem as vibrações provenientes do ambiente externo, assim como os estímulos que fazem despertar cenas e palavras da memória atual.

    Porque, na realidade, essa é a única memória gravada nos neurônios: a atual. A memória "perene" tem sede no "corpo mental" (que estudaremos mais adiante) e que passa de uma existência a outra; ao passo que a memória "atual" é privativa de cada encarnação, desfazendo-se com a morte do corpo físico, e tendo que ser totalmente reconstruída ab ovo após cada reencarnação. Daí a necessidade de se recomeçarem os cursos escolares desde o primeiro ano, com a alfabetização, em cada nova vida.

    No entanto, quando o corpo mental já está bem desenvolvido, este manifesta poderosa influência sobre os neurônios registradores, e consegue impressioná-los de tal forma, que a criança recorda facilmente o prístino aprendizado, coisa bem mais difícil e lenta para quem tenha o corpo mental pouco desenvolvido. Essa a diferença entre os que aprendem com rapidez e os que custam a aprender ou não no conseguem de todo: essa a base para determinação do Q.I.

A memória

 

Mediunidade Consciente – Toda mediunidade que passa através do córtex, impressionando os neurônios, é dita "consciente", porque o médium toma conhecimento, na consciência "atual", do que se está passando nele; a tal ponto que, frequentemente não consegue distinguir se é ele mesmo ou o "outro" por intermédio dele, que está pensando, falando ou agindo.

    Se, ao invés, as células corticais não são impressionadas, a criatura não toma conhecimento do que se passa: é a mediunidade "inconsciente".

    O mesmo se dá com o mecanismo dos órgãos internos: coração, fígado, intestinos, estômago, rins, baço, etc.; todo o comando que rege esses órgãos é feito sem qualquer registro no córtex; daí serem todos os movimentos e a atuação desses órgãos, "inconscientes" para nós. Só se algo de anormal lhes sucede, necessitando eles de uma ajuda "externa", é que há comunicação por meio do córtex, com a sensação sumamente desagradável chamada "dor". A dor é um toque de campainha pedindo auxílio e levando ao consciente o conhecimento de uma irregularidade que precisa ser sanada.

    Isso esclarece suficientemente que não depende do médium que sua mediunidade seja consciente inconsciente. Trata-se de um fator independente de sua vontade, e cujo mecanismo é governado por meios que a ciência "oficial" ainda desconhece.

    Aliás, toda a estrutura cerebral ainda é pouco conhecida da ciência médica, que não tomou contato oficial com o principal agente, que é o Espírito. Só quando o fizer, poderão explicar-se

muitos fenômenos naturais e mediúnicos, que hoje constituem "hipóteses de trabalho".

    Por exemplo: não será a substância branca do cérebro o elo de ligação, não apenas dos hemisférios entre si e das diversas áreas do mesmo hemisfério, mas do físico com o astral? As sensações percebidas pelo córtex não passarão deste para a substância branca, primeiro, para desta passar ao perispírito? Seria tão pouco ativa essa porção tão grande do cérebro, justa-mente sua parte mais delicada, uma massa quase fluídica?

    Reconhece a ciência médica que aí se dão os raciocínios, etc. Seria melhor dizer: aí são registrados os raciocínios do Espírito. Se cortando as fibras de associação pode mudar-se a personalidade de uma criatura, não será porque se desligam essas fibras, impedindo que o Espírito possa agir plenamente através do cérebro? Muita coisa há, ainda, por descobrir.

    Uma pergunta apenas: se a retina fixa a imagem de uma pessoa de 1,70 m de altura de cabeça para baixo com 1 mm de altura, e o quiasma óptico a leva às circunvoluções occipitais, colocando-a cabeça para cima, mas ainda com 1 mm de altura (onde se forma essa imagem?), como é que VEMOS a pessoa com 1,70 m? Não é no cérebro! Onde é? Só pode ser no Espírito. Por onde chega ao Espírito? Não será por meio da "substância branca", cujo funcionamento  ainda  é obscuro e sujeito a hipóteses? Recordemos que, em estado de vigília, o cérebro pode registrar cem milhões de sensações por segundo, produzindo nada menos que três bilhões de impulsos nervosos por segundo! ...

Tálamo – Em cada um dos hemisférios cerebrais, em sua parte baixa acha-se um corpo cin- zento ovalado:  é  o  tálamo (grego:  thálamos = "quarto, alcova"). Interiormente dividido pela  lâmina  medular constituída de feixes nervosos com circuitos extremamente complexos e numerosos.

    O  diencéfalo  é  o  centro de integração dos impulsos nervosos sensoriais, ligados, por mais

 

 

de trinta núcleos, às diversas áreas corticais do cérebro.

    Supõe a ciência médica que o tálamo é o ponto que permite que a criatura conscientize as sensações recebidas pelo córtex; funciona, então, como um "relais": ao receber os impulsos nervosos do córtex, transmite-os à consciência da criatura, podendo, porém, isolá-los, para que não atinjam a consciência.  Daí  a  hipótese  de que, quando o tálamo desliga seus "relais"

(ataraxia), isolando-se do córtex, se produz o fenômeno do sono.

    A ciência médica, eminentemente experimental, encontra sérias dificuldades em certificar-se das operações realizadas no interior do cérebro, já que não consegue proceder a suas experiências in ánima viva. E quando disseca o cadáver, aí já não mais encontra o principal agente, que é o "corpo astral". Mas o conhecimento positivo da atuação do Espírito permite conclusões outras, ainda ignoradas da ciência experimental.

    Realmente a comunicação do físico com o corpo astral é feita através da "substância branca". Mas o processo se passa da seguinte maneira:

1 – Os impulsos nervosos (eletromagnéticos) chegam, através dos nervos, ao córtex cerebral, sendo aí registrados.

2 – Do córtex os impulsos vão ao tálamo, que funciona de fato como um "relais" entre o córtex e a substância branca.

3 – No tálamo, que é comandado diretamente pelo Espírito por intermédio do corpo astral, faz-se o julgamento das necessidades psíquicas da conscientização desses impulsos ou não.

4 – Estando o tálamo com o "relais" ligado ao córtex, todas as sensações passam à substância branca, e portanto são conscientemente percebidas.

5 – O tálamo, por ordem do Espírito, pode desligar os "relais" do córtex. Os impulsos continuam chegando normalmente ao córtex, mas não passam para a substância branca, interrompidas que foram no tálamo, e por isso o corpo astral não toma conhecimento delas.

Daí ocorre que:

a) quando o Espírito sente que o corpo necessita de repouso, desliga os "relais" do tálamo, e o corpo entra no estado de sono;

b) quando, mesmo no sono, há necessidade ou utilidade de o indivíduo tomar conhecimento de algum rumor (ouvido), ou da luz (vista) ou de algum contato, ou calor, ou frio (tato), são ligados os "relais" correspondentes, e a criatura desperta;

c) quando no organismo surge alguma doença, mesmo durante o sono, os "relais" são ligados, e a pessoa acorda;

d) uma sensação que mais dificilmente se desliga é a do olfato: mesmo dormindo os impulsos odoríferos são sentidos; previne-se com isso o perigo do fogo, pois o cheiro da fumaça desperta a criatura;

e) quando o Espírito está prevenido para despertar a determinada hora, no momento exato provoca a religação dos "relais" do tálamo com o córtex e a pessoa acorda na hora que queria;

f) nem todos têm o mesmo grau de desligamento. Em muitas pessoas permanece o reflexo, por indução, do que ocorre: são ditas "de sono leve", pois qualquer coisa anormal as despertam;

g) outras pessoas desligam totalmente o tálamo do córtex: têm o " sono pesado" ou "profundo";

h) na mediunidade, ao ligar-se, o Espírito comunicante pode querer ocultar do médium o que se passa: desliga os "relais" do tálamo, e dá-se a mediunidade "inconsciente", pois a comunicação passa diretamente pelo córtex para os nervos aferentes, exteriorizando-se em palavras faladas (psicofonia) ou escritas (psicografia). No entanto, uma disposição orgânica própria da criatura pode causar essa mediunidade mecanicamente, independente da vontade do Espírito comunicante;

i) quando a criatura entra em contemplação (Sâmâdhi), o tálamo desliga seus "relais", e ela perde consciência de todos os seus veículos físicos: todas as sensações corpóreas desapare-cem  no  inconsciente,  de tal forma que, externamente, ela parece dormir; mas íntimamen-  te, sua consciência está mais desperta do que nunca, porque vibra no plano astral ou no mental;

j) durante o sono, desligados os "relais"  do tálamo, a consciência da criatura permanece funcionando apenas no corpo astral. Daí podem ocorrer duas hipóteses:

1ª.  –  se o corpo astral se afasta do corpo físico, vive sua própria vida independente; se o que vive se comunica ao tálamo, este pode comunicá-lo, ao despertar, ao córtex, e a pessoa se recorda do que viveu realmente;

2ª. – se o corpo astral não se desliga do corpo, o tálamo reproduz as imagens e sensações recebidas  durante o estado de vigília, provenientes do córtex: é o sonho fisiológico, geralmen-

 

 

 

te inconseqüente; ao despertar recorda-se vagamente de trechos esparsos e incongruentes do que viu ou sentiu.

Funcionamento das sensações

Vias Nervosas – Todo o sistema nervoso é constituído de neurônios, que se interligam pelos dendritos, através dos axônios e sinapses. No entanto, observamos que a sinapse não toca no elemento em que atua: há entre a sinapse e esse elemento um espaço microscópico de centésimos de milímetro. A comunicação é feita por meio de pequenos jatos de uma substância segregada pela sinapse, a acetilcolina, que funciona como um "relais".

    Esses pequeníssimos espaços sempre retardam os impulsos: são como os "sinais luminosos" (semáforos) do tráfego.

    Observamos, todavia, que jamais o impulso erra o caminho que deve seguir; vai sempre pela via principal, onde não há cruzamentos, mas "trevos"; raramente por uma via secundária onde, aí sim, há cruzamentos. Mas, de qualquer forma, existe rigoroso controle, com o sistema da "mão única"; fibras aferentes (motoras) que saem do cérebro, jamais encontram as eferentes (sensitivas) que para lá vão.

    Qualquer anomalia no tráfego, produz "engarrafamento"; é o caso do aparecimento de algum tumor ou lesão. Quando isso ocorre, a sinapse providencia um desvio temporário dos impulsos.

    Certas substâncias conseguem anestesiar, paralisar (barbitúricos) ou excitar (estimulantes) as sinapses, o que descontrola e desorganiza o andamento normal, tanto nas sensações, quanto nos comandos motores.

    Por aí entendemos por que também a mediunidade, ao afetar o sistema nervoso com um acúmulo externo de ordens motoras ou de sensações, venha a descontrolar os movimentos e anular ou reforçar as sensações.

    Certas vezes os médiuns deixam de registrar sensações externas, ficando como que anestesiados; não percebem os estímulos externos nem mesmo, por vezes, dores e ferimentos: a acetilcolina foi suspensa e as ligações nervosas sofrem temporária paralisação ou anestesia.

    Outras vezes os comandos motores também sofrem repressão ou ativação, coagindo o médium a movimentos lentos ou agitados.

    A organização perfeita, embora complexa, do sistema nervoso, permite aos Espíritos comunicantes exógenos (tanto quanto ao Espírito endógeno dono do veículo somático), seu perfeito controle para as manifestações mediúnicas, quando o médium está bem treinado na execução passiva das ordens recebidas. Se não houver treino e prática, as comunicações ficam descontroladas e nelas não se pode confiar.

     Se não houvera essa possibilidade, a comunicação se tornaria bem difícil.

    Entretanto, não é necessário que o Espírito comunicante controle todo o sistema nervoso do médium: basta-lhe estabelecer uma ligação por meio de um fio fluídico com um dos plexos nervosos (que são alcançados por meio dos chakras) para adquirir o domínio das zonas motoras ou sensitivas controladas por aquele plexo.

Ligação dos espíritos

B – Plexos

 

Explicação dentro da Física: " Uma corrente elétrica, passando por um condutor, produz um campo magnético ao redor deste condutor, como se ele fosse um imã. No caso de o condutor ser em formato cilíndrico, observamos a corrente que forma um campo magnético que acompanha o cilindro. Ver figura. Analogamente, se chamarmos de condutor aos nervos, ao passar a corrente elétrica através deles, ao seu redor será criado um campo magnético. Se tivermos vários fios enrolados e emaranhados, o campo magnético gerado pela corrente elétrica é muito maior. Neste local, o campo magnético gerado forma o que chamamos de chacra."

O sistema nervoso é complexo e se distribui em todo o corpo físico denso em verdadeira rede de eletricidade. As células nervosas se tocam, umas nas outras, pelos dendritos, e os nervos formam "cordões". No entanto, em certos pontos do corpo as células nervosas formam uma espécie de rede compacta, entrecruzando-se abundantemente, em conglomerados complexos e emaranhados, que parecem nós de uma linha embaraçada. Nestes pontos, vários nervos que

 

se bifurcam e, depois, as bifurcações de uns vão unir-se com as bifurcações de outros, forman-do um intrincado cruzamento de vias nervosas. É através deles que as fibras nervosas podem passar de um nervo a outro.

A medicina chama a esses pontos de "plexos" nervosos. Existem inúmeros plexos no nosso corpo, mas alguns são considerados de maior importância, pela localização e pelo trabalho que realizam. Dentre os vários plexos nervosos do organismo humano destacamos os seguintes:

- Plexo cervical ou laringeo;
- Plexo Cardíaco;
- Plexo Solar;
- Plexo esplênico;
- Plexo Sacro


Os plexos nervosos, no físico, apresentam no corpo menos denso, contrapartes astrais (os chacras), que não se materializam, e que possuem funções e realizam trabalhos bem específicos. Estes chacras são ligados ao físico pelo campo magnético gerado pela corrente elétrica que existe nos plexos nervosos.

1. Plexo Carotídeo e Cavernoso [SISTEMA SIMPÁTICO] – Derivado o carotídeo do ramo súpero-anterior do cervical simpático, seus ramos e fibras eferentes são:

      a)  carótico timpânica, que vai à caixa do tímpano, unindo-se ao ramo de Jacobson;

      b)  carotídeo  do nervo vidiano, que vai ao ângulo posterior do gânglio esfeno-palatino, constituindo sua raiz simpática.

Logo acima forma-se o importante plexo cavernoso, com as seguintes fibras eferentes:

a)    anastomósticas, para os nervos motores oculares externo e comum, para o patético, para o ramo oftálmico do trigêmeo e para o gânglio de Gasser;

b)    fibra longa e fina que penetra na órbita ao lado do nervo nasal;

c)    a raiz simpática do gânglio oftálmico;

d)    a fibra pituitária, que penetra na hipófise;

e)    as fibras meníngeas, que vão à dura-máter;

f)    as fibras mucosas, que enervam o sinus esfenoidal; e

g)    as fibras vasculares, na carótida interna.

 

Como vemos, esses plexos assumem grande atividade na recepção mediúnica, quando é atingido o chacra frontal. Suas ligações diretas entre a hipófise, o olho (gânglio oftálmico), o ouvido (fibra carótico-timpânica) e o nariz (ligação com o nervo nasal) fazem desse conjunto de dois plexos o distribuidor de sensações diante das vibrações recebidas pelo chackra frontal. Em vista disso, ao receber o impacto vibratório, o chakra comunica-o a esses órgãos, através da hipófise, sensibilizando toda a região otorrino-oftálmológica. Por isso, as vibrações recebidas pelo chakra frontal se transformam em vidência, desde que não reproduzem a figura vista, mas a faixa vibratória alcançada, sobretudo a cor. Daí, também a facilidade maior de ouvir-se o som da voz durante as vidências. Não é, evidentemente, o som de uma voz articulada, como se proviera através do ar em ondas sonoras: é um som inarticulado, “sentido” dentro do cérebro, sem som, mas ao mesmo tempo com todas as características da palavra articulada; a idéia penetra de forma audível, através do nervo auditivo, e repercute cerebralmente. Difícil de explicar, mas imediatamente compreendido por quem já tenha experimentado o fenômeno. Ocorre ainda a recepção por via nasal dos odores, ou melhor, das vibrações odoríferas do plano astral, o que desenvolveremos ao falar do sentido do olfato. Na vidência por meio da hipófise (chakra frontal), o médium não chega a ver com nitidez a figura: entrevê combinações e variações de cores (ou de preto, cinza e branco), de acordo com as emissões e a freqüência vibratória do ser que emite as radiações. A conformação da figura é suprida pela imaginação, que interpreta as diferenças de cores (vibrações) atribuindo-lhe formato, consistência e pormenores. Mas só muita prática pode fazê-lo distinguir um ser real existente no mundo astral de uma forma-pensamento criada pela mentalização de um encarnado ou desencarnado. Além disso, o impacto sofrido pela hipófise fá-la ativar-se, provocando a estimulação de outras glândulas endócrinas, que aumentam a produção hormonal. Sua estreita ligação com o plexo cervical do sistema raquidiano e com os gânglios cervicais do simpático de que faz parte, qualquer impacto pelo chakra frontal influencia grande parte do veículo somático. Por exemplo, ativação das glândulas sudoríparas, sobretudo das palmas das mãos, quando a pessoa pensa ou fala a respeito de ocorrências do mundo astral; ou ainda diminuição de circulação sangüínea das extremidades (mãos e pés) pelo maior afluxo de sangue às artérias cerebrais e cardíacas (emoção), tornando frias essas extremidades. Os plexos carotídeo e cavernoso também são atingidos, quando o chakra frontal recebe o impacto de imagens formadas pela imaginação do próprio paciente, e não somente por imagens externas a ele. Em todos os casos, todo o complexo do simpático é atingido, com maior ou menor violência, por meio do chakra frontal, com efeitos secundários no sistema circulatório. Do ponto de vista da ciência espiritualista, diriámos: a ação do corpo astral (nervos) repercute no duplo etérico (sangue), modificando as expressões externas do corpo físico denso (matéria).       

Ação do chakra frontal

Vidência e audiência

Plexo Cervical e Laríngeo [Sistema raquidiano] – O plexo cervical está situado profundamente atrás da borda posterior do esternocleidomastoideu, entre os músculos prevertebrais por dentro, e as inserções cervicais do esplênio e do angular por fora. Forma-se dos quatro primeiros ramos raquidianos cervicais. Enerva, em profundidade, os músculos lateral direito, longo do pescoço, frênico, trapézio, angular e rombóide e, superficialmente, o auricular, o mastoideu, o cervical transverso, o supraclavicular e o supra-acromial. O ramo auricular vai à carótida, anastomosa-se com o nervo facial e termina no pavilhão auricular. O plexo laríngeo é formado pelas ramificações do décimo nervo craniano, o “vago” ;  liga-se à medula oblongada (bulbo) por oito ou dez raízes. Possui dois gânglios: do superior saem os ramos meníngeo e auricular;  do inferior, os nervos laríngeos, que suprem a laringe e a base da língua. O ramo “recorrente” ativa os músculos da laringe, o constrictor da faringe e as cordas vocais. As fibras parassimpáticas do núcleo motor no vago passam pelos ramos do nervo cardíaco e atuam nos plexos pulmonares, no esôfago, na traquéia, nos brônquios e nos pulmões, enervando os músculos involuntários desse órgão. (...) Conforme estamos verifican-do, a atuação no chakra laríngeo repercute nos dois plexos, movimentando toda a área governada por eles. A influência no plexo cervical provoca fenômeno bastante comum: o médium com freqüência ouve antes de falar, as palavras que vai dizer, e sente uma pressão leve em toda a região da garganta. Ao ligar-se fluidicamente ao chakra laríngeo, atinge mais particularmente, porém, o plexo laríngeo, dominando totalmente o aparelho fonador, desde os músculos involuntários dos pulmões, para expulsão controlada do ar a ser utilizado na fala, até a  traquéia,  a  laringe, as cordas vocais e a língua. O Espírito atua como controlador, de forma

 

 

que o médium não consegue resistir-lhe. Tem a impressão, por vezes, de que lhe colocaram na garganta um aparelho de comando, que passa a falar independente da vontade do sensitivo. Nesses casos, verificamos que há mudanças no timbre da voz, na musicalidade da frase, na pronúncia das palavras; ora surge um sotaque estrangeiro, ora o Espírito fala diretamente em sua língua de origem, às vezes totalmente desconhecida do sensitivo. Trata-se do fenômeno conhecido como XENOGLOSSIA, isto é, falar em “língua” (glôssa) “estrangeira” (xénos). Em o Novo Testamento é denominado de GLOSSOLALIA, que simplesmente diz: “falar” (lalia) em língua. Embora não muito comum, há certos casos bastante conhecidos na literatura espírita. Mas cuidem os dirigentes de não deixar-se enganar por Espíritos misitifica-dores que fazem o médium desandar numa algaravia incompreensível, fazendo crer que se trata de idioma desconhecido. Quase sempre o Espírito se diverte à custa dos crédulos que os levam a sério. Remédio: prece sincera e pedir que se exprimam em língua conhecida. Se o não fizerem, comprovada está a mistificação, que deve ser tratada especificamente como tal. Se o médium, já fascinado, não aceitar, paciência! Seu fim, todavia, é triste, pois do fascínio passa- rá com facilidade à obsessão. Para um Espírito estrangeiro falar em nosso idioma, não é difícil: basta-lhe transmitir ao médium as idéias, que este transformará em palavras. Pois as idéias são as mesmas em todas as línguas. Nesse setor, o dirigente não deve ” ter pena” nem alegar “caridade”, pois esta consistirá em esclarecer e educar o médium, quebrando qualquer fascínio de Espíritos mistificadores.   

Chakra laríngeo – Psicofonia

Plexo Braquial (sistema raquidiano) – Tem a semelhança com um triângulo cujo vértice se encontra no vão axilar, e a base ao lado da coluna vertebral. Enerva toda a região das espáduas, dos braços, antebraços e das mãos, com suas fibras motoras e sensitivas.     

    Quando a ligação do Espírito se faz pelo chakra umeral, atinge em cheio o plexo braquial, provocando o que chamamos  de “escrita automática” ou psicografia automática. Neste caso, o que o Espírito comunicante escreve não passa através do cérebro do médium, que apenas empresta a mão e o braço para o exercício da grafia. Os impulsos são sentidos como vibrações nervosas, causando tremor e, às vezes, sensações dolorosas no membro superior.

    O desenvolvimento dessa mediunidade pode ser imediato ou demandar muito tempo; neste caso, o sensitivo começa rabiscando o papel, traçando linhas, sem nada escrever: tem-se a impressão de que o comunicante está treinando a coordenação muscular em conjunto com o futuro psicógrafo. Mas o treino é relativamente rápido.

    Quando a escrita é automática, realiza-se em grande velocidade, com letra nem sempre boa. Doutras vezes a coordenação entre os dois é tão perfeita, que comunicante e aparelho se entrosam, e este reproduz com perfeição a caligrafia daquele, podendo-se confrontar grafolo-gicamente com seus escritos durante a época em que estava encarnado. Comum, também, observarmos que a letra do texto é a do médium, embora a assinatura final seja a do Espírito.

    Acontece, por vezes, que o Espírito - para dar provas - escreve ao contrário, de modo que a leitura tem que ser feita ao espelho que, refletindo-as, permite a leitura normal. Assim escre-via, ainda enquanto encarnado, por ser ambidextro, o grande Leonardo da Vinci, procurando dificultar aos incompetentes a leitura de seus escritos.

    Também ocorre que o Espírito comece a escrever de trás para diante, principiando a mensagem pela última palavra.

    Doutras vezes vemos um médium empunhar uma caneta em cada mão, escrevendo conco-mitantemente duas mensagens, até mesmo uma em cada idioma.

    No entanto, aqui também encontramos, por vezes, Espíritos mistificadores, que ficam meses e anos nos rabiscos ilegíveis. O melhor é aconselhar o médium que escreva por intuição, abandonando o automatismo, que pode fazê-lo estacionar sem progredir.

    Outra modalidade consiste no chamado semi-automatismo. É quando o médium sente impulsos no braço, mas tudo o que escreve passa primeiro através de seu cérebro, de tal forma que ele pode comandar a escrita, corrigir a linguagem enquanto escreve, acrescentar ou cortar frases, etc.

    Naturalmente o automatismo é maior garantia de legitimidade para a comunicação, pois evita interferências da mente do médium.

    Nesse setor temos, ainda, que considerar os sensitivos que realizam desenhos ou pinturas, embora  na  vida normal não tracem uma reta sequer. O desencarnado age através do chakra,

movimentando a mão do médium. Isso, porém, nada tem que ver com a inspiração artística dos verdadeiros pintores, pois esta é telepática (intelectual) e age na pineal, não sendo, absolutamente, automática nem agindo no chakra umeral.

Chakra Umeral - Psicografia

 

Plexo Cardíaco (Grande simpático) – Enerva a aorta, a artéria pulmonar, o coração e o pericárdio.

    O plexo cardíaco é largamente comprometido na mediunidade passista. Daí a emoção ou até comoção dos sensitivos que possuam bem desenvolvido esse chakra, o que é mais freqüente nas mulheres.

    A atuação direta no chakra cardíaco atinge, comumente, o ritmo do coração, que pode apresentar taquicardia, braquicardia ou disritmia.

    Sendo todo formado pelo sistema simpático, qualquer atuação que vibratoriamente o atinja, é sentida repercussivamente em todo o organismo. Assim observamos aparecerem, geralmente, alterações na respiração, que se torna mais profunda e rápida.

    Aprofundaremos um pouco mais o estudo ao falar diretamente sobre o coração.

Chakra cardíaco – atuações

 

Plexo Epigástrico (Grande simpático) – Formado por dois gânglios semilunares, logo acima do pâncreas, simetricamente à direita e à esquerda, o plexo epigrástrico, também conhecido como plexo SOLAR possui fibras aferentes e eferentes em grande número.

    Enerva a maior parte das vísceras abdominais, formando doze plexos secundários:

1 e 2 - dois diafragmáticos inferiores;

3 - um coronário estomacal;

4 - um hepático;

5 - um esplênico;

6 - um mesentérico superior;

7 e 8 - dois supra-renais;

9 e 10 - dois renais e

11 e 12 - dois espermáticos (no homem) ou útero-ovarianos (na mulher).

    O plexo solar é o mais atingido no setor da mediunidade receptiva, na faixa dos sofredores e necessitados comuns, sobretudo na daqueles que, tendo perdido o corpo físico, também perderam a noção da própria personalidade, de nada mais se recordando. Sabem que existem porque sofrem, sentem dores, aflições, angústias, calor ou frio, como qualquer animal irra-cional; mas não sabem mais quem são nem quem foram quando encarnados na Terra. Com esses nada adianta perguntar, pesquisar, inquirir: são quase autômatos, em quem só restam a sensibilidade do etérico e as emoções do astral, sem nenhuma ou com pouquíssima participação do intelecto: a amnésia é total (ou quase), julgando-se ainda presos ao corpo físico, mas abandonados de todos os parentes e amigos, acabando por se esquecerem deles.

    Todos os que alimentam vibrações de sofrimento, de tristeza, de angústia e de dores físicas, se ligam pelo chakra umbilical que pode ser definido como o chakra da mediunidade sensitiva, quase visceral. Nem é de estranhar que a ligação por aí se faça, pois o plexo solar é o centro das sensações físicas que não tenham ligação com o intelecto racional (o "cérebro do abdome").

    Ao ligar-se, o Espírito transfere para o sensitivo seus sofrimentos que, de acordo com a localização por eles mentalizada, vai refletir-se nos órgãos do médium: fígado, estômago, pulmões, baço, pâncreas, rins, bexiga, etc., não se excetuando, mesmo, certos órgãos superiores, como sobretudo dores de cabeça, de garganta, de olhos, etc. etc.

    O desequilíbrio nervoso ou mental é o pior deles. Nesse quadro tétrico podemos assinalar os

dementes e os dementados pela dor, os traumatizados pelos desastres, os desequilibrados pe-

lo suicídio, os alucinados pelas perseguições dos inimigos, os parafrênicos perseguidos, os prisioneiros das trevas, os enlouquecidos pelo ódio, os perturbados pelos vícios.

    De modo geral a ligação desses pobres Espíritos é feita exclusivamente para tentar um reequilíbrio deles (e por vezes do próprio médium que a eles está ligado) a fim de facilitar o atendimento por partedos "samaritanos do astral". Não adianta querer doutriná-los ou curá-los, pois quase sempre são refratários a melhoras imediatas, sendo indispensável o tratamento a longo prazo ou a reencarnação imediata para esquecimento do passado. O meio mais eficaz de atendimento, a nosso ver, é constituído pela prece e pelo hipnotismo, induzindo-os ao sono profundo, a fim de serem levados pelos enfermeiros e internados nos hospitais do espaço, onde a paciência dos médicos espirituais os irá tratando por meio da sugestão continuada.

    No entanto, a cura pela sugestão poderá, raras vezes, ser tentada pelo dirigente capaz, por meio de passes curadores e magnéticos, mas só em casos mais leves, em que se veja probabilidade de aproveitamento real. Isso porque não se deve tentar uma "caridade" talvez infrutífera, à custa da falta de caridade para com o médium, que lhe está sofrendo os impactos

 

 

terríveis em seu organismo, com desequilíbrio de todo o sistema nervoso simpático e prejuízo dos órgãos internos.

    Não devemos nós, encarnados, ter a pretensão de possuir maiores poderes que os desencarnados: eles os trazem para que recebam aquilo que para eles é mais difícil: fluidos magnéticos mais densos e o som da voz humana em vibração mais baixa, que talvez seja o único som que sejam capazes de perceber em sua condição muito materializada; e também o contato com o perispírito do médium, para causar-lhes novamente o impacto da matéria.

    Outro serviço realizado pelo chakra umbilical, com interferência do plexo solar, é a moldagem dos corpos astrais de Espíritos que sofrem de licantropia. Como temos conhecimen-to, desde a mais remota antiguidade, os envoltórios astrais de criaturas humanas muito involuídas, animalizadas e atingidas por vícios e por ódios, tomam a forma externa animalesca (já assistimos, em reuniões, a ligações de Espíritos com formas diversas de cão, de cavalo, de abutre, de lobo, etc.). Aliás as lendas do "lobishomem" é um exemplo típico. Nesses casos, o médium sofre a ligação do Espírito e procura moldá-lo novamente à forma humana, o que dificilmente é conseguido numa só reunião. Em geral o necessitado fica preso ao médium o tempo necessário à remodelação da forma astral. E isso traz sofrimento ao sensitivo encarnado.

Chakra umbilical – Sofredores

 

Plexo Lombar (Sistema raquidiano) – Formado pelos 1º., 2º., 3º. e 4º. Nervos lombares, está situado na altura dos rins. Partem dele o abdominogenital, o fêmorcutâneo, o gênitocrural, o obturador e o safeno. (...) Há forte atuação nesse plexo, quando há ligação do Espírito no chacra esplênico. Sendo, quase sempre, vampiros que sugam vitalidade do médium, observamos repercussões em toda a região lombar e abdominogenital, com tremores nas pernas, que parecem enfraquecidas e doridas. Doutro lado, também observamos repercussões no plexo sacro, pois as ligações pelo esplênico, via de regra, procuram agir também no fundamental, para que a absorção da vitalidade seja mais completa. Disso falaremos a seguir. Mas anotemos que não é rarp vermos, grudado nas costas do obsidiado (região lombaar esquerda, altura da cintura) formas ovóides, aracnídeos escuros, espécie de carrapatos enormes são formas astrais, quer (raramente) assumidas pelos Espíritos vampirizadores, quer por ele criadas, para que funcionem à maneira das antigas “sanguessugas”, que de vez em quando eles vêm sugar, deixando-as lá para que novamente se locupletem. Há Espíritos que distribuem essas “sanguessugas” por diversas criaturas, do mesmo modo que há “quadrilhas” deles, que se reunem para essa exploração baixa e prejudicial. Com freqüência as pessoas atingidas vão emagrecendo e definhando a olhos vistos, sem que nenhum facultativo descubra a causa real: todos os órgãos são perfeitos, tudo funciona bem, e a pessoa constantemente se depaupera. Uma boa sessão de desobsessão, todavia, pode curá-la.  

Chakra esplênico – obsessores e vampiros

 

Plexo Sacro (Sistema raquidiano) – Situado na pequena bacia, é formado pelo 5º. Nervo lombar, e pelos 1º., 2º., 3º. e 4º. nervos sacros, limitando-se, na frente, pela pélvis. Dele partem, em resumo, o obturador interno, motores e sensitivos do ânus, do corpo cavernoso e da glande; e mais o piramidal, os gêmeos, o ciático e o calcâneo.  (...) Atingido através do chakra fundamental, que corresponde ao períneo do corpo astral, isto é, que  fica localizado entre o ânus e os órgãos genitais. Ligam-se aí os obsessores de vibração sexual e aqueles que além de absorverem a vitalidade pelo chakra esplênico, sugando o prâna do baço, conseguem dobrar essa ligação com o fundamental, para extraírem energia vital das gônadas. As vítimas desses obsessores tornam-se altamente sexuais e sensuais, insaciáveis nesse campo, e sem qualquer freio que as retenha diante da satisfação entrevista para seus desejos exacerbados. Mesmo quando só estão ligados ao fundamental, em casos de sessões de desobsessão, o médium experimenta vibração mórbida em suas partes sexuais, que se replenam de sangue, ao mesmo tempo que as sensações desagradáveis e doloridas se estendem pelas nádegas (priamidal), pelas coxas (ciático) e pés (calcâneo) dificultando-lhes, por vezes, o caminhar depois das reuniões. A comunicação desses elementos de baixo teor vibratório é de molde a sacrificar o aparelho mediúnico, devendo, por isso, limitar-se o recebimento a um, no máximo, por sessão.  Depois disso, o dirigente deve recomendar ao me- dium que se não concentre e se mantenha em prece, a fim de reequilibrar seu sistema nervoso

 

 

duramente atingido. De modo geral as formas astrais desses Espíritos é animalesca: larvas, lagartas, aranhas, serpentes e até, quando em reuniões grupais, polvos. O movimento constane dessas formas causa comichão nas partes sexuais, no anus ou na vagina, onde penetram para satisfazer-se. E essa movimentação leva a vítima a paroxismos de excitação nervosa, que vai causar-lhe, com o tempo, profundo, mórbido e por vezes irreparável esgotamento físico e nervoso, por uma irritabilidade constante e crônica. E é oportuno observar que muitos casos de homossexualismo (em ambos os sexos) se deve a esse tipo de obsessão que, pela atuação continuada, desvia a sensibilidade dos canais normais para outros setores, forçando a vítima a buscar satisfação por meios contrários à natureza.   

Chakra fundamental – Obsessores sexuais

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

PLEXOS E CENTROS DE FORÇA (CHAKRAS)

ENUMERADOS OS 8 PRINCIPAIS



 

 

 

Nota:

Este desenho foi aqui colocado apenas como ilustração. No nosso entender, o  mais apropriado ao presente estudo é o que está exibido nas páginas 79 a 81.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CORRENTES DA VITALIDADE

 

A figura ao abaixo indica a corrente da vitalidade, mostrando que a energia cósmica captada por qualquer dos chakras será imediatamente transmitida ao outro, inclusive a energia kundalínea ou fogo serpentino captada pelo centro básico ou genésico. Kundalíneo ou Fogo Serpentino – energia que provém da energia solar entranhada na terra e que penetra no corpo pelo centro de força raiz ou básico ou genésico ou fundamental.


 

 

C – Sistema Endócrino “e/ou” Glandular [Parte enxertada de site espírita]

 

Endócrino: Diz-se das glândulas de secreção interna, cujo produto (hormônio) é lançado diretamente no sangue ou na linfa e exerce importante papel no metabolismo. 

 

Endógeno - adj. 1. Que cresce dentro de. 2. Originado dentro do organismo. Var.: endógene.

 

Nosso sistema endócrino é bastante complexo. Os hormônios, secreção produzida pelas glândulas endócrinas – nome dado a glândulas que não apresentam dutos, sendo a secre-ção eliminada diretamente no sangue – influenciam praticamente todas as funções dos demais

sistemas. Freqüentemente o sistema nervoso interage com o endócrino, formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer ao endócrino a informação sobre o meio externo, ao passo que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação.

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Hipotálamo

Corpo pineal

Hipófise

 

 

Glândula paratireóides

superior e inferior

 

Glândula tireóide

 

Timo

 

Coração

 

Estômago

 

Glândula supra-renal

 

Ilhotas pancreáticas

 

Intestino

Ovário

 

 

 

 

Testículos

 

 

Os principais órgãos são: 

 

(1) a hipófise, (Ver:  Hermafroditismo) – A glândula hipófise está localizada numa pequena depressão abaixo  de  Hipotálamo e consiste de um lobo anterior que segrega seis hormônios protéicos:  TSH, FSH, LH,  ACTH, GH  e  PRL; e o lobo neural screta dois hormônios peptídicos: ocitosina e vasopressina.

  

(2) a tireóide, (3) as paratireóides, (4) as supra-renais, (5) os ovários, (6) os testícu-los, etc.

 

 

Órgãos endócrinos do homem  

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Órgãos endócrinos da mulher 

 

 

 

FONTE: Obtido em site na Internet.

 

 

 

 

Corpo/Glândula Pineal (epífise)

 


SOBOTTA - Atlas de Anatomia Humana - 20ª. Ed. – Vol. 1 – Pág. 275 - R. Putz e R. Pabst

 

FONTE: Obtido em site na Internet.


       No relato do Espírito André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier ocorrida em 1943, no livro Missionários da Luz (1), o orientador Alexandre faz as seguintes considerações: "... analisemos a epífise como glândula da vida espiritual do homem. Segregando energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos...”.

        O Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, em seu estudo sobre a pineal (2), chegou à seguinte conclusão: "A pineal é um sensor capaz de 'ver' o mundo espiritual e de coligá-lo com a estrutura biológica. É uma glândula, portanto, que 'vive' o dualismo espírito-matéria. O cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal. 

        A ciência médica avança nos estudos acerca do funcionamento da epífise, mas há muito que pesquisar sobre esta minúscula glândula localizada no centro do encéfalo. Acredito que as visões da EQM, bem como as transformações ocorridas com os experientes têm a participação  direta da glândula pineal que, nas manifestações da EQM, tem ascendência so-

bre  o  lobo temporal e sistema límbico.  É interessante ressaltar que alguns pesquisadores

 

 

 

encontraram sobreviventes de EQM cujos enredos, do  outro lado, envolveram uma retros-

pectiva  de  vidas passadas.  Muitos  desses  sobreviventes passam a aceitar a reencarnação

como um fato normal da vida.


 

BIBLIOGRAFIA:
(1)- XAVIER, Francisco C. (pelo Espírito André Luiz). Missionários da Luz. 30ª edição. FEB, 1998.
(2)- OLIVEIRA, Sérgio Felipe de. Glândula Pineal: Ciência e Mito. Boletim Médico-Espírita 11. AME-SP, 1997.


        Em torno do 4º. e 5º. mês de vida intra-uterina a glândula Pineal já apresenta células e tecido de sustentação, alcançando 2mm de diâmetro. Durante este período, via de regra o Espírito reencarnante começa a perder a consciência atingindo rapidamente a total inconsciência. Na pineal é que as expansões energéticas do psicossoma prendem-se mais profundamente, sendo por isto chamada "a glândula da vida espiritual" pelos palingenesistas (reencarnacionistas).

        À medida que o desenvolvimento da Pineal se processa cada vez mais se acentua a união com as energias espirituais que impulsionam todo o desenvolvimento fetal modelado pelas matrizes perispirituais.

        As modificações que ocorrem na glândula pineal são observáveis até os dois anos de idade. Daí até 6 ou 7 anos, as transformações são muito lentas. É exatamente neste período entre 6 ou 7 anos que a Reencarnação poderia ser considerada como definitiva pois o Espírito passa a ter fixação completa ao organismo biológico e principalmente à Pineal.

 

Ricardo Di Bernardi – Livro: GESTAÇÃO SUBLIME INTERCÂMBIO

 

Pastorino diz: “Temos, pois, no corpo pineal não propriamente, como interpretou Descartes, o local em que o Espírito se liga à matéria, mas a válvula transmissora-receptora de vibrações do corpo astral, regulando todo o fluxo de emissões do Espírito para o corpo físico e vice-versa. Daí sua grande importância, também, para a mediunidade”.

Corpo Pineal (Epífise) – Trata-se de pequena estrutura cônica, que sai da parte pos-terior da raiz do terceiro ventrículo e projeta-se para trás, por cima dos corpos quadrigêmeos superiores. Consiste em células epiteliais redondas, arrumadas de maneira alveolar. Entre os alvéolos ou folículos, acha-se um tecido-suporte, que contém vasos capilares sangüíneos; aí também aparecem com freqüência depósitos de sais calcáreos de forma esferóide; se os seccionarmos, mostram uma estrutura laminada concêntrica (tipo “cebola”). São conhecidos como “areia cerebral”, que é também encontrada, em pessoas idosas, nos plexos coróides, na pia aracnóide e em outras partes do cérebro. Dizem os cientistas que  corpo pineal, no homem, é órgão vestigial, representante involuído de um aparelho que era desenvolvido nos antigos vertebrados. Ainda hoje o tuatara (réptil sphenodon punctatum, único remanescente da ordem dos rhynchocephalia, existente na Nova Zelândia) possui uma pineal que consta de dois segmentos distintos: uma glândula, a epífise, que tem a mesma estrutura da pineal humana, e o outro, “sensorial”, o “olho pineal” situado no forâmen parietal (abertura central na abóbada do crânio), coberto por uma escama transparente, cujo verso tem a forma de lente, e a superfície mais baixa, oposta é uma retina colorida. Parece não perceber a luz. Mas o tamanho enorme do forâmen parietal dos fósseis dos répteis parece indicar que se tratava de um olho funcional. Dizem os fisiologistas que a função do corpo pineal parece ser o freio do desenvolvimento sexual até a idade da puberdade (função também atribuída ao timo...). Chegado aí, o controle das gônadas passa a outra glândula (a tireóide) e a pineal se atrofia, involuindo. (...) Também aqui temos que consultar a ciência espiritual, que muito nos diz a respeito. A pineal é um dos órgãos mais importantes do corpo físico do homem, tendo sido a ela atribuída, por Descartes, a honra de ser o ponto em que a alma se prendia ao corpo. Observemos, de início, que é exatamente nos lacertídeos (ou sáurios), na escala animal, que começamos a encontrar um embrião do corpo pineal. Para trás, nada. Para diante, a cada passo evolutivo na escala zoológica, o animal vai fixando melhor e desenvolvendo mais

 

 

o corpo pineal, embora seu tamanho físico se vá reduzindo. O funcionamento ainda é desco-nhecido  pela  ciência médica, que apenas lhe empresta a tarefa de "travar" a evolução dos órgãos sexuais até a época da puberdade. Afirma outrossim que desconhece qualquer hormô- nio por ela produzido. Ora, em realidade o corpo pineal não é glândula produtora de hormônios, mas uma CHAVE de ligação elétrica ou, talvez melhor dito, uma VÁLVULA. Os impulsos eletromagnéticos e eletroquímicos nos nervos seguem o trajeto que estudamos atrás, mas é no corpo pineal que são registrados esses impulsos e transmitidos para o Espírito. Aí se executa a função que até hoje não fora localizada. A própria chamada "areia" (sais calcáreos) tem sua tarefa específica, ainda não revelada: com suas lâminas concêntricas desincumbe-se de seu serviço à semelhança daquela pedra natural denominada "galena", que possui capacidade idêntica, de detectar ondas hertzianas. Lembremo-nos de que, na própria galena, é indispensável procurar um "pontinho microscópico", para conseguir essa transmutação. Assim ocorre com o corpo pineal, muito superior em seu funcionamento à galena, tanto quanto o cérebro é superior a um computador eletrônico(1). Temos, pois, no corpo pineal não propriamente, como interpretou Descartes, o local em que o Espírito se liga à matéria, mas a válvula transmissora-receptora de vibrações do corpo astral, regulando todo o fluxo de emissões do Espírito para o corpo físico e vice-versa. Daí sua grande importância, também, para a mediunidade.

(1)    Em computador gigante, de 1.000 kg, conseguiram-se circuitos em número de 1.000.000. O cérebro humano com apenas 1 kg (mil vezes menor) consegue 10 bilhões de circuitos (dez vezes mais). Proporcionalmente, enquanto a relação computador é de 1 para 1.000, a do cérebro é de 1 para 10 bilhões.

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Válvula receptiva

 

Mediunidade Receptiva – Assim denominada porque recebe os impulsos vindos de fora, enquanto a mediunidade “captativa” é a que tem a capacidade de buscar, em sua origem, as idéias e os pensamentos. (...) Os impulsos provenientes do Espírito são transfe-ridos do corpo astral ao corpo pineal, irradiando-se daí a substância branca, ao córtex, ao tálamo, até penetrar normalmente no sistema nervoso, comandando o veículo somático. Essa é a ligação direta do próprio Espírito (personalidade) com seus veículos físicos. No entanto, quando a irradiação provém da "mente" (da própria criatura, a individualidade), a emissão é feita através da onda emitida pelo "átomo-monádico", localizado no coração. Daí sai e é recebida, também, pelo corpo pineal, que a transfere a seus veículos, sobretudo à zona pen-sante do cérebro, onde se transforma em raciocínio. Assim como serve ao próprio Espírito, a pineal também detecta (recebe) as irradiações de outros Espíritos, encarnados e desencarna-dos, naquele fenômeno que foi batizado de "telepatia". A onda pensamento, desde que esteja sintonizada com a pineal da criatura, é recebida, distinguida, e retransmitida aos veículos, através da palavra escrita ou falada. Para isso, é indispensável que haja sintonia vibratória entre os dois (emitente e receptor) exatamente como ocorre com a galena, que recebe as ondas da emissora de acordo com a faixa em que ela emite as ondas. Com a galena a diferenciação das faixas é feita pelo número de voltas do fio enrolado na bobina. No corpo pineal, essa sintonia se realiza de acordo com o número de ciclos por segundo alcançado pela evolução da criatura através dos milênios. Quanto mais evoluída espiritualmente a pessoa, mais elevada a faixa de onda que pode receber. Quer do próprio Espírito (personalidade), quer da "mente" (individualidade), quer de outro Espírito (encarnado ou não), o corpo pineal constitui, então a "chave" ou "válvula" da recepção mediúnica por telepatia. Aparelho de alta sensibilidade, mas que necessita, não obstante, de treino, de exercício, para que se desenvolva, para que não se embote. E quanto mais exercitada, mais fácil e fielmente recebe. No entanto, como as vibrações do próprio Espírito e a dos Espíritos afins é do mesmo tipo, o médium frequentes vezes não sabe distinguir se a idéia recebida é própria ou alheia.

 

Olho de Shiva – O corpo pineal é denominado, também, "terceiro olho" ou “olho de Shiva" pelos ocultistas, embora, por engano lamentável, alguns espiritualistas digam que é a hipófise (pituitária). O corpo pineal (epífise) é, pois, a responsável pela vidência do mundo astral e pela clarividência.  Na  vidência  astral  a  epífise é utilizada, também, pelos animais (cães, cavalos,

 

 

etc.) que são sujeitos à visão de cenas do plano astral, que é seu plano específico próprio. A humanidade, no ciclo lemuriano, parece que utilizava ainda esse olho, lado a lado com os olhos duplos materiais que começavam sua evolução. Realmente, o olho pineal, específico para as vibrações do astral, não percebia com clareza e nitidez a luz, cores e formas físicas. Com a mais forte materialização do homem, havia necessidade de órgãos que percebessem e "vissem" com mais acuidade o mundo físico, enquanto se fazia menor a necessidade de per-cepção  do  mundo  astral,  donde  eles  saíam.  Houve, por isso, a involução ou atrofia do olho pineal (específico para vidência astral) e o aperfeiçoamento dos olhos físicos, que reproduziam e filtravam melhor as vibrações da matéria densa. Os sáurios são os remanescentes das expe-riências efetuadas para essa descida vibratória do Espírito. Neles ainda hoje vemos os resquícios desse olho singular com bastante evidência. Lógico que, na experiência com os "tuataras",  o  olho  não reagia à luz física; mas se a experiência pudesse ser feita com a luz astral, supomos que teriam tido êxito os experimentadores: haveria recepção e suas reações típicas.

 

Hipófise (Corpo Pituitário) – Trata-se de glândula dupla, com formato e tamanho de um "grão-de-bico", instalada na sella turca, que é uma reentrância no osso esfenóide, na base da caixa craniana. Divide-se em anterior e posterior. Logo acima da hipófise anterior situa-se o quiasma óptico. A hipófise ANTERIOR (adeno-hipófise) é de tecido glandular e secreta hormônios de grande importância para todo o organismo. São conhecidos pela iniciais de seus nomes em inglês:

STH – hormônio somatotrófico, responsável pelo crescimento;

LTH – hormônio luteotrófico ou prolactina, que age sobre o ovário, estimulando o leite nos seios femininos;

ACTH – hormônio adrenocorticotrófico, que age sobre a supra-renal;

FSH – hormônio estimulante dos folículos;

LH – hormônio luteinizante, estimulante das células sexuais femininas; e

ICSH – hormônio estimulante das células intersticiais, que ativa as glândulas sexuais masculinas, embora pareça que estes dois últimos não se distinguem senão biologicamente.

A hipófise POSTERIOR, constituída de tecido nervoso, tem a função de armazenar a vasopressina e a ocitocina do hipotálamo. (...) Por sua complexidade de produção hormonal e pela importância das funções sobre que atua, a hipófise (ou "pituitária", mas que não deve confundir-se com a “mucosa pituitária" que reveste internamente o nariz) é uma das glândulas-chave da criatura humana, em sua ligação com o mundo astral mais denso. Atingida pelas vibrações da visão - o quiasma óptico fica logo acima da hipófise - esta recebe o impacto da visão e, conforme o caso, ativa sua produção. Por exemplo: quando certas criaturas contemplam gravuras eróticas ou atitudes provocantes (visão) a hipófise aumenta a atividade sexual (gônadas) pela produção maior do ICSH (hipófise); ou ainda, ao verem certas formas assustadoras que as amedrontem (visão) lançam no sangue grande quantidade de adrenalina (supra-renais) por estímulo vindo do ACTH (hipófise). Ora, isso também ocorre na vidência do nível inferior do mundo astral, sobretudo com pessoas ociosas: a imaginação delas mesmas ou a que outros Espíritos desencarnados lhes apresentam, em quadros fluídicos e formas astrais ou de pensamento, provocam os mesmos efeitos físicos, porque a vidência astral via globo ocular tem a mesma influência na hipófise que a vidência física. Não se trata, porém - fique bem claro - de vidência do próprio mundo astral, que se dá pelo "terceiro olho" ou "olho de Shiva", que é o corpo pineal ou epífise. Trata-se, sim, das seguintes percepções que chegam através ou do globo ocular ou do chakra frontal:

1 - formas pensamentos do baixo astral;

2 - quadros fluídicos densos;

3 - imagens criadas pela imaginação;

4 - cenas revividas pela memória e novamente plasmadas.

Da mesma forma que, pela visão, a hipófise é atingida pela audição, também do plano astral mais denso, pois o nervo auditivo também está ligado à hipófise; com efeito, o gânglio cervical simpático liga-se, pelo plexo cavernoso à hipófise, aos nervos das órbitas, à raiz simpática do gânglio oftálmico e ainda (pelos ramos anteriores do plexo intercarotídeo) ao auricular posterior e ao temporal superficial. E também o plexo cervical raquidiano possui ligações análogas.

Vidência

 

 

 

Tireóide – De cor cinzenta rosada, a tireóide envolve, pela parte da frente, o laringe e a faringe; mede de 6 a 7 cm de comprimento, por 3 de largura e 1,5 a 2 cm de espessura.  Compõe-se de um estroma conjuntivo que a recobre e de um tecido próprio internamente. Está ligada aos nervos que procedem do simpático cervical e aos dois nervos laríngeos (superior e recorrente). Fabrica e guarda dois tipos de hormônios: o tetra e o triodotironina, que se prendem às proteínas, formando a triglobulina. O hormônio permanece armazenado na tireóide.  Quando, porém, o nível de iodo do organismo desce aquém de certo limite, a hipófise estimula a tireóide que, então, solta o iodo através dos vasos sanguíneos, e recomeça a produção, até que recebe nova ordem da hipófise de parar. Dessa forma, o nível de iodo é mantido constante no organismo, o que é indispensável à saúde, pois a baixa quota ou ausência de iodo causam o cretinismo e o mixedema.  (...) Sendo tão grande e importante a ação da tireóide, vemos  que  a  influência, nela exercida pelas vibrações que atuam no chakra laríngeo, também repercute na produção hormonal, afetando todo o organismo. O chakra, ao agir, faz  ativar-se  a ação glandular. E daí observarmos um fato digno de registro: os médiuns receptivos são hipotireoidianos (além de geralmente apresentarem pressão sanguínea baixa, ou seja, hipotensão arterial). Mas o exercício da psicofonia aumenta a produção hormonal, ajudando o equilíbrio somático. Os hipertireoidianos são menos sujeitos a esse tipo de mediunidade, preponderando neles a sensibilidade nervosa ativa, dificilmente propiciando a calma necessária para a recepção passiva. Aumentando a produção e distribuição de iodo no organismo, verifica-se um acréscimo nas capacidades intelectuais. Pois assim como a falta de iodo produz o cretinismo, assim seu aumento causa maior vivacidade intelectiva. Por isso, o exercício da mediunidade faz que o sensitivo passe a gostar mais de leituras e adquira, com o tempo, independente da cultura que tenha, maior facilidade de falar em público. Vê-lo-emos melhor no capítulo da "linguagem".

Médiuns hipotireoidianos

 

Timo – Situa-se entre os pulmões, por trás do esterno, à frente do coração e dos grandes vasos. Róseo no feto, é cinzento na criança. Ao nascer esta, pesa cerca de 12 g, atingindo na puberdade seu maior peso, 37 g, diminuindo depois, até que, entre 60 e 70 anos, pesa apenas 6 a 7 gramas. A parte inferior corresponde ao sulco auriculoventricular anterior do coração, e o vértice, bifurcado, fica logo abaixo da tireóide. A porção superior, "cervical", relaciona-se com os músculos do esterno e aos carótidas primitivas. A inferior, "torácica ", relaciona-se com as articulações condro-esternais e com o pericárdio e grandes vasos (aorta, artéria pulmonar, veia cava superior e troncos arteriais e venosos braquiocefálicos, que coroam o coração), e ainda com o pulmão, a pleura e o nervo frênico. Os nervos do timo emanam do grande simpático e "talvez" (dizem os tratados de medicina) do pneumogástrico. A fisiologia até agora (1969) não descobriu qualquer hormônio produzido pelo timo. (...) O chakra cardíaco está intimamente ligado ao timo, e qualquer influência astral compromete essa glândula que, segundo os fisiologistas, nenhuma função possui depois da puberdade, tanto que se atrofia. No entanto, do ponto de vista espiritual, a função tímica é bastante sensível, pois atua no setor mais elevado da criatura: com efeito, não apenas na criança, em que o timo é mais desenvol-vido, como nos adultos, pessoas ditas timicolinfáticas caracterizam-se por um ar angélico e místico, não apenas na aparência física, como no comportamento diante da vida. Realmente o timo desenvolvido favorece as ligações com o chakra cardíaco e, portanto, a união do eu personalístico com o Eu da individualidade: o conhecido "encontro". Nas pessoas comuns, em que o timo se atrofia, observamos as características do chamado "homem do mundo", extrovertido, lançado para fora, atuante no campo financeiro, comercial ou industrial, enfim, nas atividades externas. Ao contrário, aquelas em que o timo permanece mais ativo, são os introvertidos, dados à meditação, à contemplação, à vida mística e religiosa, voltados para seu interior. E por isso mesmo despreparados para qualquer atividade externa. Sua expansão é interna. Sua vida desenvolve-se mais no Espírito que na matéria. Outras criaturas há que apresentam épocas de altos e baixos, ora esfusiantes de entusiasmo e otimismo extrovertido, ora deprimidos e pessimistas quanto à vida, introvertidos: são os ciclotímicos, muitos dos quais célebres, como Lucrécio, Goethe, etc. Ora, tudo isso vem trazer à nossa meditação a larga influência espiritual que essa glândula exerce sobre a criatura. Os de timo atrofiado quase não possuem reações emotivas, pois são pouco sensíveis ao sentimento elevado. Já os outros apresentam sensibilidade quase mórbida, como ocorre, sistematicamente, com os médiuns que,  exatamente por isso,  são chamados "sensitivos".  Sob  a influência de Espíritos

 

 

elevados ("guias" ou "mentores") o timo também é ativado, através da atuação por meio do chakra cardíaco. Tanto que, após longo intercâmbio com eles, os médiuns apresentam expressão de alegria infantil e de tendência ao misticismo e às atitudes "angelicais" em seus atos, palavras e conceitos, como é fácil verificar nos meios espiritualistas.

Médiuns introvertidos

 

 

O SISTEMA DE CHAKRAS

 

Os Chakras – As Glândulas Endócrinas – Os Plexos

 

(Segundo “C. W. Leadbeater”)

 

Suas cores, localizações e correspondências no ser humano

 

                 

Coronário                 Núcleo dourado            Acima da cabeça                                Pineal                                    -          

                                 Pétalas violetas /

                                    douradas

Frontal                      Cor rosa  / amarelo       Entre os olhos                                Pituitária                             Carótico

                                     Azul / roxo            

Laríngeo                   Azul-prateado               Base do pescoço                     Tireóide / Paratireóide             Faríngeo

 

Cardíaco                Amarelo-dourado            A meio caminho                                  Timo                              Cardíaco

                                                                       entre as omoplatas

Umbilical                  Multicolorido:                  Umbigo                                      Supra-renais /                        Solar

                               vermelho e verde                                                                     pâncreas

Raiz /                      Vermelho-                   Base da coluna vertebral                 Coluna vertebral /                 Coccígeo

Fundamental                                                                                                      sistema glandular

 

  Chakras Secundários

 

Esplênico                 Multicolorido:         À esquerda do abdômen                       Baço/Fígado                      Esplênico

                          com predominância       abaixo da 10ª. costela

                             do amarelo e da

                                   cor rosa

Do Sacro           Vermelho-escarlate           Órgãos genitais/                          Ovários/Testítculos                      -

                                                                   região raquidiana

 

Chakras Subsidiários

 

Palma das Mãos – Sola dos Pés

 

 

 

 

 

 

QUADRO ILUSTRATIVO

 

Aqui inserido objetivando o atendimento às pessoas que procuram as sessões de cura no centro espírita, contendo os chakras e suas correspondências com os plexos, glândulas e órgãos

 

  

 Chakras 

Glândula

Plexos ou Centros Nervosos

Órgãos

1

Coronário

Pineal

-

Cérebro

2

Frontal

Hipófise

Carotídeo e Cavernoso

Olhos, ouvidos e nariz

3

Laríngeo

Tireóide e Paratireóide

Cervical e Laríngeo

Ouvidos, Cordas Vocais, Faringe, Laringe, Brônquios, Pulmões

4

Cardíaco

Timo

Cardíaco

Coração, sistema circulatório

5

Esplênico

Baço

Lombar

Todo Sistema Nervoso

6

Umbilical

Pâncreas

Solar

Estômago, Intestinos, Vesículas, fígado, rins

7

Sacro

Gônadas (Testículos e Ovários)

-

Sistema Reprodutor

8

Básico

Supra-Renais

-

Sistema defensivo do organismo contra infecções

 

 

 

NOTa:

Segundo Ary Lex, “o plexo solar envia nervos à maior parte das vísceras do abdome, formando 12 plexos secundários”.

 

 

FONTEs:

1. Do Sistema Nervoso à Mediunidade/Ary Lex/Edições FEESP – ANO 1997 [Diz-nos Ary Lex: é esquisito que encontremos, em certas obras espíritas , referências  a plexos nervosos que não existem, como o plexo cerebral e o genésico (Vide pág. 21)]

2. Quadro em tela, obtido junto à Internet, por nós modificado apenas na coluna referente aos “Plexos ou Centros Nervosos”, em conformidade  ao exarado obra citada item 1.

 

 

 

 

 

PLEXOS NERVOSOS

 

 


 

 

Caixas de ligação nervosa = os plexos

        Um plexo nervoso é uma rede de nervos entrecruzados semelhante a uma caixa de distribuição eléctrica numa casa. No tronco do corpo existem quatro plexos nervosos. 

·                    O plexo cervical leva as ligações nervosas à cabeça, ao pescoço e ao ombro. 

·                    O plexo braquial leva ao peito, ao ombro, ao braço, ao antebraço e à mão. 

·                    O plexo lombar leva às costas, ao abdómen, à virilha, à coxa, ao joelho e à perna. 

·                    O plexo sagrado leva à pelve, às nádegas, aos órgãos sexuais, à coxa, à perna e ao pé. 

Devido à interligação dos plexos lombar e sagrado, por vezes são designados como o plexo lombossagrado. Os nervos intercostais estão localizados entre as costelas.

 

 

 

FONTE: Obtido em site na Internet.

 

 

 

Órgãos Abdominais

 

 

A – Estômago –  Órgão de mais ou menos 25 x 12 x 8 cm, tem a capacidade média de 1300 cm3, mas modifica-se de acordo com a alimentação da criatura. Sua função principal é converter a alimentação em quimo, o que faz com seus movimentos peristálticos, misturando e  triturando  o bolo alimentar, enquanto a ele acrescenta o ácido hidroclorídrico, que converte os protídeos em peptonas. É inervado pelos nervos pneumogástricos e pelo simpático. (...)    Em vista disso, também o estômago é atingido quando o plexo solar recebe o impacto de uma ligação no chakra umbilical. Tratando-se de órgão mais percebido externamente, é mais comum ouvirmos referências a perturbações estomacais, quando se efetuam reuniões espíri-tas.  Mas  algo  de  mais importante ocorre. Quando a criatura possui capacidade produtora de fluidos etéricos e sobretudo de ectoplasma, é comum que esses elementos se depositem no estômago; e seu acúmulo provoca irritação das paredes estomacais, chegando até, por vezes, em certos casos, a aparecerem ulcerações. A própria medicina reconhece que certas atitudes mentais da pessoa podem chegar a esse resultado. Já observamos casos de úlceras compro-vadas pela radiografia com indicação para operação cirúrgica, desaparecerem por completo sem sem deixarem sequer cicatriz (comprovação radiográfica) pelo simples exercício da mediunida-de de passes. Com efeito, dedicando-se a dar passes, o sensitivo escoa os fluidos acumulados, faz cessar a irritação e curam-se as ulcerações porventura provocadas.

Fluidos - Úlceras

 

B – Fígado – A maior glândula do corpo, pesando cerca de 1,5 kg, localizada abaixo do diafragma, com sua porção maior do lado direito do corpo . Funções:

1 - Filtra o sangue que volta aos pulmões, removendo bactérias e fabricando antídotos;

2 - Armazena materiais nutritivos, retirando-os do sangue para uso futuro, como açúcar, que é transformado em glicogênio, que o fígado solta quando o organismo precisa de mais energia; gorduras, vitaminas, etc.

3 - Fornece ao sangue que o atravessa plasma protéico, albumina, fibrinogênio, globulinas e

anticorpos.

4 - Destrói hemoglobinas inaproveitáveis, extraindo o vermelho delas que é transformado em bilirrubina e biliverdina, que são lançadas no intestino e são responsáveis, ao misturar-se, pela cor marrom das fezes.

5 - Extrai do sangue uréia, ácido úrico e colesterol, eliminando-os através dos rins.

6 - Secreta a bile, que envia aos intestinos para digestão das gorduras; e sais biliares que ajudam na absorção das gorduras solúveis e das vitaminas A, D, E e K.

(...) A ativação do plexo solar atinge o fígado e a vesícula, assim como ocorre com os demais órgãos abdominais. Daí por que, ao receber o impacto de uma ligação através do chakra umbi-lical, de um Espírito de baixo teor vibratório, o médium sente dores e mal-estar nessa região. Se o sofredor traz vibrações demais pesadas, descontrola não apenas o sistema nervoso, mas todos os órgãos. Em vista disso, as reuniões chamadas de caridade ou de desobses-são, em que predominam esses Espíritos, só devem ser realizadas uma vez por semana; e em cada uma os médiuns só devem receber no máximo três comunicações. Dessa forma poderá refazer-se a tempo, para outra reunião na semana seguinte. Não se deve abusar, sob alegação de que os guias suprem: eles não são todo-poderosos nem fazem milagres. Para isso temos o raciocínio e o bom-senso, com a obrigação de estudar. Em certos casos de médiuns não-desenvolvidos ou que não trabalham, observamos que as enfermidades dos órgãos abdominais são causadas, por vezes, por ligações permanentes ou demais freqüentes de Espíritos sofredores, que acabam obsidiando a vítima. Se há recursos ao Espiritismo, é possível o alívio e a cura. Mas os remédios químicos da medicina oficial nada conseguem, porque enquanto "arrumam a casa" de um lado, os desencarnados encarregam-se de "desarrumá-la" do outro lado.

Atingido pelas vibrações

 

C – Baço (2) – Glândula vascular sanguínea, situada por trás do estômago, do lado esquerdo do corpo, próximo às últimas costelas. Mede 13 x 8 x 3 cm, com forma ovóide, modelando-se pelo  diafragma  por  cima,  pelo estômago na parte anterior, e pelo rim na posterior. É servido

 

 

 

pelas artérias e veias esplênicas e pelos nervos amielinos que vêm do plexo solar, com as duas ordens: fibras motoras para as artérias e fibras sensitivas para os corpúsculos e a polpa esplênicos.  Funções:

1 – Remove do sangue matérias estranhas, parasitas invasores, hemácias mortas que são fagocitadas (comidas) pelas células macrófagas, mas aproveita o ferro nelas contidas, que volta à corrente sanguínea.

2 – Produz linfócitos e outras células sanguíneas e anticorpos para combater qualquer infecção.

3 – Armazena ferro e, às vezes, lipídios.

4 – Mantém constante o volume do sangue circulante.

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(2) Essa glândula tem os nomes mais variados nas diversas línguas >>> português: baço;  espanhol: bazo;  inglês: spleen;  francês: rate;  italiano:  milza;  esperanto:  lieno  (do latim lien);  grego:  splén;  alemão: Milz.

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(...) Além dessas, outra função típica do baço é a assimilação ao sangue do "prâna" captado pelo chakra esplênico. Essa absorção é feita constantemente e fornecida a todo o sangue que passa pelo baço, produzindo largas quotas de energias vitais ao sangue e, ainda, retemperando o grande simpático, através dos nervos que o envolvem. Daí a força que possui o baço, e a necessidade de o sangue passar por ele. Por isso pode executar sua tarefa de equilibrar o volume do sangue circulante. Sendo o armazenador do ferro extraído das hemoglobinas e o fornecedor do prâna necessário à manutenção do organismo, o baço é o órgão mais visado pelos "vampiros" que, através do chakra esplênico, sugam a força vital da vítima, prendendo-se às suas costas. O "prâna" (nitrogênio) aí armazenado é distribuído à medida das necessidades. Quando a pessoa, por exercícios demais violentos e prolongados (como em corrida mais longa) consome mais “prâna" do que o normal, e o baço esgota seu estoque, ele se violenta para absorvê-lo em ritmo mais acelerado; mas, não estando preparado para isso, dá um grito de alerta, por meio de uma dor violenta e aguda, que força a criatura a interromper a corrida, a fim de dar tempo de reequilibrar o fornecimento de "prâna". Anotemos, no entanto, que a dor não se manifesta no próprio baço, mas no plexo esplênico, na altura do chakra do mesmo nome, que é o inalador para entrada de "prâna". Se a pessoa, porém, realizar exercícios de treinamento, o chakra se habituará a trabalhar com maior velocidade, possibilitando esforços prolongados sem acusar sofrimento, como se dá com os atletas. E por absorverem mais "prâna", eles se apresentam muito mais vigorosos que as criaturas que não fazem exercícios físicos. [Redação de 1969, bastante atual considerando que estamos no ano de 2008]

Coletor de prâna - Vampiros

 

D – Pâncreas – Glândula volumosa, pesando cerca de 70 g, entre o duodeno e o baço, no abdome superior, por trás do estômago, fica com a cabeça encravada na asa duodenal, e o resto em posição horizontal livre, dirigindo-se para a esquerda. É inervada pelo plexo solar e tem duas funções principais:

1 – Responsável pelo equilíbrio do açúcar, produz insulina, que metaboliza os hidratos de carbono, para manter os processos vitais; e

2 – Influencia o metabolismo das gorduras, sendo imprescindível para a formação de ácidos graxos; auxilia a síntese das proteínas e repercute sobre as funções nervosas do simpático e o metabolismo da água.

(...) Também afetado quando é atingido o plexo solar, por ação do chakra umbilical, sobretudo se existir influência nociva de Espíritos mentalmente perturbados. No entanto, num organismo sadio, com equilíbrio pancreático, pode produzir-se, por ação reflexa da vibração astral da insulina, que age sobre o sistema nervoso, uma ajuda aos Espíritos comunicantes com desequilíbrio nervoso.

Equilíbrio nervoso

 

Supra-Renais  –  São duas, uma sobre cada rim, a modo de um chapéu; medem 30 x 25 x 7 mm. Os nervos são de riqueza incomparável, provenientes dos pedículos da porção terminal do esplâncnico maior, mas o pedículo interno vem do plexo solar. A parte interna (medula) produz epinefrina (adrenalina) e noradrenalina. A externa (córtex) elabora os hormônios que têm a seguinte atividade fisiológica:

 

 

1 – metabolismo mineral, equilibrando o sódio, o  potássio e o cloro essenciais à vida;

2  –  metabolismo orgânico, distribuindo carbohidratos, proteínas e gorduras modificadas pela cortisona e hidrocortisona; e

3  –  equilíbrio, pela hidrocortisona, das reações de hipersensibilidade e estados alérgicos.

 

    As supra-renais são atingidas quando a ligação do Espírito se faz pelo chakra esplênico, através do plexo lombar. Os médiuns que sejam vítimas de Espíritos vampirizantes que lhes esgotam a vitalidade, sugando hormônios indispensáveis à vida, produzidos pelas supra-renais, definham constantemente, pois descontrolam seu metabolismo interno. Além disso, a irritação da glândula, por ser muito solicitada, causa superprodução de adrenalina, o que mantém o paciente amedrontado, neurastênico, irritadiço e angustiado. A simples aproximação do Espírito involuído causa pavor ao sensitivo, ativando a glândula que produz mais adrena-lina, que é derramada no sangue. Não é sem motivo que toda e qualquer criatura que possua sensibilidade  mediúnica  demonstre  grande  medo da mediunidade e das sessões mediúnicas,

antes  de  educar-se  e  desenvolver-se.  Prefere fugir desses ambientes que lhe causam terror incontrolável: as supra-renais são a causa desse temor bem natural e cientificamente explicável. Outra atuação dos Espíritos obsessores sobre suas vítimas, é exatamente procurar irritá-las de  todas  as  maneiras e assustá-las todas as vezes que podem; com isso, produzem os conhecidos "angustiados" crônicos, os que sofrem de insônia e pesadelos, e os "apavorados" diante da vida

Ligação com vampiros - Angústia

 

Gônadas:

A - No homem

O aparelho genital masculino compreende os testículos, que produzem os espermatozóides, que são levados, pelo canal deferente, às vesículas seminais: são duas, à direita e à esquerda, entre a bexiga e o reto, constituídas por um tubo de 15 cm enovelado sobre si mesmo. Esse conjunto é servido pelos nervos provenientes do plexo sacro, e por outros pequenos plexos: espermático, deferencial, hipogástrico e pelos ramos genitocrural, pudendo e abdominogenitais. O pênis é ligado aos ramos genitais do plexo lombar e ao nervo pudendo interno, ramo do plexo sacro; mas seus órgãos erécteis vêm do grande simpático (pelo plexo hipográstrico) e de dois ramos do plexo sacro ligado ao sistema cérebro-espinhal.

B - Na mulher

O aparelho genital feminino é constituído pelos ovários e órgãos anexos. Situam-se em número de dois, entre o cório retro-uterino e o reto, na pélvis, e produzem os óvulos que seguem, pelas trompas de Falópio, até o útero, aguardando fecundação. Todo o conjunto é servido pelos nervos do mesmo nome e que provêm dos mesmos plexos que citamos acima para o homem.

(...) Todo o complexo nervoso que atua nas glândulas e nos órgãos sexuais masculino e feminino é atingido quando se dá qualquer ligação de Espírito de vibração barôntica no chakra fundamental (obsessores) ou no chakra esplênico (vampiros). Daí a excitação que os médiuns experimentam durante essas manifestações, sumamente desagradáveis.

(...) Ainda temos que considerar as ligações (por vezes obsessivas) que certos Espíritos mantêm com criaturas muito animalizadas, levando-as a abusos sexuais de toda ordem. Tomam formas diversas, prendem-se e alimentam-se de formas-pensamentos larvais, emitidas por encarnados ou desencarnados involuídos, e permanecem presos a eles, sugando a vitalidade que deles se desprende durante as ligações sexuais animalizadas, e fazendo que se sintam suas vítimas sempre insatisfeitas, de forma a repetir as uniões, para fornecer-lhes o alimento de baixo teor vibratório. Essas criaturas ficam continuamente obcecadas pelo sexo e experimentam orgasmos fortíssimos, somando-se o próprio com o do Espírito que lhe está ligado. Daí o perigo que constitui o contato com criaturas desse jaez: pode o infeliz trazer consigo algum desses elementos, que passa a atormentá-lo para atraí-lo cada vez mais aos antros. Por isso Paulo adverte que não unamos os membros do Cristo aos de uma prostituta (1.ª Cor. 6:15). No entanto, a produção glandular das gônadas masculinas e femininas apresenta utilizações sublimes, na criação de novos corpos para os filhos de Deus que precisam reencarnar; na expansão das vibrações de amor puro e santo que se desprendem das uniões castas e amorosas, e que podem dar pábulo de conforto a tantos famintos de afeto, os quais são atingidos pela irradiação que possam as criaturas imprimir a seus impulsos verdadeiramente  amorosos  (não  passionais nem animalescos); no aprimoramento de nossas

 

 

vibrações espirituais pelo Amor, que é Deus, sendo divinas suas manifestações puras e sublimes; e também pela facilitação que traz para a união com a Divindade através do Amor que se doa.

Energia vital nos passes

 

PASSES – Outro aproveitamento de grande valia e utilidade pode ser realizado, no serviço ao próximo. Todos sabemos que um sensitivo, ligado a um Espírito desencarnado, pode transferir fluidos espirituais a um necessitado. Mas ocorre que, com freqüência, os fluidos magnéticos provêm de nós mesmos, e são acompanhados de energia vital poderosa, que refaz as forças do enfermo, acalmando, equilibrando, revigorando e, muitas vezes, curando. Ora, toda essa produção de energia vital é realizada, para nós, pelas glândulas genitais; e, por vontade nossa, podemos transferi-la a outros, através de passes. Essa é uma das utilizações mais nobres que está a nosso alcance: ceder os fluidos que a natureza produz para nós, gratuita e generosamente, para acudir às necessidades alheias. Mão esquerda de Mme. Issaeff (Prancha 12, Raoul Montandon, "Les Radiations Humaines"). Mão esquerda do Dr. Bertholet (Figura 72 de Raoul Montandon, "Les Radiations Humaines"). Essa a razão por que os médiuns casados, acostumados às relações sexuais, se sentem sexualmente enfraquecidos após aplicação de passes magnéticos. Daí também a vantagem que podem usufruir os celibatários: descarregar em passes benéficos e curadores a superprodução de seu vigor vital, pois isso lhes

trará tranquilidade sexual, pelo menos durante algum tempo, até que a natureza torne a locupletar  os  reservatórios.  Assim são superadas, por vezes, as chamadas "tentações".

Outra utilização desses fluidos e dos produtos glandulares das gônadas, tanto masculinas quanto femininas, é realizada na mediunidade de efeitos físicos e nas materializações, na produção de ectoplasma, em combinação com outros elementos do corpo físico, do etérico e do astral, assunto que exporemos em outro local.

 

D - Sentidos e Outros Temas

 

Visão – A visão é recebida, quando um estímulo luminoso, passando pela pupila e atravessando o cristalino, atinge a retina. A retina é a expansão do nervo óptico, que finaliza por dois tipos principais de células registradoras de luz (cones e bastonetes). Os cones captam a luz brilhante, as cores (sobretudo da faixa de verde e amarelo) e os pormenores, dando "acuidade" à visão. São células fotópicas (visão à luz). Os bastonetes, muito mais sensíveis que os cones, são especializados para pouca luz, penumbra crepuscular não colorida, (pegam apenas a faixa verde-azul) e não dão pormenores, mas a visão escotópica (visão no escuro). No entanto, no fundo do globo ocular há uma mancha cor amarelo-limão (mácula lútea) com 2 a 3 mm de largura por 1 a 1,5 mm de altura, em cujo centro está a fóvea, pequeno ponto preto reentrante; aí se focaliza a visão com o máximo de acuidade. Nesse ponto, só existem cones. Por não conter vasos sanguíneos (avascular) apresenta a cor amarelolimão, ao contrário do resto da retina, que tende ao cor-de-rosa. Onde o nervo óptico penetra no globo, a "papila óptica", com 1,5 a 1,8 mm de diâmetro, não há nem cones nem bastonetes: é o chamado punctum caecum (ou "ponto cego"). Nas paredes laterais da retina, zona periférica até perto do cristalino (até a ora serrata) encontramos, ao contrário, muito mais bastonetes e poucos cones, o que torna a visão lateral mais apta a perceber os estímulos em movimento, pois os bastonetes são mais sensíveis e detectam movimentos até com luz muito fraca, embora não percebam os pormenores. Recebida pela retina, com uma grandeza que não ultrapassa a área da fóvea, a imagem aí se registra de cabeça para baixo, e transforma-se em impulsos nervosos, que são transmitidos pelas células bipolares e pelas ganglionares, ao nervo óptico, penetrando na cavidade craniana; cruzam-se no quiasma e desaparecem no córtex cerebral, na área denominada "visual", situada na 1.ª e 2.ª circunvoluções do lobo occipital. Não consta que aí se forme nova imagem, pois não há, para isso, células especializadas. "Diz-se" que, no lobo occipital, a imagem se inverte, assumindo a posição real. Nada porém pode provar-se. Onde, com segurança científica, pode dizer-se que a imagem se endireite e assuma o tamanho real em que a vemos? A ciência médica nada explica: mantém prudente silêncio a respeito. Mas explica-o a ciência espiritual. Ao córtex cerebral, na área visual, chegam os impulsos nervosos, conforme a ciência médica conclui, baseando-se no fato de que aí terminam os nervos ópticos e na experiência comprovada de que um trauma nesse local causa

 

 

cegueira  irrecuperável.  Ora,  de  acordo  com  a hipótese que formulamos, os impulsos daí se transmitem à substância branca, passando desta ao corpo astral; só no corpo astral é que os impulsos nervosos se transformam de novo em imagem, retomando a grandeza real, e isto porque a mente espiritual, que se projeta muito além do corpo físico, abrange a figura obser-vada e a localiza no espaço real em que se encontra no plano material. O corpo astral não possui órgão especializado para receber vibrações visuais; sendo todo ele constituído de larga faixa  de  frequência,  que  vai  em escala ascendente desde a matéria (sistema nervoso) até o Espírito, tem a capacidade de registrar os impulsos das vibrações luminosas em qualquer parte de sua constituição: basta-lhe sintonizar aquela freqüência. Transforma, pois, os estímulos nervosos em imagem. Não é o olho físico que “vê": prova-o o cadáver, em cuja retina não mais se convertem as imagens em impulsos nervosos. Na pessoa viva, a impressão luminosa causa uma depleção e restauração do pigmento visual dos foto-receptores (descoramento e regeneração da rodopsina, que é o pigmento foto-sensível) e isso dura um centésimo de segundo (duração "crítica"). Algo que dure menos, não será conscientemente visto, a não ser sob fortíssima luminosidade (flash eletrônico). Quanto menos luminoso o estímulo, mais tempo terá que permanecer para ser percebido.

Vidência astral

 

Audição – As ondas sonoras agem sobre a membrana do tímpano, que faz que as vibrações se propaguem através do "martelo", na "bigoma" e do "estribo", até o "vestíbulo" do ouvido interno, prosseguindo no órgão espiral de Córti, situado no interior do caracol (cóclea). Embora do  tamanho  da  ponta  do dedo mínimo, se desenrolarmos o caracol veremos que tem quatro centímetros de comprimento e está cheio de massa gelatinosa, com cerca de 10.500 "pilares" de 0,05 mm de comprimento e 0,003 mm de espessura e perto de 22.000 células ciliadas de 0,018 mm de comprimento e 0,007 mm de espessura. Fica muito bem protegido pelo osso do temporal, que é o mais duro do corpo humano, tanto que é chamado de "rochedo"; e nele permanece totalmente encravado, pois a parede interna do temporal se adapta a todas as reentrâncias e saliências do ouvido interno. Daí partem as vibrações sonoras, transformadas em impulsos eletroquímicos, para o cérebro, através do nervo acústico. O sistema de transmissão do caracol para o cérebro contém 30.000 fibras nervosas, arrumadas de acordo com seu comprimento, que partem dos órgãos de Córti para formar o nervo auditivo. Com eles, um adulto normal pode distinguir até 400.000 sinais diferentes. No retículo e no sáculo, bem como nas ampolas dos canais semicirculares, há cristais de carbonato de cálcio, denominados "poeira auditiva" ou otocomia (de Breschet). São cristais de sistema rômbico, mas cristalização imperfeita, com as arestas ligeiramente: arredondadas e as faces algo curvas e irregulares. Contém quantidade mínima de matéria orgânica. Os órgãos de Córti transformam a onda sonora (mecânica) em impulsos elétricos. Como? A medicina ignora-o, até agora onde e como os impulsos eletroquímicos nos nervos voltam a ser transformados em sons. E também como o homem consegue perceber e filtrar o som de uma conversa, no meio de grandes barulhos, isolando os rumores para só "ouvir" a voz humana. (...) Também aqui buscamos a explicação na ciência espiritual. Levados pelos nervos ao córtex, na área auditiva (Segunda circunvolução do lobo temporal), os impulsos elétricos são comunicados à substância branca e daí passam ao corpo astral, novamente se transformando em sons, no Espírito. A prova é que não ouvimos os sons dentro da cabeça, mas FORA, exatamente no lugar de origem, só repercutindo no cérebro; é que a mente espiritual, sendo adimensional, projeta-se fora e além do corpo, ouvindo o som no local em que é produzido; tanto que sabe dizer qual a direção de que provém o som; o ouvido serve apenas de captador e transformador, repercu-tindo, no cérebro, o som. O ouvido humano percebe as vibrações de 16 a 20.000 ciclos por se-gundo (o cão tem a escala mais extensa: de 15 a 50.000 c/s, e o golfinho mais ainda: de 150 a 150.000 c/s). As pessoas cuja escala auditiva seja mais extensa que a normal, podem "ouvir" realmente os sons emitidos por Espíritos do plano astral. Como são ouvidas as vozes sem que sejam vistas as pessoas que falam; e como isso ocorre com Espíritos de vibração barôntica, quase sempre os médiuns audientes, por falta de preparo cultural e sobretudo espiritual, são classificados de dementes, alucinados ou loucos, pela medicina oficial. Com efeito, irritam-se com as frases só ouvidas, respondem falando sozinhos, embrenham-se em discussões intérminas, xingam e são xingados. E quando dizem que estão "ouvindo vozes" e conversas, os "entendidos" sorriem compassivos em sua superioridade acadêmica e giram o indicador à altura do temporal ... e asseveram dogmáticos: alucinações auditivas; tratamento: internação hospitalar com eletrochoques.  E  por vezes, a cura é obtida, porque não só os Espí-

 

 

ritos inferiores se afastam para fugir aos choques, como também a violência do tratamento acaba embotando o ouvido interno e sacrificando o nervo auditivo.

 

Efeito de Doppler – E. R. B. (Rio. GB) - Dizem que azul é a cor da aura das pessoas adiantadas, e vermelho a das atrasadas. Que têm que ver as cores com a espiritualidade?

R.  –  A  razão  das  cores não é espiritual, mas física; não é religiosa, mas científica. Deus é A LEI. Que vigora em todos os planos: físico, moral, mental e espiritual. Elucidemos estas afirmativas. A luz se propaga (assim como o som, a eletricidade, etc.) em ondas, que são projetadas de seu foco: Se o foco luminoso é fixo e o objeto está parado, as ondas atingem o objetivo sempre na mesma frequência:

 

OBJETO PARADO

Mas se o objeto se está distanciando do foco, o raio de luz vai atingindo o objeto sempre atrasado. E quanto maior a velocidade do distanciamento do objeto, mais atrasadamente vai ele recebendo cada onda sucessiva:

 

OBJETO QUE SE AFASTA

Se  ao contrário o objeto se está aproximando do foco luminoso, o raio de luz vai atingindo es- se objeto cada vez mais adiantado. E quanto maior a velocidade da aproximação do objeto, mais adiantadamente vai ele recebendo cada onda sucessiva:

 

OBJETO QUE SE APROXIMA

Ora, acontece que o atraso sucessivo produz uma vibração cada vez mais baixa, como se a on-

da se esticasse constantemente. E ao contrário, o adiantamento sucessivo produz uma vibração mais alta, como se a onda se encurtasse constantemente. Então, no primeiro caso temos um alongamento contínuo da frequência, e no segundo um encurtamento constante da frequência. Esse fato produz um efeito singular, conhecido em Física como "Efeito de Doppler": o alongamento sucessivo de uma frequência produz uma luz vermelha e o encurtamento sucessivo de uma freqüência produz uma luz azul.

 

(...) Aplicando esses princípios aos corpos espirituais, verificamos que:

a) se a direção de seu caminhar é um afastamento do Foco de Luz (Deus = Amor), eles nos

aparecerão vermelhos; e tanto mais vermelhos quanto maior for a velocidade de seu afastamento constante;

b) se a direção de seu caminhar é uma aproximação do Foco de Luz (Deus = Amor), eles nos aparecerão azuis; e quanto maior for a velocidade de sua aproximação, mais azuis nos

aparecerão eles.

Note-se que a cor vermelha ou azul não dependem da colocação do corpo espiritual na escala evolutiva. Assim:

a) Pode tratar-se de um corpo espiritual muito adiantado; se caminhar afastando-se do Foco Luminoso (Deus = Amor), isto é, se se dirigir para o polo oposto (ódio), sua luz será vermelha;

b) e pode tratar-se de um corpo espiritual bastante atrasado; se caminhar na direção do Foco de Luz (Deus = Amor), sua luminosidade será azul.

Podemos então fixar:

1º. A intensidade da coloração azul ou vermelha dependerá da velocidade da aproximação ou do afastamento, independente do atraso ou adiantamento próprio na escala evolutiva;

2º. O brilho (ou opacidade) dessas cores é que nos revelarão a maior ou menor posição na escala evolutiva: quanto mais estiver nas cercanias do Foco de Luz, mais brilhantes as cores, e quanto mais nas regiões (vibrações) distantes, mais opacas serão elas;

3º. A tonalidade das cores (claro ou escuro) já dependerão da maior ou menor densidade específica do corpo espiritual. Quanto mais denso, mais escuro será o vermelho, ou o azul (azul marinho); quanto menos denso, mais claras serão as cores, chegando a um azul claro lucilante, que se aproxima do branco.

Daí concluímos que em qualquer movimento de ódio, mágoa, ressentimento, egoísmo, ciúme ou orgulho, a aura toma a tonalidade vermelha, porque está em processo de afastamento da Vibração Divina, que é o Amor. E também o contrário: qualquer ato de amor, em qualquer ponto da escala, dá à aura a coloração azul, porque aproxima da Divindade que é Amor. Logicamente,  entretanto,  quanto  menos  espiritualizado  o amor, mais escuro o azul; quanto

 

 

mais  espiritualidade  o amor, mais claro o azul, porque o ato, de acordo com sua espiritualida- de maior ou menor, faz tornar-se mais leve ou mais pesada a densidade específica do corpo espiritual.

 

OLFATO – A mucosa nasal ou olfatória (também chamada “pituitária" ou membrana de Schneider)  reveste as fossas nasais recobrindo todos os ossos em torno, com espessura variá- vel entre 1 a 3 mm, e é de consistência branda, rompendo-se com facilidade. Por cima de uma  capa profunda (cório) há o epitélio, com células basais e células olfativas (neurônios olfativos periféricos) que registram os odores, mas que só recobrem parte superior da pituitária. Em pesquisas recentes (1968), J. E. Amoore diz ter encontrado sete formas diferentes de mole-culas olfativas cada responsável por um odor distinto; mas outros afirmam que o odor depende, em grande parte, da carga elétrica das moléculas e de suas freqüências infravermelhas. (Enc. Brit., Book of the Year, 1969, pág. 169). Em toda a pituitária (parte olfativa ou não) encontram-se numerosas glândulas, à razão de 30 a 50 por cm2. Além dos nervos de sensibilidade geral, há o especial: o olfatório, formado por pequenos filetes nervosos que se estendem do bulbo olfatório até a mucosa pituitária, formando a “via olfativa”. As células olfativas são homólogas às do gânglio de Córti, na via auditiva. Trata-se de uma espécie de gânglio desenvolvido, como a retina. O nervo olfatório vai até o centro cortical da olfação, que termina na porção inicial da circunvolução do corpo caloso e num pequeno lóbulo a “encruzilhada olfatória de Brocá”. Mas além dessas fibras ascendentes, há fibras olfativas descendentes, que vão do cérebro ao bulbo olfatório, e aí terminam em elegantes arboriza-ções, algumas das quais nos glomérulos. (...) Digna de menção embora não muito citada, a capacidade da sensação olfativa do plano astral. Os médiuns percebem e distinguem três tipos de odores nesse plano:

1 - o odor da aura da pessoa, suave e agradável quando há elevação; acre e insuportável no involuído, ou em quem está envolto em fluidos pesados por vícios habituais e  degradantes;

2 - o odor do pensamento, doce e perfumado se provém de pensamentos bons; metálico e causando forte impacto no chakra cardíaco (plexo cardíaco e glândula timo) quando de baixo teor vibratório;

3 - o odor dos sentimentos, perfumado, de flores, quando bons, e fétidos quando maus ou raivosos.

    Interessante anotar que as pessoas possuem tipos de odor característicos indivi-duais, que podem ser identificados mesmo de longe, desde que exista ligação fluídica entre a pessoa e o sensitivo; de tal forma que é possível dizer quais os tipos de pensamento ou sentimento que determinada pessoa está emitindo naquele momento, mesmo que os dois estejam separados por longas distâncias. Já o odor da aura só é percebido de perto. Tecnicamente pode explicar-se porque a vibração odorífera é causada por emissão astral de tipo eletromagnético (como a vibração do pensamento) e percorre a atmosfera com a velocidade da luz. Essas vibrações são recebidas pelos nervos olfativos e, quando o sensitivo está treinado, pode distingui-los comodamente.

    Outra observação: com frequência o sensitivo percebe a emissão tempos depois. Dá-se isso quando este se acha ocupado ou distraído; mas os fluidos odoríferos mantêm-se em seu redor, circundando-o de tal modo que, quando este desperta, percebe o odor, e o identifica, apenas não sendo capaz de apurar há quanto tempo se deu a emissão.

 

TATO – A pele ou tegumento externo cobre todo o corpo, exceto nos orifícios naturais, onde continua nas mucosas. Constitui-se de epiderme, por fora, e do cório, logo abaixo. Interessa-nos a parte do órgão do tato, que é servido por numerosíssimas terminações nervosas, em bulbos sob o derma (os corpúrculos de Passini, os de Krause, e os de Ruffini), os que terminam livremente (corpúsculos de Meissner) e as terminações nervosas da epiderme, que ficam na capa mucosa de Malpighi. Interessam, também, a nosso estudo, os pelos, que são formações epidérmicas implantados em depressões cilíndricas do derma ("folículos pílosos"). A cada um deles está ligado pequeno músculo, o arrector pili ("eriçador do pelo"). Esse músculo passa, da parte superficial do cório para o lado para o qual se inclina obliquamente o pelo, prendendo-se próximo ao folículo, na projeção formada pela raiz do pelo. Se o músculo for contraído pelo nervo a que está ligado, o pelo fica eriçado e o folículo se projeta para fora, causando leve proeminência temporária na superfície da pele, a que o povo chama "pele de galinha " (cútis anserina).

(...) O órgão do tato tem bastante atuação no setor da sensibilidade mediúnica. Vejamos alguns efeitos:

 

 

1 - Quando de um médium de suficiente sensibilidade se aproxima um Espírito desencarnado (e por vezes mesmo uma criatura encarnada que não tenha sido percebida por seus sentidos) a aura do Espírito toca na aura do médium e os nervos cutâneos são atingidos e sensibilizados. Dá-se então pequeno (ou forte) choque nervoso, que faz que se contraiam os arrectores pilorum, eriçando-se os pelos, e a pele fica arrepiada.

2 - Quando o médium percebe a aproximação de uma entidade, pode distinguir se se trata de alguém com elevação espiritual e bons sentimentos, se houver contato com excitação dos bul-

bos de Krause (sensação de frescor ou frio, como "ar condicionado); ou se o Espírito é involuído e de más intenções, pois neste caso são atingidos os bulbos terminais e os corpúsculos de Ruffini (sensação desagradável de calor).

3 - Quando há passagem de um Espírito, ou quando ele se liga ou desliga, o médium recebe uma descarga nos nervos epidérmicos, sobretudo ao longo da coluna vertebral, contraindo-se todos os arrectores pilorum, dessa região, geralmente subindo do cóccix ao occipital. A mesma sensação é experimentada quando alguém depara repentinamente, por exemplo, com um cachorro, assustando-se por temê-lo.

4 - Mesmo quando não há, propriamente, aproximação de Espírito, pode o sensível, ao evocar mentalmente ou por palavras, o nome de uma pessoa ou um fato, sentir o "arrepio" (pele de galinha) mais ou menos intenso, sendo mais freqüente nos antebraços que no corpo inteiro.

 

Trata-se de uma emissão do simpático da própria criatura, sob o impacto da emoção, provocando irradiação pela superfície cutânea.

 

Linguagem – O ato final da fala é executado quando o ar, expelido dos pulmões, força a traquéia entre as cordas vocais, fazendo-as vibrar. A diferenciação nas emissões é produzida por órgãos acessórios:  língua, palato, dentes, etc. Muito difícil se torna medir a intensidade da fala, pois não se trata de som uniforme e contínuo, mas de superposição de muitas ondas de freqüências diferentes. Daí a maravilha que realiza o ouvido humano, quando recebe a voz, distinguindo-a, muitas vezes, e seguindo o sentido das palavras, no meio de grandes rumores, eliminando inconsciente e automaticamente os sons estranhos, para só perceber a voz humana. Coisa que o gravador de som não faz: pega tudo na mesma intensidade. Mas o comando da fala parte do sistema córticobulbar, que faz parte da projeção piramidal relacionada com os nervos motores, originários das células da base cerebral. Chama-se, por isso, sistema extrapiramidal. O comando, - ao que parece - é realizado em quatro áreas: duas receptoras e duas executivas, situadas no hemisfério esquerdo do cérebro. Isso porque, quando o lado esquerdo predomina, no cérebro, o que mais se desenvolve na criatura é o lado direito. E se é o lado direito do cérebro o predominante, a pessoa é dita “canhota".

As áreas são:

A - RECEPTORAS

1ª. na circunvolução superior do lobo temporal, onde as imagens das palavras são armazenadas: é o centro da coordenação e compreensão; e

2ª. localizada no lobo parietal inferior, responsável pela memória verbal: centro da palavra escrita.

B - EXECUTIVAS

1ª. localizada no giro frontal inferior (área de Brocá), centro da palavra falada; e

2ª. próxima à anterior, ainda no frontal, é responsável pelos movimentos coordenados que executam a escrita.

Trata-se, porém, simplesmente de hipóteses. Nada há de científicamente certo, quanto a essas localizações.

(...) O comando mediúnico da palavra, que é o que interessa estudar neste trabalho, pode ser distinguido de vários modos. Quando o Espírito se liga fluidicamente a um chakra, pode o médium perceber as sensações e idéias, mas quem fala é o próprio médium, plasmando em sua mente as palavras que fala ou escreve. Quando o Espírito inspira as idéias (influindo no corpo pineal através do coronário, ou na hipófise através do frontal, etc.), também é o médium que fala por si mesmo, traduzindo as idéias recebidas. Quando, todavia, o Espírito quer falar por si mesmo, pode ligar-se fluidicamente a um chakra, mas terá que, concomitantemente, obter o comando da "linguagem falada", na zona extrapiramidal do sistema córticobulbar no frontal interior, o que é conseguido não diretamente, mas através do sistema nervoso. Isso o Espírito pode conseguir automaticamente, por impulsos eletromagnéticos lançados no plexo nervoso. Entendemos  por que, se o comunicante é de baixo teor vibratório, o médium perma-

 

 

nece com pequena cefalalgia na base do frontal. Mas, quando o Espírito é de maior evolução, pode, também, agir diretamente no chakra laríngeo. Neste caso interfere no plexo carotídeo (e por isso o médium tem a impressão de "ouvir dentro da cabeça" as palavras que vai falar ou escrever, frações de segundo antes de externá-las). Também a glândula tireóide é ativada, ocorrendo-lhe  o  mesmo  fenômeno que ocorre quando a pituitária lhe envia seu estímulo, isto é, o iodo armazenado é distribuído mais ativamente a todo o organismo através do sangue, e novo iodo é produzido e estocado. Por esse motivo, o exercício mediúnico da psicofonia traz sempre vantagens para o médium, pois a produção e a maior quantidade de iodo no organismo lhe assegura saúde mais estável e inteligência mais viva. Observem em si mesmos aqueles que praticam a mediunidade psicofônica, e verifiquem se a saúde não lhes permanece cada dia mais equilibrada e, sobretudo, se não percebem que adquirem maior capacidade de compreender e de explicar as coisas; numa palavra, se seu intelecto não se torna cada vez mais lúcido, mesmo quando a cultura não é muito grande. Anotemos, todavia, que o mais freqüente é o médium falar por si mesmo, traduzindo, apenas, as idéias do comunicante. Daí só falar, geralmente, nas línguas que conhece fora do transe. Só quando o Espírito comunicante assume o comando da área de Brocá é que o médium manifesta o fenômeno da xenoglossia (ou glossolalia, que é expressar-se em línguas normalmente desconhecidas pelo médium). O fenômeno é bastante raro. E ocorre uma duplicidade de comportamento: ou o médium fala (ou escreve) um idioma desconhecido e nada entende do que está dizendo; ou, enquanto fala uma língua, embora para ele totalmente desconhecida, vai entendendo o que diz; neste caso, enquanto o Espírito comunicante comanda a área de Brocá, ao mesmo tempo realizam-se ligações com o giro superior do lobo temporal, e as idéias são percebidas pelo médium que pode, depois, traduzir por si a mensagem recebida, porque o sentido foi gravado na memória cerebral.

 

Coração – Sistema de comando  – As conexões entre as aurículas e ventrículos são feitas por um tecido especial, o tecido nodal, com dois segmentos distintos:

a) especial da aurícula direita, o nó sinusal, ou "nó de Keith e Flack";

b) comum à aurícula direita e ao ventrículo, o segmento atrioventricular ou "fascículo de His".

A - NÓ SINUSAL – Em forma de fuso (32 x 3 x 4 mm) vai do ângulo compreendido entre a veia cava superior e a aurícula, até a embocadura da veia cava inferior. Irrigado pela artéria do nó sinusal, que procede da coronária direita.

B - SEGMENTO ATRIOVENTRICULAR – Compreendendo:

1) Nó de Aschoff-Tawara, na parte inferior da aurícula direita. Começa em frente e abaixo do orifício da veia coronária maior e termina na altura da inserção da válvula interna da tricúspide.

2) Fascículo de His, que é a continuação do nó de Aschoff-Tawara; tem a forma de cordão achatado com 10 mm. Atravessa toda a espessura do miocárdio, por baixo do trígono direito e a parte inferior da  porção membranosa do septo intraventricular, onde se divide em dois ramos:

a) direito, na espessura do miocárdio, segue o fascículo arqueado e termina no pilar anterior, aí abandonando as ramificações terminais;

b) esquerdo, que passa no espaço intervalvular, entre a válvula aórtica direita e a posterior. Vem, então, à superfície, dividindo-se em dois "pincéis" secundários, na direção do pilar anterior e do posterior.

As terminações desse sistema de comando formam as fibras de Purkinje, dispostas em forma de rede sob o endocárdio. Tanto o nó sinusal quanto o segmento atrioventricular contém células nervosas procedentes do plexo cardíaco, que é formado pelos ramos do pneumogástrico e do simpático cervical.

(...) Esse "sistema de comando" do coração possui significação particular para os espiritua-listas, pois aí está situado o "átomo monádico" espiritual, que representa o Eu Superior, que é atemporal e adimensional, mas se liga ao homem por um ponto espiritual. Compare-se com o ponto matemático, também adimensional. Por isso, em todas as raças, em todas as idades, quando alguém se refere enfaticamente a si mesmo, bate com a mão na altura do coração e diz: "EU"! Ninguém bate a mão na testa, na cabeça, ou em qualquer outra parte do corpo. Sem que ninguém ensine a ninguém, surge espontâneo o gesto, que é instintivo e intuitivo da Verdade. É através desse "ponto" que podemos ligar-nos às correntes mais elevadas de pensamento, captando as idéias sublimes. E é daí que nosso EU (adiantado ou atrasado) nos comunica seus pensamentos: "Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai do coração"  (Mat. 15:18, Marc. 7:21) porque  "do  coração procedem os pen-

 

 

samentos" (Luc. 24:38) que são emitidos pelo EU e, depois de contatados no coração, sobem ao cérebro, onde se horizontalizam no raciocínio discursivo. De acordo com a tônica desse átomo monádico é que será feita a sintonia do indivíduo com seu plano espiritual, baixo ou elevado, astral ou mental, etc. Quando desencarnado, o "Espírito" segue,  pelo  peso específico desse átomo, para a região que lhe é própria; quando encarnado, porém, há mais facilidade de sintonizar com os diversos planos.

 

Mediunidade Captativa – Por meio desse átomo monádico consegue a criatura ligar-se às correntes de pensamento ("noúres", Pietro Ubaldi), que formam a Noosfera superior do planeta (Teilhard de Chardin) e lá captar idéias novas, conceitos elevados e a tônica da beleza sublime, seja em pintura, escultura, música, poesia ou qualquer outra expressão artística genial. Pelo corpo pineal pode tudo isso ser recebido em nosso plano, quando proveniente de outros Espíritos ou de nossa própria mente. Pelo átomo monádico, porém, pode ser captado o pensamento dos planos com que a criatura esteja sintonizada (superiores, se espiritualiza-da; inferiores, se a criatura tiver uma tônica barôntica). Depois de captar as idéias é que a criatura poderá – se tiver capacidade – transmiti-las da ligação física da mente  ( o "coração", ou seja, o átomo monádico )  para o corpo pineal. Daí passa às circunvoluções frontais, para serem racionalizadas e traduzidas em palavras. Essa é a transformação do que é vertical (intuição, individualidade) em horizontal (raciocínio, personalidade). Processo difícil e árduo, pois o intelecto (personagem) nem sempre possui vocábulos que possam exprimir os fenômenos puramente mentais (da individualidade) e muito menos os espirituais (do Eu Superior). Os grandes místicos mergulham sua personalidade (fixada pelo corpo pineal e chakra coronário) na individualidade (fixada no átomo monádico), e com isso obtêm o "Encontro" com o Eu Superior. Partindo daí, podem sintonizar com o Cristo Interno, até atingir, por expansão, o Cristo Cósmico. Se isso for conseguido, e esse estado puder ser mantido, dá-se a "salvação" e a criatura entra no "Reino dos Céus" que "está dentro de vós" (Luc. 17:21). Esse mergulho é o essencial para a "redenção" da criatura. Para ensinar isso, veio à Terra Jesus que, unido ao Cristo, nos legou essa doutrina, que foi anotada pelos quatro evangelistas 4.

 

Epilepsia – Caracterizada por ataques paroxismais, com perda de consciência e espasmos musculares tônicos ou clônicos. Por sua manifestação espetacular externa, desde remota antigüidade impressionou a todos, sendo atribuída a agentes espirituais (possessão) ou à influência da lua ("lunáticos").  Hipócrates (460 – 370  A.C.)  já se esforçava em provar que era mal físico, e não "sagrado". Mas só a partir de 1857 é que o médico inglês Thomas Laycock deu um passo real à frente, introduzindo o bromo em sua terapia preventiva. O ataque pode ser leve – alguns segundos de simples "ausência", ou seja, de lapsos de consciência – até as convulsões violentas. Freqüentemente a vítima percebe a aproximação do ataque, por sintomas diversos – embora sempre idênticos em cada pessoa – que podem ser um calor envolvente, uma sensação típica visual, olfativa, auditiva, gustativa, táctil ou dolorosa, está sobretudo na parte alta do abdome. Em muitos casos pode verificar-se uma disfunção ou disritmia cerebral, verificável por meio da Eletroencefalografia (EEG) quando se diz que se trata de epilepsia sintomática, orgânica ou secundária; mas em outros casos nada é encontrado, e o EEG é normal, quando então se diz que é epilepsia idiopática, essencial, criptogênica ou genuína. Recomenda-se que, além dos remédios preventivos (fenobarbitúri-cos) os pacientes se mantenham com pensamentos bons e alegres, em perfeita "higiene mental". (...) Não é difícil reconhecer, nos ataques epilépticos, uma ligação da vítima com seu obsessor, em legítima "incorporação". Com isto não queremos negar os progressos científicos da medicina, voltando à simples crendice: antes, buscamos explicar as conclusões da ciência, pela realidade do que ocorre. A epilepsia pode ocorrer naqueles que apresentam disritmias cerebrais. Neste caso, ou se verifica um lapso momentâneo nas funções nervosas (pequeno mal, ausências, etc.) e isso quase nunca é obra de obsessores; ou o ataque se desenvolve até às convulsões. Neste último caso dá-se a influência espiritual pelo locus minóris resistentiae (o que é normal em todas as "incorporações"), que é exatamente a lesão ou disfunção cerebral, que pode ser ou não "hereditária". Feita a ligação pelo chakra umbilical (ou até mesmo pelo esplênico ou pelo fundamental), a repercussão violenta do choque psíquico atinge o "ponto fraco", que é a parte cerebral afetada. Com o choque, a vítima caminha até o clímax convulsivo, quando então se dá o desligamento automático. O paciente, contudo,  pela  exaustão  e  desvitalização,  cai de imediato em sono profundo durante uma ou

 

 

duas horas. Ao despertar de nada se lembra, não tendo consciência nem mesmo de ter tido as convulsões. Doutras vezes a vítima nada tem de anormal no cérebro; o EEG nada acusa e, no entanto, a sintomatologia apresenta-se idêntica. Nestes casos ocorre a ligação obsessiva violenta, com disritmia cerebral durante as convulsões, embora o EEG posterior nada acuse. Entretanto, se  não  forem  evitados  os  ataques  convulsivos, a lesão aparecerá com o tempo, pois mesmo que o EEG não acuse disritmia no cérebro físico, sua contraparte astral sofre desse mal, sendo aí o locus minóris resistentiae. Uma das provas maiores do que afirmamos é a premonição sentida pela vítima do que vai ocorrer. Sendo médium, percebe a aproximação do obsessor, pelo fenômeno que os médicos denominam de "aura epiléptica". Dependendo do ponto de maior sensibilidade, os fluidos do obsessor que se aproxima são notados pela vidência (cores, luzes ou, mais freqüentemente, sombras), pela audiência (sons, ruídos, vozes), pelo olfato (odores típicos, acres ou fétidos), pelo paladar (gosto ácido na boca, ou por vezes adocicado), ou pelo tato (uma onda de calor irradiado que o envolve). Ora, a sensação de calor é muito comum nas sessões mediúnicas antes da ligação do Espírito com os médiuns. Assim também a dar na "boca do estômago" é com frequência notada, no momento da ligação através do chakra umbilical (plexo solar). O tratamento preventivo (a medicina até hoje não conseguiu a cura, mas apenas evita as convulsões) é ótimo para os médiuns: pensamen-tos bons  e  alegres,  mente  higienizada,  sem aborrecimentos nem raivas, sem emoções nem ressentimentos. Quanto às drogas, o efeito que alcançam é isolar o tálamo do córtex e interromper as associações do lóbulo frontal; ora, essas mesmas drogas impedem  qualquer ligação do Espírito com o médium, embora este seja normal.

 

A BIOQUÍMICA COMPROVA A LEI DO CARMA – Após alguns milênios de conhe-cimento da Lei do Carma (ou Lei de Causa e Efeito) quer por meio das Revelações Espirituais quer pelas filosofias, sobretudo orientais, chegou a vez da comprovação científico-experimental dessa Lei. Em estudos e pesquisas laboratoriais de bioquímica, os biólogos descobriram que, dentro do núcleo ultramicroscópico da célula microscópica, existe o ácido desoxirribonucleico, mais conhecido pela sigla DNA, do nome inglês (Deoxyribosenucleic Acid). Trata-se de um ácido de açúcar desoxidado, em cuja composição são encontrados: fósforo sob a forma de ácido fosfárico (H3PO4); açúcar sob a forma de desoxirribose; e quatro bases de nitrogênio: adenina, guanina, citosina e timina. Essas bases de nitrogênio são, precisamente, a quota de "prâna" que alimenta cada célula, pois do nitrogênio formam-se os aminoácidos, blocos construtivos das proteínas. Prâna é o nome dado pelos hindus à energia radiante do sol, que vitaliza tudo o que vive, através da fotossíntese e da respiração. No fenômeno da hematose, o sangue absorve, nos pulmões, oxigênio e nitrogênio, que são recolhidos, o primeiro, pelos eritrócitos, o segundo pelos linfócitos. Além dessa absorção por via aérea, há o nitrogênio que é extraído dos alimentos, pelo canal digestivo, e aquele que é retirado do ar, em sua forma astral, pelo chakra esplênico, e transformado em energia física e distribuído ao organismo pelo baço. Com isso, pode explicar-se a grande quantidade de nitrogênio no ar atmosférico, numa proporção de 78 partes, para 21 partes apenas de oxigênio: a natureza não perderia tempo com coisas inúteis. O nitrogênio, pois, entra na formação química da célula física (núcleo, citoplasma e membrana) e da célula astral, isto é, a parte astral materializada da célula, que é o DNA, que constitui o sistema nervoso cerebral, que representa a mente da célula, no mais íntimo de seu núcleo. Segundo James D. Watson e Francis Crick, o DNA é constituído por dois cordões (duas cadeias de polinucleotídeos) entrelaçados entre si, formando dupla hélice. Em ambas as cadeias há dez nucleotídeos em cada volta da espiral, com um período de 34 Aº. As cadeias são helicoidais para a direita, mas têm direção oposta, isto é, são antiparalelas. Entre os dois cordões, há travessas ligando-os a intervalos regulares, assim como degraus de uma escada de caracol. Os cordões e as travessas são percebidos apenas pelos microscópios eletrônicos mais poderosos (aumento de 300.000 vezes), permanecendo comprimidos e enroscados dentro do núcleo. "Os cordões se complementam mutuamente. E é interessante observar que a sucessão de bases numa cadeia, rege a sucessão na oposta. Essa disposição pode ter aplicação na genética" (A. Cantarow e B. Schepartz, "Bioquímica", pág. 121). "Pouco se sabe a respeito da sequendos nucleotídeos, na estrutura primária do DNA, exceto que ela não depende do acaso, nem representa um modelo de repetição alternada de purinas e pirimidinas" (Id., ib., Pág. 118). (...) Lógico que, nada sendo casual, muito menos o seria o princípio determinante da vida de uma criatura, o módulo pelo qual são regidos: todos os esquemas físicos de um corpo que vai servir de veículo a um Espírito eterno; toda a programação das atividades, das qualidades, dos defeitos; todas as determinantes da saúde e das enfermidades genéticas (mesmo que só se manifestem muitos anos depois do nascimento); das perfeições e das deficiências; todas as ocorrências somáticas e sua periodicidade e suas conseqüências. A estrutura do DNA não depende mesmo do acaso, nem mesmo apenas dos pais: é a resultante daquilo que nosso Espírito determina para si mesmo, automaticamente, por sintonia vibratória própria, influindo na constituição interna do cérebro de cada célula, para que ela reproduza o melhor modelo e o mais perfeito esquema que sirva para a caminhada evolutiva  desse  EU que, durante predeterminada temporada, vai empreender uma viagem de instrução, aprendizado e experiências, no plano mais denso da matéria. O DNA traça o roteiro "turístico" dessa viagem evolutiva naquele período, e automaticamente vai marcando as paradas nos portos das dores e as festas nas cidades das alegrias. A determinação do módulo é paulatina e gradativamente construída durante uma vida, pela gravação nesse cérebro-relógio celular de todos os nossos atos, palavras e sobretudo de todos os nossos pensamentos e desejos, desde que tenham força, intensidade, constância e capacidade de moldá-las. Nesse DNA vamos, diariamente, numa vida, gravando o que nos ocorrerá na vida seguinte: é a construção lenta, mas segura, de um carma infalível e inevitável. Não depende do acaso, não:

depende a árvore que nascerá, da plantação que formos realizando ao longo de nossa vida. "O DNA tem importância biológica fundamental nas células animais, vegetais e bacterianas, e em

alguns vírus,  como depositário da informação genética. Assim os cromossomos dos esperma- tozóides e das células somáticas consistem, principalmente, em desoxirribonucleínas. Nos espermatozóides (que possuem número haplóide de cromossomos) a concentração do DNA é a metade do encontrado nos núcleos das células somáticas da mesma espécie" (Id., ib., pág. 570). Com efeito, "As células tem 46 cromossomos, enrodilhados em novelo ultramicros-cópico; cada par é rotulado com os números 1 a 22. O 23.º par é formado, na mulher, por 2 cromossomos homólogos x; no homem, por 2 heterocromossomos, x e y" ("Medicina e Saúde",  Pág. 1172).  "Na fecundação as células masculinas e femininas, os gametas, unem-se para formar o zigoto (óvulo fecundado), nova célula completa, da qual se forma o novo corpo. Cada cromossomo de um zigoto é constituído por uma cadeia de substâncias químicas complexa, na qual ressalta a importância de uma estrutura ultramicroscópica, o gene. Os genes são distribuídos linearmente ao longo dos cromossomos: são frações de moléculas de DNA. Em cada zigoto, os genes constituídos pelo DNA são portadores de um código cifrado, que constitui a programação do organismo que começa a formar-se. Essa informação básica preside a todas as transformações químicas no interior da célula da qual se origina o corpo humano. Em vista de tudo isso, nasceu a ciência denominada Genética Molecular" (Ib., Pág. 1173). (...)  É, pois, no zigoto que o "Espírito" reencarnante (que se ligou ao espermatozói-de escolhido por ele por sintonia vibratória, ou seja, automaticamente) vai gravar o programa de sua vida inteira. Aí escreve ele, por efeito de sua frequência vibratória e como conseqüência do que traz em seu perispírito ou corpo astral, o código cifrado, que vai presidir a todas as transformações físicas, químicas, orgânicas, biológicas de todas as suas células, durante toda uma existência terrena. A genética molecular, quando for bem desenvolvida, poderá trazer esclarecimentos muito mais precisos à vida de uma criatura do que o horóscopo astrológico. Em certo aspecto, isso já se vê pelas linhas das mãos e dos pés; mas infelizmente a quiromancia está ainda muito na fase charlatanesca e empírica. Mas assim como a ciência comprova experimentalmente, em laboratórios, a marca inconfundível e iniludível da lei do carma gravada no mais recôndito da célula, assim também conseguirá descobrir o significado das linhas da mãos e dos pés. (...)  O modelo de Watson e Crick diz que quando uma célula se divide (mitose) ela transmite suas características, por meio do código genético, às novas células formadas. Os bioquímicos tentam decifrar esse código, e chegam a afirmar que contém tão numerosas informações num ser humano que, segundo o Dr. George W. Beadle, se um datilógrafo transcrevesse em palavras o código DNA de uma célula, teria que escrever o equivalente a várias enciclopédias de 20 volumes! De fato, a "escada" do DNA de um vírus, com a extensão de um centésimo de milímetro (ou seja, em um milímetro cabem cem enfileirados!) contém 170.000 "degraus" ... o DNA de uma bactéria, com 6 em, tem 7.000.000 cm de degraus. O DNA do ser humano com 90 cm (se estirada) tem 6 bilhões de degraus, podendo conter informações completas e complexas. Realmente, as fitas do DNA guardam, tal como as fitas magnéticas de nossos gravadores, o arquivo de incomensurável número de informações, indispensáveis no decurso de uma vida inteira. São instruções, projetas, previ-sões, com lugar e tempo demarcados, de tudo o que deve ocorrer ao corpo físico. (...)  Por isso afirmamos sempre que a célula, com sua Centelha divina, possui MENTE. Logicamente não

se trata de um "intelecto" com livre-arbítrio. Não. Trata-se da fita de um cérebro eletrônico, que  depois  vai ser colocado na máquina seguinte (no corpo da seguinte encarnação) para dar

 

 

todas as informações no momento preciso de sua execução. Não falha. Não precisa de temperatura especial nem de eletricidade para trabalhar. Cremos que está bastante claro: realmente a ciência médica, ou melhor, a Bioquimica, descobriu a Lei do Carma como funciona. Isso faz-nos compreender que tudo o que temos que passar na vida, já está prede-terminado, não por uma divindade externa, boa para uns e vingativa para outros, mas por nós mesmos. Somos nós que, numa vida, plasmamos a gravação em nosso DNA, e depois somos obrigados a ouvir-lhe a voz severa e inacessível a rogos e choradeiras:  é  mecânica sua atuação. Será assim realmente? O DNA só existe dentro do núcleo, com os dois cordões. Mas  pode desligar um deles e mandá-lo ao citoplasma, sob a forma de um RNA (ácido ribonucleico) que toma o nome de RNA-mensageiro (ou mRNA). Vai ao citoplasma apoiado no RNA transportador, que leva as ordens e o modelo para fabricação de nova célula, estando todos os pormenores fixados no RNA-ribossomo. Ora, "os processos coordenados de desenvolvimento e diferenciação exigem a liberação de mensageiros adequados em ocasiões oportunas. Mas a bioquímica ainda ignora a natureza desse relógio biológico celular" ("Bioquímica", Pág. 575).

Então, "no momento adequado, em resposta a um sinal partido do citoplasma, um dos dois cordões do DNA é ativado e se transforma num molde para a síntese de determinada espécie de RNA. Acredita-se que essa função do DNA esteja ordinariamente reprimida (possivelmente pela  histona)  e  que  a  ativação  consiste numa desrepressão mediada por substâncias ainda desconhecidas" (Id., ib., Pág, 594). “As mensagens cifradas do código da vida são sempre constituídas por três letras. Por exemplo, a letra A (adenina) repetida três vezes indica um aminoácido particular (fenilalamina)". (Gravura de "Medicina e Saúde”, Pág, 169). O DNA se dissocia em dois, como um "zíper" que se abre (Gravura de "A Célula", Biblioteca Científica LIFE, Pág. 70). E mais: "A replicação do DNA é inibida por drogas acridínicas, como a proflavina (que inibe também a síntese do RNA), o que ocorre provavelmente pela intercalação do  inibidor entre pares sucessivos de bases, resultando na alteração da estrutura da dupla hé- lice. Antibióticos do tipo da mitomicina dão resultados semelhantes, mas provavelmente por estabelecerem ligações cruzadas entre os dois cordões do DNA. As histonas inibem a replica-ção do DNA in vitro, mas não está comprovado que o mesmo ocorra in vivo. Após a replicação, o DNA sofre metilação parcial pela S-adexosilmetionina, em presença de uma DNA-transmetilase nuclear específica, com a formação de resíduos de metilcitosina. (Uma enzima semelhante em bactérias produz metilação dos resíduos de adenina do DNA). As histó-nas no núcleo sofrem metilação e acetilação depois da síntese. Ignora-se a significação biológica dessas alterações de composição do DNA e das histonas" (Id., ib., Pág. 566). Veja-mos, ainda: "Se o DNA perde a estabilidade ou é afetado pelas reações químicas, modifica o código vital e enlouquece". ("Medicina e Saúde", Pág. 715). (...)  Aqui, pois, observamos que o DNA e seu código podem ser modificados por substâncias químicas. Ora, a produção hormo-nal pode influir na modificação do DNA. E essa produção endócrina é afetada pelos atos, palavras, sentimentos e pensamentos das criaturas. Daí deduzimos que:

a) atos e pensamentos harmoniosos, emoções agradáveis, alegria e amor, trazem modifica-ções benéficas ao DNA, melhorando o padrão e marcando ótimo carma para a vida seguinte;

b) em contraposição, atos e pensamentos de raiva, ódio, mentira, sentimentos baixos, emoções desregradas, provocam produções hormonais que atingem o DNA, modificando-lhe os códigos, aí gravando marcas que determinarão, no futuro, as reações a ações e pensamentos destrutivos.

Eis, pois, que o carma é fruto NOSSO, e se "a plantação é livre, a colheita nos é imposta", pois a gravamos no íntimo de nossas células, no código de vida do DNA. Daí ser o homem aquilo que ele pensa". As substâncias "desconhecidas" que provocam o DNA a enviar um mRNA ao citoplasma para efetivação dos resultados previstos, podem bem ser ou as vibrações de nossos pensamentos, desejos e emoções, ou os hormônios que, por meio deles, lançamos na corrente sanguínea, ativando sua produção. Daí dizermos que nenhum mal externo a nós pode prejudicar-nos: não modificam o código do DNA. Só aquilo que nós mesmos pensamos e praticamos é que pode provocar efeitos futuros agradáveis ou desagradáveis. Dois DNA, já dissociados, o produzido igual ao produtor (Gravura de "A Célula", Biblioteca Científica LIFE, Pág. 71). “A partir da molécula de DNA (constituída de 2 filamentos) forma-se, com a ajuda de enzimas, o RNA-mensageiro (com um só filamento), que contém, em sua estrutura, a exata transcrição do código do DNA. A molécula de RNA passa para o citoplasma onde, ao nível dos ribossomos, se processa a síntese protéica" (Gravura de "Medicina e Saúde", Pág. 1427). O fato é que cada célula tem seu "relógio biológico", onde estão marcados os minutos em que receberemos as reações benéficas do bem que fizemos ou as dolorosas do mal que praticamos ou pensamos. (...)  Realmente,  diz  o Tratado de Bioquímica: "Moderna hipótese de trabalho

 

 

estatui que o DNA cromossômico transporta informe genético sob a forma de seqüências codificadas de nucleotídeos; que tal informe codificado é transmitido por intermédio do RNA, que vai do núcleo até o citoplasma, o que resulta numa sucessão específica de nucleotídeos no "molde" (template) de RNA dos microssomos, que têm a missão de ordenar a sucessão de aminoácidos nas proteínas (ex. enzimas) que estão sintetizadas" (Pág. 572). (...)  Exatamen-te. Assim as doenças cármicas, marcadas no "relógio celular", aparecem no minuto preciso para  o  qual  estão  previstas.  Naquele  segundo, o DNA solta a informação, por meio do RNA

mensageiro, que vai ao citoplasma e monta a célula provocadora da desordem, no molde armado no ribossomo; daí parte a cadeia tétrica de sofrimentos previstos, e determinados por nossas ações passadas. No entanto, também, o contrário pode dar-se: pode o DNA, modificado por ações e pensamentos elevados, enviar um RNA-mensageiro para corrigir defeitos, para curar doenças em curso, para trazer benefícios à criatura. Quantas curas inexplicáveis para a ciência terão sido obtidas desse modo, inclusive com a recuperação de tecidos: o DNA fabrica não apenas proteínas, mas também células de muitos tipos, sobretudo na intimidade da medula óssea. (...)  “O DNA pode ser comparado a uma escada em caracol cujo corrimão é formado por açúcar e fósforo, alternado, e cujos degraus são constituídos pelas bases nitrogenadas: p = fósforo; z = açúcar; a = adenina; t = timina; c = citosina; g = guanina". (Gravura de  “Medicina e Saúde",  Pág. 1.344).  O  DNA é  o responsável pela identidade dos indivíduos, desde que nascem até que morrem, assim como estabelece a diferenciação das espécies. E mantém-se a mesma, independente de alimentação, e de qualquer outro fator externo. (...)  Tudo isso confirma nossa hipótese alhures divulgada, de que as células astrais acompanham o Espírito após a desencarnação, e com ele regressam à vida no plano físico, durante toda a cadeia evolutiva, pelo menos no estágio humano. A contraparte física de nossas células (seu "corpo físico") é que se estraga, desfaz e recompõe, dando a impressão de que  a  célula  morre, quando, ao invés, ela apenas desencarna e reencarna no mesmo local: o

DNA, que é a "mente celular" permanece o mesmo, acompanha o perispírito desencarnado, e volta para moldar o outro corpo físico que construímos na vida seguinte. De fato, todo o comportamento do DNA demonstra que se trata de um elemento superior, com atividade específica própria, verdadeiro cérebro nervoso a comandar todo o comportamento celular, tal como, no corpo humano em seu todo, o faz o sistema nervoso central, sobretudo o cérebro (o

intelecto). Mas cremos haver dito o suficiente: os especialistas e técnicos estão com o campo aberto para as pesquisas e comprovações bioquímicas.

 

Ectoplasma – O ectoplasma, termo que surgiu nos meados do século XIX, após os fenômenos de Hydesville, é uma substância mais ou menos visível (quase transparente, com reflexos leitosos) que se exterioriza de certos médiuns. Mas a substância em si já era conhecida muito possivelmente na Idade Média, pois Thomas Vaugham, no "Lumen de Lúmine", faz uma descrição que parece referir-se ao ectoplasma. Diz ele: "Tendo apanhado um pouco desse licor para estudar que estranha substância era essa, reconheci que se desfazia como a neve. Quando a tinha nas mãos, não era água comum, mas uma espécie de óleo, cuja consistência viscosa, graxa, mineral, brilhante como a pérola, me pareceu transparente como o cristal. Examinando-a ainda, pareceu-me que tinha certa aparência espermática e, em verdade, era ainda mais obscena ao tato que à vista". Dizem os pesquisadores que é pesada, úmida, viscosa e fria e tem vida e movimentação própria, saindo e reentrando no corpo do médium, evoluindo, passeando, formando hastes móveis, como cobras, plasmando mãos, ros-tos, braços, etc. O engenheiro E. K. Muller, no dia 11 de novembro de 1931, conseguiu colocar algumas gotas de ectoplasma num vidro, tapado com rolha de vidro esmerilhado. Pareciam pequenas gotas de água. Essas gotas modificavam-se constantemente movendo-se. O odor era ácido. Foi parafinado o invólucro, mas apesar disso a aparência da substância se modifica-va, tomando as mais diferentes formas. Ao microscópio, mostra uma rede de filamentos complicados, de cor escura, mas sem estabilidade, mesmo muitos anos após. O Dr. Juliano Ochorovicz e o Prof. W. J. Crawford, de Belfast, chegaram a fotografar o ectoplasma sob forma de projeções flexíveis, saindo do corpo do médium pelas aberturas naturais, sobretudo dos órgãos genitais e boca. Pode alongar-se, levantar mesas, erguer objetos, funcionar como alavanca, bater, etc. Crawford descreve a substância como fios muito finos, provenientes do corpo do médium, praticamente invisíveis; fios frios e úmidos, desagradáveis ao toque. Considera a substância como "intimamente ligada ao sistema nervoso do organismo humano". O Dr. Scherenck-Notzing diz que é uma "substância de emanações das energias vitais do corpo do médium, sendo capaz de fosforescência animal, como as propriedades fotogênicas de certos

 

 

peixes". Concorda com Crawford e com o Dr. Gustave Geley. Ectoplasma expelido pela boca (Scherenck-Notzing. "Les Phenomènes Physiques de la Médiumnité", prancha 7 – Pág. 80). O engenheiro Bourg de Bozas diz que o ectoplasma é uma irradiação de substância orgânica, condutora de sensibilidade nervosa. Sai e reentra no médium sob efeito de comoções nervosas ou sob efeito da luz; é uma "substância-energia, ora mole como a gelatina, ora rígida nas extremidades como o aço". Diz mais: "sua penetração energética é mais poderosa que os raios X e os raios gamma do rádium". O Dr. Geley, na obra "Do Inconsciente ao Consciente", chama a  atenção  sôbre  as  sensações  que  repercutem no médium, quando o ectoplasma é tocado, podendo ser mesmo dolorosas: "Sai de todo o corpo do médium, mas especialmente dos orifí-cios naturais e das extremidades do corpo (do alto da cabeça e das pontas dos dedos), sendo mais frequente da boca (palato, gengivas e bochechas). A substância é extremamente sensí-vel, confundindo-se sua sensibilidade com a do médium hiperestesiado. Parece ser altamente desconfiada, como um animal tímido, que só pode defender-se reentrando no corpo do médium. Evita todos os contactos, retraindo-se e reabsorvendo-se". O ectoplasma pode assumir qualquer forma, mas permanece sempre ligado ao médium por fino fio semelhante ao cordão umbilical. Parece que se trata do próprio duplo etérico ou do corpo astral do médium, parcialmente exteriorizado. Raoul de Montandon ("Formas Materializadas", donde extraimos este resumo) escreve que o ectoplasma é o corpo etérico ou substractum da matéria organizada (Pág. 286).  Diz ele: "é energia vital materializada, já que, nas formas organizadas, o corpo etérico é o detentor da vida". No entanto, ponderamos que o "duplo" ou também chamado “corpo" etérico, que de perto vivifica o corpo físico denso, é representado no físico pelo elemento sanguíneo, como se lê desde o Deuteronômio: "o sangue é a vida dos seres animais" (Deut. 12:23).

 

B - Plano Astral

 

Chakras [Parte deste conteúdo enxertada foi obtida no site “guia de referencia heu”]

 

Centros vitais – (Chacras)

 (Centros de força - Pontos de força - Centros morfogênicos) 

 


        Estudado no plano em que nos encontramos, na posição de criaturas desencarnadas, o corpo espiritual ou psicossoma é, assim, o veículo físico, relativamente definido pela ciência humana, com os centros vitais que essa mesma ciência, por enquanto, não pode perquirir e reconhecer.

        No perispírito possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica.

        É assim que, regendo a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, nele identificamos:

*                  o centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe corresponde no abrigo planetário. O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito, assim como as peças secundárias de uma usina respondem ao comando da peça-motor de que se serve o tirocínio do homem para concatená-las e dirigi-las.

 

                        

Sincronia de estímulos

       

Entenderemos, assim, facilmente, que o córtex encefálico, com as suas delicadas divisões e subdivisões, governando:

*                  os núcleos reguladores dos sentidos, 

*                  dos movimentos, 

*                  dos reflexos

*                  e de todas as manifestações nervosas da individualidade encarnada, corresponde

 

 

à sede do centro cerebral do psicossoma no corpo físico, unida à sede do centro coronário, localizada no diencéfalo, entrosando-se ambos em perfeita sincronia de estímulos, pelos quais se manifesta o Espírito em sua constituição mental, harmônica, difícil ou desequilibrada, segundo a posição em que ele mesmo valoriza, conserva, prejudica ou desordena os recursos que a Lei Divina lhe faculta à própria exteriorização no Plano Físico e no Plano Espiritual.

       

          E assim  como  dispomos,  no córtex,  de  ligações  energéticas  da consciência para os  

          serviços:

*                  do tato, 

*                  da audição, 

*                  da visão, 

*                  do olfato, 

*                  do gosto, 

*                  da memória, 

*                  da fala,          

*                  da escrita 

*                  e  de automatismos diversos, possuímos no diencéfalo (tálamo e hipotálamo),

a se irradiarem para o mesencéfalo, ligações energéticas semelhantes da consciência para os serviços da mesma natureza, com acréscimos de atributos para enriquecimento e sublimação do campo sensorial, como sejam:

*        a reflexão, 

*        a atenção, 

*        a análise, 

*        o estudo, 

*        a meditação, 

*        o discernimento, 

*        a memória crítica, 

*        a compreensão, 

*        as virtudes morais 

*        e todas as fixações emotivas que nos sejam particulares.

 

        Emitindo a onda de indagação e trabalho que nos diga respeito, através do centro coronário, conjugado ao centro cerebral, recebemo-la de volta, em circuito de raios substanciais da nossa própria força mental, com impactos aferentes e eferentes, para que a nossa consciência, por si, ajuíze, pela essência dos resultados ou reflexos de nossas próprias ações, quanto ao acerto ou desacerto de nossa escolha, nessa ou naquela circunstância da vida.

        Não podemos esquecer que cada núcleo das ligações a que nos reportamos se subdivide em peculiaridades diversas, entendendo-se, pois, que os fenômenos de obliteração suscetí-veis de ocorrer em alguns dos setores corticais do corpo físico podem surgir igualmente no corpo espiritual, quando a turvação da mente é capaz de obstruir temporariamente esse ou aquele fulcro energético da região diencefálica, no centro coronário da entidade desencarna-da.

[EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS, Pág. 122 – ANDRÉ LUIZ (ESPÍRITO)

 

         Desses centros secundários, entrelaçados no psicossoma e, conseqüentemente, no corpo físico, por redes plexiformes, destacamos: 

*                  o centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtex encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a ati-

 

vidade das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células efetoras;

*                  o centro laríngeo, controlando notadamente a respiração e a fonação; 

*                  o centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base;   

*                  o centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sis-

tema hemático, dentro das variações de meio e volume sangüíneo;   

*                  o centro gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos

densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização, 

*                  e o centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas.

 

[EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS, Pág. 28 – ANDRÉ LUIZ (ESPÍRITO)]

 


 


        A exteriorização dos centros vitais se processa associando:

*                  conhecimento magnético 

*                  e sublimação espiritual.

        Os cientistas humanos chegarão, por si próprios, à realização referida, como já atingiram noções preciosas quanto à regressão da memória e exteriorização da sensibilidade.


         Nosso corpo de matéria rarefeita (perispírito) está intimamente regido por sete centros de força (coronário, cerebral, laríngeo, cardíaco, esplênico, gástrico e genésico), os quais se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influ-

 

 

xo do poder diretriz da mente, estabelecem para nosso uso um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado.

ANDRÉ LUIZ - Psicografado por Francisco Cândido Xavier

Trabalho de João Gonçalves Filho - (CENTROS DE FORÇA)


 

        O perispírito – corpo de matéria rarefeita – está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, pelo poder da mente, estabelecem para nosso uso, um veículo de células elétricas (como um campo magnético). 


        A  complexa  tessitura  psicossômica  apresenta,  ao que tudo indica, um número consi- derável de “pontos de força”, responsáveis pela distribuição da energia vital [(“neuropsíquica” PERISPÍRITO – ZALMINO ZIMMERMANN, Pág.169)] e pelo equilíbrio fi- siológico do organismo físico. 

        Nos  Vedas,  já  se  sabia  da  sua  existência.  E  muito  antes  os chineses com base no Taoísmo.  


 

        Segundo se compreende, é através do duplo etérico, com seus recursos vitais (“Emana- ções neuropsíquicas”  [28 - cit. página 99]*) que os centros  de  forças  do perispírito, compondo um complexo sistema de redes de intercomunicação e interação energética, sustentam a organização somática, possibilitando que cada célula física receba da respectiva célula...


        A tradição oriental denomina esses centros de chacras ou tchacras (do sânscrito: roda, círculo, disco, órbita), localizar-se-iam, num segundo corpo, sutil, matriz do físico. 

        São sete os chacras citados 

        Em sâncrito: 

*                  sahasrâra, situado no alto da cabeça; 

*                  ajnã, na região frontal do cérebro; 

*                  vishuddha, na região do pescoço; 

*                  anâhata, sobre o coração; 

*                  manipura, na região do estômago; 

*                  swadhisthana, na altura do baço, 

*                  e mulâdhâra, situado na parte inferior da coluna vertebral. 

        O perispírito rege a vida física, dinamizando a energia vital aglutinada no chamado duplo etérico, através de seus centros de força.  Como estes se projetam no duplo etérico, de natureza mais próxima à do corpo material, refletindo-se neste, torna-se possível sua detecção por instrumentação física.


        É sob o comando dos centros vitais do psicossoma que se processa a interação energética total entre o corpo físico e o perispírito. Identificados por alguns cientistas como “centros morfogênicos”.  Nas fases de intermissão os centros vitais nada perdem em importância, na sustentação do dinamismo perispírito, embora com algumas transformações importantes, principalmente, nos centros gástrico e genésico, como informa André Luiz (Espírito).

 

A – OS CHAKRAS PROPRIAMENTE DITO

 

O chamado Plano Astral é constituído como o nosso, de matéria física, com a diferença de que este que vemos e tocamos é denso, e o astral é fluídico; este é de freqüência vibratória mais baixa, o astral de freqüência um pouco mais alta. Sendo menos denso, sua consistência é menor, e por isso não é percebido pelos sentidos dos que estão encarnados, da mesma forma que não vemos, com os olhos físicos, o ar limpo e os gases incolores, por serem pouco densos. Essa densidade menor é provocada por uma força de coesão muito fraca, entre as suas moléculas. À proporção que se torna menos denso o plano astral rarefaz cada vez mais suas moléculas,  de tal forma que os que estão nos níveis mais baixos (mais densos) do astral, tam-

 

 

bém não vêem os que se acham nos níveis mais altos (muito menos densos). Nos níveis mais baixos a densidade é bem mais próxima da esfera material densa; nos níveis mais altos aproxima-se mais da imaterialidade do plano mental. A constituição atômica e molecular, nos corpos astrais inorgânicos e das células nos orgânicos, torna esses corpúsculos maleáveis e dúteis, com extrema mobilidade, de tal forma que basta o impulso da força mental do pensamento para plasmá-los na posição desejada. Daí provém a grande mobilidade e as mutações  repentinas  das paisagens e locais que visitamos ou vemos durante os sonhos e que tanto nos desorientam. Grande número de sonhos se desenvolve no plano astral, e basta um pensamento nosso para modificar todo o panorama. Ocorre, também, por vezes, que outros seres, dominando-nos, fazem que as cenas se transformem, sob nossos olhos espantados. Essa mutabilidade também desorienta os recém-desencarnados que não conheçam o novo local em que passam a encontrar-se, depois que largam o corpo físico denso, e por isso tanto Espírito perturbado procura as sessões mediúnicas.

 

INTERMEDIÁRIO

 

O plano astral é constituído de matéria em estado energético (dinâmico), em contraposição ao plano material denso, em que a matéria parece em estado de repouso (estático). Esse estado energético é o intermediário entre Espírito e matéria sólida. A mente espiritual precisa, se quiser agir sobre a matéria sólida (densa) utilizar-se da matéria energética do astral. O mesmo ocorre  em  nós,  quando  encarnados. Se quisermos movimentar, por exemplo, um braço, não basta a força de nosso pensamento agir diretamente no braço: é mister que nos sirvamos do intermediário astral existente em nosso corpo denso. São os nervos.

 

OS SENTIDOS

 

Nosso corpo sólido, de matéria densa, é completamente insensível. Nenhum dos cinco sentidos lhe pertence: são apenas portas, isto é, aberturas na matéria, através das quais e nas quais se localizam as pontas dos nervos, preparadas de acordo com a sensação que devem captar. O corpo astral (perispírito) é que, através dos nervos, possui sensibilidade. Se extrairmos, isolarmos ou amortecermos os nervos (por meio da anestesia, por exemplo) nada sentimos no corpo, que se torna quase-cadáver quanto à sensibilidade. Só vemos através dos olhos, quando as vibrações da luz (ou fótons) ferem o nervo óptico, que se espraia na retina, transformando suas pontas em cones e bastonetes. Só ouvimos, quando as vibrações das ondas sonoras agitam o nervo acústico em suas pontas, distribuídas, como uma harpa, dentro do caracol. Só sentimos odores, gosto e tato, quando os nervos olfativo, gustativo ou as extremidades nervosas situadas sob a epiderme são atingidas. O corpo físico denso, ao invés de ajudar, amortece todas essas sensações, esses "registros", porque é demais denso e pesado. Daí, nos seres desencarnados, as sensações serem muito mais agudas e vibrantes, do que as que sentimos quando revestidos de carne. As dores são muito mais violentas (imagine-se como sofrem os suicidas!) as vibrações de luz, som, etc., são percebidas por todo o corpo astral, que não necessita de tecidos especializados para a visão, audição, etc. No corpo denso é que se tornou necessária a construção de terminações especiais para se conseguir o objetivo. Aliás, podemos reparar em que os cegos mesmo de nascença, à noite, em ambiente fechado, "sentem" no corpo se a luz está apagada ou acesa.

 

FUNÇÕES

 

O sistema nervoso, que liga o corpo astral ao físico, tem, já o vimos, dupla função, possuindo para isso dois tipos de fibras:

1º. – aferentes, quando levam ao mental as sensações percebidas nos planos astral ou físico;

2º. – eferentes, quando transmitem ordens do mental ao físico ou ao astral.

Outras funções exercem os nervos, além dessas, embora ainda não tenham sido ratificadas pela ciência oficial; procuraremos anotar algumas.

 

 

 

 

PLEXOS

 

O sistema nervoso é complexo e permeia todo o corpo físico denso em verdadeiro cipoal de linhas, pois as células se tocam, uma na outra, pelos dendritos, e os nervos formam "cordões". No entanto, em certos pontos do corpo as células nervosas formam uma espécie de rede compacta, entrecruzando-se abundantemente, em conglomerados complexos e emaranhados, que parecem nós de uma linha embaraçada. A medicina chama a esses pontos "plexos" nervosos. Existem bastantes no corpo, mas alguns são considerados de maior importância, pe- la localização e pelo trabalho que realizam. Assim, a título de exemplo, o chamado "plexo solar",  na  altura  da  boca  do  estômago (onde  um soco bem dado pode fazer desmaiar uma criatura). Esse plexo é responsável por todo o metabolismo alimentar. Verdadeiro "gerente", se considerarmos o corpo como uma usina ou fábrica, cujo "diretor" é o cérebro ou intelecto: Enquanto este expede ordens, o gerente é que as executa. E nem sempre estão de acordo. Com freqüência o intelecto está distraído em outros afazeres, diversões ou repouso, ao passo que o gerente não pode abandonar um minuto seu posto de trabalho, em hipótese alguma. Mesmo com o cérebro adormecido, o gerente está desperto a dirigir o trabalho com honestidade. Por vezes o diretor até atrapalha, introduzindo venenos no organismo (álcool, temperos fortes, etc.) e o gerente se esforça em corrigir esses erros. Mas por vezes não consegue consertar as tolices do diretor; manda-lhe então avisos urgentes (as dores) para que tome providências externas que procurem debelar o mal, pois sua simples atuação não pôde dominar os departamentos da fábrica (órgãos) nem acalmar os operários (células) que se feriram, envenenaram ou rebelaram. Mas seu dever é cumprido à risca. Os plexos nervosos, no fisico, apresentam no corpo menos denso, contrapartes astrais, que não se materializam, e que  possuem funções e realizam trabalhos bem específicos. Poderíamos dizer que é a parte do corpo astral que não se solidificou: como se o sistema nervoso constasse de duas partes: uma física e outra astral, uma mais outra menos densa, uma visível e tangível pelo físico, outra só visível e tangível pelo astral.

 

OS CHAKRAS E SUAS CORRELAÇÕES

 

Correspondendo aos locais dos plexos, no físico, o corpo astral possui "turbilhões" ou "motos vorticosos", que servem de ligação e captação das vibrações e dos elementos fluídicos do plano astral – que nos envolve externamente, passando tudo à parte astral solidificada em nosso corpo – os nervos. O conglomerado dos nervos no físico produz os plexos que ativam e sustentam esses vórtices com mais intensidade, ao passo que no resto do corpo, onde os nervos correm sem formar esses nós, aparece apenas no astral a aura simples. Essa aura, ao chegar à altura dos plexos nervosos, gira com intensidade, estabelecendo verdadeiros canais de sucção ou de expulsão (redemoinhos). Tal como exaustores ou ventiladores, que giram quando passa por eles o ar, ou que giram por efeito de um motor, movimentando o ar, assim essas "rodas" (chakras em sânscrito) giram ao dar passagem à matéria astral, de dentro para fora ou de fora para dentro. São chamados rodas porque têm a aparência de pequeno exaustor ou ventilador, com suas pás (denominadas "pétalas"), que giram incessantemente quase, já que é constante a "corrente de ar" que por elas passa.

 

GLÂNDULAS E SUAS RELAÇÕES COM OS PLEXOS E AS GLÂNDULAS :

A – Corpo pineal                                                            1 – Plexos carotídeo e cavernoso

B – Hipófise                                                                   2 – Plexos cervical e laríngeo

C – Tireóide                                                                   3 – Plexo braquial 

D – Timo                                                                       4 – Plexo cardíaco

E  – Baço                                                                       5 – Plexo solar (epigástrico)

F  – Supra-renais /G – Pâncreas                                      6 – Plexo lombar

H – Ovários (na mulher) /I – Testículos (no homem)         7 – Plexo sacro

 

Evidentemente, um chakra desenvolvido é uma porta aberta para o plano astral, permitindo contactos com Espíritos desencarnados, como veremos. No entanto, julgamos que o desenvol-vimento forçado e artificial, provocado conscientemente por nós, é mais prejudicial que benéfico, já que nossa finalidade não é perceber nem atuar no plano astral, tão imperfeito e falho como o nosso físico – e talvez pior – mas evoluir a outros planos superiores. O plano astral  é  o  das  emoções, criado  especialmente para moradia dos animais irracionais. Como a

 

 

humanidade ainda se encontra muito animalizada, por isso ainda habitamos o astral quando desencarnamos. Mas o plano próprio do homem é o mental, não o astral. Quando o Espírito tem que mergulhar na carne, qualquer que seja sua situação evolutiva, ele precisa primeiro revestir-se de matéria astral, para poder condensar-se posteriormente na matéria. Mas isso constitui uma transição, não um estado próprio do homem. O astral só constitui estado para o psiquismo animal e para espíritos animalizados, que não conseguiram superar essa fase atrasada. Quando o estágio evolutivo, ainda retardado, de um espírito exige esse contacto com o plano astral, os chakras são "abertos" naturalmente, isto é, pela própria natureza. Nesse caso o indivíduo nasce médium, na terminologia corrente, e então é necessário "educar" essa mediunidade já existente.  Mas "desenvolvê-la" quando não existe, é, a nosso ver, errado, pois perturba e atrasa o progresso evolutivo da criatura.

 

Chakra Fundamental – Chamado MULADHARA pelos hindus, é uma hélice (exaustor) de 4 Pás ("pétalas"), localizado no períneo (entre o ânus e os órgãos sexuais, no fim da espinha dorsal). Dizem os ocultistas que duas pétalas são vermelhas e duas alaranjadas. Possui força vitalizadora poderosa, com o nome de Kundalini. Essa força, que revigora o sexo, pode ser transformada em vigor mental, alimentando outros centros. As obras especiali-zadas explicam esse processo. (...) Cremos perigoso lidar com essa força, sem a direção de um mestre experimentado, competente e evoluído. Grande número de abusos e desvios sexuais é causado pelo desequilíbrio desse chakra, influenciado, com freqüência, pela ação de obsessores, que aí encontram campo fácil de domínio de suas vítimas, levando-as a desre-gramentos que parecem simples impulsões naturais de força vital; ou, ao contrário, insen-sibilizando, sobretudo as mulheres, para causar frigidez que leva a desfazer lares. Aí se ligam os  Espíritos,  para,  no  uso desregrado do sexo, experimentarem todas as sensações, aumen- tando de muito o gozo dos encarnados, tornando-os sempre insatisfeitos e buscando mais, insaciáveis, para que os Espíritos se aproveitem.

 

Chakra Esplênico – Situado na altura do baço. Exaustor com 6 pás, é um dos responsáveis pela vitalização do organismo, já que absorve o prâna (vitalidade do sol) e o distribui pelo corpo. Também armazena as sobras. A função de extrair o prâna para vitalizar o organismo é conhecida por certos elementos do plano astral que, por inconcebível abuso, se ligam a criaturas das quais querem extrair a vitalidade. Agem assim os chamados “vampiros”, que se grudam como parasitas, em verdadeira simbiose, no chakra esplênico, absorvendo para eles a vitalidade que esse chakra recolhe, e deixando a sua vítima em permanente estado de astenia, que piora com o tempo até a desnutrição psíquica, que se reflete no físico, atingindo a desencarnação, se não for atendida a tempo. De modo geral se colocam nas costas do encarnado, para sugar com facilidade, pois o sentido giratório das pás impulsiona o prâna para dentro do corpo, enquanto o “vampiro” os suga pelas costas. A ação de desobsessão e libertação é imprescindível e sempre tem caráter de urgência.

 

Chakra Umbilical – Situado mais ou menos na altura do umbigo. É um exaustor com 10 pás, do tamanho de um pires comum, com predominância de tons verdes. Seu trabalho é importante, pois vitalizam todo o sistema digestivo, para ajudar a assimilação e o metabolismo alimentar, bem como controla todo o sistema vago-simpático, governado pelo plexo solar. É o chakra responsável pelas emoções. Tanto que, nas comoções e sustos muito fortes, sentimos a barriga tremer e, às vezes, chega mesmo a provocar evacuações ou micções extemporâneas. Justifica as expressões populares: “comovido até às entranhas”, “amor entranhado”, etc.; é muito sensível às influências do astral em seus níveis inferiores. Gira também de fora para dentro. Nesse chakra é que se operam as ligações, por fio fluídico, de Espíritos sofredores e obsesessores nas sessões mediúnicas. A entidade astral inferior, ainda animalizada, e portanto com predominância de emoções, é colocada por trás do aparelho mediúnico, e de seu chakra umbilical se estende um fio de matéria astral, à maneira de pseudópodo, que é estendido até o chakra umbilical do médium. Ao ser feito o contacto e “colada” ponta do fio no chakra, o instrumento encarnado passa a sentir, de imediato, todo o conjunto de sensações e emoções do desencarnado; dores pelo corpo, falta de ar, tristeza, choro, aflição, raiva e vontade de bri-gar, frio ou calor, etc. Essas sensações fazem refletir-se no cérebro, e serem repetidas pela boca, as palavras pensadas ou ditas pelo Espírito comunicante. Dá-se a comunicação. Mas a ligação com um médium equilibrado ajuda o comunicante, pois, ao mesmo tempo em que o sis-

 

 

tema alterado deste passa ao aparelho mediúnico, a calma e o equilíbrio do encarnado se escoam, através do mesmo fio de ligação, para o desencarnado em desequilíbrio, levando-lhe um pouco de calma e alívio para seus sofrimentos. Mediunicamente falando, para as chamadas “sessões de caridade”, esse é o chakra mais importante. Criaturas existem que o tem “aberto” naturalmente: são os chamados médiuns “espontâneos”. Esses devem educar o controle desse chakra. Mas quem tenha esse chakra “fechado” não deve abri-lo: se a natureza e a Vida fize-ram assim, é melhor para a criatura. Mas as pessoas que o têm naturalmente aberto são, geralmente, instáveis, nervosas e até desequilibradas, porque estão sujeitas a influências astrais inferiores de toda a ordem, verdadeiros “mataborrões” que “pegam” todas das manchas de tinta derramadas por aí.  (...)  Nesse caso, só uma educação bem feita na mesa mediúnica poderá reequilibrá-las. Uma vez “aberto” (desenvolvido) o chakra, não pode a criatura parar o trabalho mediúnico, sob pena de sentir de novo descontroladamene todas as indesejáveis e desagradáveis sensações do mundo astral mais baixo. A abertura desse chakra obriga a criatura a uma catarse periódica de alívio, o que costuma dar-se com a freqüência semanal a uma reunião mediúnica.

 

Chakra Cardíaco – Denominado ANAHATA, localizado na altura do coração físico, sobre o plexo cardíaco. É um exaustor de 12 pás, em que predomina a cor amarela (que nos seres evoluídos passa a verdadeiro dourado: o "Coração de Jesus" é representado com raios doura-dos que dele partem). Sua função precípua é governar o sistema circulatório, presidindo à purificação do sangue nos pulmões e ao envio do oxigênio e prâna a todas as células, por meio do sistema arterial. Controla, ainda, as pulsações do músculo cardíaco. O chakra cardíaco, localizado nas imediações do coração, onde situa o principal ponto de contacto com o Eu Profundo (Cristo Interno – Mente), no nó sinusal e segmento atrioventricular que comandam o batimento do coração. Vibra na freqüência do astral superior, com que sintoniza, e comanda os sentimentos. No entanto, nas criaturas menos evoluídas, deixa-se influenciar muito pelas vibrações do chakra umbilical, que  transfere ao órgão cardíaco as emoções inferiores, fazendo palpitar mais rápida e violentamente o músculo do coração, mesmo nas emoções inferiores. Doutro lado, mesmo nas criaturas mais evoluídas, quando isto não se dá, ocorre que o chakra cardíaco  acelera  e  fortalece  as  palpitações  do coração, quando é necessária uma circulação  mais rápida e forte da corrente sanguínea, para levar mais oxigênio ao cérebro e às células. Mão direita de Adrien Majewski (Prancha 10, Adrien Majewski, "Médiumnité Guérissante”). Mão esquerda de Mlle. Majewski (Adrien Majewski, “Médiumnité Guérissante”, prancha 11). Além disso pode ocorrer que, fortemente afetado por sentimentos superiores, sua expansão mais larga faça suas vibrações tocarem o chakra umbilical, transformando o sentimento elevado em emoção, de vibração mais baixa, no plano astral inferior. Lembremo-nos de que Jesus, tocado pelo sentimento elevado de amor a Lázaro, a Marta e a Maria, teve um choque emotivo ao ver Maria chorar, e isso fez que ficasse com os olhos cheios de lágrimas (conf. "Sabedoria do Evangelho", Vol. 6, João, 11: 35), resultado evidente de emoção, pois as lágrimas constituem a catarse (liberação, evacuação) dos fluidos animalizados do astral, que ficariam agregados a nosso corpo astral, se deles não nos libertássemos. É pelo chakra cardíaco que se liga o fio fluídico dos Espíritos chamados "guias" ou "mentores" dos médiuns, quando estes "incorporam" sobretudo para trabalhos de passes e curas e para todos os que afetam o sentimento de amor. Como os mentores do médium são, sempre ou quase, criaturas que alimentam sentimentos de amor por seu pupilo encarnado, a sintonia se faz pelo chakra cardíaco, que é mais afim com essa freqüência vibratória. O Espírito se coloca atrás do médium e liga seu fio fluídico ao chakra cardíaco do médium, partindo de seu próprio chakra cardíaco. A partir desse momento, o médium passa a sentir agradáveis sensações de bem-estar e de paz, muito diferentes das que sente quando é um Espírito involuído que se liga ao chakra umbilical. Esse é o chakra que vibra fortemente quando sentimos simpatia, empatia, amor, piedade ou compaixão, por nossos semelhantes. Se bem desenvolvido, leva o amor universal indistintamente a todos os seres criados de qualquer plano. No entanto, o máximo cuidado devemos ter em não deixar que a vibração desse chakra se comunique com o umbilical, transformando o sentimento em emoção . Esse erro é comum em certos médiuns pouco experimentados. Quando isso ocorre, ao dar passes no enfermo, o médium ajuda-o ao lançar nele seus fluídos; mas a vibração do chakra umbilical, cujas pás giram para dentro do corpo, trazem para seu corpo astral as vibrações de dores e doenças do paciente, e o médium recebe em si toda a carga negativa e sai doente. Cuidado, portanto, em não transformar o sentimento  de  compaixão  em emoção comovida. Se agir certo, ajudará sem prejudicar-se. O

 

 

chakra cardíaco é também o utilizado pelos Espíritos para os efeitos físicos, pois atua na corrente sanguínea, produzindo maior abundância de plasmas e exteriorizando-os (ectoplas-ma) pelos orifícios do corpo do médium (boca, nariz, ouvidos, olhos, sexo, uretra e ânus e, às vezes, pelo próprio umbigo). Com esse ectoplasma, se formam não só as materializações, como os "botões" rígidos, que produzem todos os efeitos físicos.

 

Chakra Laríngeo – Chamado VISHUDDHA, é um exaustor com 16 pás, predominando a cor azul e o prateado. Está situado na garganta, mais ou menos na altura da tireóide. Responsável pela emissão da voz e pelo controle de certas glândulas endócrinas do corpo, cuja disfunção  é  por vezes atribuída à tireóide, quando na realidade o culpado é o chakra laríngeo, mal desenvolvido ou desenvolvido demais. O desenvolvimento desse chakra apura não só a emissão da voz, que se torna agradável e musical, como ainda a pronúncia das palavras (califasia), que é geralmente mais perfeita e apurada nas pessoas mais evoluídas. A criatura involuída (ou quando tem o chakra laríngeo pouco desenvolvido) fala "engrolado", confuso, e às vezes de modo quase ininteligível, não conseguindo proferir certas consoantes e grupos consonantais. É pelo chakra laríngeo que reproduzimos, no físico, o SOM do LOGOS, embora ainda com uma imperfeição desconcertante e desanimadora. Muito desenvolvido nos cantores e oradores, sustenta-lhes a voz, emprestando-lhe belo timbre e volume possante. Nesse chakra se liga o fio fluídico dos Espíritos que dão mensagens psicofônicas, na chamada "incor-poração completa" falante, quando o médium reproduz até mesmo, por vezes, a voz do Espírito, seu sotaque e, mesmo em alguns casos, a língua original do comunicante, desconhe-cida pelo aparelho mediúnico (xenoglossia). A vibração do chakra, captando ondas mais elevadas do astral, presta-se a ligar-se com entidades evoluídas em relação a nós, os "mentores" e "guias", que o utilizam com freqüência, sendo seu caso atestado exaustivamente na Bíblia, com os "profetas" (médiuns) de Yahweh (ou Yhawh). Controla, também, o chamado “passe de sopro", fornecendo energia ao ar expelido dos pulmões do médium. O Espírito, para ligar-se ao chakra laríngeo do médium, coloca-se atrás do seu medianeiro e liga um fio fluídico de seu próprio chakra laríngeo. A partir do instante em que é feita a ligação, o médium estremece  e  sente  a  garganta  tomada, falando mesmo que não queira.  Certa feita, em Pedro Leopoldo, disse-nos Chico Xavier: "eles me colocam um trem aqui na garganta e tenho que falar".

 

Chakra Umeral – De menor importância no conjunto, situa-se entre as omoplatas, junto ao plexo braquial, que se estende até o ponto de ligação dos braços com o tronco. Comandam os movimentos dos braços, antebraços, mãos e dedos. Citamos este porque nele se liga o fio fluídico do Espírito comunicante para a psicografia automática, isto é, quando o sentido do que o médium escreve não lhe passa antes pelo cérebro, mas a ação se dá diretamente na mão e no braço; e só depois que o médium escreve ou desenha, é que toma conhecimento do que fez. O Espírito se coloca atrás do médium, ou a seu lado, e lança seu fio (pseudópodo), fazendo contacto com o chakra do aparelho, que dificilmente consegue resistir ao impulso recebido. (...) Vemos, pois, que as ligações por fio (incorporações) só se dão nos chakras situados no tronco do corpo do médium:

1 - Fundamental - obsessões sexuais e possessões;

2 - Esplênico - vampiros;

3 - Umbilical - sofredores e obsessores,.

4 - Cardíaco - passistas (mentores) e efeitos físicos;

5 - Laríngeo - mentores, por psicofonia; e

6 - Umeral - mentores por psicografia automática

 

Chakra Frontal – Cognominado AJNA, é um exaustor-ventilador com 96 pás, localizado entre as sobrancelhas,  1,5  a  2  centímetros acima da glabela. As cores predominantes são rosa e amarelo. Corresponde à glândula pituitária ou hipófise e governa o intelecto (cérebro) com seus vários departamentos de neurônios. Dessa maneira, comanda os cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato). O chakra frontal, já situado na cabeça, é responsável pela vidência no plano astral, quando percebida diretamente por meio dos cones e bastonetes, formando-se as imagens astrais na parte lateral da retina. Tanto que, quando os videntes, sobretudo  os  pouco  treinados,  percebem  uma  figura  a  seu lado, se por acaso voltam seus

 

 

olhos para esse lado, a visão desaparece. Eles terão que habituar-se a focalizar a visão sem olhar de frente para ela, pois se o fizerem, o foco incidirá na fóvea ou mácula lútea, que é o ponto específico da visão física, mas não da astral. Na clarividência à distância (quer no espaço, quer no tempo), forma-se geralmente um "tubo" fluídico (uma espécie de luneta) que parte do chakra frontal, ligando o médium à cena que deve ser vista. Daí os faraós e videntes da Antigo Egito serem representados nas figurações com uma serpente (o "uréu"), que lhes saía da testa, e simbolizava a visão astral desenvolvida. Outro tipo de visão captada pelo chakra frontal são os "quadros fluídicos", criados seja pela mente da própria médium, seja pela de outro encarnado ou de algum desencarnado. Esses quadros (ou figuras), alguns facilmente confundíveis com Espíritos reais aí presentes, por vezes se apresentam reduzidos, em dimen-sões  liliputianas,  e  não  obstante  com  absoluta nitidez de todos os pormenores. Ainda outra variedade de vidência é a chamada "vidência mental", também sob a responsabilidade direta de AJNA. Nesta, nada se vê em imagem física figurada. Sem embargo, as imagens sem figura se apresentam ao cérebro, tal como se fossem "imaginadas" num sonho acordado. Não sei se conseguimos explicar-nos: vemos sem ver, mas vemos! Com o desenvolvimento desse chakra, passamos a ter segurança na interpretação do que vemos mentalmente. Desses tipos de vidência, o mais seguro é do plano astral, porque é mais físico e, portanto, pode ser mais facilmente controlado. No entanto, nenhum desses tipos de vidência constitui, propriamente falando, uma mediunidade no sentido exato e estrito do termo. Na mediunidade, o aparelho humano serve de intermediário entre um Espírito (desencarnado ou não) e outro Espírito (encarnado ou não). Mas é um medianeiro, que RECEBE e ENTREGA.  Ora, na vidência não ocorre isso: é a própria criatura que vê. Nada recebe de ninguém; ela mesma tem a capacidade de ver por si mesma. Então, em vez de mediunidade, nós chamaríamos a isso característica ou capacidade. Também não é um DOM, que alguém recebe como um favor: não há privilégios na natureza! Ou a criatura conquista pelo próprio esforço evolutivo essa capaci-dade, e a tem; ou, se não fez por merecê-la, não na tem.  Além da vidência, o chakra frontal é responsável pela audiência, em que a voz física do Espírito é ouvida dentro do ouvido, como se as vibrações não viessem de fora, pelo ar atmosférico, mas ecoassem dentro da caixa craniana. Outra modalidade é a clariaudiência, em que se ouvem vozes e sons que vibram à distância (quer no espaço, quer no tempo). Aqui também é comum observar-se a formação fluídica de um tubo acústico, talvez para ampliar as vibrações sonoras, tornando-as suficien-temente fortes para conseguir impressionar o ouvido. Com a audiência (e é muito mais freqüente  o  número  de pessoas que possuem essa característica), dá-se o mesmo fenômeno que na vidência: uma voz no cérebro, uma voz sem som, contudo, perfeitamente sentida, percebida, ouvida, embora não-ouvida!  Mas  as frases chegam com nitidez absoluta. O chakra frontal é responsável, ainda, pela clareza de raciocínio e pela percepção intelectual, que será tanto mais aguda e rápida, quanto mais for desenvolvido o chakra. Nem é difícil perceber, pela conformação óssea da testa, uma elevação no centro, entre as sobrancelhas, que indica seu desenvolvimento, conforme os ensinos da psicognomia. Outra função desse chakra frontal, pelo fato de também girar para fora, é poder, segundo a vontade do homem, agir como um ventilador que gira rapidissimamente; sua utilidade é a emissão de raios (irradiação), que podem ser dirigidos às pessoas com diversos objetivos (calma, força, conforto, alívio, equilíbrio etc.). De acordo com as necessidades, os raios emitidos poderão ser coloridos, pois a coloração não é mais que a freqüência vibratória do raio que se modifica, segundo a mentalização realizada. Essa irradiação, ou mesmo o lançamento de raios, depende exclusivamente da vontade e da força mental concentrada do emitente, não sendo necessário nenhum gesto externo.

 

Chakra Coronário – Também chamado SAHASRARA, está situado no alto da cabeça, na direção da glândula pineal, a que corresponde. É um exaustor com 12 pás no centro e com 960 pás na periferia, daí ser também chamado "lótus de mil pétalas". Sua cor predominante e seu brilho variam de acordo com seu desenvolvimento e, portanto, com a evolução da criatura. Seu despertamento é importantíssimo, para que não receba vibrações do astral, mas somente do mental. É através do coronário que recebemos a Luz do Alto, e que em nós penetra a Onda Espiritual do Logos. Os primitivos cristãos conheciam bem sua força, tanto que os monges ocidentais (à imitação do que sucedia com os orientais: egípcios, chineses, hindus, tibetanos etc.) raspavam a cabeça como um símbolo: afastavam os cabelos, isto é, todos os empecilhos materiais, para que a ligação com o Espírito e o recebimento de Luz fosse a mais perfeita possível.  Com  a "moda" dos cabelos compridos, a igreja permitiu que seus sacerdotes e mon-

 

 

ges a seguissem, mas impôs que, pelo menos, no alto da cabeça, permanecesse um círculo raspado (a "tonsura"), feita antes que a candidato ao sacerdócio receba a primeira ordem, chamada "menor" (ostiário), como indício de que abandonava a materialidade, tornando-se "clérigo" (escolhido), e se dedicava daí por diante ao Espírito, podendo receber as sete sagrações, quatro menores e três maiores. Ao recebê-la, aquele que se supunha tivesse obtido a união mística recebia também novo nome, pois passava a pertencer à família do Deus a que servia. O chakra coronário é o sintonizador das ondas do plano mental recebidas por telepatia, quer provenham elas de fora, de Espíritos desencarnados, quer das "noúres" (P. Ubaldi), correntes de pensamento que constituem a "noosfera" (Teilhard de Chardin), por meio da mente da própria criatura encarnada; neste caso, a Mente transmite a intuição que é recebida  pelo  "ponto de contato"  do  Eu  profundo, situado no coração, e este o transmite ao chakra coronário, o qual o transfere à pineal, para que esta o leve ao cérebro, que transformará a idéia ou intuição em raciocínio. Neste ponto é que com muita freqüência morrem as intuições rejeitadas pelo intelecto vaidoso, que não as aceita. Aqui, mais uma vez, queremos chamar a atenção a respeito da diferença que fazemos entre Mente (espiritual) e Intelecto (cérebro da personagem). O homem é constituído de uma Centelha divina com Sua mente, que se individualiza num Espírito, que se encontra no caminho evolutivo. Para progredir, o Espírito plasma para si, por condensação, uma personagem (conjunto de intelecto, astral, etérico, e físico denso). O somatório total (Centelha-Mente e Espírito-Intelecto-Astral-Etérico-Físico) é o HOMEM com um "Espírito" reduzido em suas proporções por sua prisão no cérebro físico: é o denominado "eu" pequeno, com a consciência atual. A personagem é o Espírito (Mente-Centelha) condensado na matéria. Ora, condensar é REDUZIR. Compreenda-mos, então, que o Espírito (Mente-Centelha) são ilimitados, quase "infinitos", e a personagem é uma condensação dentro do Espírito-Mente-Centelha. Portanto, o Espírito-Mente- Centelha NÃO ESTÃO localizados dentro do homem, mas ao contrário, o HOMEM é que está condensado DENTRO DO Espírito-Mente-Centelha que são ilimitados, e existem fora do tempo e do espaço. Podemos esclarecer com um exemplo grosseiro. Suponhamos que no Oceano Atlântico suas águas condensaram um pequeno cristal de sal que continua mergulhado nas águas ilimitadas do oceano e por elas permeado. O cristal de sal seria nosso corpo, nossa personagem, e o Oceano Atlântico seria o Espírito-Mente-Centelha. Mas no pequeno Cristal de sal há um ponto, um foco que serve de ligação entre ele e o Oceano. Assim há, no homem, um átomo espiritual no coração, que serve de ponto de contato com a nossa Mente Ilimitada, com o Eu Profundo. Se no cristal de sal houvesse um pequeno átomo espécie de antena, que recebesse as vibrações do Oceano e as registrasse, seria como ocorre conosco: o chakra coronário é a antena  que  recebe  as  vibrações de nossa Mente, imensa e ilimitada porque fora do espaço e do tempo, por estar sintonizada com ela. Pelo chakra coronário, os médiuns recebem as comu- comunicações por ondas mentais, isto é, intuitivas, telepáticas. O Espírito comunicante pensa (em qualquer idioma) e através do chakra coronário e do corpo pineal o médium capta esse pensamento (em sua própria língua) e o transforma em palavras e frases (com seu próprio vocabulário). Aí não há necessidade de o Espírito estar próximo ao médium: pode este achar-se no Rio de Janeiro e o Espírito em Recife, ou o médium em São Paulo e o Espírito na Sibéria. Se houver SINTONIA, haverá recebimento de comunicação mediúnica. Mas as palavras, os termos, o vocabulário, o sotaque, as frases serão DO MÉDIUM que recebe as idéias e as veste de forma e não o ditado de frases construídas pelo Espírito. Daí poder o médium transmitir a mensagem como preferir ou como tiver mais facilidade, quer pela escrita (psicografia não-automática) quer de viva voz (psicofonia consciente). Daí também poderem dois médiuns, ou mais até, cuja sintonia se equivalha, poderem captar a mesma mensagem, ditada pelo mesmo Espírito, embora um médium esteja em Porto Alegre e outro em Manaus. O desenvolvimento do chakra coronário só é conseguido através da evolução. O pleno desenvolvimento dá a iluminação mental e a criatura atinge o nível de Buddha, como ocorreu com Sidharta Gautama. Daí ser Ele representado com uma saliência no alto da cabeça, símbolo de sua iluminação através do coronário. A igreja também conhecia esse símbolo e colocava em redor da cabeça de seus homens iluminados (santos) uma auréola dourada, que é a cor da aura dos indivíduos muito evoluídos.

 

 

Chakras e o sistema nervoso

 

A figura mostra a localização dos chakras (destaque em forma de disco cônico)  ou centros de força e as suas ligações com o sistema nervoso. Graças a estas ligações há um processo interativo entre ambos, sistema nervoso e centros de força. Um age sobre os outros, em reciprocidade.

 


FONTE: Obtido em site na Internet.

 

 

 

 

INCORPORAÇÃO

 

Depois de tudo o que vimos, chegamos à conclusão clara de que a palavra INCORPORAÇÃO - que dá idéia de que o Espírito entra no corpo do médium - está completamente ERRADA! Jamais pode um Espírito penetrar no corpo de uma criatura viva, e isto pela simples razão de que o CORPO É O ESPÍRITO MATERIALIZADO ... Cada célula do corpo astral (perispírito) se materializa numa célula física. Portanto, o corpo físico é a condensação grosseira do corpo espiritual. Em sendo assim, não é possível que haja penetração, como se dois Espíritos ocupassem (materializados astralmente) o mesmo espaço. Em outros termos: o corpo astral não pode ocupar o mesmo espaço que está ocupado por outro corpo astral; ora, o homem encarnado, é um corpo astral congelado (ou coagulado); então não pode ser penetrado por outro corpo astral. O que se dá, acabamos de vê-lo, são ligações fluídicas, domínio do sistema nervoso, atuação sobre chakras, sobre plexos, sobre glândulas, sobre loca minoris resistentiae (lugares enfraquecidos, de menor resistência), com aproveitamento da parte mais atingível do encarnado. O que se dá, são transmissões de pensamentos, telepatia,  influências mentais,  ir- radiações de fluídos, "chuvas" de idéias que acabam quase por hipnotizar a vítima. Se autoridade tivéramos, proporíamos que se abolisse totalmente a palavra "incorporação" das obras espíritas; esta proposta não visa a diminuir nem menosprezar os autores que antes de nós escreveram, utilizando o termo que condenamos, mas apenas a exprimir com clareza uma coisa clara. Uma palavra mal empregada pode levar muita gente a interpretações errôneas, por vezes com resultados perniciosos: a idéia de que o Espírito "penetra" o corpo de alguém, pode levá-lo a sério desequilíbrio mental. Risque-se, se possível, essa palavra do vocabulário espírita: é tão fácil falar em PSICOFONIA!

 

O PLANO ASTRAL

 

Situação

Antes de penetrarmos no estudo do Plano Astral, em si mesmo, procuremos situá-lo em rela-ção aos demais planos vibratórios. Existe em nosso Universo uma vibração sutilíssima que per- meia tudo: é o plano vibratório divino (a que os hindus chamam ADI) e que nós ocidentais dizemos  ser  a "terceira manifestação da Divindade" ou Cristo Cósmico. Logo abaixo, vibracio-

nalmente falando, embora por ele totalmente permeado, está o plano monádico (chamado pelos hindus ANUPADAKA) em que vibram as Mônadas ou Centelhas Divinas, também denominadas Cristo Interno. Baixando ainda a freqüência vibratória surge outro plano, que dizemos ser o plano "espiritual", onde vibram os Espíritos ou Individualidades, e que tem o nome hindu de ÁTMICO. Estabeleçamos agora o princípio: o Plano divino permeia TODOS os demais planos; o Plano monádico permeia TODOS os planos, menos o divino; o plano átmico permeia TODOS os planos, menos o divino e o monádico; mas embora o plano átmico não permeie os planos divino e monádico e neles não influa, é, contudo, permeado por eles  e por  eles  influenciado.  Isto  porque o mais contém o menos. E também porque quanto mais altas são as freqüências vibratórias, mais se expandem, e quanto mais baixas, mais se condensam. Continuemos. Quando as vibrações átmicas descem mais de freqüência, surge com isso o Plano da Luz, ou Intuicional, chamado pelos hindus BÚDHICO, que também se comporta da mesma maneira: é permeado por todos os que possuem vibração mais alta que ele, e permeia todos os que têm vibração mais baixa que ele. Descendo mais a freqüência, nasce o plano mental, denominado pelos hindus de MANAS, que costuma dividir-se em duas partes: mental abstrato e mental concreto (que nós preferimos distinguir em "mental" e "intelectual"). Nesse plano mental vibram as mentes das criaturas a partir do estágio HOMEM para cima, embora os animais apelidados de "irracionais", já comecem á vibrar no plano intelectual (mental concreto). Mas o que distingue os homens dos animais é a vibração do MENTAL (isto é do mental ABSTRATO). A razão de preferirmos "mental" e "intelectual", à divisão tradicional "mental concreto”! e "mental abstrato" é a má interpretação que esses adjetivos podem receber por parte dos que não possuam conhecimento suficiente. Sabemos todos que denominamos "abstrato" aquilo que só existe em nossa imaginação, mas não possui existência REAL. Ora, o plano mental superior possui existência REAL, logo é concreto e não abstrato. Quando esse plano de vibrações desce sua freqüência, dá nascimento a outro plano, que é justamente o ASTRAL que começamos a estudar agora. O plano astral é permeado por todos os  planos  superiores  a  ele (MANAS, BÚDHICO, ÁTMICO, ANUPADAKA e ADI) e é influenciado

 

 

por todos eles, mas não atinge nenhum deles, embora esteja interpenetrado por todos. Quando o plano astral baixa mais suas vibrações, ele se "condensa", se "materializa" (se "coagula" como o leite que no vaso se torna queijo, na bela comparação de Job, 10:10) no plano FÍSICO. Também não apreciamos essa denominação: FÍSICO do grego physis "natureza", é tudo o que é natural. Ora, todos os planos, inclusive o divino, e a própria Divindade, são NATURAIS. Resumindo: todos os planos se interpenetram, todas as vibrações estão em todos os lugares, MAS: as vibrações mais sutis sempre interpenetram e permeiam as mais densas, e nelas influem, ao passo que as mais densas e mais condensadas, não influenciam as mais sutis. As vibrações, à medida que vão baixando de freqüência, se vão separando e "localizando" cada vez mais, porque se "densificam". O máximo de localização separatista dá-se no plano físico, em que o corpo é limitado pela forma rígida e material grosseira (constituída ainda de elementos do reino mineral), dando uma idéia perfeita (embora errônea) de que cada ser e cada coisa está absolutamente separada de todas as demais. Tudo isso fica bem esclarecido com a gravura ao lado. Portanto: o PLANO ASTRAL é um plano DE VIBRAÇÕES,  já  sujeito à forma e à limitação, que se encontra no nível mais próximo, vibrato- riamente, do plano físico-material. O plano físico-material de qualquer grau (mineral, vegetal, animal hominal, etc.) está sempre e totalmente envolvido e penetrado pelos demais planos vibracionais: divino, monádico, espiritual, intuicional, mental, astral. Para esclarecer cada vez mais, recordemos o que hoje se sabe a respeito das ondas elétricas e das hertzianas, de rádio e televisão: todo o plano material em que nos movimentamos, está permeado, penetrado e cercado pelas ondas radiofônicas, embora delas não tenhamos consciência, senão quando as captamos por meio de aparelhos construídos cientificamente. Assim sucede com as vibrações de ordem muito mais elevada, dos planos mais sutis : estão todas aí, a nosso lado, em redor de nós, penetrando-nos cada centímetro do corpo, sem que delas tomemos conhecimento; e isto por uma única razão: não estamos com os nossos aparelhos suficientemente treinados para percebê-las. A finalidade de nossa encarnação é também esta: aprender a perceber, mesmo enquanto materializados na forma densa, as vibrações dos planos mais sutis. O início desse treino apareceu com o espetacular lançamento e progresso do Espiritismo, que ampliou "para toda a carne" (Atos, 2:17) a experiência do contato e percepção de tudo o que ocorre no plano astral. Após esse treinamento, necessário para o futuro, e que se vai tornando cada vez mais amplo e universal, virão as outras etapas para a humanidade globalmente (já que há ele- mentos isolados desta humanidade que, mesmo atualmente, o conseguiram, como muitos outros no passado). Essas etapas futuras consistirão no desenvolvimento da percepção e contato com os demais planos, acima do astral, em ordem ascendente (evolutiva): mental, intuicional, espiritual, monádico, divino. Isto temos pregado desde o início da publicação da revista "Sabedoria": o mergulho no EU profundo (plano espiritual) o contato com a Centelha Divina (plano monádico) e a União com Deus (plano divino). Em outras palavras: a consciência atual que está limitada, na grande maioria, à consciência da matéria (plano físico) se estenderá e passará a vibrar conscientemente no plano astral, depois no mental, e a seguir nos outros, até que atinjamos, o estado de Homem Perfeito, a medida plena da evolução crística (Ef.4:13).

 

MATÉRIA ASTRAL

 

    Uma vez compreendida a situação do plano astral em relação aos demais planos vibratórios, focalizemos nossa atenção na matéria de que é ele constituído em si mesmo. Embora seja muito difícil explicar aquilo de que não temos conhecimento profundo e exaustivo – como é o caso do astral - tentaremos expor o que nos foi dado compreender até hoje, ressalvando, porém, que não dogmatizamos: expomos o que percebemos até hoje; talvez amanhã tenhamos que modificar nosso ponto de vista, se nos chegarem, com segurança, novos dados a respeito. Mas, o que até hoje conseguimos pesquisar foi o que se segue: A primeira impressão que temos, é que a matéria astral é constituída de ENERGIA, em diversos graus:

desde seu estado mais degradado, até suas freqüências mais elevadas. Essa energia é sustentada e alimentada, em nosso planeta, pelo SOL, que nos envia ininterruptamente irradiações de diversas espécies, algumas já descobertas e classificadas pela ciência oculta e pelos hindus e espiritualistas. Embora pela teoria do campo unificado tudo seja UM, podemos didaticamente distinguir, nas irradiações solares, várias correntes, que alimentam as várias faixas (de que conhecemos somente a parte mais grosseira de cada uma), e que citamos sem ordem:

 

 

I - Eletricidade e Magnetismo

II - Luz (cores)

III - Som

IV - Calor

V - Gravitação (movimento).

Todas essas energias agem nos planos físico, etérico, astral e mental, em tipos de onda adaptáveis aos veículos, através dos quais se manifestam. Mas constituem, em si mesmas, matéria (que assim denominamos por falta de outro termo), que tem existência própria e age ativamente no plano físico. A VIDA é propriedade do Espírito, não da energia. Mas para o Espírito poder manifestar-se em planos mais densos, necessita condensar-se em energia. Para melhor compreensão do que dizemos, tomemos como exemplo o que ocorre no corpo humano.

Neste, encontramos a matéria densa, inerte e obediente ao comando da energia. E esta se manifesta, no corpo humano, em dois planos: o astral propriamente dito, e o físico. Por aí descobrimos como ocorrem as coisas : o astral divide-se em duas partes distintas mas complementares, para conseguir a plenitude de sua ação.  A parte física do plano astral consti-

tui o sistema nervoso, desde os neurônios cerebrais (aptos a sofrer influência do plano mental) até as mínimas fibras nervosas (aptas a receber influência da matéria densa), e todas têm a finalidade de transmitir e receber sensações. Firmemos, entretanto, desde logo, o princípio básico e definitivo: OS NERVOS NADA SENTEM: APENAS TRANSMITEM SENSAÇÕES. Os nervos transmitem: quem sente é o Espírito consciente. E é esse Espírito consciente que dá as ordens obedecidas pelo físico, através do sistema nervoso. Então, observemos: a matéria nervosa é a condensação intermediária da matéria astral, a fim de possibilitar, por esse meio, o controle da matéria grosseira, pela mais fluídica matéria astral. Resumindo, pois: a) matéria astral bem fluídica; b) matéria astral meio condensada (nervos); c) matéria astral condensada ao máximo (corpo físico-denso). Como essa matéria astral no corpo humano é a que melhor conhecemos, analisemo-la. Em seu papel de transmissores, os nervos assumem importância capital em relação ao Espírito (eu atual) e ao seu veículo mais grosseiro: todo e qualquer contato com o mundo externo é feito através dos nervos. Para isso, o Espírito construiu para si um veículo com cinco janelas, através das quais poderá receber as impressões do mundo ambiente, a fim de  julgar  e  decidir o que mais lhe convém fazer em cada circunstância. Os nervos adaptaram suas pontas (extremidades) para recolher as diversas vibrações exteriores,  e as comunicam ao Espírito. Assim nasceram aquelas sensibilidades a que denominamos sentidos eferentes ou perceptivos:

1 - OLHOS, em que os nervos se adaptaram, tornando-se cones e bastonetes espalhados na retina, para perceber as sensações luminosas em todas as suas gradações coloridas, dentro de uma faixa vibratória;

2 - OUVIDOS, com a adaptação especial em "cordas", no caracol, para registrar os sons e ruídos, dentro de uma escala de 16 a 32.000 vibrações por segundo;

3 - BOCA, com a formação de papilas gustativas, a fim de distinguir os sabores doce, salgado, acre, amargo e azedo, recebendo, ainda, as sensações calóricas;

4 - NARIZ, onde se espalham as pontas nervosas com a finalidade de diferençar os diversos odores; e

5 - TATO,  em que os nervos se espalham por toda a superfície do corpo físico, para serem im- pressionados pelas ondas calóricas, especializando-se mais em certas zonas, a fim de reconhecer a dureza, a aspereza, a forma, o volume, etc., dos corpos que chegam a contato com o corpo.

 

    Todas essas formações nervosas são especializadas em perceber e transmitir o que recebem ao Espírito, embora os nervos, em si, nada sintam pois, como matéria, são insensí-veis: quem sente é o Espírito . Para isso, os nervos transmitem as impressões que os ferem, ao cérebro, e o cérebro as passa à mente, e esta as faz repercutir no Espírito. Da mesma forma, tudo aquilo que o Espírito deseja realizar no corpo físico ou através dele - ele, o Espírito, que está em ligação fluídica com o cérebro, influencia as diversas zonas cerebrais, e estas comandam os cinco sentidos aferentes ou ativos, por intermédio, também, do sistema nervoso. Aqui, como lá, o modus faciendi é bastante complexo, embora possamos dividi-los em setores:

1 - AÇÃO, por intermédio das mãos, com habilidades definidas e de imensa variedade, sobretudo depois que o Espírito conseguiu plasmar a oposição do polegar;

2 - LOCOMOÇÃO, por meio das pernas e pés, pela qual o Espírito conduz o corpo para os locais

desejados;

3 - EXPRESSÃO, em que utiliza o aparelho fonador (laringe, cordas vocais, boca, nariz, língua)

 

 

criando sons variadíssimos, com os quais expressa suas idéias, em sinais sonoros convencionais (palavras) de acordo com a tradição do local onde reencarna;

4 - REPRODUÇÃO da espécie, por meio dos órgãos especializados, de tão grande influência sobre o próprio indivíduo que, de acordo com a parte da reprodução escolhida pelo Espírito para si mesmo, a criatura se distinguirá em "homem" (órgãos ativos ou doadores) ou "mulher" (órgãos passivos ou receptores);

5 - LIMPEZA ou catarse do corpo físico, por intermédio dos sentidos excretores, cada um especializado em sua função, em seu lugar próprio. Assim encontramos cinco tipos principais que funcionam globalmente no corpo (sem entrarmos na minúcia da excreção de cada célula):

a) a pele, que elimina as impurezas da superfície, pela expulsão de sais, por meio do suor e da leve respiração através dos poros;

b) os pulmões, que expelem o anidrido carbônico produzido pela hematose, onde se queimam as impurezas do corpo etérico, recolhidas ao sangue;

c) as glândulas lacrimais, que têm a função de manter úmido o globo ocular para limpeza de poeira, e que faz a catarse dos fluidos pesados do corpo astral, após emoções violentas, alegres ou tristes;

d) o intestino, que expele pelo ânus a matéria sólida nociva e os restos inúteis, sobras do que foi aproveitado;

e) os rins, que lançam fora, pela uretra, após a destilação, a parte do que não mais serve ao corpo.

Notemos, porém, que dos dez sentidos (cinco aferentes e cinco eferentes) só estão inteira-mente sujeitos ao controle do Espírito consciente, as mãos, os pés e o aparelho fonador; os outros sete apenas em parte lhe estão sujeitos à direção, pois em sua quase totalidade, se tornaram automáticos e instintivos, libertos da ação da vontade consciente atual, e obedientes à mente subconsciente.

 

PLANOS DE CONSCIÊNCIA

 

    Vimos a interpenetração dos dois planos de consciência: o físico e o astral. Chegamos, pois, à  conclusão  de  que  o  plano  astral é tão ilusório (ou mais ainda) que o plano físico, pois sua realidade é relativa. Ensina-nos o Mestre Djwal Khul (o Tibetano): "O chamado plano astral é o simples nome dado ao conjunto das reações sensíveis, da capacidade de sentimento e da substância emocional, que o próprio homem criou e projetou com tanto êxito, que hoje é vítima de sua própria obra. Oitenta por cento dos ensinos dados sobre o plano astral são parte de grande ilusão e também do mundo irreal a que nos referimos, quando proferimos a antiga oração: "conduze-nos do irreal ao real". Pouca base tem o que se diz sobre ele; no entanto serviu ele a um propósito útil como campo de experiências, no qual podemos aprender a distinguir o verdadeiro do falso; é também uma área em que o aspirante pode usar a faculdade de discriminação da mente, a grande reveladora do erro e da verdade. Uma vez que em nós haja "o sentir que houve em Cristo Jesus" (Fil. 2:5), se completa o controle da natureza emocional e da área consciente (o "plano astral" se preferem o termo). Então já não mais existirá nem o controle sensível, nem sua área de influência. O plano astral não tem nenhuma realidade, a não ser prestar-se a campo de serviço e um "reino" no qual se extraviam os homens desesperados e perplexos. O maior serviço que um homem pode prestar a seus semelhantes é libertar-se por si mesmo do controle dessa esfera, dirigindo as energias da mesma, através do poder de Cristo" ("La Reaparición de Cristo", de Alice A. Bailey, Pág. 123/4). Portanto, estado transitório do Espírito (personagem), que para esse plano vibratório transfere sua sensibilidade consciencial. Mas estado que também é de transição. Em outras palavras: sendo um estado de transição mais ou menos rápida, é transitório, e por isso ilusório. Depois de certo adiantamento espiritual e da aquisição de conhecimentos superiores, por meio de experiências, o plano astral é atravessado e superado em brevíssimo tempo. Quando, entretanto, ou não há conhecimento experimental consciente, ou a mente está perturbada, ou a consciência carregada, a permanência no plano astral se prolonga. São exercitações indispensáveis, como "campo de experiências", a fim de poderem os Espíritos de lá sair com o treino do discernimento entre o bem e o mal, entre certo e errado. Aí se aprende ainda a controlar plenamente a natureza emocional, a sensibilidade, assim como a área consciente. Mas todos os que se encontram "perplexos ou desesperados" aí se perdem, presos de remorsos, de dúvidas, de ignorância, de sentimentos baixos de egoísmo, de ódio, de apego às  formas  materiais  próprias  ou  alheias.  O  plano consciencial a que denominamos "astral"

 

 

 

torna-se, para os seres inferiores - animais ou homens - um interlúdio não-percebido, entre uma internação na matéria e outra. Nesses casos, a estada do ser é rápida e praticamente insensível e inconsciente, como nos sentimos no estado de sonho, quando dormimos. Algo mais avançados, já percebemos que ali nos achamos, da mesma forma que, mesmo encarnados, ao sonhar, já temos consciência de que estamos sonhando. Na subida evolutiva, temos de partir conscientemente, como homens que já conquistamos o intelecto, da forma condensada na matéria - que se utiliza dos elementos minerais, vegetais e animais para prender o Espírito na carne, onde vibra na consciência atual, - para gradativamente ascender a outros planos vibratórios. O "duplo etérico", ainda parte dessa condensação (do STULA) é - como diz o nome - uma reprodução exata dos elementos materiais densos, num plano mais sutil, mas ainda grosseiro. Tudo o que existe coagulado no plano físico material, possui seu duplo no plano etérico: minerais, metais, formas criadas pelo homem como cadeiras, mesas, cinzeiros, canetas, móveis, casas etc. Já no plano astral, simples ESPELHO do plano físico, acha-se a consciência a vibrar com os desejos (KAMA), e por isso o astral é denominado KAMALOKA. Sendo um espelho, o astral reflete apenas as imagens criadas por nosso intelecto, por nossa mente, por nossas palavras e nossos atos; são formas vagas e variadas, que se transformam conforme se modifica nossa imaginação. Quanto mais descontrolada e instável for nossa imaginação, tanto mais instável e descontrolado será o plano astral que encontrare-mos em redor de nós. Convencemo-nos, pois, de que o plano astral é simples REFLEXO, como de espelho, (onde as imagens são irreais), daquilo que pensamos, dizemos e fazemos. E como imagens no espelho, não apresentam consistência duradoura, nem mesmo existência própria: existirão enquanto as mantivermos ativas pelo nosso pensamento. No momento em que nos libertarmos dessas criações mentais, estaremos automaticamente libertos do plano astral. Daí ensinar o Buddha, que nossos males vêm de nossos "desejos". O astral é o mundo dos desejos. Os animais habitam, ao desencarnar, o plano astral: a vivência dos animais no plano físico, faz que mentalizem (inconscientemente se o quiserem) sua forma, e a reflitam no plano astral, onde permanecerão até novo e automático reencarne, com a mesma forma que possuíam na encarnação anterior. Os desejos, amores e ódios desses animais, também perma-necem. E por isso vemos formas astrais de cachorros e gatos, a acompanhar seus antigos donos amados. Ao ser captada para nova encarnação, desaparece todo e qualquer reflexo no espelho do astral. A subida é indispensável para que nos localizemos, posteriormente, no plano mental (MANAS) destinado propriamente aos Homens que adquiriram o uso da razão. Nesse plano mental, conquistamos BUDDHI, o estado consciencial iluminado, isto é, esclarecido, pleno, total. Quando senhores de nós mesmos, isto é, permanentemente em estado de vigília (despertos), estamos aptos a atingir o ATMA, a individualidade e a viver conscientes no Espírito. Tudo isso, temos que conquistar enquanto encarnados na matéria. Subida desalentadoramente lenta - a evolução não dá saltos - mas indispensável e inevitável, e só obtida na carne. Uma vez de posse permanente desse estágio evolutivo, se quisermos voltar à matéria, teremos que fazer o caminho inverso: ir descendo e centralizando a consciência, passando de ATMA a BUDDHI, a MANAS, a KAMA e a STULA. Em outros termos: uma vez fixada a consciência no plano átmico, é mister baixar as vibrações e reduzir sua extensão a buddhi-manas; a seguir, baixar mais as vibrações e reduzir mais a extensão até chegar a kama, o plano dos desejos. Atingido esse ponto, surge o desejo de tor-nar a mergulhar na forma física, e dá-se, então, uma nova encarnação. No entanto, no  âmago de tudo, reside a Vida do Logos, a vibração crística divina, que constitui a substância última de tudo. Qualquer forma exprime vida, embora só a mínima parte de Vida esteja limitada pela forma, seja esta um átomo ou um universo. 

A Vida do Logos ou vibração crística desce até reunir em torno de si os materiais indispensáveis à sua expressão no mundo da forma, de acordo com a escala evolutiva em que quer manifestar-se.

 

COMANDO MENTAL

 

    Sabido e notório que todos os corpos são formados, em última análise, de átomos agrupados em moléculas: a natureza executa essas operações há bilhões de milênios sem conta. Mas qual o processo atual e até que ponto dependem de nós, é a interrogação que nos fazemos. Para qualquer agrupamento dos elementos que, descendo sua freqüência vibratória, atingiram  a  materialização, é indispensável uma MENTE que comande, um PENSAMENTO que

 

atue. Lógico que nos reinos inferiores mineral, vegetal e animal - a mente é imanifestada ainda para o exterior (por falta de órgãos capazes de expressá-la), mas internamente vibra, pela Centelha da Vida que os impulsiona a evoluir, vivificada pelo SOM (Verbo, Pai) que, com sua nota característica inicia e sustenta a existência de qualquer ser. Quando a formação das circunvoluções cerebrais no homem permite a exteriorização da mente através das vibrações elétricas dos neurônios, começa a criatura a poder assumir o controle de suas próprias criações de formas. Evidente que a escala que vai do selvagem ao gênio demarca também uma escala de capacidade, que se estende entre as frações da unidade até as dezenas de milhares. Compreendido isso, verificamos que é o pensamento que reúne os átomos indispensáveis à formação do corpo que lhe servirá de veículo e que é essencial à sua expressão. Referimo-nos ao pensamento da MENTE, porque o que procede do intelecto (cérebro) só é utilizado pelo homem no estado de vigília enquanto preso no plano físico. Ora, assim como o pensamento pode imaginar uma estátua, que as mãos executarão no mármore de Carrara, o mesmo ocorre no plano astral, com a diferença de que não são necessárias as mãos para modelar a matéria: basta a força do pensamento, mesmo independente da vontade. Explicamos essa restrição. Se um de nós se encontra no plano astral (encarnado, em sonho, ou desencarnado)  e  pensa em neve, quase imediatamente vê neve em torno de si, mes- mo que a vontade não tenha entrado em vibração para querer vê-la: se pensa num jardim, o percebe à sua frente, embora não tenha querido vê-lo; se, amedrontado, pensa em alguma figura monstruosa, ela aparece à sua frente, mesmo que, até, não quisesse vê-la. Então, é a MENTE, e não a vontade que modela. Embora se houver reunião da mente e da vontade, a modelagem seja mais perfeita e mais duradoura. Plástico mais que a água, fluido como o ar atmosférico, mais leve que se possa imaginar, sensível às vibrações mentais, maleabilíssimo e sumamente refletor, "amolda-se" ao pensamento e faz-nos ver e "apalpar" (quase diríamos) tudo o em que pensamos: desde a figura sublime de Jesus, parado ou movimentando-se, às piores figuras. Daí as incalculáveis e repentinas variações das visões que nos aparecem em sonhos e também, para os despreparados, após a desencarnação: tudo é REFLEXO de nossos pensamentos, conscientes ou, por estranho que pareça, mesmo inconscientes.

 

ESTADO DA MATÉRIA

 

    Da  mesma  forma que, no plano físico-denso a matéria assume gradações diversas de con- sistência (em relação a nossos sentidos), desde a luz até o mineral, passando pelo gasoso,

líquido, pastoso e sólido, assim também no plano astral o estado da matéria varia, em relação às percepções do corpo astral. Encontramos o fluido astral denso, quase materializado, e por vezes percebido, de tão denso, pela própria visão do olho material, registrado que é pelos bastonetes. Conforme se eleva a vibração, pode ir aparecendo matéria fluídica tão sutil, que os próprios Espíritos desencarnados de vibração mais pesada não na vejam. Por causa dessa dificuldade é que muitas vezes os Espíritos mais atrasados são trazidos às sessões mediúnicas, às igrejas, templos, mesquitas, sinagogas ou pagodes, para que, em contato com os encarna-dos, cujas vibrações densas percebem, sejam esclarecidos, já que não percebem o auxílio que lhes é trazido de planos mais elevados por Espíritos Superiores. No entanto, não esqueçamos: a diferença é apenas de freqüência vibratória entre os planos material denso e astral; não há distância  de  lugar;  os dois planos se interpenetram, e toda matéria densa é coexistente e in- terpenetrada pela matéria astral, no mesmo âmbito. Podemos estabelecer uma escala:

a) a matéria-densa obedece à força do pensamento, embora com lentidão e por vezes só quando manipulada;

b) a matéria etérica, combinação de plano físico com plano astral, obedece demoradamente;

c) a matéria astral obedece quase imediatamente, como testemunhamos no sistema nervoso;

d) a matéria mental obedece instantaneamente.

 

CORPO ASTRAL

 

    O corpo astral é o molde, ou a forma, por onde se modela o corpo físico-denso. Poderíamos, talvez, exprimir mais verdadeiramente o que se passa, dizendo que o corpo astral se condensa ou  se  congela  no  físico-denso.  Job  utilizou  uma  expressão  (mais de 1.500  anos antes de

 

 

Cristo!) que é bem realista: "derramaste-me num jarro como leite, e como queijo me coagulaste, tecendo-me de ossos e nervos e vestindo-me de carne e pele" (Job, 10:10-11). Referia-se à materialização do corpo no líquido amniótico no útero materno. Mas os fatos se passam bem assim. O corpo astral é constituído de células de fluido astral, com sua vida própria. Essas células de tecido astral acompanham a evolução do Espírito nas diversas e sucessivas existências, evoluindo elas também, porque já pertencem ao reino animal, embora monocelulares. Mas são como que agregadas permanentemente ao corpo astral de cada indivíduo, com ele evoluindo enquanto ajudam sua evolução. Ora, a cada nova encarnação da criatura, quem se "materializa" são exatamente essas células, cada uma de per si, cada uma dentro das funções que lhe cabem, cada uma cumprindo seus deveres especializados, tudo bem gravado no DNA, em código cifrado. Então, o conjunto das células astrais forma o CORPO ASTRAL. Materializadas as células astrais, temos como resultado palpável em nosso planeta, o CORPO FÍSICO. Por isso dizemos que o corpo físico é a "condensação" do corpo astral. Ora, obedecendo, como vimos, ao pensamento, a matéria astral toma a forma que a essência do pensamento subconsciente plasma. Daí ser o corpo físico a manifestação visível do corpo astral

invisível. E este comanda aquele por intermédio do sistema nervoso, que é o intermediário adrede construído. Dizem os cientistas que as células do corpo humano se renovam todas (menos as nervosas) de sete em sete anos, sendo que a vida de algumas é muito mais breve. O que ocorre é que o corpo físico das células, cada uma de per si, envelhece e morre e a célula

torna a reencarnar. A prova disso é que as cicatrizes superficiais desaparecem, quando não atingem o corpo astral das células, mas apenas seus corpos físicos, e então elas reencarnam no mesmo lugar. Mas quando o ferimento atinge seus corpos astrais, expelindo-os do lugar, a cicatriz permanece, porque não vêm outras células para substituir as que voltaram ao acervo do plano astral. Como vemos, só a parte mais condensada, a menor e mais limitada, a mais rígida e sólida, o corpo físico-denso, é que tem capacidade para manifestar-se em nosso globo. Toda a parte mais etérica e espiritual, muito maiores e mais fluídicas, não são percebidas por nossos sentidos.

 

O EU MENOR

 

    Como na Terra apenas se "vê" e se "sente" o corpo físico, este é confundido com o EU da criatura. Trata-se apenas, entretanto, de um eu "menor", que temporariamente constitui a condensação do EU "maior" e verdadeiro. Tratando do plano astral, passemos sob os olhos somente  esse  eu  "menor",  a  personagem terrena, também chamada "psíquica" ou "animal" (porque "animada"). A personagem é dirigida pelo INTELECTO (manas inferior) que exprime o

pensamento da mente condensando-se no cérebro, por meio de vocábulos e de raciocínios, concretos e abstratos; pelo corpo ASTRAL (kama) constituído de átomos do plano astral, atraídos pelo desejo da mente; nele se localizam os movimentos e vibrações das emoções, típicas, ainda, do reino animal; o DUPLO ETÉRICO, alimentado pelo prana do astral, e que mantém a VIDA, por meio do sistema circulatório do sangue; o CORPO FÍSICO (soma ou stula), que é simplesmente a condensação máxima dos átomos físicos, em torno da forma do corpo astral, o qual, já vimos, é o resultado da forma que lhe é dada pelo pensamento consci-ente ou inconsciente da criatura. Firmemos, todavia, o princípio indiscutível: a VIDA é UMA e ÚNICA, embora manifestando-se em diversos planos e sob aparências diversas. A CONSCIÊN-CIA do ser possui a capacidade de fixar-se nos diferentes planos. Como, de modo geral, está acostumada a permanecer no físico, considera-se apenas um "corpo" com sensações, emoções e pensamentos; mas de tudo, a parte principal é o corpo físico. Ocorre por vezes, todavia, que

a criatura possui a capacidade de fixar sua consciência no corpo astral. E quando isso  aconte-ce, passa a perceber o que se passa nesse plano, mesmo enquanto encarnada. Quer nos co-muns desprendimentos nas horas de sono, quer voluntariamente desperta, consegue ter cons-

ciência  do  corpo  astral, chegando  mesmo a levá-lo, pelo pensamento a lugares afastados do do corpo físico. É o que alguns chamam "desprendimento" e outros "viagem astral" ou "projeção" do corpo astral. Por vezes tornam-se até visíveis a outras criaturas, em lugares distantes. Quando se dá esse fato, isso significa que o corpo astral dessa criatura adquiriu facilidade em desprender-se do físico, ou seja, em retirar do envoltório denso, a forma mais sutil, como se descalçasse uma luva. No entanto, preso ao físico permanece o duplo etérico, transmissor da vida, sustentando-lhe as funções subconscientes da respiração, digestão, circulação, etc. etc. O corpo astral que se retira, permanece ligado ao físico (ou etérico) por um  "cordão"  fluídico  dutilíssimo,  cinzento-prateado à luz do dia, e com luminosidade opales-

 

 

cente na escuridão da noite. Pode adaptar-se a qualquer comprimento, não se desligando mesmo quando as distâncias são incalculáveis. Houvesse o rompimento, dar-se-ia o desencarne da criatura.

 

HABITANTES

 

    No plano astral podemos encontrar numerosas espécies de "habitantes", que podemos dividir entre I - Humanos (encarnados e desencarnados); II - Não humanos; e III - Artificiais. Vejamos:

I - HUMANOS

A - Encarnados:

1. Mestres, Iniciados, Discípulos e outros seres evoluídos, que saem do corpo físico em corpo astral, e se movimentam no plano astral para trabalhos e experiências úteis.

2. Criaturas psiquicamente adiantadas, que permanecem conscientes no plano astral, ajudando em trabalhos de socorro ou de aprendizado.

3. Criaturas vulgares, que vagueiam mais ou menos inconscientes, durante o desprendimento do sono.

4. Magos negros e seus discípulos, conscientes no plano astral, em suas esferas mais baixas, para trabalhos prejudiciais ou presos a compromissos assumidos.

B - Desencarnados:

1. Mestres, Iniciados, Discípulos e seres evoluídos que, transitoriamente, tomam um corpo astral para realização de tarefas de auxílio e ensino ("Nirmanakaias", em grego ággelos, "mensageiro").

2. Espíritos mais ou menos evoluídos, que aí permanecem durante algum tempo à espera da

reencarnação.

3. Espíritos dos mais variados graus de evolução (de acordo com as "regiões" que analisaremos mais tarde), que ainda não conseguem passar ao plano mental, e aí aguardam oportunidade de reencarnação, comunicando-se com os "vivos" nas sessões mediúnicas (em grego daimôn, que designava os "familiares" desencarnados, ou em latim genius, manes, penates; ou ainda pneuma hágion, se bons; e pneuma akarthatós, se involuído; e também eidôlon, não empregado com esse sentido no N. T.).

4. "Sombras" (em latim umbrae, em grego eikôn ou eídos), isto é, restos do corpo astral ainda não desfeito, que podem ser magnetizados e mantidos "vivos" durante algum tempo por mentalidades fortes, para fins diversos, nem sempre bons.

5. "Cascões" (em grego skiá ou phántasma, em latim larva ou lémures, ou mániae), ou seja, restos do corpo etérico, não desfeitos, e que permanecem magnetizados, com movimento e aparência de vida, por Espíritos de baixa categoria moral, para efeitos de magia e perturbação de encarnados, e outros trabalhos pouco dignos.

6. Magos negros e seus discípulos e aprendizes, que voluntariamente prolongam sua estada no plano astral, com fins inconfessáveis e para obtenção de prazeres de baixo teor vibratório.

II - NÃO HUMANOS

1. Corpos astrais dos animais, que geralmente aí transitam rapidamente entre uma encarna-ção e outra, a não ser que sejam mantidos nesse estado pela mente mais evoluída de seres humanos, para prestar serviços. Os animais domésticos também podem prolongar sua estada no plano astral, por efeito do pensamento amoroso que os atrai a si, sendo então sustentados pela mente de seus antigos donos encarnados ou desencarnados.

2. Espíritos elementais ou dos elementos da natureza, divididos, desde a antiguidade, de acor-

do com os elementos: gnomos, da terra (os hindus os dizem chefiados por Kchiti); ondinas, da água (chefiados por Varuna); silfos, do ar chefiados por Pavana ou Vâyu); e salamandras, do fogo (chefiados por Agni). Outros ainda são citados: fadas, duendes, sátiros, faunos, silvanos, elfos, anões, etc. Excetuando-se seus chefes e guias, não encarnaram como homens, preparan- do-se para isso por seus contatos com o gênero humano. Embora possuam forças psíquicas, estas não se desenvolveram, ainda, como "Espíritos" (Individualidades) e por isso só possuem (como os animais) o raciocínio concreto, não utilizando ainda a palavra como meio de expressão de seus pensamentos. Manifestam-se muito nas sessões de umbanda e quimbanda, e podem obedecer a ordens de criaturas treinadas (boas ou más), para operar o bem ou o mal, que ainda não distinguem. A responsabilidade, pois, recai toda sobre os que emitem as ordens.

 

 

3. Devas ou Anjos de evolução superior à do homem e que, por isso, não mais revestirão forma física, só podendo descer até o plano astral. São os mestres ou chefes dos elementos, os "senhores" do carma, os elementos intermediários, no astral, entre as criaturas e os Grandes Seres a quem prestam obediência total. O Novo Testamento enumera-os assim: anjos, arcanjos, tronos, virtudes, dominações, poderes e principados; no Antigo Testamento encontramos duas classes: Querubins e Serafins.

III - ARTIFICIAIS

São os aglomerados de moléculas do plano astral, que tomam forma quando criadas pelo pensamento nítido e constante de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, e passam a "viver" magnetizadas por essas mentes. Tais criações podem apresentar vários tipos: podem servir de "anjos-da-guarda" e "protetores", quando fortemente mentalizados pelas mães para custódia de seus filhos, e sua ação será benéfica; podem servir de perseguidores, obsessores, atormen-tadores, quando criados por mentes doentias, que desejam perseguir e maltratar; podem ser formas que se agregam à própria criatura que as cria mentalmente e as alimenta magneticamente, como, por exemplo, o "fumante". E têm capacidade de "resistir", para não se deixar destruir pelo pensamento contrário. São comuns esses agregados em redor das criaturas, obra puramente do poder criador mental sobre o astral. Assim são vistas "formas mentais" de ambição de ouro, de desregramento sexual, de gula, de inveja, de secura por bebidas alcoólicas,  etc., etc.  Essas formas mentais, sobretudo quando criadas e mantidas por

magnetização forte e prolongada de numerosas pessoas (por vezes durante séculos e milênios), assumem também proporções gigantescas, com poder atuante por vezes quase irresistível. Denomina-se, então, um egrégoro. E quase todos os grupos religiosos o possuem, alguns pequenos, outros maiores, e por vezes tão vasto que, como no caso da Igreja católica de Roma, estende sua atuação em redor de todo o planeta, sendo visto como extensa nuvem multicolor, pois apresenta regiões em lindíssimo dourado brilhante, outras em prateado, embora em certos pontos haja sombreado escuro, de tonalidade marron-terrosa e cinzenta. Isso depende dos grupos que realmente se elevam misticamente e com sinceridade, e de outros, que interferem, com pensamento de baixo teor (invejas, ódios de outras denominações religiosas, ambições desmedidas de lucro, etc.). Há, também, os egrégoros de agrupamentos outros, como de raças, de pátria etc. De qualquer forma, esses "elementares" ou criações astrais, funcionam quase "como uma bateria de acumuladores, que são alimentados pela mente que os cria", como escreveu Leadbeater ("Plano Astral", Pág. 118). Logicamente, quanto mais forte a criação e a alimentação, mais poderoso e atuante se torna esse ser artificial, muitas vezes cruel para com seu próprio criador, pois não possui discernimento nem noção de bem ou mal, e age automaticamente com a finalidade para que existe. Anotemos, ainda, que o mais das vezes, entre a massa, essa criação é inconsciente, plasmada pelos desejos  fortes  e  persistentes  e  pelas  palavras  que lhe dão forma. E quando o criador é um médium, pode ocorrer que, ao sentir a influência dessa sua criação mental, venha a expressar em palavras suas sensações, pensando tratar-se de manifestação de Espírito desencarnado. Daí o preparo que precisam ter os dirigentes de sessões, para distinguir se o "comunicante" é realmente um Espírito de criatura humana desencarnada, ou uma forma mental criada artificialmente, ou o produto do subconsciente do próprio médium (animismo), ou um elemental da natureza, que pode estar sofrendo (mas nesse caso, não fala, embora o médium possa manifestar com suas palavras o que sente). As pessoas que se arvoram em dirigentes de sessão, sem o necessário aprendizado, podem manter-se anos a fio enganadas, vindo a sofrer, no plano astral, as conseqüências desastrosas de sua imprudência e de sua presunção. Realmente, ocorrem casos em que esses elementais e essas criações mentais possuem até mesmo a capacidade de realizar cura, de dar pensamentos bons, de fazer o bem, dirigidas por mentes sadias e desejosas de acertar. Mas nem por isso deixará de haver o equívoco decepcionante.

 

LOCALIZAÇÕES

 

    Conforme vimos, as aparências podem modificar-se de acordo com o pensamento (plasmação de formas pela emissão de forças mentais) do expectador. Dessa maneira, a variedade de paisagens e panoramas pode tomar inúmeras aparências, acompanhando o número de desencarnados que ali existe. O mais importante é saber que essas aparências, na maioria das vezes, é subjetiva, isto é, trata-se de uma emissão de formas que parte de nós, consciente ou inconscientemente, e não de uma impressão externa que nos fira os sentidos. Explicamo-nos:  num  mesmo local, na mesma posição, lado a lado, dois Espíritos podem estar

 

 

contemplando cenas totalmente diferentes; um, de acordo com sua mentalização, talvez se veja em ambiente fechado e escuro, sentindo-se sufocado pela claustrofobia, em trevas absolutas, enquanto o outro pode, ali mesmo, descortinar luzes fabulosas e vistas panorâmicas multicoloridas, de suma beleza. Ainda quanto aos sons: podem lado a lado encontrar-se dois Espíritos; um, sumamente perturbado e atacado de remorsos, ouve gritarias e maldições, ao passo que o outro pode estar deliciando-se com músicas celestiais e tranqüilas. Pode outro grupo de três diferir ainda quanto às sensações. Enquanto um sente queimar-se em fogo que não o consome, a seu lado outro pode estar tiritando de frio enregelante, e um terceiro a sorrir, goza de clima ameníssimo. Então, a visão, a audição, os sentidos, todos, variam conforme o estado de espírito da criatura. E mesmo enquanto estamos encarnados, podemos fazer essa experiência com dois sentidos aferentes que estejam intimamente ligados, por exemplo: sentindo o odor de um assado, o paladar prepara-se para degustar o acepipe, enchendo-se de água a boca, e preparando o estômago os sucos gástricos adequados a digerir aquele alimento que, de fato, nenhuma atuação teve no paladar, mas constitui apenas uma "impressão". E por vezes basta alguém falar em certas comidas, para processar-se tudo isso. Compreendemos, assim, que os olhos vêem, os ouvidos ouvem, o tato sente, o olfato cheira e o paladar saboreia tudo o que a mente imagina. Daí o acerto de dizer-se que céu e inferno são ESTADOS D'ALMA, e não lugares geográficos. Poderá perguntar alguém: não haverá, no astral, lugares com paisagens fixas, prédios construídos permanentes, hospitais e colônias, como descritas em diversas obras mediúnicas antigas e modernas, através de médiuns diferentes, em países diversos? A resposta é positiva. Mas esses ambientes são mentalizados e tomam forma e consistência pela permanência da mentalização de mentes fortes que mantêm com outros auxiliares, a plasmação palpável. E sua duração depende da manutenção dessa menta-lização. Entretanto, só conseguem perceber essas criações os encarnados e desencarnados que estejam na mesma faixa vibratória dos criadores e mantenedores dessas formações fluídicas. Observe-se que dizemos "faixa" vibratória, e não somente na mesma "freqüência" vibratória, porque a faixa é muito mais extensa, admitindo variações bastante elásticas para mais e para menos, até certos limites. A mesma "freqüência" vibratória exigiria sintonia dificilmente atingível por grande número. Então, no plano astral, há lugares organizados com forma, percebidos por alguns Espíritos que estejam na faixa vibratória adequada. Essas construções (chamemo-las assim) existem em vários níveis do plano astral, dos mais baixos aos mais elevados, com inúmeras gradações, desde a zona tétrica e atormentada das "trevas", até a excelsitude diáfana habitada por seres bastante evoluídos. Tentemos classificar essas zonas em faixas .

1.ª Região

Geralmente  denominada  das  "trevas"  ou  "inferno",  mesmo  na  literatura profana de Roma ("inferno" é palavra composta de infra, e significa que está "em baixo"; tal como "superno" é composto de supra, e significa o que está "em cima"). Região de horror e escuridão, onde permanecem todos os que ainda são escravos de paixões violentas e desordenadas. Aí reina fero animalismo, de tal forma que, por vezes, o Espírito desencarnado assume formas de animais (licantropia) causadas pela própria mente da criatura embrutecida ou hipnotizada por elementos perversos. Era isso que ensinavam os mestres antigos, quando diziam que os encarnados que se degradavam em vícios, tomavam formas de animais. Os discípulos pensa-vam que era na próxima encarnação. Na realidade, era no mundo astral, após o desencarne. Tudo isso, porém, que aí se passa, não é "castigo" mas puro efeito das causas que cada um põe em movimento durante a permanência na matéria. O somatório de todas as criações mentais de uma existência condensa-se em formas subjetivamente palpáveis para cada um, no momento em que os fluidos astrais se plasmam na "revisão mental" do instante da desen-carnação (o chamado "juízo particular"). Na região das trevas permanecem até o final da catarse os suicidas e os mentalmente empedernidos no erro. Localiza-se debaixo da terra, dentro das rochas, sob os pântanos e charcos, no fundo dos mares: a matéria física não é obs- táculo ao plano astral vibratório, e os habitantes desses lugares podem movimentar-se com facilidade e até ver através das pedras, quando disso são capazes.

2.ª Região

Geralmente conhecida como "purgatório" ou "umbral". Reproduz em tudo o mundo físico, sendo quase uma réplica dele. Aí se localizam quase todos os desencarnados comuns, que ainda estão presos à Terra por qualquer motivo, bom ou mau. Daí procede o grande número de sofredores e perseguidores que se manifesta nas sessões espíritas. Aí perambulam os "socorristas", procurando tirar dos sofrimentos aqueles que conseguiram melhorar sua condição psíquica.

 

 

3.ª Região

Onde permanecem as almas um pouco mais evoluídas, ou seja, mais esclarecidas, embora ainda presas à Terra. Mas já aprenderam que existe algo de superior, que convém buscar. Espíritos arrependidos e dispostos a recomeçar para resgatar erros e preparar-se novas tentativas pela reencarnação. Nessa região é que costumam localizar-se os asilos de socorro imediato, os hospitais de transição, que recebem todos aqueles que se libertam do umbral.

4.ª Região

Mais elevada vibratoriamente que a anterior, embora bastante lhe assemelhe. As construções são mais perfeitas e organizadas, sendo maiores as possibilidades socorristas. As "construções" de hospitais, de "aldeias" e até de "cidades" conservam-se mais "sólidas" (se é que podemos designá-las assim) e duradouras. A grande maioria dos socorristas e grupos assistenciais aí permanece para ajudar encarnados e desencarnados, para efetuar curas e atender a chamados de socorro das diversas esferas inferiores.

5.ª Região

Mais luminosa que as anteriores, chegando os desencarnados católicos a confundi-la com "o céu". Nessa região situam-se os templos de diversas religiões, e também escolas mais avança-das,  hospitais  perfeitos com a finalidade de estudo e aprimoramento científico, ministérios de preparação e assistência para reencarnação de Espíritos que possuem tarefas mais especializa-das, treino rigoroso e sério de criaturas que vão desempenhar papéis de maior importância quando regressarem ao corpo físico. Para essa região encaminham-se os seres que, na Terra, já se haviam entrosado no trabalho filosófico e religioso, e que assistem os encarnados como mentores de maior "gabarito" e elevação comprovada. Dessas regiões vêm os denominados "Espíritos Guias" de coletividades e de médiuns, que assumem a tarefa de dar comunicações e mensagens instrutivas e edificantes, de ditar obras esclarecedoras, de trazer, enfim, aos encarnados, conselhos e diretivas para a vida.

6.ª Região

Muito mais bela, feérica e colorida, luminosa e deslumbrante, onde geralmente permanecem os BONS artistas e os Espíritos mais elevados em todos os setores do progresso humano.

7.ª Região

Onde permanecem, geralmente, os intelectuais que dignificaram a inteligência. com obras de valor, os cientistas que se dedicaram desinteressadamente ao desenvolvimento da humanida-de, os inventores de obras úteis aos homens, quando ainda estejam, todos eles, presos aos problemas intelectuais de mistura com as emoções. Nessa região existem, criadas pela mente dos homens desencarnados ou mesmo encarnados, bibliotecas fabulosas, nos mais diversos idiomas, com obras de todas as idades e de todos os tempos. Aos estudiosos encarnados, quando trabalham desinteressadamente para o bem e o progresso da humanidade, é facultado acesso a essas bibliotecas, e alguns, mais adiantados, conseguem mesmo construir suas próprias bibliotecas, que passam a ser seus "estúdios" particulares nos momentos de parcial desprendimento durante o sono. Ao despertar pela manhã, trazem na memória, consciente ou inconscientemente, o resultado de suas pesquisas, que utilizam para desenvolver temas instrutivos.

 

LOCALIZAÇÃO DOS ESPÍRITOS

 

    Como se dá a localização dos Espíritos, após desencarnar a criatura? Antes de entrarmos nesse estudo, consideremos a possibilidade de classificar os termos. Alma – Espírito – A criatura humana desencarnada (fora do veículo de carne) reveste-se de um envoltório de matéria astral, isto é, de fluidos próprios ao plano astral em que se encontra. Esse envoltório mantém a mesma forma (idêntica em seus mínimos pormenores, até, por vezes, reproduzindo cicatrizes)  do  corpo físico que a revestia na Terra; muitas vezes conserva até mesmo a forma do vestuário que costumava usar. Essa figura recebe, nas religiões ortodoxas, o nome de "alma "; no espiritismo é chamada "Espírito desencarnado", ou simplesmente "Espírito". Kardec, tomando os dois termos, tenta defini-los: "alma é o Espírito encarnado; Espírito é a alma desencarnada" (O Livro dos Espíritos, Resp. nº. 134). A Teosofia diz que "alma é a individualidade humana, ligação entre o Espírito divino e sua personalidade inferior; é o EGO (manas pensador); a inteligência é a energia de manas, que opera através das limitações do cérebro" (A. Besant, La Sagesse Antique, Pág. 99). Na "Sabedoria do Evangelho" costumamos chamar "alma" (proveniente de ánima) o princípio vital que vivifica a matéria à qual se liga, e não apenas a do homem, pois o próprio animal a possui (daí sua denominação

 

 

universal), e as plantas também (a "alma vegetativa" de Tomás de Aquino). Então, usamos o termo "alma" com o sentido tradicional da filosofia ocidental. Quando esse princípio vital, que constitui a personalidade (e não a individualidade) larga a matéria, nós o denominamos, como Kardec "Espírito" (com "e" minúsculo) que continua sendo a mesma personalidade, apenas fora da carne. Quanto à individualidade, nós a denominamos sempre o "Espírito" (com "E" maiúscu-lo), por falta de outro termo na língua. Veio-nos a idéia porque consideramos Jesus o modelo e protótipo da Individualidade, e a Ele Bahá'u'lláh chamava sempre "Sua Santidade o Espírito".

 

Temos, pois:

 

Estado que se encontra                         Kardec            Teosofia              Nós               Grego

 

personalidade encarnada                        alma                    –                 alma             psichê

 

personalidade desencarnada                 Espírito                  –                Espírito          daimon

 

individualidade                                         –                   alma              Espírito         penuma

 

A localização do Espírito desencarnado se dará, nós o vimos, automaticamente de acordo com sua sintonia vibratória, permanecendo no plano astral enquanto estiver vibrando, com seu pensamento, na personagem ou personalidade que revestiu durante sua vida física. O plano será aquele a que for atraído por igualdade de onda. Se, no entanto, conseguiu, mesmo como encarnado, localizar-se e viver na individualidade, passará no plano astral apenas o tempo necessário ao desligamento da memória da vida terrena e ao desfazimento de seu corpo astral. Nos Espíritos evoluídos, cerca de trinta a quarenta dias. Mas é muito variável esse período: pode durar anos. Logo após essa libertação (também chamada "segunda morte") o Espírito que vive na individualidade passa a seu plano próprio, o mental.

 

C – PLANO MENTAL

 

    Em princípio, o plano mental é aquele que possibilita a materialização, no intelecto, das idéias provenientes da mente. Os elementos constituintes (células) do plano mental possuem força  intrínseca  de  exteriorização,  que  as  impele irresistivelmente para a matéria, que elas devem vivificar, a fim de aprenderem a expressar-se por meio da matéria. Enquanto o Espírito do homem já superou essa fase, e se encontra no impulso ascendente para liberar-se da matéria, as células de que o homem se serve para formar seus corpos, que o ajudam a evoluir, tendem a mergulhar na matéria. São dois movimentos intensos em direções opostas. Daí dizermos que os corpos "inferiores" resistem à espiritualização do homem. Daí afirmarmos que a matéria é o "opositor" (satanás ou diabo) que "nos tenta"; daí as titânicas lutas do homem e de seus veículos físicos, um querendo subir, e eles forcejando por descer; daí a alegria do Espírito quando desencarna, libertando-se de sua matéria, e daí o "instinto de conservação" dos veículos físicos, que empregam toda a sua força para manter-se encarnados. Isso porque, embora a célula ainda não possua em manifestação a mente, esta nela existe em estado latente, por ser animada pela força cristônica que a dirige de dentro de seu âmago, por meio do "átomo monádico". Essa mesma mente, latente na célula, jamais se desfaz. Ela vai manifestando-se, por trabalho "pessoal", através de veículos cada vez mais aperfeiçoados. Mas a mente acompanhará esse ser desde o estado monocelular até o super-homem mais evoluí-do: é sempre a mesma MOLÉCULA MENTAL,  uma só molécula, uma "unidade mental" que, em si mesma, evolui, e que cada vez se vai expressando melhor, à medida que vão sendo mais perfeitos os veículos que vai criando em torno de si. Essa "unidade" ou "molécula mental" única, que acompanha e dirige toda a evolução da individualidade, filia-se, por sintonia vibratória, a um dos Sete Raios; e por isso a evolução é feita em determinado timbre sonoro dominante. Sendo essa molécula mental única e permanente, pode conservar gravadas em si todas as experiências de todas as vidas nas quais se exterioriza a individualidade. E nesse mister a molécula mental é considerada "repositório de experiências" que, com a repetição, se tornam hábitos, e estes, após longo emprego, formam o instinto; e de cada um desses instin-tos, se sobe mais um passo evolutivo, para a conquista de novas qualidades: as agregadas a si como instinto já são qualidades adquiridas. Não pode dizer-se que a "molécula mental” possua

 

 

forma (ela é arúpica), embora possa ser vista por videntes de alto treino como uma espécie de ovóide, quando ela se distancia dos corpos físicos. Pois enquanto a eles se acha ligada, é comum adaptar-se às formas do corpo físico-denso. Todavia, nos seres evoluídos, que já conseguiram desenvolver a consciência do seu plano (o chamado "corpo") mental, ele não está sujeito a limites de forma: pode agigantar-se e crescer de maneira a abarcar espaços incalculáveis (toda a galáxia ...). A mente atua no homem aprisionado na personagem e materializado na carne, através do intelecto, o qual funciona por meio de neurônios.  Por  aí  compreendemos  à  evidência  como se torna restrito o alcance mental: um oceano que se escoasse através de um buraco de agulha, deixando passar apenas gotículas, dá idéia do que consegue atravessar da mente para expressar-se em palavras. A tarefa atual da humanidade é desenvolver a mente, de tal forma que complete o estágio humano. O físico denso e o astral já tiveram desenvolvimento suficiente: agora é a vez do intelecto, que terá que superar e dominar totalmente as emoções. Uma vez integralmente atingido o ápice do progresso mental, entrará, então, a humanidade no ciclo do Espírito, cujos pródromos, entretanto, já vemos.

 

ASPECTOS

 

    A mente (a molécula mental) possui três aspectos, ou melhor, se exterioriza de três modos: poder de conhecimento (quietude); poder de vontade (concentração) e poder de dar energia (ação); no oriente diz-se que a consciência total se manifesta em três planos:

a) perceber os objetos (inteligência, nota dominante do plano mental);

b) desejo de posse (vontade, nota dominante do plano astral); e

c) esforço de conquista (atividade, nota dominante do plano físico).

Então a consciência registra o contato (no físico), a sensação (no etérico), a emoção (no astral), a percepção (no intelecto) , a conceituação (no mental). A humanidade atual, em que o homem comum só é consciente de seu corpo físico-denso, tudo o que lhe chega do astral e do mental é considerado alucinação, imaginação, subjetivismo, etc. A mente, neste atual estágio evolutivo (salvo exceções) serve para transmitir ao cérebro físico as idéias, provenientes do Eu profundo, enquanto leva, para o Eu profundo, registrando-as em sua memória, as experiências adquiridas durante a vida terrena.

 

EVOLUÇÃO

 

    Observemos (cfr. "Sabedoria do Evangelho", vol. 1) que a mente (ou melhor, a MOLÉCULA MENTAL, faculdade inerente à centelha divina) já existe desde o início da constituição do átomo, dirigindo e impressionando toda a evolução, afim de que se vá construindo veículos cada vez mais aperfeiçoados, através dos quais possa expressar-se cada vez mais amplamen-te. Vejamos os diversos degraus:

Mineral – desenvolvimento da matéria bruta, com os primeiros resquícios do duplo etérico;

Vegetal – desenvolvimento do etérico, prosseguindo a evolução da matéria, que passa de inorgânica a orgânica, enquanto surgem os primeiros laivos do astral;

Animal – desenvolvimento do astral (emoções), enquanto se aperfeiçoam a matéria e o etérico, mas já ensaiando as primeiras manifestações do intelecto;

Hominal – desenvolvimento do intelecto (mental concreto) que procura apoderar-se do domí-nio das etapas inferiores, enquanto se exercita na conquista da mente abstrata, aparecendo já os vislumbres do espiritualismo.

Super-hominal – desenvolvimento do mental superior, que já domina todos os veículos anteriores, conquistando, ao mesmo tempo, um grau de espiritualidade mais avançado.

Angélico (?) – desenvolvimento maior da espiritualidade, que absorve em si todos os anteriores veículos, submetendo-os totalmente à sua vontade esclarecida.

 

MENTE E DESEJO

 

    O "desejo" (kama) é o amor voltado para fora do ser, enquanto o "amor" volta-se para o âmago de si mesmo. É o desejo que leva o Espírito ao mergulho na matéria, a fim de desen-volver a criação. Esse desejo mantém a mente presa às encarnações, pois busca apenas o que lhe dá prazer, criando imagens, e rejeita o que lhe causa desprazer. Quando a mente consegue

 

 

consegue, por esforço determinado e persistente, libertar-se dos desejos externos, pode chegar a unir-se, livre, ao Eu interior; mas se, como ocorre no homem vulgar, tende para o material, permanece na roda fatal das encarnações durante largo tempo. É na mente que reside o livre-arbítrio, que só consegue ser soberano quando subjuga e destrói o desejo e as emoções. Como isso não é obtido de inopino, vemos que a mente só se liberta aos poucos, e quanto mais alcança a libertação, mais vai captando intuições profundas; ao atingir determinado estágio, torna-se capaz de transmitir com eficiência chispas de gênio. Isso não se alcança enquanto somos batidos pelas ondas emotivas. Só na calma e no silêncio pode o cérebro perceber a voz da mente. O desenvolvimento é lento, obtido em longa série de vidas, desde que todas sejam voltadas para esse objetivo. Vemos, de fato, que o centro de consciência, embora ainda mergulhado no desejo, já começa a ser controlado pela razão, transferindo-se do astral superior ao mental.

 

ONDAS MENTAIS

 

Ao pensar, a mente vibra e irradia vibrações ou ondas que se propagam pela matéria afim circundante com que ela sintoniza. Como o universo está permeado de "matéria" mental, a propagação se faz em todos os sentidos, tal como a luz de uma lâmpada, e atinge distâncias incomensuráveis (mesmo porque, no campo mental superior, não há espaço, pois a mente é INESPACIAL, ao contrário do físico, do etérico e do astral, que ocupam espaço, e do intelectual que é limitado em fronteiras vibratórias). Sendo a mente um "reflexo", também capta qualquer onda mental que a atinja, se ambos vibrarem na mesma faixa sintônica. Para que isso ocorra, indispensável que o pensamento emitido tenha clareza e nitidez, ao mesmo tempo que força propulsora na fonte irradiadora. A considerar, ainda, que se a onda mental emitida é de teor barôntico (emocional), desce suas vibrações ao plano astral, e logo se perde absorvida na mul-tidão de vibrações similares que incontáveis se cruzam nos níveis baixos. Daí a geral ineficiên-cia das ondas mentais, mesmo emitidas com as melhores intenções. Se, todavia, o pensamen-to é elevado, sem mescla de emoções, alcança quase sempre seus objetivos. E grande parte do despertamento da humanidade pode ser feito por meio de irradiações mentais conscientes, de  seres  que  se  reúnam com esse objetivo. Quem pensa baronticamente polui e envenena a

envenena  a  atmosfera mental, podendo ser causa de quedas e atrasos evolutivos. Quem con- trola seus pensamentos pode da mesma forma afetar os outros, e ser o responsável, sem sabê-lo, pela salvação de muitas criaturas. E a ajuda mental é muito mais vigorosa, eficaz e duradoura, que a própria ajuda física ou emocional. Os que constantemente pensam em níveis elevados são verdadeiros "renovadores de ar" da atmosfera mental, melhorando-lhe a pureza e expandindo a consciência do mundo.

 

FORMAS MENTAIS

 

    Outro produto do plano mental são as conhecidas "formas mentais", que se produzem pela emissão de vibrações. Sua construção assemelha-se às formas astrais plasmadas pelas emoções no plano astral, de que já falamos. Analisemos. O pensamento emitido provoca uma série de vibrações na matéria do plano mental, o que faz que as partículas desse plano se organizem em formas - tal como as vibrações sonoras provocam movimentação e desenhos em pó finíssimo sobre membrana vibrátil. A matéria do plano mental, assim movimentada pela projeção das vibrações do pensamento, une-se para plasmar a forma idealizada pela mente; em geral, se a mente é forte, as figuras são brilhantes e coloridas, mantendo-se vivas e em movimento durante bastante tempo. Essas formas podem ser "vistas" por videntes e clarivi-dentes que tenham bastante sensibilidade e quase sempre assumem coloridos belos, se o pen-samento for puro, emitido por mente de escol.  Quando  o pensador é involuído, mas de mente forte, as formas são tenebrosas. Quando a criatura tem a mente forte, mas oscila entre elevação e baixeza, as formas mentais também acompanham essas oscilações, e ora se formam figuras belas, ora hediondas. Os próprios emitentes podem vê-las e se espantam, sem compreender, de ora verem figuras de "santos", ora de "demônios", ora símbolos sagrados, ora armas de guerra e cenas de sangue. Tudo, porém, é criação de formas mentais saídas de seus próprios pensamentos. Essas formas são vivificadas pelo pensador, enquanto duram seus pensamentos. Se estes forem constantes, perduram longamente e agem, impulsionados pelas vibrações que as fizeram nascer. Arthur E. Powell afirma que:

1) a qualidade do pensamento determina a cor;

 

 

2) a natureza do pensamento determina a forma; e

3) a precisão do pensamento determina a nitidez da forma.

O plano mental, na humanidade atual, é formado de nuvens de formas irregulares e cores terrosas, pois a maioria dos pensamentos provém de criaturas ainda involuídas. Quando, por exemplo, um pintor ou escultor, imagina uma sua futura obra de arte, seu pensamento cria, com  sua  própria  matéria  mental,  uma imagem real dessa obra no plano mental; é o que os filósofos denominam "ideação". E essa imagem perdura de tal modo, que o artista pode copiá-la, na tela ou no mármore. E como jamais consegue reproduzi-la exatamente como a vê, pela deficiência da matéria grosseira em imitar a plasticidade e a cor da matéria mental, todo verdadeiro artista é um insatisfeito, um angustiado pela perfeição. E sobretudo as cores que vê no plano mental, jamais podem ser reproduzidas com exatidão absoluta. O mesmo ocorre com arquitetos, músicos, inventores, etc. Com os romancistas dá-se o mesmo: as personagens criadas mentalmente existem de fato, movimentam-se, agem, falam, construídas pela matéria mental do autor; e se perduram, imaginadas durante muito tempo, podem até sobreviver a seu criador e ser por ele vistas quando desencarna, como espécimes vivos que a ele se agregam. A própria faculdade humana da imaginação traz seu nome dessa capacidade de "criar imagens" no plano mental. E se a imaginação, nos cérebros descontrolados e não evoluídos pode ser chamada, como o foi, a "louca da casa", nos grandes artistas é a responsável pela própria grandeza deles. Porque estes podem fixá-las pela concentração até reproduzi-las na matéria densa, enquanto os primeiros nada fixam de concreto, e a matéria mental age com verdadeiro descontrole, plasmando centenas de figuras por minuto, saltando de coisas boas a ruins, de belas a feias, de agradáveis a horrendas, como a ventoinha biruta que não sabe e não pode fixar-se porque o vento não o permite. Quando essas formas mentais são descritas pelos escritores e caem no domínio das multidões, passam a constituir figuras permanentes coletivas, com existência real no mundo mental, alimentadas pelos milhares de pensamentos nelas focalizados; é o caso de, por exemplo, Robinson Crusoé, de Sherlock Holmes, de "Emília" (de Monteiro Lobato), etc. Essas formas mentais não são apenas passivas: agem também ativamente de diversos modos. Podem apenas ficar flutuando em torno de seu criador, acompanhando-o a todos os lugares aonde vá (e por vezes são tomadas, pelos videntes, como "guias" se forem de vibração elevada), podendo mesmo tornar-se, se mentalizadas continuamente, defesas ativas de seu criador. Entretanto, se forem de baixo teor vibratório,  podem  constituir-se "obsessores"; flutuando em redor de seu criador, reimprimem em sua mente as idéias por ele mesmo criadas, forçando a lembrar-se do que desejaria (por vezes!) esquecer, e forçando-o à monoidéia. A essas criações mentais muitos dão o nome de "demônios tentadores", e outros chamam de "obsessores". Se os pensamentos são constantes em determinado sentido podem levar o pensador quase inconscientemente à ação. Por exemplo, um pensamento contínuo de vingança, pode resultar num homicídio; um pensamento de ajudar aos outros, pode levar a um ato de auto-sacrifício heróico; em ambos os casos a criatura se admira de haver agido assim, sem perceber que seu ato foi condicionado

por longo pensamento. Outro efeito é que, muitas vezes, vemos todas as coisas através de nossa criação mental, atribuindo a tudo a "cor" típica de nosso pensamento. Isso explica os preconceitos, as "implicâncias" para com certas pessoas, a simpatia para com outras, os julgamentos e críticas, e tantas outras coisas que, se bem analisadas, não teriam outra explicação.

 

TELEPATIA

 

A forma mental criada pelo pensamento pode afetar outra pessoa se houver suficiente força e persistência da parte do pensador e, ao mesmo tempo, receptividade da parte da criatura em quem pensamos. O pensamento a atinge com sua onda vibratória, e a forma mental criada por nós segue, tomando a onda como conduto. Por vezes, quando a pessoa que recebe está com a mente ocupada, a forma mental permanece-lhe em torno da cabeça, até encontrar campo para penetrar. Daí podermos envolver as pessoas que desejamos (tanto quanto a nós mesmos) com formas pensamento protetoras, que as defendam de todos os perigos e ataques externos. Isso se obtém sobretudo com a prece em favor da pessoa: na prece desse tipo são os nossos pensamentos que ajudam os favorecidos, e praticamente jamais falham. Ao revés, quando os pensamentos enviados são maus e nocivos, ocorre que, ao encontrar uma pessoa de aura limpa protetora, as formas mentais negativas batem na superfície e ricocheteiam, regressando

àquele  que  a  enviou.  E  regressa  a ele porque, tendo-a enviado, está ainda ligado a ela, em

 

 

perfeita sintonia, porque foi quem a criou; então ele a recebe em cheio. Lógico que é mister ser um pensamento muito forte e intenso. Mas de qualquer forma, o homem constantemente povoa sua aura com as criações de sua fantasia, de seus desejos, de seus impulsos e de suas paixões. Uma pessoa evoluída pode destruir, com a ação de sua vontade, as formas mentais prejudiciais; em geral, porém, prefere não interferir, a não ser quando solicitada, mas apenas construir seu "ovo áurico" para defender-se.  Mentes sadias, reunidas periodicamente num ambiente (igreja, templo ou centro) formam egrégoros protetores que elevam os pensamentos dos freqüentadores e, ao mesmo tempo, agem como condensadores na destilação da água; assim como estes fazem resfriar o vapor que está em temperatura elevada, tornando a liquefazer-se, assim o egrégoro faz que as altíssimas vibrações espirituais degradem sua freqüência para atingir os presentes com as bênçãos da força divina. A telepatia pode exercer-se no plano etérico, quando o elemento de ligação é a glândula pineal; no plano astral, mediante 1igação direta entre os corpos astrais; e no plano mental puro; para isso requer-se evolução muito maior.

 

PLASMAÇÃO DO FUTURO

 

    As imagens mentais criadas por nós plasmam nosso futuro de pobreza ou de riqueza, de saúde ou de doença (gravação no DNA) de estudos e de profissão, e também determinam as aproximações de nossos companheiros e familiares nas encarnações futuras, pela atração que sobre elas exercemos, quer pelo amor, quer pelo ódio. Se os pensamentos atuais são constantes, causando-nos preocupações de proteção ou de medo, ligamo-nos de tal maneira a essas pessoas, que as prendemos a nós com laços duradouros, e as atraímos na vida subseqüente. Portanto, se alguém nos desagrada ou molesta, perdoemos e esqueçamos, para que em vidas porvindouras não voltem a nosso círculo de relações. Libertemo-nos enquanto é tempo: "harmonizemo-nos com nossos adversários enquanto estamos a caminho com eles"!

 

CURAS À DISTÂNCIA

 

    Para curar uma pessoa à distância, utilizando-nos da força mental, procederemos assim: sentados em relaxamento muscular, numa hora em que sabemos que o paciente repousa ou dorme, visualizemos  sua  figura à nossa frente, e sobre essa figura mental (que pode ser mais bem focalizada se tivermos dela uma fotografia) apliquemos passes, lancemos as irradiações benéficas e digamos palavras construtivas, a respeito do que é necessário que faça para curar-se de uma doença, de um vício, etc. Indispensável para o bom êxito que as imagens mentais e os processos de cura e as palavras sejam todas nítidas, e que nenhum engano seja cometido, para que não assumamos involuntariamente o carma dessa pessoa, e para que não interfira-mos em seu livre-arbítrio, impondo-lhe nossa vontade contra a sua: o choque de retorno poderá trazer a nós o reverso do que queríamos impor-lhe; ou então, pior ainda, corremos o perigo de fazer a pessoa piorar; por nossa incompetência podemos fazer que sua doença ou seu vício, que residem no plano físico ou no astral, subam do plano e se transfiram aos veículos superiores. Consideremos: a doença física, de modo geral, vem do mental e é libertada através do físico. Por isso é quase sempre mais proveitoso para a vítima, deixar que a doença (que é simples "evacuação" de fluidos pesados) siga seu curso normal e a purifique. Se nesse processo intervém um curador mental canhestro, sem capacidade real, e interfere no processo natural de liberação, pode ocorrer que haja um atraso e um retorno dos fluidos ao plano mental, piorando ao invés de obter a melhora, almejada. Daí a necessidade de SABER agir e de não ter pretensões descabidas a respeito do próprio valor, fazendo as coisas "por ouvir dizer". Se somos conscientes, limitar-nos-emos a orar "para que se cumpra a vontade de Deus imanente dentro dessa pessoa" pois Ele sabe, melhor do que nós, aquilo de que essa pessoa necessita para sua evolução.  Por isso, é sempre melhor usar, no tratamento das enfer- midades,  os tratamentos físicos usuais: chamar um médico e dar remédios, orar e dar passes,  

sem entrar na magia mental, bastante perigosa para ambas as partes. No entanto, o processo de cura mental pode ser utilizado com muito êxito para os desencarnados, como ocorre nas sessões mediúnicas. Mas muito cuidado é necessário para não obsidiar o Espírito, impedindo-lhe a evolução e impondo-lhe o que pensamos ser melhor para ele! Limitemo-nos, pois, a ORAR em benefício de encarnados e desencarnados, até atingirmos evolução capaz de VER e PERCEBER espiritualmente. Por isso, os dirigentes religiosos das massas populares utilizam meios eficazes e sem perigo, como no catolicismo as "missas", no hinduismo o "shrâddha", no

 

 

espiritismo as "sessões de caridade", e em todas as religiões, as orações pelos "mortos".

 

CENTROS MENTAIS

 

    Os pensamentos das criaturas se reúnem vibratoriamente em determinados, pontos, aí per-

manecendo gravados. Quem conseguir sintonizá-los com sua mente, pode, através dessas gravações, chegar até o autor do pensamento e dele obter maiores esclarecimentos. Conscientemente podemos fazê-lo se tivermos suficiente evolução para isso. Inconscientemen-te isso ocorre com certas pessoas que atingem o centro, são impressionadas por algumas idéias e, ao regressar ao cérebro físico a vibração mental, manifestam sua descoberta. E esta, por vezes, aparece inteiramente idêntica em dois ou três cérebros, por mais distantes que geograficamente se encontrem no planeta (por exemplo: Ogino e Knaus, etc.).

 

DESENVOLVIMENTO

 

    Só a própria criatura pode desenvolver sua mente, embora seja viável obter influxos de influências externas, por obra de oradores, escritores, professores, etc. A leitura, entretanto, só faz evoluir o intelecto, não a mente; esta só é treinada pelo pensamento medidativo firme e concentrado, em determinados setores, como a Verdade, o Bem e a Beleza. Para desenvolver a mente, temos que mantê-la em treino constante, sem jamais largá-la abandonada, a fim de que não seja atingida por pensamentos discordantes, provenientes de outras mentes encarnadas ou desencarnadas. A mente jamais deve permanecer em passividade. Só a mente capacitada a manter-se estável pode desenvolver-se. Daí a necessidade dos exercícios de concentração mental, de atenção aplicada, de estudos sérios, de reflexão precisa, e de tornar-se "criador", não apenas receptor de formas mentais. Quem deseja desenvolver sua mente tem que vigiá-la a cada segundo de suas horas de vigília, para só permitir que ela produza vibrações construtivas. Dessa forma, firmará uma tônica básica de elevação que lhe facilitará a tarefa. Com essa vigilância (isto é, viver despertos, acordados, e não em estado de adormecimento, pois esse é o sentido do "vigiai"); a mente evitará qualquer discussão, por mais elevada que seja, pois para discutir terá que abrir os canais mentais para receber as idéias  alheias.  Para  isso,  é  mister  que DESPERTEMOS, isto é, que saiamos desse estado de semi-sonolência dos homens involuídos, que só têm no plano mental idéias alheias, de tal forma que, se não fossem essas idéias, eles nem poderiam "pensar". Inegavelmente é essa reflexão de idéias alheias, de fora, que vai paulatinamente formando na criatura o chamado "corpo mental", até que, por evolução, ela consiga possuir o próprio. Mas quando isso ocorre, é indispensável dar um passo à frente, liberá-lo das influências externas, e aprender a "despertar" e permanecer vígil, pelo menos nas horas do dia em que não dorme. Até, que, mais evoluído ainda consiga manter-se desperto mentalmente, mesmo enquanto seus veículos físicos e astrais dormem à noite. A ordem de Jesus ORAI E VIGIAI explica exatamente isso: manter-se a criatura permanentemente (dia e noite) "desperta" e ligada às forças brancas, em "oração", o que é conseguido com o mergulho interno e a união definitiva com o Cristo. Nesse ponto, a consciência atual se transfere do corpo físico e das emoções, para o plano mental, e a

criatura dá um salto à frente: sua mente passará a ser ativa, criadora, feliz, pois grande parte de nossos sofrimentos provêm da indisciplina mental, e todo o nosso futuro depende de nossos pensamentos atuais. A Mente criadora é o primeiro aspecto da "Trindade humana", corresponde à ação do Espírito Santo; a Vontade, o segundo aspecto, é a manifestação do Pai; e o Amor, resultante da mente unida à Vontade, é o espelho do Filho, terceiro aspecto da Trindade divina.

 

EVOLUÇÃO HUMANA

 

    Consciente de seu poder e senhor absoluto de sua mente, vivendo em união com a Divindade, o homem pode contribuir larga e efetivamente para a evolução da humanidade: tornou-se '"adepto" e domina as vibrações do plano mental a seu talante, operando através da oração ininterrupta e firme, sem vacilações. Por isso, nos conventos católicos e nos ashramas hindus, ensina-se aos "noviços" e aspirantes, a orar ao despertar de manhã, para que o dia transcorra sereno; antes de qualquer alimento que ingere, para despertar as vibrações divinas

 

 

existentes na matéria que vai ser deglutida, sintonizando-as consigo, para que se torne, cada bocado que engole, uma comunhão; antes de lavar-se, em qualquer situação, para que a água purifique seus veículos físicos e astrais, mantendo a alma limpa de toda impureza e de fluidos pesados; quando entra em qualquer ambiente, para saturá-lo de suas vibrações puras; sempre que  se  encontra  com  qualquer pessoa, para derramar sobre ela fluidos de paz e defender-se

de quaisquer fluidos pesados que dela pudessem advir mesmo inconscientemente; antes de realizar qualquer trabalho, para que possa transformá-lo em oferta pura para beneficiar a humanidade; antes de qualquer aproximação com qualquer objeto, para impregná-lo de vibrações harmônicas; nos momentos em que se liberta dos excrementos e da urina, a fim de que todo elemento prejudicial à saúde seja expelido totalmente; e sobretudo durante as relações sexuais, para que atraia, nesses momentos sublimes, as mais puras vibrações divinas afastando do ambiente quaisquer influências de entidades involuídas. ORAR SEMPRE, ININTERRUPTAMENTE, mantendo a mente desperta e criadora em união total com Deus que em nós habita.

 

FACULDADES

 

    Muito poucas pessoas atuam, hoje, conscientemente, no plana mental (individualidade, intuição pura), pois a grande maioria situa-se no plano intelectual (personagem, raciocínio).  Mesmo fora da matéria, a grande maioria permanece no plano astral, sem alcançar o mental. Poderíamos trazer um exemplo prático, por onde se perceba o que afirmamos. Atualmente a humanidade lê um livro percorrendo-lhe as páginas com os olhos: leitura de palavras. Alguns chegam a lê-los com extrema rapidez, na chamada "leitura dinâmica". Ora, tudo isso é intelecto. Uma leitura no plano mental dispensa tudo isso: o simples contato mental com a aura do livro, faz que o "leitor" absorva a essência do seu conteúdo, dando-lhe isso bastante completa percepção das idéias nele expostas. Para realizar isso, o "leitor" deve colocar-se diante do livro com a mente parada, em posição receptiva, embora não vazia nem passiva: ao contrário, ativa e atenta para captar os pensamentos impressos na aura do livro, e com "seus" pensamentos parados, para que seja "ouvida" a vibração da obra escrita. Se o "leitor" for muito evoluído, poderá, até mesmo, através da sintonia das idéias do livro, atingir a mente do próprio autor, entrando em ligação mental com ele. Quando um homem chega a poder utilizar-se de suas faculdades mentais em sua consciência ordinária de vigília, já lhe é possível possuir poderes cada vez maiores para o serviço, atuando a distância com bons resultados (cfr. A. E. Powell, "El Cuerpo Mental", Pág. 120). Mas tudo isso requer longo e paciente treino e certa evolução. A mente jamais se cansa: o intelecto sim, pelo desgaste dos neurônios. Devemos distinguir cuidadosamente a intuição, que provém do Espírito e o impulso, de fazer ou deixar de fazer algo, que nasce do corpo astral (emoções ou desejos): a intuição permanece e se fortifica com o passar do tempo, ao passo que o impulso se vai enfraquecendo e morre. Então, ao recebermos o impacto de uma idéia, cultivemos a paciência da espera, até distinguir, para

não cedermos a um impulso errado. CONCENTRAÇÃO – MEDITAÇÃO – CONTEMPLAÇÃO (...) Podemos definir concentração (dhâranâ) como "prestar atenção", plenamente, sem que a mente pule de uma idéia a outra. Não requer rigidez física. Antes, relaxamento muscular, serenidade e quietude, procurando "esquecer" os veículos físicos. Saibamos, porém, que a concentração não é passiva, mas ativa. Mediante uma concentração mental podemos anular uma dor, domi-nar a raiva, extinguir uma emoção. O Bhagavad Gita diz (6:35) que "a mente pode ser subju-gada pela prática constante (abhyâsa) e pela indiferença (vairagya)". A meditação (dhyâna) é o exercício continuado da concentração sobre determinado tema. Existe um tipo superior de meditação, que só pode ser ensinada pessoalmente, pois exige de quem a pratica requisitos especiais. A contemplação (samâdhi) é sintonizar e identificar-se ao objeto ou tema contem-plado, mergulhando nele e "conhecendo-o" pela união total, fundindo o próprio eu na essência dele.

 

PLANO MENTAL

 

    Após a desencarnação, todos passam pelo plano astral, onde a maioria permanece. Alguns, todavia, conseguem superá-lo, com a perda do corpo astral, o que ocorre sem sofrimento. Penetram, então, no plano mental, onde não há dores: é o mundo do Pensamento puro. No plano mental não encontramos nem possuímos "forma",  mas apenas sintonia vibratória; não

 

 

o atingem as personagens,  apenas as individualidades;  não há tempo nem espaço,  apenas a  consciência no eterno "agora"; a consciência mais alta que aí funciona deixa para trás os elementos passados, embora conserve vivas todas as qualidades e experiências adquiridas: trata-se de um mundo superior, difícil de entender por quem nunca o habitou, impossível de descrever por falta de palavras na linguagem articulada humana; é como descrever o gosto de uma fruta; só comendo-a é que lhe sabemos o gosto. Assim o "plano mental " só pode ser entendido vivendo-o.

 

 

EPÍLOGO

 

Aí está - leitor que conseguiste chegar ao término deste ensaio - o resultado dos estudos de alguém que prossegue no Caminho, e não atingiu a meta. Assenhoreia-te das idéias nele expostas e sobre elas raciocina e medita, para tirar proveito do que está certo e desenvolvê-lo e para corrigir o que estiver errado. Nós faremos o mesmo, procurando aprender cada vez mais.

 

Fonte:

·         Técnica da Mediunidade/Carlos J. Torres Pastorino/3ª. edição – Ano 1975/Editora Sabedoria – Guanabara – RJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IX. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A CURA

 

Atuando nos centros do perispírito, os Espíritos por vezes efetuam alterações profundas na saúde dos pacientes, alterações essas que se fixam no corpo somático, de maneira gradativa, mormente quando encontram o serviço da prece na mente enriquecida pela fé transformadora. 

ANDRÉ LUIZ


 

        Os resultados que se podem obter através dos procedimentos cirúrgicos por meio dos médiuns operadores, também se podem conseguir por meio da oração, da terapia dos passes, da água fluidificada, dos inesgotáveis recursos de que dispõem os missionários do Bem no plano espiritual. 

JOANNA DE ÂNGELIS


 

        Toda cura procede de Deus. Como Deus é amor, eis que o amor é essencial no mecanismo da saúde. 

JOANNA DE ÂNGELIS


 

        Os enfermos rogavam a Jesus que ao menos pudessem tocar a orla do seu vestido; e todos os que a tocavam ficavam sãos.


 

        Toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele (Jesus) virtude, e curava a todos.


 

        Colocavam os enfermos em leitos nas ruas, para que ao menos a sombra de Pedro, quando passasse, cobrisse alguns deles.


 

       Não será permitida às entidades espirituais a revelação dos processos de cura da lepra, do câncer, etc. Antes de qualquer consideração, devemos examinar a lei das provações e a necessidade de sua execução plena.

        Na própria natureza da Terra e na organização de fluidos inerentes ao planeta, residem todos esses recursos, até hoje inapreendidos pela ciência dos homens. Jesus curava os leprosos com a simples imposição de suas mãos divinas. 

(Ver: Fluidoterapia)

        O plano espiritual não pode quebrar o ritmo das leis do esforço próprio, como a direção de uma escola não pode decifrar os problemas relativos à evolução de seus discípulos.

        Além de tudo, a doença incurável traz consigo profundos benefícios. 

·                   Que seria das criaturas terrestres sem as moléstias dolorosas que lhes apodrecem a vaidade? 

·                   Até aonde poderiam ir o orgulho e o personalismo do espírito humano, sem a constante ameaça de uma carne frágil e atormentada?

        Observemos as dádivas de Deus no terreno das grandes descobertas, mobilizadas para a guerra de extermínio, e contemplemos com simpatia os hospitais isolados e escuros, onde, tantas vezes, a alma humana se recolhe para as necessárias meditações.

        As entidades amigas podem diminuir a intensidade da dor nas doenças incuráveis, bem como afastá-la completamente, se esse beneficio puder ser levado a efeito no quadro das provas individuais, sob os desígnios sábios e misericordiosos do plano superior.

Emmanuel – 1940


        Convêm observar o exagerado otimismo dos companheiros, vendo que alguns, mais levianos, chegam a fazer promessas formais de cura às famílias dos enfermos. Claro que serão enormes os benefícios a serem colhidos pelos doentes; todavia, se devemos estimar o bom ânimo, cumpre-nos desaprovar o entusiasmo desequilibrado e sem rumo.

André Luiz

 

 

A RENOVAÇÃO DOS MÉTODOS DE CURA

        Em todos os séculos tem-se estudado o problema da saúde humana.

·                   Até à metade do século XVIII, admitia-se plenamente a medicina da Idade Média que, por sua vez, representava quase integralmente o mesmo processo de cura dos egípcios, na antigüidade. Todas as moléstias eram atribuídas à vacilação dos humores, baseando-se a maior parte dos métodos terapêuticos na sangria e nas substâncias purgativas. 

·                   No século XIX, as grandes descobertas científicas eliminaram esses antigos conhecimentos. 

        Os aparelhos de laboratório perquirindo o mundo obscuro e vastíssimo da microbiologia, as novas teses anatomopatológicas, apresentadas pelos estudiosos do assunto, estabelecem, com a severidade das análises, que as moléstias residem na modificação das partes sólidas do organismo, abandonando-se a teoria da alteração dos humores. Os médicos esqueceram, então, o estudo dos líquidos viciados do corpo, concentrando atenções e pesquisas na lesão orgânica, criando novos métodos de cura. 

Emmanuel – 1938

 

IX.1 – CURAS ESPIRITUAIS

Wilson Garcia

Após o aparecimento do Espiritismo, o tratamento das doenças espirituais tiveram um avanço considerável, embora se reconheça que nem todas as doenças possam ser curadas. A verdade é que a Doutrina posicionou a questão de forma simples e esclarecedora, oferecendo conhecimentos até então ignorados, o que possibilitou a qualquer pessoa utilizar-se dos métodos por ela preconizados e obter resultados positivos.

A maioria absoluta dos tratamentos espirituais está relacionada com aquilo que nós convencionamos chamar de "a chave do Espiritismo". O passe, puro e simples, os tratamentos mais complexos e até mesmo aqueles que passam pelo uso de instrumentos cirúrgicos, popularizados com Arigó, no Brasil, todos têm como elementos básicos o pensamento, os fluidos e os espíritos.

Assim como a medicina moderna reconhece na base das doenças fatores de ordem psíquica, o Espiritismo explica que os males têm relacionamento com o espírito encarnado, ora apontando para deficiências perispirituais, ora esclarecendo que o indivíduo só pode obter resultados defi-nitivos quando reconhece em si mesmo a base dos problemas, contribui com suas ações para a melhoria do seu estado, coloca a vontade como elemento poderoso e alia a isto os elementos intermediários, aqueles que servem de ponte entre os Espíritos, os fluidos e o doente.

Adiantando informações sobre o passe

O passe é o método de tratamento espiritual mais popularizado. Embora não seja uma criação do Espiritismo, pois seu uso vem de épocas remotas, sendo conhecido por civilizações antigas - inclusive com o Cristo, que impunha as mãos sobre o doente, para curá-lo - com a Doutrina ele ganhou um impulso exatamente pelo conhecimento que o Espiritismo oferece a seu respeito.

Como veremos mais para frente, sobre a forma de aplicar o passe muita coisa já foi dita e as discussões não pararam porque existem, de um lado, indivíduos que entendem não importar o método e sim os resultados, e de outro aqueles que dão importância à forma e defendem, portanto, uma aplicação dentro da simplicidade, sem nenhuma encenação que ultrapasse a imposição de mãos.

 

 

É de se ver que, fundamentalmente, os resultados do passe não dependem especificamente da forma como ele é aplicado e sim daquele que o está aplicando e da participação, muitas vezes, dos Espíritos.

Apesar disso, não se pode deixar de apreciar o fato da Doutrina atribuir à sua prática o caráter de simplicidade. A padronização do passe, iniciada na Federação Espírita do Estado de São Pau- lo por Edgard Armond, e que tanta celeuma tem causado no movimento espírita - celeuma até maior do que merece - traz consigo um perigo muito grande: o de mecanizar os passistas, des-  viando deles a importância da concentração e da sua própria participação na aplicação em si.

Mas não é só. Na verdade, se o passista não possuir uma consciência clara do assunto, ele poderá se transformar num robô, num autômato, dando a entender para os que não possuem conhecimento espírita, que a Doutrina está condicionada a determinados rituais, quando na verdade ela é contra toda e qualquer atitude que possa embotar a mente.

Quanto aos resultados em si, ninguém, em sã consciência, poderá afirmar que o passe padronizado não tem efeito nenhum, porque, se o fizer, será desmentido pelos resultados obtidos ao longo dos anos pela Federação e pelas centenas de centros no País e fora dele que adotam o modelo daquela instituição.

A questão, portanto, não está na forma mas no conteúdo, embora a "forma não seja de desprezar", como garantiu Allan Kardec um dia. Aqueles que entendem que o passe deva ser aplicado de forma simples, entre os quais nos incluímos, precisam estar atentos exatamente para este aspecto da manutenção dos postulados doutrinários como eles nos foram legados pelo Codificador. Tudo o mais que passar disso será exagero. Aqueles que entendem diferente e não encontram razões maiores para evitar a padronização devem estar conscientes dessa sua postura e assumi-la claramente, procurando o equilíbrio em suas ações, para evitar que as discussões criem condições negativas no momento de atender aos necessitados.

O passe, como todos sabem, é uma transfusão de energias - ou fluidos - realizado pelo pensamento do passista e dos espíritos que atuam junto com ele. Kardec afirma que "a cura se opera pela substituição de uma molécula sã a uma molécula malsã". Não importa que o passista seja médium ou não. O fato de não ser médium não traz nenhum prejuízo, desde que haja por parte daquele que aplica o passe o desejo de o fazer da melhor forma possível. Com isso, ele estará criando um relacionamento com os espíritos, o que se dará fundamentalmente através do pensamento.

Em sendo médium, o passista ganhará apenas nas facilidades que poderá oferecer para que os espíritos o utilizem para alcançar os fins desejados. Mas, ainda assim, como médium ele não está isento do esforço no comportamento, na forma de pensar, nem mesmo da participação que terá no ato em si, de seus fluidos, a energia carreada para o necessitado.

Outro detalhe até aqui muito discutido diz respeito ao conhecimento do passista. Muita discussão se fez a respeito da necessidade ou não do passista conhecer um pouco de anatomia humana, isto é, da distribuição dos órgãos e aparelhos do corpo humano. Entre as alegações a favor e contra a necessidade desse conhecimento, muitas discussões foram feitas. O fato mais interessante e que parece acabar com essa polêmica é o seguinte: o conhecimento é importante em qualquer área de atuação humana e o Espiritismo o valoriza de tal modo que chega a exaltá-lo da seguinte forma: "Espíritas, amai-vos, eis o primeiro mandamento; instrui-vos, eis o segundo".

Obedecendo a esse critério, o amor é a primeira condição básica para uma boa atividade na aplicação do passe. Existindo amor sincero, não há dúvida de que um grande passo estará sendo dado no sentido de se alcançar bons resultados. Com isso, pessoas simples, de poucos recursos intelectuais, poderão obter excelentes resultados em qualquer centro espírita, por mais humilde que este seja.

 

 

Porém, se os indivíduos puderem adquirir conhecimentos outros que possam ser utilizados na prática, ninguém poderá dizer que isto não trará benefícios. O conhecimento de anatomia poderá ser de grande utilidade, principalmente para os passistas que trabalham com seus próprios recursos, sem um contato mais íntimo com os Espíritos.

O que não será aceitável é o indivíduo se opor ao conhecimento porque não gosta ou não tem interesse em adquiri-lo. Neste caso, a questão é outra. Não é o conhecimento que é dispensável, mas o indivíduo é que não deseja alcançá-lo.

O pensamento, a energia e os Espíritos

Antes de falar dos diversos métodos de cura utilizados no Espiritismo, seria bom, caro leitor, esclarecer alguns pontos do nosso interesse, a fim de que ambos possamos chegar ao final com alguma concordância e, principalmente, sem nenhuma decepção de sua parte. O que falarei aqui não constituirá nenhuma novidade, por uma simples razão: penso que vivemos uma época em que precisamos mais do que nunca trocar idéias acerca do Espiritismo prático, não daquele Espiritismo apenas mediúnico, onde se senta em torno de uma mesa para contatos com os espíritos, nem daquele em que se fica dando voltas em torno da indefectível "reforma íntima". Absolutamente, quando falo em Espiritismo prático refiro-me ao entendi-mento da teoria com tal clareza que ela se incorpora facilmente à nossa existência e passa a fazer parte do nosso dia-a-dia. Esse tipo de Espiritismo, que considero o mais importante, é simples e ao mesmo tempo todo complexo. Simples, porque todos nós podemos alcançá-lo, desde que o desejemos: ele é óbvio, está à nossa frente, faz parte da vida. Para alcançá-lo é preciso apenas enxergar o óbvio. Mas ele se torna complexo na medida em que colocamos dificuldades em nosso pensamento, de tal forma que não conseguiremos enxergá-lo.

De qualquer maneira, se pretendemos entender esse Espiritismo óbvio e simples, precisamos perseguir o caminho da praticidade em nossos pensamentos e textos. Essa é a razão porque nesse estudo nada apresentaremos de novo; apenas reviveremos os conceitos e conhecimentos que já possuímos, a fim de melhor fortalecer o nosso estudo.

A chave do Espiritismo

Sempre que você desejar tratar de um assunto espírita, deverá cuidar para não esquecer de três itens importantes: o pensamento, a energia e o Espírito. Talvez você não tenha percebido ainda, mas esta é a chave do Espiritismo, capaz de abrir a porta do entendimento de qualquer assunto. Sem ela, com toda certeza, você ficará tateando sem encontrar a maneira certa de compreender por inteiro a Doutrina.

Não há assunto doutrinário no qual estes três elementos - pensamento, energia e Espírito - não tenham seu lugar. Em determinados momentos, eles ocupam papel fundamental; em outros, eles desempenham função secundária, mas em nenhum momento eles podem ser postos de lado.

Façamos um esforço mental para verificar se isto é verdade ou não passa de uma suposição.

Tomemos alguns assuntos definidos como princípios fundamentais da Doutrina Espírita e verifiquemos se realmente nós vamos precisar daqueles três elementos. Por exemplo, reencarnação: aqui é indiscutível a presença dos três. Antes de efetuar o ato reencarnatório, o espírito está envolvido no fluido cósmico: seu corpo, que o Espiritismo chama de perispírito, é composto de energias invisíveis aos olhos humanos, mas mesmo assim capazes de possuir uma certa densidade. Na reencarnação, o Espírito é o elemento central, pois é ele quem reencarna. Como o pensamento é atributo do Espírito, fica clara a presença dos três elementos aí.

Alguém poderá alegar que a reencarnação tem o seu lado filosófico e que talvez aí não precise-

 

 

mos contar com os três ou um dos três elementos. Impossível. Mesmo em se tratando de estudo filosófico, não poderemos dispensar a participação dos três elementos, uma vez que sendo o Espírito um dos elementos fundamentais do estudo da reencarnação, em qualquer aspecto, logo estarão presentes com ele o pensamento e a energia. Isso é facilmente explicável: o Espírito é o ser inteligente, imortal, que pensa. Ao pensar, ele está agindo sobre a energia e dando-lhe um destino e uma qualidade. Espírito, pensamento e energia andam juntos, invariavelmente.

Desta forma, para encontrar um tema doutrinário onde aqueles três elementos não estejam presentes, temos de procurar aqueles onde o Espírito não participe. Será que existem? Vamos ver. De cara, descartamos todos os princípios onde a mediunidade participe: curas, passes, receituário mediúnico, incorporação, psicografia, efeitos físicos, etc... Isto porque, onde há mediunidade, há Espírito.

Pensemos, portanto, em outros. A Lei de Causa e Efeito. Não serve. Ela é uma lei da natureza, relacionada intimamente com o espírito. Portanto, deve ser descartada. A Lei Moral! Ela se reporta diretamente ao Espírito e às conseqüências de suas ações, logo diz respeito ao pensamento e à energia. A vida em outros mundos? Também não serve, elas se destinam ao Espírito, logo... Pensemos em temas objeto de estudo científico e também nada encontraremos, porque onde bate a ciência, dá de cara com os fenômenos oriundos da relação dos homens com os Espíritos, o que mata definitivamente qualquer tentativa aí. E quando houver questão onde os Espíritos não ajam diretamente, ainda assim haverá a presença do ser encarnado, o homem, que não deixa de ser um espírito, apenas que vivendo com um corpo de carne. Portanto, precisa ser descartado.

Tarefa inglória esta, já se vê. O mais inteligente aqui será deixar de lado esta tentativa de estudar o Espiritismo sem levar em consideração o pensamento, a energia e o Espírito, e concluir que, realmente, estes três elementos constituem a chave da compreensão doutrinária, sem a qual as portas não se abrem. É preciso, portanto, dar-lhe uma atenção especial, a fim de compreender bem a presença e a participação deles na vida. Quando isto ocorrer, ou seja, quando dominarmos bem os três elementos, facilmente entenderemos os demais aspectos do Espiritismo.

A Chave e a Cura Espiritual

Nestes tempos bicudos, em que no movimento espírita se estabelece uma discussão entre processos e formas de se conseguir uma cura espiritual, perde-se muito tempo com questões secundárias e não se volta a atenção para coisas essenciais. Por exemplo, a ação do pensamento no fenômeno da cura. De nada adianta estarmos preocupados com o fato do passista ter ou não comido carne, fumado um cigarro etc..., se ele, apesar de atender a tudo isto, chegar ao centro espírita carregada de pensamentos negativos, se estiver dispersivo em vista de seus problemas pessoais, se o rancor e a amargura estiverem ocupando os seus momentos e coisas do gênero. Antes de mais nada, o passista é um elemento ativo, que participa efetivamente do processo.

Ele não está ali apenas como um autômato qualquer, mas como co-agente da cura. Então, da mesma forma que ele deve cuidar da alimentação, da higiene pessoal e tantos outros detalhes, ele precisa ter consciência de que o seu pensamento vai estar presente no processo, vai interferir e essa interferência tanto poderá ser positiva, a favor do ato, quanto negativa, em prejuízo dele.

Em qualquer tipo de cura, isto ocorre. Kardec dava tanta importância ao ato de pensar que um dia escreveu no livro "A Gênese": "O pensamento produz uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral: é isso unicamente o que o Espiritismo poderia fazer compreender".

A concentração do pensamento pelo passista no ato que está praticando é de fundamental importância  no  processo de cura. Sabendo como sabemos que o pensamento cria, através de

 

 

sua interferência sobre a energia cósmica universal, fica mais fácil entendermos porque o passista deve ter a atenção, mais do que tudo, voltada para o ato. O passista dispersivo mentalmente será sempre um estorvo, alguém que atrapalha ao invés de ajudar. Ele não conseguirá bons resultados, através dele dificilmente as pessoas conseguirão um atendimento à altura de suas necessidades.

É o pensamento que dá qualidade curativas aos fluidos, que existem em estado natural ao nosso redor.

É ele que transforma o fluido inerte em energia capaz de recompor um tecido doente ou reduzir os males de ordem espiritual que afetam os indivíduos. É o pensamento também o fio que nos permite estabelecer um relacionamento positivo com os Espíritos, que participam das atividades curadoras. Mas, ao mesmo tempo em que nos permite tudo isso, ele também poderá nos ligar a Espíritos cuja presença será prejudicial ao ato de curar. Toda moeda tem dois lados, as leis da natureza são estradas de duas mãos.

Se a ação do pensamento positivo sobre a energia faz com que ela se transforme em remédio para diversos males, "os fluidos que emanam de uma fonte impura são como substâncias médicas alteradas", afirma o Codificador.

A mente é fonte de energia curativa ou de energia destruidora. É o pensamento dos seres vivos, Espíritos e homens, que produz os bons resultados, assim como os bons ambientes. E os males também. A rigor, poderíamos dizer que muitas curas se processam apenas com a participação do pensamento dos encarnados, sem nenhuma interferência dos Espíritos. Isso poderá parecer assustador para alguns, mas é a pura verdade.

"Certas pessoas têm verdadeiramente o dom de curar pelo simples toque, sem o emprego dos passes magnéticos?" - perguntou Kardec aos Espíritos. E eles responderam: "Certamente, disso vocês não têm numerosos exemplos?".

Isso desmistifica um pouco os ares criados por indivíduos pouco conhecedores da Doutrina, porque põe abaixo a teoria ingênua de que em tudo os Espíritos estão presentes. Na verdade eles estão presentes em muita coisa, mas daí a dizer que em tudo vai uma distância muito grande. O que há é falta de conhecimento doutrinário.

Um ambiente bem formado, onde os indivíduos pensam na mesma faixa, se identificam com os mesmos propósitos, desejam os mesmos resultados, poderá ser palco de coisas fantásticas, mesmo sem a participação direta dos Espíritos. Se há centros onde nada se consegue em termos de cura, a causa com certeza estará na falta de preparação dos responsáveis pelo centro ou em outros fatores que possam estar bloqueando o bom uso dos fluidos. Do contrário, os resultados apareceriam sem nenhuma dúvida.

A força do pensamento, sua ação sobre a energia e as ligações espirituais que ele estabelece precisam ser melhor e mais freqüentemente estudadas por aqueles que nos centros espíritas têm a responsabilidade de atender e consolar aos que batem à porta.

Os métodos de cura

Além do passe, que é o mais conhecido, a cura pode ser obtida pelos seguintes meios: pela prece, pelo receituário mediúnico, em reuniões de desobsessão, através de operações sem instrumental cirúrgico, por meio de operações com uso de instrumental cirúrgico, pelo tratamento a distância e - acrescentemos - por outros meios espirituais desconhecidos ainda.

É bom ter em mente que, apesar de seu avanço, o Espiritismo não é uma doutrina completa, a ponto de informar sobre tudo, inclusive sobre todos os meios através dos quais as curas se processam.

 

 

Basta dizer que às vezes somos surpreendidos por acontecimentos que fogem completamente aos conhecimentos que possuímos, doutrinariamente. Outras vezes, a forma, o local etc..., onde as curas acontecem se constituem numa mostra importante de que precisamos agir com cautela sempre que desejarmos classificar a cura.

De qualquer maneira, é o Espiritismo que nos dá as melhores e mais firmes indicações sobre o mecanismo das curas e os meios de obtê-las. Dá-nos ele, inclusive, a possibilidade de interpretar inúmeros casos em que as curas acontecem, fora do ambiente doutrinário e sob condições bastante interessantes. O próprio estudo dos processos de cura oferece-nos material para interpretar e compreender outros casos. É o que relembraremos rapidamente a seguir.

A Prece

A prece é um dos meios pelos quais a cura de um mal pode ser alcançada. Mas é, também, um meio dos mais difíceis, haja vista a pequena capacidade que grande parte dos seres humanos tem para orar. Isto porque a oração não é um ato mecânico, que se realiza pelos lábios.

Não. A prece é algo que depende enormemente do pensamento e da vontade. Sem esses dois requisitos, a prece se transforma em algo sem maior expressão. Quando os homens aprendem verdadeiramente a orar, sem dúvida que conseguem sucesso em muitas coisas, inclusive na solução de seus problemas de saúde.

A confirmação de que se pode obter cura através da prece pode advir do conhecimento (que vimos atrás) da ação do pensamento sobre os fluidos, que nos esclarece como a coisa acontece. Mas pode advir também da informação de "O Livro dos Espíritos": - "Podemos obter curas só pela prece?" indaga Kardec, ao que os espíritos respondem: "Sim, às vezes Deus nos permite; mas talvez o bem do doente seja o de sofrer ainda e então vocês pensam que a prece não foi ouvida".

Esta resposta enseja, além da confirmação do poder da prece na cura, uma reflexão sobre o fato de nem todo doente poder ser curado. Isto está explícito na resposta dos espíritos, que afirmam ser a doença, muitas vezes, "o bem do doente". Todos sabemos que isto acontece em vários níveis, ou seja, sempre que o doente é possuidor de compromissos denominados cármicos, que devem se prolongar para além do momento em que está recebendo o tratamento, a cura deixa de acontecer. Um indivíduo de grande força de vontade e orando com sinceridade, pode ainda assim não alcançar o que deseja se isto for o melhor para ele.

Aliás, André Luiz nos mostra um exemplo que ilustra bem esse fato: havendo desencarnado, a mãe de um jovem prossegue no mundo espiritual sofrendo com a doença do seu filho encarnado, preso ao leito. De tanto implorar aos espíritos mais esclarecidos o alívio das dores do seu filho, ela recebe a informação de que será atendida. Tão logo os espíritos realizam a cura, o jovem retoma uma vida perdulária, acabando por voltar ao vício do alcoolismo, que havia motivado a sua doença. Com isto, também retorna a doença e o jovem volta ao leito. A mãe, embora com muito sofrimento, acaba por compreender que a dor é "o bem do doente".

Como a questão da cura total é extremamente complexa, uma vez que os resultados variam de caso para caso, é bom estar prevenido. Pode o indivíduo não estar em condições de obter a cura total, seja porque o seu estado físico está comprometido irremediavelmente, seja porque o seu processo cármico o recomenda. Mas entre a cura total e a cura parcial muita coisa pode ocorrer, ou seja, há pessoas que, após determinado tratamento, alcançam resultados parciais, que diminuem em parte o seu sofrimento, sem extingui-lo definitivamente. Quando isto acontece, de duas uma: ou a pessoa compreende e assume sua situação, ou ela não aceita o pequeno resultado, e continua descrente de tudo.

Isto pode ocorrer com dirigentes mal preparados. Estes poderão entrar em um processo de descrença ante a doutrina pelo simples fato de não conseguir resultados positivos para todos aqueles que os procuram.  A maneira de enfrentar essa situação, que será inevitável nas casas

 

 

espíritas dedicadas à prática da cura espiritual, é fortalecer o conhecimento, a fim de compreender que na maioria das vezes a cura total ou parcial não depende exclusivamente dele, mas de um conjunto de fatores nos quais entram o pensamento, os fluidos, os intermediários, os Espíritos e o próprio paciente.

Retornemos à prece. Apesar do estágio em que nos encontramos atualmente, somos ainda muito deficientes na hora de realizarmos uma oração. Esta deficiência é que nos impede de obter bons resultados em nossos propósitos. A prece deveria se constituir em matéria de constante estudo nos centros espíritas, mas estudo verdadeiro e não se tornar objeto de considerações puramente místicas, que impedem alcançar a sua essência. O Cristo mostrou bem o seu poder. Resta-nos entendê-la em profundidade, a fim de aprendermos a utilizar essa ferramenta poderosa, pela qual muitos resultados positivos poderemos alcançar.

A prece, não tenho dúvida, pode ser objeto de estudo teórico e prático, repetidamente, em nossos centros espíritas, principalmente porque temos a presença permanente de um público rotativo, ou seja, pessoas que não se fixam, são apenas passageiros do momento.

Receituário mediúnico

A mediunidade receitista foi tratada por Kardec de maneira objetiva. Diz ele em "O Livro dos Médiuns" que a especialidade dos médiuns receitistas "é a de servir mais facilmente de intérpretes aos espíritos para prescrições médicas. Não devemos confundi-los com os médiuns curadores, porque eles não fazem absolutamente mais do que transmitir o pensamento do Espírito e não têm, por si próprios, nenhuma influência".

Com a popularização do Espiritismo, este tipo de mediunidade foi tomada de muitas preocupações, criando-se em torno dos médiuns receitistas uma aura de medo. Espalhou-se a preocupação de que as receitas espirituais pudessem, pelo menos no Brasil, contrariar as leis e trazer para a Doutrina alguns prejuízos. Surgiu então a orientação de que as receitas dadas por médiuns deveriam passar pelo crivo dos médicos, passando estes a responsabilizarem-se por elas.

Se em algum momento esta preocupação teve sua razão de ser - principalmente porque houve épocas em que o Espiritismo foi perseguido intensamente e qualquer coisa que pudesse servir de pretexto aos adversários acabaria por dificultar a sua difusão - a verdade é que a presença do médico ao lado do médium receitista passou a ser encarada em muitos centros espíritas como uma necessidade inadiável, a ponto de inibir o trabalho mediúnico.

Ainda hoje, certas instituições de peso no movimento espírita divulgam a necessidade da presença desse médico de plantão e se não fosse o bom senso de muitos deles, nós não veríamos chegar às mãos dos pacientes as receitas. Simplesmente porque muitas delas, como um dia avisou Herculano Pires, contrariam as orientações dos médicos encarnados. Isso sem falar dos centros espíritas que, tomados de verdadeiro pânico, deixaram de abrigar em seu recinto o médium receitista, chegando alguns a proibir a sua presença. Era preciso não contrariar as orientações vindas de cima.

O que serviu para um certo momento já não tem mais valor hoje. Ao invés de divulgar esse tipo de orientação absurda, precisamos na verdade é valorizar o trabalho dos médiuns receitistas, dando-lhes apoio, sem perder de vista, é claro, o controle que todo e qualquer tipo de mediunidade deve ter, para não se transformar em arma contra a Doutrina e os homens.

Já está mais do que na hora de incrementar uma campanha para que as leis do país sejam protetoras da medicina alternativa/complementar e não inibidoras de sua ação. Não precisamos temer as leis, mas modificá-las e torná-las modernas. O medo da punição foi o que levou Pedro a negar o Cristo três vezes. Este mesmo medo é que faz alguns espíritas preferirem prejudicar a Doutrina a lutar contra tudo aquilo que ainda dificulta ou entrava a sua prática.

 

 

A mediunidade receitista é, no processo de cura, muito importante e às vezes complementar do tratamento espiritual. Os Espíritos que atuam neste setor, normalmente ex-médicos encarnados, se utilizam de conhecimentos adquiridos em vidas passadas e aprimorados na Espiritualidade. Suas receitas chocam muitas vezes os profissionais da medicina, uma vez que a combinação de remédios nem sempre segue o comportamento tradicional. Há Espíritos que combinam diversos tipos de remédios, misturando alopatia e homeopatia, enquanto outros seguem uma dessas linhas apenas.

Alguns médicos espirituais se utilizam unicamente de ervas em suas receitas, enquanto que outros, demonstrando perfeito acompanhamento da evolução da ciência humana, costumam receitar remédios que acabaram de ser postos à venda ou - surpreendentemente - estão ainda em fase de experimentação pelos pesquisadores.

Os resultados do receituário mediúnico via de regra seguem o mesmo padrão dos demais tipos de tratamento espiritual, ou seja, a cura total, parcial ou nenhum resultado efetivo ficam na dependência do encarnado e dos seus compromissos cármicos. Como os médiuns receitistas, segundo Kardec, não exercem nenhuma influência no receituário, é de se crer que a ação de seu pensamento não tenha influência no resultado da cura, ao contrário do passe onde a influência é quase total. De qualquer maneira, os médiuns estão sempre submetidos aos interesses dos Espíritos, isto é, são os Espíritos que determinam o que receitar.

Curiosamente, há médiuns que aparentemente se especializam em determinado tipo de medicina. Alguns só receitam homeopatia, outros apenas alopatia e assim por diante, mesmo que os Espíritos que por eles receitam não sejam os mesmos. Isso, de certa forma, facilita o trabalho do médium, que pode assim melhorar o seu próprio conhecimento acerca do assunto, facilitando ainda mais a ação dos Espíritos. De qualquer maneira, essa especialização parece ter por causa muito mais a determinação dos Espíritos quanto ao tipo de receituário do que propriamente o interesse do médium.

Operações Espirituais

A cura através do que se convencionou chamar operações espirituais parece ser recente, especialmente aquelas em que os médiuns utilizam instrumental cirúrgico. Não há registros de fatos dessa natureza do século passado. Allan Kardec não as menciona, embora, na "Revista Espírita" ele se refira à mediunidade nos médicos, chegando inclusive a apontá-la como de grande interesse para o futuro.

As operações espirituais, que se popularizaram entre nós com o aparecimento do "médium da faca enferrujada" - José Arigó - forma objeto de muita discussão no movimento espírita, havendo aqueles que não as aceitam e outros que chegam até a combatê-las. Ao tempo de Arigó, as discussões se tornaram intensas, a ponto daquela mediunidade escandalizar conhecidos trabalhadores do movimento espírita, que temeram pelo futuro. Após sua morte, o clima serenou, voltando a ficar tenso com o aparecimento do agora médico Edson Queiroz*.

Eis aí uma mediunidade que poderíamos chamar de "risco", uma vez que exige muita determinação por parte do médium e coragem do paciente em se submeter à cirurgia. O "risco" é menor quando a operação é realizada sem instrumentos cirúrgicos, como acontece com determinados médiuns, que se utilizam apenas das mãos. Mas quando os Espíritos solicitam o bisturi a coisa muda de figura e deixa muita gente aparvalhada, já que a maioria absoluta das cirurgias neste caso é feita em condições precárias sob o ponto de vista médico, normalmente sem o uso de anestesia e assepsia, com a agravante do Espírito operador fazer uso de recursos como sujar propositadamente o local da incisão, chegando até a mandar cuspir na operação.

É aí talvez que o escândalo aumenta. Muitos médicos e alguns deles bons espíritas não conse-guem ver sentido nesse ato, acabando por se opor a esse tipo de tratamento. Com Arigó o escândalo chegou até ao receituário mediúnico que ele às vezes fornecia aos pacientes, conten-

 

 

do todas as evidências de uma verdadeira contradição. No entanto, até o presente momento, não há registro de pacientes que tenham se utilizado daquelas receitas e agravado a situação. Pelo contrário, centenas de casos estudados demonstraram, quando pouco, uma acentuada melhoria do estado geral do paciente.

A mediunidade, de modo geral, traz em si mesma o perigo da má aplicação. A cura através das operações espirituais se presta muito ao charlatanismo e ao enriquecimento ilícito. Mas esse tipo de coisa existe na sociedade como um todo, de modo que não podemos condenar o processo apenas por existirem pessoas de comportamento condenável. Isto é uma outra questão.

Tivemos a felicidade de acompanhar de perto os dois tipos de mediunidade de cura; através do uso de instrumental e sem o uso dele. Conhecemos alguns médiuns que se utilizam apenas das mãos para realizar a intervenção e cujos resultados demonstraram um grande número de acertos. O curioso de um destes médiuns é que, após a cirurgia, que se dava sem nenhum tipo de corte, o local da incisão era protegido por gases e esparadrapos como se o corte tivesse sido feito. Exames posteriores, através do raio X, apontavam no local da incisão um corte interno, próprio de uma cirurgia. O paciente, após o ato operatório, era aconselhado a seguir um procedimento típico de uma cirurgia pelos processos conhecidos.

Em casos dessa natureza, em que o paciente não apresenta nenhum sinal exterior, a intervenção dos Espíritos é a única maneira de explicar a cirurgia. De qualquer modo, a participação do médium aparece como importante, caso contrário a cirurgia teria sido feita de maneira diferente. Se concluirmos que o médium tem uma participação importante em casos como este, deveremos concluir que também o seu comportamento mental tem implicações positivas no caso - talvez possamos dizer mais, que os fluidos manipulados pelos Espíritos operadores contem com a participação do médium. É importante estudar o caso, porque quase nunca nos lembramos da participação do intermediário, que é o médium.

As cirurgias feitas através de instrumental cirúrgico ficaram populares entre nós, após Arigó, e mais recentemente por Edson Queiroz. Em nosso livreto "Médicos-médiuns" tivemos ocasião de analisar o fato. Edson seria a repetição em gênero e grau de Arigó, não fossem duas únicas questões: Edson é médico e vem de berço espírita. Ademais, no presente instante estamos como que impossibilitados de analisar o seu como sendo um caso da atualidade espírita, uma vez que ele se enquadra em pelo menos duas classificações dadas por Kardec em "O Livro dos Médiuns": "Médiuns mercenários - os que exploram a sua faculdade". "Médiuns ambiciosos - os que, sem porem preços em sua faculdade, esperam tirar alguma vantagem dela". Porém, ao tempo em que ele merecia do movimento espírita o apoio e a atenção, sua faculdade foi comprovadamente verdadeira. Acompanhamo-lo em diversas atividades, tanto em São Paulo, como em Recife, em Montevidéu e Salvador, enfim, um sem número de vezes em que nos foi possível observar o fenômeno sob vários aspectos: o do uso de bisturi e demais instrumentos, o uso constante de agulhas, a ausência completa de anestesia e assepsia, os variados tipos de operações, que iam desde a retirada de um simples pterígio até uma incisão mais profunda no seio, para a retirada de um caroço qualquer.

Os inúmeros casos acompanhados por Nazareno Tourinho, no primeiro e melhor livro que se escreveu sobre Edson, constantes ainda da primeira fase de sua mediunidade, onde nenhuma denúncia de pagamento monetário havia sido feita, mostra a magnitude do fenômeno e sua utilidade. Estamos convictos de que a principal finalidade da mediunidade de cirurgia é mesmo a de chocar as criaturas humanas, o que esta mediunidade faz muito bem ao não utilizar de modo visível a anestesia e assepsia - fato este que jamais resultou em danos para os pacientes - além da maneira como os Espíritos operadores agem, com palavras e atitudes que realmente escandalizam as pessoas mais sensíveis.

Enquanto vai chocando as pessoas, vai também realizando uma ação curativa para muita gente, que se vê assim beneficiada pelos médiuns operadores.

 

Tratamento a distância

Esse processo de cura, embora bastante conhecido mas ainda pouco explorado, consiste em reunir, em data, horário e local previamente estabelecidos, de maneira disciplinada e permanente, um certo número de pessoas de boa vontade, para, em recolhimento e prece, destinarem energias (fluidos) para as pessoas necessitadas. Em vista do que falamos no início sobre o poder do pensamento e sua ação sobre os fluidos, ficam claros para nós as possibilidades desses tipos de reuniões.

É evidente que ao dirigirmos nosso pensamento de modo coletivo em direção a pessoas necessitadas, as energias que emanamos tenderão a alcançar o seu objetivo, não só estabelecendo resultados positivos sobre problemas físicos e espirituais, como também sobre questões de ordem moral. Em nosso livro "Você e os Espíritos (ainda por editar)”, tratamos desta questão e apresentamos diversos exemplos da atuação do pensamento.

Quando o grupo dispõe de médiuns de comprovada capacidade de doação fluídica, os resultados podem ser ainda mais promissores. Atualmente, há uma tendência em certos meios espíritas, de utilizar as energias de médiuns bem dotados, carreando-as para fins terapêuticos, ao invés de fenômenos de materialização. A observação tem demonstrado que em muitos núcleos os resultados são às vezes surpreendentes nesses casos.

A desobsessão e a cura

O Espiritismo encara a obsessão em seus variados graus como uma doença cujo portador deve ser tratado convenientemente. A ação de um Espírito sobre um encarnado, levando-o a cometer atos tidos como anormais por nossa sociedade, é que tem não poucas vezes enchido os nossos institutos psiquiátricos. Daí, pois, a importância de uma doutrina como a espírita, capaz de dar à doença e ao doente uma visão nova e diferente, com condições de ir ao fundo da questão e obter resultados realmente satisfatórios. E mais, uma doutrina que é capaz de avançar no diagnóstico e indicar quando a doença é causada por Espíritos e quando ela, na verdade, foi criada pela própria mente da criatura enferma, oferecendo, a partir daí, o remédio capaz de levar à cura - quando menos, de aliviar os sofrimentos.

Como a Desobsessão será desdobrada neste encontro em uma reunião específica, deixo de abordá-la aqui, remetendo o leitor para o capítulo que trata desse tipo de cura oferecida pela Doutrina Espírita.

Conclusão

Este nosso breve estudo procurou demonstrar, de modo rápido, que a atividade de cura, no centro espírita, se constitui em importante trabalho, que não deve ser relegado a segundo plano nem ser tratado sob o estigma dos preconceitos. O Espiritismo é das poucas doutrinas que têm condições de desenvolver métodos e atividades de tratamento que alcançam resultados verdadeiramente importantes. Seja se utilizando da presença de médiuns, seja educando pessoas de boa vontade, seja, enfim, desenvolvendo em cada ser humano que participa de atividades espíritas a consciência de que cada um de nós é verdadeiramente um "deus" e pode agir como ativo participante da obra divina.

A maior necessidade dos espíritas atuais talvez seja conhecer, compreender e saber utilizar a Doutrina Espírita na prática. Neste sentido é que os centros espíritas deveriam dirigir suas atenções. O mundo de coisas a serem feitas pelos espíritas é grandioso, mas, com toda a certeza, estamos fazendo apenas uma pequenina parte do que nos cabe por desconhecermos as nossas próprias potencialidades. É preciso descobri-las.

* O médium Edson Queiroz veio a desencarnar no dia 5 de outubro de 1991, assassinado.

 

 

Bibliografia

  • Obras de Kardec: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, A Gênese, A Obsessão.
  • Obras do autor: Médicos-médiuns e O Centro Espírita
  • Obras de André Luiz: Desobsessão, Os Mensageiros, Evolução em Dois Mundos, Missionários da Luz, Conduta Espírita, Nos Domínios da Mediunidade.
  • Obras de Emmanuel: Vida e Sexo, O Consolador, Pensamento e Vida.
  • Obras de Herculano Pires: O Centro Espírita, Mediunidade, Vampirismo
  • Obra de Nazareno Tourinho: Edson Queiroz, o novo Arigó dos Espíritos
  • Obra de Celso Martins: A Obsessão e o seu Tratamento Espírita
  • Obra de Urbano Pereira: Operações Espirituais
  • Obra de Moacyr Petrone: Assistência Espiritual
  • Obras de Edgard Armond: Passes e Curas Espirituais, Mediunidade, Curas Espirituais, Trabalhos práticos de Espiritismo
  • Obra de Manso Vieira e Godoy Paiva: Manual do Dirigente das Sessões Espíritas
  • Obra de Aurélio A. Valente: Sessões Práticas e Doutrinárias do Espiritismo
  • Obra de Stephanie Matthews Simonton: A Família e a Cura
  • Obra de Louise L. Hay: Cure seu corpo
  • Obra de Barbara Bowers: Qual é a cor de sua aura?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

X. O MÉDIUM E O SEXO

Aluney Elferr Albuquerque Silva

As dicussões sobre a sexualidade e como ela pode afetar o médium são mais importantes do que se imagina. Mas que isso, o tema sexual não pode ficar afastado das considerações de todos os espíritas, e deve ser discutido sem preconceitos e sem medo.

         Para se falar em relação sexual e energia procriadora, faz-se necessário mencionar algumas das informações trazidas até nós pelo Espírito ANDRÉ LUIZ, sobre as funções da Epífise.

         Ela reativa as forças criadoras no ser humano, aproximadamente aos 14 anos. No período do desenvolvimento infantil, permanece em fase de reajustamento, absorvendo novos reflexos e ensinamentos que são ministrados nessa fase da vida, e que farão frente ou que se vão somar às colheitas das vidas passadas, que ressurgirão, de acordo com a vontade, sob fortes impulsos.

         Por esse motivo, a epífise é denominada a glândula da vida Espiritual. Ela funciona como um usina, fonte geradora de elementos psíquicos ou "UNIDADES FORÇA", necessárias à fecundação das diversas formas da criação. Pode ser direcionada para a fecundação dos mais nobres valores da divindade ou utilizada para a orgia dos prazeres das criaturas terrestres.

         Em nosso meio ainda existem vários resquícios de tabu no que diz respeito a conversações sobre o sexo. No entanto, fazendo parte da vida, o espírita estudioso não pode deixar de estudá-lo e analisá-lo sob forma natural, para que seja bem compreendido e orientado. Os tempos em que essa manifestação de afeto e amor, no que diz respeito ao sexo verdadeiro, era “pecaminosa”, já passaram e seguramente não deverão mais voltar.

         O sexo não é patrimônio exclusivo da humanidade terrestre; é tesouro divino em todos os mundos no universo infinito. Para as criaturas humanas, que ainda estão distantes da compreensão e vivência das Leis Divinas, permanece num quadro triste de ignorância, perversão e desequilíbrio.

         Na existência humana, o sexo pode ser um dos instrumentos do amor, sem que o amor seja sexo.

         O instinto sexual é poderosa força de atração, unindo os corpos físicos, reencontrando as almas, para resgates de débitos, dirigindo os homens para conquistas e objetivos da Lei Suprema: o amor, s felicidade e a harmonia.

         Mesmo com a pobreza de valores íntimos, o homem caminha, embora lentamente, em direção ao objetivo maior do Criador, que é o progresso e a perfeição. Não podemos confundir sexo e amor, pois, enquanto o sexo é força instintiva ou inconsciente, o amor é energia consciente e espontânea. Todavia, sexo sem amor é pobre e pequeno, quando não promiscuo.

         Em experiências afetivas, o homem costuma ver a energia instintiva sexual como sendo "amor", e isso tem promovido quase todas as uniões de homens e mulheres na Terra. Constantemente observamos muitos lares desabados, porque só tinha energia instintiva sexual e nenhum "amor". Na Terra, o amor ainda é uma aspiração da eternidade, encravada no egoísmo, nos interesses, na ilusão e na fome de prazeres que fantasiamos como sendo a Virtude Celeste.

         Desejo e sentimento de posse não significa "amor".

 

         Para um bom relacionamento, faz-se necessário buscarmos o que nos ensina o evangelho de Jesus Cristo: “Devemos amar sem nos preocupar em sermos amados". Para alcançarmos o amor sublime devemos cultivar a semente da humildade, da bondade, da paciência, do perdão, da tolerância, da indulgência, da ternura, da delicadeza, da renúncia e do entendimento. Sem os tesouros da fé sincera, essas plantas divinas não germinarão no canteiro do coração; vão sucumbir antes do tempo, alastrando a desarmonia, a delinqüência e os crimes. Sem falar na ampliação dos débitos e no adiamento dos resgates anteriores para reencarnações futuras, quase sempre acrescidas de dores e sofrimentos, para o nosso bem.

         O médium atento deve se preocupar com essas questões e acima de tudo tratá-las com naturalidade, pois sendo o sexo um mecanismo de evolução, seu abuso poderá contribuir para sua decadência moral.

         Ainda se questiona sobre o sexo e prática mediúnica. Poderá o médium praticá-la em dias de atividades ou não? É possível conciliar as duas coisas? Receberei mensagens espirituais, se praticar o sexo no dia da atividade? E como ficam aquelas pessoas que trabalham em práticas mediúnicas todos os dias na casa espírita e que também são casadas?

         Todas essas questões devem ser tratadas com simplicidade e autenticidade. A nosso ver, sendo o sexo algo natural em nossa escala evolutiva, o médium poderá praticá-lo sem problemas – o sexo com com amor – com o seu ou a sua cônjuge, sem que isso prejudique a prática mediúnica. Conforme sabemos, o sexo é uma troca de energias entre seres que o praticam com respeito e amor. Assim, como poderá fazer mal a algum médium.

         Mas se fala muito da fadiga energética do médium quando pratica sexo. A lógica nos mostra que quando existe troca de energias, não existe fadiga. Falamos aqui da troca calorosa e sincera de energias; não falamos de sexo desvairado com parceiros estranhos a cada momento. No entanto, mesmo que seja só com uma parceira ou parceiro, se a prática for constante e desvairada, haverá, sim, fadiga. Compreendemos que tudo o que extrapola o natural e passa a ser exagerado, tem muito a prejudicar.

         Cabe ainda uma pergunta: “Se o médium está com muita vontade de ter relações afeto-sexuais com o parceiro e não pratica, mas fica com isso na cabeça o tempo todo, não atrapalharia ainda mais a prática de sua tarefa? Achamos que sim, pois o pior de tudo é manter o sexo na cabeça; a tarefa mediúnica exige concentração do médium.

         O sexo tem sido tão aviltado pela maioria dos homens reencarnados na crosta, que o que observamos na atualidade é a inversão dos valores sublimes da criação divina, transformados em rolo compressor para os interesses da indústria do sexo desvairado. Atualmente, é o item mais divulgado e mais procurado, com o objetivo de despertar a sensualidade tanto no homem  como na mulher, não se importando com os danos que isso certamente vai causar.

O que interessa são os lucros arrecados e não o  cultivo dos valores morais sublimes, que ainda não conseguimos enxergar. A relação sexual entre a maioria dos homens e mulheres terrestres, se aproxima demasiadamente das manifestações dessa natureza entre os irracionais, sem qualquer obediência às Leis Divinas. Nesse plano de baixas vibrações onde predomina ainda a semibrutalidade, muitas inteligências admiráveis preferem demorar em baixas correntes evolutivas. A união sexual entre criaturas que já atingiram grandes elevações é muito diferente. Traduz a permuta sublime de energias perispirituais, simbolizando o alimento divino para a inteligência e para o coração; é força criadora não somente de filhos carnais, mas também de obras e realizações generosas da alma para a vida eterna. A procriação é um serviço que pode ser realizado por aquele que ama, sem ser o objetivo exclusivo das uniões.

         Todo ato criador está repleto de sagrados valores da divindade, e são estes valores tão abençoados que por interesse de mentes enfermiças, conduzem impreterivelmente ao abuso e orgias de prazeres.

 

         Assim, homens e mulheres, raciocinando numa atmosfera mental caótica, permitem aos obsessores do invisível colocar em prática seus interesses na desintegração familiar e social, bem como em retardar o progresso espiritual, mantendo a grande maioria das criaturas que se afinam com seus ideais, sob controle. Com isso, preservam os meios para saciar seus desejos, que não foram corrigidos enquanto encarnados.

         O médium deverá ter bastante cautela com essa temática, para poder verdadeiramente colaborar ainda mais com sua conduta mediúnica. Ele já não é um necessitado que, agora, reencarna agora com propósitos nobres de evolução e de restabelecimento da harmonia desarticulada no passado. O sexo não é um bicho-de-sete-cabeças que deva ser tratado pelo  médium como um assunto intocável mas sim como um assunto do cotidiano, tratado com respeito.

         Os homens fizeram do sexo um motivo de escândalo, tornando-o uma coisa impura e repelente. Mas o sexo é uma manifestação do poder criador, das forças produtivas da natureza. O espírita não pode encarar a questão sexual como assunto proibido. O sexo é a própria dialética da criação e existe em todos os reinos da natureza.

         O paganismo chegou a fazer do sexo motivo de adoração. Os povos primitivos revelam grande respeito e assumem atitude religiosa diante do sexo. Mas para esses povos, ainda bem próximos da natureza, o sexo não está sujeito aos desregramentos, aos abusos e ao aviltamento que se vê no mundo civilizado. O Cristianismo condenou o sexo e fez dele a fonte de toda perdição, mas o Espiritismo reconsidera a questão, colocando um meio termo entre os exageros pagãos e cristãos. O espírita sabe que o sexo é um grande campo de experiências para o Espírito em evolução e que é através dele que a lei da reencarnação se processa na vida terrena. Portanto, como considerá-lo impuro e repelente?

         Em o Livro dos Espíritos, Kardec comenta

         Levando tal comportamento para além das bases materialistas da grande massa heterossexual existente sobre a terra e seus preconceitos moralistas em bases hipócritas, à luz da reencarnação é perfeitamente compreensível.

         Com o desenvolvimento da humanidade cresce a quantidade de irmãos, homens e mulheres, somando extensas comunidades em todos os países, clamando por respeito, atenção e igualdade como criaturas humanas.

         O Espírito em suas várias encarnações através dos tempos e, confirmando que todos são iguais perante Deus, poderá usar a vesti carnal que se fizer necessária, ora masculina ora feminina, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade mais ou menos pronunciada em quase todas as criaturas. Desta forma, a individualidade em trânsito da experiência feminina para  a  masculina,  demonstrará  fatalmente  traços do sexo que estagiou por muitos séculos.

         Claramente compreensível que o Espírito, atendendo aos impositivos regenerativos, poderá reencarnar com um corpo diferente do que não correspondeu perante as aspirações divinas. O homem que abusou das faculdades genésicas arruinando a existência de outras pessoas, com a destruição de uniões construtivas, é forçado a buscar nova posição no renascimento físico, em corpo morfologicamente oposto, aprendendo em regime de prisão, à reajustar os próprios sentidos.

         Poderá também Espíritos cultos e sensíveis, séqüitos de realizar tarefas específicas para a elevação de grupos humanos e conseqüentemente elevar-se também, rogar dos Bem Feitores da vida maior que os assistem à utilização de vestimenta corpórea oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem, protegendo-se desta forma dos arrastamentos irreversíveis no mundo afetivo e terem maiores êxitos nos objetivos almejados.

         Observando as tendências homossexuais dos companheiros que estão a caminho no campo de provas e expiações é forçoso que lhes dê o amparo educativo e muito amor, direcio-

 

nando suas energias sexuais para o campo da criatividade, artes e etc...

         Discriminar irmãos nessas condições na casa espírita é verdadeiramente errado, analisemos, pois, da mesma forma um homem (heterossexual) que desregra efusivamente do sexo, terá mais dificuldades na prática de trabalhos na casa espírita do que aquele que tem sua psicologia “invertida” no campo sexual e é regrado, não se vinculando aos prazeres imediatistas. Caba a ele buscar direcionar bem suas energias no trabalho caritativo e seguramente estará cumprindo bem o seu papel, ainda que com dificuldades no campo mental versus morfologia corporal.

         Os homens fizeram do sexo um motivo de escândalo. Tornaram o sexo uma coisa impura e repelente. Mas o sexo é uma manifestação do poder criador, das forças produtivas da Natureza. O espírita não pode encarar a questão sexual como assunto proibido. O sexo é a própria dialética da Criação e existe em todos os Reinos da Natureza.

         O paganismo chegou a fazer do sexo motivo de adoração. Os povos primitivos revelam grande respeito e assumem atitude religiosa diante do sexo. Mas para esses povos, ainda bem próximos da Natureza, o sexo não está sujeito aos desregramentos, aos abusos e ao aviltamento do mundo civilizado. O cristianismo condenou o sexo e fez dele a fonte de toda a perdição. Mas o Espiritismo reconsidera a questão, colocando-se um meio-termo entre os exageros pagãos e cristãos. O espírita sabe que o sexo é um grande campo de experiências para o espírito em evolução, e que é através dele que a lei de reencarnação se processa, na vida terrena. Como, pois, considerá-lo impuro e repelente?

         Em O Livro dos Espíritos, Kardec comenta: “Os Espíritos se encarnam homens ou mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhe oferece provas e deveres especiais, e novas ocasiões de adquirir experiências”. Como vemos, o sexo é considerado pelo Espiritismo no seu justo lugar, como um meio de evolução espiritual. Por isso mesmo o espírita, não pode continuar a encarar o sexo como o faz o comum dos homens. Não pode abusar do sexo, nem desprezá-lo. Deve antes considerar o seu valor e a sua importância no processo da evolução.

         No meio espírita ainda existe muita prevenção contra os assuntos sexuais. Mas é necessário que essa prevenção seja afastada, através de uma compreensão mais precisa do problema. Não há motivo para se fazer do sexo um assunto tabu, mas também não se deve exagerar nesse terreno, pois muitos se escandalizariam. Devemos nos lembrar de que, por milhares de anos, ao longo de sucessivas gerações, o sexo foi considerado, na civilização cristã em que nascemos e vivemos, um campo de depravação, de perdição das criaturas. A simples palavra sexo provoca em muita gente uma situação de ambivalência: interesse oculto e repulsa instintiva. Por isso mesmo, a educação sexual deve ser encarada seriamente e não pode ser deixada à margem da pedagogia espírita.

         A maior dificuldade para a questão sexual está no lar, na vida familiar.  Em geral, os pais espíritas não sabem como preparar os seus filhos para a chamada "revelação do sexo". O regime do silêncio continua a imperar em nossos lares, criando maiores dificuldades para o esclarecimento da questão. A simples proibição do assunto gera um clima de mistério,  aumentando os motivos de desequilíbrio para os adolescentes. Por sua vez,  os pais também sofrem de inibições decorrentes de um sistema errado de educação, a que estiveram sujeitos.

         Na família, a atitude mais acertada é a de não se responder as indagações das crianças com mentiras douradas. Mas também não se deve responder de maneira crua. Seria uma imprudência querermos sair de um sistema de tabus para uma situação de franqueza rude. Há muitas maneiras de fazer a criança sentir que a questão sexual não é nem mais nem menos importante que as demais. Cada mãe ou pai tem de descobrir a maneira mais conveniente ao seu meio familiar. A regra mais certa é a resposta verdadeira, de maneira indireta. Se a criança perguntar: "Como a gente nasce?" Deve-se responder, por exemplo: "da mesma maneira que os gatinhos". Começando assim, a pouco e pouco os próprios pais vão descobrindo a técnica de vencer as dificuldades, sem iludir os filhos com lendas e mentiras que

 

criam um ambiente de excitação perigosa.

         Nas escolas espíritas, o problema deve ser apresentado com o mesmo cuidado, pois a situação é ainda mais melindrosa: as crianças de uma classe pertencem a diversas famílias, com diferentes costumes. É perigosa a chamada "atitude científica", geralmente seguida, nas escolas, pelos professores de ciências. A frieza científica não leva em consideração as sutilezas psicológicas. O ideal é que o assunto seja discutido previamente em reuniões pedagógicas, entre os professores de ciências, de psicologia, de moral e o orientador pedagógico. Na verdade, o problema é mais de pedagogia do que de ciências. O bom pedagogo saberá conduzi-lo com o tato necessário, sem produzir choques perigosos e sem deixae que o assunto caia novamente no plano do mistério.

         Quanto aos jovens, devem promover cursos e seminários a respeito, sempre com a assistência de um professor experimentado, de moral ilibada e reconhecido bom-senso. Os jovens têm grande necessidade de boa orientação sexual, pois estão na fase de maior manifestações dessas exigências, e, se não forem bem orientados, poderão cair em lamentáveis complicações. O jovem espírita, embora esclarecido pela doutrina, não está menos sujeito a desequilíbrios sexuais. Sabemos que esses desequilíbrios têm duas fontes principais: os abusos e vícios do passado, em encarnações desregradas; e as influências de entidades perigosas, muitas vezes ligadas aos jovens pelo passado delituoso. Por isso mesmo, o problema só pode ser tratado de maneira elevada, com grande senso de responsabilidade. Os médicos espíritas podem ser grandes auxiliares das Mocidades Espíritas nesse setor.

         Quanto aos espíritas adultos, não estão menos livres do que os jovens. São vítimas de uma educação defeituosa, de um ambiente moral dominado pela hipocrisia em matéria sexual, e trazem as heranças do passado, às vezes agravadas por esse ambiente. No meio espírita, precisam se acostumar, a encarar a questão sexual de maneira séria, evitando as atitudes negativas, que dão entrada às influências perigosas.

         Encarando o sexo sem malícia, como uma função natural e uma necessidade vital, ao mesmo tempo o espírita se corrige e modifica o ambiente em que vive, afastando do mesmo os Espíritos viciosos e maliciosos, que não mais encontram pasto para os seus abusos. O melhor meio de afugentar esses Espíritos, e de encaminhá-los também a uma reforma íntima, é a criação de uma atitude pessoal de respeito pelos problemas sexuais e o cultivo de um ambiente de compreensão elevada no lar.

         Essa mesma atitude deve ser levada para os ambientes de trabalho, por mais contaminados que eles se apresentem. O espírita não deve fugir espavorido diante das conversas impróprias, pois com isso demonstraria incompreensão do problema e provocaria maior interesse dos outros em perturbá-los. Mas também não deve, estimular essas conversas com sua participação ativa. Sua atitude deve ser de completa naturalidade, de quem conhece o problema e não se espanta com as conversas de mau gosto, mas também de quem não acha motivos para alimentar essas conversas e delas participar. Sempre que possível, e com senso de oportunidade, ele deve procurar mudar os rumos da conversa, para assuntos mais aproveitáveis ou mesmo para os aspectos sérios da questão sexual.

         Nos casos dolorosos de inversão sexual, o espírita geralmente se vê em dificuldade. O mais certo é apelar para o conhecimentos doutrinários e para o poder da prece. Ajudar o irmão desequilibrado a lutar corajosamente para a sua própria recuperação, procurando corrigir a mente viciosa e se manter o mais possível em atitude de quem espera e confia na ajuda dos Espíritos Superiores.

         Trabalhos mediúnicos podem favorecer grandemente esses casos, quando realizados com médiuns sérios, conscientes de sua responsabilidade e de reta moral. Não se dispondo de elementos assim, de absoluta confiança, é melhor se abster desses trabalhos, insistindo na educação progressiva do irmão infeliz, através de preces, leituras e estudos, conversações construtivas e passes espirituais, aplicados de maneira metódica, em dias e horas certas. Se o irmão  enfermo  colaborar,  com  sua boa vontade, os resultados positivos logo se farão sentir,

 

porque ninguém está condenado ao vício e ao desequilíbrio, a não ser pela sua própria vontade ou falta de vontade para reagir.

         Nosso destino está vinculado à maneira pela qual encaramos o sexo. Bastaria isso para nos mostrar a importância do problema. É inútil querermos fugir a ele. O necessário é modificarmos profundamente as velhas e viciosas atitudes que trazemos do passado e que encontramos de novo na sociedade terrena, ainda pesadamente esmagada por suas próprias imperfeições. Encaremos o sexo como uma manifestação do poder criador, tratando-o com o devido respeito, e assim mudaremos a nós mesmos, os outros e à sociedade em que vivemos. O espírita deve ser o elemento sempre apto a promover essa mudança e nunca um acomodado às situações viciosas que dominam as criaturas e as escravizam.

         Enfim, o problema sexual deve ser encarado pelo espírita com naturalidade.  O sexo deve ser considerado como fonte de força, vida e equilíbrio, devendo por isso o mesmo ser respeitado e não aviltado.

         Lembramos ainda, que a mente é um corcel e, por vezes, segue desenfreado existência afora. Muitas vezes, é o maior motivo de maior “poluição” de nossa trajetória evolutiva.

         Em nossas casas, tratemos cada caso com estudo, para podermos orientar melhor e não  desferir idéias pré-concebidas e por vezes descabidas, muitas vezes confessando um puritanismo inútil de nossa parte. Tratemos o tema com lucidez, para podermos colaborar melhor, destruindo assim, o “medo”, “tabu”, que existe a respeito do sexo em nosso meio.

 

Fonte:  Revista Espiritismo & Ciência Especial [Volume 4] – Mediunidade/Mythos Editora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XI. ATRIBUTOS CONSIGNADOS AO MÉDIUM  

 

XI.1 – QUALIDADES DE UM BOM MÉDIUM

        Rigorosamente falando, os bons médiuns são raros. A maioria, geralmente, apresenta um ou outro defeito que lhes diminui a qualidade de bons. O defeito, por pequeno que seja, é sempre de origem moral. Entretanto, o médium que reunir as cinco virtudes seguintes pode ser qualificado de bom: SERIEDADE, MODÉSTIA, DEVOTAMENTO, ABNEGAÇÃO  e DESINTERESSE.

        A seriedade é a virtude que um médium possui de só utilizar sua mediunidade para fins verdadeiramente úteis, exercendo-a como um nobre sacerdócio.

        A modéstia é a virtude pela qual um médium reconhece que é um simples instrumento da vontade do Senhor e, por isso, não se envaidece nem se orgulha de sua mediunidade.  Não faz alarde das comunicações que recebe, porque sabe que foi apenas um simples intermediário. Não se julga ao abrigo das mistificações e, quando é mistificado, compreende que isso aconteceu em virtude das falhas de seu caráter ou devido a algum erro de sua conduta; procura, então, corrigir-se para afastar de si os Espíritos mistificadores.

        O devotamento é a virtude pela qual um médium se dedica ardentemente ao benefício de seus irmãos que sofrem. O médium devotado considera-se um servo do Senhor e, por isso, não despreza nenhuma oportunidade de servi-lo, auxiliando a todos quantos necessitam dos cuidados dos Espíritos de Deus.

        A abenegação é a virtude pela qual um médium leva o seu devotamento até ao sacrifício. O médium abnegado não hesita em renunciar a seus prazeres, a seus hábitos, a  seus gostos, quando se trata de prestar socorros mediúnicos a quem quer que seja.

        O desinteresse é a virtude pela qual um médium dá de graça o que de graça recebeu. O médium desinteressado nem mesmo esperará um agradecimento dos homens.

        Eis expostas as cinco virtudes que devemos cultivar, se quisermos merecer o qulificativo de bons médiuns. (1)

 

XI.2 – QUALIDADES ESSENCIAIS AO MÉDIUM

 

Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos; suprem, nestes últimos, a falta de órgãos materiais pelos quais transmitam suas instruções. Daí vem o serem dotados de faculdades para esse efeito. (...)"

Emmanuel, esclarecendo sobre as qualidades mais necessárias a um bom médium afirma que "A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão."

"(...) As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a

 

benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho. o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria."

O médium "(...) Eficiente, sob o ponto de vista espiritual, será aquele trabalhador que melhor se harmonizar com a vontade do Pai Celestial.

Será aquele que se destacar pelo cultivo sincero da humildade e da fé, do devotamento e da confiança, da boa vontade e da compreensão. (...)"

"Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta identificação não se pode verificar, senão havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é lícito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração, ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam. (...)"

"Sob o ponto de vista do mecanismo da comunicação, a mediunidade, em si mesma, não depende do fator moral.

Sob o ponto de vista da assistência espiritual, contudo, o fator moral é indispensável. Médiuns moralizados contam com o amparo de Espíritos Superiores. (...)

O médium moralizado terá a vida de um homem de bem. Será humilde, sincero, paciente, perseverante, bondoso, estudioso, trabalhador, desinteressado. (...)"

Por isto, ''Paciência, perseverança, boa-vontade, humildade, sinceridade, estudo e trabalho são fatores de extrema valia na educação mediúnica. (...)"

"Se o médium consegue transpor, valoroso, a faixa de hesitações pueris, entendendo que importa, acima de tudo, o bem a fazer, (...), passa, então, a ser objeto da confiança dos Benfeitores desencarnados que lhe aproveitam as capacidades no amparo aos semelhantes, dentro do qual assimila amparo a si mesmo.

Quanto mais se lhe acentuam o aperfeiçoamento e a abnegação, a cultura e o desinteresse, mais se lhe sutilizam os pensamentos, e, com isso, mais se !he aguçam as percepções mediúnicas, que se elevam a maior demonstração de serviço, de acordo com as suas disposições individuais. (...)"

 

 

Fora dessa compreensão, fica claro que "Todas as imperfeições morais são outras tantas portas abertas ao  acesso dos maus Espíritos. A que, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma. O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de Espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se e mais de um se viu humilhado por amaríssimas decepções. (...)"

Concluímos, portanto, que "O primeiro inimigo do médium reside dentro dele mesmo. Freqüentemente é o personalismo, é a ambição, a ignorância ou a rebeldia no voluntário desconhecimento dos seus deveres à luz do Evangelho, fatores de inferioridade moral que, não raro, o conduzem à invigilância, à leviandade e à confusão dos campos improdutivos. (...)" (2)

FOnte:

1. Mediunidade Sem Lágrimas (A), Págs. 39-40/Eliseu Rigonatti/92 Págs./12ª. Edição – Ano 1990/Editora Pensamento Ltda. – São Paulo – SP ;   e

2. Obtido em site na Internet.

 

 

XII. QUALIDADES DE UM DOUTRINADOR

 

        O doutrinador é a pessoa que doutrina. É o organizador da sessão e a ela preside. É também um médium do qual se servem os Espíritos educadores para ministrarem e corrigirem não só os desencarnados como também os encarnados. A responsabilidade de um doutrinador é grande; é para sua pessoa que convergem os olhares dos habitantes dos dois mundos: da Terra e do espaço; por isso qualquer falha em sua vida repercutirá infalivelmente nos traba-lhos espirituais que realiza. Por conseguinte, terá de viver pura, reta e dignamente; cumprirá religiosamente com todos os seus deveres espirituais e materiais que sua condição de encar-nado lhe impõe. Para falar com autoridade aos Espíritos obsessores, manter em respeito os perversos e brincalhões que povoam o espaço e merecer a assistência dos Espíritos elevados, é preciso que o doutrinador seja possuidor de uma alta moralidade e de uma consciência tranqüila. Só a moralidade lhe dará poder sobre os Espíritos maléficos e só por meio dela atrairá a si os Espíritos esclarecidos que lhe secundam os esforços.

        O doutrinaor não se descuidará de sua instrução, porque é um instrutor e, para ensinar, deve saber. Estudará carinhosamente as obras fundamentais do espiritismo; anlisará e observará tudo, para não ser enganado pelos Espíritos mistificadores; saberá inspirar confian-ça aos médiuns com os quais trabalha; que todos vejam nele o irmão seguro e capaz e se sintam amparados, fortificados, encorajados em sua companhia. Lutará tenazmente para que o centro onde exerce sua ação seja um foco irradiante de amor, de simpatia, de instrução e de caridade.

        A esse respeito, ainda podemos seguir as instruções que o apóstolo Paulo dá a seu discípulo Tito. Leiamos, mudada em sua linguagem moderna, a célebre carta apostólica de Paulo a Tito:

– Paulo , servo de Deus e apóstolo de Jesus ,  a  Tito  graça , misericórdia  e  paz.

        Eu te deixei em Creta para que pudesses em boa ordem as coisas que ainda restam e de cidade em cidade estabelecesses diretores de centros, conforme minhas instruções: (...) “Aquele que for irrepre-ensível, casado, pai de filhos, que não possam ser acusados de dissolução nem desobedientes. Porque convém que o diretor do centro seja de bom comportamento, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado a álcool, nem briguento, nem cobiçoso, nem jogador. Mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, pacífico e temperante. Esforçando-se por viver de acordo com os ensinamentos do Evangelho, a fim de ter autoridade moral para ensinar os freqüentadores do centro, onde exerce seu ministério, a viverem sãos na fé, não dando ouvidos a fábulas nem a superstições que os desviam da verdade. Tu falarás o que convém à sã doutrina. Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, cheios de fé, de caridade e de paciência. As mulheres que sejam sérias no seu viver, não faladeiras nem intrigantes, mestras do bem, prudentes, que amem seus maridos e seus filhos, moderadas, castas, boas donas de casa, para que Deus seja glorificado nelas. Exorta do mesmo modo os moços a serem moderados, trabalhadores, honestos e estudiosos da doutrina. Em tudo te dá por exemplo de bom comportamento. Na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível para que ninguém tenha que dizer contra nós. Exorta os empregados a que se sujeitem a seus patrões e que em tudo agradem, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Criador. Porque a graça de Deus se há manifestado, ensinando-nos que renunciando aos vícios e ao mau comportamento, vivamos sóbria e justa e piamente, aguardando a felicidade que nos foi prometida pelo Mestre no reino de nooso Pai. Fala disto  e exorta e repreende. Ninguém te despreze. Admoesta-os a que se sujeitem às

 

leis da Terra,  obedeçam  aos  governos e estejam preparados para toda boa obra. Que a ninguém infamem, nem sejam litigantes, mas modestos, mostrando toda mansidão para com todos os homens. Fiel é a palavra e isto quero que afirmes; os que crêem em Deus comportem-se bem, porque é proveitoso. Nunca entres em questões loucas, genealogias, contendas e nem debates; porque são coisas inúteis e vãs. Evita o homem obstinado no mal depois de uma e outra admoestação. Saúdam-te todos os que estão comigo. Saiba tu os que nos amam na fé. A graça seja contigo. Assim seja“.

 

Fonte: Mediunidade Sem Lágrimas (A), Págs. 69-71/Eliseu Rigonatti/92 Págs./11ª. Edição – Ano 1992/Editora Pensamento Ltda. – São Paulo – SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XIII. O BOM TRABALHADOR

 

        A todos nós, se tivermos realmente a vontade de ser úteis, a Terra oferece um imenso campo de trabalhos, de realizações e de progresso. Todos temos possibilidades de realizar alguma coisa: a cada um foi confiada uma tarefa.

        Sejamos bons trabalhadores.

        A mediunidade é rica de méritos para o futuro, com a condição de ser bem empregada. Se nós nos servimos dela consoante a vontade do Senhor, fácil será aos Espíritos fazerem com que a humanidade se esclareça, em menor espaço de tempo. Lembremo-nos sempre de que em qualquer parte que a bondade de Deus nos colocar, por mais humilde que seja o ambiente onde exercemos nossa ação, reais serviços poderemos prestar.

        Nunca forcemos ninguém a aceitar nossas idéias; ensinemos primeiro aos que se chegarem a nós desejosos de aprender.

        Revelemos a todos as sublimes verdades do espiritismo: a imortalidade da alma, a reencarnação, a fraternidade, a paternidade comum que temos em Deus, nosso Pai.

        Seja o nosso modo de viver uma luz a iluminar os nossos irmãos mais atrasados. Seja a nossa vida um exemplo prático e palpável do Evangelho de Jesus.

        Procuremos esforçadamente socorrer os que implorarem a misericórdia do Senhor. Nunca deixemos de dar de graça, o que de graça recebemos.

        Desempenhemos devotadamente nossos deveres humanos: sejamos bons patrões, bons chefes, bons empregados, bons amigos, bons irmãos, bons filhos, bons esposos e bons pais. Seja a nossa família um modelo de virtudes. Sejam nossas relações sociais impregnadas da mais alta moralidade.

        Cuidemos de nossa mediunidade com amor e carinho. Ela nos dará a felicidade futura.

        Evangelizemos a nós próprios. Nós também somos Espíritos em doutrinação aqui na Terra.

        Não ambicionemos excessivamente as coisas da Terra e não as desprezemos levianamente. Saibamos dar a cada coisa o seu justo valor. Confiemos no Senhor. Ele nos dará o necessário. Digno é o trabalhador de seu salário.

        A mediunidade não nos dará as honras da Terra e exigirá de nós a máxima abnegação, o máximo devotamento. Sejamos firmes no cumprimento de nosos deveres na seara do Mestre. A nossa recompensa não está neste mundo.

        Não há sopro que apague uma luz que o Senhor acendeu no mundo. Por isso, não tenhamos medo  dos incrédulos, nem dos que estão contra nós; não percamos tempo com eles; um dia, a morte os colherá e, então, verão com os próprios olhos aquilo que negavam.

        Confessemos firmes e abertamente nossa crença; não a reneguemos; sejamos fiéis até o fim.

        O Mestre declarou que não veio trazer paz à Terra, porque a maioria das criaturas não o compreenderia.  Assim  é  o  espiritismo: chamando a atenção da humanidade para os ensina-

 

 

mentos de Jesus, combatendo os preconceitos de raças, de religiões e de classes sociais; des-mascarando a hipocrisia e verberando os vícios; chamando cada um ao cumprimento de seus deveres e à responsabilidade de seus mínimos atos, é natural e lógico que tenha granjeado inúmeros inimigos e detratores. O espiritismo trará a paz e a união ao mundo, mas, por enquanto, será motivo de escândalo.

        Lembremo-nos de que por pequenina que seja nossa mediunidade, se com ela conseguirmos enxugar uma única lágrima, não perderemos nossa recompensa e seremos contados no número dos bons trabalhadores.  

 

Fonte: Mediunidade Sem Lágrimas (A), Págs. 86-87/Eliseu Rigonatti/92 Págs./11ª. Edição – Ano 1992/Editora Pensamento Ltda. – São Paulo – SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

XIV. CEM (100) PERGUNTAS E CORRESPONDENTES RESPOSTAS SOBRE A MEDIUNIDADE

1 - Qual o mecanismo do intercâmbio mediúnico e quais os princípios básicos em que se alicerça?
     R - Para que um Espírito se comunique é preciso que se estabeleça a sintonia da mente encarnada com a desencarnada, mecanismo básico que se desdobra de acordo com o tipo de mediunidade, estado psíquico dos agentes passivo e ativo - valores espirituais etc. Sintonizado o médium com o comunicante, o pensamento deste se exterioriza através do campo físico daquele, em forma de mensagem grafada ou audível. O processo mediúnico se alicerça na sintonia das mentes, sem o que não pode haver a comunicação.

2- Para exercer mais conscientemente a sua tarefa, o que o médium deve conhecer do Plano Espiritual e das leis que o regem?
     R - O Plano Espiritual não compreende uma determinada região limitada no espaço, logo os Espíritos encontram-se em toda parte, agrupando-se por laços de afinidade. Cabe ao médium manter-se sempre em vigilância para não entrar em sintonia com as entidades em desequilíbrio, o que poderá acontecer, a qualquer momento e em qualquer lugar em que se encontre.

3- O estudo acerca da casa mental pode auxiliar o médium no exercício de sua mediunidade?
    
R - Sim. É de grande importância para o melhor desempenho de sua tarefa. Sabemos que na estruturação do nosso campo mental, todas as experiências adquiridas até a última existência se sedimentam no plano do subconsciente. que as experiências da vida atual são anotadas no plano do consciente e que nossas ideações futuras vigem no superconsciente. Quando o encarnado entra em transe, o comunicante necessita encontrar na sua mente recursos para se externar e, por isso, quanto mais o médium amplia os seus conhecimentos, maior possibilidade oferece à entidade para externar a sua mensagem e quanto maior o esforço em educar-se intimamente, maior a facilidade para controlar o Espírito, mesmo durante o transe.

4- Qual a interferência dos reflexos condicionados no intercâmbio mediúnico?
    
R - A presença, a mensagem ou experiências do Espírito comunicante podem acionar no subconsciente do médium reflexos do seu passado, os quais comumente, interferem na comunicação. Por exemplo: ao se ver frente a uma entidade ligada ao seu passado de dor, o médium pode externar aspectos de sofrimento que não mais existem, mas que estão arquivados no subconsciente e que afloram, durante o transe, com a presença daquele irmão que compartilhou as referidas experiências.

5- Como explicar a sintonia vibratória de um Espírito conturbado com um médium equilibrado e em estado de confiança em Deus?
    
R - O médium em equilíbrio busca sintonizar com o Espírito conturbado, pelo desejo de ajudar. Se a diferença vibratória entre ambos é muito acentuada, os guias espirituais auxiliam o comunicante, através de passes, para que eleve, ainda que em parte, o seu padrão vibratório e com isto facilite a sintonia com o médium, para a comunicação.

6- Como é possível ao médium controlar as manifestações dos Espíritos, mesmo violentos ou desequilibrados?
     R - O pensamento do Espírito, antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando disso a propriedade que tem o medianeiro, em tese, de fazer ou não fazer o que a entidade pretende. Quanto mais educar-se interiormente o médium, maior a dificuldade do Espírito em extravasar atitudes violentas ou desequilibradas.

 

 

7 - Mesmo quando inconsciente, o médium é responsável pelo que ocorre durante as comunicações?
    
R - Na psicofonia sonambúlica, o médium cede com mais espontaneidade os seus implementos físicos para a comunicação do Espírito, mas afastado de seu corpo, é absolutamente consciente, daí a sua responsabilidade no controle do Espírito comunicante.

8- Qual a condição do médium na psicofonia consciente, na semiconsciente e na inconsciente?
    
R - Na psicofonia consciente o Espírito comunicante transmite, telepaticamente, às vezes, à distância, as suas idéias ao médium que as retrata com as suas próprias palavras. Na semiconsciente, o Espírito comunicante, através do perispírito do médium, entra em contato com este, atuando sobre o campo da fala e outros centros motores. Na inconsciente, afasta-se o Espírito do médium de seu próprio corpo, que mais livremente é utilizado pelo comunicante. Quando há inteira confiança entre ambos, é como se o médium entregasse um instrumento valioso às mãos de um artista emérito que o valoriza. Se o comunicante é rebelde ou perverso, o médium, embora afastado, age na condição de um enfermeiro vigilante a controlar o doente.

9- Deve o médium inconsciente esforçar-se por se tornar consciente?
    
R - O médium deve esforçar-se sempre para ser consciente de suas elevadas responsabilidades, mas quando é portador da psicofonia sonambúlica, ou inconsciente, tendo neste campo assumido compromissos espirituais, dificilmente, modificará o curso de sua tarefa, a qual, nem por isso, deixará de ser meritória.

10- Por quê determinados médiuns extravasam no campo físico as impressões de desequilíbrio ou rebeldia dos Espíritos comunicantes?
    
R - Faltam-lhes ainda os valores da auto-educação evangélica, porém à medida que se esforçam no estudo, na prática do bem e na vivência evangélica, irão superando as dificuldades da prática mediúnica.

11- Na reunião com a presença de vários médiuns videntes e/ou audientes um ouve ou vê uma ocorrência e outro ouve ou vê outro fato, quer dizer que há contradição ou embuste?
     R - Não. Estando cada médium vibrando em sua própria faixa evolutiva, cada um estará naturalmente, sintonizado com esta ou aquela entidade, com este ou aquele aspecto do Plano Espiritual, pelo que cada um registrará a presença ou fatos com os quais esteja identificado.

12- Qual a diferença entre inspiração e intuição; vidência e clarividência; audiência e clariaudiência?
     R - A opinião dos estudiosos sobre o assunto diverge um pouco. Alguns aceitam como sinônimos (inspiração/intuição – vidência/clarividência – audiência/clariaudiên-cia), outros vêem no segundo termo uma sutileza ou aprimoramento do primeiro: Intuição é a inspiração quando cresce (Emmanuel – Encontros no Tempo – Perg. 34). Clarividência seria ver melhor, ou com mais clareza (Edgard Armond – Mediunidade). A experiência nos mostra que alguns médiuns apenas vêem entidades ou quadros do Plano Espiritual, enquanto outros, além de verem, como que sentem o estado íntimo da entidade ou as vibrações do ambiente (clarividência). Enquanto alguns ouvem sons ou ruídos, outros ouvem e percebem interiormente o estado do Espírito ou do ambiente (clariaudiência).

13- Como proceder o médium para manter o estado de concentração durante as reuniões práticas e como desconcentrar-se, quando preciso?
     R - Concentrar é manter o pensamento voltado a um objetivo específico, no caso de reuniões espíritas, voltá-lo exclusivamente ao amor e à caridade, buscando oferecer o melhor de nós mesmos. Se temos dificuldades para mantê-lo neste estado (em virtude de preocupações rotineiras) podemos nos valer da prece como recurso de concentração. Para desconcentrar, deve o médium voltar o pensamento ao meio ambiente, ainda assim, alicerçado nas vibrações da prece para manter o equilíbrio.

 

14- O médium deve ficar concentrado durante toda a reunião?
    
R - Deve o médium, com espontaneidade, manter-se atento ao desenrolar dos trabalhos, com o que estará aprendendo e ao mesmo tempo à disposição da Espiritualidade para atuar quando solicitado. Permanecer sim, à disposição do serviço, sob a égide de Jesus.

15- Qual a postura adequada do médium à mesa?
    
R - Guardadas as conveniências, a mais cômoda, porque será a menos cansativa. Evitar, porém, as posições que facilitem o sono.

16- Numa reunião de educação mediúnica, se o médium apesar das influências para falar, permanece silencioso, aguardando sua vez, está sendo ele beneficiado?
    
R - Sim. Estará aprendendo com os outros e exercitando em sua auto-educação.

17- Que dizer do médium que recebe comunicações fora da mesa de trabalho, ou do local da reunião?
    
R - Faltam-lhe ainda os recursos da educação mediúnica. O médium, consciente de suas responsabilidades, não se entrega a atividade mediúnica ostensiva fora da reunião própria.

18- Como e até onde se processa a influência dos Espíritos sobre o médium, ostensivo ou não?
    
R - Todos somos em nosso íntimo (mentalmente) influenciados pelos Espíritos. Enquanto esta influência sobre o médium ostensivo é mais direta, portanto, com reflexos mais acentuados, sobre o médium de sustentação, ela se limita às intuições ou manipulações de energias necessárias ao bom andamento da reunião.

19- Qual o procedimento do médium quando intensamente assediado pelas vibrações de um Espírito desequilibrado, quer na reunião ou fora dela?
     R - Redobrar o seu estado de vigilância, pois, pode tratar-se de um trabalho em andamento supervisionado pelos mentores espirituais. Recorrer à oração e às leituras edificantes, porque assim estará cooperando para a sua melhoria e a do Espírito que se aproxima.

20- Como entender o fato de o médium alegar que faz preces e não consegue superar o envolvimento de determinadas entidades?
     R - Às vezes as nossas preces se limitam aos lábios. "Há diferença fundamental entre orar e declamar". No entanto, se aliamos a mente ao coração e realmente orarmos confiantes no Senhor e o envolvimento do Espírito permanece é porque estamos frente a um trabalho de reajuste, expiação ou testemunho, ou ainda frente a uma oportunidade de exercer a caridade a um necessitado. Redobremos a vigilância e confiemos no Senhor que a solução está a caminho.

21- Em qualquer reunião a que compareça, o médium será colocado obrigatoriamente à mesa e deve trabalhar mediunicamente?
    
R - Não. O ideal é que o médium se integre a uma equipe de trabalhos mediúnicos e aí concentre os seus esforços.

22- É aconselhável o médium trabalhar exclusivamente com determinado dirigente ou a direção deve passar por rodízio periódico?
     R - Aconselhável o rodízio na direção de todas as reuniões, não apenas as mediúnicas. Com isto, não se criam dependências prejudiciais e determinados dirigentes e oportunidades valiosas são oferecidas a um maior número de pessoas neste mister.

23- Qual o comportamento do médium que durante a reunião sente sono excessivo?
     R - Se tem dormido regularmente as horas necessárias, se não está fazendo uso de

 

medicamentos relaxantes e não se encontra esgotado por trabalho em excesso, o sono pode ter origem em interferências espirituais. Manter a vigilância e buscar reagir ao sono, lembrando, no entanto, que determinadas manipulações de energias, por parte da Espiritualidade podem também causar sonolência. Evitar sempre entregar-se ao sono deliberadamente.

24- Por quê o médium, após uma reunião de estudos evangélico-doutrinários, costuma sentir-se deprimido ou psiquicamente saturado?
     R - Muitas vezes a criatura comparece à reunião de estudos acompanhada de entidades desencarnadas a ela ligadas e que se acham também em regime de aprendizado. De acordo com o assunto e seus reflexos sobre os conceitos e interesses do próprio médium ou dos Espíritos que o acompanham, pode sentir-se deprimido em razão das elaborações e lutas mentais entre ele, os Espíritos e o dirigente. Pode ocorrer também que durante a reunião de estudos a Espiritualidade venha a atender algum caso em que as energias são retiradas de companheiros presentes à mesma.

25- Um Espírito para ser auxiliado pode aproximar-se do médium antes da reunião?
     R- Naturalmente. Isto ocorre com freqüência.

26- Se o médium se levanta, pela manhã, sentindo-se mal, como deve proceder, durante o dia da reunião?
     R - Se o mal é de natureza psíquica, lembrar-se de que pode originar-se de aproximação de alguma entidade trazida ao seu lar, para que, ambientando-se, mutuamente, a sintonia se faça melhor, visando ao trabalho programado para a reunião daquela noite.

27- O que e como o médium deve relatar para o dirigente quanto àquilo que vê, sente ou ouve durante a reunião?
     R - Com discernimento, deve relatar o que possa servir de aprendizado geral ou colaborar para esclarecer determinadas ocorrências da reunião.

28- Como proceder numa reunião mediúnica o médium de sustentação e qual a sua atuação?
    
R - O médium de sustentação deve permanecer vigilante e calmo, evitar o sono, acompanhar a condução do dirigente e atuação dos médiuns, auxiliando-os com suas vibrações, preces e até mesmo na orientação a determinadas entidades, quando o esquema da reunião o permitir e sempre com a anuência prévia do dirigente.

29- O que acontece ao médium que, sem análise prévia, aceita tudo o que os Espíritos lhe falam?
     R - Segundo Kardec, corre sérios riscos de cair no fanatismo, que poderá conduzi-lo a processos obsessivos.

30- Para abreviar a recuperação do médium, devemos valer-nos de medicamentos, quando preciso?
     R - Excepcionalmente. Se os reflexos do problema mediúnico se fazem sedimentar no corpo físico, em forma de desequilíbrio orgânico.

31- Se alguém deliberadamente pediu uma receita para uma pessoa inexistente e a mesma foi tirada, qual deve ser a posição do médium, face ao ocorrido?
     R - Confiança em Deus, lembrando-se de que, quem age com más intenções tem, por força da lei de causa e efeito, de obter resposta equivalente.

32- Surgindo a mediunidade numa criança, ela deve participar de reuniões?
     R - Não. Se necessário, conduzi-la apenas para sanar a dificuldade e aguardar o tempo oportuno para que possa exercitar sem prejuízo sua mediunidade..

 

 

33- Qual deve ser, de preferência, a alimentação do médium?
     R - A normal. Nos dias de reuniões, evitar excessos, comidas pesadas ou muito condimentadas, buscando abster-se do álcool, fumo e carne.

34- A quantas reuniões mediúnicas semanais deve o médium comparecer para trabalhar?
     R - Pelos menos a uma, não se esquecendo da reunião semanal de estudos. Evitar, porém, excessos, com reuniões mediúnicas durante toda a semana.

35- O médium deve usar sempre água fluidificada ou passes em todas as reuniões?
     R - Não abusando nunca, sempre que necessário.

36- Um médium sem educação mediúnica deve participar de trabalhos práticos?
     R - Da reunião de educação mediúnica, até se reajustar, após o que será encaminhado à reunião como um colaborador da mediunidade.

37- Que pensar do médium que não gosta de estudar?
     R - Deixa de progredir e se lamentará quando retornar ao Plano Espiritual, porque perdeu valiosa oportunidade.

38- Como agir o médium para combater o medo dos desencarnados?
     R - Conscientizar-se de que também é um Espírito (transitoriamente no corpo), relacionando-se com outros Espíritos (transitoriamente fora do corpo). Amanhã os papéis se inverterão.

39- O médium, por acúmulo de tarefas espirituais, pode faltar aos seus deveres funcionais, familiares e sociais?
     R - O acúmulo já denota desequilíbrio e o dever é primordial.

40- Como proceder o médium, quando a braços com uma série de problemas e testemunhos?
     R - Manter a calma, vigilância, ponderação, orando e perseverando no Bem.

41- O que pode acontecer ao médium que ainda nutre antipatias?
     R - Como trabalhar em nome da fraternidade, se não tolera o próximo junto de si? Pode ainda tornar-se instrumento passivo das entidades que desejam prejudicar a pessoa antipatizada.

42- O que ocorre ao médium que não admita dúvidas sobre as comunicações que recebe ou reparos com vistas ao seu aperfeiçoamento?
     R - Caminha para a obsessão. Especialmente no aspecto da fascinação, um dos escolhos da mediunidade.

43- É justo o médium mencionar a presença de Espíritos a pessoas completamente estranhas à Doutrina?
     R - Excepcionalmente. Em casos especiais, de acordo com o sentimento do médium. Toda prudência é necessária.

44- Qual a influência moral do médium ostensivo, de sustentação do dirigente nas comunicações?
     R - Pela afinidade atraímos permanentemente Espíritos identificados com o nosso campo moral: viciosos, rebeldes, ignorantes, levianos ou equilibrados, serenos, instruídos, evangelizados, etc. Por isso o médium moralmente desequilibrado terá dificuldade de transmitir comunicações edificantes. Se todos os participantes da reunião nutrem sentimentos desequilibrados, o problema se multiplica.

 

 

45- Que pode acontecer ao médium que não leva a sério o esforço pela própria reeducação espiritual e julga que deve agir como instrumento da Espiritualidade apenas no horário da reunião?
     R - Será um instrumento deficiente porque em uma hora apenas, não conseguirá liberar a sua mente de ideações inferiores cultivadas durante toda a semana. Dificilmente será um instrumento ideal para os guias espirituais.

46- Particularmente no dia da reunião, qual o cuidado do médium quanto às atitudes e emoções que nutre?
     R - Ser vigilante, selecionando suas atitudes e emoções para não se apresentar à reunião com lesões íntimas comprometedoras.

47- Qual o procedimento adequado ao médium em casa, no trabalho, na sociedade e na via pública?
     R - Adotar uma conduta cristã, com equilíbrio e constante vigilância nos pensamentos, palavras e atos.

48- Em que o estudo do Evangelho colabora para o exercício mediúnico mais produtivo?
     R - Da primeira à última palavra, o Evangelho é um convite para a auto-educação, base do exercício mediúnico com Jesus.

49- Por quê estudar o evangelho se a Doutrina Espírita é por si mesma um código de moral e de conduta educativa?
     R - A Doutrina Espírita é o repositório de valores que abre verdadeira perspectiva no conhecimento do Espírito, com vistas à sua evolução. O Evangelho, no entanto, é o código moral de libertação que nos cabe compreender em cotejo com nossa conquista íntima, a fim de darmos nova diretriz à nossa caminhada. "Jesus, a porta; Kardec, a chave."

50- Podendo participar de apenas uma reunião semanal, o médium deve optar pela de estudos ou pela mediúnica?
     R - Participar de uma reunião de educação mediúnica que contém as duas partes: Estudos evangélico-doutrinários e parte prática. Se não houver uma reunião destas características, preferir, enquanto não puder estar presente às duas, a de estudos, porque é a que nos levará à instrução mais diretamente.

51- Quais as características de uma mediunidade deseducada?
    
R - Incapacidade do médium de controlar os Espíritos comunicantes, permitindo assim manifestações em momentos e locais inadequados, ou ainda, gritos, batimentos de pés e de mãos, atitudes incontidas, palavras obscenas etc.

52- Numa reunião com a presença de médiuns, obrigatoriamente há de ocorrer comunicação ostensiva?
     R - Não. Toda manifestação mediúnica deve ser espontânea.

53- É conveniente ao médium interferir quando outro está dando uma comunicação?
     R - Só em casos especiais, quando a interferência é proveitosa e com a autorização do dirigente.

54- O animismo é útil, tolerável ou prejudicial na comunicação mediúnica?
     R - Em todo fenômeno mediúnico a participação anímica do médium se faz presente. será útil, quando o médium evangelizado exterioriza de sua alma valores positivos e edificantes. Será tolerável, quando o médium, esforçando-se na superação de suas próprias deficiências, busca aprimorar, cada vez mais, o seu trabalho, transitoriamente mesclado com manifestações anímicas, nem sempre positivas. Será prejudicial, quando sistematicamente mescla as comunicações espirituais com a carga anímica eivada de conflitos e desequilíbrios da personalidade mediúnica.

 

55- Como proceder o médium essencialmente anímico?
    
R - Aceitando com humildade a necessidade de aprimorar a sua atuação, o médium buscará no estudo perseverante, na freqüência às reuniões de educação mediúnica e colaboração de dirigentes capacitados a orientá-lo no exercício de suas faculdades, encontrar o roteiro para superar as suas próprias limitações.

56- Que pensar do médium que, bem intencionado, busca monopolizar todo o trabalho da reunião, mesmo tendo outros médiuns presentes?
     R - Deve ser cristamente orientado na reunião de educação mediúnica e alertado sobre a importância de se dar oportunidades a todos os médiuns presentes ao trabalho.

57- Quais os riscos a que se sujeita o médium que só aceita os aspectos científicos e filosóficos da Doutrina?
     R - Deixará de se beneficiar com os valores indiscutíveis que a Doutrina nos oferece, na sua feição de cristianismo redivivo. A ciência e a filosofia são fundamentos da Doutrina, mas o seu objetivo é a evangelização do Espírito.

58- Quais os livros que devem, de preferência, ser estudados pelos médiuns e quais os indispensáveis?
     R - De preferência: literatura espírita evangélico-doutrinária em geral. Indispensáveis: Obras da codificação e de estudos da mediunidade.

59- O médium deve associar ao seu trabalho uma atividade assistencial de modo ativo e perseverante?
     R - Sim. Deve aliar à ajuda espiritual que exercita nas reuniões mediúnicas, a prática da caridade objetiva junto dos necessitados do caminho.

60- O médium deve fixar-se num determinado Grupo na execução de sua tarefa?
     R - Sim, e permanecer nele enquanto atender às suas necessidades de progresso espiritual.

61- Até quando uma gestante deve trabalhar mediunicamente?
     R - A gestante poderá trabalhar mediunicamente até o momento em que, em entendimento com a direção dos trabalhos, julgar que não está havendo riscos para ela e para o reencarnante; cada caso apresenta características próprias.

62- O que o médium deve saber sobre sexo?
     R - Nas questões do sexo conduzir-se com toda a responsabilidade, evitando abusos, desregramentos e degenerações. Encarando o assunto com o necessário discernimento, evitar ainda, alimentar tabus em sua mente que lhe acarretariam igualmente dificuldades no exercício mediúnico.

63- A falta de assiduidade e de pontualidade compromete o trabalho do médium?
     R - Sim. A ausência de disciplina é sempre prejudicial.

64- Existe uma mediunidade mais importante do que outra?
     R - Não. "Não é a faculdade mediúnica que te distingue, mas o uso que fazes dela." -  Emmanuel.

65- Qual o procedimento adequado do médium quanto às religiões?
     R - Profundo respeito a todas as religiões. Elas existem atendendo às necessidades espirituais dos seus adeptos.

66- Que pode acontecer ao médium que usa um "golinho", mesmo só como aperitivo?
     R - Um simples aperitivo pode não ser prejudicial, no entanto, os grandes problemas com o vício do álcool, tiveram o seu início num simples "golinho".

 

67- Que pensar do médium que gosta de anedotas, mesmo as tidas como de salão?
     R - Uma simples anedota não prejudica, mas, normalmente, induz o interlocutor a contar outras e daí, poderá se degenerar para situações menos edificantes, inclusive estabelecendo campo de fácil acesso para obsessores (...).

68- Qual o principal fator de segurança para o médium no trabalho?
     R - Com o Evangelho no coração e a Doutrina Espírita no entendimento... Consolidaremos o próprio equilíbrio interior, correspondendo assim, à confiança daqueles que, na Espiritualidade Mais Alta, aguardam a migalha de nossa boa vontade. (Peralva)

69- Que pensar do médium apaixonado por competições esportivas, políticas, carnaval, novelas, brigas de galo, jogo, coleções etc.?
     R - Usar de tudo. Não abusar de nada. Eis o alerta evangélico. Toda vinculação apaixonada indica desequilíbrio e todo desequilíbrio é prejudicial ao exercício mediúnico.

70- Como o médium deve proceder para identificar os Espíritos comunicantes?
     R - Na psicografia, pelo conteúdo da mensagem. Nas demais situações pelo estado vibracional do comunicante. O médium não deve preocupar-se com nomes, mas com o conteúdo de suas comunicações.

71- Que pode acontecer ao médium que se entrega à psicofonia, sem antes examinar as vibrações do Espírito?
     R - Entrando em transe, sem uma análise prévia, pode deixar-se envolver por uma entidade em desequilíbrio a lhe causar sérios problemas e à própria reunião.

72- Quais as características de uma reunião bem orientada?
     R - Local adequado e reservado para as reuniões. Silêncio. Dirigente prático e instruído doutrinariamente. Pontualidade na abertura dos trabalhos, embora a flexibilidade no encerramento. Preces curtas. Leituras preparatórias. Médiuns educados. Controle nas comunicações. Caridade para com os sofredores. Compreensão evangélica para com os Espíritos endurecidos. Ausência de ornamentos e objetos estranhos à reunião. Análise criteriosa de todas as comunicações. Assiduidade, pontualidade e disciplina por parte da equipe, sempre em atitude respeitosa no recinto. Harmonia entre os integrantes da reunião.

73- Como se processa a proteção espiritual de uma reunião mediúnica identificada com os princípios cristãos?
     R - A Espiritualidade estabelece uma faixa de isolamento e proteção envolvendo: os componentes da mesa, as entidades admitidas à comunicação e os mentores espirituais da reunião. Uma segunda faixa (mais ampla), envolvendo entidades necessitadas que estão sendo objeto de assistência, embora sem acesso à mesa. Uma terceira faixa de isolamento e proteção, envolvendo todo o edifício, onde se processa a reunião, para evitar o acesso de entidades desordeiras, levianas e outras que poderiam aproximar-se do ambiente, com prejuízos para a reunião.

74- As reuniões mediúnicas devem ou podem ser públicas?
     R - De acordo com a Codificação não devem ser públicas e também por uma questão de segurança e de caridade para com os necessitados.

75- Deve permitir-se no Culto do Evangelho no Lar manifestações mediúnicas, mesmo que apenas psicografadas?
     R - Não. O Culto do Evangelho no Lar, destina-se especificamente à orientação evangélica de seus participantes. Mediunidade é para a reunião própria.

76- Se contamos apenas com um médium desenvolvido e ele não comparece à reunião mediúnica, devemos ou não realizá-la? Mesmo que de desobsessão?
     R - Sim. Nem sempre é necessária a manifestação ostensiva dos Espíritos. Toda

 

 

reunião cristã é construtiva e importante para encarnados e desencarnados, mesmo sem comunicações.

77- O êxito da reunião depende da presença de determinado médium?
     R - Com exceção da reunião de materialização, em tese, as demais não dependem da presença deste ou daquele médium.

78- É aconselhável ao médium, especialmente psicofônico, dirigir reuniões mediúnicas? Qual a pessoa mais indicada para dirigi-la?
     R - Não. Porque na direção poderia ser envolvido mediunicamente, com riscos para a própria reunião. A pessoa indicada para dirigi-la é a que possua experiência e conhecimentos necessários para a tarefa, de preferência que não tenha mediunidade ostensiva.

79- Deve a reunião ter médium especial, ou de cabeceira e tratá-lo como tal?
     R - Não, porque todos somos irmãos necessitados de aprendizado e progresso, com responsabilidade e deveres próprios.

80- Toda reunião mediúnica tem que ser aberta e iniciada com comunicações de Guias Espirituais?
     R - Não. A presença deles é um fato. As suas comunicações devem limitar-se às conveniências, por eles mesmos determinadas.

81- Quais as características de uma reunião mal orientada?
     R - Consideramos apenas as práticas mediúnicas espíritas, uma vez que em outros meios as características abaixo relacionadas, podem ser importantes, úteis ou necessárias, pelo que as respeitamos, sem restrições, em outros ambientes. Uso de velas, defumadores, banhos, cantos etc. Assistência de olhos fechados ou dirigindo-se aos Espíritos. Presença de crianças. Obrigação de receber passes na entrada ou na saída do recinto. Consulta aos Espíritos sobre objetos perdidos, pessoas desaparecidas, possibilidades de empregos, casamentos, assuntos financeiros etc. Dirigente sem prática ou conhecimento doutrinário. Impontualidade. Demora na abertura dos trabalhos. Recinto às escuras. Médiuns com mãos entrelaçadas ou espalmadas sobre a mesa. Evocação dos protetores para abertura ou encerramento dos trabalhos. Médiuns gesticulando, gemendo, batendo mãos ou pés, usando expressões inadequadas. Conversação durante os trabalhos; recinto desapropriado. Existência de ornamentos no recinto etc.

82 - O público pode freqüentar as reuniões mediúnicas do Centro Espírita?
     R. As reuniões mediúnicas são atividades íntimas da casa espírita e só devem ser freqüentadas por pessoas habilitadas para a tarefa. Allan Kardec ensina que: "a concentração e a comunhão de pensamentos sendo as condições necessárias de toda reunião séria, compreende-se que o grande número de assistentes é uma das causas mais contrárias à homogeneidade". Portanto, as reuniões mediúnicas devem ser realizadas apenas pela equipe da casa, formada por médiuns, doutrinadores, passistas e secretário. O hábito de realizar reuniões mediúnicas na presença de pessoas obsediadas ou do público estranho ao quadro de trabalhadores é completamente inadequado e não atende aos propósitos kardequianos dessa atividade. Além de não resolver nenhum problema na área desobsessiva, ainda coloca as pessoas sob risco do desequilíbrio.

83 - Quantas reuniões mediúnicas podem existir numa Casa Espírita?
     R. A quantidade de reuniões mediúnicas de um Centro Espírita fica a critério de cada casa, de acordo com a necessidade apresentada. Entretanto, via de regra, deveria ter, no mínimo, três sessões: uma reunião de desenvolvimento ou educação da mediunidade, uma de desobsessão e uma de psicografia.

 

 

 

84 - Quais os pré-requisitos para participar de reuniões mediúnicas? E quando a pessoa que participa não se encontra bem (ex: transtorno do pânico), como proceder?
R. A primeira condição a ser considerada é se a pessoa faz parte do quadro de trabalhadores do centro espírita. Não se pode admitir ninguém em um trabalho dessa natureza se não fizer parte da equipe de tarefeiros, estando integrada nos ideais da casa. O simples fato de ser médium não credencia ninguém a trabalhar nas sessões espíritas de intercâmbio espiritual. Sendo trabalhador do centro espírita, ela deve estar inserida nas reuniões de estudo das Obras Básicas para que possa se instruir sobre a doutrina que professa. O trabalhador que não estuda não se instrui, estando, portanto, despreparado para desempenhar tão grave tarefa. Deve trabalhar incessantemente pela sua melhoria a fim de merecer a assistência dos bons Espíritos. Precisa participar ativamente dos trabalhos da casa, inclusive no campo da assistência social, desenvolvendo assim o sentimento de amor ao próximo, quando em contato com o sofrimento dos irmãos necessitados. Se a pessoa, quando no exercício da mediunidade, não se encontra bem psiquicamente, deve ser afastada das atividades práticas, submetendo-se à assistência dos Espíritos no tratamento que a casa espírita deve oferecer. Os transtornos do pânico são ligados a processos obsessivos e como tal devem ser tratados. As comunicações vindas de um médium sob o império da obsessão não devem ser consideradas, diz Allan Kardec.

85 - Todo trabalho mediúnico deve ser pautado pela disciplina dos trabalhadores com relação à assiduidade e ao comprometimento com a tarefa abraçada. Quais seriam os melhores procedimentos a serem adotados no caso de trabalhadores que faltam com alguma freqüência?
     R. Todo trabalho da casa espírita deveria ser pautado em normas que norteassem uma disciplina, o que facilitaria sobremaneira a tarefa de todos os integrantes da equipe. Entretanto, existe no movimento uma estranha aversão à disciplina devido à mentalidade de que no centro espírita tudo pode ser feito por todo mundo, bastando para isso que tenham boa vontade, mesmo que não se tenha preparo ou maturidade para a tarefa. Dizem que fazer o contrário é falta de caridade. Este procedimento tem trazido imensos prejuízos para o crescimento das casas espíritas como um todo. A tarefa mediúnica deve, mais que qualquer outra, obedecer a critérios de admissão que são os mecanismos de segurança de que fala Allan Kardec, em o Livro dos Médiuns, capítulo 29, quando trata da questões das reuniões e sociedades. Trabalhadores que faltam a um trabalho dessa natureza devem ser avaliados para analisar as razões pelas quais estão faltando. Caso sejam problemas temporários, que possam ser resolvidos em breve tempo, devem ser afastados da atividade até que se organize de forma a cumprir com dedicação e afinco sua responsabilidade. Quando resolverem, voltarão para suas atividades. Se forem razões que não atendam a uma justificativa aceitável, ou seja, cada dia é por um motivo, sem uma razão específica, demonstra que esse trabalhador ainda não compreendeu a gravidade da tarefa com a qual se comprometeu. Geralmente são pessoas que acham estar fazendo uma grande caridade e que a casa espírita necessita dela, quando é o contrário. Devem ser afastadas da atividade de intercâmbio espiritual, pois causam mais prejuízos para o equilíbrio vibratório das reuniões que qualquer outra coisa.

86 - Como estabelecer regras num trabalho de desobsessão?
     R. As regras para um trabalho dessa natureza começam na organização da casa espírita com um todo. Passa pela admissão da pessoa como trabalhador da casa, pela sua instrução quando entra nos cursos oferecidos pela casa, e pela sua moralização que é a razão de ser do Espiritismo. Portanto não se pode falar em regras em um trabalho mediúnico sem observar essas condições básicas antes. Uma vez obedecidos esses critérios, o médium é admitido na tarefa para experiência, sabendo que poderá ser afastado se não adequar-se às normas, que são basicamente: estudo, seriedade, regularidade nas reuniões bem como nas outras atividades da casa espírita e trabalho incessante para vencer suas más inclinações.

 

 

 

87 - Quando um grupo de estudo, com o tempo, transforma-se num grupo de trabalho mediúnico, trabalhando há mais de 7 anos atendendo Espíritos sofredores, suicidas, endurecidos e com ódio, fazendo o trabalho de orientação, doutrinação e passe, esse seria um grupo de desobsessão ou um grupo de desenvolvimento e educação da mediunidade?
     R. O trabalho de desobsessão tem o objetivo preciso de trabalhar para atender os casos de obsessão atendidos na casa espírita. Tem método e desenvolvimento próprios e só trabalham médiuns já educados, com certa experiência, que certamente já passaram pela reunião de educação da mediunidade. Não é aconselhável atender entidades endurecidas e com ódio nas reuniões de desenvolvimento, pelos danos psíquicos que poderão causar ao médium novato por conta de sua natural inexperiência e insegurança. Certamente que esse critério e controle fica a cargo do dirigente da reunião, que é o responsável por tudo o que ali acontece. Geralmente na desobsessão atendem-se às evocações dos casos graves de obsessão, os Espíritos maus inimigos da casa e da Causa e as manifestações espontâneas, onde os mentores trazem aqueles que julgarem necessários.

88 - Por favor expliquem-nos o que vem a ser educação e desenvolvimento mediúnico e qual a diferença da desobsessão.
     R. O termo educação e desenvolvimento da mediunidade são usados para o mesmo fim. Nós preferimos desenvolvimento, pois na verdade no trabalho que é feito nessas reuniões, a mediunidade vai se desenvolvendo na medida do esforço e da característica pessoal do médium. O termo educação pressupõe que a pessoa já tem uma mediunidade ostensiva e vai apenas educá-la, o que na maioria das vezes não é verdade. Mas isso é uma questão de forma. O que se deve saber é que nas reuniões de desenvolvimento estamos trabalhando o dom para servir mais e melhor, ou seja desenvolvendo e disciplinando um tarefeiro de intercâmbio espiritual, para desempenhar suas atividades servindo a Jesus no amparo dos necessitados da alma. Quando estiver seguro e maduro na compressão do que se propõe, bem como se sua mediunidade for de fato produtiva, o médium passará a realizar sua tarefa nas reuniões de desobsessão, se lá houver necessidade dela. Nas reuniões de desenvolvimento ou educação da mediunidade deve-se trabalhar com Espíritos sofredores de uma forma geral. Os Espíritos maus, devem ser instruídos e doutrinados nas reuniões de desobsessão, pois eles caracterizam manifestações que necessitam de médiuns mais maduros e experientes para o serviço.

89 - Como proceder em relação ao desenvolvimento mediúnico e de que forma coordenar esse trabalho? Quando o médium estaria apto para vencer essa etapa de "desenvolvimento" e iniciar o trabalho na desobsessão?
     R. Na verdade o trabalho mediúnico é toda uma ciência prática, que deve estar amplamente fundamentada na teoria kardequiana e nas mãos do dirigente da reunião, que por sua vez deve ser pessoa séria, disciplinada, dedicada ao ideal do Cristo e com autoridade moral sobre o grupo com quem trabalha. Deve ter uma vida de exemplos, se quiser realizar um trabalho que produza no campo do Bem. Visto isto, ele forma sua equipe, sempre tendo em mente que vai fazer experiências com algumas pessoas no campo da mediunidade. Deve ficar bem claro que se a pessoa não produzir bem, será afastada da tarefa e irá servir em outra área da casa. Dentro da própria reunião pode ser aproveitado no trabalho de passes ou do secretariado, funções igualmente sérias e importantes. Este procedimento só poderá ser feito se houver um perfeito intercâmbio entre o dirigente e os membros da equipe, com inteira confiança entre eles, o que necessariamente depende do tipo de organização e administração que tem a casa espírita. Casas espíritas desorganizadas e que não tenham muito critério na admissão de trabalhadores e conseqüentemente na composição do quadro de médiuns, esse tipo de norma é quase impossível de ser implementado, por conta dos melindres que são filhos do orgulho e da vaidade. Se for criado um laço de compromisso eterno entre o médium e o dirigente, certamente será quase impossível afastar uma pessoa improdutiva da reunião, permanecendo alguns indivíduos, às vezes, por anos a fio nas sessões, sem produzirem absolutamente nada. Dormem por todo o tempo e ainda encontram explicações de que "são médiuns excelentes doadores de fluidos". O médium poderá ser experimentado no trabalho de desobsessão quando já tenha segurança ou potencial mediúnico confiável. Ele estará pronto quando der mostras de sua maturidade espiritual (seriedade, disciplina, dedicação, abnegação

 

 

etc) e se sua mediunidade for produtiva. Ou seja, se der comunicações fáceis, variadas, sem floreios e fantasias. Médiuns imaturos costumam fantasiar muito, acham-se especiais, rejeitam quaisquer observações, são por demais suscetíveis, resistem à qualquer mudança de planos, melindram-se por tudo e não aceitam orientação. Esses não deveriam servir no ministério da mediunidade, pois ainda não compreenderam que o dom é de Deus e que a Ele devemos servir sem barreiras.

90 - Como se dá, em regras gerais, a rotina do trabalho mediúnico? Qual a experiência do Grupo responsável pela seção Perguntas e Respostas?
     R. Buscamos trabalhar dentro da racionalidade kardequiana, abraçando o trabalho com a seriedade devida, com o recolhimento necessário, exercendo a mediunidade de forma religiosa, como nos adverte Allan Kardec, no Evangelho Segundo o Espiritismo. Inicia-se com uma prece, depois faz-se 1 (uma) hora de estudo do Evangelho, ou então 30 minutos de Evangelho e 30 minutos de O Livro dos Médiuns, caso não tenha outro dia dedicado ao exame desse Livro, na casa. Depois disso, inicia-se a parte prática que deve durar cerca de 1 hora. Na parte prática propriamente dita, inicia-se com manifestação de um instrutor e depois abre-se espaço para as comunicações espontâneas de sofredores. Pode-se também, evocar Espíritos sofredores de determinada faixa vibratória, como suicidas, acidentados etc. Esta prática ajuda muito no desenvolvimento dos médiuns, bem como serve para aferir o grau de confiabilidade da mediunidade de quem já está há mais tempo na tarefa. Por fim, abre-se espaço para as manifestações de instrutores ou guias espirituais dos médiuns, para as considerações finais. Encerra-se com uma prece. Nas reuniões de desobsessão, segue-me o mesmo roteiro, com a diferença de que ao final, antes das manifestações do Benfeitores, evoca-se os casos graves de obsessão, que estão sendo tratados na casa. Além, é claro, das manifestações espontâneas dos casos trazidos pelos mentores espirituais do trabalho.

91 - Como formar e coordenar um grupo de pessoas novas, para "desenvolvimento" e educação mediúnica?
     R. Só se deve formar novos grupos de médiuns na casa, se houver necessidade de aumentar o quadro de trabalhadores dessa área. A mediunidade não deve ser exercida para atender a necessidade do médium, como comumente se vê, mas para trabalhar em prol de uma causa. O médium disciplinado pode trabalhar em qualquer das frentes de serviço da casa, sem prejuízo nenhum para si, desde que o faça com o verdadeiro sentimento de amor ao próximo. Se a casa já tem sua equipe de desenvolvimento e sua equipe de desobsessão, deverá zelar delas com carinho, tratando de faze-las crescer para produzirem cada vez mais. Cerca de 10 médiuns em cada reunião é mais do que suficiente para atender as necessidades de uma casa espírita que tenha uma freqüência de mais ou menos 500 pessoas por semana. Se for um casa menor, pode-se ter uma reunião com a metade desse número e funciona muito bem, desde que se guie por métodos e deixe de lado o empirismo, as longas conversas com Espíritos endurecidos, as intermináveis comunicações de "guias" e por aí afora. Não se deve esquecer que a maioria dos casos de obsessão encontrados na população podem ser tratados apenas com a correta instrução ministrada nas palestras públicas, com a ajuda da fluidoterapia. Portanto, que não sejam criados novos grupos apenas para "formar" médiuns se a casa já tem sua equipe formada. Se porventura aparecer alguém do grupo de trabalhadores que tenha uma mediunidade muito ostensiva, coloque-o na reunião de desenvolvimento para observar seu comportamento mediúnico por algumas semanas, não sem antes submetê-la a um tratamento espiritual, pois devemos sempre desconfiar das "mediunidades que começam prontas para servirem". Tenhamos cautela com isso, diz Allan Kardec. O ideal em uma casa espírita é que tenha 3 reuniões mediúnicas na semana: uma de Desenvolvimento, uma de Desobsessão e uma de Psicografia.

92 - Gostaria de saber se Allan Kardec fez alguma alusão à prática de doutrinação, ou seja, se podemos doutrinar mais de um Espírito ao mesmo tempo.
     R. Há uma grande polêmica sobre esta questão. Algumas figuras do movimento instruem que não se deve colocar barreiras para as manifestações dos Espíritos nas reuniões de intercâmbio, pois isso seria faltar com a caridade. E defendem a prática das manifestações simultâneas, deixando a mercê dos médiuns, e evidentemente do mundo espiritual, toda a rotina do trabalho mediúnico. Se o que se quer é quantidade de manifestações, esta prática

 

 

serve, mas se o que se almeja é o auxílio aos irmãos necessitados que são trazidos nas reuniões, deve-se mudar o rumo das coisas. Allan Kardec, na Revista Espírita, instrui incansavelmente sobre a forma de conversar com os Espíritos, e certamente conversava com um de cada vez. Para analisar com racionalidade a questão basta que apliquemos a dúvida em nossa vida prática: consegue-se conversar com duas ou três pessoas ao mesmo tempo? Em assembléias onde muitas pessoas falam simultaneamente logo se estabelece a confusão. Nas reuniões mediúnicas isso deve ser muito mais considerado, pois necessita de um clima vibratório propício de calma e recolhimento, o que é impossível conseguir com a desarmonia que estabelece um ambiente de barulho e desordem.

93 - É proibido evocar os Espíritos? Podemos evocá-los nas reuniões mediúnicas?
     R. Sim, podemos e devemos evocar os Espíritos. Allan Kardec dedicou um capítulo inteiro do Livro dos Médiuns (capítulo 25) ensinando como, por quê e para quê servem as evocações. São suas estas palavras: "Podemos evocar todos os Espíritos, seja qual for o grau da escala a que pertençam" (item 274 de O Livro dos Médiuns). Disse ainda que não é possível tratar de obsessões graves sem evocar as entidades envolvidas no processo. Certamente as evocações, bem como toda e qualquer atividade no campo da mediunidade, só devem ser praticadas por grupos experientes, que tratam a questão com a seriedade devida. Caso contrário, permanecerão sob jugo de Espíritos enganadores e brincalhões, pois eles existem por toda parte.

94 - O espírita deve buscar na sua reforma íntima mudar a alimentação, evitando ou eliminando as carnes de seu cardápio? O consumo de carne prejudica o exercício mediunidade?
     R. O objetivo da Doutrina Espírita é modificar moralmente o homem, fazendo-o melhor em todos os sentidos. A idéia de que o "não comer carne" contribui para a purificação do Espírito vem das doutrinas esotéricas. Isso não tem qualquer fundamento lógico e contraria as orientações dos Espíritos superiores a respeito do assunto. O que acontece é que a carne vermelha tem uma metabolização mais difícil que as carnes brancas ou alguns vegetais, tendo o organismo que despender maior gasto energético para concretizá-la. O hábito alimentar ocidental é cheio de vícios e temos que nos disciplinar para conter os excessos alimentares, que como todo excesso, faz mal para a saúde do corpo. Um corpo em desequilíbrio traz conseqüências danosas ao Espírito e vice-versa. Portanto, é prudente alimentar-se com moderação sempre. Nos dias de atividades mediúnicas, aconselha-se o consumo de alimentação mais leve para evitar desgastes energéticos com a digestão e facilitar a tarefa de intercâmbio, já que em tudo há a movimentação de energias. O consumo de carne em nada prejudica o exercício da mediunidade. O que o afeta profundamente são os vícios morais, esses um tanto mais difíceis de serem erradicados, do que o simples costume de se comer carne.

95 - Gostaria de tirar uma dúvida em relação a saídas fora do corpo (viagem astral). Isto é uma característica de mediunidade?
     R. A experiência do Espírito fora do corpo chama-se Desdobramento e é um dos tipos de mediunidade. Como existe muita facilidade da pessoa fantasiar visões e experiências, deve ser feita com muita cautela e sem qualquer objetivo de colher informações precisas do mundo espiritual.

96 - Questões sobre as evocações
     R. As evocações para tratamento de casos graves de obsessão, devem ser realizadas sempre em reuniões mediúnicas sérias, com médiuns experientes e seguros. Deve ser realizada uma primeira evocação e dependendo do caso poderá ser feitas mais duas ou no máximo três, pois se tiver uma boa assistência espiritual não será necessário mais que isso para se tratar com os Espíritos obsessores. Em qualquer circunstância o médium deverá se concentrar em Jesus e os Espíritos instrutores do trabalho trarão o Espírito, não importando onde ele esteja, se isso for necessário. Não é necessário que os médiuns se concentrem na casa do obsediado. De uma maneira geral, os instrutores espirituais levam o Espírito para locais onde possam ser instruídos.

 

 

96a - Quais perguntas que um dirigente deve fazer para o Espírito evocado e quantas vezes é necessário evocá-lo?
     R. As perguntas dependem do caso, mas não devem ser muitas, nem se deve estender nas conversas com Espíritos muito endurecidos. Mais vale fazer as preces e encaminhá-los aos planos espirituais para que os amigos espirituais cuidem dele. A necessidade da evocação depende da evolução do processo obsessivo. Mas, na maioria dos casos graves, não excede três vezes.

96b - Como o referido Espírito deve se comportar em um centro espírita kardecista, isto é o dirigente deve deixar o mesmo à vontade e fazer o que quer, ou deve manter o controle do referido Espírito, sem cair no chão, dizer palavrões, ficar andando etc.?
     R.  O Espírito só faz o que o médium permite. Se o Espírito faz arruaça, quer quebrar, andar, falar palavrões etc, o médium precisa ser educado, pois provavelmente está sendo mal conduzido em sua mediunidade. O Espírito não pode conduzir o médium, mas o médium conduz o Espírito. O dirigente é o responsável por essas coisas. Se for bem orientado na Doutrina Espírita não deixará que coisas dessa natureza aconteçam.

97 - Gostaria de saber se a prática do desdobramento é saudável, pois há quase 3 anos venho saindo de meu corpo físico.
     R. Desdobramento não é coisa muito sadia se não for feito em ambiente de segurança. Os transes só são mais ou menos seguros quando feitos em casas espíritas kardecistas equilibradas, que possam dar uma orientação mais fundamentada na Doutrina Espírita. Sair do corpo solitariamente é muito arriscado, ainda mais nesse ambiente espiritual que aí está. Além disso é muito sujeito à interpretação pessoal do médium. Portanto aconselhamos ter muita cautela com essa prática, apesar da maioria dos espíritas acharem que não é nada demais. Nossa experiência com a mediunidade e os estudos da Doutrina Espírita, nos dizem o contrário.

98 - Sobre a evocação dos Espíritos, Kardec fala das equipes que se prestam às evocações e são procuradas para atender interesses particulares. Ele diz que só com reservas esses pedidos devem ser atendidos, evitando que o médium se transforme em instrumento de consultas. Diante deste fato o trabalho de pesquisa mediúnica, realizado no atendimento fraterno não estaria em contradição com a orientação do Codificador?
     R. O texto de Allan Kardec se refere às pessoas que fazem da mediunidade meio de vida, ou seja, transformam-se em consulentes, coisa muito comum naquela época e ainda hoje. Portanto ele alertava para esse perigo e orienta nesse sentido, quando trata das evocações. O exame espiritual realizado em alguns casos sérios detectados nas entrevistas nada tem a ver com isso, pois trata-se de uma investigação espiritual no sentido de auxiliar o diagnóstico (como um exame complementar). Além disso, a investigação é feita por solicitação de quem faz a entrevista e não de quem está sendo entrevistado, ou seja, apenas em casos de necessidade. As pessoas só são informadas dos resultados em situações de exceção. Portanto a pesquisa mediúnica não entra em contradição com a orientação de Allan Kardec.

99 - Há centros que alternam médiuns em trabalho ostensivo e médiuns de apoio à mesa, durante o trabalho mediúnico. Existe razão para isso, como troca de fluidos, ou não tem fundamento?
     R. Essa prática não encontra fundamentação nas obras de Allan Kardec. Não existe nenhuma razão para ter médiuns de apoio à mesa. A mediunidade serve para intermediar, como diz o nome. Essa idéia nasceu dos livros subsidiários e encontra ressonância no meio espírita que pouco sabe da obra de Allan Kardec. Esse tipo de alternância na tarefa mediúnica também não faz sentido e tem pouca ou nenhuma produtividade.

100 - Como proceder com pessoas que estão envolvidas por um processo obsessivo, que foram forçadas a desenvolver mediunidade?
     R. No Brasil é muito comum encontrarmos pessoas obsedadas pela prática indevida da mediunidade. São criaturas que acabaram vítimas de dirigentes equivocados, que ainda

 

 

SEGUNDO MÓDULO

GLOSSÁRIO DE ALGUNS TERMOS MÉDICOS/ ESPÍRITAS/ESPIRITUALISTAS E OUTROS, ENCONTRADOS E AINDA QUE NÃO NO PRESENTE ESTUDO

 

Abiótico: Refere-se à ausência de vida ou onde não se pode viver.

 

Ab-rogar: v. t. Anular, abolir (falando de uma lei, de um decreto etc.).

 

Ablação: s. f. 1. Ato de tirar por força; arrancar, arrebatar. 2. Cir. Corte, extirpação, separação de uma parte do corpo, em geral tumor.

 

Abnegação: s. f. 1. Ato de abnegar. 2. Abandono; altruísmo; desprendimento. 3. Desprezo ou sacrifício dos próprios interesses, em proveito de uma pessoa, causa ou idéia.  Ver: gnosiologia.

 

Absoluto. Aquilo que tudo encerra; conseqüentemente, a Consciência de Deus, perfeita, completa, abrangendo todas as leis Divinas, operando em harmonia, construtiva, positiva.

 

Abstração: s. f. 1. Ato ou efeito de abstrair ou abstrair-se; abstraimento. 2. Filos. Operação pela qual o espírito considera separadamente coisas inseparáveis na natureza. 3. O resultado dessa operação (conceito, idéia). 4. Estado de alheamento do espírito; devaneio, meditação. 5. Bel.-art. Trabalho de arte abstrata.

 

Acaso (do latim a casu). Caso fortuito. Imprevisível ou incerto. Casualidade. À sorte, sem premeditação.

 

Acendrar: limpar, purificar, encendrar, acrisolar; afinar, refinar, apurar.

 

Acetilcolina. Neurotransmissor que ajuda a mediar a aprendizagem e as recordações.

 

Acólito: s. m. 1. Ecles. ant. O que, na carreira eclesiástica, tinha a ordem do acolitato. 2. O que acompanha. 3. O que ajuda.

 

Acrisolamento: s. m. Ato ou efeito de acrisolar.

 

Acrisolar: v. t. Apurar no crisol; depurar, purificar, acendrar: acrisolar a inteligência na reflexão.

Acúleo: s. m. 1. Aguilhão, ferrão, pua. 2. Bot. Formação epidérmica que se desenvolve na casca de certos vegetais, como nas roseiras. 3. Estímulo, incentivo.

 

ad hoc: Diga [AD HÓC] (com o agá aspirado), ou simplesmente [AD ÓC]. Em Latim, significa literalmente "para isso", "para esse fim". Usa-se como adjetivo, quando se quer indicar que algo está relacionado a uma finalidade, caso ou situação específica. "Foi criada uma comissão ad hoc para tratar dos novos índices salariais" – o que significa que ela está autorizada a tratar exclusivamente desse assunto, e não de outros.   

 

Adágio: s. m. Sentença breve; rifão, provérbio.

 

Adinamia: do Gr. a, priv. + dýnamis, força s. f., debilidade; prostração física e moral.

 

Adir: acrescentar, adicionar, aditar, agregar, juntar, unir.

 

 

 

Admoestação: s. f. 1. Ato ou efeito de admoestar. 2. Advertência, aviso, conselho, reparo. 3. Leve repreensão.

 

Adoração (do latim adoratione).  Ato  de  adorar; culto  a  Deus; respeito; submissão. Uma das dez leis morais.

 

Adrenalina. Hormônio de estresse produzido nas glândulas supra-renais e que, além de outras ações, aumenta o nível da glicemia (taxa de glicose no sangue).

 

Adstrito: adj. Dependente, estreitado, ligado, preso, submetido.

 

Aeróbio: Refere-se ao organismo ou via metabólica que não pode prescindir do oxigênio.

 

Aeróstato: s. m.  Aparelho  que  se  eleva  no  ar  graças  à leveza específica do gás de que é cheio.

 

Afasia: s. f. Med. e Psiq. Perda da palavra falada, escrita, mímica ou tátil, conseqüente a lesão no cérebro.

 

Afeito: adj. (p. irr. de afazer). Que se afez; acostumado.

 

Aferente: adj. m. e f. Que conduz, que leva a.  Ant. eferente.

 

Aforismo (do grego aphorismós) : s. m. Máxima enunciada em poucas palavras; apotegma, ditado. (Ex.: tal pai, tal filho). Proposição que, de forma concisa, enuncia um princípio ou regra prática de comportamento; máxima.

 

Aglutinar: v. 1. Tr. dir. Unir com cola ou grude. 2. Tr. dir. e pron. Causar aderência; tornar(-se) coesivo; unir(-se). 3. Tr. dir. Cir. Juntar (os lábios das feridas). 4. Tr. dir. Lingüíst. Juntar por aglutinação.

 

Agnosticismo: s. m. Filos.  Qualquer doutrina que afirma a impossibilidade de conhecer a na- tureza última das coisas. 

 

Aguilhoar: v. Tr. dir. 1. Ferir ou picar com aguilhão; aguilhar. 2. Animar, incitar. 3. Fazer sofrer (física ou moralmente); pungir.

 

Albor:  s. m. Alvor.

 

Albumina: s. f. Biol. Matéria viscosa e esbranquiçada, do grupo das proteínas, que constitui a clara do ovo.

 

Albuminóide: adj. m. e f. Da natureza da albumina. S. m. Substância protéica, semelhante à albumina, que ocorre nos tecidos ósseos e cartilaginosos.

 

Alcandorar-se: elevar-se, sublimar-se, guindar-se, empoleirar-se.

 

Alcapmúria: Doença inata do metabolismo, ou seja, hereditária, com uma incidência de 1:1.000.000 de nascimentos.

 

Alegoria (do grego allegoría). Figura de estilística, envolvendo uma comparação entre objetos ou ações; metáfora; imagem; ficção de um objeto apresentado ao espírito de maneira que dê a idéia de outro.

 

Alijar: lançar fora (da embarcação); aliviar.

 

Alimária: s. f. 1. Animal irracional; animália. 2. Animal de carga. 3. Pessoa estúpida.

 

Aljôfar:  s. m.  1. Pérolas miúdas, desiguais.  2. Orvalho da manhã.  3. Poét. Lágrimas de mulher. Sin.: aljofre. Pl.: aljôfares.

 

 

Alma (do latim anima, do grego anemos). É o ser imaterial, distinto e individu- al, unido ao corpo que lhe serve de invólucro temporário, isto é, o Espírito em esta- do de encarnação, e que somente pertence à espécie humana.

 

Alopático: Abordagem terapêutica contemporânea que prescreve vários medicamentos, simultaneamente, para tratar e aliviar sintomas.

 

Alotropia: s. f. Fenômeno pelo qual certos elementos podem apresentar-se sob formas diversas e com propriedades diferentes. O diamante e a grafita são estados de alotropia do carbono.

 

Aludir: v. Tr. ind. Fazer alusão, referir-se.

 

Alvor: s. m. Claridade fraca ou efêmera; primeira luz do amanhecer; alva. / Peixe de água doce, parecido com a tainha.

 

Amálgama: s. m. 1. Quím. Liga de mercúrio com outro metal usada pelos dentistas para obturar dentes. 2. Mistura ou ajuntamento de pessoas ou coisas diferentes. 3. Confusão.

 

Amanho: s. m. Ato ou efeito de amanhar; preparo, arranjo. / Cultivo, lavoura.

 

Ambição (do latim ambitione). Desejo de glória ou riqueza; ânsia; grande desejo; cobiça; aspiração; desejo de poder; cupidez; apetite.

 

Ambidestrismo. Capacidade de utilizar-se das duas mãos, com a mesma agilidade.

 

Amealhar: v. 1. Tr. dir. Ajuntar, poupando aos pouquinhos. 2. Intr. Regatear na compra. 3. Tr. dir. Distribuir às parcelas. 4. Intr. Economizar.

 

Amorfo (do grego ámorphos). Que não tem forma determinada. Sem forma definida.

 

Amplexo: (cs), s. m. Abraço.

 

Anaeróbio: Caracterísca do organismo que pode viver em um meio sem oxigênio ou do metabolismo capaz de produzir energia sem oxigênio.

 

Anátema: adj. m. e f. Anatematizado, amaldiçoado. S. m. 1. Rel. catól. Sentença de expulsão da Igreja; excomunhão. 2. Execração, maldição, opróbrio.

 

Anatematizar: v. Tr. dir. 1. Rel. catól. Fulminar com anátema. 2. Voltar à execração; condenar.

 

Ancião: adj. 1. De idade avançada. 2. Respeitável, venerável. 3. Antiquado, velho. Pl.: anciãos, anciões e anciães. Fem.: anciã. S. m. Homem velho e, em geral, respeitável.

 

Ancilosar: v. t. Causar ancilose. / — V. pr. Tornar-se ancilosado: meu joelho ancilosou-se. / Fig. Não manifestar atividade, enrijecer-se. (Var.: anquilosar.)

 

Animálculo: s. m. Animal muito pequeno, visível somente ao microscópio.

Anímico: Relativo ou pertencente à Alma.

 

Animismo. Fenômenos produzidos pelo próprio médium ou sensitivo, ou pela sua própria alma.

 

Anjo (do latim angelu<grego ággelos). Criatura de natureza puramente espiritual que se supõe habitar o céu e que tem funções de mensageiro entre Deus e o homem. ~-da-guarda, espírito protetor encarregado de velar individualmente por cada um dos encarnados.

 

Anômalo: adj. Que apresenta anomalia.

 

 

 

Anomalia:  s. f. Desvio acentuado de um padrão normal; anormalidade, desigualdade, irregularida-de, monstruosidade.

 

Anquilosar: o mesmo que ancilosar.

 

Antagonismo:  s. m.  1.  Estado  de oposição, velada ou declarada, entre duas pessoas, duas nações ou duas idéias. 2. Rivalidade, hostilidade.

 

Anticorpo: Proteína específica produzida pelo sistema imunológico (plasmócitos), que se liga a corpos estranhos ao organismo, desencadeando vários processos biológicos com o fim de destruí-lo.

 

Antígeno: s. m. Med. Substância orgânica nociva, de natureza protéica, que, inoculada no organismo, é capaz de desenvolver a formação de um antagonista específico de defesa, o anticorpo.

 

Antigo Testamento. Livros sagrados anteriores a Cristo.

 

Antolhos: s. m. pl. 1. Peças, comumente de couro, aplicadas à cabeça de um animal, que o obrigam a olhar só para a frente; anteolhos. 2. Estreiteza de visão e de espírito.

 

Antropologia (do grego ánthropos+lógos). Antrop. Estudo do homem considerado zooló-gicamente, isto é, como animal. Filos. Tratado da economia moral do homem.

 

Antropomorfismo (do grego ánthropos, homem+moryhé, forma). S. m. Tendência a atribuir à divindade feições, sentimentos, atos e paixões do homem. Doutrina que atribui a Deus a forma humana. Modo de conceber a Divindade ou divindades como homens, na ação, na forma e sentimentos, e somente com poderes superiores. Tendência para considerar nas coisas da natureza qualidades humanas.

 

Antropomorfo: adj. Que, pela forma, se assemelha ao homem; antropomórfico.

 

Apanágio: s. m. Propriedade característica; atributo.

 

Apólogo: s. m. Alegoria moral, em que, geralmente, falam animais ou coisas inanimadas.

 

Aporte. Introdução de objetos em locais fechados, ou retirada de objetos desses locais, por meio de uma possível lei de interpenetração da matéria, ou por outro processo desconhecido.

 

Apostasia: s. f. 1. Abandono público de uma religião (especialmente da católica), de uma doutrina ou opinião. 2. Abandono do grupo ao qual se pertencia.

 

Apsiquia (do grego: a - não + psikê – alma). Ausência de personalidade que vai de um estado simples e passageiro até a demência.

 

Aqui e Agora. Categorias da Filosofia da Existência, ou Existencialismo, que significam: o mo- mento presente, no mundo.

 

Arcanjo (do latim archangelu). Teol. Anjo de ordem superior.

 

Arco reflexo: É um reflexo medular, ou seja, a partir de um estímulo captado por receptores (via aferente) é elaborada uma resposta pelos neurônios da medula (sem interferência de centros superiores) que irá efetivar-se pelo neurônio motor (via eferente); como tirar rapidamente a mão de um objeto muito quente ou pontiagudo.

 

Ária: s. f. Mús. 1. Peça musical para uma só voz. 2. Cantiga, modinha.

 

Arquétipo:  s. m.  1. Filos.  Na  filosofia  platônica,  modelo  dos  seres  criados.  2.  Modelo, padrão.

 

Arrimar: v. 1. Tr. dir. e pron. Apoiar(-se), encostar(-se), escorar(-se). 2. Tr. dir. Amparar,

 

servir de arrimo a. 3. Tr. dir. Pôr em rima. 4. Tr. dir. Pôr em ordem; arrumar.

 

Arroubo: s. m. Êxtase, enlevo, arrebatamento; arroubamento.

 

Ascese: s. f. 1. Estado de alma do asceta. 2. Prática das virtudes pelo exercício da vontade, pela meditação, pela mortificação.

 

Asceta: s. m. e f. Pessoa que se consagra à ascese.

 

Asceticismo: s. m. Ascetismo.

 

Ascético: adj. 1. Relativo ao ascetismo ou aos ascetas. 2. Devoto, místico.

 

Ascetismo: s. m. 1. Moral filosófica ou religiosa, baseada no desprezo do corpo e das sensações corporais, e que tende a assegurar, pelos sofrimentos físicos, o triunfo do espírito sobre os instintos e as paixões. 2. Profissão de vida ascética; ascese. Sin. asceticismo.

 

Atávico: adj. 1. Relativo ao atavismo. 2. Produzido por atavismo.

 

Atavismo:  s. m.  Reaparição,  em  um descendente, de certos caracteres vindos de um ante-

passado, e que não se haviam manifestado nas gerações intermediárias. // Hereditariedade.

 

Ateísmo (do grego a, não+theós, deus). Doutrina dos que negam a existência de Deus; descrença.

 

Ateu  (do grego átheos>do latim atheu ou atheo).  Indivíduo que nega a existência de Deus ou que não segue religião alguma.

 

Átimo: s. m. Instante, momento. Num á.: num abrir e fechar de olhos, em curto espaço de tempo.

 

Atração (do latim attractione). Força solicitadora dos corpos uns para os outros.

 

Atributo (do latim attributu). O que é próprio ou particular a um ser. Qualidade. Condição.

 

Aura (do latim aura). Emanação fluídica do corpo humano e dos demais corpos.

 

Auricular: Relativo à orelha ou ao ouvido.

 

Autóctone: adj. m. e f. Natural do país em que habita e proveniente das raças que ali sempre habitaram; aborígene, indígena.   Antôn. alóctone.

 

Autotrófico: É aquele ser capaz de produzir substâncias orgânicas a partir das inorgânicas, como as plantas, por exemplo.

 

Autótrofo: Organismo que sintetiza seu alimento orgânico, formando seus próprios tecidos e realizando suas funções vitais, em vez de consumi-lo do próprio meio. Pode ser fotossinteti-zante (o que usa energia luminosa no processo de síntese) ou quimiossintetizante (o que emprega energia obtida em reação de oxiredução de sustâncias minerais).

 

Avareza: (ê) s. f. 1. Apego demasiado e sórdido ao dinheiro. 2. Mesquinhez, sovinice. 3. Ciú-me.

 

Axioma (do latim axioma). Premissa evidente por si mesma, que não necessita de demons- tração.

 

 

B

 

Baldo: adj. 1. Carecido, falto. 2. Baldado, inútil.

 

 

Baldado: adj. Frustrado, inútil, malogrado.

 

Báratro: Abismo, precipício, sorvedouro, voragem, profundeza; inferno.

 

Barreira hemo-encefálica: Dispositivos biológicos que impedem ou dificultam a passagem de substâncias do sangue para o tecido nervoso que ocorre no sistema nervoso central.

 

Básculo: s. m. 1. Peça chata que gira sobre uma cavilha para abrir ou fechar alternadamente dois ferrolhos de uma porta. 2. Ponte levadiça, com contra-peso.

 

Bases nitrogenadas: Ver Nucleotídeos.

 

Bem (do latim bene). De modo agradável e conveniente. Tudo o que se conforma com as regras e princípios morais; o que é bom. ~aventurado, Feliz; ditoso.

 

Benevolência (do latim benevolentia) s. f. 1. Boa vontade para com alguém. 2. Estima, afeto. 3. Qualidade do que é benevolente.

 

Biomagnetismo: Ciência aplicada que estuda os efeitos da energia magnética sobre os organismos vivos.

 

Biossíntese: s. f. Formação de uma substância orgânica num ser vivo: a secreção dos hormônios provém de uma biossíntese.

 

Bivaque: Acampamento ao ar livre.

 

Blasonar: v. 1. Tr. dir. Alardear, ostentar. 2. Tr. ind. e intr. Jactar-se, vangloriar-se.

 

Bom (do latim bonu). Adequado à sua natureza ou função; de boa qualidade; bondoso; agradável; útil; perfeito; completo; sadio; nobre; próprio.

 

Bondade (do latim bonitate). Qualidade do que ou de quem é bom; que tem boa índole; brandura; benevolência.

 

Bruma: s. f. Nevoeiro, especialmente no mar.

 

Brumoso: (ô) adj. Coberto de brumas, nebuloso; brumado.

 

Burilar: v. Tr. dir. 1. Gravar ou lavrar com buril. 2. Apurar, aprimorar, aperfeiçoar.

 

C

 

Campa: s. f. 1. Pedra ou lousa que cobre a sepultura. 2. Sepultura.

 

Campo magnético: A área em torno de um magneto na qual seus efeitos são sentidos. 

 

Cânon: s. m. 1. Regra, preceito. 2. Decisão de concílio sobre material de fé ou de disciplina eclesiástica. 3. Parte da missa entre o prefácio e o Pai-nosso. 4. Catálogo, relação. Pl.: cânones. Var.: cânone.

 

Cânone: s. m. Ver Cânon.

 

Caráter (do latim caracter). Psic. Aquilo que é próprio de cada indivíduo e o distingue dos outros; gênio; feitio; índole. P. Ext. Força de alma; firmeza moral; coerência.

 

Carisma: s. m. Teol. 1. Dom da graça de Deus. 2. A capacidade de certos líderes políticos de despertar a consciência das massas e de conquistar, dessa forma, o poder. 3. Graças especiais concedidas pelo Espírito Santo a cada cristão para o bem dos outros irmãos em Cristo. 4. Sociol. Conjunto de qualidades excepcionais inerentes a um certo tipo de líder.

 

 

Cãs: s. f. pl. Cabelos brancos; cã.

 

Casta: s. f. 1. Classe social distintamente separada das outras por diferenças de riqueza, posição social etc. 2. Qualidade, natureza, gênero.

 

Cariocinese: s. f.  Ver Mitose.

 

Carma. Conjunto das ações humanas em suas conseqüências.

 

Catalepsia. Estado de rigidez muscular, determinado pela hipnose ou processos histéricos, com paralização dos movimentos.

 

Catálise (do grego  katálysis.) S. f. Fís.-Quím. Modificação (em geral aumento) de velocidade de uma reação química pela presença e atuação de uma substância que não se altera no processo.  Catalítico.  Adj.  Relativo à catálise.

 

Categorias (do latim categoria<grego kategoria). Classe; grupo; série; ordem. Posição social importante. Hierarquia. Filos. Cada uma das classes em que se dividem as idéias ou termos.

 

Caudilho: s. m. 1. Chefe de um bando ou partido que defende uma idéia. 2. Chefe militar.

 

Causa (do latim causa). Aquilo ou aquele que determina a existência.

 

Cediço: adj. 1. Estagnado, quase podre. 2. Antigo, obsoleto. 3. Sabido de todos.

 

Ceitil: antiga e desvaliosa moeda de cobre; insignificância.

 

Celibato: s. m. Estado de pessoa que se mantém solteira.

 

Cérbero: 1. Cão trifauce que guardava o inferno grego-romano. 2. Certa constelação setentrional. 3. Porteiro, guarda, vigilante.

 

Ceticismo (de cético). Doutrina que interdita (em grau diverso), a possibilidade de o homem atingir a certeza e preconiza a suspensão do juízo, afirmativo ou negativo, em todos ou em determina-dos domínios. Propensão à dúvida. Estado de quem duvida de tudo. Descrença.

 

Céu (do latim coelu). Lugar de morada de Deus e dos justos e bem-aventurados. Paraíso.

 

Chafurda: s. f. 1. Chiqueiro. 2. Lamaçal em que se atolam os porcos. 3. Imundice.

 

Chafurdar: v. 1. Tr. ind. e intr. Revolver-se em chafurda. 2. Tr. dir. Enodoar, macular. 3. Tr. ind. Atolar-se em vícios e torpezas.

 

Charco: s. m. 1. Lugar onde há água estagnada e pouco profunda. 2. Atoleiro, poça, lodaçal.

 

Ciência reducionista: O inverso da holística. Diz-se da ciência materialista ou também chamada de Newtoniana.

 

Cinético: adj. 1. Relativo ou pertencente ao movimento. 2. Que produz movimento.

 

Cioso: (ô), adj. 1. Que tem ciúme; ciumento. 2. Zeloso, cuidadoso. 3. Interessado, por afeição ou estima.

 

Ciência (do latim scientia). Conhecimento certo e racional sobre a natureza das coisas ou sobre as suas condições de existência. Investigação metódica das leis dos fenômenos.

 

Circunlóquio: s. m. 1. Uso excessivo de palavras; perífrase. 2. Rodeio de palavras; circunlocução.

 

 

 

Circunspecção: s. f. 1. Qualidade de circunspecto. 2. Análise de alguma coisa, considerada por todos os lados. 3. Prudência, ponderação. Var.: circunspecção.

 

Circunspeto: adj. 1. Que age com cautela; cauteloso, prudente. 2. Grave, respeitável, sério. Var.: circunspecto.

 

Citoplasma: s. m. 1. Constituinte fundamental da célula viva, que envolve o núcleo, os vacú-olos,  o  condrioma e outras organelas. 2. Biol. Protoplasma da célula, com exclusão do plas-ma nuclear.

 

Ciúme (de cio). Inquietação mental causada por suspeita de rivalidade no amor ou noutra aspiração; emulação; inveja.

 

Clariaudiência. Percepção de vozes estranhas, exclusivamente pelo sensitivo. No  Espiritis-mo, percepção das vozes do Espíritos, músicas e outros sons do mundo espiritual. 

 

Clarividência. Na Parapsicologia, visão à distância ou através de obstáculos; no Espiritismo, visão de entidades espirituais ou de objetos, episódios e cenários espirituais, tendo também o significado parapsicológico.

 

Classe (do latim classe). Ordem segundo a qual se dividem, distribuem ou arrumam seres ou coisas. Conjunto de qualidades naturais que contribuem para o valor dos resultados alcançados por alguém.

 

Classificação (do francês classification). Ato, ação ou efeito de classificar, ou de distribuir em classes

 

Cóclea: s. f. Anat. Parte anterior do labirinto; caracol.

 

Codificação Espírita. Conjunto formado pelos cinco livros que formam o corpo da Doutrina Espírita: “O Livro dos Espíritos”, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, “O Livro dos Médiuns”, “O Céu e o Inferno” e “A Gênese”.

 

Codificador (de codificar). Aquele que codifica. Autor de um código.

 

Código (do latim codex).  Compilação de leis. Coleção ordenada de preceitos, normas, e re-

regras sobre qualquer matéria.

 

Cognição: s. f. Filos. Aquisição de um conhecimento.

 

Cognitivo: adj. Relativo à cognição.

 

Colimar: v. Tr. dir. 1. Tornar paralelo a determinada linha ou direção. 2. Mirar, visar, observar.

 

Colóides:  As substâncias coloidais assumem, geralmente, uma consistência gelatinosa, tanto que o nome colóide origina-se da palavra cola.

 

Comiseração: s. f. Ato de comiserar-se; compaixão.

 

Cômoro: Outeiro, cabeço (ê), cerro.

 

Complacência: s. f. 1. Ato ou efeito de comprazer. 2. Benevolência, condescendência.

 

Compleição: s. f. 1. Constituição do corpo; organização física de alguém. 2. Temperamento.

 

Compreender (do latim comprehendere). Perceber; entender. Conhecer as intenções de. Conter em si; abranger; incluir.

 

Comunicação (do latim communicatione). Ação ou efeito de comunicar. Participação; aviso; informação. Convivência; trato.

 

Compunção: s. f. 1. Pesar de haver cometido ação má ou pecaminosa. 2. Manifestação desse pesar. 3. Pesar profundo.

 

Compungir: v. 1. Tr. dir. Mover à compunção. 2. Tr. dir. Afligir, pungir moralmente. 3. Pron. Enternecer-se, magoar-se, ter compunção.

 

Concentração mental. É a condição que se consegue, à custa de firme vontade, de recolhi-mento e atenção, participação e ação, em relação a um determinado assunto, trabalho ou tarefa. Neste caso não há dispersão do pensamento, que permanece atuando em torno do que se propôs inicialmente. Não há esforço físico, mas raciocínio, segurança, firmeza e convicção.

 

Concitar: v. Tr. dir. 1. Instigar à desordem ou ao tumulto. 2. Incitar, instigar.

 

Condensar (do latim condensare). Efeito de tornar mais denso, espesso ou grosseiro.

 

Consciente. Consciente é um dos níveis da vida psíquica, muito pequeno em relação à parte inconsciente, e do qual o indivíduo é responsável em qualquer momento de sua existência. Embora o consciente seja uma continuidade durante a vida normal, seu conteúdo é extrema-mente transitório e se modifica continuamente. (...) Melhor atendendo aos interesses do presente estudo, buscamos apoio e contribuição a Jorge Andréa, que prefere denominá-lo de “Zona Consciente” >> Esta faz parte de todas as zonas nervosas do orga-nismo, isto é, não só do encéfalo, na cavidade craniana, onde existem inúmeros centros nervosos, mas também, as expansões periféricas do sistema nervoso, inclusive do sistema autônomo com seus importantíssimos plexos. – Continuando a sua explanação, tece que as sete zonas funcionais do consciente podem ser enquadradas no seguinte esquema: (1) Zona de oridentação e movimento. (2) Zona das sensações. (3) Zona das emoções. (4) Zona das percepções. (5) Zona das afetividades. (6) zona das faculdades intelecitvas. (7) Zona da harmonia das artes. – O leitor avisado compreenderá que cada zona assim por nós classificada, o foi com intenção de atingir o conjunto de todas as funções que se enfeixam com o termo “personalidade”, isto é, as funções que constituem e catalogam os fenômenos psicológicos desenvolvidos na zona consciente. Sente-se, perfeitamente, que as funções psíquicas da área consciente hoje se expressam em seu ponto máximo pela zona que atingiu sua plenitude de trabalho nas manifestações e consubstanciações das energias motoras, tela projetora  do  esforço e da vontade.  Isto porque a zona medular foi o ponto inicial da manifes-

tação psíquica, sendo hoje de reflexos de automatismos, enquanto os lobos frontais represen-tam zonas novas e em desenvolvimento, albergando material de ordem superior e desconhecida. Desse modo, temos, na zona mediana do encéfalo, manifestações psíquicas dos dias de hoje, e nos lobos frontais, as potencialidades futuras de um consciente evoluído, ou seja, o superconsciente. Assim, nesta ordem de conceitos, nas zonas silenciosas dos lobos frontais onde ainda não foram encontrados centros sensoriais inferiores, e tampouco aqueles das funções motoras, acreditamos sejam regiões destinadas às manifestações psíquicas de alto teor e importância e em fase evolutiva no preenchimento de finalidades futuras da psique.     

 

Conseqüência  (do  latim  consequentia).  O  que  é  produzido  por;  o  que é efeito de; o que é seqüência de.

 

Consolador (do latim consolatore). Que, ou o que consola, alivia, suaviza.

 

Contextura (de contexto). Disposição das partes de um todo.

 

Continência:  s. f.  1.  Abstenção de prazeres sexuais.  2.  Moderação, comedimento.  3. Mil. Saudação regulamentar entre militares.

 

Contrafazer: 1. v. Tr. dir. Arremedar, imitar. 2. Tr. dir. Reproduzir imitando. 3. Tr. dir. Imitar por zombaria. 4. Pron. Fingir-se. Conjuga-se como fazer.

 

Coonestar: honestar, legitimar; reabilitar; atenuar,desculpar.

 

Controle.  Processo de verificação dos fenômenos, evitando-se a ocorrência de fraudes; Espí-

rito Guia do médium.

 

 

Cordão-de-prata. O mesmo que cordão fluídico.

Cordão fluídico. Conduto energético que liga o perispírito ao corpo físico, quando dos desdo-bramentos; também denominado de cordão astral, cordão de luz, fio de prata, cordão perispi-rítico.  Esse  cordão  fluídico  está  ligado  à  região cerebral, provavelmente no centro de força coronário, e parece ser a ligação mais forte, entre outras tantas que envolvem os outros centros de força principais e secundários. O filamento estende-se ao infinito, à medida que o espírito se afasta do corpo, mas constitui o cabo de intercâmbio peripsírito-corpo.

Corpo mental. “O corpo mental caracteriza-se por ser disforme, ou seja, não mantém a forma do corpo humano, como o psicossoma. Geralmente, no plano mental, apresenta-se como um corpo ovalado, nebuloso e extremamente luminoso”. É o idealizador e o mantenedor das formas e do funcionamento dos corpos que lhe são inferiores.” “Sede da consciência cósmica, do pensamento contínuo e da memória integral, o corpo mental encontra-se no psicossoma, e não no cérebro humano. Isto é, localiza-se na região do perispírito que corresponde à cabeça – e não no encéfalo”.

Corpo psíquico. Do ponto de vista esotérico o corpo físico somático acha-se ligado ao psíqui-co ou mental por meio de cordão (fluido) prateado (argênteo). Segundo autores teosofistas as vibrações psíquicas são captadas pelo sistema formado pelas seguintes glândulas: pineal, pituitária, tireóide, paratireóide, suprarenais, pâncreas.

Crença (do latim medieval credentia). Ato ou efeito de crer.

Crestar: v. Tr. dir. 1. Queimar levemente a superfície de; chamuscar, tostar. 2. Amorenar, bronzear. 3. Pron. Queimar-se de leve. 4. v. Tr. dir. e pron. Secar(-se) por efeito do frio ou do calor. 5. Apic. Retirar o mel de colméias colhendo parte dos favos.

Criação (do latim criatione). Ato ou efeito de criar. Conjunto de seres criados. Origem.

Criatura (do latim creatura). Todo o ser criado. Homem, por imposição de Deus.

Criptestesia. Percepção de objetos ocultos; clarividência.

Crisálida: s. f. 1. Entom. Pupa de um inseto, especialmente de um lepidóptero. 2. Entom. Casulo da pupa. 3. Coisa latente. 4. É o estado intermediário por que passam as lagartas para se transformarem em borboletas; diz-se também de algo que está em estado latente. Var.: crisálide.

Cristianismo (do latim christianismu). Corrente monoteísta que tem como princípio Cristo.

Cromatina: Material encontrado dentro do núcleo celular.

Cromatólise: Processo de “lise”, ou destruição da cromatina.

Cromossomo: s. m. Biol. Cada um dos corpúsculos, de cromatina, que aparecem no núcleo de uma célula, durante a sua divisão. Constituem a sede das qualidades hereditárias represen-tadas pelos genes. (Ver: Cromossomas)

Crueldade (do latim crudelitate). Qualidade do que é cruel. Ato cruel. Barbaridade. Desumanidade.

Culto (do latim cultu). Homenagem prestada à divindade; liturgia de uma coisa ou acontecimento. Agente. Motivo, razão. Origem.

Cumberlandismo. Falsa telepatia, praticada no teatro, pela primeira vez, pelo prestidigitador inglês Cumberland, através da percepção dos movimentos inconscientes das pessoas.

 

Cupidez: s. f. Caráter ou qualidade de cúpido.

Cúpido: adj. Ambicioso, ávido, cobiçoso, desejoso.

 

Curial: adj. m. e f. 1. Relativo à cúria. 2. Conveniente, próprio.

 

D

 

Deambular: vaguear, passear, vagabundear.

 

Decrépito: adj. Debilitado pela idade avançada; caduco, senil.

 

Dédalo: s. m. Labirinto, encruzilhada, caminhos confusos. / Fig. Confusão, complicação.

 

Dedução. (do latim deductione). Conclusão, ilação. Ação de deduzir. Conseqüência lógica extraída de um princípio. Da causa chegar ao efeito.

 

Degredar: desterrar, banir, expatriar, exilar.

 

Deletrear: soletrar.

 

Demiurgo: (i-ur), s. m. 1. Filos. Nome dado pelos platônicos ao deus que teria criado o mundo. 2. Operador de milagres.

 

Demônio. (do latim daemoniu < grego daimónion). Anjo caído em desgraça que procura perder a humanidade, na crença de certas religiões; Satanás; Diabo; Belzebu; espírito maligno.

 

Denodo: (ô), s. m. Bravura, coragem, ímpeto.

 

Depuração (de depurar). Ato ou efeito de depurar; limpeza; clarificação.

 

Derrogar: v. Tr. dir. 1. Dir. Abolir, revogar parcialmente (uma lei).

 

Desassisar: v. 1. Tr. dir. Tirar o siso a. 2. Tr. dir. Tornar louco ou maníaco. 3. Intr. Perder o siso; caducar.

 

Descurar: negligenciar, descuidar, abandonar.  Antôn. curar, cuidar.

Desdobramento (de desdobrar). Ato de desdobrar. Faculdade anímica que permite a pessoa, estando o corpo físico num determinado local, deslocar-se ou ser levada a outro local, espiritualmente podendo ser ou não vista pelos encarnados presentes nesse mesmo local.

Desencarnado (de des + do latim incarnatu). Que desencarnou. Que deixou a carne. Espí- rito sem corpo físico. Morrer.

Desmaterializado (de desmaterializar). Desprovido de forma material. Imaterial.

Despenhar: v. 1. Tr. dir. Lançar de grande altura; precipitar. 2. Pron. Lançar-se de grande altura.

Despotismo: s. m. 1 Poder absoluto e arbitrário. 2 Ato próprio de um déspota. 3 Coisa de exageradas proporções. 4 Pop. Grande quantidade.

Destarte: adv. Assim, desta forma.

Destino (de destinar).  Fim para que tende uma ação ou um estado.  Sorte.  Futuro.  Fatali-

 

dade.

Destra: (ê), s. f. A mão direita.  Antôn. sinistra.

 

Desvairar: v. tr. dir. e intr. 1 Causar alucinação a. Intr. e pron. 2 Perder a cabeça, praticar ou dizer desatinos. Tr. dir. 3 Aconselhar mal; enganar, iludir. Tr. ind. e intr. 4 Desgarrar-se. Pron. 5 Errar, vagar. Tr. dir. 6 Perverter.

Deus (do latim deus). Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Divindade.

Devir: vir a ser, transformar-se, tornar-se, metamorfosear-se (Fr. devenir)

Diabo (do grego diábolos). Espírito ou gênio do mal. Demônio. Satanás.

Diabrete (de diabro, por diabo). Diabo pequeno.

Diáfano: adj. Que dá passagem à luz; translúcido, transparente.

Diamagnetismo:  Propriedade  dos  materiais  pela  qual a direção do magnetismo induzido é  oposta à do campo de indução. Essa propriedade descreve todos os elementos como sendo levemente repelidos por um magneto.

Dicotomia: Dividir em dois. Método de classificação em cada divisão e subdivisão não contêm mais de dois termos.

Dignidade (da latim dignitate). Qualidade moral que infunde respeito. Respeitabilidade. Elevação de sentimentos. Seriedade. Nobreza.

Dimorfismo: Significa o aparecimento de duas formas diferentes oriundas de uma mesma característica. Que tem formas diferentes.

 

Dipsomania: s. f. Propensão mórbida ao uso de bebidas alcoólicas.

 

Disritmia: s. f. Med. Diz-se de qualquer transtorno do ritmo.

 

Dissensão: s. f. 1 Divergência de opiniões. 2 Desavença, discórdia; dissidência. Sin.: dissen-timento.

 

Dissídio:  s. m. 1 Desinteligência, dissensão. 2 Controvérsias individuais ou coletivas subme- tidas à Justiça do Trabalho.

 

Distonia: s. f. Contração que afeta de modo regular um ou vários músculos ou membros e, por vezes, o eixo corporal, e que se inicia com um movimento voluntário ou por se estar numa posição fixa, desaparecendo com repouso. // Distonia neurovegetativa, perturbação do funcio-namento dos sistemas simpático e parassimpático, causadora de sintomas múltiplos.

 

Ditoso: (ô), adj. Que tem dita; feliz, venturoso.

Divindade (do latim divinatate). Qualidade do que é divino. Natureza divina. Deus ou deusa.

Divisa (do latim divisa). Palavra ou frase que significa o lema de um país, partido, associação, doutrina, etc.

Dobar: v. Tr. dir. Enrolar o fio em meadas ou em novelos.

Doença auto-imune:  Toda  doença  gerada por distúrbios do sistema imunológico, levando o

 

organismo a produzir anticorpos contra tecidos dele mesmo.

Dogma  (do latim dogma<do grego dógma).  Princípio  aceite  como  verdadeiro  ou  justo  sem discussão ou exame crítico. Proposição apresentada como incontestável ou indiscutível, sem qualquer tipo de comprovação.

Dogmatismo (do latim dogmatismu). Doutrina ou sistema dos que aceitam o dogma. Atitude dos que apresentam as suas doutrinas como verdades insofismáveis.

Doutrina (do latim doctrina). Conjunto dos princípios ou dogmas em que assenta e se articula um sistema religioso, político ou filosófico. Disciplina.

Dracma: Moeda grega; unidade de peso na Grécia.

Duende (do castelhano duende). Entidade ou espírito sobrenatural que se imaginava fazer travessuras, de noite, dentro das casas.

Dulcificar: 1. Tornar doce; adoçar, edulcorar. 2. Abrandar, mitigar, suavizar.

Dupla vista. Percepção de cenas em forma de projeção cinematográfica, como a morte de uma pessoa ainda viva, ou o acidente com uma pessoa ausente, sem que as perca a visão da realidade concreta.

E

 

Eclesiastes:  (autor:  Salomão – cerca de 931 aC)  –  O  nome Eclesiastes deriva do termo

grego ekklesia (“assembléia”) e significa “aqueles que fala a uma assembléia”. O termo hebraico correspondente é qohelet, que significa “aquele que convoca uma assembléia” recebendo muitas vezes a tradução de “Professor” ou “Pregador” em outras versões da Bíblia.

 

Écran: s. m. (pal. fr.) Quadro branco sobre o qual se projetam imagens fixas ou animadas, no cinema ou na televisão. / Tela.

Ectoplasma. Substância esbranquiçada e gelatinosa que sai do corpo do médium, pelos orifícios naturais ou pelos poros, e que, segundo Richet, que criou a palavra, tem irresistível tendência a formar membros ou corpos humanos; o elemento orgânico do fenômeno da materialização. 

Edito: s. m. Ordem ou lei emanada de autoridade máxima: rei, imperador etc. Cfr. édito.

 

Eferente: adj. m. e f. 1. Que conduz. 2. Med. Que conduz sangue, líquido ou impulso, do centro para a periferia do corpo.   Ant.: aferente.

Eflúvio: s. m. Espécie de emanação que se exala do corpo do homem e dos animais, e, em geral, dos corpos organizados: eflúvios odorantes. / Emanação, exalação. / Aroma, perfume. / Eflúvio elétrico, descarga elétrica obscura ou fracamente luminosa, sem aquecimento nem efeitos mecânicos.

Ego (Lat.) — “Eu”; a consciência no homem de “Eu sou Eu”, ou seja, o sentimento da quali-dade ou condição de “Eu sou”. A filosofia esotérica ensina a existência de dois Egos no homem, o mortal ou pessoal e o superior, divino e impessoal. Ao primeiro denomina-se “Personalidade” e ao segundo “Individualidade”.  FONTE: GLOSSÁRIO TEOSÓFICO/HELENA P. BRAVATSKY [TRADUÇÃO: SILVIA SARZANA/777 PÁGS./5ª. EDIÇÃO – ANO 2004/EDITORA  GROUND LTDA. –  SÃO PAULO – SP              

Egoísmo (do grego egó).  Qualidade  de egoísta. Sentimento ou maneira de ser das pessoas

 

que só se preocupam com o interesse próprio, com o que lhes diz respeito; amor exclusivo a si próprio.

Egolatria: s. f. Culto de si próprio.

 

Eivar: v. t. Contaminar, infectar (física e moralmente). / — V. pr. Principiar a apodrecer; enfraquecer-se, contaminar-se (no sentido moral).

Elétrico (do grego élektron).  Relativo  à  eletricidade.  Designativo  dos fenômenos em que intervêm as partículas elementares que compõem a matéria, em especial os eletrões.

Eletromagnetismo: Ramo da física que estuda as interações entre correntes elétricas e campos magnéticos.

Eletromagneto: Objeto que produz um campo magnético, formado de duas bobinas conectadas por uma barra de ferro maleável, pela qual passa uma corrente elétrica.

Elemento (do latim elementu). O que é simples. Cada objeto, cada coisa que concorre com outras para a formação de um todo. Matéria-prima. Princípios fundamentais.

Elevação (do latim elevatione). Ato ou efeito de elevar ou de levantar. Ação de elevar-se ou erguer-se. Grandeza.

Eloqüência: s. f. Ret. Faculdade de falar ou escrever de modo persuasivo e comovente.

Emancipação (do latim emancipatione).  Ato ou efeito de se emancipar.  Libertação do Es- pírito em relação ao corpo, quando ainda encarnado.

Embair: v. Tr. dir. Induzir em erro; enganar, seduzir: Certos políticos nada mais fazem que embair a opinião pública. Com fingidas carícias o embaía. Conjuga-se como sair.

 

Embotar: v. 1. Tr. dir. Engrossar, tirar o gume de instrumento cortante a. 2. Pron. Tornar-se rombo. 3. Tr. dir. e pron. Enfraquecer(-se), afrouxar(-se).

Embusteiro (de embuste). Que usa de embuste. Que ou aquele que lisonjeia, que adula para enganar. Intrujão, impostor.

Empeço: Veja "empecilho"

 

Empedernido: adj. 1. Transformado em pedra; petrificado. 2. Fig. Duro, desumano.

Empirismo (do grego empeiria). Doutrina filosófica, segundo a qual todo o conhecimento humano deriva, direta ou indiretamente, da experiência.

Emulação: s. f. 1. Sentimento que incita a imitar ou a exceder outrem. 2. Estímulo. 3. Rivalidade.

 

Emunctório: Diz-se do, ou o órgão, abertura ou canal destinado a evacuar certos humores ou excreções.

 

Encanecer: v. Intr. e pron. 1. Criar cãs. 2. Envelhecer.

Encarnação (do latim incarnatione). Existência material do espírito. Espaço de tempo que o espírito passa mergulhado num corpo material. Ato ou efeito de encarnar. Fig. Manifestação exterior e visível.

Encarnado (do latim encarnatu). Que encarnou. Espírito mergulhado na carne. Espírito com

 

corpo físico.

Encetar: v. t. Começar, principiar, iniciar: encetar uma conversa.

 

Endócrino: adj. Anat. Relativo ou pertencente às glândulas de secreção interna.

 

Endógeno: adj. 1. Que cresce dentro de. 2. Originado dentro do organismo. Var.: endógene.

Endométrio: Camada interna da parede do útero.

Endosmose (do grego éndon + osmós). Fís. Corrente de difusão que se estabelece de fora para  dentro ,  entre  dois  líquidos  ou  gases  de  densidades  diferentes,  separados  por uma membrana ou placa porosa.

Enlanguescer:  v. Intr. e pron.  Tornar-se lânguido, enfraquecer, perder as forças;  langues-

cer.

 

Enquistado: adj. 1. Encerrado em ou como em um quisto. 2. Transformado em quisto.

 

Enquistar: v. 1. Intr. Criar, formar quisto. 2. Pron. Converter-se em quisto; encaixar-se.

 

Ensancha: folga, possibilidade; alargamento, dilatação, ampliação.

 

Ensimesmar:   v.   Pron.    1.  Concentrar-se,  meditando.    2.  Meter-se   consigo   mesmo; introverter-se.

 

Entenebrecer: cobrir de trevas, entrevar, enevoar, escurecer.

Entidades psicônicas. Formações ou estruturas de “psícons”, ou átomos psíquicos, segundo a teoria de Whately Carington, que constituem a sobrevivência da mente à morte do corpo.

Entretecer: v. Tr. dir. 1. Entremear, tecendo; inserir num tecido. 2. Fazer construir por meio de laços ou tecidos; entrelaçar. 3. Compor intercaladamente. 4. Armar, urdir.

 

Entronizar: v. 1. Tr. dir. Elevar ao trono. 2. Tr. dir. e pron. Elevar(-se) muito; exaltar (-se). 3. Fazer entronização, acep. 2.

Entropia: Termo que descreve o estado de desordem dentro de um sistema. Quanto maior a entropia, maior o estado de desorganização do sistema.

Entropia negativa: Característica da matéria espaço/tempo negativa, que leva os sistemas à desorganização.

Envoltório (de envolto). O mesmo que invólucro. Capa; faixa; embrulho.

Epigenética – Estudo dos mecanismos moleculares por meio dos quais o meio ambiente controla a atividade genética, é hoje uma das áreas mais atuantes da pesquisa científica em geral. Evidências científicas mostram que os genes não controlam os seres vivos e apresenta as fantásticas descobertas da epigenética, um novo campo da biologia que desvenda os mistérios de como o ambiente (natureza) pode influenciar o comportamento das células sem modificar o código genético. É uma nova face da ciência, que revela mais detalhes sobre o complexo sistema e estrutura das doenças, incluindo o câncer e a esquizofrenia.

 

Epíteto: s. m. 1. Palavra ou frase que se junta a um nome de pessoa ou coisa para os qualificar ou realçar a sua significação. 2. Alcunha, cognome.

 

Eqüidade: s. f. 1. Justiça natural. 2. Igualdade, justiça, retidão.

 

 

Equinócio: s. m. Cada uma das duas épocas em que o Sol passa pelo equador, fazendo os dias iguais às noites em todos os países do mundo.

Escala (do latim scala). Registro que indica a ordem de evolução para cada indivíduo.

Escamotear: v. 1. Intr. Fazer prestidigitação. 2. Tr. dir. Fazer desaparecer um objeto sem que os espectadores dêem por isso. 3. Tr. dir. Furtar com destreza: Escamotear uma carteira.

 

Escantilhão: s. m. Medida-padrão de aferimento. / Régua ou pau com que os pedreiros costumam calcular a largura da parede que estão construindo. // Ir de escantilhão, ir muito apressado ou aos trambolhões; ir de roldão.

 

Escarnecer: v. 1. Tr. dir. Fazer escárnio de. 2. Tr. ind. Mofar, troçar, zombar, chacotear.

 

Escarninho: adj. 1. Em que há escárnio. 2. Escarnecedor, sarcástico.

 

Escárnio: s. m. 1. Zombaria, mofa, menosprezo, chacota; escarnecimento. 2. Galhofa ofensi-

va.

 

Escoimar: v. 1. Tr. dir. 1. Livrar de impurezas; limpar. 2. Livrar de censura ou defeitos: Escoimar uma obra literária.

 

Escol: 1. O mais distinto em um grupo ou série. 2. A flor, a nata; elite.

 

Escolho: (ô), s. m. 1. Recife ou rochedo quase à flor da água. 2. Dificuldade, obstáculo. 3. Perigo. s. m. pl. Abrolhos, acep. 1.

 

Escopo: s. m. Finalidade; alvo; intento; propósito.

 

Escorço: (ô), s. m. 1. Arte de representar os objetos em proporções reduzidas. 2. Efeito de perspectiva que diminui as dimensões dos objetos. 3. Pint. Redução das dimensões de um desenho. 4. Esboço, resumo, bosquejo.

Escrita-automática. Escrita produzida sem domínio consciente do sujeito. Na Psicologia, escrita produzida pelo inconsciente do sujeito; no Espiritismo, o mesmo sentido, e mais a psicografia, escrita dos Espíritos através dos médiuns.

Escusável: adj. m. e f. 1. Que se pode escusar, ou desculpar. 2. Dispensável, supérfluo.

Espermatogênese: Processo biológico de formação dos espermatozóides, gametas masculi-nos.

Espírita (do francês spirite). Relativo ao Espiritismo. Pessoa que cultiva o Espiritismo.

Espiritismo (do francês spiritisme ou inglês spiritism). Sistema doutrinal que pretende por em comunicação os homens com os Espíritos do outro mundo. Ciência que estuda a origem, natureza e destino dos Espíritos, bem como das suas relações com o mundo material. Doutrina fundada sobre a crença na existência dos Espíritos e das suas manifestações.

Espiritista. O mesmo que Espírita. Não foi consagrada pelo uso. Prevaleceu a palavra Espírita.

Espírito (do latim spiritu). Princípio inteligente do Universo. Alma. Princípio do pensamento e da atividade refletida do homem. Razão; juízo; inteligência.

Espiritual (do latim spirituale). Relativo ao Espírito ou ao mundo espiritual.

Espiritualismo. Doutrina que defende a essência espiritual e a imortalidade da alma, bem co-

 

mo a existência de Deus.

Espiritualista (de espiritual). Referente ao espiritualismo. Pessoa que segue o espiritualismo. Quem quer que creia não existir em nós apenas matéria é espiritualista, o que absolutamente não implica a crença nas manifestações dos Espíritos. Todo o espírita é necessariamente espiritualista, mas pode-se ser espiritualista sem se ser espírita.

Espirituoso (do latim spiritu). Que tem espírito.

Esponsais: s. m. pl. 1 Festas ao contrato de casamento. 2 Cerimônias antes das núpcias

 

Estereotipia: s. f. 1. Tip. Arte ou processo pelo qual se duplica uma composição tipográfica, transformando-a em forma compacta, por meio de moldagem de uma matriz. 2. Lugar onde se estereotipa.

 

Estereotípico: adj. Tip. Que diz respeito à estereotipia.

 

Esteróides: Substâncias derivadas do radical éster, como o colesterol, por exemplo.

 

Estiolar: v. 1. Tr. dir. Bot. Enfraquecer o desenvolvimento natural de uma planta verde, tornando-a descorada por insuficiência de luz solar. 2. Tr. dir. e pron. Tornar(-se) pálido e doentio. 3. Tr. dir. Privar de vigor natural. 4. Tr. dir. Evitar ou inibir o pleno desenvolvimento físico, emocional ou mental. 5. Intr. e pron. Alterar-se morbidamente, descorando ou debilitando-se pela ausência do sol ou do ar livre. 6. Pron. Debilitar-se, enfraquecer-se, finar-se.

 

Estofa: (ô), s. f. 1. Estofo. 2. Qualidade, classe, condição.

 

Estuar:  v. i.  Estar muito quente, ferver. / Agitar-se. / Fig.  Estar ardente, pleno de vigor, de

 

força: a paixão estuava-lhe no peito. Estuante: ardente, fervente, agitada. Que está na plenitude da força, do entusiasmo: estuante de vida.

 

Estudo (do latim studiu).  Aplicação  do  Espírito  para aprender uma ciência, uma arte paraentrar na apreciação ou análise de uma matéria ou assunto especial.

 

Estulto: adj. Insensato, néscio, parvo, tolo.

Estúrdio (etim. obscura). Estróina; leviano; estouvado.

Etéreo (do latim aetheriu). Fig. Puro; sublime; celeste; delicado; elevado.

Eterno (do latim aeternu). Que não tem princípio nem fim, que dura sempre; Filosofia e Teologia. Que se situa fora do tempo da alteração ou mudança.

Ética (do latim ethica; grego ethiké). Filos. Parte da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios que devem nortear o comportamento humano; ciência dos princípios da moral; a moral.

Eugenia: s. f. Ciência que se ocupa com o estudo e cultivo de condições que tendem a melhorar as qualidades físicas e morais de gerações futuras.

Evangélico (do latim evangelicu). Respeitante ou pertencente ao Evangelho. Conforme os preceitos do Evangelho. Diz-se do culto da Igreja Protestante.

Evo: (poét.) - Século; eternidade, perpetuidade (u-i), idade, duração.

 

 

Evocação (do latim evocatione). Ação ou efeito de evocar; ação de fazer surgir os demônios, espíritos, sombras, almas; esconjuro; exorcismo.

Evolução (do latim evolutione > do francês évolution). Ação ou efeito de evoluir. Série de modificações. Desenvolvimento gradual e progressivo. Biol. Teoria que defende que, através de transformações lentas ou rápidas, as espécies se desenvolveram a partir de um estádio rudimentar e adquiriram os caracteres que as distinguem.

Evolver: v. Intr. e pron. Mover-se lenta e progressivamente; desenvolver-se, por lentas modificações, sem saltos bruscos.

 

Exaltar: v. 1. Tr. dir. e pron. Tornar(-se) alto; elevar(-se), erguer(-se), levantar(-se). 2. Tr. dir. e pron. Engrandecer-se),  glorificar (-se),  sublimar(-se).  3. Tr. dir. Afamar, decantar, louvar. 4. Tr. dir. Levar ao mais alto grau de intensidade ou energia. 5. Tr. dir. e pron. Agastar(-se), enfurecer(-se).

Excomungar (do latim excommunicare). Separar da comunhão; expulsar da Igreja Católica. Anatematizar. Amaldiçoar. Condenar.

Execrar: v. t. Abominar, amaldiçoar, detestar: execrar a injustiça.

 

Exegeta: pessoa que se dedica a exegese.

 

Exegese: s. f. Interpretação, explicação ou comentário (gramatical, histórico, jurídico etc.) de textos, principalmente da Bíblia. / Hermenêutica.

Existência (do latim existentia). Estado do que existe. O fato de existir. Vida. Ser.

Existencial. Referente ao Existencialismo ou Filosofia da Existência, que encara o homem e os seus problemas durante a vida material, processo histórico.

Exosqueleto: s. m. Zoologia. Formação esqueletal externa de certos animais (a concha dos moluscos, a carapaça dos artrópodes etc.); exoesqueleto.

 

Exorar: suplicar, rogar, pedir, invocar com ânsia.

 

Exorbitar: (z), v. 1. Tr. dir. Fazer sair da órbita ou das órbitas. 2. Intr. Sair da órbita. 3. Tr.

ind. e intr. Exceder-se, passar além dos justos limites, transgredir a norma ou a regra estabe-

cida. 4. Intr. Abundar, exuberar, transbordar.

 

Exortar: (z), v. Tr. dir. 1. Procurar convencer por meio de palavras. 2. Aconselhar, persuadir.

3. Animar, encorajar, incitar.

Expiação (do latim expiatione). Ação ou efeito de expiar. Castigo ou sofrimento de pena, imposto a alguém, como compensação para uma má ação praticada. Penitência. Correção.

Exprobrar: v. Tr. dir. 1. Censurar, lançar em rosto. 2. Censurar com veemência.

 

Expungir: fazer desaparecer, apagar, delir; sumir; eliminar; isentar.

 

Expurgar: v. 1. Tr. dir. Purgar completamente. 2. Tr. dir. Retirar ou separar do que é nocivo ou prejudicial. 3. Tr. dir. Limpar de erros; corrigir, emendar. 4. Tr. dir. e pron. Apurar(-se), limar(-se), polir(-se). 5. Tr. dir. Descascar, esbrugar.

Êxtase (do latim extasis). Estado de emancipação da alma, no qual esta se torna quase independente da matéria.

Extemporâneo: adj. 1. Impróprio da ocasião em que se faz ou sucede. 2. Inoportuno. 3. Que é fora de tempo. 4. Improvisado

 

 

Extirpar: v. Tr. dir. 1. Desarraigar. 2. Cir. Operar a extirpação de. 3. Exterminar, extinguir.

Faccioso: adj. Que fomenta movimentos contra o poder estabelecido. / Revoltoso, sedicioso. / Fig. Parcial, sectário, apaixonado.

 

F

 

Facécia: s. f. 1. Qualidade de faceto. 2. Dito chistoso, entre a graça e a zombaria.

Fato (do latim factu). Ação; coisa feita. Aquilo que é real; evidente.

Fé (do latim fide). Crença; convicção; crédito na existência de determinado fato. Sentimento íntimo que leva o ser a crer. Confiança.

Feedback negativo e positivo: Ver Retroalimentação.

Felonia (do francês félonie). Deslealdade; traição. Crueldade.

Fenômeno (do latim phaenomenon). Tudo o que impressiona os nossos sentidos ou consciência.

Felonia: s. f. Deslealdade, perfídia, traição.

 

Fenótipo: s. m. Genét. Conjunto dos caracteres que se manifestam visivelmente em um indivíduo e que exprimem as reações do seu genótipo (isto é, de seu patrimônio hereditário), diante das circunstâncias particulares de seu desenvolvimento e em face de seu meio.

 

Ferrimagnetismo: Magnetismo encontrado nas ferritas, que são metriais altamente resistentes e com propriedades notáveis. Elas são usadas como núcleos transformadores em correntes de alta freqüência; são encontradas em muitos tipos de equipamento eletrônico e servem como componentes da memória nos computadores.

Ferromagnetismo: Propriedade de materiais com permeabilidade magnética muito alta (como ferro, níquel e cobalto), que retêm um magnetismo residual na ausência de um campo magnético.

Ficha cármica.  Onde  se  registra na Espiritualidade a contabilidade das ações de cada Espíri-to, com os seus créditos e débitos existenciais. O mesmo que Registro(s) Akásico(s).

Filogênese: Relativo à formação e evolução das unidades taxionômicas, evolução das espécies.

Filosofia (do latim philo + sophia).  Estudo  geral e racional sobre a natureza de todas as coisas interligadas entre si, e da inserção do homem no meio natural, tendo como objetivo encontrar os princípios básicos da existência e da conduta e destino do homem.. ~ positiva, Sistema em que se rejeitam as afirmações a priori e se aceitam, tão-somente, os princípios constatados pela observação e pela experiência.

Fisologia transdimensional: Cremos que o simples fato de admitirmos a existência de componentes energéticos não mensuráveis no ser humano, conduz à Fisiologia Transdimensional, uma vez que passamos a estudar a porção do homem que existe em uma dimensão diferente da explorada até agora. Cabe a esse ramo da fisiologia estabelecer os sistemas e mecanismos que relacionam o homem físico e o homem etérico. Com esse estudo, daremos mais um passo na direção da causa primária de todas as doenças e aflições do homem: os desvios morais ou doenças da alma. Dr. Décio Iandoli Jr.

 

Flagelo: Filamento móvel que serve de órgão locomotor a certos protozoários e aos esperma-tozóides.  Todos  os  cupins comem madeira, digerindo a celulose às custas de um flagelado

 

 

que vive em simbiose no seu aparelho digestivo.

 

Fluido Cósmico Universal (ou primitivo ou elementar). Elemento material. Princípio de tudo o que é matéria. Intermediário entre Espírito e matéria.

Fluido (do latim fluidu). Matéria num estado físico, em que são de baixa intensidade as forças de ligação intermoleculares, o que lhe permite modificar a forma consoante o contentor.

Força (do latim fortia). Faculdade de operar. Energia. Poder. Toda a causa capaz de produzir deformações ou de modificar o estado de repouso ou de movimento de um corpo.

Fotosíntese: Processo pelo qual organismos vivos captam a energia luminosa do sol para manter o seu metabolismo.

 

Frenar: frear, enfrear, refrear, sofrear.

Frívolo (do latim frivolu). Sem importância, insignificante, fútil, leviano.

Fugaz: adj. m. e f. 1. Que foge com rapidez; rápido, veloz. 2. Que passa rapidamente; transitório. Sup. abs. sint.: fugacíssimo.

 

Fulguração: s. f. 1. Claridade não acompanhada de estrondo, produzida pela eletricidade atmosférica. 2. Cintilação rápida; fulgor, clarão. 3. Emanação elevada do pensamento; inspiração.

 

Fulcro: s. m. 1. Sustentáculo, apoio, amparo. 2. Ponto de apoio de uma alavanca. 3. Eixo so- bre que gira qualquer objeto.

 

Fulgir: v. 1. Intr. Brilhar, resplandecer. 2. Intr. Fig. Sobressair, salientar-se. 3. Tr. dir. Fazer brilhar; abrilhantar

Fútil (do latim futile). Que tem pouco ou nenhum valor; insignificante; frívolo; vão.

 

G

 

Galvanômetro: Instrumento usado para medir correntes elétricas de baixa intensidade.

 

Gameta: (ê), s. m. Biol. Cada uma das duas células sexuais maduras entre as quais se opera a fecundação: gameta masculino, ou espermatozóide, e gameta feminino, ou óvulo. Var.: gameto.

 

Gânglio: s. m. Anat. 1. Massa de substância nervosa, que contém células e fibras e se encontra no trajeto de um nervo ou vaso linfático. 2. Qualquer órgão de aparência nodosa. — G. linfático: cada uma das massas arredondadas de tecido linfóide, circundadas por uma cápsula de tecido conectivo.

 

Gauss: Unidade da densidade do fluxo magnético produzida por um pólo magnético e medida a um centímetro de distância desse pólo.

 

Gêmula:  s. f. Botânica.  Pequeno  rebento  ou  embrião de uma plântula (embrião de uma planta contido numa semente) cujo crescimento, durante a germinação, dará origem ao caule e às folhas.

Gene: Unidade de material hereditário.

Genoma: Soma de todos os genes do organismo.

 

Germe (do latim germen). Estado primitivo e rudimentar de um novo ser. Origem; princípio.

Gestalt. Palavra alemã (forma) usada para designar a Psicologia da Forma, que trata dos processos da percepção.

Glóbulo: s. m. 1. Pequeno globo. 2. Fisiol. Corpúsculo do sangue.

 

Gloríola: s. f. Pequena glória, sem muito valor. / Boa reputação injustificada.

Glote: s. f. Anat. Abertura entre as cordas vocais, na parte superior da laringe.

 

Glutonaria: s. f. Qualidade de glutão.

 

Glutão: adj. e s. m. Que, ou o que come muito e com avidez.

Gnomo (do grego gnómon). Espírito que segundo a crença dos cabalistas, preside à Terra e a tudo o que ela contém.

Gnosis – Conhecimento de coisas espirituais, por exemplo: esotérico, sincretista, alegada-mente conhecimento espiritual superior, ganho por auto-iluminação e limitado a um pequena elite, como os Gnósticos diziam possuir. (Etmologia: gnosis - conhecimento - gignaskein - saber). Gnosticismo – sistema oculto de salvação, que enfoca a gnosis como essencial. Combina diversas ideias derivadas da filosofia Grega antiga, de algumas religiões antigas e do Cristianismo. Segundo Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira em seu Dicionário, "Sistema teológico e filosófico cujos sectários se arrogam um conhecimento sublime da natureza e dos atributos divinos."

Gnosticismo (do grego a,+gnostikós, relativo ao conhecimento). Doutrina que declara impossível, inacessível ao entendimento humano toda a noção de absoluto, reduzindo a ciência ao conhecimento do fenomenal e relativo.

Gravidade (Força da...), (do latim gravitate). Força atrativa que solicita para o centro da Terra todos os corpos.

Gravitação (do latim gravitatione). Ato de gravitar. Força atrativa que se exerce sobre os astros.

Grosseiro (de grosso). Grosso. De má qualidade. Ordinário. Mal educado; incivil; imoral.

Gnosiologia: s. f. Filos. Teoria da natureza, validade e limites do conhecimento. (Ver: Agnosticismo)

 

Grelo: (ê), s. m. 1. Gema que se desenvolve na semente, bulbo ou tubérculo e vem surgindo da terra; broto, rebento. 2. Ch. Clitóris.

 

H

 

Haurir: v. Tr. dir. 1. Tirar de lugar profundo. 2. Esgotar, esvaziar. 3. Aspirar, sorver. 4. Excogitar. Conjuga-se como abolir.

Hebdomadários. Labores semanais.

Hebreus (do latim hebroeu; grego hebraicos). Indivíduos de raça hebraica. Etnog. Nome primitivo do povo judaico.

Hematose: Penetração do oxigênio no sangue circulante e rejeição por este do gás carbônico. Aeração  do  sangue  nos  pulmões. (A oxigenação do sangue venoso nos pulmões é fenômeno

 

 

elementar da respiração nos vertebrados superiores)

 

Hereditariedade: s. f. 1. Qualidade de hereditário. 2. Transmissão das qualidades físicas ou morais de alguém aos seus descendentes; herança.

 

Hermenêutica: s. f. Interpretação do sentido das palavras, das leis, dos textos, etc. - s.f. Arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos: hermenêutica sagrada. / Teoria da interpretação de vários sinais como símbolos de uma cultura. / Arte de interpretar leis.

 

Heterodoxo: (cs), adj. Oposto aos princípios de uma religião. Antôn.: ortodoxo.

 

Hiato: s. m. 1. Gram. Conjunto de duas vogais em contato, pertencendo cada uma a sílaba diferente, como em beato, moinho. 2. Gram. Encontro dissonante de duas vogais, uma final e

outra inicial da palavra seguinte. 3. Fenda na terra. 4. Intervalo para preencher. 5. Lacuna.

Hidrófobo: Substância com polaridade oposta à água, que não se mistura a ela.

Hierarquia (do francês hiérarchie). Ordem e subordinação em qualquer corporação.

Hierofante: = hierofanta, m. - Certo sacerdote da cidade de Elêusis, na antiga Grécia.

Hipertrofia: Aumento, desenvolvimento exagerado de um tecido.

Hipocrisia (do grego hypokrisía). Fingimento de boas qualidades para ocultar os defeitos; falsidade; dissimulação.

Hipóstase: depósito no fundo de um líquido; borra; sarro, lia, as fezes. Pessoa divina.

Hipótese (do grego hypóthesis). Suposição de coisas ou fatos, possíveis ou impossíveis, da qual se tira uma conclusão. Teoria não demonstrada, mas provável.

Hirto: adj. 1. Eriçado. 2. Ereto. 3. Imóvel, teso.

 

Histólise: Destruição e desintegração de tecidos, parte do crescimento contínuo do tecido normal, e renovação nos organismos. 

 

Histologia: s. f. Parte da anatomia que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos dos seres vivos.

 

Hodierno: adj. Relativo ao dias de hoje; atual; moderno.

 

Holístico: Relativo à abordagem global e completa do Ser, considerando aspectos físicos, mentais, emocionais e espirituais.

 

Homeopatia:  Abordagem  terapêutica  que  utiliza  microdoses  de substâncias para tratar as

doenças utilizando como base a lei da similitude, ou seja, usar substâncias que, no indivíduo normal, provoca os efeitos que se quer combater, como fazemos com as vacinas. 

 

Homeostase: Estado de constância do meio interno.

 

Homiziar: v. 1. Tr. dir. Dar guarida a. 2. Tr. dir. Esconder à ação da justiça. 3. Pron. Fugir à justiça.

 

Hoste: s. f. 1. Tropa, exército. 2. Bando, multidão.

 

Hotentote: relativo à Hotentótia (Região da África)

Humanidade (do latim humanitate). A natureza humana. O conjunto de todos os homens. Sentido de benevolência, de clemência.

 

Humanidade (do latim humanitate). Sociol. A natureza humana. O conjunto de todos os homens. Fig. Sentimento de clemência, de benevolência.

I

 

Ião: Átomo ou molécula que perdeu ou ganhou um ou mais elétrons.

Idealismo (de ideal). Doutrina que reduz o ser ao pensamento, as coisas ao Espírito (o mundo dito exterior a não tem outra realidade além das idéias ou representações que dele formamos).

Identidade (do latim identitate).  Conjunto de elementos que permitem saber quem é uma pessoa.

Ideoplastias. 1. Formações mentais objetivas; imagens formadas com modelação do ecto-plasma pelo pensamento; segundo Richet, Imoda e outros, fantasmas espirituais artificial-mente criados pelo pensamento; modelagens mentais, que podem ser fotografadas. 2. Formas criadas, ou plasmadas pelo pensamento.

Idiossincrasia: s. f. 1. Constituição individual, em virtude da qual cada indivíduo sofre diferente-mente os efeitos da mesma causa. 2. Psicol. Qualquer detalhe de conduta próprio de determinado indivíduo.

 

Ignaro: adj. 1. Que é falto de instrução; ignorante. 2. Estúpido, insensato.

 

Ignomínia: s. f. Afronta pública, desonra, vergonha.

Ignorância (do latim ignorantia).  Estado de quem ignora. Falta de saber. Desconhecimen- to.

Ilação: s. f. Lógica Inferência, conclusão, dedução.

Ilimitado (do latim illimitatu). Que não tem limites. Indeterminado. Infinito. Imenso.

Imarcescível: adj. m. e f. Que não murcha.

Imaterial (do latim immateriale). Que não é material; incorpóreo; impalpável; sobrenatural; espiritual.

Imiscuir: v. Pron. 1. Ingerir-se, intrometer-se, misturar-se em. 2. Tomar parte em algo.

 

Imo: adj. 1. Que está no lugar mais fundo, ou mais baixo. 2. Que está no âmago; íntimo. S. m. O âmago, o íntimo.

 

Imolar: v. 1. Tr. dir. Matar vítimas para as oferecer em sacrifício. 2. Tr. dir. Renunciar em atenção a alguém ou alguma coisa; sacrificar, perder. 3. Pron. Sacrificar-se.

 

Impender: competir, cumprir, caber, pertencer, tocar.

Imperfeição (do latim imperfectione). Qualidade do que é imperfeito. Falta de perfeição. Pequeno defeito. Vício.

Ímpio: adj. Que despreza a religião. / Que é contrário à religião: discurso ímpio. / Que ofende os pais, a moral, a justiça etc.: guerra ímpia / — S. m. Que é inimigo da religião ou do que merece respeito religioso; / Adj. e s. m. Que, ou quem não tem fé; incrédulo, descrente, herege, ateu.

 

Imponderável (do latim in + ponderabile). Que não se pode pesar. Que não tem peso. Muito sutil. Circunstâncias materiais ou morais imprevisíveis. Fís. Fluidos cuja materialidade não pode ser revelada pelos instrumentos conhecidos.

Imutável (do latim immutabile).  Que não pode ser mudado, não muda, varia ou transforma.

Inanição: desalento, debilitado, fraqueza, inanimado

 

Inanimado: inanição, desfalecido, morimbundo, morte.

 

Inaudito: (dí), adj. 1. Que nunca se ouviu dizer. 2. Espantoso, fantástico.

 

Incipiente: adj. m. e f. Que está no começo; principiante. Cfr. insipiente.

 

Incontinência: s. f. 1. Falta de continência. 2. Qualidade de incontinente. 3. Med. Incapacidade de reter os produtos de excreção.

 

Incomensurável: adj. m. e f. 1. Não comensurável; imensurável. 2. Mat. Sem medida comum com outra grandeza.

Inconsciente. Segundo Freud e Jung, o inconsciente é um dos três níveis do psiquismo onde permanecem os processos, as idéias e sentimentos que não podem ser trazidos voluntária-mente  à  tona  e  à  luz da consciência. Quando algo se torna inconsciente não adianta apenas querer que ele deixe de ser inconsciente. Para trazê-lo ao nível consciente são necessárias técnicas  mais  poderosas que a simples vontade, como por exemplo, o hipnotismo, a sugestão ou a psicanálise. (...)  Cf. Jorge Andréa >> Diz que como zona energética, pode-se distinguir nesta três camadas distintas:  o inconsciente puro,  o inconsciente passado  e   o  inconsciente atual. Informamos  que,  int eressando  como  parte deste GLOSSÁRIO, aqui vamos nos ater ao “Inconsciente Puro (Espí-rito)”: Zona mais desenvolvida do inconsciente, abra-çando funcionalmente a totalidade da psique, é uma zona inatingível ao nosso conhecimento, e ponto de partida de todas as energias puras do psiquismo. É desse centro que nasceriam energias desconhecidas, dirigindo-se para toda área psíquica. À medida que os seus raios atravessassem as diversas zonas, vão se adaptando às características funcionais das mesmas, conservando, no entanto, as qualida-des diretivas de sua essência, única maneira de anunciar sua presença em zonas inferiores. Assim, o inconsciente puro sugeriria, a miúdo, nos departamentos da psique, o desenvolvi-mento do bem, uma moral sã, como iniciativa de evolução. Desse modo, o vórtice central do EU, de maneira harmoniosa, conduz sua poderosa dinâmica a todos os departamentos da psique. Este Centro-Vontade seria o fator que iluminaria os departamentos do instinto, afastando o ser humano da animalidade, comandando e solvendo os problemas que traduzem óbices para a evolução. Na rede dinâmica da VONTADE, a inteligência se alarga e se projeta nas sendas do bem, o desejo se equilibra, a memória registra com harmonia, e a imaginação cria com pureza os mais excelsos matizes e as mais belas construções.

Incorpóreo (do latim incorporeu). Desprovido de corpo; imaterial; impalpável.

Individualidade (do francês indivicdualité). Conjunto de qualidades que definem um indivíduo. Pessoa; indivíduo.

Individualizar (de individual). Tornar individual. Considerar individualmente; particularizar; especializar.

Indução (do latim inductione). Ação de induzir. Dos efeitos remontar-se às causas.

Indução eletromagnética: A produção de corrente elétrica num circuito pela mudança de direção da indução magnética da corrente.

 

Indulgência:  s. f.  1. Qualidade de indulgente.  2. Clemência.  3. Condescendência, tolerân-cia.  4. Teol. Remição total ou parcial das penas relativas aos pecados.  5. Perdão.

 

 

Inelutável: adj. m. e f. 1. Com que se luta em vão. 2. Invencível, irresistível. 3. Inevitável.

 

Inerme: adj. m. e f. 1. Desarmado. 2. Sem meios de defesa.

 

Inexorável: (z), adj. m. e f. 1. Que não cede. 2. Que não se move à compaixão. 3. Austero, imparcial.

Infalível (do latim infallibile). Que não é falível. Que não pode falhar. Certo; exato; seguro; inevitável.

Inferior (do latim inferiore). Que está abaixo de outro. Subalterno. Que vale menos. Ordinário; baixo; reles. Indivíduo que está abaixo de outro em categoria ou dignidade.

Inferioridade (de inferior). Estado ou qualidade de inferior.

Inferno (do latim infernu). Tormento; martírio atroz. Segundo a religião católica, estado ou lugar daqueles que, morrendo em pecado mortal, padecem penas eternas.

Infinito (do latim infinitu). Que não tem fim ou limites. Sem fim; eterno. O espaço e o tempo considerados de forma absoluta. O absoluto; o eterno; Deus.

Infirmar: Enfraquecer, anular, invalidar.

 

Infusão:  s. f.  1.  Ato  ou  efeito de infundir(-se).  2. Farm. Conservação temporária de uma

substância em líquido, para dela se extraírem princípios medicamentosos. 3. Maceração farmacêutica.

 

Infusório: adj.  Que se desenvolve em infusões animais e vegetais.  / S. m. pl. Antigo nome

dos protozoários, do ramo dos ciliados, que podem desenvolver-se em infusões vegetais.

 

Iniqüidade: s. f. 1. Falta de eqüidade. 2. Qualidade de iníquo.

 

Iníquo: adj. 1. Que ofende a eqüidade, a retidão. 2. Injusto, cruel, perverso, mau.

 

Injunção: s. f. 1. Ato ou efeito de injungir. 2. Obrigação imposta; imposição. 3. Pressão das circunstâncias.

 

Injungir: v. Tr. dir. 1. Impor a obrigação de. 2. Ordenar formalmente. Conjuga-se como jungir.

 

Inocuidade: (u-i), s. f. Qualidade de inócuo.

 

Inocular: v. Tr. dir. e pron. 1. Introduzir(-se) por inoculação. 2. Fig. Transmitir(-se), propagar(-se), disseminar(-se).

 

Inócuo: adj. Que não é nocivo, que não faz dano; inofensivo.

 

Inopinado: adj.  Súbito, improviso, imprevisto, inesperado; extraordinário, incrível.

 

Insidioso: (ô), adj. 1. Que é dado a armar insídias. 2. Traiçoeiro.

 

Insofismável: adj. Que não se pode sofismar.

 

Insopitável: Que não se pode sopitar.

 

Instigar: v. Tr. dir. Animar, estimular, incitar, induzir.

 

Instilar: v. Tr. dir. 1. Deitar ou introduzir gota a gota. 2. Induzir, insinuar, insuflar.

 

Instinto (do latim instinctu). Impulso inato, inconsciente, irracional, que leva um ente vivo a proceder de tal ou tal forma. Intuição. Inspiração.

Insulado: adj. 1. Ilhado, isolado. 2. Separado, incomunicável.

 

Insulamento: 1. Impedido de comunicação com os outros Espíritos. 2. s. m. Ato ou efeito de insular.

 

Insular:  v. 1. Tr. dir. e pron. Ilhar(-se), isolar(-se). 2. Tr. dir. Impedir a passagem da eletricida-de de um corpo a outro.

Intelectualizar (de intelectual). Elevar à categoria de intelectual. Dar forma inteligente.

Inteligência (do latim intelligentia). Faculdade de entender, raciocinar, pensar e interpretar. Entendimento. Conhecimento profundo. Intelecto. Juízo; raciocínio; abstração.

Inteligente (do latim intelligente). Que tem a faculdade de compreender. Esperto; hábil; sagaz.

Interface físico-etérica: Interface (ligação) entre os corpos físico e etérico.

 

Interstício: s. m. 1. Espaço ou intervalo entre moléculas, células etc. 2. Anat. Espaço que separa dois grãos contíguos.

 

Intimorato: adj. – sem medo, destemido, denodado. Ant. – timorato, medroso, tímido.

 

Introspecção: s. f. Exame do interior. / Estudo da consciência por si mesma.  (O valor cientí-

fico da introspecção é muito discutível, dado o seu caráter subjetivo).

Intuição. Uma modalidade de telepatia, quando a transmissão de pensamento se dá por meio do Espírito do médium, ou melhor, de sua Alma. Ela recebe o pensamento do Espírito que se manifesta e o transmite. Nessa situação o médium tem consciência do que fala ou escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. É o que se chama médium intuitivo. O mé-dium  intuitivo  age  como  se  fosse  um  intérprete,  que,  para  transmitir  uma idéia, precisa compreendê-la, apropriar-se dela, de certo modo, para traduzi-la fielmente. Leitura indicada: LM – Cap. XV: Item 180. Vejamos o que diz Albert Einstein: “Penso noventa e nove vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio, e eis que a verdade me é revelada. Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis elementares do Universo. O único caminho é o da intuição”.

Inumar: v.Tr. dir. Enterrar (cadáveres), sepultar, acep. 1.

Inveja (do latim invidia). Desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem. Emulação. Cobiça.

Invocação: s. f. 1. Ato ou efeito de invocar. 2. Chamamento em auxílio, pedindo socorro. 3. Alegação, exposição de fatos, razões e argumentos.

 

Irascível: adj. m. e f. 1. Propenso à irritação. 2. Irritável.

 

Irisado: adj. Que tem as cores do arco-íris.

 

Irisar: v. Tr. dir. e pron. Matizar(-se), revestir(-se) com as cores do arco-íris.

 

Irisação: s. f. Ato ou efeito de irisar.

Irreflexão (de in + reflexão). Falta de reflexão. Imprudência. Inconsideração. Impulsividade. Precipitação.

 

Irremissível (do latim irremissibile). adj. Que não merece perdão: culpa irremissível. / Infalível,

fatal; irremediável. Que não merece remissão ou não é perdoável; imperdoável; indesculpável; infa-lível.

 

Irrisão: s. f. 1. Ato de zombar. 2. Mofa, zombaria com desprezo. 3. Objeto de escárnio.

 

J

 

Jactância: s. f. 1. Ostentação, vanglória. 2. Arrogância. 3. Atitude presunçosa. Var.: jatância.

 

Jactar: v. Pron. 1. Gloriar-se, ufanar-se, vangloriar-se. 2. Ter jactância. Var.: jatar.

 

Jogral: s. m. 1. Bobo, farsista, truão. 2. Ant. Músico que, por salário, tocava em festas populares, cantava ou recitava, tomando parte dos divertimentos. 3. Coro polifônico. Fem.: jogralesa.

 

Jugular: 1 adj. m. e f. Que pertence ou se refere à garganta ou ao pescoço. S. f. Anat. Nome de quatro veias duplas do pescoço: jugulares externas, internas, anteriores e posteriores.

 

Jungir: v. Tr. dir. 1. Ligar, por meio de jugo ou canga, subjugar. 2. Atar, prender, unir. 3. Submeter. — Por ser defectivo, não se conjuga na 1ª. pess. do sing. do pres. do ind. e, conseqüentemente, em todo o pres. do subj.

Justo (do latim justu). Que é conforme ao Direito, à moral e à razão. Imparcial; íntegro; legítimo. Aquilo que está certo e adequado à justiça e à moral.

K

 

Karma ou Karman (Sânsc.) – Fisicamente, ação; metafisicamente, a Lei de Retribuição, a Lei de causa e efeito ou de causa ética. Nêmesis, apenas no sentido de mau Karma. É o décimo primeiro Nidâna ou causa de existência de encadeamento de causas e efeitos, no Budismo ortodoxo; mas também é o poder que governa todas as coisas, a resultante da ação moral, o samskâra ou efeito moral de um ato submetido para obtenção de algo que satisfaça um desejo pessoal. Há Karma de mérito e há Karma de demérito. O Karma não castiga nem recompensa; é simplesmente a Lei única, universal, que dirige infalivelmente e, por assim dizer, cegamente todas as leis produtoras de certos efeitos ao longo dos sulcos de suas causas respectivas. Quando o Budismo ensina que o “Karma é aquele núcleo moral (de todo ser), o único que sobrevive à morte e continua na transmigração” ou reencarnação, quer dizer simples-

mente que, depois de cada personalidade, não resta nada além das causas que esta produziu, causas que são imorais, isto é, que não podem ser eliminadas do Universo, até que sejam substituídas por seus verdadeiros efeitos e por eles destruídas, e tais causas – a não ser que sejam compensadas por efeitos adequados, durante a vida da pessoa que as produziu – seguirão o Ego reencarnado e o alcançarão em sua reencarnação subseqüente, até que a harmonia entre efeitos e causas seja totalmente restabelecida. Nenhuma “personalidade” – simples conjunto de átomos materiais e de peculiaridades instintivas e mentais – pode continuar como tal no mundo do Espírito puro. Só aquele que é imortal em sua própria natureza e divina essência, isto é, o Ego, pode existir para sempre. E, sendo o Ego aquele que escolhe a personalidade que vai animar, depois de cada Devachân, e aquele que recebe através de tais personalidades os efeitos das causas Kármicas produzidas, o Ego, o Eu que é o núcleo moral” já mencionado e Karma encarnado, é o “único que sobrevive à morte”. [Esta lei existe desde a eternidade e nela, porque é a própria Eternidade, e como tal, visto que nenhum ato pode ser co-igual à Eternidade, não se pode dizer que atua, porque é a própria Ação. Não é a onda que afoga o homem, mas a ação pessoal que caminha deliberadamente e se coloca sob a ação impessoal das leis que governam o movimento do oceano. O Karma não cria nem designa nada.  O homem é quem traça e cria as causas e a lei kármica ajusta os efeitos e

 

 

este ajustamento não é um ato, mas a harmonia universal, que tende a recobrar sua posição primitiva, como um ramo de árvore que, se dobrado com violência, retorna com a força correspondente. Se fraturar o braço que o dobrou, diremos que foi o ramo que quebrou o braço ou que foi a imprudência que acarretou tal desgraça? O Karma não destrói nunca a liberdade intelectual e individual, como o deus inventado pelos monoteístas. Não envolveu seus decretos na obscuridade de modo intencional, para confundir o homem, nem mesmo castiga aquele que ousa esquadrinhar seus mistérios; pelo contrário, aquele que, através do estudo e da meditação, descobre seus sendeiros intrincados e lança alguma luz em seus obscuros caminhos, em cujas revoluções perecem tantos homens, por desconhecerem o labirinto da vida, trabalha para o bem de seus semelhantes. O Karma é uma lei absoluta e eterna no mundo de manifestação e, como só pode haver um Absoluto, assim como uma só causa eterna sempre presente, os crentes no Karma não podem ser considerados como ateus ou materialistas, e menos ainda como fatalistas, visto que o Karma é uno com o Incognoscível, do qual é um aspecto, em seus efeitos no mundo fenomenal. (Doutrina Secreta, II, 319-320).  Dentre  as  várias  divisões  do  Karma  estabelecidas  (Karma  individual e  coletivo, Karma positivo e negativo, Karma masculino e feminino, etc.), tem importância especial a tripla divisão em: 1º. Karma acumulado ou latente (Sañchita Karma), que é constituído pela multidão de causas que vamos acumulando no decorrer de nossa vida e que não podem ter realização imediata; 2º. Karma ativo ou começado (Parârabdha Karma), aquele cujos efeitos manifestam-se agora em nossa própria natureza, isto é, aquele que constitui o que chamamos  de nosso caráter, as múltiplas circunstâncias que nos cercam na vida presente; e 3º. Karma novo, aquele que é atualmente engendrado por nossas atividades diversas (Kriyamâna Karma). Esta divisão, exposta por J. C. Chatterji em Filosofia Esotérica da Índia,  é  a  mesma  encontrada  na  excelente  obra de A. Besant, Sabedoria Antiga, nestes termos: “É preciso distinguir entre o Karma maduro, pronto a se manifestar como acontecimentos inevitáveis na vida atual; o Karma de caráter, que se manifesta nas tendências

que dão resultados de experiências acumuladas e que são suscetíveis de modificação na vida atual pelo mesmo Poder (o Ego) que as criou na vida anterior; e finalmente o Karma que agora está produzido e que dá origem a acontecimentos vindouros e ao caráter futuro. Estas são as divisões desginadas pelos nomes de Prârabdha (começado que deve ser ser efetuado na vida), Sañchita (acumulado), uma parte do qual se manifesta nas tendências, e Kriyamâna, em criação ou formação” (Op. cit., pág. 326). São Paulo, o Iniciado, expressa de modo pitoresco a operação do Karma, dizendo: “Tudo o que o homem semear, colherá” (Gálat., VI: 7), sentença análoga àquela dos Purânas: “Todo homem recolhe as conseqüências de seus próprios atos”. A lei do Karma encontra-se inextricavelmente ligada à lei da Reencarnação.  FONTE: GLOSSÁRIO TEOSÓFICO/HELENA P. BRAVATSKY [TRADUÇÃO: SILVIA SARZANA/777 PÁGS./5ª. EDIÇÃO – ANO 2004/EDITORA  GROUND LTDA.  –  SÃO PAULO – SP              

 

Kundalini, ou o "poder ígneo" – 1. É a grande força magnética, o princípio universal de vida que existe latente em toda matéria. Também chamada "fogo serpentino", é a vida que flui através  dos  centros  vitais ou chakras. Princípio ativo que tanto pode criar como destruir, seu

despertar para uma atividade voluntária visa coordenar as diversas manifestações vitais num todo harmonioso. O que é a Kundalini? A palavra sânscrita tem sido traduzida de várias maneiras, em geral por aqueles que não têm uma concepção real, seja ela qual for, da função que é a sua marca. Supõe-se que a raiz da palavra seja o verbo kund, que significa "queimar". Este é o significado essencial, pois a kundalini é Fogo em seu sentido de abrasamento. Contudo, temos uma explicação adicional para a palavra no substantivo kunda, que significa orifício ou cavidade. Isso nos dá uma idéia do recipiente onde o Fogo arde. Mas há muito mais do que isso. Há também o substantivo kundala, que significa bobina espiral, anel. Temos aqui uma noção do modo pelo qual o Fogo atua e se desenvolve. A palavra kundalini se originou de todos esses derivados, que atribuem uma feminilidade criativa ao Fogo, o Fogo Serpentino, como algumas vezes é chamado, o poder criativo feminino que está adormecido dentro de uma cavidade, dentro de um útero, despertando para o movimento rítmico da impetuosa subida e para a emissão de torrentes de Fogo. Ela é uma palavra que significa o aspecto feminino da força criativa da evolução, força esta que jaz adormecida, em sua potencialidade específica e muito particular, como que em posição fetal em um útero, na base da espinha dorsal humana. Concluindo, a principal função de Kundalini no desenvolvimento oculto é percorrer e vivificar os chakras etéricos, afim de comunicar à consciência física experiências astrais. Assim "A Voz do Silêncio" de H. P. Blavatsky, disponível na Biblioteca Luz, ensina  que  semelhante vitalização do centro colocado entre os supercílios permite ouvir a voz

 

 

do Mestre, isto é, do EGO ou EU superior. A razão disto é que o corpo pituitário (ou hipófise), em plena atividade, constitui uma ligação perfeita entre as consciências astral e física. Em cada encarnação é preciso renovar o domínio de Kundalini, pois em cada vida os veículos são novos, porém quem já o conseguiu -completamente uma vez, a repetição lhe será mais fácil. A formação do elo entre a consciência física e a do EGO tem também suas correspondências nos níveis superiores. No EGO corresponde à sua ligação com a consciência da Mônada, e na Mônada, com a consciência do Logos. A idade não parece afetar o desenvolvimento dos chakras por meio de Kundalini, mas a saúde é uma necessidade, pois só um corpo vigoroso pode suportar a tensão. 2. Termo hindu para ectoplasma em suas mais diversas formas.

 

L

 

Labor: trabalho, labuta, faina; fadiga; a lide, ofício.

 

Laceração: s. f. Ato ou efeito de lacerar.

 

Lacerar: v. 1. Tr. dir. e pron. Dilacerar(-se), rasgar(-se). 2. Tr. dir. Afligir profundamente, magoar, pungir.

 

Laicismo: s. m. Rejeição do clericalismo, isto é, da influência do clero na vida pública; secularismo anticlerical.

 

Laico: adj. 1. Leigo. 2. Secular, por oposição a eclesiástico: Ensino laico.

 

Laivo: veio, traço; mancha, nódoa, pinta.

 

Láurea: s. f. 1. Ant. Coroa de louros, com que se premiavam os poetas; laurel. 2. Galardão, prêmio. 3. Grau acadêmico.

 

Lauto: Adj. Luxuoso, suntuoso, magnificente. / Farto, abundante.

 

Latência: Propriedade de estar latente.

 

Latente: 1. Que não se vê, que está oculto. 2. Dissimulado. 3. Subentendido.

Lei (do latim lege).  Preceito  emanado de uma autoridade  soberana.  Proposição geral que enuncia uma relação regular de fenômenos. Relação invariável entre variáveis.

Lenitivo: adj. e s. m. Que ou o que acalma, suaviza, atenua: tome um lenitivo. / Fig. Consolação.

 

Letargia (do grego: léethee = olvido; argia = inércia) 1. Estado anômalo de sonolência profunda e prolongada do qual é difícil sair, como aquele que se provoca pela hipnose. Segundo Charcot,  letargia é a etapa da hipnose em que se produz essa sonolência profunda. 2. Letargia induzida: transe produzido por uma ação hipnótica. 3. Letargia lúcida: perda da vontade com a conseqüente incapacidade para atuar, mas com a conservação da consciência. 4. Estado patológico observado em diversas afecções do sistema nervoso central, como encefalites, tumores, etc., caracterizado por um sono profundo e duradouro, do qual só com dificuldade, e temporariamente, pode o paciente despertar. 5. Estado de insensibilidade encontrado em certos transes mediúnicos. 6. Morte aparente. Em Hipnotismo diz-se do sono patológico em que o paciente permanece em completo estado de inatividade. Um dos estágios da hipnose, segundo Charcot. 7. Parecer espírita: transe global, em todos os centros sensoriais e motores do sistema nervoso central, no qual o paciente, lúcido ou não, não consegue se manifestar nem sentir nenhum estímulo exterior, como se o corpo estivesse morto, numa morte apenas aparente. 

Leviandade (de leviano ou do castelhano liviand). Qualidade de leviano. Irreflexão. Imprudência. Ato de leviano.

Leviano (de leve).  Que  tem  pouco  juízo; que julga de leve; precipitado; irrefletido; impru-

 

dente; inconstante.

Liame: s. m. Tudo que serve para ligar. / Gramática Vogal ou consoante que prende um sufixo ou desinência ao radical de uma palavra.

 

Librar: equilibrar, balancear, suspender, sustentar (no ar); fundamentar, fundar.

 

Licantropia:  Doença mental em que o enfermo se julga transformado em lobo.  Em  Espiritis- 

mo,  metamorfose perispiritual ideoplástica da forma humana para a de lobo, devido a estados

de ferocidade mental ou hipnótico provocado por entidades dominadoras e obsessivas.

 

Licenciosidade: s. f. Qualidade de licencioso.

 

Licencioso:  (ô), adj.  1. Que abusa da liberdade; desregrado, desordenado. 2. Contrário aos

bons costumes; ofensivo ao pudor; libertino, lascivo.

 

Linhas de indução: Representação da energia magnética em movimento em torno de um magneto.

 

Litigar: v. 1. Tr. ind. Ter litígio, demanda, questão. 2. Intr. Pleitear, questionar em juízo. 3. Intr. Representar as partes em juízo. 4. Tr. ind. Entrar em luta; lidar, pelejar.

Liturgia (do grego leitourgía). Complexo das cerimônias eclesiásticas de um culto; rito.

Livre-arbítrio (do latim liberu+arbitriu). Filos. Faculdade do homem de determinar-se a si mesmo; poder de praticar ou não um certo ato, sem outra razão além do próprio querer.

Lógica (do grego logiké). Encadeamento regular ou coerente das idéias e das coisas.

Lobrigar: v. Tr. dir. 1. Ver a custo, entrever ao longe. 2. Ver casualmente. 3. Notar, perceber.

 

Logos: (filosofia Grega)  Razão, colocada como o princípio constituinte e controlador do uni-

verso, e sendo manifestado pela fala. (teologia Cristã) o Eterno pensamento ou palavra de Deus, encarnada em Jesus Cristo: São João 1. - "No princípio era o Verbo ou No princípio era o Logos…" (Etmologia: logos, lógica).

 

Louvar: v. 1. Tr. dir. Dirigir louvores a; elogiar, enaltecer, gabar. 2. Tr. dir. Aprovar, confirmar com elogio (um ato praticado por outrem). 3. Pron. Elogiar-se, gabar-se, jactar-se, vangloriar-se. 4. Pron. Aceitar, aprovar, perfilhar a opinião ou o parecer de alguém. 5. Tr. dir. Avaliar, decidir por meio de laudo: Louvar bens, heranças etc.

 

Lúgubre: adj. m. e f. 1. Relativo a luto. 2. Que é sinal de luto. 3. Fúnebre. 4. Soturno, taciturno, triste. 5. Escuro, medonho, sombrio.

 

 

M

 

Mácula: s. f. 1. Mancha, nódoa. 2. Fig. Deslustre, desonra, infâmia. 3. Fig. Estigma, ferrete.

 

Macular: v. 1. Tr. dir. Pôr mácula, mancha ou nódoa em. 2. Fig. Tr. dir. Desdourar, deslustrar, enxovalhar, infamar. 3. Pron. Fig. Deslustrar-se, incorrendo em faltas que desonram.

 

Maculado: adj. 1. Manchado, sujo. 2. Fig. Infamado, desonrado.

Magia (do latim magia). Ciência e arte que pretende atuar sobre a natureza, empregando conscientemente poderes invisíveis, para obter resultados visíveis, contrários às suas leis.

 

Magnético (do grego magnetikos). Fís. Relativo ao magnetismo. Propriedade que alguns corpos apresentam de atrair e reter outros.

Magnetismo: Ramo da física que estuda as propriedades dos magnetos (naturais ou arificiais) e os fenômenos a eles realcionados.

Magnetita: Óxido de ferro natural  Fe3O4 , espinélio preto (também conhecido como “pedra magnética”) que é um excelente minério de ferro.

Magnetômetro: Instrumento usado para medir e estudar as variações da energia magnética da Terra. Os magnetômetros usados para medir fatores como declínio, inclinação, variáveis horizontais e verticais, bem como o campo total, costumam ser chamados de variômetros magnéticos. O instrumento mais comumente usado para medir o declíneo magnético absoluto é o teodolito magnético. Em geral, o termo “magnetômetro” é usado par designar o instrumento usado para medir a intensidade de um campo magnético.

Magnetostrição: Fenômeno que provoca alteração no volume de uma substância quando colocada num campo magnético. Ocorre mais notadamente com os materiais ferromagnéticos.

Mal (do latim male). De modo mau, imperfeito, insuficiente. Com defeito. De forma ofensiva, caluniosa. Contra o que deve ser; contra a moral; contra o direito e a justiça. Cruelmente; violentamente. (Do latim malu). Tudo o que fere, incomoda ou prejudica. Tudo o que é oposto ao bem. Tudo o que se desvia da honestidade e da moral. Calamidade; desgraça; infortúnio; prejuízo. Aflição; angústia; padecimento moral.

Maldade (do latim malitate). Qualidade de mau. Ação má ou ruim. Iniqüidade; perversidade; crueldade.

Malícia (do latim malitia). Propensão para o mal. Dissimulação. Astúcia; manha; ronha. Satírico.

Malsinar: v. t. Delatar na qualidade de malsim, denunciar. / Caluniar, deturpar, desvirtuar, interpretar em mau sentido. / Desejar mal a, agourar mal de, condenar.

 

Maledicência: s. f. 1. Qualidade de maledicente. 2. Ato ou efeito de dizer mal.

 

Manancial: s. m. 1. Nascente de água. 2. Origem ou fonte abundante. 3. Celeiro inesgotável.

4. Gozo perene e duradouro.  Adj.  m.  e  f.  Que mana ou corre incessantemente.

 

Mancheia: s. f. Porção de coisas que a mão pode pegar; punhado. Às mancheias: à farta, prodigamente, em grande quantidade.

Manifestação (do latim manifestatione). Ato ou efeito de manifestar. Demonstração expressa, pública e coletivamente, de sentimentos, idéias, opiniões. Ato ou efeito provocado pelos Espíritos.

Maravilhoso (de maravilha). Fora do comum; prodígio; milagre; admirável; sobrenatural.

Maser: (mêiser), s. m. (t. ingl.) Acrônimo de Microwave Amplification by Stimulated Emission of Radiation: Microondas amplificadas por emissão estimulada de radiação. Fís. Dispositivo capaz de amplificar ou gerar radiação em radio-freqüência. Var.: mêiser.

Matéria. Laço que prende o Espírito. Agente, intermediário com o auxílio do qual e sobre o qual atua o Espírito.

Material (do latim materiale). Respeitante ou pertencente à matéria. Constituído por matéria. Que se opõem ao espiritual, que se refere apenas ao corpo.  Pesado, maciço, grossei-

 

ro.

Materialismo (de material). Sistema filosófico que sustenta que a realidade é de caráter material ou corporal. Falta de elevação espiritual.

Materializações. Formação de objetos, membros humanos ou corpos inteiros, por meio do ectoplasma; no Espiritismo, tem ainda o sentido de corporificação  transitória de Espíritos, nas sessões, por meio do ectoplasma.

Matiz: s. m. 1. Combinação de cores diversas, nas pinturas, nos bordados, nos tecidos etc. 2. Cor viva, mimosa ou delicada. 3. Gradação de cor. 4. Colorido de estilo. 5. Diferença delicada entre coisas do mesmo gênero. 6. Opinião política.

Matriz (do latim matrice). Que dá origem. Molde.

Meditação. Técnica de introspecção focalizada, visando a auto-análise e o autoconhecimento. Na questão 919 LE, S. Agostinho (espírito), diz: “Fazei o que eu fazia de minha vida sobre a Terra: ao fim da jornada, eu interrogava minha consciência, passava em revista o que fizera, e me perguntava se não faltara algum dever, se ninguém tinha nada a se lamentar de mim. Foi assim que consegui me conhecer e ver o que havia para reformar em mim. Aquele que, cada noite, lembrasse todas as ações da jornada e se perguntasse o que fez de bem ou de mal, pedindo a Deus e ao seu Anjo Guardião para o esclarecer, adquiriria uma  grande  força  para  se  aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria”. Emmanuel (Espírito), na lição 135 do livro Pão Nosso, diz: “Irmãos nossos existem que regressam da Terra pela mesma porta da ignorância e da indiferença pela qual entraram. Eis por que, no balanço das atividades de cada dia, os discípulos deverão interrogar a si mesmos: – Que fiz hoje? Acentuei os traços da criatura inferior que fui até ontem ou desenvolvi as qualidades elevadas do Espíri- to que desejo reter amanhã? André Luiz (Espírito), em Nos Domínios da Mediunidade, no Cap. Assimilação das correntes mentais, sugere como imprescindível a meditação diária dizendo-nos: “Basta, no entanto, nos afeiçoemos aos exercícios da meditação, ao  estudo  edificante  e ao hábito de discernir para compreendermos  onde se nos si- tua a faixa de pensamento, identificando com nitidez as correntes espirituais que passamos a assimilar”.

Mausolo: Morreu em 353 aC. e era governador da cidade de Halicarnasso, na Ásia Menor. Seu túmulo, o Túmulo de Mausolo, foi considerado uma das Sete Maravilhas da Antigüidade, e era  feito  em  mármore  com  aplicações de ouro, tinha 50 m de altura. De seu nome e de seu

túmulo surgiu a palavra "mausoléu" (jazigo luxuoso e de grandes dimensões).

Médium (do latim – médium, meio, intermediário). Pessoa que pode servir de intermedi-ário entre os Espíritos e os homens ou entre a dimensão material e a espiritual. E/ou (...) Intermediário, sensitivo que serve para a comunicação de Espíritos; termo usado tanto no espiritismo quanto na parapsicologia.

Mediunidade (de médium). Qualidade de médium, de estabelecer relações entre os ercarna- dos e os desencarnados; entre o mundo material e o mundo espiritual. Teorias que tentam justificar (...) > Mistificação: Arranjos; habilidades mecânicas; truques. > Ilusão: Alu-cinação; sugestão. Demoníaca: Obra dos Demônios. > Elementais: Gnomos; silfos; fadas; gênios, etc.

Mediunismo (de médium). Uso indevido da mediunidade, fora das regras de segurança aconselhadas pelo espiritismo.

Medrar: v. 1. Tr. dir. Fazer crescer, desenvolver. 2. Tr. dir. Incrementar, aumentar, fazer progredir. 3. Intr. Crescer, desenvolver-se, vegetar. 4. Intr. Adiantar-se, prosperar. 5. Intr. Avolumar-se, aumentar, crescer.

 

 

 

Meio Interno: Meio onde estão imersas todas as células do organismo.

 

Melanina: Pigmento que dá cor às células cutâneas.

 

Melanócitos: Células ricas em melanina.

 

Melificar: v. 1. Intr. Fabricar mel (diz-se das abelhas). 2. Tr. dir. Converter em mel. 3. Tr. dir. Adoçar com mel. 4. Tr. dir. Tornar doce como mel.

 

Melquisedeque: Foi o misterioso Sacerdote-Rei de Salém (Gn 14.18-20 ler) que abençoa Abraão.  Uma doutrina judaica do Iº Século era que Melquisedeque foi uma prefiguração do Messias. Salém era o antigo nome de Jerusalém, cuja raiz vem de Shalom (Paz), e Melquisedeque vem do hebraico: MALKI-TSEDEK que pode ser traduzido como: Rei da Justiça. 

 

Menoscabar: v. Tr. dir. 1. Reduzir a menos; adelgaçar; tornar imperfeito; deixar incompleto. 2. Depreciar, desacreditar, desdourar, fazer pouco caso de.

Mentossíntese: Síntese mental, produzido pela mente.

Mesmerismo: Doutrina criada no século XVIII, segundo a qual todos os seres vivos estão sujeitos à influência de um “fluido magnético” que pode ser concentrado ou recanalizado por meio de “passes” e manipulações.

Metergia. Produção de fenômenos objetivos (do grego: ergon, trabalho) por ação à distância: movimento de objetos, ideoplastias, pancadas ou ruídos, formações ectoplásmicas, voz direta.

Metodista (do inglês methodist). Membro de uma seita protestante, caracterizada por grande austeridade.

Método experimental. Método pelo qual se experimenta algo, se põe à prova, através da observação, repetição e comparação dos fatos, chegando assim a conclusões.

Método indutivo. Método segundo o qual se chega a um raciocínio que estabelece leis gerais mediante a observação de casos particulares, procedendo por indução. Método que pela obser- vação dos efeitos se remonta às suas causas.

Método (do latim methodu). Ordem. Processo racional. Sistema bem fundado e educativo ou conjunto de processos didáticos. Procedimento apto a garantir no plano teórico ou prático, o rendimento e constância do trabalho e do estudo. Estudo metódico de tema científico.

Miasma: s. m. Emanação proveniente de substâncias animais ou vegetais em decomposição. (Depois dos estudos de Pasteur, não se fala senão em miasmas microbianos, isto é, micróbios e suas toxinas.

 

Micela: Porção de uma solução coloidal, constituída por uma partícula de substância em estado coloidal, cercada por íons.

 

Milagre (do latim miraculu). Fato que não tem explicação à luz das leis da natureza e que, portanto, deve ser atribuído a causas sobrenaturais. O que é sobrenatural.

 

Misantropo:  (ô),  adj. 1. Que tem aversão à sociedade. 2. Atacado de misantropia. S. m. 1. Indivíduo que tem aversão aos homens, que evita a sociedade. 2. Pop. Indivíduo melancólico.

Missão (do latim missione).  Ação de mandar, de enviar. Incumbência. Compromisso; obri-gação; encargo.

Missionário (do francês missionaire). Propagandista de uma idéia. Aquele que missiona, que prega a fé, evangeliza.

 

Mistério (do grego mystérion). Nas religiões cristãs, dogma, verdade de fé inacessível à razão. Tudo o que é incompreensível, inexplicável, um enigma. Segredo.

Mística (de místico). Atitude coletiva assente numa fé irracional, numa doutrina, num homem, etc.

Misticismo (de mística). Filos. Via espiritual tendente à união com Deus através de uma religiosidade profunda, com vista à libertação das coisas naturais até ao anulamento da própria personalidade; crença religiosa ou filosófica que admite comunicação oculta entre o homem e a divindade.

Místico (do grego mystikós). Misterioso; alegórico.

Mistificação (de mistificar). Ação ou efeito de mistificar. Coisa enganadora ou vã. Logro; burla; engano.

Mitocôndrias: Organelas celulares produtoras de energia, responsáveis pela “respiração celu-lar”.

Mitos (do grego mythos). Narrativas fabulosas de origem popular. Utopia. Coisa inacreditável. exposição simbólica de um fato natural, histórico ou filosófico.

Mitose: s. f. Biol. Divisão celular indireta pela diferenciação dos cromossomos e sua distribuição em duas partes iguais; cariocinese.

 

Mnemônico (do grego mnemonikós): adj. 1. Que se refere mnemônica ou à memória. 2. Que ajuda a memória. 3. Que facilmente se grava na memória.

 

Modorra: (ô), s. f. 1. Grande vontade mórbida de dormir. 2. Doença que ataca o gado lanígero, ocasionada pela excessiva abundância de sangue. 3. Prostração mórbida. 4. Sonolência, dormência; madorna, madorra.

 

Molécula: s. f. Fís. e Quím. Agrupamento definido e ordenado de átomos, eletricamente neutro; é a menor partícula dos compostos ou dos elementos simples, que é quimicamente idêntica à substância de que faz parte.

 

Mônada:  s. f.  Unidade simples,  indecomponível.  (A mônada de Leibniz define-se como uma

substância simples, dotada de percepção e de tendência. As mônadas são em número infinito e não têm nascimento nem morte.) || Biol. Ser de organização muito simples.

 

Mono: s. m. 1. Macaco, bugio. 2. Boneco de trapos. 3. Pessoa feia, deselegante, estúpida, inútil. 4. Pessoa macambúzia, tristonha.

 

Monoideísmo: s. m. Psic.,  estado para que tende toda a atividade intelectual e que se traduz pelo fato de uma só idéia ocupar a mente e ser o centro de toda a atividade; estado de redução da consciência no qual só há lugar para uma única sensação ou imagem, como acontece na histeria.

Monoteísmo (do grego mónos+theós). Sistema religioso que admite a existência de um Deus único; adoração de um só Deus.

Moral (do  latim  morale). Referente  à  moralidade, aos  bons costumes. Ético. Conjunto decostumes e opiniões éticas de um indivíduo ou de um grupo social. Arte de bem proceder.

Morbo: moléstia, doença, enfermidade.

 

Morfologia: 1. Tratado das formas e das figuras. 2. Biologia:. Estudo das formas de que a matéria  pode  revestir-se  nos seres organizados. 3. Descrição dessas formas. 4. Gramática:

 

 

Estudo da formação e da estrutura, da flexão e da classificação das palavras. 5. Anatomia: Estudo da forma e posição dos diferentes órgãos do corpo e das relações que eles guardam entre si. 

Mordaz (do latim mordace). Fig. Satírico; maledicente.

Morte (do latim morte). Fim da existência; termo da vida.

Mosto: (ô), s. m. 1. Sumo da uva, antes de se completar a fermentação. 2. Suco, em fermentação, de qualquer fruta que contenha açúcar. 3. Enxame de abelhas.

 

Motejar: v. 1. Tr. ind. e intr. Dizer motejos; gracejar. 2. Tr. dir. Fazer motejo; troçar. 3. Tr. dir. Censurar, criticar, lançar em rosto.

 

Multifário: adj. 1. De grande variedade. 2. De várias espécies. 3. De vários modos.

 

Mutação: Alteração que ocorre no gene, transmissível por reprodução.

 

N

Nada (do latim nata). A não existência; o que não existe. Coisa nenhuma. O que se opõe ao ser.

Nag Hammadi – Pequena localidade no Alto Egito, onde em 1945, o camponês Muhamad Ali as-Salmman, encontrou um grande pote vermelho de cerâmica, contendo treze livros de papiro encadernados em couro. No total descobriram cinquenta e dois textos naquele sítio. Na primeira análise, para surpresa do Dr. Quispel, a primeira linha traduzida do copta foi: "Essas são as palavras secretas que Jesus, O Vivo, proferiu, e que seu gêmeo, Judas Tomé, anotou". Os manuscritos, hoje conhecidos como Evangelhos Gnósticos, ou Apócrifos (Apocryphom literalmente livro secreto), revelam ensinamentos, apresentados segundo perpectivas bastante diversas daquelas dos Evagelhos Oficiais da Igreja Romana; como por exemplo este trecho atribuído a Jesus, O Vivo: "Se manifestarem aquilo que têm em sí, isso que manifestarem os salvará. Se não manisfestarem o que têm em sí, isso que não manifestarem os destruirá." Além dos Evangelhos (ensinamentos atribuídos a Jeus Cristo através de seus apóstolos) outros textos compõe o legado de Nag Hammadi, de cunho teológico e filosófico. Os papiros encontrados em Nag Hammadi, tinham cerca de 1.500 anos, e eram traduções em copta de manuscritos ainda mais antigos feitos em grego e na língua do Novo Testamento, como constatou-se, ao verificar que parte destes manuscritos tinham sido encontrados em outros locais,  como  por  exemplo  alguns  fragmentos do chamado Evangelho de Tomé. As datas dos textos originais estão estimadas entre os anos 50 e 180, pois em 180, Irineu o bispo ortodoxo de Lyon, declarou que os hereges "dizem possuir mais evangelhos do que os que realmente existem".  Acredita-se  que os manuscritos foram enterrados por volta do século IV, quando na época da conversão do imperador Constantino, os bispos cristãos, passaram ao poder e desencadearam uma campanha contra as heresias. Então, algum monge do mosteiro de São Pacômio, nas cercanias de Nag Hammadi, tomou os livros proibidos e os escondeu no pote de barro, onde permaneceram enterrados por 1.600 anos!

Nanômetro:  Um nano  ("anão")  metro é 1 milionésimo de milímetro. Para atingir a grossura

de um cabelo, são necessários 100 mil deles.

 

Nascituro:  adj. e s. m.  1. Que, ou aquele que há de nascer.  2. Diz-se dos, ou os seres con-cebidos, mas ainda não dados à luz.

Natureza (do latim natura). Conjunto das leis que presidem à existência das coisas e à sucessão dos seres. Força ativa que estabeleceu e conserva a ordem natural de quanto existe. Essência; qualidade; espécie.

Neoplasia:  Tumor,  grupo  de  células  com  crescimento  anormal,  podendo ser benignas ou  

 

malignas (câncer).

Neoplasma. Termo usado por Morseli para definir as substanciações psíquicas.

Neurônios internunciais: Neurônio de associação encontrados na medula.

Neurotransmissor: Substância secretada por uma fibra nervosa em uma sinapse para ativar outra fibra excitável (neurônio ou músculo).

Nidação: Fixação do embrião no endométrio.

Nomenclatura (do latim nomenclatura). Conjunto de termos de uso consagrado numa ciência ou arte; lista de nomes; catálogo.

Novo Testamento. Livro sagrado contendo as anotações dos Evangelistas referentes ao ensi- no e à vida de Jesus Cristo.

Neófito: s. m. 1 O que está para receber ou acabou de receber o batismo. 2 O recém-admitido numa corporação. 3 Por. ext. Principiante, novato.

 

Neuroectoderma: O ectoderma da placa neural (denominado neuroectoderma) origina todo o sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal).

 

Nobilitar: v. t. Dar foros e privilégios de nobreza a; enobrecer. / Exaltar, engrandecer, celebrar. / — v. pr. Tornar-se nobre. / Engrandecer-se.

Nucleotídeos ou bases nitrogenadas: Aminoácidos conhecidos pelas siglas A (Adenina), T (Timina), C (Citosina), G (Guanina) e que combinadas formam o DNA.

Nume: divindade, o poder celeste, deus pagão; gênio, espírito; inspiração, influxo (kç)

 

O

Objeto (do latim objectu). Assunto; matéria. Fim que se tem em vista.

Óbice: s. m. Impedimento, obstáculo, estorvo.

 

Obliterar: v. 1. Tr. dir. Fazer desaparecer pouco a pouco, mas deixando alguns vestígios; destruir com o uso; suprimir. 2. Tr. dir. Fazer esquecer. 3. Pron. Apagar-se o que estava escrito. 4. Tr. dir. Obscurecer. 5. Tr. dir. Med. Fechar, tapar (canal ou cavidade), obstruir. 6. Pron. Extinguir-se, ficar esquecido.

 

Obnubilar: obscurecer, turvar, enevoar.

 

Óbolo: s. m. Pequeno donativo ou esmola.

 

Obstar:  v.  1. Tr. ind.  Fazer  oposição; contrariar. 2. Tr. dir. e tr. ind. Causar embaraço ou

estorvo a; impedir.

Obstinação (do latim obstinatione). Firmeza; pertinácia; tenacidade. Teimosia; renitência.

Oclusão: s. f. Ação de fechar; estado do que está fechado.

Ódio (do latim odiu). Rancor profundo e duradouro que se sente por alguém. Aversão; raiva.

 

Antipatia; horror.

Oersted: Unidade de medida da intensidade de campos magéticos mensurada num vácuo.

 

Olvidar: v. 1. Tr. dir. e pron. Esquecer-se) de, perder da memória. 2. Tr. dir. Desaprender.

 

Olvido: s. m. 1. Ato ou efeito de olvidar(-se); esquecimento. 2. Poét. Descanso, repouso.

 

Ominoso: adj. - agourento, unesto, nefasto; execrável (iz), abominável. Antôn.: promissor, venturoso; amável, desejável, feliz.

Onipotente  (do  latim  omnipotente).  Que  tudo  pode.  Detentor  de poder absoluto. Que encerra toda a potência.

Ontogênese: Desenvolvimento de um indivíduo desde a fecundação até a maturidade.

Ontologia: s. f. 1. Ciência do ser em geral. 2. Filos. Parte da metafísica que estuda o ser em geral e suas propriedades transcendentais.

 

Opróbrio: s. m. 1. Abjeção extrema. 2. Ignomínia, desonra. 3. Afronta, vergonha. 4. Infâmia, injúria.

Ordem (do latim ordine). Posição, classe, categoria a que pertencem as pessoas ou as coisas num conjunto racionalmente organizado ou hierarquizado. Disposição regular e metódica.

Organelas: Estruturas intracelulares com funções específicas.

Orgânica (de orgânico). Disposição geral dos órgãos, e as leis que regem o seu funciona-mento. Lei; norma.

Orgânico (do latim organicu). Relativo aos órgãos ou aos seres organizados.

Organogênese (do grego órganon + génesis). Capítulo das ciências biológicas que estuda a maneira como se formam e desenvolvem os órgãos, a partir do embrião.

Órgão (do grego órganon). Parte de um corpo organizado com uma função particular. Meio. Agente. Cada uma das partes componentes de um aparelho que tem a seu cargo a execução de um ato.

Orgulho (do castelhano orgull). Conceito exagerado que alguém faz de si próprio; altivez. Presunção.

Origem (do latim origine). Primeira causa determinante. Princípio; procedência; nascença.

Ortodoxo:  (cs), adj. Conforme com a doutrina religiosa tida como verdadeira. Antôn.: hete-

rodoxo.

 

Oosfera: s. f. Botânica. Gameta feminino que, no reino vegetal, corresponde ao óvulo dos animais.

Osmose: s. f. Fenômeno de difusão entre duas soluções de concentração diferente, através de uma membrana permeável (intestino, bexiga, pergaminho), ou semipermeável. (O solvente passa da solução menos concentrada para a mais concentrada; a substância em solução segue o trajeto inverso.) / Fig. Penetração, influência recíproca. (endosmótico: deve se referir à osmose que ocorre no interior.

Ossário: s. m. Monte de ossos. / Nicho onde, nos cemitérios, se guardam os ossos humanos.

 

/ Lugar onde se amontoam as ossadas, especialmente perto de campos de batalha. (Sin.: ossuário.)

Ostensivo (do latim ostensivu): adj. 1. Que se pode mostrar;  evidente; patente; ostensório. Fig. Falso, fingido.

Osteoblastos: Células do tecido ósseo que produzem matrizes ósseas.

 

Osteoclastos: Células do tecido ósseo que reabsorvem matrizes ósseas.

 

Outeiro: s. m. 1. Monte pouco elevado; colina. 2. Festa que outrora se realizava no pátio dos conventos, e em que os poetas glosavam motes dados pelas freiras. Var.: oiteiro.

 

Ovogênese: Processo biológico de produção dos gametas femininos.

 

P

 

Paixão  (do latim passione). Sentimento forte, exacerbado, como o amor, o ódio, etc.,  que

pelo seu caráter dominante inibe o raciocínio claro, lógica imparcial e, mesmo, a formulação de juízos de valor. Desejo intenso; atração.

Palingenesia. Gerar de novo; reconstrução de um objeto ou de um ser desaparecido; reencarnação.

Palinuro: Cabo da Itália; pers.

Palpável (de palpar). Que se pode apalpar. Evidente; notório; patente; que não desperta dúvida.

Paracleto (do latim Paracletu < grego parákletos). Espírito Santo. Mentor, defensor, interces-sor. Aquele que indica ou sugere a outrem o que deve fazer.

Paradigma: s. m. 1. Modelo, protótipo. 2. Gram. Conjunto de fórmulas de palavras variáveis que servem de modelo para as demais do mesmo grupo mórfico.

Paramagnetismo: Propriedade dos materiais que, quando expostos a um campo magnético, magnetizam-se na mesma direção do ferro, porém com muito menos intensidade.

Páramo: s. m. Planície solitária; deserto. / Fig. O firmamento, a abóbada celeste. / O cume, o ponto culminante.

Parcial (do latim partiale). Favorável a uma das partes numa questão, litígio, ato ou empreendimento; partidário; sectário. Algo que é partidário de alguma coisa ou alguém.

Parricídio: s. m. Homicídio praticado contra o pai, a mãe ou qualquer ascendente.

 

Partenogênese:  s. f.  Reprodução a partir de um óvulo ou de uma  oosfera não fecundados.

[A partenogênese natural se observa entre as abelhas (de que resulta o macho, ou o falso zangão), os pulgões e em alguns vegetais. Pode-se provocar artificialmente a partenogênese entre numerosos animais, mesmo entre os mamíferos (as coelhas)].

 

Patogênese: Que gera a doença.

 

Patologia: s. f. Med. Ciência que estuda a origem, os sintomas e a natureza das doenças.

 

Patológico: adj. Relativo a patologia.

 

Pedagogia (do grego paidagogia). Arte, técnica ou ciência prática da educação.

Pejar: v. 1. Tr. dir. Carregar, encher. 2. Tr. dir. e Pron. Embaraçar(-se), estorvar(-se). 3. Intr. Tornar-se grávida (tanto a mulher como a fêmea dos irracionais). 4. Pron. Corar, envergonhar-se, ter pejo.

 

Pejo: (ê), s. m. 1. Pudor, acanhamento, vergonha. 2. Estorvo, impedimento.

Pena (do latim poena). Castigo, punição, dor, padecimento, sofrimento, aflição, desgosto, expiação, purgação.

Pensamento (de pensar). Ato ou faculdade de pensar. Qualquer ato de espírito ou operação da  inteligência.  Entendimento;   razão;  inteligência;  Espírito.   Forma  de  comunicação  dos espíritos.

Pentateuco (do grego pentáteukhos). Designação dada pelos gregos ao conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia. Espiritismo: conjunto formado pelos cinco livros que formam a Codi- ficação Espírita.

Percepção (do latim perceptione). Psicol. Ato, efeito ou faculdade de perceber. Tomada de conhecimento sensorial de objetos ou de acontecimentos exteriores. Ação de conhecer independentemente dos sentidos.

Peremptório: adj. Decisivo, terminante.

 

Perene: adj. m. e f.  1. Que dura muitos anos. 2. Que não tem fim; eterno, perpétuo. 3. Incessante, ininterrupto. Sin.: perenal.

Perfeição (do latim perfectione). Execução e acabamento completo e perfeito. Qualidade daquilo  que  é perfeito. Bondade, beleza ou excelência no grau mais elevado. Primor; mestria; requinte.

Perfeito (do latim perfectu). Que só tem boas qualidades. Que não tem defeito físico ou moral. Que tem tudo o que lhe pertence ter. Exemplar; modelo. Cabal; completo; total.

Pérfido (do latim perfidu). Que falta à sua fé ou à sua palavra. Traidor; desleal; infiel.

Perisperma (do grego perí + spérma).  Bot. Fina membrana envolvente produzida pelo resto não absorvido da nucela (pequena noz), que fica em redor do embrião e do endosperma de uma semente.

Perispírito. Corpo de origem material, constituinte do complexo humano, responsável pelo intercâmbio entre o corpo físico e o espírito. Primeiro elemento a sair do Fluido Cósmico Universal, o mais rarefeito que existe. Envoltório que reveste o espírito. É nele que reside a identidade do espírito. Chave de todos os fenômenos mediúnicos.

Perlustrar: observar, percorrer, girar, examinar, investigar, perscrutar.

 

Perônio: Osso comprido e fino que constitui o esqueleto da parte externa da perna. O mesmo que fíbula.  No perônio inserem-se vários músculos da perna (longo e curto peroneiros laterais, peroneiros anterior, tibial posterior, extensor próprio do grande dedo do pé, extensor comum dos dedos do pé, solear e flexor próprio do grande dedo do pé).

 

Perscrutar: v. Tr. dir. Averiguar minuciosamente; indagar, investigar, sondar.

Personalidade (do latim personalitate). Qualidade, feição, modo de ser que caracteriza uma pessoa. Caráter. Aquilo que distingue uma pessoa de outra. Personagem. Psicol. Individualidade consciente; consciência da unidade e da identidade do eu.

 

Personificar (do latim persona+facere). Considerar como pessoa. Atribuir a uma coisa inanimada, a uma abstração, a imagem, os sentimentos ou a linguagem de uma pessoa real. Realizar ou representar na figura de uma pessoa; exprimir por um tipo.

Perspirar: v. Intr. Med. Transpirar insensivelmente em toda a superfície.

 

Persuadir:  v. 1. Tr. dir. e intr.  Levar à persuasão ou à convicção.  2. Tr. dir.  Levar  ou induzir a fazer, a aceitar ou a crer; aconselhar. 3. Pron. Acreditar, convencer-se, cuidar, julgar. 4. Pron. Admitir como verdadeiro, aceitar como certo.

 

Pevide: s. f. 1. Bot. Semente pequena e achatada de diversos frutos carnudos, como o melão,  a  abóbora, etc. 2. Massa de farinha própria para sopa e que tem a forma de pevide de

abóbora. 3. Defeito de pronúncia que consiste em não poder pronunciar o r. 4. Extremidade carbonizada de pavio.

 

Piloro: s. m. Anat. Orifício de comunicação do estômago com o duodeno.

 

Pistis Sophia (Gr.)  – “Conhecimento-Sabedoria”. Um livro sagrado dos antigos gnósticos ou

cristãos primitivos.  Evangelho Gnóstico que data do segundo século, impecavelmente conser-vado e que proclama, com minúcia e pureza encantadora, o Único Caminho de Libertação em Cristo. O Caminho da Transmutação e da Transfiguração. A expressão é também usada para designar um ser humano que procure verdadeiramente palmilhar o Caminho da Redenção.

 

Plaga: s. f. País, região.

 

Plasmar: v. Tr. dir. Modelar em barro, gesso etc.

 

Plasmático: Relativo ao plasma, porção líquida do sangue.

 

Platelmintos: Animais de corpo achatado, em forma de fita, segmentado ou não, sendo que algumas espécies têm vida livre, mas na maioria são parasitos.

 

Plexo: Rede formada pelo entrelaçamento de cordões vasculares (venosos ou linfáticos) ou nervosos, anastomosados e entrelaçados.

 

Pneumatofonia (Do grego - pneuma - e - phoné, som ou voz.) – Voz dos Espíritos; comunicação oral dos Espíritos, sem o concurso da voz humana.

 

Polaridade: Predominância de uma ou da outra fase da força elétrica ou magnética produzida por qualquer manifestação criada, e que lhe confere caráter distinto positivo ou negativo. Isto contraria a compreensão comumente aceita do termo “polridade”, que é definido como aquilo que tem dois pólos. É a qualidade de ter, ainda, mais de uma das fases do que da outra daquilo que se encontra nos pólos. Isto se aplica a todas as formas e espécies da criação, pois cada uma tem sua polaridade individual e característica pela qual é distinguida das demais manifestações da sua própria e de outras espécies. Nisto poderá ser encontrada uma chave para a explicação da personalidade, seu poder de atração e repulsão, ao se pensar na polaridade com relação à humanidade.

 

Pólo magnético: Ponto na Terra para o qual convergem os meridianos magnéticos. Um mangneto também tem pólos magnéticos.

 

Policromia: s. f. Estado, qualidade de um corpo com diversas cores.

 

Polipeiro: s. m. 1. Colônia de pólipos. 2. Suporte calcário, arborescente, segregado pelos pólipos e sobre o qual eles vivem.

 

Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados. 

Politeísmo (do grego polytheos). Sistema religioso que admite a pluralidade dos deuses.

Ponderabilidade (de ponderável). Qualidade de ponderável.

Ponderável (do latim ponderabile). Que se pode pesar.

Poltergeist. Manifestação de Espíritos-batedores, através de pancadas ou ruídos diversos; infestação de Espíritos; casas assombradas. (Do alemão: polter, perturbador; geist, espírito).

Ponderável:  adj. m. e f.  1. Digno de ponderação. 2. Que se pode ponderar. 3. Que se pode pesar.

Ponto Curie: Temperatura acima da qual os elementos ferromagnéticos tornam-se paramagnéticos (775º C para o ferro).

Positivismo (de positivo). Sistema criado por Augusto Comte, de caráter empirista e antimetafísico, que recusa qualquer juízo de valor não consubstanciado numa certeza científica e idêntica essência e fenômeno.

Póstero: adj. Que há de vir depois de nós; porvindouro, futuro. / — S. m. pl. Posteridade, as gerações futuras.

 

Potestade: s. f. 1. Poder, potência, força. 2. A divindade, o poder supremo. S. f. pl. Os anjos da sexta hierarquia ou do sexto coro.

 

Prana: 1. Termo que significa, na ioga, energia vital ou fluido universal. Manifesta-se em todas as formas de energia, como a gravidade, o calor, a luz e a eletricidade, forças motoras da matéria. 2. Termo hindu para vitalidade.

 

Precatar: v. Tr. dir. e pron. Pôr(-se) de precaução; acautelar(-se) de, resguardar(-se).

 

Pré-Cambriano: Período que engloba tudo o que precede o cambriano, início da era primária quando surgiu a vida. Esse período durou quatro dos 4,6 bilhões de anos, que se calcula, seja a idade do Planeta Terra.

 

Precognição:  [do latim praecognitu + -ção] — 1. Conhecer antes, forma de percepção extra-sensorial; conhecimento de um evento futuro que não pode ser inferido logicamente. 2.

Profecia, predição, previsão, etc..

Preconcebido (de preconceber). Concebido antecipadamente. Planeado sem fundamento sério.

Preconceito (do latim prae + conceptu). Conceito formado antecipadamente e sem funda- mento sério. Preocupação. Prejuízo. Crendice; superstição.

Prelibar: v. Tr. dir. Libar com antecipação; antegostar, provar.

 

Premir:  = premer - fazer pressão sobre, comprimir, apertar; estreitar; espremer.

 

Prescindir: v. Tr. ind. 1. Separar mentalmente; abstrair. 2. Dispensar, passar sem, por de parte; renunciar.

 

Prestidigitador: (ô), s. m. Indivíduo hábil em provocar, pela destreza das mãos, ilusões tais como tirar objetos do ar, de uma cartola ou caixa vazia ou de fazer desaparecê-los sem que o espectador perceba como; ilusionista.

Presunção (do latim praesumptione). Ato ou efeito de presumir. Suposição; suspeita; desconfiança. Vaidade; jactância.

Primigênio: adj. Primordial, primitivo. (V.: primígeno.)

 

Princípio espiritual.  Princípio  a  partir  do  qual se dá a individualização do espírito. Um dos elementos gerais do Universo em parceria com o Fluido Cósmico Universal.

Princípio Vital (ou fluido magnético, ou fluido elétrico animalizado). Agente que dá atividade e movimento aos seres vivos e faz com que se distingam da matéria inerte. Intermediário entre Espírito e matéria.

Princípio (do latim principiu). Momento em que uma coisa tem início, começo ou origem. Causa primária; base; razão. Regra; lei; preceito moral. Teoria.

Procrastinar:  1. v. Tr. dir. Deixar para outro dia; adiar. 2. Intr. Usar de delongas.

 

Prodigalizar: v. Tr. dir. 1. Gastar excessiva ou ruinosamente; esbanjar, dissipar. 2. Não poupar; arriscar, expor. Var.: prodigar.

 

Pródromo: preâmbulo, preliminar, começo, início, prelúdio, introdução

Profeta (do grego prophétes; latim propheta). 1. Aquele que prediz por inspiração divina; vidente; adivinho; título dado pelos Maometanos a Mafoma; aquele que faz conjecturas sobre o futuro. 2. Indivíduo que prevê acontecimentos futuros por dedução ou intuição.

Profilaxia: s. f. 1. Parte da medicina que trata das medidas preventivas contra as enfermida-des. 2. Emprego dos meios para evitar as doenças.

 

Profitente: o que professa.

Progresso (do latim progressu). Movimento para diante. Desenvolvimento gradual de um ser ou de uma atividade. Adiantamento; melhoramento; aperfeiçoamento.

Promanar: brotar,  dimanar, derivar, proceder, originar-se, nascer.

Promulgar (do latim promulgare). Publicar oficialmente; vulgarizar; decretar.

Propedêutico: adj. Preliminar; que serve de introdução.

Propriedade (do latim proprietate). Qualidade de próprio; qualidade inerente

Proselitismo (de prosélito) : s. m. Atividade ou zelo e/ou diligência em fazer prosélitos: o proselitismo religioso. Atividade ou zelo em fazer prosélitos.

Prosélito  (do grego prosélytos): s. m. Antig.  Pessoa  que  abjurava  suas crenças para adotar a religião judaica. / Pessoa que se converteu a uma religião. / P. ext.: Adepto, partidário; pessoa que abraçou uma nova religião, seita, uma doutrina, um partido.

Protestantismo (do francês protestantisme). Nome dado à doutrina religiosa que preten-de conservar a pureza do dogma e do culto dos primeiros tempos do cristianismo, e que, nessa base, originou uma nova igreja cristã, em que há várias seitas.

Protoplasma (do grego prôtos + plasma, atos). Biol. Substância viva das células constituída pela associação de citoplasma e cromatina, podendo estar contida no núcleo.

Prova (do latim proba).  Aquilo  que  serve para estabelecer uma verdade por verificação ou demonstração. Exame. Uma das formas do espírito experimentar-se.

Providência  (do latim providentia). Sabedoria suprema, com que Deus tudo dirige. O pró- prio Deus.

 

 

Prostrar:  1. v. Tr. dir. Fazer cair; lançar por terra; derribar. 2. Pron. Lançar-se de bruços por acatamento ou reverência; prosternar-se. 3. Tr. dir. Abater, subjugar, 4. Pron. Abaixar-se, curvar-se, humilhar-se. 5. Tr. dir. Abater, enfraquecer muito; extenuar. 

 

Provecto: adj. 1. Adiantado, experimentado, muito sabedor. 2. Que tem progredido. 3. Avançado em anos.

Pseudo (do grego pseudés). Exprime a idéia de falso. ~ sábio, (do latim sapidu). Diz-se do que julga ou diz saber mais do que aquilo que realmente sabe.

Psicofísico:  adj. Relativo ao espírito e à matéria. (Fisiopsicossomática – Ver: Perispírito e Corpo físico).

Psicofonia. Fenômeno mediúnico que, associado ou não a outras modalidades da mediunida-de, possibilita a um Espírito falar através do aparelho fonador de um médium. Fisiologicamente é possível devido a um transe localizado, com ou sem perda da lucidez, no centro motor do cérebro responsável pela fala. Quando a articulação da voz mediúnica é acompanhada de gesticulação e trejeitos, estão acontecendo dois fenômenos ao mesmo tempo: psicofonia e psicopraxia (ação psíquica). Esse conjunto de fenômenos tem sido chamado indevidamente de incorporação, porque dá a aparência de que o Espírito que se manifesta está incorporado, ou o médium possuído, tomado. A psicofonia é um transe mediúnico localizado e a psicopraxia é global, atingindo praticamente todos os centros motores do cérebro mais os circuitos neurais que intrepretam a vontade. Desse modo, o Espírito que se manifesta pode falar, escrever e gesicular. Segundo a sua natureza, a psicofonia pode ser produto de uma forte intuição,  de uma ação motora involuntária semimecânica ou totalmente mecânica. Ainda existe a modalidade em que o Espírito consegue falar com sua própria voz, um fenômeno psicofônico associado a um outro fenômeno, o da transfiguração das cordas vocais (ectoplasmia). Ainda somando, vejamos a contribuição de J. Cerviño – Além do Inconsciente: Fenômenos psicomotores >>> Intuitivos: psicofonia, os Espíritos controlam o aparelho fonador do médium e falam. semimecânicos: psicografia, os Espíritos escrevem, controlando braços e mãos dos médiuns. mecânicos: psicopraxia (ação psíquica) ou psicomímica, todo o corpo responde ao controle do Espírito que se manifesta. Há uma ação psíquica independente de psicofonia ou psicografia. É a designação para o fenômeno descrito como incorporação.

Psicografia. Os Espíritos escrevem, impulsionando a mão do médium, seja por uma forte intuição, por um controle parcial do centro motor e com ciência do médium ou por uma ação mecânica absoluta.

Psicografia direta. Escrita de um Espírito diretamente pela mão de um médium.

Psicografia indireta (do grego psykhé + graphé). Escrita de um Espírito através de um utensílio ou ferramenta que não diretamente o médium.

Psicossoma: Perispírito.

 

Psicossomática: Relativo às manifestações somáticas ou orgânicas de origens psíquicas.

 

Psicossomático: adj. Que concerne simultaneamente ao corpo e ao espírito. / Ligado especialmente a fatores de ordem psíquica (conflitos etc.), quando faltam sintomas de doença mental (diz-se de perturbações orgânicas).

Psíquico (do grego psykhikós). Relativo à alma, ou às faculdades intelectuais e morais de um indivíduo.

Psiquismo do grego psykhé + -ismo – Conjunto das características psicológicas de um indivíduo. Conjunto de fenômenos psíquicos ou processos mentais, conscientes ou inconscientes, que são objeto da Psicologia.

 

 

Puberdade: s. f. Idade em que as pessoas adquirem aptidão para procriar.

 

Pueril: adj. m. e f. 1. Próprio de crianças. 2. Frívolo, fútil, ingênuo.

 

Puerilidade: s. f. 1. Qualidade de pueril. 2. Ato ou dito pueril. 3. Futilidade.

Purgatório (do latim purgatoriu). Lugar onde, segundo a religião católica, se purificam as almas dos justos, antes de entrarem no céu.

Pulular: v. 1. Tr. ind. Multiplicar-se rápida e abundantemente. 2. Intr. Existir em grande número. 3. Tr. ind. Irromper, surgir. 4. Tr. ind. e intr. Brotar, nascer, romper.

 

Pungente: adj. m. e f. 1. Que punge. 2. Aflitivo, doloroso, lancinante.

 

Pusilânime: adj. e s., m. e f. Que, ou pessoa que tem ânimo fraco; medroso, covarde.

 

Q

Qualidade (do latim qualitate). Característica de uma coisa. Maneira de ser, boa ou má, de uma coisa. Caráter; índole; propriedade; excelência.

Que (do latim quam). Qual coisa ou quais coisas?

Quem (do latim quem). A pessoa ou as pessoas que. Que pessoa ou pessoas?

Queratinização: Processo de acúmulo de queratina nas células epidérmicas. Queratina é uma proteína insolúvel, encontrada em grande quantidade nas unhas e cabelos.

Quimerismo: Formado por várias origens genéticas diferentes (Quimera = ser fabuloso com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão).

R

Raciocínio (do latim ratiociniu). Ato, faculdade ou maneira de raciocinar, de pensar. Encadeamento de argumentos ou juízos para chegar a uma demonstração.

Racional (do latim rationale). Que é dotado e faz uso da razão. Que raciocina. Conforme à razão.

Radícula: s. f. Botânica. Pequena raiz; cada um dos filamentos mais delgados, em que terminam as raízes; radicela. / Botânica. Parte do embrião que se transforma em raiz.

Rancor (do latim rancore). Ressentimento profundo decorrente de mágoa que se sofreu sem protesto. Ódio oculto, não manifestado.

Razão (do latim ratione). Faculdade com que o homem discorre, julga e se distingue dos animais. Faculdade de conhecer, de compreender, de distinguir a relação das coisas, o verdadeiro do falso, o bem do mal. Raciocínio.

Recidiva: s. f. 1. Med. Recaída na doença, de que já se entrava em convalescença. 2. Reincidência, recaída.

 

Redenção:  s. f.  1. Ato  ou  efeito de remir. 2. Antôn. Esmolas que se davam para remir os

cativos. 3. Teol. O regaste do gênero humano por Jesus Cristo, sob o aspecto de libertação da escravidão do pecado.

Reencarnação (de re+encarnação).  Ato  ou efeito de tornar a encarnar. Volta do Espírito à

 

vida corpórea, pluralidade das existências, palingenesia. Consiste em admitir para o espírito várias existências corpóreas, na mesma espécie ou numa mais evoluída.

Referto: adj. - Cheio, pleno, em abundância.

 

Refocilar:  v.  1. Tr. dir. Refazer, reforçar, reconstituir, restaurar.  2. Tr. dir.  Dar descanso,

folga ou recreio a.  3. Pron. Recobrar as forças; revigorar-se. 4. Pron. Restaurar-se das fadi-

gas; recrear-se.  5. Pron. Espojar-se (o suíno) na terra ou na lama.

 

Refratar:  v.  1. Tr. dir. Causar refração a; desviar ou quebrar a direção de (raios luminosos,

caloríficos ou sonoros); refranger. 2. Pron. Desviar-se da sua primitiva direção (a luz, o calor, o som) ao passar de um meio para outro. 3. Pron. Refletir-se.

 

Registro(s) akásico(s). Os registros na Espiritualidade das ações executadas em uma ou mais de uma encarnação de um Espírito. Também conhecido por algumas linhas, como a Antroposofia, como Crônica do Akasha. Tudo  que  existe  no  mundo e é percebido no plano físico (inclusive o homem), obrigatoriamente, estende-se a planos mais sutis de existências, como  o  etérico.  No  homem, suas atitudes e pensamentos deixam marcas em seus planos de existência interiores, dentre eles, o chamado corpo etérico. Pode-se dizer que nossa memória reside em nosso corpo etérico. Da mesma forma, os fatos ocorridos no mundo deixam suas marcas na substância etérea cósmica que permeia o  Universo.  Estas  impressões permane-cem gravadas como testemunho histórico dos acontecimentos, na forma de registros etérocos. A palavra sânscrita que designa estes registros é akasha (ou akasa), que significa “todo penetrante”. No budismo e hinduísmo, akasha é a quintessência que preenche a toda a vida e todo o Universo. É o meio no qual se propaga o Verbo Divino.  Ver: Ficha cármica.

Regressão espírita: Enquanto a regressão de memória em sessões espíritas está apenas na esfera do animismo, o problema não é tão grave. Os riscos tornam-se mais evidentes, geralmente com agravamento de sintomas e desencadeamento de outros processos psicopato- lógicos até então reprimidos, quando no centro espírita surgem situações como regressões de memória aplicadas por pessoas despreparadas, fazendo uso indevido desta técnica, come- tendo abusos absurdos que vão desde a exploração da credulidade, através de sensa-cionalismo  e  práticas  enganosas,  até a ativação de núcleos neuróticos, provocando inclusive inclusive agravamento de sintomas; regressões aplicadas por pessoas desinformadas do embasamento, indicações e contra-indicações desta terapia, que, como tal, deve ser aplicada somente em consultórios de psicólogos e médicos muito bem treinados nesta abordagem; "regressões" aplicadas por médiuns ou freqüentadores de algumas casas espíritas, comunicando informações "captadas dos espíritos sob supostas vidas passadas", alimentando curiosidades fantasiosas de seus freqüentadores, ou levando-os a desequilíbrios de natureza diversa. A TRVP é vivencial e não informativa nem interpretativa; "regressões" praticadas para satisfazer curiosidades fúteis e proposta como "fórmula mágica" para solução geral de problemas; regressões aplicadas coletivamente, nas quais algumas pessoas deixam emergir uma experiência traumática, que sem o auxílio e a orientação de um terapeuta experiente pode ser prejudicial ao cliente. Maria Júlia Prieto Peres

Religião (do latim religione). Culto prestado à divindade; conjunto de preceitos e práticas pelas quais se comunica com um ser ou seres superiores; doutrina ou crença religiosa. Laço essencialmente moral que religa os homens comunidade e comunhão de sentimentos, de princípios e de crenças. Culto prestado às divindades e os deveres dos crentes para com eles. A elas estão associados hierarquias, cultos, rituais, dogmas, paramentos, etc.

Reminiscência: s. f. 1. A capacidade de reter (coisas) na memória. 2. Aquilo que fica de memória. 3. Lembrança vaga.

 

Remir: v. 1. Tr. dir. Isentar, livrar. 2. Tr. dir. Teol. Livrar das penas do inferno. (Ver: Redenção)

 

Réprobo: adj. 1. Detestado, odiado. 2. Malvado. 3. Teol. Condenado por Deus às penas eternas. S. m. Indivíduo réprobo.

Repulsão (do latim repulsione). Força em virtude da qual alguns corpos se repelem mutuamente. Ação ou efeito de repelir.

Ressumar: v. 1. Tr. dir. Verter, gotejar, destilar. 2. Tr. dir. Deixar transparecer; patentear, manifestar. 3. Intr. Dar passagem a um líquido. 4. Tr. ind. Revelar-se, transparecer.

 

Ressumbrar: ressudar, verter, gotejar, destilar, aparecer, transparecer, patentear-se, revelar-se, coar, transluzir, respirar.

 

Restringir: Tornar mais estreito ou apertado; estreitar, apertar.

Retardatário (de retardar). Que ou aquele que está atrasado.

Reticulado: adj. 1. Em forma de rede; reticular. 2. Bot. Com nervuras entrecruzadas, formando numerosas malhas ou células. 3. Em que houve aplicação de retícula, acep. 2.

 

Retículo: s. m. Pequena rede. / Botânica. Conjunto de filamentos, nervuras etc., que cercam

a base das folhas. / Zoologia. Segunda cavidade do estômago dos ruminantes; barrete. / Física. Disco  transparente que tem ao centro  uma  abertura  circular  cortada por dois fios de

platina muito finos que se cruzam em ângulo reto, e que é utilizado na visada das lunetas astronômicas e terrestres. // Retículo cristalino, sistemas de pontos considerados como os centros de gravidade das partículas materiais (átomos e moléculas), dispostos de maneira que constituem uma rede de três dimensões e de malhas paralelepipedais.

 

Retórica:   s. f. 1. Conjunto de regras relativas à eloqüência.  2. Livro que contém essas re- gras.  3. Exibição de meios oratórios. 4. Afetação de eloqüência.

Retroalimentação negativa (Feedback negativo): Forma de controle de um sistema em que  o  estímulo  inicial  ao  sistema gera uma resposta negativa, ou seja, que inibe o estímulo inicial interrompendo o funcionamento do sistema. Um exemplo simples de feedback negativo é a bóia da caixa d´água, pois a queda do nível de água ativa o sistema, iniciando a entrada de água na caixa até que o nível de água se restabeleça, provocando a interrupção do fluxo de água. Esse tipo de sistema de controle mantém a estabilidade e tende ao equilíbrio na maioria dos sistemas fisiológicos.

Retroalimentação positiva (Feedback positivo): Sistema em que o estímulo inicial gera uma resposta positiva, ou seja, aumentando o estímulo. Esse tipo de sistema gera ciclos viciosos e tende ao desequilíbrio na maioria dos sistemas fisiológicos.

RNA ou ARN: Ácido desoxirribonucléico.

Revelação (do latim revellatione). Conjunto de verdades manifestadas por alguém ou algo ao  homem  mediante  inspiração  ou  pelo  ensino oral, comunicação aos profetas, apóstolos edemais homens.

Revelador (do latim revellatore). Que ou aquele que revela, que denuncia, declara, descobre, patenteia.

Revelar (do latim revellar). Tirar o véu a. Declarar, denunciar, descobrir, patentear. Fazer conhecer o que era secreto ou ignorado.

Revelia (de revel). Rebeldia. Ao acaso.

Ribossomo: Partícula da célula em que é realizada a síntese das proteínas.

 

Ricto:  s. m. Abertura da boca: ricto bucal. / Trejeito, contração que dá à boca o ar de riso: a tensão nervosa intensificava nele o estranho ricto da boca, dando-lhe um aspecto de riso forçado.

 

Ritual (do latim rituale). Relativo a ritos. Regra e cerimônia praticada num culto ou religião. Qualquer cerimonial; praxe. Livro de ritos de qualquer culto. Protocolo.

Rogar:  v.  1. Tr. dir. e tr. ind.  Pedir por favor ou graça.  2. Tr. ind. e intr.  Pedir instantemente; suplicar.  3. Tr. dir. e tr. ind.  Pedir, exortar, instar com rogos.

 

Romagem: Romaria, peregrinação.

 

S

Sabedoria  (de saber). Conhecimento  extenso  e profundo das coisas. Ciência. Qualidade de quem é sabedor, de quem tem muita instrução. Grande circunspecção e prudência; juízo; bom senso; razão; retidão. Teol. Conhecimento inspirado das coisas divinas.

Saciedade: s. f. 1. Estado de quem se saciou. 2. Satisfação plena. 3. Fartura, abastecimento. 4. Fastio.

Sânscrito: Uma das mais antigas línguas clássicas da Índia.

Sátira (do latim satira). Composição mordaz, que ridiculariza os vícios ou defeitos de alguém, de forma irônica ou jocosa.

Sectarismo: s. m. 1. Espírito sectário. 2. Partidarismo. 3. Intolerância.

 

Segunda Morte:  A  morte  da  alma  decretada pelos Senhores do Carma juntamente com o Santo  Cristo  pessoal  do  individuo.  Isto acontece quando o ser, através do seu livre arbítrio,

deixa de aproveitar as milhares de oportunidades que Deus lhe deu para retornar a Luz.

 

Segregar:  v.  1. Tr.  dir.  e  pron.  Afastar(-se), apartar(-se), isolar(-se), separar(-e). 2. Tr.

dir. Fisiol. Emitir, expelir (o produto da secreção); secretar.

 

Semipermeável: Relativo à membrana que permite a passagem de substâncias de maneira seletiva.

 

Senda: s. f. Caminho estreito; atalho, vereda. / Fig. Rotina, praxe, hábito.

 

Senectude: s. f. Decrepitude, senilidade, velhice.

Senhores do Karma, Os. São as  grandes  inteligências espirituais, que guardam os registros e ajustam as complicadas operações da lei kármica. São também designados pelos nomes de Lipikas e Mahârâjas.  

 

Senil: decrépito, velho, velhice, senectude.  Pl.: senis.  Superl.: senílimo.

 

Sensação (do latim sensatione). Ação ou função sensorial.  Tomada de consciência da alte- ração interna ou externa de um ou vários sentidos em simultâneo,  conduzida  pelos nervos ao cérebro. Sensibilidade. Comoção moral; emoção.

Sensualidade (do latim sensualitate). Qualidade de sensual. Luxúria; volúpia.

Sensualismo (de sensual). Filos. Doutrina que considera ser a satisfação carnal o prazer último de homem.

Sentimento (de sentir). Ato ou efeito de sentir. Predisposição à comoção ou impressão. Conjunto  de  qualidades  morais  ou  de caráter que formam a mentalidade do indivíduo e lhe  norteiam a conduta; atitude moral; índole.

 

Sentimentos (de sentir). Ato ou efeito de sentir. Conjunto de qualidades morais ou de cará- ter que formam a mentalidade do indivíduo e lhe norteiam a conduta; atitude moral; índole.

Séquito: s. m. Acompanhamento, comitiva, cortejo.

Ser (do latim sedere). Aquele ou aquilo que existe. O que é sensorialmente cognoscível e se opõe ao nada.  ~inorgânicos, que carecem de vida. Sem organização capaz de nele viver algu-ma coisa. ~orgânicos, seres possuidores de mecanismos e corpo organizados capazes de neles existir a faculdade de viver.

Serafim (do latim seraphim ou seraphin). Anjo da primeira hierarquia, pertencente ao primeiro dos nove coros celestiais. Figuração artística de um anjo.

Sílex: (cs), s. m. Miner. Mistura irregular de sílica cristalizada com sílica hidratada (opala). No período  Mesolítico,  período  de  transição  entre  o Paleolítica e o Neolítico, que compre-ende de aproximadamente 10.000 a 8.000 a.C na maioria das culturas, mas pode ser estendido até o ano 3.000 a.C em outras. É marcado principalmente pelo fim das eras glaciais e adequação da temperatura da terra à prática da agricultura, o que facilita os assentamentos humanos, o homem descobre novos materiais e técnicas a serem utilizados na  confecção  das  ferramentas  de  trabalho,  como instrumentos de caça mais eficientes e avançados. Os mate-riais utilizados normalmente eram o sílex, os ossos e os chifres. É durante esse período que encontramos as primeiras manifestações do uso da cerâmica.

 

Sílica: s. f. Miner. e Quím. Bióxido de silício, substância branca, incolor, extremamente dura, que, fundida, dá um vidro amorfo e incolor.

 

Simbiose: s. f. Biol. Associação permanente de dois ou mais seres vivos, indispensável pelo menos a um deles, e útil ou indiferente a outro.

 

Simonia: venda irregular de coisas sagradas; desacato.

 

Simulacro: s. m. 1. Aparência, imitação. 2. Vã representação, aspecto exterior e enganador. 3. Visão sem realidade; espectro, fantasma.

Sinapse: Conexão entre dois neurônios, ou entre um neurônio e outra célula excitável.

Sincretismo (do grego synkretismós). Filos. Mistura mais ou menos confusa de doutrinas diferentes recebidas sem espírito crítico e, por conseguinte, que não constitui um sistema coerente.

Sincronicidade. Princípio que rege os fenômenos psíquicos, como o de causalidade rege os fenômenos físicos. Teoria de Karl Jung, para explicar os fenômenos paranormais, que não se produziram por causa e efeito, mas por coincidência-significativa, de maneira sincrônica ou simultânea.

Síndrome da Deficiência do Campo Magnético [SDCM]: Insufiência magnética caracteri-zada por vários sintomas. A doença é difícil de ser diagnosticada porque seus sintomas são os mesmos causados por hipertensão, diabetes e ataxia.

 

Sinergia: s. f. Ação simultânea de diversos órgãos ou músculos, na realização de uma função.

 

Sintético (do grego synthetikós). Feito em síntese, resumido.

Sinusóide: Vaso sinuoso, tortuoso, como os encontrados no fígado, por exemplo.

Sistema reticular: Porção do SNC presente no tronco cerebral e relacionado com várias funções, inclusive a de sono e vigília.

 

Soberano (do latim superanu). Que tem soberania; supremo; absoluto. Excelente. O que exerce poder supremo. Potentado. Dominador.

Sobrenatural (de sobre + natural). Superior às forças da natureza; fora das leis naturais. Extraordinário; miraculoso.

Soçobro: (ô), s. m. 1. Ato ou efeito de soçobrar. 2. Naufrágio, submersão. 3. Queda, ruína. 4. Ocasião perigosa; perigo. 5. Agitação, confusão.

 

Soez: (ê), adj. m. e f. Vulgar, comum.

 

Sophia – A Sabedoria. Nome atribuído a Maria Mãe de Jesus – Nossa Senhora. Em alguns tex-

tos de filosofia Gnostica é utilizado como entidade feminina do início da criação do universo: ".. O Sagrado disse a ele: Eu quero que tu saibas que o Primeiro Homem é chamado O Criador (ou O que foi Gerado), Mente Auto-Aperfeiçoada. Ele refletia com a Grande Sophia, sua consorte, e revelou a primeira-criatura, filho andrógino. Seu nome masculino é designado Primeiro-Gerado, Filho de Deus, seu nome feminino: Primeira-Gerada, Sophia, Mãe do Univer-so, alguns a chamam de Amor." Em outro trecho: "…seus discípulos perguntaram: dizei-nos claramente como foi que ele vieram para baixo desde o invisível, da região imortal para o mundo que morre ? O perfeito Salvador disse: O Filho do Homem engajou-se com Sophia, sua consorte, e revelou uma grande luz andrógina. Seu nome masculino é designado Salvador, Criador de Todas as Coisas, Seu nome feminino é designado Toda-Criadora Sophia. Alguns a chamam de Pistis." (trechos extraídos de "A Sophia de Jesus Cristo" encontrado em Nag Hammadi). Em outro trecho, entitulado A Origem do Mundo, também encontrado em Nag Hammadi, temos: "Depois que a estrutura natural dos seres imortais desenvolveu-se completamente do infinito, uma similaridade então emanou de Pistis; é chamada Sophia. Ela exerceu a volição e tornou-se um produto, lembrando a luz primeva."

 

Sofismar: v. t. Enganar ou lograr através de sofismas; encobrir com razões falsas. / Destorcer um assunto, dar aparências de verdade ao que é falso. / Fig. Iludir, lograr. / — V. i. Raciocinar por sofismas, empregar sofismas

Sofrimento (de sofrer). Ato ou efeito de sofrer; padecimento. Fig. Desgraça; amargura.

Soledade: solidão, deserto, ermo.

Solenóide: Indutor em forma de tubo constituído por um conjunto de espirais circulares por onde passa a corrente elétrica. Isso gera dentro da bobina um campo magnético que deixa de existir quando a corrente é interrompida.

Solidariedade (de solidário). Qualidade de solidário. Caráter do que, de fato ou de direito, ésolidário. Responsabilidade recíproca.

Solstício: s. m. Astron. Época em que o Sol, tendo-se afastado o mais possível do equador, parece deter-se e estacionar durante alguns dias, antes de voltar a aproximar-se de novo do equador.

 

Somático: Relativo ao corpo, por oposição ao psíquico.

 

Sombrio:  adj. Cheio de sombras; sombroso. 2. Que não está exposto ao sol. 3. Triste, lúgubre.  4. Carregado, severo. 5. Despótico. S. m. Lugar sombrio.

Sonambulismo. Fenômeno anímico em que o Espírito encarnado utiliza, num estado de torpeza, o seu próprio corpo para se comunicar. O espírito tem então percepções de que não dispõe no sonho, que é um estado de sonambulismo imperfeito. O espírito preocupado com alguma coisa aplica-se a uma ação qualquer, para cuja prática necessita utilizar-se do seu próprio corpo. Serve-se então deste, como se serve de uma mesa ou de qualquer outro objeto material.

 

Sopesar: v. 1. Tr. dir. Tomar com a mão o peso de. 2. Tr. dir. Equilibrar; contrabalançar. 3. Tr. dir. Sustentar o peso de 4. Tr. dir. Conter, sofrear. 5. Tr. dir. Distribuir com regra e parcimônia. 6. Pron. Ficar em equilíbrio; equilibrar-se.

 

Sopitar: v. Tr. dir. 1. Fazer adormecer. 2. Abrandar, acalmar, refrear, sofrear. 3. Quebrar as forças a; debilitar, elanguescer. 4. Alimentar esperanças em.

 

Soporífero: adj Que traz ou produz sono; soporífico. S. m. Sonífero.

 

Status quo: loc. subst. (expr. lat.) Estado atual das coisas; situação inalterada, sem mudanças: manter o status quo. (Usa-se também a forma statu quo.)

 

Stradivarius: O rei dos violinos... Possuir um violino Stradivarius é, seguramente, o maior sonho de todo executante desse instrumento de aparência simples, mas de extrema complexi-dade. Antônio Stradivarius ou Stradivari (1644-1737), e Giuseppe Guarneri (1666-1740) intro-

duziram  inovações  no  instrumento  de  Gaspare  da  Saló e Andrea Amati, por volta de 1700. Essas inovações, pequenas, mas significativas, tornaram o instrumento capaz de atender às necessidades  das sucessivas gerações de intérpretes. O preço de um original Stradivarius gira

em torno de 200 a 400 mil dólares, mas há quem diga que o preço pode chegar a um milhão! Calcula-se que existam cerca de 572 unidades de Stradivarius espalhadas pelo mundo, dos quais, apenas 94 estão em perfeitas condições de uso. No Brasil,ao que nos consta, existiriam apenas dois, mas este dado não é recente e pode não conferir mais ...  

 

Súbito: adj. Que aparece ou se dá sem ser previsto; inesperado, rápido, repentino. S. m. Aconteci-mento repentino. Adv. Repentinamente, subitamente.

 

Sublimação: s. f. Ato ou efeito de sublimar, de tornar sublime; purificação: a sublimação das paixões. / Psicanálise Mecanismo de defesa do eu, através do qual certos impulsos, desviados de seu objeto primitivo, são integrados na personalidade que os investe em objetos equivalentes de valor social positivo.

 

Sublimar: v. 1. Tr. dir. Tornar sublime; enaltecer, exaltar. 2. Tr. dir. Elevar à maior perfeição. 3. Pron. Tornar-se sublime; enaltecer-se, engrandecer-se, exaltar-se. 4. Pron. Distinguir-se, sobres-sair. 5. Tr. dir. Quím. Fazer passar diretamente do estado sólido ao gasoso. 6. Pron. Quím. Passar diretamente do estado sólido ao gasoso.

Sublime (do latim sublime). Elevado; excelso; muito nobre; grandioso. Magnífico; esplêndido. Elevado nas suas palavras ou nos seus atos. Poderoso; majestoso. O que há de mais belo e elevado nos pensamentos e nas ações.

Superconsciente. Cf. Jorge Andréa >> Foi assim denominado, por ser um consciente mais potente  e  que  somente agora está desabrochando para a humanidade terrestre; expressa-se com exuberância nos indivíduos mais evoluídos, isto é, nos gênios, artistas, sábios e justos – os verdadeiros guias das civilizações, as quais por este mecanismo necessitam ser arrastadas para destinos mais altos.

Superioridade (de superior). Qualidade do que é superior. Autoridade. Excelência. Ascendente, no sentido de predomínio, influência.

Superstição (do latim superstitione). Sentimento religioso excessivo ou errôneo, que consiste em atribuir a certas práticas uma eficácia sem razão, arrastando as pessoas à prática de atos indevidos e absurdos. Falsa idéia a respeito do sobrenatural; crendice. Temor absurdo de coisas imaginárias; excessiva credulidade.

Suplício: 1. Severa punição corporal ordenada por sentença; tortura. 2. Pessoa ou coisa que aflige muito. 3. Sofrimento cruel; grande tormento.

Supremo (do latim supremu). Que está acima de tudo. O primeiro, o principal, o mais alto, ou o mais elevado.

 

Suscitar: v. 1. Tr. dir. Fazer aparecer; produzir. 2. Tr. dir. Dar lugar a; promover. 3. Tr. dir. Apresentar, levantar como impedimento; opor como obstáculo. 4. Tr. dir. Lembrar, sugerir. 5. Tr. dir. Dir. Argüir ou alegar (impedimento ou incompetência) contra outrem. 6. Pron. Aparecer, ocorrer. 7. Tr. dir. Surgir.

 

T

 

Tamis: s. m. 1. Espécie de peneira de seda, usada em farmácia ou laboratório.

Tangível (do latim tangibile). Que se pode tanger, tocar ou apalpar. Sensível; palpável.

Telegrafia (do grego têle+graphé). Sistema que transmite sinais gráficos à distância.

Telemetria: Técnica de obtenção e processamento de dados a distância.

Teologia (do grego theós + lógos). Doutrina acerca do que é divino; tratado de Deus. Curso de estudos teológicos.

Teratologia: s. f. Med. Estudo das deformações ou monstruosidades orgânicas.

 

Tíbio: adj. 1 Pouco quente; morno; tépido. 2 Fraco; frouxo.

 

Tigrino: adj. 1. Relativo a tigre. 2. Sanguinário como o tigre.

 

Tisna: s. f. 1. Ato ou efeito de tisnar; tisnadura. 2. Substância preparada para enegrecer qualquer coisa.

 

Tisnar: v. 1. Tr. dir. Enegrecer com carvão, fumo etc. 2. Tr. dir. Queimar, requeimar. 3. Tr. dir. Macular, manchar. 4. Tr. dir. Escurecer, turvar. 5. Pron. Enodoar-se, manchar-se.

 

Títere: s. m. 1. Boneco ou figura que se faz mover e gesticular por meio de cordéis; marionete, bonifrate. 2. Pop. Bufão, palhaço. 3. Casquilho, janota.

 

Torpor: (ô), s. m. 1. Entorpecimento. 2. Indiferença ou inércia moral. 3. Med. Embotamento.

Tradição (do latim traditione). Ato de transmitir ou integrar. Transmissão oral fatos, lendas, dogmas. Coisa transmitida. Uso; hábito.

Tradicional (do latim traditionale). Relativo à tradição. Conservado na tradição.

Transcendentalismo: Conceito do reino além da percepção dos sentidos objetivos.

 

Transcendente:  adj.  m.  E  f.  1. Que transcende; muito elevado, superior.  2. Metafísico.

3. Que transcende do sujeito para alguma coisa fora dele.

Transe. Estado de dissociação psíquica, de dormência ou inconsciência, em que se verificam fenômenos paranormais, comunicações mediúnicas, produções ectoplásmicas, etc.

Transmigrar:  v.  1. Tr. ind. e intr.  Passar de uma região para outra.  2. Pron. Mudar-se deum lugar para outro. 3. Intr. Passar a alma de um corpo para outro.

Trasgo (etim. incerta). Aparição fantástica; duende. Fig. Pessoa muito travessa ou de má índole.

Transunto: cópia, traslado, retrato, imagem, modelo, exemplo.

 

 

 

 

Trespasse: s.m. Ato ou efeito de trespassar. / Morte, falecimento, passamento. (Var.: traspasse.)

Trindade universal.   Princípio  de  tudo  o que existe, constituído por Deus, Espírito e

Matéria. Nada para além disto existe no Universo.

Trivial: adj. m. e f. 1. Sabido de todos; notório. 2. Comum, vulgar. 3. Usado, corrente. 4. Baixo, ordinário. S. m. Os pratos simples e habituais das refeições familiares.

Trivialidade (de trivial) : s. f. Qualidade do que é trivial; coisa trivial; vulgaridade. Banalidade.

U

 

Ubiqüidade: Condição de estar em toda parte ao mesmo tempo; onipresente.

 

Ulterior: (ô), adj. m. e  f. 1. Situado além. 2. Que vem depois; seguinte, posterior.

Único (do latim unicu). Que é um só. Não tem par na sua espécie ou gênero. Sem igual; exclusivo. Que não tem competidor; o melhor.

Uníssono: adj. 1. Que tem o mesmo som que outro; unissonante. 2. Diz-se de dois sons de mesma entonação; unissonante. S. m. Estado de dois sons ouvidos ao mesmo tempo.

Universo (do latim universu). Conjunto ilimitado de todo o espaço existente e o seu conteúdo.

Urgir: v. t. Ser preciso sem demora, ser urgente, impor-se imediatamente: urge patrulhar as estradas.

 

Uxoricídio: (cs), s. m. Assassínio da mulher, praticado pelo próprio marido.

 

V

 

Vacuidade: (u-i), s. f. 1. Estado do que é vazio. 2. Inabilidade. 3. Fig. Vaidade.

Vácuo (do latim vacuu). Que não contém nada; vazio. Espaço onde não existem moléculas nem átomos.

Venábulo: = venablo - Certo dardo, o arremessão, zagaia, zarguncho; arma de ataque; meio, o expediente, recurso.

 

Verossímil: adj. m. e f. 1. Semelhante à verdade. 2. Que não repugna à verdade; provável. Sin.: verossimilhante.

 

Verossimilhança: s. f. Qualidade ou caráter de verossímil ou verossimilhante.

Vibrações: Impulso ou oscilação ondulatória de forças. As vibrações apresentam-se nos sólidos, líquidos, no ar e nos fenômenos eletromagnéticos. De conformidade com a ontologia Rosacruz, todo Ser é vibratório.

Vício (do latim vitiu). Imperfeição grave pela qual uma pessoa ou uma coisa se afasta do ti- po normal. Hábito profundamente enraizado de ações gravemente imorais. Desmoralização; libertinagem; defeito; mau hábito.

Vicissitude (do latim vicissitudine). Alteração; instabilidade das coisas. Diversidade de coi-

 

 

sas que se sucedem.

Vida (do latim vita). O resultado da atividade comum às plantas e aos animais e que concorrem para o seu desenvolvimento e conservação. Existência. Tempo que decorre entre o nascimento e a morte. Conjunto de coisas necessárias à subsistência. Atividade; movimento; calor; animação. Origem. Modo de viver.

Vidência. Capacidade de ver Espíritos; clarividência.

Vidente (do latim vidente). 1. Pessoa dotada de mediunidade de vidência que, lhe permite ver os Espíritos e o mundo espiritual. 2. Indivíduo que tem muita intuição, perspicácia; clarividência; que é dotado da faculdade de ver o passado, presente e futuro.

Vilipêndio: s. m. Grande desprezo.

 

Vindita: s. f. Vingança, represália, retaliação.

Visceroceptores: Receptores presentes nas vísceras ou tecidos.

Vital (do latim vitale).  Relativo  à  vida; que pertence à vida. Próprio para conservar a vida.Que dá força; fortificante. Princípio ~ Realidade energética, que deriva do Fluido Cósmico Universal, que é o responsável pelo fenômeno de vida nos seres orgânicos.

Vitalismo:  s. m.  Doutrina biológica que admite um princípio vital, distinto a um só tempo da alma e do organismo, e que faz dele dependerem as ações orgânicas.

 

Vituperar: v. Tr. dir. 1. Tratar com vitupérios; injuriar. 2. Aviltar, desprezar. 3. Desaprovar, censurar.

 

Volição: s. f. Filos. Ato da vontade, na linguagem filosófica.

 

Voluptuoso: (ô), adj.  1. Em que há volúpia ou prazer. 2. Sensual. 3. Delicioso. 4. Dado à

libertinagem. 5. Amigo de divertimentos ou deleites.

 

Volver: v. 1. Tr. dir. Mudar para outra posição; virar, voltar. 2. Tr. ind. e pron. Regressar, voltar. 3. Tr. dir. Fazer voltar. 4. Tr. dir. Agitar, pôr em movimento, revolver. 5. Intr. Retrucar. 6. Intr. e pron. Correr, decorrer, passar, transcorrer.

Volver (do latim volvere). Ato ou efeito de voltar. Regressar.

Vontade (do latim voluntate). Faculdade que o homem tem de, conscientemente, determinar se pratica ou não um certo ato. Firmeza moral. Desejo; intenção; gosto; empenho; interesse; necessidade física ou moral; apetite; disposição favorável ou não.

X

 

Xamanismo: É a prática espiritual mais antiga. Numa certa época, era praticado no mundo inteiro, afirma Matthews. "E quase todas as religiões têm elementos xamãnicos, ainda que estes não apareçam com freqüência". O principal destes elementos que definem o xamanismo é a crença de que tudo é sagrado e divino. "O xamã se torna um com a natureza, com o planeta, e se comunica com os espíritos dos animais e de todas as coisas que crescem". E isto, diz John Matthews, é a linha mestra de todo o xamanismo - seja ele norte americano, siberiano, brasileiro, celta.  É o que ele chama de  "core shamanism",  as  princi-

pais práticas que estão presentes no xamanismo de qualquer cultura. E o centro do trabalho do xamã é a jornada. Os toques de tambor transportam o "viajante" a um transe onde ele encontra os animais  de  poder,  guias e Espíritos que o levarão ao que é preciso ver, descobrir

ou curar. É uma jornada para dentro, mas não exclusivamente interior. John Matthews explica que acessamos um mundo espiritual que está fora de nós,  ainda que o vejamos sob o filtro da

 

 

nossa própria história. "Com a jornada xamãnica, convidamos este mundo, que está fora de nós, para que entre". O que encontraremos nessa viagem depende da cultura de cada um, do contexto e da necessidade psicológica e espiritual. "O xamanismo celta se perdeu por volta do século 6 d.C., provavelmente pelo advento do cristianismo, numa época em que tudo que era relacionado ao paganismo estava desaparecendo ou tendo que se esconder". John Matthews sustenta, no entanto, que muitos dos primeiros exploradores cristãos eram xamãs, apesar de não se chamarem assim. O xamanismo celta entrou então na clandestinidade, ressurgindo séculos mais tarde em práticas espirituais como o witchcraft, ou bruxaria.

 

Z

 

Zênite:  s. m. 1. Astr. Ponto onde a vertical ascendente de um lugar encontra a esfera celes- te. 2. O ponto culminante; o apogeu, a perfeição.

Zoantropia  [do latim zo(o)- + antrop(o) + -ia] – 1.  Perturbação mental em que o enfer- mo se acredita convertido num animal. 2. Metamorfose perispirítica, através de processo de indução hipnótica, em que o Espírito desencarnado, ainda inferiorizado, ganha a forma animalesca.

Zombeteiro (de zombar). Que ou aquele que zombeteia, escarnece, graceja, goza.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TERCEIRO MÓDULO

 

7 SUGESTÕES, SENDO 6 DE LEITURA TOTALIZANDO 329 OBRAS SOBRE A MEDIUNIDADE, OBSESSÃO/DESOBSESSÃO + OUTRAS ATINENTES À PARAPSICOLOGIA, PASSE/MAGNE- TISMO/MAGIA, CURA ESPIRITUAL, PERISPÍRITO, DUPLO ETÉ-RICO, GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, PSICOLOGIA, PSIQUIATRIA, BIOGRAFIAS DE PERSONALIDADES COM CARACTERES DE HOMEM DE BEM + 1 DVD SOBRE SEMINÁRIO COM O TEMA “OBSESSÃO E DISTÚRBIOS PSICOFÍSICOS”, QUE NO NOSSO ENTENDER SE CONSTITUEM DE Ferramentas  fundamentais  no desempenho  da mediunidade.

 

Sobre as obras listadas, rogamos ao amado irmão(ã) não se importar com as edições mencionadas. Caso queira uma referência, pode-se dar preferência às edições posteriores  “e/ou”   às  atuais.

 

1ª. S U G E S T Ã O : MEDIUNIDADE//OBSESSÃO//REGRESSÃO DE MEMÓRIA E/OU T.V.P./VAMPIRISMO/DESOBSESSÃO/DICIONÁRIO DE FILOSOFIA ESPÍRITA  [ 5 6  O B R A S ]

 

  1. Allan Kardec – Vol. 2 – Zeus Wantuil e Francisco Thiesen (Pág. 42)
  2. Animismo e Espiritismo – Ensaio de um exame crítico dos fenômenos mediúnicos, especialmente em relação com as hipóteses da “força nervosa”, da “alucinação” e do “insconsciente” [No dizer de Yvonne do A. Pereira: Tratado sobre mediunida-de]/Alexandre Aksakof [Tradução: Dr. C. S.]/705 Págs./2ª. edição em língua portuguesa – Ano 1956/Departamento Editorial da Federação Espírita Brasileira [FEB] – Rio de Janeiro – GB 
  3. As Faces do Invisível [a influência do nosso passado em nosso presente]  –  Elaine Gubeissi de Lucca & Alexandre Possato (Toda ela)  
  4. Caminho, Verdade e Vida/Emmanuel (Espírito) – Psicografia: Francisco Cãndido Xavier (Pág. 35)
  5. Cânticos do Coração – Vol. I – Yvonne A. Pereira (Pág. 77)
  6. Cânticos do Coração – Vol. II – Yvonne A. Pereira (Págs. 43-71-103)
  7. Cartas do Dr. Inácio aos Espíritas/Inácio Ferreira (Espírito) – Psicografia: Carlos A. Baccelli/238 Págs./1ª. Edição – Ano 2008/Livraria Espírita Edições “Pedro e Paulo” – Uberaba – MG   
  8. Casas Mal-Assombradas (As) – Camille Flammarion (Pág. 236)
  9. Conduta Espírita/André Luiz (Espírito) – Psicografia: Francisco Cândido Xavier /W. Vieira (Pág. 99)
  10. Consolador (O)/Emmanuel (Espírito) – Psicografia: Francisco Cândido Xavier (Págs. 141-213-223)
  11. Descoberta do Terceiro Olho (A) [Um Guia para a Percepção]/VERA STANLEY ALDER [TRADUÇÃO: MÁRIO ALLGAYER COSTA]/200 PÁGS./15ª. EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA – ANO 1963/FUNDAÇÃO EDUCACIONAL E EDITORIAL UNIVERSALISTA [FEEU] – PORTO ALEGRE - RS
  12. Desconhecido e os Problemas Psíquicos (O): Manifestações de moribundos. Aparições. Telepatia. Comunicações psíquicas. Sugestão mental. Vista a distância. O mundo dos sonhos. A predição do futuro/Camille Flammarion [Tradução: Arnando S. Thiago]/512 págs./Edição língua portuguesa de 1954/Departa-mento Editorial da Federação Espírita Brasileira [FEB] – Rio de Janeiro – RJ  
  13. Devassando o Invisível – Yvonne A. Pereira (Págs. 62-116-120-174)

 

 

  1. Dicionário de Filosofia Espírita/L. Palhano Jr./318 Págs./2ª. Edição – Ano 2004/Centro Espírita Leon Denis – Departamento Editorial – Rio de Janeiro – RJ
  2. Dimensões da Mediunidade [A Propósito dos Poderes Psíquicos da Médim Elisabeth D´Espérance]/L. Palhano Jr./231 Págs./2ª. Edição – Ano 2005/ Departa-mento Editorial do “Centro Espírita Léon Denis [CELD]” – Rio de Janeiro - RJ
  3. Dimensões do Centro Espírita/Suely Caldas Schubert/319 Págs./1ª. Edição – ANO 2007/Departamento Gráfico da Federação Espírita Brasileira [FEB] – Rio de Janeiro – RJ
  4. Dramas da Obsessão/Bezerra de Menezes (Espírito) – Psicografia: Yvonne do A. Pereira (Págs. 17 e 30)
  5. Encontros no Tempo [Entrevistas] [4ª. da Série]/Francisco Cândido Xavier – Assistido pelos Espíritos Emmanuel e Hércio Marcos C. Arantes/192 Págs./ (1979) 6ª. Edição – Ano 2005/Instituto de Difusão Espírita [IDE] – Araras – SP
  6. Entender Conversando [Entrevistas] [5ª. da Série]/Francisco Cândido Xavier – Assistido por Emmanuel (Epírito)/190 Págs./(1984) 9ª. Edição – Ano 2005/Instituto de Difusão Espírita [IDE] – Araras – SP
  7. Entrevista [2ª. da Série]/Francisco Cândido Xavier – Assistido por Emmanuel (Epírito)/190 Págs./(1972) 8ª. Edição – Ano 2005/Instituto de Difusão Espírita [IDE] – Araras – SP
  8. Espiritismo perante a Ciência – Gabriel Delanne (Págs. 292 e 319)
  9. Espírito da Verdade (O)/Espíritos Diversos – Psicografia: F. C. Xavier// W. Vieira (Págs. 36-157)
  10.  Eu Sou Camille Desmoulins – Hermínio C. Miranda & Luciano dos Anjos, Editora Lacaster
  11. Evangelho Segundo o Espiritismo (O) – A. Kardec (Capítulos V-6; XIV-12; e XXVI-7) 
  12. Evolução em Dois Mundos/André Luiz (Espírito) – Psicografia: F. C. Xavier / W. Vieira (Pág. 130) 
  13. Evolução da Terapia de Vida Passada (A) – Elaine Gubeissi de Lucca & Alexandre Possato (Toda ela)
  14. Experimentações Mediúnicas [A Propósito das pesquisas psíquicas de William Crookes]/L. Palhano Jr./247 Págs./1ª. Edição – Ano 1996/Departamento Editorial do “Centro Espírita Léon Denis [CELD]” – Rio de Janeiro - RJ
  15. Fenômeno Espírita (O) – Gabriel Delanne (Págs. 68-70)
  16. Fisiologia Transdimensional [Aspectos da Fisiologia Humana sob uma Visão Espírita]/ Décio Iandoli Jr./249 Págs./3ª. edição – Ano 2007/FE Editora Jornalística Ltda. – São Paulo – SP   
  17. Gênese (A) – Allan Kardec (Cap. XIV, Item 40)
  18. Guia Para o Conhecimento de Si Mesmo/Angela Maria La Sala Bata [Tradução: M. C. P. A. & E. C. G.]/86 Págs./6ª. Edição em Língua Portuguesa – Ano 1991/Editora Pensa-mento Ltda. – São Paulo – SP
  19. Histórias que os Espíritos Contaram/Hermínio C. Miranda/267 Págs./9ª. Edição – ano 2006/Livraria Espírita Alvorada Editora [LEAL] – Salvador - BA
  20. Instruções Psicofônicas/Espíritos Diversos – Psicografia: F. C. Xavier (Capítulos 19-34-46-54-60)
  21. Lázaro Redivivo/Irmão X (Espírito) – Psicografia:  Francisco Cândido Xavier (Pág. 29)
  22. Livro dos Médiuns (O) – Allan Kardec  (Toda ela)  
  23. Mediunidade e a Lei (A) – Carlos Imbassahy (Toda ela)   
  24. Médiuns e Mediunidades – Cairbar Schutel (Toda ela)
  25. Memória e o Tempo (A), Hermínio C. Miranda, Editora Lacaster
  26. Missionários da Luz/André Luiz (Espírito) – Psicografia:  F. C. Xavier (Págs. 12-58-94-98-280)
  27. No Invisível – Léon Denis (Págs. 52-56-245-339)
  28. No Mundo de Chico Xavier [1ª. da Série]/Francisco Cândido Xavier e Elias Barbosa – Assistido por Emmanuel (Epírito)/192 Págs./ (1967) 10ª. Edição – Ano 2005/Instituto de Difusão Espírita [IDE] – Araras – SP
  29. No Mundo Maior/André Luiz (Espírito) – Psicografia: Francisco Cândido Xavier (Pág. 123)
  30. Nos Domínios da Mediunidade/André Luiz (Espírito) – Psicografia: F. C. Xavier (Ref. e Págs. 13-117-137-189-199-251-273)

 

  1. Otília Diogo e a Materialização de Uberaba/Jorge Rizzini/327 Págs./Edição ano 1977/Editora Cultural Espírita Ltda. [Edicel] – São Paulo – SP (Toda ela)   
  2. Porquê da Vida (O) – Léon Denis (Pág. 80)
  3. Procura da Verdade (À)/Angela Maria La Sala Bata [Tradução: Nair Lacerda]/134 Págs. /3ª. Edição em Língua Portuguesa – Ano 1993/Editora Pensamento – São Paulo - SP
  4. Que é o Espiritismo (O) – Allan Kardec (Págs. 93-175-178)
  5. Que é o Fenômeno Mediúnico (O) – H. C. Miranda (Pág. 13)
  6. Seara dos Médiuns/Emmanuel (Espírito) – Psicografia: F. C. Xavier (Págs. 135-137-145-157-169- 171-179-185-191-229)
  7. Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos – H. C. Miranda (Págs. 168-171-189-118-181-242-250)
  8. Teoria Corpuscular do Espírito (A) – Hernani Guimarães Andrade
  9. Terra e o Semeador [entrevistas] (A) [3ª. da Série]/Francisco Cândido Xavier – Assistido por Emmanuel (Epírito)/190 Págs./(1975) 8ª. Edição – Ano 2005/Instituto de Difusão Espírita [IDE] – Araras – SP
  10. Vampirismo – J. Herculano Pires (Toda ela)
  11. Vida Triunfa (A): Pesquisas sobre mensagens que Chico Xavier recebeu – Paulo Rossi Severino & Equipe AME-SP  (Toda ela) – 302 Págs. – 2ª. Edição – Ano 1992 – Editora Jornalística Fé – São Paulo – SP   
  12. Vinte Casos que Sugestivos de Reencarnação – Ian Stevenson
  13. Vozes do Grande Além/Diversos Espíritos – Psicografia: F. C. Xavier (Capítulos: 4-23-31-39-54)

 

2ª.  S U G E S T Ã O – HIPNOTISMO/MEDIUNIDADE/OBSESSÃO/DESOBSESSÃO/PARAPSICOLO-GIA/PSICOLOGIA ESPÍRITA/PSIQUIATRIA À LUZ DO ESPIRITISMO   [  1 3 6    O B R A S ]

 

1. ACONTECEU NO CENTRO ESPÍRITA/NORA (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: EMANUEL CRISTIANO/167 PÁGS./4ª. EDIÇÃO – ANO 2003/EDITORA ALLAN KARDEC – CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC – CAMPINAS – SP

2. ALCANCE DO ESPÍRITO (O)/J. B. RHINE [TRADUÇÃO: E. JACY MONTEIRO]/220 PÁGS./ EDIÇÃO BRASILEIRA ANO 1965 /BESTSELLER IMPORTADORA DE LIVROS S. A. – SÃO PAULO – SP  

3. ALQUIMIA DA MENTE/HERMÍNIO C. MIRANDA/321 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1994/PU-BLICAÇÕES LACHÂTRE EDITORA LTDA. – NITERÓI – RJ

4. AMOR IMBATÍVEL AMOR/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA:  DIVALDO P. FRANCO/255 PÁGS./14ª. EDIÇÃO – ANO 2006/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA – SALVADOR – BA

5. AUTODESCOBRIMENTO (UMA BUSCA INTERIOR)/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRI-TO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO PEREIRA FRANCO/171 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1996/ LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA – SALVADOR – BA

6. AS MULHERES MÉDIUNS/CARLOS BERNARDO LOUREIRO/464 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1996/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

7. BASTIDORES DA MEDIUNIDADE/NORA (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: EMANUEL CRISTIANO/ 176 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2004/EDITORA ALLAN  KARDEC – CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC – CAMPINAS – SP

8. BUSCA DO CAMPO ESPIRITUAL PELA CIÊNCIA/JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/172 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1997/SOCIEDADE EDITORA ESPÍRITA F. V. LORENZ – RIO DE JANEIRO – RJ

9. CAMINHO DO ASPIRANTE ESPIRITUAL (O)/ANGELA MARIA LA SLA BATÀ [TRADUÇÃO: YOLANDA STEIDL DE TOLEDO]/141 PÁGS./4ª. EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA – ANO 1989/EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

10. COMPREENDENDO A SAÚDE ESPIRITUAL E MENTAL [SEMINÁRIO BILÍNGÜE: PORTUGUÊS-INGLÊS]/DIVALDO PEREIRA FRANCO/124 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2005/LI-VRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

11. CONFLITOS EXISTENCIAIS/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/239 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2005/LIVR. ESPÍRITA ALVORADA EDITORA – SALVADOR – BA

12. CONHECER PARA SER/ANGELA MARIA LA SALA BATÀ [TRADUÇÃO: PIER LUIGI CABRA] /152 PÁGS./1ª. EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA – ANO 1997/EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

 

 

13. CONSCIÊNCIA: EM MEDIUNIDADE > VOCÊ PRECISA SABER O QUE ESTÁ FAZEN-DO/JOSEPH GLEBER (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: ROBSON PINHEIRO/211 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2007/CASA DOS ESPÍRITOS EDITORA – CONTAGEM – MG

14. CONVERSANDO COM OS MÉDIUNS/ODILON FERNANDES (ESPÍRITO) – PSICOGRA-FIA: CARLOS A. BACCELLI/158 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 2002/LIVRARIA ESPÍRITA EDIÇÕES “PEDRO E PAULO” – UBERABA – MG

15. DESAFIOS DA MEDIUNIDADE/CAMILO (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: J. RAUL TEIXEIRA/ 127 PÁGS./EDITORA FRÁTER – LIVROS ESPÍRITAS – NITERÓI – RJ

16. DESDOBRAMENTO (PROJEÇÃO ASTRAL)/AUTORES ESPIRITUAIS: EURÍPEDES BARSA-NULFO, ISMAEL ALONSO E MIGUEL DE ALCÂNTARA  –  PSICOFONIA: JOÃO BERBEL/196 PÁGS./

EDIÇÃO ANO 1999/DPL – EDITORA E DISTRIBUIDORA DE LIVROS LTDA. – SÃO PAULO – SP

17. DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA (O)/ANGELA MARIA LA SALA BATÀ [TRADU-ÇÃO: NAIR LACERDA]/162 PÁGS./2ª. EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA – ANO 1986/EDI-TORA PENSAMENTO – SÃO PAULO – SP

18. DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO: REGRAS E NORMAS PARA A ORGANIZAÇÃO DE CURSOS REGULARES E METÓDICOS DE DESENVOLVIMENTO PRÁTICO/EDGARD AR-MOND/75 PÁGS./10ª. EDIÇÃO – ANO 1985/EDITORA ALIANÇA – SÃO PAULO – SP

19. DESOBSESSÃO – VOLUME XV – SÉRIE “ANDRÉ LUIZ”/ANDRÉ LUIZ (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: FRANCISCO C. XAVIER/... PÁGS./..ª. EDIÇÃO – ANO ..../DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ 

20. DESOBSESSÃO: A TERAPIA DOS IMORTAIS/LUIZ GONZAGA PINHEIRO/175 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2006/EDITORA EME – CAPIVARI – SP 

21. DESPERTAR DO ESPÍRITO (O)/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRA-FIA: DIVALDO P. FRANCO/207 PÁGS./4ª. EDIÇÃO – ANO 2000/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

22. DESPERTE E SEJA FELIZ/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO PEREIRA FRANCO/188 PÁGS./8ª. EDIÇÃO – ANO 2003/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

23. DEVASSANDO O INVISÍVEL [ESTUDOS SOBRE FENÔMENOS E FATOS TRANSCEN-DENTES DEVASSADOS PELA MEDIUNIDADE, SOB A ORIENTAÇÃO DOS ESPÍRITOS-GUIAS DA MÉDIUM]/YVONNE DO A. PEREIRA/232 PÁGS./6ª. EDIÇÃO – ANO 1985/DEPARTA-MENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

24. DIÁLOGO COM AS SOMBRAS/HERMÍNIO C. MIRANDA/289 PÁGS./4ª. EDIÇÃO – ANO 1985/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

25. DIÁRIO DE UM DOUTRINADOR/LUIZ GONZAGA PINHEIRO/212 PÁGS./9ª. EDIÇÃO – ANO 2006/EDITORA EME – CAPIVARI – SP

26. DINÂMICA PSI/JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/201 PÁGS./EDIÇÃO ANO 1981/CIA EDI-TORA FON-FON E SELETA – RIO DE JANEIRO – RJ

27. DIRETRIZES DE SEGURANÇA: UM DIÁLOGO EM TORNO DAS MÚLTIPLAS QUES-TÕES DA MEDIUNIDADE/AUTORES: DIVALDO P. FRANCO E J. RAUL TEIXEIRA/94 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1991/EDITORA FRÁTER LIVROS ESPÍRITAS LTDA. – NITERÓI – RJ

28. DIVERSIDADE DOS CARISMAS: TEORIA E PRATICA DA MEDIUNIDADE – VOLUME I/HERMÍNIO C. MIRANDA/347 PÁGS./EDIÇÃO ANO 1991/EDITORA ARTE & CULTURA E LIVRARIA LTDA. – NITERÓI – RJ

29. DIVERSIDADE DOS CARISMAS: TEORIA E PRATICA DA MEDIUNIDADE – VOLUME II/HERMÍNIO C. MIRANDA/254 PÁGS./EDIÇÃO ANO 1991/EDITORA ARTE & CULTURA E LIVRARIA LTDA. – NITERÓI – RJ

30. DOENÇAS DA ALMA/DR. ROBERTO BRÓLIO/242 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1997/FE EDI-TORA JORNALÍSTICA LTDA. – SÃO PAULO – SP

31. DOUTRINAÇÃO: A ARTE DO CONVENCIMENTO/LUIZ GONZAGA PINHEIRO/170 PÁGS./ 4ª. EDIÇÃO – ANO 2007/EDITORA EME – CAPIVARI – SP

32. DOUTRINAÇÃO: DIÁLOGOS E MONÓLOGOS/LUIZ GONZAGA PINHEIRO/239 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2005/EDITORA EME – CAPIVARI – SP

33. EDGARD CAYCE E OS SONHOS [INSTRUÇÕES AUTÊNTICAS DO MAIS FAMOSO MÉDIUM  DOS EUA, SOBRE COMO INTERPRETAR SEUS SONHOS E FAZÊ-LOS TRABALHAR A SEU FAVOR] /HARMON HARTZELL BRO >> PH.D./TRADUÇÃO: CARLOS EUGÊNIO MARCONDES DE MOURA]/208 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1992/EDITORA TRÊS LTDA. – SÃO PAULO – SP

34. ENCONTRO COM A PAZ E A SAÚDE/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRA-FIA: DIVALDO P. FRANCO/303 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2005/LIVRARIA ESPÍRITA ALLAN KARDEC EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

 

35. ENERGÉTICA DO PSIQUISMO – FRONTEIRAS DA ALMA/JORGE ANDRÉA DOS SAN-TOS/170 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1990/SOCIEDADE EDITORA ESPIRITUALISTA F. V. LORENZ – PETRÓPOLIS – RJ

36. ENFOQUES CIENTÍFICOS NA DOUTRINA ESPÍRITA/JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/ 193 PÁGS./SEM MENÇÃO DE EDIÇÃO – SEM MENÇÃO DE DATA/EDITORA SAMOS LTDA. – RIO DE JANEIRO – RJ

37. ENIGMAS DA PARAPSICOLOGIA/CARLOS IMBASSAHY/237 PÁGS./EDIÇÃO ANO 1967/ DEPARTAMENTO EDITORIAL DO CENTRO ESPÍRITA CALVÁRIO – SÃO PAULO – SP

38. ENTRE DOIS MUNDOS/MANOEL P. DE MIRANDA (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVAL- DO P. FRANCO/238 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2007/LIVRARIA ESPÍRITA ALLAN KARDEC EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

39. ESPAÇO INTERIOR DO HOMEM (O) [INICIAÇÃO À MEDITAÇÃO]/ANGELA MARIA LA SALA BATÀ [TRADUÇÃO: PIER LUIGI CABRA]/141 PÁGS./2ª. EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUE-SA – ANO 1988/EDITORA PENSAMENTO – SÃO PAULO – SP

40. ESPÍRITO MATÉRIA [NOVOS HORIZONTES PARA A MEDICINA]/JOSÉ LACERDA DE AZEVEDO/295 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1990/EDITORA PALLOTTI – PORTO ALEGRE – RS

41. ESTUDANDO A MEDIUNIDADE/MARTINS PERALVA/232 PÁGS./10ª. EDIÇÃO – ANO 1984 /DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

42. EU E O INCONSCIENTE (O)/ANGELA MARIA LA SALA BATÀ [TRADUÇÃO: PIER LUIGI CABRA]/114 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1989/EDITORA PENSAMENTO – SÃO PAULO – SP

43. EU E SEUS INSTRUMENTOS DE EXPRESSÃO (O)/ANGELA MARIA LA SALA BATÀ [TRADUÇÃO: PIER LUIGI CABRA]/130 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1994/EDITORA PENSAMEN-TO – SÃO PAULO – SP

44. EXPERIÊNCIAS PSÍQUICAS ALÉM DA CORTINA DE FERRO/AUTORES: SHEILA OSTRANDER E LYNN SCHROEDER [TRADUÇÃO: OCTAVIO MENDES CAJADO]/458 PÁGS./EDI-ÇÃO BRASILEIRA ANO 1974/EDITORA CULTRIX LTDA. – SÃO PAULO – SP

45. FARSA ESCURA DA MENTE (A)/CARLOS IMBASSAHY/215 PÁGS./2ª. EDIÇÃO ANO 1965?.../ EDITORA CULTURAL ESPÍRITA LTDA. – SÃO PAULO – SP

46. FIO DE ARIADNE: OS RESULTADOS SURPREENDENTES DE PESQUISAS REALI-ZADAS  NA  RÚSSIA  MODERNA ACERCA DOS MISTÉRIOS AINDA INEXPLORADOS PELA

CIÊNCIA NO CAMPO DA PARANORMALIDADE/V. L. SAIUNAV [TRADUÇÃO: VICTÓRIA NAMESTNIKOV EL MURR]/236 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA ANO 1985/EDITORA PENSAMENTO – SÃO PAULO – SP  

47. HIPÓTESES EM PARAPSICOLOGIA/CARLOS IMBASSAHY/273 PÁGS./2ª. EDIÇÃO SEM DATA/  EDITORA ECO – RIO DE JANEIRO – RJ

48. HIPNOTISMO/BIBLIOTECA DE CIÊNCIAS HERMÉTICAS E PSICOLOGIA EXPERIMENTAL: OBRA ELABORADA POR EQUIPE TÉCNICA DA EDITORA “O PENSAMENTO”/218 PÁGS./10ª. EDIÇÃO – ANO 1958/EMPRESA EDITORA “O PENSAMENTO” LTDA. – SÃO PAULO – SP  

49. HOMEM INTEGRAL (O)/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO  P. FRANCO/151 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1990/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

50. HOSPITAL DOS MÉDIUNS/DOMINGAS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: CARLOS A. BACCE-LLI/252 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2007 – LIVRARIA ESPÍRITA EDIÇÕES “PEDRO E PAULO” – UBERABA – MG

51. ILUMINAÇÃO INTERIOR/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVAL-DO P. FRANCO/155 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2006/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

52. IMENSIDÃO DOS SENTIDOS (A): UM ESTUDO PSICOLÓGICO DA SENSIBILIDADE HUMA- NA/HAMMED (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: FRANCISCO DO E. SANTO NETO/216 PÁGS./6ª. EDIÇÃO – ANO 2003/BOA NOVA EDITORA E DISTRIBUIDORA DE LIVROS ESPÍRITAS – CATANDUVA – SP

53. IMPERMANÊNCIA E IMORTALIDADE/CARLOS TORRES PASTORINO (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/254 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 2004/DEPARTAMENTO EDITORIAL E GRÁFICO DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

54. INTERCÂMBIO MEDIÚNICO/JOÃO CLEOFAS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/166 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1988/LIVRARIA ESPÍRITA “ALVORADA” EDITORA – SALVADOR – BA

55. JESUS E ATUALIDADE/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO PEREIRA FRANCO/117PÁGS./12ª. EDIÇÃO – ANO 2006/EDITORA PENSAMENTO-CULTRIX LTDA. – SALVADOR – BA

 

 

 

56. JESUS E O EVANGELHO À LUZ DA PSICOLOGIA PROFUNDA/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO PEREIRA FRANCO/223 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2000/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

57. LASTROS ESPIRITUAIS NOS FATOS CIENTÍFICOS/JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/153 PÁGS./SEM MENÇÃO DE EDIÇÃO – SEM MENÇÃO DE DATA/SOCIEDADE EDITORA ESPIRITUA-LISTA F. V. LORENZ – PETRÓPOLIS – RJ

58. LAUDOS ESPÍRITAS DA LOUCURA: <ESTADOS DEPRESSIVOS DA MENTE> <PSI-COSE>  <ESQUIZOFRENIA>  <OBSESSÃO>  <DIAGNÓSTICO MEDIANÍMICO> <TERA-

PIA ESPÍRITA> ((TRABALHO REALIZADO NO LABORATÓRIO DE PESQUISA  MEDIÚNICA DO CÍRCULO DE PESQUISA ESPÍRITA [CIPES] – VITÓRIA – ES/AUTORES: L. PALHANO JR. E JÚLIA ANÁLIA DE SOUZA OLIVEIRA/221 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1997/PUBLICAÇÕES LACHÂTRE EDITORA LTDA. – NITERÓI  – RJ 

59. LIVRO DA MEDIUNIDADE (O)/ISMAEL ALONSO (ESPÍRITO) – PSICOFONIA: JOÃO BERBEL/298 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2000/EDITORA FAROL DAS TRÊS COLINAS – FRANCA – SP

60. LOUCURA E OBSESSÃO/MANOEL P. DE MIRANDA (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/334 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1990/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

61. LOUCURA SOB NOVO PRISMA (A) [ESTUDO PSÍQUICO-FISIOLÓGICO]/ADOLFO BEZERRA DE MENEZES/165 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1987/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO [FEESP] – SÃO PAULO – SP

62. MANUAL PRÁTICO DE DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO/EUNILTO DE CARVALHO/ 190 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2001 – MADRAS EDITORA LTDA. – SÃO PAULO – SP

63. MATURIDADE PSICOLÓGICA/ANGELA MARIA LA SALA BATÀ [TRADUÇÃO: MAIO MIRANDA]/134 PÁGS./9ª. EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1989/EDITORA PENSAMENTO – SÃO PAULO – SP

64. MECANISMOS DA MEDIUNIDADE – VOLUME XII – SÉRIE “ANDRÉ LUIZ”/ANDRÉ LUIZ (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA (MÉDIUNS): FRANCISCO C. XAVIER & WALDO VIEIRA/188 PÁGS./6ª. EDIÇÃO – ANO 1991/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

65. MÉDIUM: QUEM NÃO É/DEMÉTRIO PAVEL BASTOS/108 PÁGS./SEM MENÇÃO DE EDIÇÃO E DATA/DEPARTAMENTO EDITORIAL DO INSTITUTO  MARIA – JUIZ DE FORA – MG

66. MEDIUNIDADE: APRENDIZADO FUNDAMENTAL SOBRE DESOBSESSÃO/LUIZ GON-ZAGA PINHEIRO/174 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2006/EDITORA EME – CAPIVARI – SP

67. MEDIUNIDADE: CONCEITUAÇÃO DA MEDIUNIDADE E ANÁLISE GERAL DOS SEUS PROBLEMAS ATUAIS/J. HERCULANO PIRES/145 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1986/ EDITORA PAIDÉIA/SÃO PAULO – SP

68. MEDIUNIDADE E ANIMISMO: UM DIÁLOGO ENTRE O MÉDIUM E O ESPÍRITO/ ODILON FERNANDES (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: CARLOS A. BACCELLI/ 158 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2005/LIVRARIA ESPÍRITA EDIÇÕES “PEDRO E PAULO” – UBERABA – MG

69. MEDIUNIDADE E EVOLUÇÃO/MARTINS PERALVA/160 PÁGS./5ª. EDIÇÃO – ANO 1987/ DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

70. MEDIUNIDADE E SABEDORIA/ODILON FERNANDES (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: CARLOS A. BACCELLI/159 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2005/LIVRARIA ESPÍRITA EDIÇÕES “PEDRO E PAULO” – UBERABA – MG

71. MEDIUNIDADE E SINTONIA/EMMANUEL (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: FRANCISCO C. XA-VIER/96 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1986/EDITORA CULTURA ESPÍRITA UNIÃO [CEU] – SÃO PAULO – SP

72. MEDIUNIDADE: HOMENS E FATOS QUE FIZERAM HISTÓRIA/LUIZ GONZAGA PINHEIRO/ 155 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2007/EDITORA EME – CAPIVARI – SP

73. MEDIUNIDADE: PERGUNTAS E RESPOSTAS/ODILON FERNANDES (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: CARLOS A. BACCELLI/132 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2000/CASA EDITORA ESPÍRITA “PIERRE-PAUL DIDIER” [HOMENAGEM AO 1º. EDITOR DAS OBRAS DE ALLAN KARDEC] – VOTUPORANGA – SP 

74. MEDIUNIDADE SEM LÁGRIMAS (A)/ELISEU RIGONATTI/92 PÁGS./12ª. EDIÇÃO – ANO

1993 – EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

75. MEDIUNIDADE: SEUS ASPECTOS, DESENVOLVIMENTO E UTILIZAÇÃO/EDGARD ARMOND/295 PÁGS./23ª. EDIÇÃO – ANO 1987/EDITORA ALIANÇA – SÃO PAULO – SP

76. MÉDIUNS E MEDIUNIDADES/VIANNA DE CARVALHO (ESPÍRITO) – PSICOGRA-FIA: DIVALDO P. FRANCO/134 PÁGS./EDIÇÃO ANO 1990/EDITORA ARTE & CULTURA E LIVRARIA LTDA. – NITERÓI – RJ  

77. MISCELÂNEA E OBSESSÃO/ELPÍDIO ANTONIO MOREIRA/148 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1993/EDITORA ESPÍRITA RADHU LTDA. – SÃO PAULO – SP

 

 

 

78. MOMENTOS DE SAÚDE/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/124 PÁGS./6ª. EDIÇÃO – ANO 2005/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

79. MUNDO  MISTERIOSO  DO  HIPNOTISMO (O)/ANDRÉ CARNEIRO/158  PÁGS. /EDIÇÃO

ANO 1963/EDART LIVRARIA EDITORA – SÃO PAULO – SP

80. NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA/MANOEL P. DE MIRANDA (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/.. PÁGS./...ª. EDIÇÃO/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

81. NO LIMIAR DO ABISMO/INÁCIO FERREIRA (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: CARLOS A. BACCELLI/ 291 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2007/LIVRARIA ESPÍRITA EDIÇÕES “PEDRO E PAULO” [LEEPP] – UBERABA – MG

82. NO LIMIAR DO INFINITO/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/158 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1988/LIVRARIA ESPÍRITA “ALVORADA” EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

83. NOS ALICERCES DO INCONSCIENTE [PELOS CAMINHOS DA PARAPSICOLOGIA]/ JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/144 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1990/ EDITORA CULTURUAL ESPÍRITA [EDICEL] – SOBRADINHO – DF

84. NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO/MANOEL P. DE MIRANDA (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/279 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1970/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

85. NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE – VOLUME IX – SÉRIE “ANDRÉ LUIZ”/ANDRÉ LUIZ (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: FRANCISCO C. XAVIER/285 PÁGS./12ª. EDIÇÃO – ANO 1983 /DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

86. NOVAS DESCOBERTAS PARAPSICOLÓGICAS: A EXPERIÊNCIA SOVIÉTICA/AUTO-RES: HENRY GRIS & WILLIAM DICK [TRADUÇÃO: EQUIPE TÉCNICA DA EDITORA]/ 395 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1980/EDITORA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA S. A. – RIO DE JANEIRO – RJ

87. OBSESSÃO (A): OBRA REIMPRESSA EM FRANCÊS COM A APROVAÇÃO DE ALLAN KARDEC EM COMUNICAÇÃO DATADA DE 06.09.1950/ALLAN KARDEC [TRADUÇÃO E PRE- FÁCIO: WALLACE LEAL V. RODRIGUES]/315 PÁGS./4ª. EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1986/CASA EDITORA O CLARIM – MATÃO – SP 

88. OBSESSÃO E CURA/INÁCIO FERREIRA (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: CARLOS A. BACCELLI/303 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2007/CASA EDITORA ESPÍRITA “PIERRE-PAUL DIDIER” [HOMENAGEM AO 1º. EDITOR DAS OBRAS DE ALLAN KARDEC] – VOTUPORANGA – SP

89. OBSESSÃO E SEU TRATAMENTO ESPÍRITA (A)/CELSO MARTINS/175 PÁGS./1ª. EDI-ÇÃO – ANO 1982/EDITORA CULTURAL ESPÍRITA EDICEL LTDA. – SÃO PAULO – SP

90. OBSESSÃO E TRANSTORNOS PSÍQUICOS [TERAPIA ESPÍRITA]/CÉLIO ALAN KAR-DEC DE OLIVEIRA/237 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 2004/EDITORA ITAPUÃ – CONTAGEM – MG 

91. OS INSONDÁVEIS CAMINHOS DA VIDA/JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/202 PÁGS./SEM MENÇÃO DE EDIÇÃO – SEM MENÇÃO DE DATA/SOCIEDADE EDITORA ESPIRITUALISTA F. V. LORENZ – RIO DE JANEIRO – RJ 

92. PARAPSICOLOGIA E MATERIALISMO HISTÓRICO/HUMBERTO MARIOTTI [TRADU-ÇÃO: J. L. OVANDO]/157 PÁGS./2ª. EDIÇÃO BRASILEIRA – SEM DATA/ EDITORA CULTURAL ESPÍRITA EDICEL LTDA. – SÃO PAULO – SP

93. PARAPSICOLOGIA E SUAS PERSPECTIVAS/J. HERCULANO PIRES/245 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – DÉCADA DE 1960/EDICEL [EDITORA CULTURAL ESPÍRITA LTDA.] – SÃO PAULO – SP  

94. PARAPSICOLOGIA HOJE E AMANHÃ/J. HERCULANO PIRES/232 PÁGS./9ª. EDIÇÃO – ANO 1987/EDITORA CULTURAL ESPÍRITA EDICEL LTDA. – SÃO PAULO – SP  

95. PARAPSICOLOGIA – UMA VISÃO PANORÂMICA/HERNANI GUIMARÃES ANDRADE [DIRETOR FUNDADOR DO INSTITUTO DE PESQUISAS PSICOBIOFÍSICAS –  [IBPP] /352 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2002/FE EDITORA JORNALÍSTICA LTDA. – SÃO PAULO – SP  

96. PAZ E SAÚDE/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO PEREIRA FRANCO/238 PÁGS./1ª EDIÇÃO – ANO 2007/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

97. PELOS CAMINHOS DA MEDIUNIDADE SERENA/YVONNE DO AMARAL PEREIRA – ORGANIZAÇÃO, PREFÁCIO E NOTAS: PEDRO DE CAMILO/191 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2006/

EDITORA LACHÂTRE – SÃO PAULO – SP

98. PLENITUDE/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO PEREIRA FRANCO/133 PÁGS./EDIÇÃO ANO 1991/EDITORA ARTE & CULTURA E LIVRARIA LTDA. – NITERÓI – RJ

 

 

 

99. POSSESSÃO ESPIRITUAL [UMA PSICOTERAPEUTA APONTA O CAMINHO PARA A DESCOBERTA E A CURA DE CASOS DE POSSESÃO ESPIRITUAL]/DRª. EDITH FIORE [TRA-

DUÇÃO: OCTAVIO MENDES CAJADO]/216 PÁGS./3ª. EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1997/EDI-TORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

100. PSICOLOGIA EXPERIMENTAL [A BIOCULTURA – A PSICOTERAPIA – O MAGNE-TISMO PSÍQUICO]/124 PÁGS./EDIÇÃO ANO 1917/LIVRARIA CLÁSSICA EDITORA DE A. M. TEIXEIRA – LISBOA - PORTUGAL

101. PSICOLOGIA ESPÍRITA – VOLUME I/JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/123 PAGS./7ª. EDIÇÃO – ANO 1997/SOCIEDADE EDITORA ESPÍRITA F. V. LORENZ – RIO DE JANEIRO – RJ

102. PSICOLOGIA ESPÍRITA – VOLUME II/JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/140 PAGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1998/EDIÇÃO SEM DATA/SEM MENÇÃO DA EDITORA – RIO DE JANEIRO – RJ

103. PSICOLOGIA & ESPIRITISMO/CARLOS TOLEDO RIZZINI/291 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1996/CASA EDITORA O CALRIM – MATÃO – SP

104. PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS/ALÍRIO DE CERQUEIRA FILHO/ 252 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2004/EDITORA BEZERRA DE MENEZES – SÃO PAULO – SP

105. PSIQUIATRIA E MEDIUNISMO/LEOPOLDO BALDUINO/318 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1994/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

106. PSIQUIATRIA EM FACE DA REENCARNAÇÃO/DR. INÁCIO FERREIRA/117 PÁGS./ 4ª. EDIÇÃO – ANO 1992/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO [FEESP] – SÃO PAULO – SP

107. PSIQUIATRIA ILUMINADA/ROBERTO SILVEIRA/206 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2004/CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS – EDITORA – RIO DE JANEIRO – RJ

108. PSIQUISMO: FONTE DA VIDA/JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/178 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1995/EDITORA CULTURAL ESPÍRITA EDICEL LTDA. – SOBRADINHO – DF

109. QUALIDADE NA PRÁTICA MEDIÚNICA – PROJETO MANOEL PHILOMENO DE MI-RANDA/AUTOR: EQUIPE DA LEAL COORDENADA POR ADILTON PUGLIESE/183 PÁGS./ 9ª. EDIÇÃO – ANO 2005/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA – SALVADOR – BA

110. REENCONTRO COM A VIDA/MANOEL P. DE MIRANDA (ESPÍRITO) – PSICOGRA-FIA: DIVALDO P. FRANCO/277 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2006/LIVRARIA ESPÍRITA ALLAN KARDEC EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

111. RECORDAÇÕES DA MEDIUNIDADE/OBRA MEDIÚNICA ORIENTADA PELO DR. ADOLFO BEZERRA DE MENEZES (ESPÍRITO) – MÉDIUM: YVONNE DO A. PEREIRA/212 PÁGS./4ª. EDIÇÃO – ANO 1984/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASI-LEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

112. RECORDAÇÕES DE MODESTA: A VIDA E A OBRA DE MARIA MODESTO CRAVO/IRA-CY CECÍLIO DE ARAÚJO FILHO/223 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2007/EDITORA INEDE – BELO HORIZONTE – MG

113. REUNIÕES DOUTRINÁRIAS E MEDIÚNICAS NO CENTRO ESPÍRITA: PLANEJANDO E ORGANIZANDO COM QUALIDADE/EQUIPE DO PROJETO MANOEL PHILOMENO DE MIRAN-DA CONSTITUÍDA DE: ADILTON PUGLIESE > JOÃO NEVES > JOSÉ FERRAZ > NILO CALA-ZANS/127PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 2004/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA – SALVADOR – BA

114. REUNIÕES MEDIÚNICAS/TEREZINHA OLIVEIRA/311 PÁGS./8ª. EDIÇÃO – ANO  2001 /DEPARTAMENTO EDITORIAL DO CENTRO ESPÍRITA “ALLAN KARDEC” [CEAK] – CAMPINAS – SP

115. REUNIÕES MEDIÚNICAS:  TEORIA  &  PRÁTICA – A PROPÓSITO DAS ORIENTA-ÇÕES DE ALLAN KARDEC A RESPEITO DAS ATIVIDADES MEDIÚNICAS NAS INSTITUI-ÇÕES ESPÍRITAS/L. PALHANO JR./190 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2001/PUBLICAÇÕES LACHÂTRE EDITORA LTDA. – SÃO PAULO – SP 

116. SEARA DOS MÉDIUNS/EMMANUEL (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: FRANCISCO C. XAVIER/206 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1961/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ 

117. SEGREDOS DO ESPÍRITO – ZONA DO INCONSCIENTE/JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/ 195 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – SEM MENÇÃO DE DATA/EDITORA CULTURAL ESPÍRITA EDICEL LTDA. – SOBRADINHO – DF

118. SEGURANÇA MEDIÚNICA/MIRAMEZ (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: JOÃO NUNES MAIA /173 PÁGS./6ª. EDIÇÃO SEM DATA/EDITORA ESPÍRITA CRISTÃ FONTE VIVA [EECFV] – BELO HORIZONTE – MG

119. SER CONSCIENTE (O)/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO)  –  PSICOGRAFIA:  DIVAL-DO P. FRANCO/153 PÁGS./5ª. EDIÇÃO – ANO 1996/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

120. SONHOS:  INTERPRETAÇÃO  DOS  SONHOS  À LUZ DA PSICOLOGIA E DO ESPIRI-

 

 

 

TISMO/DJALMA ARGOLO/274 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2005/CASA DOS ESPÍRITOS EDITORA – CONTAGEM – MG

121. SONHOS: VIAGENS À ALMA [“... E, NA TERRA, SE UM GRANDE ALÍVIO É DESPER-TAR DE UM PESADELO, UMA DAS MANISFETAÇÕES DA FELICIDADE É ACORDAR APÓS UM  BOM  SONHO, FATO  SEMELHANTE  AO  DE  QUE UMA VIAGEM FELIZ JAMAIS SAIRÁ

DA NOSSA MEMÓRIA...”]/EURÍPDEDES KÜHL/252 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2001/BUTTERFLY EDITORA LTDA. – SÃO PAULO – SP

122. SUAVE LUZ NAS SOMBRAS/JOÃO CLÉOFAS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/140 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1994/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

123. TÉCNICA DA MEDIUNIDADE (ENSAIO)/CARLOS J. TORRES PASTORINO/214 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1973/SABEDORIA LIVRARIA EDITORA LTDA. – RIO DE JANEIRO – GB

124. TORMENTOS DA OBSESSÃO/MANOEL P. DE MIRANDA (ESPÍRITO) – PSICOGRA-FIA: DIVALDO P. FRANCO/324 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2001/LIVRARIA ESPÍRITA ALLAN KARDEC EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

125. TRANSE E MEDIUNIDADE: INSTRUÇÕES ESPÍRITAS PARA A PRÁTICA DA MEDIU-NIDADE/L. PALHANO JR./127 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2000/PUBLICAÇÕES LACHÂTRE EDITORA LTDA. – NITERÓI – RJ

126. TRANSTORNOS MENTAIS [UMA LEITURA ESPÍRITA]/SUELY CALDAS SCHUBERT/  198 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2001/MINAS EDITORA – ARAGUARI – MG

127. TRATADO DE HYPNOTISMO/DR.  F.  FAJARDO/505 PÁGS./EDIÇÃO ANO 1896/ LAEMMERT & COMP. EDITORES – RIO DE JANEIRO – SÃO PAULO   

128. TEMAS DA VIDA E DA MORTE/MANOEL P. DE MIRANDA (ESPÍRITO) – PSICOGRA-FIA: DIVALDO P. FRANCO/159 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1989/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

129. TRILHAS DE LIBERTAÇÃO/MANOEL P. DE MIRANDA (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/328 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1997/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

130. TRIUNFO PESSOAL/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO P. FRANCO/191 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2002/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

131. VIAGEM ASTRAL: VINTE NOITES CONSECUTIVAS DE DESPRENDIMENTO CONS-CIENTE/MME ERNEST BOSC [TRADUÇÃO: E. P./210 PÁGS./EDIÇÃO ANO 1978/EDITORA PENSAMENTO – SÃO PAULO – SP

132. VIAGENS PSÍQUICAS NO TEMPO/L. PALHANO JR./183 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1998/PUBLICAÇÕES LACHÂTRE EDITORA LTDA. – NITERÓI – RJ

133. VIDA: DESAFIOS E SOLUÇÕES/JOANNA DE ÂNGELIS (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: DIVALDO PEREIRA FRANCO/151 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1997/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORA-DA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

134. VISÃO ESPÍRITA DO SONO E DOS SONHOS/CARLOS BERNARDO LOUREIRO/139 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1996/CASA EDITORA O CLARIM (PROPRIEDADE DO CENTRO ESPÍRITA “AMANTES DA POBREZA”) – MATÃO – SP

135.VISÃO ESPÍRITA NAS DISTONIAS MENTAIS/JORGE ANDRÉA DOS SANTOS/.... PÁGS./... EDIÇÃO – ANO ...../DEPARTAN]MENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

136. YVONNE: A MÉDIUM ILUMINADA/GERSON SESTINI/179 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2007/DEPARTAMENTO EDITORIAL DO “CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS [CELD]” – RIO DE JANEIRO – RJ

 

3ª.  S  U  G  E  S T Ã O  –  ECTOPLASMA/EFLÚVIO/FLUIDO/FLUIDOLOGIA/FLUIDO VITAL/ PASSE/TRANSFUSÃO DE ENERGIA/IMPOSIÇÃO DAS MÃOS/MAGNETISMO HUMANO E/OU ESPIRITUAL    [ 2 1   O B R A S ]

 

1. AS POTÊNCIAS OCULTAS DO HOMEM [OS GRANDES PROBLEMAS DA VIDA ESTUDA-DOS ATRAVÉS DO MAGNESTISMO > ESPIRITISMO > OCULTISMO]/DR. A. A. MARTINS VELHO/420 PÁGS./EDIÇÃO ANO 1920/LIVRARIA CLÁSSICA EDITORA DE A. M. TEIXEIRA – LISBOA – PORTUGAL

2. CHAVE  DOS  GRANDES  MISTÉRIOS  (A)  – CONFORME ENOQUE, ABRAÃO, HERMES

 

 

TRISMEGISTO E SALOMÃO/DADA POR GUILHERME POSTELO E COMPLETADA POR ELIFAS LEVI [SEM MENÇÃO DO TRADUTOR]/479 PÁGS./3ª. EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTU-GUESA NO ANO DE 1945/EMPRESA  EDITORA “O PENSAMENTO” – SÃO PAULO – SP

3. CURA DA DEPRESSÃO PELO MAGNETISMO (A): DEPRESSÃO TEM CURA/JACOB LUIZ DE MELO/214 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2006/EDITORA VIDA & SABER – NATAL – RN

4. CURE-SE PELOS PASSES [CONHECENDO E UTILIZANDO PROVEITOSAMENTE NOS-SOS POTENCIAIS CURATIVOS]/JACOB LUIZ DE MELO/459 PÁGS./8ª. EDIÇÃO – ANO 2006/ EDITORA VIDA & SABER – NATAL – RN  

5. DOGMA E RITUAL DE ALTA MAGIA/ELIFHAS LEVI [TRADUÇÃO: ROSABIS CAMAYSAR]/ 466 PÁGS./EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA NO ANO DE 1993/EDITORA PENSAMENTO – SÃO PAULO – SP

6. ENERGIA: NOVAS DIMENSÕES DA BIOENERGÉTICA HUMANA/”ESTUDO ORIENTADO PELOS ESPÍRITOS: JOSEPH GLEBER, ANDRÉ LUIZ E JOSÉ GROSSO” – MÉDIUM: ROBSON PINHEIRO/238 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2008/CASA DOS ESPÍRITOS EDITORA – CONTAGEM – MG

7. HISTÓRIA DA MAGIA [COM UMA EXPOSIÇÃO CLARA E PRECISA DE SEUS PROCES-SOS, DE SEUS RITOS E DE SEUS MYSTERIOS]/ELIPHAS LEVI [TRADUÇÃO: UM MEMBRO DO CÍRCULO ESOTÉRICO]/491 PÁGS./EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA NO ANO DE 1924/ EMPRESA TYPOGRAPHICA EDITORA “O PENSAMENTO” – SÃO PAULO – SP

8. LIVRO DOS FLUIDOS – UM ESTUDO DAS BIOENERGIAS/ESPÍRITOS: EURÍPEDES BARSA-NULFO > ISMAEL ALONSO > MIGUEL DE ALCÂNTARA – PSICOFONIA: JOÃO BERBEL/526 PÁGS. /EDIÇÃO ANO 2001/DPL – EDITORA E DISTRIBUIDORA DE LIVROS LTDA. – SÃO PAULO – SP

9. MAGIA TEÚRGICA/CIÊNCIAS HERMÉTICAS E PSICOLOGIA EXPERIMENTAL: PRODUZIDA PELA EQUIPE EDITORIAL DA EDITORA “O PENSAMENTO”/286 PÁGS./5ª. EDIÇÃO – ANO 1941/EMPRESA EDITORA “O PENSAMENTO” – SÃO PAULO

10. MAGNETISMO [CURSO POR CORRESPONDÊNCIA]/ORGANIZADO E DIRIGIDO POR: A. O. RODRIGUES/172 PÁGS./6ª. EDIÇÃO – ANO 1938/ELABORADO PELO INSTITUTO DE CIÊNCIAS HERMÉTICAS (PSICOLOGIA EXPERIMENTAL) – SÃO PAULO – SP

11. MAGNETISMO ESPIRITUAL: HISTÓRIA . EVOLUÇÃO . SÁBIOS INVESTIGADORES . EXPERIÊNCIAS E APLICAÇÕES . CURAS DE ENFERMIDADES . DIFERENÇAS E CONCOR-DÂNCIAS ENTRE MAGNETISMO E HIPNOTISMO . RELAÇÕES COM O ESPIRITISMO . CONCLUSÕES/MICHAELUS/308 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1967/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – GB

12. MAGNETISMO PESSOAL OU PSÍQUICO/HEITOR DURVILLE [TRADUÇÃO: EQUIPE TÉCNICA DA EDITORA O PENSAMENTO]/346 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA SEM DATA/EMPRESA EDITORA “O PENSAMENTO” LTDA. – SÃO PAULO – SP

13. MAGNETOTERAPIA: A MANEIRA SUAVE E EFICAZ DE EQUILIBRAR O CORPO/ GHANSHYAM SINGH BIRLA & COLETE HEMLIN [TRADUÇÃO: CARMEN FISCHER]/158 PÁGS./EDITORA PENSAMENTO-CULTRIX LTDA. – SÃO PAULO – SP

14. MANUAL DO PASSISTA [CURANDO PELO AMOR E PELO MAGNETISMO]/JACOB LUIZ DE MELO/192 PAGS./4ª. EDIÇÃO – ANO 2004/EDITORA VIDA & SABER – NATAL – RN 

15. MESMER – A CIÊNCIA NEGADA E OS TEXTOS ESCONDIDOS [ESTA OBRA CONTÉM ÍNTEGRA DOS MAIS IMPORTANTES LIVROS ESCRITOS POR MESMER E PERDIDOS POR MAIS DE DOIS SÉCULOS]/ORGANIZADO POR: PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO [TRA-DUÇÃO DOS TEXTOS DE MESMER EFETUADOS POR: ÁLVARO GLEREAN]/EDITORA LACHÂTRE LTDA. – BRAGANÇA PAULISTA – SÃO PAULO – SP

16. MESMER E O MAGNETISMO ANIMAL/ERNEST BERSOT [TRADUÇÃO: JOSÉ JORGE]/155 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1995/DEPARTAMENTO EDITORIAL DO CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS [CELD] – RIO DE JANEIRO – RJ

17. PASSE (O): IMPOSIÇÃO DE MÃOS/RINO CURTI/175 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1985/LAKE – LIVRARIA ALLAN KARDEC EDITORA – SÃO PAULO – SP

18. PASSE E RADIAÇÕES [MÉTODOS ESPÍRITAS DE CURA]/EDGARD ARMOND/192 PÁGS./23ª. EDIÇÃO – ANO 1984/EDITORA ALIANÇA – SÃO PAULO – SP

19. PASSE (O): SEU ESTUDO, SUAS TÉCNICAS, SUA PRÁTICA/JACOB LUIZ DE MELO/447 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1992/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

20. PASSES E CURAS ESPIRITUAIS/WENEFLEDO DE TOLEDO/176 PÁGS./5ª. EDIÇÃO – ANO 1969/ EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

21. UM ´FLUIDO VITAL´ CHAMADO ECTOPLASMA/MATTHIEU TUBINO/86 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1997 E 4ª. REIMPRESSÃO – ANO 2000/PUBLICAÇÕES LACHÂTRE EDITORA LTDA. – NITERÓI – SP

 

 

 

4ª. S U G E S T Ã O – PERISPÍRITO/CORPO ASTRAL/CORPO PSÍQUICO/PROJEÇÃO DO CORPO AS-  TRAL//CORPO ETÉRICO//CHAKRAS “E/OU” CENTROS DE FORÇAS E PLEXOS//DUPLO ETÉRICO       [ 1 8   O B R A S ]

 

1. ANTOLOGIA DO PERISPÍRITO/JOSÉ JORGE204 PÁGS./4ª. EDIÇÃO – ANO 1991/DEPAR-TAMENTO EDITORIAL DO “CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS [CELD]” – RIO DE JANEIRO – RJ

2. ATUALIDADE DE ALLAN KARDEC (O PERISPÍRITO)/RUBENS P. MEIRA/190 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1986/SOCIEDADE DE ESTUDOS E PESQUISAS ESPÍRITAS [SEPE] – EDITORA BRASBIBLOS – SÃO PAULO – SP

3. AURA HUMANA (A): A CAPACIDADE DE VER A AURA DAS PESSOAS E DE IDENTIFI-CAR, PELA SUA COR E CARÁTER, OS SEUS ATRIBUTOS EMOCIONAIS, ESPIRITUAIS E FÍSICOS, É CONHECIDA HÁ SÉCULOS. ESTE LIVRO ENSINA COMO DESENVOLVER ESSA CAPACIDADE/WALTER J. KILNER [TRADUÇÃO: JOAQUIM PALACIOS]/231 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1989/EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

4. DA ALMA HUMANA [METAPSICOLOGIA EXPERIMENTAL]/ANTÔNIO J. FREIRE/237 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1956/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRA-SILEIRA [FEB]/RIO DE JANEIRO – GB

5. CORPO ETÉRICO DO HOMEM (O): A PONTE DA CONSCIÊNCIA/LAWRENCE J. BENDIT E PHOEBE D. BENDIT [TRADUÇÃO: NAIR LACERDA]/115 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1984/EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

6. DESPERTAR KUNDALINI (O): UM PODEROSO PROGRAMA DE AUTODESENVOLVI-MENTO PARA A REALIZAÇÃO AFETIVA, SEXUAL E ESPIRITUAL/JOHN SELBY [TRADU-ÇÃO: YMALY SALEM CHAMMAS]/225 PÁGS./EDIÇÃO ORIGINAL PUBLICADA EM 1995/EDIÇÃO

BRASILEIRA SEM DATA/CÍRCULO DO LIVRO LTDA. [SELO: EDITORA BEST SELLER] – SÃO PAULO – SP

7. DUPLO ETÉRICO (O)/MAJOR ARTHUR E. POWEL [REVISTA POR: JOAQUIM GERVÁSIO DE FIGUEIREDO]/183 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1967/EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

8. ENERGIA PROGRAMADA – A MECÂNICA DO PERISPÍRITO/JOSÉ AMORIM/81 PÁGS./ 4ª. EDIÇÃO – ANO 1996/CENTRO REDENTOR (RACIONALISMO CRISTÃO) – BELÉM – PA 

9. ESPÍRITO, PERISPÍRITO E ALMA [ENSAIO SOBRE O MODELO ORGANIZADOR BIO-LÓGICO]/HERNANI GUIMARÃES ANDRADE/246 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1984/EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

10. HOMEM E OS SEUS CORPOS (O)/ANNIE BESANT [TRADUÇÃO: MÁRIO DE ALEMQUER]/ 145 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA ANO 1991/EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

11. KUNDALINI – “SÉRIE LIBERTAÇÃO HUMANA”/GOPI KRISHNA [TRADUÇÃO: ERNES-TO BONO]/333 PÁGS./EDIÇÃO ORIGINAL PUBLICADA EM 1967/EDIÇÃO BRASILEIRA SEM DATA/ DISTRIBUIDORA RECORD DE SERVIÇOS DE IMPRENSA – RIO DE JANEIRO – RJ

12. KUNDALINI – O LIVRO DA VIDA E DA MORTE: CAMINHOS DE ENTRADA PARA A CONSCIÊNCIA INTERIOR/JYTTE KUMAR LARSEN & RAVINDRA KUMAR [TRADUÇÃO: BIAN-CA BARSOTTI CASSINA]/288 PÁGS./EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA – ANO 2008/MADRAS EDITORA LTDA. – SÃO PAULO – SP

13. MODELO ENERGÉTICO DO HOMEM (O) – UMA HIPÓTESE DE TRABALHO – O EFEITO KIRLIAN/NEWTON MILHOMENS/115 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1988/IBRASA – INSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE DIFUSÃO CULTURAL LTDA. – SÃO PAULO – SP

14. OS CHAKRAS: OS CENTROS MAGNÉTICOS VITAIS DO SER HUMANAO/C. W. LEADBEATER [TRADUÇÃO: J. GERVÁSIO DE FIGUEIREDO]/139 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA SEM DATA./ EDITORA PENSAMENTO – SÃO PAULO – SP

15. OS CHAKRAS E OS CAMPOS DE ENERGIA HUMANOS/SHAFICA KARAGULLA, M.D.  E  DORA VAN GELDER KUNZ/[TRADUÇÃO: CLAUDIA GERPE DUARTE]/196 PÁGS./[EDIÇÃO ORI-GINAL ANO 1989] EDIÇÃO BRASILEIRA SEM DATA/EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

16. PERISPÍRITO/ZALMINO ZIMMERMANN/571 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2000/DEPARTAMENTO EDITORIAL DO CENTRO ESPÍRITA ALLAN KARDEC [CEAK] – CAMPINAS – SP 

17. PROJEÇÃO DO CORPO ASTRAL/AUTORES: SYLVAN J. MULDOON & HEREWARD CAR-RINGTON [TRADUÇÃO: JÚLIO ABREU FILHO]/318 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA ANO 1965/ EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

 

 

 

18. VIDA DO HOMEM EM TRÊS REINOS (A)/ANNIE BESANT [TRADUTORES: IVAN DE CAMPOS GUIMARÃES & BOACYR DE ANDRADE LIMA]/109 PÁGS./12ª. EDIÇÃO BRASILEIRA ANO 1997/EDITORA PENSAMENTO LTDA. – SÃO PAULO – SP

 

5ª.   S U G E S T Ã O  –  GLÂNDULAS  ENDÓCRINAS/MEDICINA  FLORAL/MEDICINA  PSICOSSO-MÁTICA/CURA  E/OU SAÚDE ESPIRITUAL/MEDICINA  E  ESPIRITISMO    [  3 5   O B R A S ]

 

1. ALÉM DA MATÉRIA/JOSEPH GLEBER (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: ROBSON PINHEIRO/ 204 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2003/CASA DOS ESPÍRITOS EDITORA – CONTAGEM – MG

2. APOMETRIA E ANIMISMO/J. S. GODINHO/213 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2005/HOLUS INSTITUTO E PUBLICAÇÕES LTDA. – LAGES – SC

3. APOMETRIA: O CAMINHO DA HARMONIA ESPIRITUAL E DA FELICIDADE [MEDIUNIDADE <> DESDOBRAMENTO  <>  PSIQUISMO – A NOVA CIÊNCIA DA ALMA]/J. S. GODINHO/202 PÁGS./ 3ª. EDIÇÃO – ANO 1999 >>> 3ª. REEDIÇÃO – ANO 2004/LIVRARIA E EDITORA UNIVERSALISTA LTDA. – LONDRINA – PR

4. APOMETRIA: NOVOS HORIZONTES DA MEDICINA ESPIRITUAL/VITOR RONALDO COS-TA/195 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2000/CASA EDITORA O CLARIM – MATÃO – SP

5. AS GLÂNDULAS: NOSSAS GUARDIÃS INVISÍVEIS – BIBLIOTECA ROSACRUZ: VOLU-ME XXIX/M. W. KAPP, M.D. [TRADUÇÃO: EDMOND JORGE E EQUIPE RENES]/150 PÁGS./1ª. EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1980/EDITORA RENES LTDA. – RIO DE JANEIRO – RJ

6. CURAS ESPIRITUAIS [CASOS EXTRAORDINÁRIOS COMPROVADOS]/AURELIANO AL-VES NETTO/148 PÁGS./EDIÇÃO – ANO 1986/EDITORA TECNOPRINT S. A. [EDIOURO]  – RIO DE JANEIRO – RJ

7. CURAS ATRAVÉS DO ECTOPLASMA/IDALINDA DE AGUIAR MATTOS/100 PÁGS./EDIÇÃO SEM DATA/EDIÇÃO DA IECBAB – EM BENEFÍCIO DO DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DA INSTITUIÇÃO ESPÍRITA COOPERADORAS DO BEM AMÉLIE BOUDET – RIO DE JANEIRO – RJ

8. DESAFIOS EM SAÚDE MENTAL [CONTRIBUIÇÕES DA TERAPÊUTICA ESPÍRITA] – ANAIS DO IV ENCONTRO NACIONAL ESPÍRITA DE SAÚDE MENTAL [ENESAM]/AUTORES DIVERSOS/ 200 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1996/EDITORA ESPÍRITA CRISTÃO FONTE VIVA [EECFV] – BELO HORIZONTE – MG

9. DOENÇAS, CURA E SAÚDE À LUZ DO ESPIRITISMO*/GEZIEL ANDRADE/127 PÁGS./10ª.

EDIÇÃO – ANO 2006/EDITORA EME – CAPIVARI – SP

10. DO SISTEMA NERVOSO À MEDIUNIDADE [ <> O SISTEMA NERVOSO – GLÂNDUAS ENDÓCRINAS <> PERISPÍRITO – O TRANSE – ANIMISMO – AS MISTIFICAÇÕES – MEDIUNIDADE <> OS FLUIDOS – OS PASSES – AS OPERAÇÕES ESPIRITUAIS  ]/ARY LEX/152 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1997/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO [FEESP] – SÃO PAULO – SP

11 GLÂNDULAS: O ESPELHO DO EU/ONSLOW H. WILSON [TRADUÇÃO: EQUIPE TÉCNICA DA AMORC]/131 PÁGS./5ª. EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1989/ORDEM ROSACRUZ [AMORC] – CURITIBA – PR

12. HOMEOPATIA: CIÊNCIA E CURA/GEORGE VITHOULKAS [TRADUÇÃO: SÔNIA RÉGIS]/ 436 PÁGS./1ª. EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA – ANO 1986/CÍRCULO DO LIVRO S. A. – SÃO PAULO – SP

13. MEDICINA DA ALMA/JOSEPH GLEBER (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: ROBSON PINHEI-RO/ 254 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2007/CASA DOS ESPÍRITOS EDITORA – CONTAGEM – MG

14. MEDICINA OCULTA NA VISÃO DA GNOSE/SAMAEL AUN WEOR [TRADUÇÃO: WALMOR FONSECA]/ 364 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1989/EDITORA GNOSE – PORTO ALEGRE – RS

15. MEDICINA OCULTA [TRATAMENTO DAS MOLESTIAS PELOS SEGREDOS DA MEDICI-NA OCULTA, INCLUSIVE O MÉTODO DE PARACELSO] – COLEÇÕES CIÊNCIAS HERMÉTI-CAS E PSICOLOGIA EXPERIMENTAL/ELABORADA PELO CÍRCULO ESOTÉRICO DA COMUNHÃO DO PENSAMENTO/167 PÁGS./7ª. EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA – SEM DATA/ EMPRESA EDITORA ”O PENSAMENTO” LTDA. – SÃO PAULO – SP

16. MEDICINA DO ALÉM [OS MÉDICOS DO ESPAÇO A SERVIÇO DA CIÊNCIA HUMANA]/ ISMAEL ALONSO (ESPÍRITO) – PSICOFONIA: JOÃO BERBEL/107 PÁGS./EDIÇÃO – ANO 1999/DPL – EDITORA E DISTRIBUIDORA DE LIVROS LTDA. – SÃO PAULO – SP 

17. MEDICINA DOS ESPÍRITOS/LUIZ DA ROCHA LIMA/319 PÁGS./EDIÇÃO SEM MENÇÃO DE DATA/EDUCANDÁRIO SOCIAL LAR DE FREI LUIZ – RIO DE JANEIRO – RJ 

18. MEDICINA ESPIRITUAL  [CIRURGIAS  ESPIRITUAIS – O SOCORRO URGENTE – PRÉ E

 

 

PÓS-OPERATÓRIO] – HÁ NECESSIDADE DE CORTES FÍSICOS NOS TRATAMENTOS DE CURA ESPIRITUAL? QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE A MEDICINA DA ALMA E A DA MEDI-CINA HUMANA?/ISMAEL ALONSO (ESPÍRITO)  –  PSICOFONIA: JOÃO BERBEL/196 PÁGS./

EDIÇÃO – ANO 1999/DPL – EDITORA E DISTRIBUIDORA DE LIVROS LTDA. – SÃO PAULO – SP

19. MEDIINA PSICO-ESPIRITUAL/ANGELA MARIA LA SALA BATÀ [TRADUÇÃO: PIER LUIGI CABRA]/134 PÁGS./9ª. EDIÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA – ANO 1993/EDITORA PENSAMENTO

– SÃO PAULO – SP

20. MEDICINA PSICOSSOMÁTICA [APLICAÇÃO CLÍNICA DA PSICOPATOLOGIA AOS PROBLEMAS DA CLÍNICA GERAL]/AUTORES: EDWARD WEISS E O SPURGEON ENGLISH

[TRADUÇÃO: ELSO ARRUDA]/570 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1946/EDITORA GUANABARA – RIO DE JANEIRO – GB

21. MISTÉRIO DAS GLÂNDULAS ENDÓCRINAS (O) [OPÚSCULO]/ELABORADA POR UM ESTUDANTE  DE THE ROSICRUCIAN FELLOWSHIP  [TRADUÇÃO:  EFETUADA POR UM ESTUDANTE

DA FRATERNIDADE ROSACRUZ]/101 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA ANO 1973/FUNDA-ÇÃO EDUCACIONAL E EDITORIAL UNIVERSALISTA [FEEU] – PORTO ALEGRE – RS

22. NOVOS RUMOS À MEDICINA – VOLUME I/DR. INÁCIO FERREIRA/213 PÁGS./1ª. EDIÇÃO DA FEESP – ANO 1990/EDITORA DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO [FEESP] – SÃO PAULO – SP

23. NOVOS RUMOS À MEDICINA – VOLUME II/DR. INÁCIO FERREIRA/213 PÁGS./1ª. EDIÇÃO DA FEESP – ANO 1991/EDITORA DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO [FEESP] – SÃO PAULO – SP

24. OPERAÇÕES ESPIRITUAIS [TRABALHOS POST-MORTEM DO PADRE ZABEU]/URBA-NO PEREIRA/158 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1985/INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA [IDE] – ARARAS – SP

25. OS MESTRES (I-EM-HOTEP) “1ª. PARTE” > PÁGS. 17-129 – AS GLÂNDULAS ENDÓCRINAS (WHITEHAWK) “2ª. PARTE” > PÁGS. 131-196/K. BARKEL [TRADUTO-RAS: MARTA PÉCHER & DULCE DE BARROS PIMENTEL BOGAERT]/TOTAL DE PÁGS. = 196/EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1969/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO EDUCACI-ONAL E EDITORIAL UNIVERSALISTA [FEEU] – PORTO ALEGRE – RS   

26. PORQUE ADOECEMOS [NOVOS HORIZONTES DO CONHECIMENTO MÉDICO ESPÍRI-TA] – VOLUME I/DIVERSOS COLABORADORES DA ASSOCIAÇÃO MÉDICO ESPÍRITA DE MINAS GERAIS]/150 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1996/EDITORA ESPÍRITA CRISTÃ FONTE VIVA [EECFV] – BELO HORIZONTE – MG

27. PORQUE ADOECEMOS  [PRINCÍPIOS PARA A MEDICINA DA ALMA] – VOLUME II/DI-VERSOS COLABORADORES DA ASSOCIAÇÃO MÉDICO ESPÍRITA DE MINAS GERAIS]/192 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2001/EDITORA ESPÍRITA CRISTÃ FONTE VIVA [EEFV] – BELO HORIZONTE – MG

28. PRINCÍPIOS OCULTOS DE SAÚDE E CURA/MAX HEINDEL [TRADUÇÃO: A. FIDALGO]/ 235 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1966/EDITADO PELO CENTRO FRATERNIDADE ROSACRUZ – RIO DE JANEIRO – GB

29. PRODÍGIOS DA HOMEOPATIA/RANDOLPHO PENNA RIBAS/431 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2001/SOCIEDADE DE ESTUDOS E PESQUISAS ESPÍRITAS [SEPE] – NITERÓI – RJ

30. SAÚDE ESPIRITUAL/ALÍRIO DE CERQUEIRA FILHO/277 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2005/CEN-TRO ESPÍRITA DR. BEZERRA DE MENEZES – EBM EDITORA – SANTO ANDRÉ – SP

31. SAÚDE: TRILHA DE TRANSFORMAÇÃO [UMA JORNADA COM O PACIENTE DE CÂN-CER – VISÃO PSICO-ESPIRITUAL]/AUTORES DIVERSOS/296 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2005/

AMEMG [ASSOCIAÇÃO MÉDICO-ESPÍRITA DE MINAS GERAIS & EDITORA INEDE [INSTI-TUTO ESPÍRITA DE ESTUDO E DIVULGAÇÃO DO EVANGELHO] – BELO HORIZONTE – MG  

32. SER MÉDICO E SER HUMANO/DÉCIO IANDOLI JR./111 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2005/ FE EDITORA JORNALÍSTICA LTDA. – SÃO PAULO – SP

33. TRATADO DE MEDICINA FLORAL/MARIA CRISTINA NOGUEIRA GODINHO DOS SANTOS/542 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2008/MADRAS EDITORA LTDA. – SÃO PAULO – SP

34. TRATADO ESOTÉRICO DE ENDOCRINOLOGIA/SAMAEL AUN WEOR [TRADUÇÃO: EQUIPE TÉCNICA DA EDITORA]/132 PÁGS./3ª. EDIÇÃO BRASILEIRA – SEM MENÇÃO DE DATA/ EDITORA SOL NASCENTE – SÃO PAULO – SP

35. VISITADOR DA SAÚDE (O) – RELFEXÕES SOBRE OS ENSINAMENTOS CONTIDOS NA OBRA “NOSSO LAR”/VITOR RONALDO COSTA/302 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2002/EDITORA ESPÍRITA FONTE VIVA [EEFV] – BELO HORIZONTE – MG

 

 

 

ADENDO À 5ª. SUGESTÃO SUPRA: OPORTUNO ASSINALAR, EXCETUANDO A OBRA “TÉCNICA DA MEDIUNIDADE [UM CAPÍTULO]”, ALGUMAS DE JORGE ANDRÉA DOS   SANTOS, UMA DE ANDRÉ LUIZ (ESPÍRITO) QUE TRATA SOBRE A “GLÂNDULA PINEAL” ,  NO ESPIRITISMO, S.M.J.,  NÃO  ENCONTRAMOS OBRAS QUE TRATAM ESPECIFICAMENTE SOBRE AS GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, 

 

6ª.  S U G E S T Ã O  –  BIOGRAFIAS E ALGUMAS OBRAS DE HOMENS NOTÁVEIS  QUE ATRAVÉS DOS  SEUS  EXEMPLOS  DE  CONDUTA,  FEITOS  E  LEGADOS  ESCRITOS  NOS  INCITAM  AO TRA- BALHO  NO  BEM   [  6 3   O B R A S ]

 

1. ALLAN KARDEC [METICULOSA PESQUISA BIOBIBLIOGRÁFICA] – VOLUME I/ AUTORES: ZÊUS WANTUIL E FRANCISCO THIESEN/210 PÁGS./..ª. EDIÇÃO – ANO ...../DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ 

2. ALLAN KARDEC [METICULOSA PESQUISA BIOBIBLIOGRÁFICA] – VOLUME II/ AUTORES: ZÊUS WANTUIL E FRANCISCO THIESEN/318 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1987/ DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ 

3. ALLAN KARDEC [METICULOSA PESQUISA BIOBIBLIOGRÁFICA] – VOLUME III/ AUTORES: ZÊUS WANTUIL E FRANCISCO THIESEN/388 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1988/ DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ 

4. APÓSTOLO DO SÉCULO XX (O): CHICO XAVIER(1)/WEIMAR MUNIZ DE OLIVEIRA/331 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2001/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE GOIÁS [FEEGO] – GOIÂNIA – GO

5. ARIGÓ: VIDA, MEDIUNIDADE E MARTÍRIO/J. HERCULANO PIRES/192 PÁGS./4ª. EDIÇÃO – ANO 1998/EDITORA EME – CAPIVARI – SP

6. AS LIÇÕES DE CHICO XAVIER: PARA QUEM ACREDITA E PARA QUEM QUER VOL-TAR A ACREDITAR(2)/MARCEL SOUTO MAIOR/96 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2005/EDITORA PLA-NETA DO BRASIL LTDA. – SÃO PAULO – SP

7. AS VIDAS DE CHICO XAVIER(3)/MARCEL SOUTO MAIOR/271 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2003/EDITORA PLANETA DO BRASIL LTDA. – SÃO PAULO – SP

8. BEZERRA DE MENEZES: O MÉDICO DOS POBRES/FRANCISCO ACQUARONE/149 PÁGS./14ª. EDIÇÃO – ANO 1991/EDITORA ALIANÇA – SÃO PAULO – SP

9. CARIBAR SCHUTEL: UMA GRANDE VIDA > ESTUDO BIOGRÁFICO/LEOPOLDO MACHA-DO/191 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1980/CASA EDITORA O CLARIM – MATÃO – SP

10. CARLOS IMBASSAHY: O HOMEM E A OBRA/NAZARENO TOURINHO/148 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1994/LIVRARIA E EDITORA ESPÍRITA “HUMBERTO DE CAMPOS” – FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO – SÃO PAULO – SP

11. CHARLES RICHET: O APÓSTOLO DA CIÊNCIA E O ESPIRITISMO/SAMUEL NUNES MAGALHÃES/359 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2007/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

12. CHICO DE FRANCISCO(4)/ADELINO SILVEIRA/157 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1987/ EDITORA CULTURA ESPÍRITA UNIÃO [CEU] – UBERABA – MG

13. CHICO XAVIER: A REENCARNAÇÃO DE ALLAN KARDEC(5)/CARLOS A. BACCELLI/ 222 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2005/LIVRARIA ESPÍRITA EDIÇÕES “PEDRO  E PAULO” [LEEPP] – UBERABA – MG

14. CHICO XAVIER: DOS HIPIES AOS PROBLEMAS DO MUNDO(6)/ENTREVISTA NO PRO-GRAMA PINGA FOGO ANO 1971 – CANAL 4 – EX-TV TUPI/134 PÁGS./5ª. EDIÇÃO – ANO 1986/FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO [FEESP] – SÃO PAULO – SP

15. CHICO XAVIER: INEDITO, PSICOGRAFIAS AINDA NÃO PUBLICADAS(7)/EDMUNDO CARVALHO MONTEIRO/132 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2004/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA UNIÃO DAS SOCIEDADES ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO EM PARCERIA COM MADRAS EDITORA LTDA. – SÃO PAULO – SP 

16. CHICO XAVIER – MANDATO DE AMOR(8)/GERALDO LEMOS NETO/298 PÁGS./5ª. EDI-ÇÃO – ANO 2007/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA [UEM] – BELO HORIZONTE – MG

17. CHICO XAVIER: O MINEIRO DO SÉCULO(9)/LUCIANO NAPOLEÃO C. SILVA/135 PÁGS./ 2ª. EDIÇÃO – ANO 2004/EDITORA LACHÂTRE – BRAGANÇA PAULISTA – SP

18. CHICO XAVIER:  O SANTO DOS NOSSOS DIAS(10)/R. A. RANIERI/167 PÁGS./4ª. EDI-

 

 

ÇÃO SEM DATA/EDITORA ECO – RIO DE JANEIRO – RJ

19. CHICO XAVIER, 70 ANOS DE MEDIUNIDADE(11)/CARLOS A. BACCELLI/206 PÁGS./ 1ª. EDIÇÃO – ANO 1997/CASA EDITORA ESPÍRITA “PIERRE-PAUL DIDIER” (HOMENA-GEM AO 1º. EDITOR DAS OBRAS DE ALLAN KARDEC) – VOTUPORANGA – SP

20. CIENTISTAS FAMOSOS: GALILEU >> ISAAC NEWTON >> ROBERT HOOKE >> LAPLACE >>  WILLIAM ROWAN HAMILTOON >> G. F. FITZGERALD >> PRIESTLEY >> LAVOISIER >>  BENJAMIN FRANKLIN >>  MICHAEL FARADAY >> JOSEPH HENRY >> JAMES CLERK MAXWELL >> WILLIAM HARVEY >> CHARLES DARWIN >> PAVLOV >> CHARLES BABBAGE >> LEWIS CARROL >> SRINIVASA RAMANUJAN/PRODUZIDO PELA: SCIENTIFC AMERICAN [TRADUÇÃO: JOSÉ REIS]/285 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA ANO 1961/INSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE DIFUSÃO CULTURAL S. A. [IBRASA] – SÃO PAULO – SP     

21. DOSSIÊ PEIXOTINHO/AUTORES: LAMARTINE PALHANO JUNIOR E WALACE FERNANDO NEVES/260 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1997/PUBLICAÇÕES LACHÂTRE EDITORA LTDA. – SÃO PAULO – SP

22. EDSON QUEIROZ, O NOVO ARIGÓ DOS ESPÍRITOS/NAZARENO TOURINHO/203 PÁGS./1ª. EDIÇÃO ANO 1983/EDITORA ESPÍRITA CORREIO FRATERNO DO ABC – SÃO BERNARDO DO CAMPO – SP

23. ELO DE AMOR: VIDA E OBRA DE IZABEL SALOMÃO DE CAMPOS/IRIÊ SALOMÃO DE CAMPOS/522 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2006/EDITORA J. HERCULANO PIRES – JUIZ DE FORA – MG

24. EXTRAORDINÁRIA VIDA DE JESUS GONÇALVES (A)/EDUARDO CARVALHO MONTEIRO /138 PÁGS./5ª. EDIÇÃO – ANO 1987/EDITORA SPÍRITA CORREIO FRATERNO DO ABC – SÃO BERNARDO DO CAMPO – SP

25. GABRIEL DELANNE (SUA VIDA > SEU APOSTOLODO > SUA OBRA)/PAUL BODIER  E HENRI REGNAULT [TRADUÇÃO: JOSÉ JORGE]/102 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1990/DEPAR-TAMENTO EDITORIAL DO CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS [CELD] – RIO DE JANEIRO – RJ

26. GANDHI – MINHA VIDA E MINHAS EXPERIÊNCIAS COM A VERDADE/MOHANDÂS KARAMCHAND GANDHI [TRADUÇÃO: CONSTANTINO PALEÓLOGO]/522 PÁGS./3ª. EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1971/ EDIÇÕES “O CRUZEIRO” – RIO DE JANEIRO – GB

27. GRANDES ESPÍRITAS DO BRASIL/ZÊUS WANTUIL/.... PÁGS./...ª EDIÇÃO/DEPAR-TAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

28. GRANDES VULTOS DO ESPIRITISMO/PAULO ALVES GODOY/164 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1981/DEPARTAMENTO  EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO [FEESP]/ – SÃO PAULO – SP

29. HELENA BLAVATSKY – A VIDA E A INFLUÊNCIA EXTRAORDINÁRIA DA FUNDADO-RA  DO  MOVIMENTO  TEOSÓFICO  MODERNO/SYLVIA CRANSTON [TRADUÇÃO: MURILLO

NUNES DE AZEVEDO]/678 PÁGS./EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 1997/EDITORA TEOSÓFICA – BRASÍLIA – DF

30. HERCULANO PIRES: FILÓSOFO E POETA/HUMBERTO MARIOTTI E CLÓVIS RAMOS [TRADUÇÃO: WILSON GARCIA E HELOÍSA PIRES]/105 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1984/EDI-TORA ESPÍRITA CORREIO FRATERNO DO ABC – SÃO BERNARDO DO CAMPO – SP

31. HERCULANO PIRES, O HOMEM NO MUNDO/HELOÍSA PIRES/162 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1992/ DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO – SÃO PAULO – SP

32. HEROÍNAS BAHIANAS  [A  PARTICIPAÇÃO  DA  MULHER NAS LUTAS DA INDEPEN-DÊNCIA]: <<JOANNA ANGÉLICA>> <<MARIA QUITÉRIA>> <<ANNA NERI>>/BER-NARDINO JOSÉ DE SOUZA/163 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1972/EDITORA PARALELO LTDA. – RIO DE JANEIRO – RJ

33. DR. INÁCIO FERREIRA [VIDA E OBRA]/FAUSTO DE VITO/302 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2007/LIVRARIA ESPÍRITA EDIÇÕES “PEDRO E PAULO” [LEEPP] – UBERABA – MG

34. J. HERCULANO PIRES: O APÓSTOLO DE KARDEC [O HOMEM, A VIDA E A OBRA]/ JORGE RIZZINI/286 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2001/EDITORA PAIDÉIA – SÃO PAULO – SP

35. KARDEC, IRMÃS FOX E OUTROS/JORGE RIZZINI/200 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1995/ EME EDITORA ELDORADO ESPÍRITA DE SÃO PAULO – CAPIVARI – SP

36. LEONARDO DA VINCI – A ALMA DE UM GÊNIO/MARISLEI ESPÍNDULA BRASILEIRO/ 414 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2004/LÚMEN EDITORIAL LTDA. – SÃO PAULO – SP

37. LIVRO COMPLETO SOBRE EINSTEIN (O): DA MATÉRIA E ENERGIA AO ESPAÇO, TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA ENTENDER O HOMEM E SUAS TEORIAS/ CYNTHIA PHILIPS (PH.D.) E SHANA PRIWER [TRADUÇÃO: MARTHA MALVEZZI LEAL]/EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 2004/MADRAS EDITORA LTDA. – SÃO PAULO – SP

38. MARIA DE NAZARÉ/MIRAMEZ (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: JOÃO NUNES MAIA/488 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2001/EDITORA ESPÍRITA CRISTÃ FONTE VIVA – BELO HORIZONTE – MG

 

 

39. MISSÃO  DE  ALLAN KARDEC  (A)/CARLOS IMBASSAHY/159 PÁGS./2ª. EDIÇÃO  –  ANO 1988/FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO PARANÁ – EDIÇÕES MUNDO ESPÍRITA – CURITIBA – PR 

40. NOSSO AMIGO CHICO XAVIER(12)/LUCIANO NAPOLEÃO DA COSTA E SILVA/387 PÁGS. /10ª. EDIÇÃO – ANO 2001/GRÁFICA E EDITORA PAULO DE TARSO – GOIÂNIA – GO

41. NOTÁVEIS REPORTAGENS COM CHICO XAVIER(13)/REPORTAGENS REPRODUZIDAS DO JORNAL O GLOBO COM AUTORIZAÇÃO DA AGÊNCIA O GLOBO, DO RIO DE JANEIRO, RJ/242 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2002/INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA – ARARAS – SP

42. OS FILÓSOFOS/J. HERCULANO PIRES/296 PÁGS./1ª. EDIÇÃO DA FEESP – ANO 2000/ DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO [FEESP] – SÃO PAULO – SP

·         PITÁGORAS (APROX. 570 a.C. – APROX. 500 a.C.} [1]

·         PROTÁGORAS (500 ou 480 a.C. – APROX. 410 a.C.) [2]

·         SÓCRATES (APROX. 469 a.C. – 399 a.C.) [3]

·         DEMÓCRITO (APROX. 461 a.C. – 361 a.C.) – O PAI DA ATOMÍSTICA [4]

·         PLATÃO (427 a.C. – 347 a.C.) [5]  e  ARISTÓSTELES (384 a.C. – 322 a.C.) [6]

·         EPICURO (APROX. 341 a.C. – 270 a.C.) [7]

·         PLOTINO (APROX. 205 – 270) [8]

·         ABELARDO (1079 – 1142) [9]

·         IBN KHALDUN (1332 – 1406) [10]

·         DESCARTES (1596 – 1650) [11]

·         BERKELEY (1685 – 1753) [12]

·         KANT (1724 – 1804) [13]

·         MARX (1818 – 1883) [14]

·         SARTRE (1905 – 1980) [15]      

43. PAULO E ESTÊVÃO/EMMANUEL (ESPÍRITO) – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/ 553 PÁGS./6ª. EDIÇÃO – ANO 1959/DEPARTAMENTO EDITORIAL DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA [FEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

44. PAULO: UM HOMEM EM CRISTO/RUY KREMER/388 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2002/ EDITADO PELO INSTITUTO DE CULTURA ESPÍRITA DO BRASIL [ICEB] – RIO DE JANEIRO – RJ

45. PAULO FREIRE: UMA HISTÓRIA DE VIDA/ANA MARIA ARAÚJO FREIRE/655 PÁGS./EDI- ÇÃO ANO 2005/VILLA DAS LETRAS EDITORA – INDAIATUBA – SP

46. POR TRÁS VÉU DE ISIS – UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A COMUNICAÇÃO ENTRE VIVOS  E  MORTOS [TRAJETÓRIA  DE  CHICO  XAVIER] (14)/MARCEL SOUTO MAIOR/252

PÁGS./EDIÇÃO ANO 2006/EDITORA PLANETA DO BRASIL LTDA. – SÃO PAULO – SP

47. PROFISSIONAL INTEGRAL [VIDA E CARREIRA EM COMUNHÃO DINÂMICA]/RICAR-DO MELO/196 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2005/EDITORA INEDE – BELO HORIZONTE – MG

48. RECORDAÇÕES DE CHICO XAVIER(15)/R. A. RANIERI/221 PÁGS./3ª. EDIÇÃO – ANO 1991/EDITORA DA FRATERNIDADE S/C LTDA.- GUARATINGUETÁ – SP

49. RECORDAÇÕES DE MODESTA: A VIDA E A OBRA DE MARIA MODESTO CRAVO/IRA-CY CECÍLIO DE ARAÚJO FILHO/223 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2007/EDITORA INEDE – BELO HORIZONTE – MG

50. RODA DA VIDA (A) [MEMÓRIAS DO VIVER E DO VIVER] – AUTOBIOGRAFIA: “ELI-SABETH KÜBLER-ROSS” [TRADUÇÃO: MARIA LUIZA NEWLANDS SILVEIRA]/313 PÁGS./8ª. EDIÇÃO – ANO 1998/EDITORA SEXTANTE (GMT EDITORES LTDA.) – RIO DE JANEIRO – RJ

51. SAI BABA – O HOMEM DOS MILAGRES – “SÉRIE LIBERTAÇÃO HUMANA”/HOWARD MURPHET   [TRADUÇÃO:  PROFESSOR  HERMÓGENES]/244  PÁGS./EDIÇÃO  BRASILEIRA  SEM DATA/EDITORA RECORD – RIO DE JANEIRO – RJ

52. SAI BABA  [MEU  BABA  E  EU – VIVÊNCIAS COM O MESTRE INDIANO SRI SATHYA

SAI BABA]/DR. JHON S. HISLOP [TRADUÇÃO: EQUIPE TÉCNICA DA FUNDAÇÃO BHAGAVAN SRI SATHYA SAI BABA DO BRASIL]/398 PÁGS./2ª. EDIÇÃO BRASILEIRA – ANO 2006/EDITORA BEST SELLER LTDA. – RIO DE JANEIRO – RJ   

53. SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ >> AS ARMADILHAS DA FÉ/OCTAVIO PAZ [TRA-DUÇÃO: WLADIR DUPONT]/709 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1998/EDITORA SICILIANO [SELO: EDITORA MANDARIM] – SÃO PAULO – SP

54. TRINTA ANOS COM CHICO XAVIER(16)/CLOVIS TAVARES/287 PÁGS./5ª. EDIÇÃO – ANO 1991/ INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA [IDE] – ARARAS – SP

55. TÚNEL E A LUZ (O): REFLEXÕES ESSENCIAIS SOBRE A VIDA E A MORTE [TRABALHO MAGISTRAL DE ELISABETH KÜBLER-ROSS]//ELISABETH KÜBLER-ROSS [TRADUÇÃO: MAGDA FRANÇA LOPES]/218 PÁGS./EDIÇÃO ANO 2003/VERUS EDITORA LTDA. – CAMPINAS – SP

 

 

56. UMA GRANDE VIDA: ESTUDO BIOGRÁFICO DE CAIRBAR SCHUTEL/LEOPOLDO  MACHADO/191 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 1980/CASA  EDITORA  O  CLARIM [PROPRIEDADE DO CENTRO ESPÍRITA “AMANTES DA POBREZA” – MATÃO – SP

57. UM DEFICIENTE EFICIENTE:  A  VIDA  DE  AURINO COSTA/FERNANDO J. UCHÔA/227

PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1993/ACVM – AÇÃO CRISTÃ VICENTE MORETTTI – RIO DE JANEIRO – RJ

58. VENERANDA JOANNA DE ÂNGELIS (A)/AUTORES: CELESTE SANTOS E DIVALDO PEREIRA FRANCO/143 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 1987/LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA [LEAL] – SALVADOR – BA

59 VIANNA DE CARVALHO, O TRIBUNO DE ICÓ/LUCIANO KLEIN FILHO/210 PÁGS./PU-BLICAÇÕES LACHÂTRE EDITORA LTDA. – SÃO PAULO – SP 

60. VIDA E ATOS DOS APÓSTOLOS/CAIRBAR SCHUTEL/250 PÁGS./9ª. EDIÇÃO – ANO 2001

/CASA EDITORA O CLARIM – MATÃO SÃO PAULO – SP

61. YVONNE: A MÉDIUM ILUMINADA/GERSON SESTINI/179 PÁGS./1ª. EDIÇÃO – ANO 2007 /DEPARTAMENTO EDITORIAL DO “CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS [CELD]” – RIO DE JANEIRO – RJ

62. YVONNE DO AMARAL PEREIRA: O VÔO DE UMA ALMA/AUGUSTO MARQUES DE FREITAS/215 PÁGS./2ª. EDIÇÃO – ANO 2000/DEPARTAMENTO EDITORIAL DO CENTRO ESPÍ-RITA LÉON DENIS – RIO DE JANEIRO – RJ

63. YVONNE PEREIRA: UMA HEROÍNA SILENCIOSA/PEDRO CAMILO/157 PÁGS./3ª. EDI-ÇÃO – ANO 2005/EDITORA LACHÂTRE – SÃO PAULO – SP

 

7ª.  S U G E S T Ã O – OBSESSÃO/DESOBSESSÃO/TRATAMENTO E CURA  –  T R A T A-S E   D E   U M   D V D    [ 1  EXEMPLAR ]

 

1. DVD CONTENDO O EXCELENTE SEMINÁRIO SOBRE A “Obsessão e Distúrbios Psicofísicos” – TEMA ESSE DESDOBRADO EM:  1.  A Obsessão e as suas Variantes;   2. Sua Origem Narrada em terapia de Vidas Passadas;  e   3. Casos Reais, Tratamento e Cura.

Palestrante:  Alberto Almeida

Duração:  154 min. Aproximadamente (2 h 34 min.)

Cor:  Colorido

País de Produção:  Brasil                                                                                       

Idioma:  Português

 

ADENDO:

ESTE DVD É FRUTO DO  5º. CONGRESSO  ESPÍRITA MUNDIAL  >>  OCORRIDO EM CARTA-

GENA – COLÔMBIA – PERÍODO: 10 A 13.10.2007 – PROMOÇÃO E ORGANIZAÇÃO: CONSELHO ESPÍRITA INTERNACIONAL (CEI) – REALIZAÇÃO: CONFEDERACIÓN ESPÍRITA COLOMBIANA (CONFECOL) – APOIO: FEDERACIÓN ESPIRITISTA DE LA COSTA ATLÂNTICA (FEDCA)

 

 

P Ó S – E S C R I T O

 

 

 

I.   A  EDUCAÇÃO  NA  VISÃO  DE  “SAI  BABA”

 

 

“ O propósito da educação espiritual é permitir ao homem

 obter uma visão do divino na sociedade”.

 

 

        Sua obra educacional propõe o resgate do sagrado pela vivência dos valores espirituais que inspiram valores humanos; os valores que são inerentes à condição humana.

 

“[...] Os valores humanos são fundamentos morais e espirituais da consciên-cia humana. Todos os seres humanos podem e devem tomar conhecimento dos valores a eles inerentes. Muitas das causas que afligem a humanidade está na negação destes valores como suporte e inspiração para o desenvolvi-mento integral do potencial individual e conseqüentemente do social. A vivência dos valores alicerça o caráter, e reflete-se na conduta como uma conquista espiritual da personalidade. Para o homem conduzir com sucesso a sua vida, tem de percorrer lado a lado com os seus valores humanos, a sua escalada e a sua trajetória por este mundo. Entendemos que os principais sejam: honestidade, verdade, justiça, ética, disciplina, integridade, paz (auto-estima, autocontrole, autoconfiança, auto-aceitação e desapego) e amor [...]”                                                     

 Luiz Alvarenga Torres

 

        Sua proposta de educação prioriza a formação do caráter e o desenvolvimento integrado dos aspectos da personalidade humana. Educar para transformar. Educação em Valores Humanos unifica o ser natural ao ser intelectual e ao ser espiritual. A integração do conhecimento espiritual com o conhecimento formal e científico conduz ao afloramento da excelência humana. É uma educação em que ciências, artes e tradições espirituais têm como eixo os valores humanos.

        Sem dúvida, a educação é o fio condutor das transformações fundamentais, quer no âmbito individual, quer no social, e a vivência dos valores humanos é o agente modificador que permitirá uma sociedade mais solidária e harmônica.

        Um mundo melhor começa dentro de cada um de nós, e devemos procurá-lo em nossa consciência. Diante do homem consciente dos valores espirituais e éticos não há violência, tolice maldade ou sonho doentio que persista incólume. A mente e o ego inferior auto-afirmativo e exigente, quando aperfeiçoados pelo exercício dos valores  humanos,  inclinam-se  diante da sublime realidade do Espírito

Imortal.  Educar  para quê?  Para ser feliz. A felicidade é uma virtude e

se enraíza na percepção do que é real e permanente e do que é transitório e efêmero. Saber isso é saber que alegria e sofrimento são as duas faces da mesma moeda e se dispor a aprender com o diferente, surpreendente e indeterminado, com lucidez, generosidade, respeito e entusiasmo.

 

 

        A educação espiritual nos remete a valores permanentes e às virtudes do Espírito. A educação formal e laica é mutável em suas técnicas pedagógicas. Na educação em valores humanos, o diferencial está na Espiritualidade. O que é Espiritualidade? É sentir que todos somos um só. A Espiritualidade é a totalidade, e as religiões, os frag-mentos dessa totalidade. As religiões são caminhos que conduzem à mesma meta; a síntese, e não o sincretismo, deve ser o propósito do ensino. A síntese implica respeito às diferenças e à diversidade das expressões do conhecimento humano; o sincretismo implica em adapta-ções e arremedos visando semelhanças formais. Distinguir o perma-nente do circunstancial confere discernimento e a possibilidade de viver e servir a vida com tranqüilidade, alegria e competência.   

        Sai Baba costuma dizer:  “Dê um passo em minha direção e Eu darei dez na sua”. Acreditar em si mesmo é acreditar em Deus. Sabemos o quanto somos gratos e amamos a vida quando acreditamos nela mais do que a tememos; desse modo, somos merecedores das inúmeras possibilidades de conhecimento e autodescoberta que ela nos oferece. 

 

Marilú Martinelli é jornalista, escritora, educadora, consultora  educacional e

organizacional para formação de lideranças em valores humanos

 

 

 

II.   JESUS, O MAIS PERFEITO DOS PROFIS-SIONAIS (O NOSSO MODELO)

 

O Alfabeto prova isto.....

 

A – Advogado dos advogados – Nunca perde uma causa
B – Bombeiro dos bombeiros – Apaga o fogo do pecado
C  – Construtor dos construtores – Construiu céus e terra
D – Detetive dos detetives – Desvenda todos os mistérios
E – Eletricista dos eletricistas – Toda força está Nele
F – Farmacêutico dos farmacêuticos – Tem a receita certa
G – General dos generais – Nunca perdeu uma batalha
H – Hoteleiro dos hoteleiros – Hospeda todos seus filhos
I –  Instrumentista dos instrumentistas – Toca todos os instrumentos
J – Juiz dos juizes – Julga com eqüidade
L – Lavadeiro dos lavadeiros – Lava com seu próprio sangue
M – Médico dos médicos – Cura todas as enfermidades
N – Nutricionista dos nutricionistas – Nutri a vida espiritual
O – Odontólogo dos odontólogos – Cobre os dentes com ouro
P – Poeta dos poetas – Criou a beleza da vida
Q – Químico dos químicos – Sua fórmula é perfeita
R – Radialista dos radialistas – Comunica direto com os corações
S – Servente dos serventes – Ninguém serviu melhor que Ele
T – Tecelão dos tecelões – Suas vestes foram disputadas
U – Urbanizador dos urbanizadores – Embeleza nossa vida
V – Vigia dos vigias – Aquele que sempre nos guarda
X – Xeque dos xeques – Governa com soberania
Z – Zelador dos zeladores – Zela por nossas vidas

 

(Autor desconhecido)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

III.   E   F I N A L M E N T E   A   “CONCLUSÃO   DO   PRESENTE   ESTUDO”

 

APROVEITAMOS O GANCHO DE “ELISEU RIGONATTI”, AQUI APOMOS A CONCLUSÃO CONTIDA NO FINAL DO OPÚSCULO DE SUA LAVRA DENOMINADA DE “A MEDIUNIDADE SEM LÁGRIMAS”:

 

      “ACABAMOS DE ESTUDAR AS LEIS FÍSICAS E MORAIS QUE REGEM A MEDIUNIDADE. JÁ SABEMOS QUE A MEDIUNIDADE É SIMPLESMENTE UM SENTIDO QUE TODOS POSSUÍMOS E CUJA APLICAÇÃO DEPENDE UNICAMENTE DE NÓS. UM MÉDIUM NÃO É UM SER PRIVILEGIA-DO: É UMA PESSOA QUE APRENDEU A USAR DE SUA FACULDADE MEDIÚNICA.

        EMBORA EM TODAS AS ÉPOCAS TENHA HAVIDO MÉDIUNS, ESTAVA RESERVADO AOS NOSSOS TEMPOS A DISSEMINAÇÃO E A POPULARIZAÇÃO DAS PRÁTICAS MEDIÚNICAS, NÃO SÓ PORQUE A HUMANIDADE ESTÁ MAIS ESCLARECIDA, MAS, TAMBÉM, PORQUE OS ORGA-NISMOS HUMANOS, SENDO MAIS MALEÁVEIS, MAIS FLEXÍVEIS, MAIS DELICADOS, PERMI-TEM AOS ESPÍRITOS MAIOR LIBERDADE DE AÇÃO.

        A MEDIUNIDADE, COMO TUDO O QUE HÁ NO UNIVERSO, TAMBÉM ESTÁ SUJEITA À LEI DA EVOLUÇÃO. A PRINCÍPIO, OS CORPOS GROSSEIROS DE NOSSOS ANTEPASSADOS, PESA-DOS E EXTREMAMENTE MATERIAIS, NENHUMA LIBERDADE OFERECIAM AOS ESPÍRITOS QUE SE ENCARNAVAM. É VERDADE QUE OS ESPÍRITOS ERAM PRIMITIVOS E NÃO ENTENDIAM AIN-DA NADA DE ESPIRITUALIDADE. PASSARAM OS TEMPOS. OS CORPOS TORNARAM-SE MENOS BRUTOS, MAIS LEVES. OS ESPÍRITOS QUE SE ENCARNAVAM VINHAM MAIS ESCLARECIDOS E MAIS ESPIRITUALIZADOS. COMEÇOU ENTÃO A HAVER MAIOR FACILIDADE PARA O USO DA MEDIUNIDADE E MAIOR INTERESSE PELAS COISAS DO MUNDO ESPIRITUAL. PRIMEIRO, FORAM AS MANIFESTAÇÕES GROSSEIRAS DOS FENÔMENOS FÍSICOS; DEPOIS, AS MANIFES-TAÇÕES INTELECTUAIS EM CUJA FASE ESTAMOS. NÃO PARAREMOS AQUI. EVOLUIREMOS SEMPRE. DIA VIRÁ EM QUE NOSSO SENTIDO MEDIÚNICO ESTARÁ TÃO APURADO COMO NOSSA VISÃO E AUDIÇÃO HOJE. DESPARECERÃO TODAS AS BARREIRAS QUE NOS SEPARAM DOS PLANOS ESPIRITUAIS. APOIADOS NA MEDIUNIDADE QUE NO FUTURO NÃO TERÁ MISTÉRIOS PARA NINGUÉM, CAMINHAREMOS MAIS FIRMEMENTE PARA AS MORADAS FELIZES DO REINO DE DEUS.

        NÃO HÁ SANTOS E NÃO HÁ MILAGRES.

        AS LIÇÕES QUE ESTUDAMOS DÃO-NOS A CHAVE DE TODOS OS PRODÍGIOS REALIZA-DOS POR INDIVÍDUOS QUE VIVERAM EM TODAS AS ÉPOCAS E EM TODAS AS NAÇÕES. DOTADOS DE PODEROSA MEDIUNIDADE ATRAÍAM OS SOFREDORES E, ALIVIANDO-LHES OS MALES, PREGAVAM A FÉ, A ESPERANÇA E A CARIDADE. DEPOIS A IGNORÂNCIA DOS POVOS E A EXPLORAÇÃO DOS SACERDOTES OS CONVERTERAM EM SANTOS. E SUAS CURAS, EFETUA-DAS DE CONFORMIDADE COM AS LEIS DA NATUREZA, E O CONCURSO FRATERNO DOS ESPÍRITOS, FORAM TIDAS POR MILAGRES. O ESPIRITISMO, EXPLICANDO RACIONALMENTE OS FATOS E REVELANDO A FACULDADE MEDIÚNICA QUE POSSUÍMOS, DEU UM GOLPE DE MORTE AOS MILAGRES E CABOU COM OS SANTOS.

        DE AGORA EM DIANTE NÃO SÃO MAIS SANTOS; NÃO MAIS MILAGRES; MAS MÉDIUNS ESCLARECIDOS E ESPÍRITOS DO BEM IRMANADOS NA SANTA TAREFA DE CUIDAREM DA SEARA DO SENHOR“.  

 

        E ASSIM, DIANTE DO “GRAN FINALE”, QUEREMOS DEIXAR REGISTRADO O PLEITO DE GRATIDÃO A ALGUNS DOS INCANSÁVEIS MÉDIUNS BRASILEIROS:  “RECONHECI-DAMENTE DE VALOR INCONTESTÁVEL, EM NOSSO PAÍS CHAMADO BRASIL, TEMOS GRANDES LEGADOS ATRAVÉS DE SEUS ESCRITOS SOBRE A MEDIUNIDADE E ESPECI-FICAMENTE OS SOBRE A OBSESSÃO E A TERAPIA DESOBSESSIVA (O PESO DO RECO-NHECIMENTO PARA COM ELES É IMENSO) E, AQUI VAMOS CITAR ALGUNS DOS MAIS CONHECIDOS NO MOVIMENTO ESPÍRITA BRASI-LEIRO, OS MESMOS SERVIRAM E SERVIRÃO DE EXEMPLO POR MUITOS E MUITOS ANOS PARA NÓS ESPÍRITAS E NÃO ESPÍRITAS (OBVIAMENTE, A LISTA CONTENDO OS SEUS NOMES É GIGANTESCA E, POR CERTO, SERIA ENFADONHO SE QUISÉSSEMOS RELACIONAR TODOS AQUI, DADO O NÚMERO DE SUA TOTALIDADE). ASSIM, LISTAMOS AQUI UMA AMOSTRA, CONTENDO OS SEGUINTES:

(1) ADOLFO BEZERRA DE MENEZES; (2) CARLOS JULIANO TORRES PASTORINO; (3) CELSO MARTINS;  (4) DIVALDO P. FRANCO;  (5) FRANCISCO C. XAVIER; (6) HERMÍNIO C.

 

 

MIRANDA; (7) INÁCIO FERREIRA; (8) JACOB LUIZ DE MELO; (9) JORGE ANDRÉA DOS SANTOS; (10) JOSÉ HERCULANO PIRES (11) LUIZ GONZAGA PINHEIRO; (12) MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA; (13) MARIA MODESTO CRAVO; (14) NEWTON BOECHAT;  (15) YVONNE DO AMARAL PEREIRA”.

        NÃO SERÁ DEMAIS AQUI ENFATIZAR: MUITO OBRIGADO A VOCÊS QUERIDOS  AMIGOS E TAMBÉM AOS QUE AQUI NÃO PUDEMOS MENCIONAR OS SEUS NOMES TENDO EM VISTA O EXÍGUO ESPAÇO NESTE ESTUDO.  QUE DEUS NOS ABENÇOE HOJE E SEMPRE.

        DIZ-NOS ISMAEL ALONSO (ESPÍRITO) :  “O MÉDIUM DEVE SER PORTADOR DA VIRTU-DE, DA HUMILDADE, DA CARIDADE, DO AMOR. QUE JAMAIS SE EXALTE, PORQUE SE O FIZER, NÃO IMAGINAREIS DE QUE MANEIRA TERRÍVEL DAR-SE-Á A SUA QUEDA! QUÃO PERIGOSO É QUANDO O MÉDIUM SE ENVAIDECE PERANTE SUA MEDIUNIDAE! 

        DEVEMOS SER SIMPLES E ATENDER SOMENTE ÀS NECESSIDADES MAIS PREMEN-TES DA VIDA.

        A MEDIUNIDADE É UM DOM QUE NOS É PERMITIDO POR DEUS, ADQUIRIDO ATRA-VÉS DAS JORNADAS QUE ELE NOS PROPICIA.

        ATRAVÉS DAS ENCARNAÇÕES É QUE EVOLUIMOS PAULATINAMENTE. A MEDIUNI-DADE NOS ACOMPANHA TAMBÉM NA MESMA MEDIDA E AO MESMO TEMPO, E DE UMA FORMA TÃO JUSTA, QUE DEVEMOS ENTENDÊ-LA SOMENTE COM A INTENÇÃO DE PRESTAR UM SOCORRO, DE AUXILIAR A HUMANIDADE, DE DAR CUMPRIMENTO ÀS LEIS DA TERRA, FAZENDO COM QUE AS CRIATURAS, ATRAVÉS DA BÊNÇÃO MEDIÚNI-CA, POSSAM LIVRAR-SE DAS TENTAÇÕES E REENCETAR OS CAMINHOS MAIS CORRE-TOS, SEJA ATRAVÉS DE UMA CURA OU ATRAVÉS DE UMA MENSAGEM, OU AINDA DE PALAVRAS CERTAS QUE SERÃO O EMPURRÃO QUE TALVEZ AS FAÇA ADENTRAR PELAS PORTAS DA DOUTRINA ESPÍRITA.

        MAS, PARA QUE TUDO FLUA EQUILIBRADA E BENEFICAMENTE, DEVEMOS ABOLIR DO NOSSO PENSAMENTO TUDO O QUE É CONTRÁRIO ÀS LEIS DA CARIDADE E DO AMOR, SERVINDO-NOS SEMPRE DA HUMILDADE E DA CARIDADE PERANTE AS CRIATURAS QUE VÊM ATÉ NÓS.

        PRESTEMOS ATENÇÃO, TODO EXERCÍCIO MEDIÚNICO DEVE SER FEITO COM  MUI-TO  AMOR  E BOA VONTADE, ENXERGANDO SOMENTE O LADO BOM DAS CRIATURAS, O LADO FELIZ DAS SITUAÇÕES.

        PARA QUE UM DIA POSSAMOS RECEBER NO ALTO TUDO QUE PLANTAMOS, DEVEMOS SEMEAR SOMENTE FRUTOS BENÉFICOS, ENSEJANDO UMA COLHEITA TAMBÉM DE MARAVILHOSOS FRUTOS ADQUIRIDOS ATRAVÉS DA MEDIUNIDADE BEM CONDUZIDA”.

 

 

 

“AS PALAVRAS CONVENCEM, MAS OS EXEMPLOS ARRASTAM”.

 UM IRMÃO

 

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